Quarta-feira, Novembro 11, 2009

IBGE pisa na bola: concentração de terras

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou ontem que errou no cálculo do índice que mede a concentração de terras no país, divulgado no fim de setembro. O Censo Agropecuário do IBGE apurou que em 2006 o índice de Gini - segundo o qual, quanto mais próximo de 1 está o resultado, maior é a concentração fundiária- havia atingido 0,872, indicando piora na distribuição de terras em uma década.


O número correto, segundo o instituto, é 0,854, o que leva à interpretação inversa: um pequeno recuo em relação ao resultado de 0,856 apurado no censo de 1995/1996. As informações são do jornal Folha de São Paulo.


Mais.

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Delegado desmente CPT

Publicada agora às 18:16 no portal do Governo do Estado, nota da ASCOM contesta acusações da CPT sobre suposta ação descontrolada do delegado Geral de Polícia Civil do Pará, Raimundo Benassully Júnior, ao puxar arma contra um manifestante sem-terra na “Curva do S”. O próprio delegado esclarece que foi ameaçado de morte por um integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, do jeito contado aqui, às 14h10.

Político de Moju condenado a prisão

O ex-vice-prefeito de Moju, no Pará, Altino Coelho Miranda, o Dedeco, foi condenado a nove anos de prisão em regime fechado por submeter trabalhadores a condições semelhantes às da escravidão. Dedeco, que teve indeferida sua candidatura a vereador nas últimas eleições, também terá que pagar multa. Pelo mesmo crime, o filho de Dedeco, Altino Freitas Miranda, o Dequinho, foi condenado a sete anos e seis meses de prisão em regime semi-aberto, mais multa.



Em agosto de 2007, fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) encontraram 15 pessoas em condições degradantes de trabalho na fazenda de Dedeco, localizada na zona rural de Moju, município de 64 mil habitantes do nordeste paraense, a 56 km de Belém. Uma das vítimas tinha menos de 18 anos.


Os Miranda foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF) em abril de 2008. "Além de não fornecerem condições para que os trabalhadores pudessem exercer com o mínimo de dignidade as atividades de roçado e cultivo de dendê, o denunciado Dequinho mantinha, sob as ordens de Dedeco, o denominado 'sistema de armazém''", registrou na ação o procurador da República Fernando José Aguiar de Oliveira.


Por esse sistema, também conhecido como sistema de barracão, o empregador inviabiliza a ida dos trabalhadores ao comércio municipal para forçá-los a adquirir alimentos e outros meios de subsistência diretamente da venda da fazenda, tudo descontado nos salários.


Na sentença, o juiz federal Rubens Rollo D'Oliveira diz que, de acordo com as provas do processo, “a jornada de trabalho e o sistema de produção e pagamento também eram desumanos, eis que deixavam os trabalhadores exaustos e com pouca retribuição pelo esforço físico desenvolvido”.


A decisão judicial também cita informações coletadas pela equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, que expediu 25 autos de infração contra Dedeco e Dequinho em decorrência de uma série de irregularidades, como a falta de alojamento e de refeitório adequados, a inexistência de água potável e de banheiro para os trabalhadores, o não-pagamento de contribuições previdenciárias e a cobrança pelos equipamentos de proteção individual que deveriam ser cedidos gratuitamente aos empregados. Além disso, os trabalhadores tinham que pagar pela própria alimentação.


Dedeco e Dequinho estão recorrendo contra a decisão na Justiça Federal em Belém.


Processo: 2008.39.00.005951-2 (Justiça Federal em Belém)

Fonte: ASCOM da Jutiça Federal

Ana reúne blogueiros

Pela primeira vez no Brasil, um governante se reunirá com os blogueiros de seu Estado.
O fato ocorrerá dia 23 de novembro, no Palácio dos Despachos, durante café da manhã com Ana Júlia.

Direito de Resposta

Assessoria de Comunicação da prefeitura de Paragominas acaba de enviar nota contestando informação da coluna, publicada, hoje, no Diário do Pará, desmentindo,  a tal campanha de "desmatamento zero" do prefeito Adnam  Demachki  (PSDB), baseado em dados da Imazon.

Leiam, na íntegra,  a versão do prefeito:



Em respeito à opinião pública paraense, acerca das constantes notas sobre o Projeto Ambiental de Paragominas, publicadas na coluna do Sr. Hiroshi Bogéa, em O Diário do Pará, informamos:


Há 20 meses, Prefeitura, Câmara e entidades de Paragominas instituíram o projeto Município Verde. Dentre as muitas ações desenvolvidas, um pacto foi assinado para o DESMATAMENTO ZERO, mudando uma página na história do município. Com esse comprometimento, o número de focos de desmatamento vem diminuindo vertiginosamente. A ong Imazon passou a monitorar, por satélites, o desmatamento; e a Prefeitura e as entidades - informadas pela ong da existência de focos - fiscalizam as áreas e denunciam seus proprietários a quem de direito. Em 20 meses, dados do DETER (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real), divulgado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) atestam que o desmatamento em Paragominas reduziu em 73%.


De janeiro a junho de 2009, o município não teve nenhum foco de desmatamento; e em julho e agosto, os poucos focos existentes tiveram a atividade carvoeira presente. Esse carvão está sendo produzido para abastecer as guseiras de Marabá e Açailândia.


Insistentemente em suas colunas, o jornalista Hiroshi Bogéa apresenta informações demonstrando desmatamento e degradação ambiental em Paragominas. Contudo, todas as informações são de fatos ocorridos anteriormente aos 20 meses da implantação do projeto Município Verde. Reconhecemos nosso passado. Por isso, estamos buscando um novo presente e um futuro melhor para as novas gerações.


Por fim, reconhecemos a importância das guseiras para Marabá e Açailândia, mas estas, também, devem entender que não desejamos continuar transformando as florestas de Paragominas em carvão vegetal, muito menos que parte da nossa população trabalhe nessa atividade degradante. Se quiserem continuar produzindo gusa, que o façam por meio de reflorestamento, como já fazem algumas empresas, e em suas cidades de atuação.



Nota do Blog:  1- debaixo de taca, o prefeito de Paragominas diz, agora, que o carvão vegetal é consumido, também, pelas guseiras de Açailândia, sem, no entanto, especificar o alto índice de metros cúbitos do produto florestal consumido pelas usinas maranhenses, abastecidas pelos produtores da rodovia Belém-Brasília e BR-222.

2- No calor da campanha  mentirosa que ele vem desenvolvendo, irresponsavelmente, contra a Sinobrás, são sempre dirigidas acusações aos empresários de Marabá - especificamente à siderúrgica de aço que absorve  insumos vegetais produzidos em suas doze fazendas e de produtores devidamente certificados, abstendo-se da compra de carvão de origem ilegal.

3- Convenientemente, o prefeito esquece de mencionar em sua nota as fortíssimas relações comerciais que os produtores de carvão vegetal  de seu município (portentosos financiadores de campanhas eleitorais da dupla Adnam-Sidney Rosa) mantém com o pólo siderúrgico localizado em terras maranhenses.

4- Em nenhum momento, o alcaide se avexa em desmentir as notas publicadas hoje na coluna. Tenta se justificar, apegando-se a um tal projeto "Município Verde", para encobrir o grande mal que seus padrinhos políticos(à frente, Sidney Rosa, um dos maiores madeireiros da região)  fizeram às florestas de Paragominas.

5- A nota do prefeito de Paragominas será publicada, também, na coluna do Diário do Parã, neste final de semana.

Agora é a vez da Cedro

De um lado, o radicalismo campesino de Trocate e sua turma.


Em outro plano, o bom senso de Jorge Nery e Ulisses Manaças

Os três personagenstêm  têm em comum a ocupação de cargos  importantes do MST. 

Trocate é o ideólogo do barbarismo campal de destruição das propriedades, como vem patrocinando nos últimos dias.

Nery e Ulisses entendem que o MST não pode perder a oportunidade de avançar no projeto de Reforma Agrária tendo governos aliados, como é o caso do Pará.

A divisão dentro do movimento ganha contornos inconciliáveis.

Se depender de Trocate, a ordem é destruir tudo para desestabilizar até o governo Lula.

Como Trocate e seus lobos humanos querem mesmo tocar fogo no palheiro, as propriedades rurais do Sul e Sudeste do Estado continuarão sitiadas.

Programa-se para as próximas horas, ações fulminantes e de extremo risco à estabilidade.

Três áreas deverão ser atacadas.

Simultaneamente: ferrovia, Curva do S e fazenda Cedro

A Estrada de Ferro Carajás deverá ser bloqueada nas proximidades do acampamento do MST, no mesmo local onde o movimento paralisou os trens da Vale, em vezes anteriores. .

Ao mesmo tempo, outro grupo postará contingentes, mais uma vez, na Curva do S, fechando a PA-150.

E, para jogar pá de terra sobre o caixão, invasão da fazenda Cedro, utilizando a mesma tática de terror que destruiu imóveis e equipamentos das fazendas Maria Bonita, Espírito Santo e Rio Vermelho.

CPT inflama

Mente a CPT quando diz em nota distribuída aos jornais suposta atitude “truculenta” e “despreparada” do delegado-geral Raimundo Benassuly,  no trato com sem-terras, na Curva do S, a ponto de ter exposto o governo a repetir tragédia ocorrida durante a gestão de Almir Gabriel, quando 19 pessoas foram mortas num confronto com forças policiais.


Faltou com a verdade.

Benassuly realmente sacou de uma arma, diante de tresloucado manifestante que lhe apontou reluzente peixeira, ameaçando tirar-lhe a vida com a arma branca brilhando à luz do sol.

Quem estava presente no local viu o lance, inclusive repórteres de jornais.

O delegado de polícia defendeu-se com profissionalismo, sem colocar em risco a eficiência da operação que cumpriu à risca a desocupação da Curva do S, sem maiores confrontos.

A CPT, mandando bilhetinhos mentirosos às redações, perde seu maior patrimônio construído ao longo do anos: a credibilidade.

Chama o Plínio Corrêa!

Soou como música de boa qualidade o ralho de Ana Júlia com   imprensa que abre páginas inteiras para divulgar o retorno triunfal da UDR.
Certíssima, a governadora.

Havia entendimento de que a maioria dos formadores de opinião tivesse adquirido a conscientização plena do mal que representam à sociedade excrescências com o perfil da União Democrática Ruralista (até o nome nos remete aos tempos da UDN).

Mas a movimentação nervosa de setores da mídia comprometida com os interesses da turma de Ronaldo Caiado S.A,  frustrou os mais otimistas.

A peste irracional sobrevive, em plena redação dos veículos de informação.

Só falta agora alguns jornalões convocarem a TFP.

Boçalidade escrita

Com desculpa de resguardar o direito à propriedade intelectual, os barões da imprensa escrita mundial, reunidos no congresso da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) querem porque querem, também, limitar a liberdade da Internet.

Ao mesmo tempo, condenam e defendem a censura.

Entre choros e resmungos, propuseram “maior controle sobre a rede”.

Numa expressão mais compreensível, querem também censurar a web.

A ficha caiu atrasada.

Perdem leitores, perdem dinheiro, perdem poder.

Mas não perdem a pose.

Ladeira abaixo

                -  “Censura ao jornal paulista (Estadão) é citada como um retrocesso do governo Lula”.
A chamada acima é de uma notícia sobre ameaças à imprensa livre denunciadas durante a assembléia da Sociedade Interamericana de Imprensa, publicada na página 9,  caderno Poder, de O Liberal.

Ao ler a íntegra do texto, assinado pela Agência France Presse, ninguém encontra qualquer indicativo de declaração do presidente da SIP, Enrique Santos, citando o presidente do Brasil responsável pela censura ao jornal de São Paulo, conforme dá a entender a folha dos Maiorana.

Mente duas vezes.

Primeiro, ao induzir o leitor na chamada da matéria.

Segundo, porque a censura ao jornalão paulista foi imposta por ordem judicial.

Essa é a “imprensa profissional que apura o noticiário com critérios”, conforme pregaram os donos de jornais participantes da SIP, para justificar a criação de leis internacionais capazes de brecar a liberdade da Internet.

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster publicada nesta terça-feira, 10, no Diário do Pará:

                                                   __________


Pra inglês ver
Com que cara anda o prefeito de Paragominas, Adnam Demachki (PSDB), depois que seu município apareceu em segundo lugar no ranking dos maiores destruidores de mata no Pará? O propalado “ desmatamento zero” anunciado há mais de dois anos pelo alcaide não passa mesmo daquilo que a coluna sempre acusou: campanha de marketing mentirosa. O cuidadoso levantamento realizado pela Imazon em áreas onde se retiram madeira sem autorização legal, desmascara as intenções do prefeito de cuidar responsavelmente pela integridade das florestas de seu território.


Ranking dos predadores
Entre 2007 e 2008, diz a ONG Imazon, 76% dos 372.594 hectares de floresta explorada sem autorização no Pará, ocorreram em 10 municípios. Portel é o campeão com 67.170 hectares. Coladinha nele, aparece Paragominas, responsável, em um ano, pela destruição de 60.092 hectares de área explorada sem autorização. Depois aparecem, pela ordem, Rondon do Pará (31.261), Goianésia (27.151), Tomé-açu (21.561), Ipixuna do Pará (21.417), Tailândia (21.110), Dom Eliseu (14.922), Altamira (10.940) e Uruará (8.870).

Cadê Pinóquio, gente!
A coluna estimula seus leitores observarem na lista dos dez maiores destruidores de florestas, a inclusão dos municípios paraenses que mais fornecem carvão vegetal para as guseiras do Maranhão, exatamente Paragominas, Rondon, Ipixuna do Pará e Dom Eliseu. De municípios cujos produtores de carvão são mais ligados ao Distrito Industrial de Marabá, aparecem apenas Goianésia e Tailândia. O próprio município de Marabá está fora da lista suja. Como toda mentira tem perna curta, a campanha de Adnam Demachki contra a Sinobrás e o DI marabaense, está desmascarada com números reais.

Pai Baião
Até 1913, as terras do município de Marabá pertenceram ao município de Baião que, com grande extensão patrimonial incorporava São João do Araguaia, Conceição do Araguaia, Marabá e o distrito de Alcobaça – hoje Tucuruí. Salvo pequeno engano, Baião já pode ter sido o maior município do mundo, em extensão territorial. Historicamente, a região do Baixo Tocantins onde pontificam Cametá, Baião e Mocajuba, teve intensa ligação com a vida econômica de Marabá, ao servirem de entreposto das grandiosas embarcações que transportavam castanha para os barões exportadores residentes em Belém.

Segurando o leme
No curso dessa rota fluvial que cruzava perigosas cachoeiras e interligava povoações através do intercâmbio cultural, e das relações sócio-econômicas, é que se destinam as filmagens do que ainda resta nas ribanceiras do Tocantins, a serem trabalhadas por uma equipe da VídeoV, produtora de Marabá, roteirizadas para o documentário “Na proa desse rio”. Testemunhos de remanescentes em idade avançada, residentes em Tucuruí, Cametá, Baião e Mocajuba serão as riquezas do vídeo.

Negócios bolivarianos
Pecuaristas da região Sudeste do Pará, cada vez mais dispostos a se desvincularem comercialmente dos grandes frigoríficos nacionais, aguardam ansiosos o resultado da viagem que a governadora Ana Júlia iniciou à Venezuela com objetivo, entre outros itens de sua agenda internacional, de viabilizar a regularização de uma rota de navios para o incremento das exportações do boi em pé, pescado, aves e polpa de frutas. O país de Hugo Chaves é um grande consumidor desses produtos produzidos em escala na região de Marabá.

Curta Carajás
Confirmado para o dia 14, sábado, exibição de cinco curtas produzidos em Parauapebas, e um em Canaã dos Carajás, como parte da programação da mostra Curta Carajás, patrocinado pela secretaria de Cultura do município. Reconhecendo não existir ainda na região uma produção forte e consistente, o secretário Cláudio Feitosa compreende o festival como primeiro passo para fortalecer a produção audiovisual no município. A prefeitura de Parauapebas oferece não só o contato com a diversidade de produção cinematográfica, mas uma possibilidade de qualificação por meio das oficinas que serão realizadas. Mostra inicia hoje, 10, e termina sábado, 14.

Umas & Outras
O Projeto de Florestas Tropicais liderado pelo Príncipe Charles, que visitou Pará neste ano, tem uma nova empresa associada: a Alcoa. A iniciativa busca conscientizar para a redução do ritmo de destruição das florestas tropicais e enfrentamento das mudanças climáticas. A Companhia vai contribuir com a plantação de 15 milhões de árvores em 50 anos em Juruti, Oeste do Pará, onde opera uma mina de bauxita desde Setembro deste ano.


Reforma do estádio Zinho Oliveira tem prazo para conclusão: primeira semana de janeiro de 2010, com ampliação de sua capacidade de duas mil para cinco mil pessoas e implantação de nova iluminação, além de cadeiras cativas.


Coronel Antonio Araújo, diretor do DMTU, inicia campanha educativa para reduzir os índices de acidentes no trânsito de Marabá, que causaram, em um ano, prejuízo de um milhão de reais com perdas em produção, custos médicos, previdência social, custos legais, perdas materiais, despesas com seguro e custos com emergências entre outros. 48% dos acidentes são causados por excesso de velocidade.


Esta semana começam obras de montagem dos estandes da XVI FICAM, que este ano baterá recorde de participantes cadastrados.

Sábado, Novembro 07, 2009

Ficamos sem o "Serjão"

Ausente de Marabá, retornando nesta madrugada, agora por volta do meio-dia, depois de merecida dormida, o poster tomou conhecimento da morte de Sérgio Lemos, pessoa com quem amarrávamos, vez por outra, proveitosas conversas sobre o dia a dia da cidade.
Pernambucano da bela Olinda, Sérgio aportou às margens do Tocantins transferido para a agência do Banco do Brasil de Marabá. Em pouco tempo, com seu estilo calmo e jeitão de pacificador, não demorou a esticar seus laços de amizade. Fez muitas, talvez centenas.

Era fácil se enturmar com Serjão, carinhosamente chamado por alguns.

Bem informado, maravilhoso pai de família, preocupado com as questões sociais, tanto que atuou como parceiro da APAE a foi um dos responsáveis pela Fundação Santa Rosa, entidade dedicada a cuidar de meninos de rua, Sérgio tem sua assinatura também na edificação da Associação Atlética Banco do Brasil, num período em que a sociedade de Marabá não possuía qualquer tipo de área de lazer e entretenimento.

Aliás, até hoje, a sede campestre da AABB é o único artigo de luxo com o qual as famílias locais podem contar para as diversões em finais de semana.

Sérgio assumiu também a função de liderança empresarial ao ser eleito presidente da ACIM (Associação Comercial e Industrial de Marabá), no inicio do ano 2000.

Vítima de câncer no pâncreas, Serjão nos deixou na manhã de quarta-feira, 4.

O blog registra o infortúnio carregado de lamento diante do fato de que a cidade perde maravilhosa figura humana, solidarizando-se com a Liana – companheira de todas as horas de Sérgio -, e os filhos Dennys, Cláudio e Fábio.

Os transgênicos voltaram

De tão incompetentes, os coordenadores do MST do Pará conseguiram trazer à ribalta a UDR, grupo político de direita tão peçonhento que tem entre seus líderes a figura medieval de Ronaldo Caiado.


Aturar os dois goianos agora (Caiado e Kátia Abreu) falando em “direitos humanos” no Congresso Nacional, é o fim!

Voz suprema

"Não há liberdade de imprensa pela metade ou sob as tenazes da censura prévia, inclusive a procedente do Poder Judiciário, pena de se resvalar para o espaço inconstitucional da prestidigitação jurídica.. (...) Não cabe ao Estado, por qualquer dos seus órgãos, definir previamente o que pode ou o que não pode ser dito por indivíduos e jornalistas.

Pronto!

Perfeita na forma e conteúdo, decisão redigida pelo ministro Carlos Ayres Britto, publicada neste final de semana no Diário da Justiça, deixando claro a promotores e juízes estaduais ser impraticável no Brasil a censura prévia sob quaisquer justificativas.

A decisão disponibiliza o STF como órgão imediato a se recorrer caso algum meio de comunicação ou jornalista seja tungado de seu direito de opinar, criticar ou publicar o que interessa à opinião pública.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Governo esclarece

Assessoria de Imprensa da Sespa envia nota esclarecendo sobre  os boatos da prisão da secretária  estadual de Saúde:


Secretaria de Estado de Saúde - SESPA



Nota à imprensa

O financiamento de medicamentos, assim como a saúde de modo geral, é de responsabilidade das três esferas de governo – federal, estadual e municipal.

O Estado vem cumprindo sozinho todas as demandas de compra de medicamente por ordem judicial. Vale ressaltar que a maioria desses medicamentos é fornecido para pacientes que se encontram fora dos protocolos do Ministério da Saúde, e são receitados, na maioria, por médicos particulares.

Em média, o Estado vem gastando cerca de R$ 300 mil / mês só para atender essas demandas. Em julho de 2009, foram gastos R$ 484.293,70 para fornecimento de medicamentos a 15 pacientes.

É importante ressaltar que a maioria desses medicamentos não existe para entrega imediata, sendo alguns deles importados. Além disso, alguns não fazem parte da lista padrão de medicamentos de alto custo do Ministério da Saúde.


Em relação aos pacientes citados:


- a primeira, portadora de câncer de mama, é cadastrada no Ofir Loyola para tratamento.. Recebeu da Sespa, nos dias 23/10 e 04/11, 840 comprimidos de Lapatinibe, no valor de R$ 35.289,80; e 600 comprimidos de Capecitabina, no valor de R$ 6.216,00.

- o segundo paciente recebeu, no dia 09/10/2009, 120 latas do leite Pregomin, no valor de R$ 19;664,40.

- quanto ao terceiro, não recebemos, até o momento, nenhuma citação judicial. Mas o paciente recebe, desde agosto de 2009, o medicamento Somatotrofina, em quantidade suficiente até janeiro de 2010, embora o fornecimento desta medicação esteja fora dos parâmetros recomendados pelo Ministério da Saúde.

A Sespa entende a necessidade dos pacientes, mas diante da responsabilidade tripartite sobre compra desses medicamentos, há necessidade de que o Ministério Público convoque o Ministério da Saúde, as Secretarias Municipais de Saúde e a Sespa para uma discussão quanto à garantia de acesso aos medicamentos essenciais à população.

Indefinição ronda Remo

Gerson Nogueira, em seu blog cada dia mais lido, é quem dá a última sobre a venda do Evandro Almeida:



Baluarte da coluna e do blog revela que uma pré-proposta de venda do estádio Evandro Almeida foi apresentada pela diretoria do Remo a representantes do prefeito de Belém, Duciomar Costa. Preço: R$ 40 milhões. Depois de duas semanas analisando os números, os homens de Dudu declinaram da ideia. Diante disso, assessores de Amaro Klautau correm atrás de um acordo com forte grupo lojista local. O preço já teria baixado para R$ 35 milhões, sem sensibilizar a empresa. A prioridade no clube é fechar a transação até janeiro de 2010.

"Quarta-feira demoníaca"

As depredações de propriedades ocorridas durante a “Quarta-feira Demoníaca”, como foi batizado, pelos fazendeiros, o dia de ontem, teve lances de puro planejamento estratégico elaborado pelos coordenadores das ações violentas.
Primeiro, as investidas foram realizadas em conjunto pelo MST, Fetagri e Fetraf.

Às três e meia da madrugada de quarta-feira, ações orquestradas pelos movimentos sociais ocorreram, ao mesmo tempo, em pontos distintos.

A Fetagri cuidou da invasão da sede do INCRA de Marabá.

O MST soltou seus lobos-humanos nas fazendas Espírito Santo (Xinguara) e Maria Bonita (Eldorado dos Carajás).

A Fetagri botou os pés na fazenda Santa Teresa (Marabá).

A Fetraf, também no município de Marabá, invadiu a fazenda Barreira Branca.

Em operações típicas de guerrilha, as depredações foram feitas em curto espaço de tempo. Objetivo era causar pânico e prejuízos financeiros, fugindo imediatamente do flagrante.

Questionado ontem à noite se esse tipo de operação de guerrilha impossibilita a polícia de prender os depredadores das propriedades, fonte da secretaria de Segurança informou que não. “Não é difícil identificar os autores das ações, até porque o serviço de inteligência está apto a trabalhar nesse sentido”.

Mesmo com as ocorrências criminosas registradas em três municípios (Xinguara, Eldorado dos Carajás e Marabá), a secretaria de Segurança decidiu abrir apenas um inquérito policial, com sede na DECA de Marabá, para facilitar as investigações e o andamento rápido do processo.

A Polícia Civil  planeja trabalhar em três sequências.

Primeiro, identificar os autores das depredações e agressões físicas a trabalhdores. Depois, o indiciamento e o pedido de prisão dos envolvidos, que podem ser autuados por formação de quadrilha, incêndio criminoso, roubo, porte ilegal de armas, danos qualificados e esbulho possessório.

Merreca condenada

Discurso do deputado João Salame na Assembléia Legislativa condenando a discrepância na distribuição de recursos aos clubes de futebol profissional do Pará, pelo governo do Estado, está sendo reproduzido em todos os programas esportivos das emissoras de rádio e TV do Sul/Sudeste.
Na visão do parlamentar do PPS, clubes como o Águia, São Raimundo (campeão do Brasil da Série D), Ananindeua e Castanhal, não podem receber apenas R$ 50 mil, como ocorreu ano passado, enquanto Paissandu e Remo, totalizaram cada, um milhão e seiscentos mil, para fazerem fiasco nos campeonatos que disputaram.

Estádio Zinho Oliveira

A diretoria do Águia de Marabá respirou aliviada ao tomar conhecimento de que a prefeitura vai dar início às obras de construção das arquibancadas do Zinho Oliveira, com prazo de entrega até final de dezembro.
Trocando em miúdos, investimento prevê elevação de arquibancadas em concreto com utilização dos trilhos substituídos da estrada de Ferro Carajás para estrutura de ferragens da obra. A Vale já entregou quantidade suficiente de trilhos para iniciar os serviços.

O sistema de iluminação será melhorado, bem como construção de novas cabines de imprensa ao lado oposto da atual arquibancada, em cujo espaço serão implantadas cadeiras para venda aos colaboradores do Águia. A renda das cadeiras cativas representará faturamento mensal em torno de R$ 40 mil para o clube manter seus custos administrativos, sem incluir nessa conta a folha de jogadores.

A construção de mais duas arquibancadas elevará a capacidade de público do Zinho Oliveira para 5 mil pessoas.

Paralelamente, a secretaria de Obras está concluindo formatação do edital do novo estádio de Marabá, com capacidade para 20 mil pessoas.

Licitação será publicada ainda em novembro.

CPI da Grilagem

Perguntinha: quando os doutos deputados estaduais levarão á sério a instalação da CPI da Grilagem?

Cacete!

O requerimento foi apresentado em junho e ainda não entrou em pauta!

O longo braço de influência do Carlos Xavier, presidente da Faepa,  manipula com tanto poder as decisões da presidência da AL?

Não é verdade haver desinteresse de alguns deputados em apurar a origem e destinação dos seis mil títulos fraudulentos de terras escondidos nas prateleiras dos cartórios paraenses.. Ou é verdade?

Alô, Juvenil, a CPI da Grilagem, sai ou não?

Nem B, nem C

Essa aqui é nova em folha.

Há preocupações dentro da Vale quanto a possibilidade do Ministério Público Federal empanar a trajetória do processo de desapropriação da área do Distrito Industrial III de Marabá, para onde está projetada a construção da siderúrgica Alpa e, com isso, furar o calendário de ações elaborado pela mineradora para dar início às obras da usina ainda no Governo Lula.

Para não perder o time, especula-se que a Vale estaria trabalhando um Plano B, avaliando a possibilidade de levar o investimento para Barcarena, e tocar as obras dentro do prazo prometido à Presidência da República.

Esse babado já chegou ao conhecimento da Associação Comercial de Marabá, via disse me disse, que não foi levado a sério.

Diretores da ACIM entendem que a Vale e o Governo do Estado, diante de tantos recursos já empregados em estudos e no pagamento de alguns donos de lotes da área escolhida, além dos investimentos do governo federal para viabilizar a Hidrovia do Tocantins, com a inauguração das eclusas marcada para o primeiro trimestre de 2010, têm como resolver as pendências sem pensar em alternativa B.

Frutos da Sedect

Maurílio Monteiro, o secretário de Ana preferido dos empresários de Marabá, será homenageado durante a XVI FICAM – Feira da Indústria, Comércio e Artes de Marabá, no período de 18 a 22 de novembro.

Presença de Ana Júlia ainda não foi confirmada, mas pelo histórico de participar de todos os eventos importantes da cidade desde quando era senadora da República, a governadora deverá prestigiar o evento do setor produtivo.

O Tocantins é aqui

Para escolha do “Empresário do Ano-09 de Marabá”, o Sindicato do Comércio (Sindicom) apresentou aos comerciantes uma lista com três personalidades que tem algo em comum: o trio é do Estado do Tocantins, agora investidores na cidade.

São eles: José Tafner, acionista majoritário da Faculdade Metropolitana; Antonio José Guadagnin, dono do Loteamento Novo Progresso; e, Cláudia Aparecida Felipe, uma das proprietárias de uma concessionária Chevrolet.

O blog antecipa quem venceu: José Tafner, Empresário do Ano de Marabá.

Sobe e desce das mídias

Só não acredita quem é doido ou doente das córneas.
A Internet, pela décima terceira vez consecutiva, aparece liderando um conjunto de mídias, com alta de 22,6%, atingindo R$ 550 milhões.

Na sequência, em crescimento: mídia exterior (11,3%, somando R$ 407 milhões), rádio (6,3%, totalizando R$ 605 milhões) e TV aberta (3,2%, acumulando R$ 8 bilhões).

O gráfico, em queda livre, guias e listas (-20,6%, R$ 238 milhões).

Depois, os jornais, com decréscimo ded -11,2%, totalizando R$ 2 bilhões; revista (-9,5%, R$ 979 milhões), cinema (-6,9%, R$ 49 milhões) e TV por assinatura (-1,8%, R$ 465 milhões).

Até agosto, o share acumulado é de 60,4% em TV aberta; 14,9% em jornal; 7,3% em revista; 4,5% em rádio; 4,1% em internet; e 3,5% em TV por assinatura.

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Lanterna, a modernidade

- "Se você levanta às três da madrugada para ir ao banheiro, compadre, por quê gastar este pouco de luz? Deixe a lanterna ali, na mesa de cabeceira".

A sugestão acima é de Hugo Chave, pedindo aos seus compratiotas trocar o uso de  energia elétrica pela luz de mão. Tipo assim, como se sai pra porongar nos igarapés, só com a arma e a lanterna.

A lanterna, agora uma das opções do presidente da Venezuela para enfrentar o apagão que ameaça de novo o país, após uns cinco idênticos já ocorridos em seu governo, que não tem recursos suficientes para modernizar e ampliar a capacidade de geração do setor elétrico.

Governo manda desobstruir rodovia

Os delegados da Deca (Delegacia de Conflitos Agrários), Luís Paulo Garão e Berone Lobato, lotados em Marabá e Redenção, foram escalados pela secretaria de Segurança para negociar com o MST a desobstrução da PA-150. A ordem é dialogar à exaustão, antes de assumir posições mais radicais.

Caso o Movimento  dos Sem-Terra resista  à negociação, a Polícia Militar usará efetivos dos batalhões de Redenção e Marabá para liberar a rodovia que apresenta, neste momento (12h20), fila de carros numa extensão de 15 Km, próximo a fazenda Maria Bonita.

Invasão no Bom Planalto

Sobre uma suposta atuação da deputada Bernadete ten Caten (PT) na invasão da "fazenda da Lucinha", loteamento Bom Planalto, comentarista lhe faz duras críticas:



Eu como muitas pessoas, também acreditei na moralidade de Bernadete... sempre acompanhei seu trabalho bem de perto, mas depois que ela apoiou os invasores do bairro da Paz(fazenda da Lucinha, do loteamento Bom Planalto), falando alto e em bom tom:
- "Podem construir, que a governadora esta do lado de vocês, assim como eu".


Isto é de indignar qualquer pessoa; como pode uma mulher guerreira, tão revestida de valores morais e éticos, incentivar uma invasão em um loteamento que existe; loteamento este, que já possui vários lotes vendidos; trabalhadores que suaram para conseguir pagá-los, na busca da casa própria, têm seus sonhos destruídos pela deputada, que naquele momento sé enxergava eleitores em sua frente.


Nesta busca de votos, ela acabou destruindo não só o sonho de muitos, como também a esperança de ainda existirem políticos confiáveis neste BRASIL.


Que pena, Deputada!!!


Mas você ainda pode mudar esta imagem...ajudar a amenizar o estrago.Faça com que a liminar seja cumprida, conseguindo a liberação da força policial para tanto.


Eu como muitos, ainda podemos voltar a confiar em você.



NB – Comentário é reproduzido com correções gramaticais. Original está na caixa de comentários.

MST promove saques e bloqueio da PA-150

Agora pela manha, o MST bloqueou a rodovia PA-150, nas imediações da fazenda Maria Bonita, de propriedade da Agro Santa Bárbara, depois de cumprir promessa feita na segunda-feira, 2, ao mobilizar sem-terras, durante todo dia, no entorno das fazendas invadidas do Grupo Oportunniti, no sudeste do Pará.

Apesar da promessa de iniciar a semana invadindo todas as propriedades de Daniel Dantas, o alvo do MST, pelo menos até agora, foi a fazenda Maria Bonita, em Eldorado dos Carajás.

Enfurecidos, integrantes do grupo destruíram nessa madrugada de quarta-feira casas de funcionários, queimou tratores e currais, agrediu funcionários que foram obrigados a deixar suas residências no meio da noite.

Uma das fontes do blogger em Xinguara informa que a movimentação do MST na Maria Bonita, que integra o complexo de imóveis da fazenda Espírito Santo, do mesmo grupo, resultou em saques de equipamentos e o abate de 28 cabeças de gado.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Chama Verequete


Tambores do Pará, multiplicai-vos em sons celestiais, Rei Verequete partiu.

Mas antes de partir, mostrou sua bravura e autenticidade enfrentando a morte como se fosse um instrumento a retinir zumbidos e obas, confiante no prosseguir dos sons.

Balanço de todos os ritmos, o Rei partiu.

Mas, como o carimbo que ele dizia nunca morre, Verquete seguirá vivo, nos terreiros dos quintais paraenses, eternizando o som das raízes negras que ele tanto consagrou.

Eternamente, Verequete!!!
Chama Verequete, ê, ê, ê, ê
Chama Verequete, ô,ô,ô,ô
Chama Verequete, ruuum
Chama Verequete, Oh! Verê
Oi chama Verequete, Oh! Verê

Segura que é tua!!!!

O promotor José Furtado desenvolveu ao juiz Cristiano Magalhães a Ação de Investigação Eleitoral  que pede a cassação do prefeito de Marabá, Maurino Magalhães (PR),  relatando que somente se manifestará pela aceitação ou não da denúncia após o Judiciário realizar as oitivas (depoimentos) com as testemunhas arroladas pelos advogados.

Traduzindo: pelo sim, pelo não, melhor lavar as mãos - por enquanto.

Caberá agora a Cristiano Magalhães - que não tem nenhum parentesco com o prefeito conforme tentam insinuar irresponsavelmente alguns comentaristas anônimos, todos deletados -, marcar as datas das audiências das oitivas.