sábado, abril 12, 2008

Objeto é a floresta no chão

O blog sempre separa quem luta pela consolidação da Reforma Agrária, justamente e com armas legais. Mas bate de frente, sem medo, com os bandidos que usam o tema apenas para roubar madeiras, derrubar reservas legais com uso de motosserras e fogo.

Ademir Braz conta história que merece a reflexão sobre uma área localizada a 20 km de Marabá, invadida por movimentos sociais e à beira de perder a última reserva de castanhais e quantidade significativa de madeiras nobres.

O poster conhece os castanhais Mutamba e Cigana. Conhece de percorrer suas entranhas no dorso de animais ou dentro de barcos, cruzando o igarapé Taurizinho.

É ali onde se vê ainda o que restou de uma história de mais de meio século de extrativismo.

É ali onde ainda se vê (foto), de forma cada vez mais rarefeita, castanheiros com paneiros nas costas tentando extrair o pouco do que restou da amêndoa que tantas riquezas gerou ao Pará.

Tudo esbulhado.

É a chuva chovendo, é conversa ribeira

Parece que o Tocantins chegou ao seu ponto máximo, em 2008. Pelo menos é o que indica previsão de baixa do nível das águas fornecidas nesta tarde pela Eletronorte, apontando tendência de regressão a partir deste domingo.

O nível atingiu hoje 11,60 metros.

O boletim da empresa governamental indica que na quarta-feira,16, a régua de medição das águas, em regime de seca, estará batendo em 11,02 metros.

O sábado foi de sol forte à tarde. Previsão do volume ínfimo de chuvas é de apenas 5 mm nos próximos 5 dias.

Em dez dias, pode-se dizer, os ventos alegres soprando aos quatro cantos começarão a anunciar a chegada do Verão.

Fechado pra balanço

Tem cidade do Amapá correndo o risco de não ter candidato a prefeito.

Motivo? Todos os pré-candidatáveis na ribalta são inelegíveis e as pessoas sérias do lugar querem mais é ficar distante do bugudú. Ou do lamaçal.

Marejando o olhar

“A gente só aprende a amar uma cidade caminhando por ela, encontrando sua gente, experimentando suas dores e utilizando a inteligência para ajudar a melhorá-la”.

A dica é da macapaense Alcilene Cavalcante, no gostoso Repiquete no Fim do Mundo
Veja aqui a paisagem que inspirou a jornalista a falare desse aprendizado.

Violência na AL

Na sessão especial da Assembléia Legislativa da próxima quinta-feira, 17, proposta pelos deputados Arnaldo Jordy (PPS) e Cezar Colares (PSDB), a existência de grupos de extermínio dentro das forças policiais do Pará será debatida, no rastro das manifestações originárias da violência cada dia maior no Pará.

Clã devastador

O ex-prefeito tucano de Paragominas, Sidney Rosas, nos últimos anos tem tentado vender imagem de “vanguardista ambiental”, como vice-presidente da Fiepa, num esforço imenso para nos fazer crer, o município dele ser um “reflorestador”.

Ao lado do seu sucessor, o prefeito Adnam Demachki, o empresário-madeireiro tem promovido seminários, encontros, marketing de todo naipe, no sentido de esconder os desmandos do setor florestal que ambos representam à frente de um grupo de outros cinqüenta madeireiros da região Nordeste.

Sidney Rosas e Adnam chegaram ao cúmulo, dia desses, de oficiar à Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) pedido de revisão das licenças de operação das siderúrgicas instaladas em Marabá, numa proposição com resignado objetivo de inviabilizar o Distrito Industrial de Marabá.

Em determinado trecho do documento, os chefes do clã de desmatamento do Nordeste asseguram que as guseiras “possuem licenciamento ambiental arcaico, uma vez que o processo administrativo não atentou para a necessária sustentabilidade do fornecimento de matéria-prima florestal para a realização da transformação de minério de ferro em ferro gusa.”

O que não é mentira.

Mas a hipocrisia do documento chega ao limite quando oito prefeitos, liderados por Adnam, sugerem “revisão e nova análise nos procedimentos para projetos de licenciamento elaborados há mais de dez anos na região”. Finalizam clamando a sociedade a lutar pela preservação do meio ambiente, como se esquecessemos da destruição desenfreada por eles patrocinadas na querida Paragominas.

Pois bem, a mentira deslavada dos signatários do documento, e seus idealizadores, entre os quais está Sidney Rosas, foi desmoralizada na semana que acaba.

Uma equipe de fiscalização do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) autuou a empresa do ex-prefeito de Paragominas com multa de de R$ 100 por prática de atividade ilegal no desmatamento de florestas no município.

Agora veja, a empresa devastadora possui até Iso 9001!

Estado de Alerta

O setor produtivo paraense estará reunido nesta segunda-feira (14), no Hotel Hilton, a partir das 17 horas. Empresários e trabalhadores lançarão o movimento Alerta Pará, com objetivo de mobilizar a sociedade civil para defender o desenvolvimento do Estado. Evento terá ainda palestra do escritor e filósofo Denis Lerrer Rosenfield, que falará sobre a evolução dos movimentos sociais e as economias locais.

sexta-feira, abril 11, 2008

Bom pra Santarém

Jeso Carneiro comenta o post Está dando certo, sim com uma boa notícia.

O Hospital Regional de Santarém pode ser colocado no prumo, agora.

Sol e Chuva

Poderoso, o Sol vaza nuvens de inverno no horizonte do Tocantins, abaixo da sede de Marabá.

Mistura de nascente e poente num cenário turvo de fim de dia.

Depois da chuva, o clic da digital flagra o confuso tempo irradiando cores em sentindo oculto.

Majestoso, o Sol lambe águas em profusão, antes de sumir na escuridão do tempo. Não se sabe se nasce ou dorme.

É assim o pôr-do-sol de inverno em terras tocantinas.

Day After

No inicio da ontem de ontem, graúdo auxiliar de Ana Julia sugeria ao poster acompanhar, a partir da próxima semana, com atenção, as edições do Diário Oficial do Estado.

Importantes alterações em quadros de secretarias estão por vir, no rastro da demissão do Chefe da Casa Civil, Charles Alcântara.

Quem ganha

A DS, finalmente, será fortalecida plenamente, com a saída de Charles Alcântara. Principalmente no interior, a tendência deverá abocanhar cargos antes apenas sob controle do PMDB.

Também expressa o fortalecimento das candidaturas do PT, até em municípios onde partidos da base aliada disputarão prefeituras. Em outras palavras, não haverá condescendência com quem não integra a legenda.

Quem perde

O G-10, grupo formado por dez deputados estaduais ditos independentes.

O PMDB, também, terá dificuldades de trafegar entre gabinetes palacianos.

Meio Ambiente

Eliana Calmon, ministra do STJ, confirmou presença no VIII Congresso Brasileiro do Ministério Público de Meio Ambiente, para expor o tema “Aspectos complexos da ACP no campo ambiental”. Dias 16 e 18 deste mês, no Hangar Centro de Convenções.

De olho na parada

Ex-deputada estadual Elza Miranda (PSDB) não descarta a possibilidade de encarar a sucessão do prefeito Sebastião Miranda (PTB). Ela considera haver espaço para se habilitar eleitoralmente à disputa, para tanto, aguarda apenas a mexida de algumas pedras.

Caso contrário, já há consenso: Elza se candidata a uma vaga na Câmara Municipal.

quinta-feira, abril 10, 2008

Puty assume Casa Civil

Está confirmado: Charles Alcântara não é mais Chefe da Casa Civil. Uma conversa ocorrida ainda a pouco entre ele e a governadora definiu sua saída do cargo, que veio maturando desde o mês passado, conforme fonte palaciana em contato agora com o blogger.

Para o lugar dele, Ana Júlia está nomeando ao atual secretário de Governo, Cláudio Puty.

Mais informações dentro de alguns minutos.

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Atualização às 15:25

A saída de Charles Alcântara da Casa Civil, conforme rumores correntes, seria conseqüência de disputa entre ele e Cláudio Puty pela ocupação de espaços na administração. Dentro do governo, essa versão é rebatida de pronto.

Fábio de Castro, secretário de Comunicação, informa que, ultimamente, Charles vinha tendo problemas de saúde, apresentando, inclusive, sintomas de ordem coronária em conseqüência do acúmulo de estresse e fadiga.

“Nunca existiu essa disputa e o Charles, grande colaborador do governo Ana Julia, deixa o cargo a pedido dele mesmo depois de conversas anteriores com a governadora”, diz Fábio.

De calças curtas

O time comandado pelo prefeito de Paragominas (amanhã, o post publica no Diário do Pará nota do alcaide contestando críticas do colunista) foi flagrado escondendo madeira ilegal. Mais do que depressa tratou de reunir a tchurma em seu gabinete para mandar um recado subreptício de que se a Operação Arco de Fogo não maneirar “seus atos”, a cidade pode pegar fogo. Como ocorrera em Tailândia.

Adnam Demachki, que diz em nota enviada ao poster não ser madeireiro, mas contador (de causos? ) quer mesmo é ganhar tempo para os maiores predadores do Pará, localizados em Paragominas, safar madeiras ilegais estocadas em pátios de serrarias e em áreas devastadas no que restou de mata naquele município.

Pau neles, Arco de Fogo!

Senador se defende

Da Assessoria de Imprensa do gabinete do senador José Nery (Psol), o blog recebeu a seguinte nota:


A respeito das acusações de que ao apoiar o MST, o senador José Nery PSOL/PA estaria ferindo o Estado Democrático de Direito, cumpre esclarecer: O senador José Nery lamenta as sucessivas tentativas de criminalizar os movimentos sociais no Pará. É uma pena que muitos bandidos do colarinho branco não recebam, por parte da imprensa, o mesmo tratamento que vem sendo dado ao MST, movimento popular legítimo.
O senador reitera que apóia as reivindicações do MST e dos garimpeiros e torce para que haja sensibilidade de todos para a negociação.
O respeito ao Estado Democrático de Direito deve se caracterizar pelo cumprimento das leis, não apenas a lei do direito de propriedade, mas também a lei que determina a função social dessa mesma propriedade.
O senador apóia o movimento, mas não tem qualquer ingerência sobre as formas que o MST escolhe para fazer suas reivindicações. Reitera, contudo, que para ele - mas do que as manifestações dos movimentos sociais - o que provoca caos, baderna e escuridão é a eterna arrogância e prepotência de empresas e governos que se recusam a sequer ouvir os movimentos sociais.
Por fim, o senador José Nery gostaria de esclarecer que não vê polêmica em sua ida ao Sul do Pará e apoio aos sem terra e garimpeiros, considerando-se sua história de vida e de seu partido, o Psol, sempre comprometidos com as causas sociais. Polêmico seria se um representante do povo com essa história fosse ao sul do Pará levar apoio à Vale do Rio Doce.

Gabinete do Senador José Nery Assessoria de Imprensa
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Nota do blog: o blogger ratifica o conceito que passou a ter do senador José Nery (Psol), depois da vergonhosa declaração dele de fomento à violência no Sul do Pará.

Está dando certo, sim

Esse lance da prefeita de Santarém propor a entrega o Hospital Regional do Oeste para gestão da prefeitura vai ser um desastre. Total!

O blog arrisca fazer sugestão: terceirizada a administração do Hospital Regional do Sudeste, a empresa Pró-Saúde está dando um show de organização. Quem conhece o HRS sabe que ele funciona, com sua função de média e alta complexidade.

Que tal colocar os diretores da Pró-Saúde numa mesa de negociação com o governo para viabilizar a terceirização do HRO?

Sinceramente, no inicio, o poster foi um crítico ferrenho da proposta de repassar a gestão do hospital regional de Marabá a terceiros. Quem pesquisar edições antigas da coluna no Diário do Pará encontrará ali diversas notas, duras em sua maioria, condenando o governo anterior pela contratação da Pró-Saúde. O colunista estava equivocado.

Pelo menos agora pode dizer isso. O Hospital Regional do Sudeste já é apontado como referencia. O que não pode é o povo de Santarém - e de toda a região Oeste -, ficar à reboque de “experiências” perigosas (às vezes com uso até de enfermos como cobaias) na gestão do hospital.

À exceção de haver alguma questão pendente de ordem financeira (prestação de contas demandadas, por exemplo ) da Pró-Saúde com o governo do Pará, a terceirização do hospital de Marabá é um sucesso.

Administrativamente falando.

quarta-feira, abril 09, 2008

Malandragem dá um tempo

É de um cinismo sem tamanho a manifestação de alguns representantes das vítimas de Eldorado do Carajás, sentando campana em frente ao Palácio dos Despachos -, em protesto contra “falta de ajuda do governo estadual às suas reivindicações”.

Não procede.

Ano passado, pessoalmente, este poster acompanhou a movimentação do então diretor da 11ª Regional de Proteção Social, Ademir Viana, em diversas iniciativas de cessão de alimentos, assistência à saúde de todos os familiares dos vitimados, culminando com as medidas iniciais do governo de aprovação, com anuência da Assembléia Legislativa, de pensão a cada cidadão.

Em almoço oferecido pela 11ª RPS aos vitimados e familiares da “Curva do S”, em Marabá, no qual o blogger esteve presente entrevistando cada convidado, apenas palavras de elogios foram conferidosa Ana Júlia. Em diversas edições da coluna do Diário do Pará, este poster contou a satisfação dos vitimados com o tratamento dado pelo novo governo do PT.

E de lá pra cá, contatos de representantes dos sem-terra com setores do governo sempre existiram, em busca do denominador final que atendesse a todas as reivindicações, nunca dantes nem cogitadas.

Por que, de repente, em Belém, aparecem esses caraíbas condenando o governo?

Quer saber mesmo? É estratégia do “Abril do Terror” para confundir, subjugar o governo.

Titubear diante de farsantes, é jogar por água abaixo todo um esforço já feito para atender as reivindicações dos indivíduos atingidos pela violência, durante o Massacre de Eldorado.

Está faltando decisão firme, dentro do governo Ana Julia, ou sua turma mais direta está agindo com extremo amadorismo. Falta de experiência para lidar com situações do gênero.

Águia na cabeça

Asdrúbal Bentes e Wandenkolk Gonçalves registraram da tribuna da Câmara Federal o título conquistado pelo Águia de Marabá, campeão do 1º Turno do Campeonato Paraense.
Wandenkolk não se conteve apenas em saudar os campeões. Listrou nome a nome quem ajudou o clube ao topo de glória: de patrocinadores a dirigentes, até os fundadores do time amador, José Pinheiro e Evaldo Bichara.

No embalo, que não e bobo, Wandinho pediu apoio ao governo federal para a conclusão do Estádio de Marabá, registrando a recente presença de Orlando Silva, ministro dos Esportes, ao município, que se comprometeu em garantir a grana necessária à conclusão da obra.

“Principalmente no Campeonato Brasileiro, deveremos ter um estádio condigno, que realmente mereça a atenção do nosso campeão, do nosso sentimento, do nosso amor e da nossa luta”, destacou Wandenkolk.

Terra arrasada

Último ano de segundo mandato de prefeito, em muitos municípios, é um caos.

Bom Jesus do Tocantins está vivendo tempos de destruição de sua capacidade de investimento, que nunca foi dos mais promissores.

A boa nova na cidade é a descoberta de que o secretário de Administração Municipal denunciou à Polícia Federal a utilização do nome dele, Airton, sem autorização e sem sua assinatura, para avalizar um financiamento do PRONAF de uma senhora conhecida como Quitéria.

Detalhe: o citado empréstimo não foi creditado à suposta destinatária. Quem o utilizou foi Rodrigo, Tesoureiro Municipal, para efetuar dívidas da prefeitura!

Como as parcelas do empréstimo negociadas em favor de um “laranja” nunca foram pagas, o nome do Airton foi parar no Serasa e SPC.

Responsável pela aprovação do crédito criminoso, o gerente do BB estaria afastado da função até a conclusão do inquéito.

Pior ainda está por vir: podem haver muitos outros “laranjas”em casos semalhantes.

Para quem não sabe, o nome da prefeita de Bom Jesus do Tocantins é Luciene Rezende (PSDB).

Luz para o Nordeste

Cerca de 2.128 famílias da zona rural de Paragominas, no nordeste do estado, serão beneficiadas com obras do programa Luz para Todos, do governo federal. As obras do programa executado pela Celpa, já estão em andamento e deverão ser concluídas até junho de 2008.

O investimento na eletrificação rural de Paragominas é de R$ 49 milhões.

Encontro de negócios

Empresários do Oeste do Estado vão conhecer as oportunidades de negócios que serão abertas em Juruti, com a implantação do Projeto Bauxita, pela Alcoa. O PDF (Programa de Desenvolvimento de Fornecedores), da Fiepa, é promotora do II Encontro de Negócios, que será realizado na quinta-feira (10), na Associação Comercial de Juruti. Para se ter uma idéia, até fevereiro, a mineradora investiu mais de R$107 milhões apenas em compras com fornecedoras do Oeste do Pará. No mesmo período, a prefeitura de Juruti recolheu R$19,9 milhões com ISS (Imposto Sobre Serviços).

Fonte: Temple Comunicação

Tempo de Guerra

Às 5 horas da manhã desta quarta-feira, 9, deixaram Belém diversos ônibus conduzindo 180 homens da Polícia Militar e 70 da Polícia Civil.

Destino: Sul do Pará.

Missão: resguardar a segurança de alguns municípios sob regime de terror implantado pelo MST.

O clima beligerante não domina apenas Parauapebas. Xinguara, Ourilândia do Norte e Tucumã estão sendo alvo de ações criminosas do Movimento dos Sem-Terra.

Saqueadores & ladrões

Semana passada, a Fazenda Rio Vermelho foi atacada pelo MST. De dentro da propriedade levaram dezenas de rádios HP – os mesmos utilizados pelas policias -, roubaram armas e mataram dezenas de cabeça de gado.

A ação foi rápida, mas dentro de uma estratégia de ataque militar treinado.

Os leitores do blog devem recordar de post publicado há 20 dias com descrição da Fazenda Rio Vermelho, que já naquele tempo se mantinha cercada pela militância do MST às margens da rodovia Pa-150.

A propriedade de Roque Quagliatoãs já chegou a possuir cerca de 250 mil cabe;cãs de gado. Atualmente, sob pressão das invasões, não passa de 150 mil ocupando 85 mil hc de pastagens.

É a maior do Norte.

terça-feira, abril 08, 2008

Direito de Resposta

Adnan Demachki, prefeito de Paragominas, enviou e-mail solicitando direito de resposta às notas publicadas pelo poster na coluna do Diário do Pará.

Integralmente, a manifestaçao do alcaide será publicada, com as devidas pontuações do colunista.

Claro.

Sob o céu da dúvida

É um cai-cai de aviões no município de Novo Progresso, bastante interessante. Muito interessante!

Primeiro (acima) foi a aeronave do próprio prefeito do município, Tony Fábio, que se espatifou sobre um igarapé. Dentro, escaparam todos: prefeito, piloto, seu guarda costa e, até hoje nunca desmentido -, algumas meninas de programa.
Na salada, uma mala empanturrada de dinheiro: R$ 11 mil babilacas.

Agora um avião roubado por uma quadrilha de traficantes, também despenca em solo do mesmo município (abaixo).

É muito cai-cai sob as barbas do profeta, não acham?!

Bola ou búlica

Jeso Carneiro, lá de Santarém, avisa:

À frente da 9ª Vara Penal (Execuções Penais) em Santarém, o juiz Gabriel Araújo decidiu: se até o final deste mês (dia 30) o governo Ana Júlia (PT), via Susipe (Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará), não melhorar as condições higiênicas do Centro de Triagem da Penitenciária de Cucurunã, localizado na Borges Leal, vai mandar interditar o local.

Pequenas considerações

Ainda imagens do Dia do Águia.

Em carro aberto do Corpo de Bombeiros, o capitão do time Edikleber e o jogador Lê lideraram a festa, ao lado do presidente Ferreirinha, deputado João Salame e João Galvão. Aliás, esses três foram os fundadores do time enquanto escrete profissional. Hoje, é importante, sim, saudação ao esforço e o talento dos atletas e do técnico Vitor Jaime, responsáveis diretos pela conquista. Mas nunca é bom esquecer de quem organizou o time, arrumou recursos e garantiu sua existência.

João Salame foi o primeiro presidente, deu visibilidade ao time, implantou a política de pagar salários e fornecedores em dia, valorizar a prata da casa e contratar de acordo com o orçamento do clube. Mesmo depois de sair da diretoria nunca deixou de apoiar a equipe comandada por Ferreirinha.

O atual presidente Sebastião Ferreirinha (PSB) destaca-se pela obstinação e competência com que conduziu o time nos últimos sete anos, por sua paixão e por ter mantido a política de pés no chão que levou o time marabaense ao título. Não por acaso a foto com Ferreirinha, Salame e Galvão, os três mosqueteiros do Águia, está em todos os jornais do Estado, sobre o carro do Corpo de Bombeiros.

Papo nivelado

Se forem confirmadas declarações do senador José Nery (Psol) de incentivo à ocupação da Estrada de Ferro Carajás pelo MST, definitivamente, o político de Abaetetuba pisou na bola. Ou revelou intenções satânicas de desrespeito às leis.

Politicamente, Nery pode até estar correto de não negar apoio a segmentos que simpatizam com ele. Mas do ponto de vista da legalidade, o senador agiu irresponsavelmente.

Integrou-se, também, ao cenário do “quanto pior, melhor”, rastejando junto aos iguais.

O Saara vai ser aqui

A foto foi batida pelo poster do interior de um avião bimotor, em fevereiro.

Do verde antigo fechado de matas, sobraram nesgas de florestas.

Pequenas "ilhas" de mata densa, aqui e ali.

Em quase todo Sul do Pará, a onda é essa.

Primeiro, os madeireiros chegam, arrancando toda espécie nobre. Deixam um rastro de destruição para o fazendeiro terminar de fazer o “serviço”.

Agora, com a ajuda dos agricultores assentados.

Cada um faz a sua parte.

O local fotografado é próximo a Tailândia.

Alma de caminhoneiro

Passando pela Pa-150, próximo a Morada Nova, rumo a Belém, o poster deparou com uma placa afixada na traseira de um caminhão com placa de Recife, bem produzida, levando Brasil afora a mensagem doce de seu motorista:

“Dormir, sim, quando o silêncio dói. Mas nunca se dorme quando o amor é uma insônia. Ninguém ama de olhos fechados”.

Nunca foi visto, poeticamente, nada do gênero em traseira de caminhão.
Belíssimo!

Coluna no DIÁRIO

Hoje, o que é destaque na coluna do poster no Diário do Pará:


1- Operação Arco de Fogo em Paragominas aplaudida em restaurante;

2- Pistoleiro Antonio Leandro foi visto circulando em Marabá;

3- Matéria de Frank Siqueira com raio X da desagradável situação financeira de Parauapebas, é sucesso no Sul do Pará;

4- Preocupação dos madeireiros do Pará é colocar no poder o maior número de candidatos comprometidos com a atividade;

5- Distrito industrial de Marabá só conta com onze alto fornos funcionando;

6- Diretoria da Unimed Sul do Pará em peso no Mangueirão, torcendo pelo Águia;

7- Obras de duplicação da Transamazônica começm dia 1º de maio.

Política sem- vergonha

Por onde anda, em Parauapebas, o ex-deputado Faisal Salmen promete instituir no município o “Dia da Vergonha”-, caso obtenha o direito de legislar futuramente no município. Ele é pré-candidato a vereador.

A inusitada proposta, segundo o nem sempre bem equilibrado emocionalmente político, é para lembrar, anualmente, a data em que a Vale teria anunciado a construção de uma siderúrgica em Marabá.

Faisal defende o empreendimento em seu município.

Como tudo o que vem de Salmen tem espesso grau de passionalismo, esse é mais um lance dele que vai para o folclore político.

Quando a Educação brilha

Da tribuna da Câmara Federal, deputado Wandenkolk Gonçalves (PSDB) enalteceu a inclusão do município de Altamira na lista dos 37 Municípios brasileiros — apenas 37 entre os 5.500 Municípios do Brasil — com boa performance na educação pública do Ensino Fundamental.

Nominalmente, ele citou a professora Nilcéia Alves de Moura, ex-coordenadora do Projeto Rondon, atual secretária municipal de Educação, “com uma história toda especial ligada à educação não só em Altamira, mas em toda a região da Transamazônica”.

Na visão do parlamentar tucanos, “Altamira é hoje referência nacional e passa a ser, no contexto da educação deste País, exemplo que deve ser seguido pelos demais Municípios do Estado do Pará e de todo o Brasil”.

O vôo do campeão

Voar, voar em busca de novas conquistas.

Esse o destino da Águia.

No meio do rio, a pedra

Quando um simples passeio de lancha pode fazer mal.

Idioma-Pátrio

Em território nacional, são 215 línguas faladas. A cada 14 dias, um idioma desaparece.

As línguas mais ameaçadas de extinção no Brasil são as indígenas.

Alerta é feito pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

domingo, abril 06, 2008

70.000 queridos amigos

Exatamente às 13h19, o blog encaçapou 70.000 acessos.

Em um ao ano e seis meses.

Logo, logo chegaremos a 100.000.

A média/dia de acessos tem aumentado a cada semana.

Obrigado, meus amigos!

Botando pra pastar

"O chefão do MST, João Pedro Stedile, foi a Belém pedir à governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, apoio para as ações criminosas do que chamam "Abril Vermelho". Em um raro momento de lucidez, Ana Júlia bateu-lhe a porta na cara. Alegou que estava doente. A assessores disse que não agüenta mais Stedile e o MST. Ela considera que, ao invadirem terras produtivas e bloquearem ferrovias, eles sabotam a imagem de governadora eficiente que ela quer construir".

Está na página 48 da VEJA desta semana, na seção Holofote, assinada por Felipe Patury.

Vai que é tuuuua!

Áaaguiiiia!!!

Cosme & Damião

O ex secretário de Defesa, Manoel Santino, que deu um espetáculo de incompêntencia à frente da pasta no governo Jatene ( 22003-2006), volta a desfilar nas páginas da folha sobrancelhuda.
Desta vez acompanhado do ex procurador geral do MPE, aquele que fazia cara de mau que não assustava nem menino de colégio.

Texto é da lavoura de Juvencio de Arruda.

O ex procurador geral do PME alvo da estocada é Francisco Barbosa, natural da cidade de Marabá, que completou ontem 95 anos de município independente, comprometido com permanentes mudanças graças ao destemor da maioria de sua gente.

Infelizmente, como os fatos mostram, nem todos os seus filhos carregam no sangue, e na alma,
a faculdade de exercer a equidade com arrojo.

“O importante é que a nossa emoção sobreviva”

"O que quero dizer mesmo é que o homem nasceu sozinho, embora se junte, se agarre, mas nunca consegue escapar da solidão, são as solidões aglomeradas que se formam e se desfazem, porque na verdade a solidão é o nascimento, a vivência e a morte". (Paulo César Pinheiro)

Tive uma juventude umbilicalmente ligada a música de Paulo César Pinheiro. Muitos porres em bares de Belém, Marabá, Goiânia (ao lado do saudoso Osorinho Pinheiro que se foi aos 23 anos), Rio de Janeiro, Imperatriz, e tantas outras cidades...

No auge duro mesmo da ditadura, P.C Pinheiro chegava para nos passar mensagens diretas, driblando os rigores da censura criminosa.

Na letra de Mordaça, dele e de Eduardo Gudin, tudo o que a gente queria ouvir. Um desabafo nas madrugadas frias contra o regime militar a sufocar nossa juventude.

Tudo o que mais nos uniu separou
Tudo que tudo exigiu renegou
Da mesma forma que quis recusou
O que torna essa luta impossível e passiva
O mesmo alento que nos conduziu debandou
Tudo que tudo assumiu desandou
Tudo que se construiu desabou
O que faz invencível a ação negativa
É provável que o tempo faça a ilusão recuar
Pois tudo é instável e irregular
E de repente o furor volta
O interior todo se revolta
E faz nossa força se agigantar
Mas só se a vida fluir sem se opor
Mas só se o tempo seguir sem se impor
Mas só se for seja lá como for
O importante é que a nossa emoção sobreviva
E a felicidade amordace essa dor secular
Pois tudo no fundo é tão singular
É resistir ao inexorável
O coração fica insuperável
E pode em vida imortalizar



Gilvan Barreto amava Mordaça. Não dava pra ficar cinco minutos numa mesa de bar tocando violão, logo vinha ele:

É provável que o tempo faça a ilusão recuar
Pois tudo é instável e irregular
E de repente o furor volta


Ele só sabia esse trecho. O resto, pinicava invenções deixando o restante da turma em polvorosa:

- Porra, além de desafinado não sabes decorar uma música!

Verdade. Gilvan Barreto, nascido em Itupiranga mas com vasta bagagem de Rio de Janeiro, pinta de carioca por causa do jeito só dele malandro de viver gostosamente. Péssimo para gravar letras de canções. E o mais desafinado de todos.

Ou então, uma frase preferida dele, sempre que os garçons inventavam de querer fechar os bares.

- A noite é uma criança...

Chico Buarque embalava a gente com a lindíssima Olé,Olá


Gilvan só sabia a letra de um trecho do sambinha de Buarque: Que a noite é criança / que o samba é menino / Que a dor é tão velha que pode morrer / Olê, olê, olê, olá..

O resto era tao-somente lala-rara...

Bastava um garçon iniciar o movimento de recolher mesas que a gente sabia do aviso terrivelmente ácido, para nós boêmios de toda noite:

- Senhores, vamos fechar daqui a pouco...

O irriquieto Gilvan virava-se, com voz empostada, e soltava a mesma frase , a nos empapuçar de risos:


- A noite é uma criança. Que isso, parceiro!

Mas vá explicar isso para um garçon, que “a noite é uma criança...”

Outra música também de Paulo César Pinheiro mexia de vez em quando com a alma do amigo. Como ele não sabia o nome da composição, virava-se pra mim com seu jeito carinhoso de me tratar:

- Cunhado, canta o “corpo da mulher..”

Reagiam todos:

Gilvan, de novo? É do Paulo César Pinheiro e chama-se “Violão”...

Quase sempre quem dava em cima do amigo era Osorinho, seu mais dileto chegado. Bronca dura que só deixava Gilvan em risos, longas risadas...


Imagina a cena: invariavelmente, cinco amigos (eu, Osorinho, Gilvan, Pedro Paixão e Janary), ligeiramente bêbados (quase sempre, totalmente), às 4h da manhã, sentados num barzinho, daqueles que têm música ao vivo, e onde eu era o cara que dava a canja. Só a gente no bar.

Os garçons em volta da mesa falando sobre como era demorada a volta para a casa. Uma tentativa clara e mesquinha, há de concordar, de tentar convencer os amigos a ir embora.

- E aquela história de ficar aberto até o último cliente ir embora?

- Mas os senhores são a última mesa. E a penúltima foi embora há duas horas, junto com o cozinheiro.

- Já faz tanto tempo assim? Espera: o cozinheiro já foi?

- Já sim. Mas os senhores podem ficar à vontade.

Osorinho, do grupo o que sempre sobrava dinheiro no bolso, cuidava de esticar a onda dos caras.

Louco pra amanhecer o dia, sem pagar nenhuma (era sempre assim), Gilvan chegava junto a mim e falava ao ouvido, baixinho:

- Maior é Deus, Maior é Deus..Depressa...

Era a senha para deixar Osorinho na maior pira. Ele amava a canção de Paulo César Pinheiro. Aliás, “Maior é Deus” e “Viagem.

Com o cuidado para não deixar transparecer ao colega a sugestão de musica como uma forma de lhe “dar corda”, eu pegava o violão que estava ao lado de minha cadeira – invariavelmente sobre um tamborete que eu sempre levava (ainda não havia àquele época o descanso de violão) -, e puxava o samba:


Osorinho levantava-se rapidamente, empolgado, e dirigia-se a cada garçom, colocando em suas mãos generosos trocados.

Pronto, estava garantida a nossa chegada até o sol raiar.

Uma vez, estávamos no Bar do Caparaó – peixaria montada em Marabá em 1972 por um capixaba gente fina – e os garçons, por volta de 3 horas da matina, começaram a assanhar o fechamento de mesas e recolhimento de cadeiras.

- Ó, meu, já?

- Já o quê, Gil?

- Já vão fechar essa jeringonça? Nem bem começamos...

- Nada, só estamos arrumando pra facilitar nossa saída quando fecharmos. Podem ficar à vontade!

- Como ficar à vontade com vocês secando a gente?

Ninguém ficava sem rir das reações de Gilvan.

E assim a gente varava mais uma madrugada, beijando a saia do dia.

Que estava sempre ali, belíssimo, na vermelhidão do sol a surgir em algum ponto da cidade.

Código de conduta

Ontem, na chegada do vôo da TAM vindo de Brasília, as pessoas que estavam no potão de saída de passageiros, ficaram espantadas com a quantidade de seguranças espalhados em locais estratégicos. Dois no alto da escada, quatro na área restrita aos passageiros, e mais quatro misturados entre os passageiros. Coisa de chegada de alta autoridade mundial.
Quando o portão se abriu, saiu cercado de seguranças, o vice governador Odair Correa. Sem cumprimentar ninguém, até porque ninguém o conhecia, Odair foi levado direto para a comitiva de quatro carros pretos de vidros negroa, que estavam parados em fila dupla na porta do aeroporto.
De lá, arrancaram em alta velocidade para local incerto e desconhecido.


Texto acima é comentário de um anônimo postado no Quinta Emenda, descrevendo a chegada do vice-governador Odair Corrêa de uma de suas incontáveis viagens para resolver absolutamente nada.

É a isso que denominamos insustentável indefinição do ser?

Ó, Deus, Santarém e sua gente não merecem isso!
Não, não merecem!

Tudo pelo Águia

Vôos lotados de Marabá a Belém, Pa-150 com tráfego bem mais intenso do que o registrado, normalmente, aos sábados.

Novos ônibus colocados à disposição pelas empresas interestaduais com destino à capital trazendo torcedores.

Se o Águia conquistar o título esta tarde, o Sul do Pará explode de alegria.

Explode coração na maior felicidade....