sábado, outubro 11, 2008

Um projeto para a Amazônia

Roberto Mangabeira Unger, ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, tem um projeto para a Amazônia. Aliás, é a primeira vez que o blogger toma conhecimento de uma proposta da magnitude esboçada pelo polêmico professor vitalício da Universidade de Harvard, que será detalhada na próxima quarta-feira, 15, ao senadores, na Subcomissão Permanente da Amazônia.

Denominado "Projeto Amazônia", a proposta tem a finalidade de fazer do soerguimento da Amazônia prioridade brasileira na primeira metade deste século, de acordo com o ministro.

Repassada cordialmente pelo jornalista Val-André Mutran, a íntegra do texto da proposta do ministro – bastante extensa para os padrões do blog, mas mesmo assim – publicamos a seguir, com objetivo exclusivo de processar amplo debate em torno de seu conteúdo.


PROJETO AMAZÔNIA – ESBOÇO DE UMA PROPOSTA

- Roberto Mangabeira Unger


A tarefa

Essa é uma proposta para fazer do soerguimento da Amazônia prioridade brasileira na primeira metade do século 21. Transformando a Amazônia, o Brasil se transformará. Aqui esboço, a título provisório e para provocar discussão, possíveis diretrizes dessa proposta. Apresento visão dos problemas e das oportunidades com que se defronta o país hoje na Amazônia. E sugiro, a partir dessa análise, algumas grandes linhas de estratégias específicas para as diferentes partes da Amazônia.

A premissa da proposta é que na Amazônia o Brasil se pode revelar ao Brasil. O bioma amazônico representa pelo menos um terço de nosso território nacional. Atrai a atenção do mundo todo, por ser de longe a maior selva úmida do planeta; por estar ligada, como vítima e como solução, ao debate mundial a respeito de mudança de clima; por ser a maior reserva de biodiversidade do planeta e por conter cerca de 20% da água doce da Terra.

Hoje a discussão do destino da Amazônia serve como alavanca de pressão do mundo sobre o Brasil. Pode, porém, servir para abrir espaço para nós no mundo. Para isso, temos de mostrar como, ao reafirmar nossa soberania na Amazônia, podemos fazê-lo a serviço não só do Brasil, mas também da humanidade.
Uma iniciativa nacional a respeito da Amazônia é capaz de esclarecer e de comover o país. Presta-se a uma narrativa de libertação nacional. No século 19, completamos a ocupação do litoral. No século 20, avançamos para o centro-oeste. No século 21, reconstruiremos o Brasil ao reinventar a Amazônia.

O espírito da empreitada deve ser o de definir a Amazônia como vanguarda, não como retaguarda. As soluções para os problemas da região terão de ser inovadoras; não serão fáceis de extrair do repertório de políticas públicas convencionais nem de situar no espectro das posições ideológicas conhecidas. E podem servir para abrir caminho para toda a nação.
O problema
O ponto de partida é enfrentar problema central. Há hoje desnível perigoso entre o fervor do ambientalismo, que toma a Amazônia como tema predileto, e o relativo primitivismo das idéias econômicas disponíveis a respeito da ocupação da Amazônia. No espaço deixado por esse descompasso, proliferam no país duas idéias inadequadas a respeito do futuro da Amazônia.

De acordo com a primeira idéia, a Amazônia deve virar parque para o benefício e o deleite da humanidade. As únicas atividades produtivas a tolerar nela seriam as iniciativas extrativas rudimentares. Dessa regra estaria eximido apenas tudo o que puder ser produzir em cidades rigidamente separadas da selva circundante.

De acordo com a segunda idéia, a Amazônia deve ser dividida entre grandes reservas florestais, fechadas a quase toda a atividade econômica, e áreas, também grandes, em que a floresta cede lugar a atividades produtivas. Atividades que implicam desmatamento, como a pecuária extensiva e o plantio de soja. Não há como ou por que resistir às forças do mercado.

Se o Brasil for obrigado a escolher, na Amazônia, como em qualquer outra de suas grandes regiões, entre desenvolvimento e preservação da natureza, escolherá desenvolvimento. É, porém, escolha inaceitável e desnecessária. Temos condições de construir na Amazônia o que nos países ricos de hoje tanto se fala e quase nunca se pratica: um modelo de desenvolvimento que ao mesmo tempo utilize e preserva a natureza. Para isso, porém, é preciso imaginar e ousar.

O eixo

O eixo da solução necessária é um projeto de zoneamento econômico e ecológico que possibilite a formulação de estratégias econômicas distintas para as diferentes partes da Amazônia. (Desconsideremos, para essa finalidade, as diferenças conceituais entre "zonas" e outras divisões geográficas.) Há muito que se reconhece a importância de tal zoneamento. Em grande parte da Amazônia, ainda não e traduziu o princípio em realidade. É que zoneamento econômico e ecológico não representa exercício de cartografia. Significa tradução espacial de um pensamento econômico. É esse pensamento que tem faltado – na forma e no grau requeridas – à Amazônia e ao Brasil.

Zoneamento econômico e ecológico é simplesmente uma maneira de decidir o que pode – e deve – ser produzido onde. Não se confunde com a pretensão de planejar atividades produtivas determinadas e de designá-las como adequadas ou inadequadas para certas regiões. Estabelece os limites do que pode e não pode ocorrer em cada área zoneada. Daí ser a contrapartida ao zoneamento econômico e ecológico um conjunto de estratégias econômicas – e de idéias institucionais que as acompanhem – para cada um dos territórios classificados pelo zoneamento.

O pressuposto prático mais importante do zoneamento econômico e ecológico é a solução dos problemas fundiários em toda a Amazônia. Há muito pouco que se pode fazer enquanto a titularidade da terra – ou a legitimidade de sua posse – continuarem em dúvida. A partir do eixo representado pelo zoneamento econômico e ecológico, é possível começar a formular um projeto econômico para a Amazônia em duas grandes vertentes: para a Amazônia já desmatada e as grandes cidades (onde se concentra, ainda mais do que em outras regiões do país, a maior parte da população) e para a Amazônia onde a mata permanece em pé.
A Amazônia sem mata: novo modelo econômico
Na Amazônia já desmatada – grande parte dela na fronteira oriental e meridional da selva – a melhor solução não é tentar reverter o desmatamento e restringir às cidades toda a atividade não florestal. Mas também não é coonestar a entrega dessas áreas a atividades econômicas ao mesmo tempo depredadoras e ineficientes, como a pecuária extensiva – a maior inimiga da mata na Amazônia. A solução é aproveitar esse espaço para inovar, construindo na agricultura, na pequena indústria e nos serviços um modelo econômico que não repita os erros do passado brasileiro. Três características devem pautar tal modelo.

O primeiro traço é coordenação estratégica entre os governos e a iniciativa privada, sobretudo a iniciativa dos pequenos produtores, livre de qualquer constrangimento de preconceito ideológico. Uma das áreas mais importantes para efetivar essa orientação é a agricultura familiar. Deve ela integrar-se, quando conveniente, com a pecuária intensiva, e apoiar-se num sistema de seguro de renda e de garantia de preço – indispensável à estabilidade da agricultura familiar. É sistema que ainda não conseguimos generalizar no país.

O segundo atributo é o estímulo pelo governo às práticas de "concorrência cooperativa" entre os pequenos produtores: práticas por meio das quais possam esses produtores competir e cooperar ao mesmo tempo e ganhar, por meio da cooperação, acesso a economias de escala. É princípio que se pode aplicar em todos os setores da economia, inclusive a empreendimentos tecnologicamente avançados, como demonstra a experiência de algumas das economias regionais mais vanguardistas da Europa.

O terceiro distintivo é o esforço para estabelecer vínculos diretos entre as vanguardas e as retaguardas da produção. Indústrias de ponta, "pós-Fordistas", podem produzir, de maneira não padronizada, máquinas e insumos que a retaguarda de empreendimentos menores e mais atrasados consigam usar. O objetivo é pular a etapa do modelo industrial paulista, organizado em meados do século 20 em torno de um "Fordismo" já tardio: a produção em grande escala de bens padronizados, por meio de maquinaria e processos produtivos rígidas, hierarquias e especializações definidas e mão-de-obra semiqualificada.

A idéia é simples e fundamental: aproveitar o espaço da Amazônia já desmatada para fazer diferente do que se fez até agora na organização da economia brasileira.
A Amazônia sem mata: a Zona Franca de Manaus

As duas principais atividades econômicas na Amazônia hoje são a mineração no Pará e a Zona Franca em Manaus.

A Zona Franca apresenta uma realidade desconhecida e, portanto, também um potencial desconhecido, pelos brasileiros: potencial em si mesma e potencial como exemplo para iniciativas análogas em outras partes da região.

Ao contrário do que se supõe, a Zona Franca não se compõe em sua maior parte de meras maquiladoras: indústrias que apenas montem passivamente bens cujos componentes são fabricados no estrangeiro. Pelo contrário, a Zona Franca serve de palco para espectro amplo de experimentos industriais, que combinam, em graus variados, fabricação vertical, montagem e inovação. Lá se encontra muito de industrialmente primitivo ao lado de bastante de industrial avançado.

Todas as características do modelo econômico alternativo enumeradas anteriormente lá teriam a melhor oportunidade para desenvolver-se. Os governos da União e do Amazonas já estão engajados, por meio do próprio estabelecimento da Zona Franca, dos incentivos que a possibilitam e de políticas que incentivam a substituição das atividades de montagem por atividades de transformação. As práticas de "concorrência cooperativa" se desenvolveriam com naturalidade e com proveito no ambiente de um parque industrial. Falta ainda construir e estreitar vínculos diretos, na Zona Franca, entre empresas mais e menos avançadas dentro das mesmas cadeias produtivas.

A questão central é se a Zona Franca deve ser entendida apenas como entreposto dependente do favor fiscal e montador de produtos padronizados ou se deve ser compreendida, também e, sobretudo, como laboratório de práticas e de empreendimentos inovadores. Como laboratório, estaria livre de alguns dos entraves que a produção enfrenta Brasil afora. E poderia acalentar empreendimentos de significado exemplar.

Parece razoável supor que a Zona Franca não é intrinsecamente nem a primeira nem a segunda dessas realidades. O interesse da Amazônia e do Brasil, porém, é assegurar que a segunda realidade prevaleça sobre a primeira. E formar os quadros que ela exige. Se prevalecer a 4 segunda realidade, o enclave representado pela Zona Franca em Manaus deve ser reproduzido, em moldes semelhantes ainda que em escala menor, em outras cidades da Amazônia.
A Amazônia com mata: o manejo controlado e sustentável da floresta

Na maior parte da Amazônia – a Amazônia com mata – o objetivo deve ser organizar o manejo controlado e sustentável da floresta. Manejo que use a floresta, mas que também a preserve, por meio de uso escalonado ou rotativo e por replantio constante das árvores. Há imenso potencial. É baixa a eficiência de nossa indústria florestal quando comparada com a das grandes nações de florestas temperadas. As causas dessa situação não estão na natureza; estão em nossas limitações tecnológicas, econômicas e institucionais.

O manejo controlado e sustentável da floresta tem pressuposto nacional e pressuposto internacional. O pressuposto nacional é que os regimes tributário e regulatório façam a floresta em pé valer mais do que a floresta derrubada. Enquanto valer mais derrubada, derrubada será. Tanto o regime tributário quanto o marco regulatório devem tratar com dois pesos e com duas medidas as atividades econômicas que depredam a floresta e as que a preservam.

O pressuposto internacional é que saibamos aproveitar ou construir os instrumentos para assegurar que o mundo arque com parte dos custos de benefícios que aproveitarão toda a humanidade mas que, na falta de tais instrumentos, só nós teríamos de custear. Trata-se de fazer compartilhar aquilo que os economistas chamam "externalidades positivas".

Já existe ao menos um mecanismo – o do dos "créditos de carbono" – estabelecido pelo Tratado de Kyoto. Faltam, de nossa parte, as medidas necessárias para credenciar nossa selva úmida aos benefícios ali previstos. Não há, porém, por que nos atermos a essa única fórmula. Há outras maneiras -- inclusive por acertos bilaterais -- para conseguir participação estrangeira no financiamento, mesmo a fundo perdida, de iniciativas preservacionistas nossas. Iniciativas que são reivindicadas hoje por muitos governos estrangeiros e organismos internacionais.

Atendidos esses pressupostos – o nacional e internacional –, há três grandes problemas a resolver para que se possa organizar na Amazônia brasileira o manejo controlado e sustentável da floresta: o primeiro, tecnológico; o segundo, técnico; o terceiro, institucional.

O problema tecnológico é a falta de instrumental adequado para o aproveitamento de florestal com as características da nossa. A tecnologia à disposição no mundo para o aproveitamento florestal evoluiu para trabalhar com as florestas temperadas – muito menos ricas e muito mais homogêneas do a nossa.

Disponível no mundo está uma tecnologia que se adéqua às florestas da Finlândia muito mais do que às florestas do Brasil.

Não convém aguardar que o mercado mundial providencie, em algum momento longínquo do futuro, a necessária resposta tecnológica. Tratemos nós de fazer fabricar o de que precisamos. Pode ser por acerto do governo, via BNDES, com grandes empresas privadas brasileiras do setor de bens de capital. Ou pode ser por ação direta do governo. Pode o governo fundar e capitalizar, no regime de mercado, sem monopólio ou oligopólio e com gestão profissional independente, empreendimento destinado a inventar e a fabricar a tecnologia melhor para nós.

Poderia logo que possível ser vendido a investidores privados, mas sempre por preço de mercado ou em troca de participação acionária nos empreendimentos privados subseqüentes, como faria um "venture capitalist".

O problema técnico é a necessidade de organizar a prestação de serviços ambientais. Tais serviços incluem todo o monitoramento do manejo da floresta. Não se limitam, porém, a vigiar as florestas, dentro e fora das reservas ecológicas; implicam, também e, sobretudo, orientar todas as atividades econômicas ligadas à selva, desde o simples extrativismo até as iniciativas mais avançadas (ver adiante) que se desenvolveram ao redor da produção florestal controlada e sustentável.

Trata-se, portanto, de verdadeiro extensionismo tecnológico. Como tal, precisa ser organizado como responsabilidade do serviço público federal, a partir do Serviço Florestal, em colaboração com os governos do estados e dos municípios da Amazônia. Teremos de formular critérios para distinguir os serviços florestais que os agentes privados devem remunerar dos serviços florestais que se devem prestar gratuitamente.

A verdadeira dificuldade na solução desse problema técnico nada tem de técnico. Reside em dificuldade de âmbito maior, que guarda relação com outros aspectos desse projeto Amazônia, sobretudo com o lançamento das atividades produtivas experimentais e vanguardistas, aventadas adiante nesse texto. Para que se possam disponibilizar, na dimensão necessária, serviços ambientais, é preciso que quadros altamente qualificados se disponham a morar fora de grandes cidades. Em todo o mundo, pessoas de qualificação elevada querem morar em centros urbanos. Uma das razões mais importantes é que só em cidades, sobretudo em grandes cidades, é que se prestam serviços de alta qualidade.

Ninguém no mundo descobriu como prestar serviços de alta qualidade a população rarefeita distribuída ao largo de vasto território. Esse é, entretanto, apenas um dos muitos resultados a conseguir para que se possa inaugurar na Amazônia o manejo controlado e sustentável da floresta. O problema institucional (e jurídico) é a organização de alternativas aos regimes jurídicos tradicionais de controle público e de propriedade privada. O ponto de partida é entender o que já acontece em outras grandes nações florestais. Em muitas delas desponta, como regime jurídico incipiente para o manejo controlado e sustentável das florestas, a gestão comunitária. O Estado continua a deter a titularidade de última instância. Transfere, porém, a posse e o usufruto para comunidades organizadas.

Seria esse um modelo de produção marcado pelos mesmos traços do modelo econômico que antes advoguei para a Amazônia sem mata: coordenação estratégica entre o poder público e a iniciativa privada, concorrência cooperativa entre os pequenos produtores e vínculo direto entre as vanguardas e as retaguardas da produção – aquelas a produzir máquinas e insumos que estas consigam usar. A gestão comunitária coexistiria com a atuação de grandes empresas madeireiras, tipicamente trabalhando por meio de concessões duradouras de florestas que continuariam sob o domínio do Estado.

Ocorre que a gestão comunitária continua, em todo o mundo, a ser realidade nascente sem ordenamento jurídico. Ainda não se cristalizou em regime jurídico de propriedade social, distinta das formas tradicionais de propriedade privada e de propriedade pública. Essa falta de articulação jurídica não representa apenas problema; constitui também oportunidade. A democratização da economia de mercado exige a multiplicação de formas alternativas de propriedade privada e social, que passariam a coexistir experimentalmente dentro da mesma economia de mercado. A organização jurídica da gestão comunitária das florestas na Amazônia pode servir como primeiro passo.

Não se viabilizará sem ajuda do Estado – técnica e financeira. Daí, mais uma vez, a necessidade de organizar coordenação estratégica descentralizada entre o poder público e a iniciativa privada, estimular as práticas de concorrência cooperativa entre os pequenos produtores (agentes presuntivos da gestão comunitária das florestas) e provocar a vinculação direta das vanguardas e retaguardas da indústria floresta: empresas que produzam a tecnologia nova, apropriada ao cultivo das florestas tropicais. E que as disponibilizem aos empreendimentos emergentes da gestão comunitária.
A Amazônia com mata: o caminho futuro

Ao mesmo tempo em que organizarmos para já o manejo controlado e sustentável da floresta, precisamos abrir caminho para o futuro. Na maneira de coordenar as iniciativas de agora com as possibilidades do futuro, devemos fazer o que faria qualquer grande empresa interessada em inovar. Construir ao lado do negócio estabelecido uma periferia de empreendimentos experimentais. Com isso, revelam-se, experimentalmente, novas oportunidades produtivas sem que se tenha de pôr em risco o negócio constituído.

Há duas atividades que se apresentam, da perspectiva de hoje, como candidatas prioritárias a esse papel vanguardista. A primeira atividade é a aproveitamento tecnológico – sobretudo farmacológico – da biodiversidade. A selva úmida constitui laboratório natural: vasta cadeia de variantes e de analogias químicas, cujo potencial quer para aproveitar-se diretamente, quer para pautar a invenção de equivalentes sintéticas, permanece quase inteiramente desconhecido.

A mobilização desse potencial exige em alto grau aquilo que nossa indústria principiante de fármacos e de medicamentos ainda não se preparou para fazer: pesquisa radical. Por isso mesmo, é provável que essa atividade não avançará em qualquer futuro próximo sem presença forte do Estado.

A segunda atividade é a mobilização do potencial energético latente nas árvores – na celulose e na lignina. Está ainda longe de ser economicamente eficiente a mobilização, por hidrólise, desse potencial. A tese de alguns é que, em algum momento do futuro próximo, será eficiente, ao menos se investirmos no desenvolvimento da tecnologia necessária. O resultado seria transformar toda a Amazônia com selva em vasto manancial de energia renovável. De acordo com a lógica do uso controlado e sustentável da floresta, a utilização rotativa das árvores seria sempre compensada por replantio equivalente.

Segundo essa tese, o lugar da madeira na história da humanidade é conto em quatro capítulos; o quarto ainda não foi escrito. O primeiro capítulo foi a madeira como fonte de energia – fogo. O segundo capítulo foi a madeira como material de construção – prédios, navios e móveis. O terceiro capítulo é a madeira como fibra – papel e celulose. O quarto capítulo – ainda não escrito – é o da volta ao papel da madeira como fonte de energia.

Diante das possibilidades oferecidas por essas duas atividades de vanguarda, ou por outras igualmente desbravadoras, devemos precaver-nos contra qualquer dogmatismo, seja otimista ou pessimista. Não somos nós que podemos escolher "os setores portadores de futuro".

Quem os escolhe é o futuro. O objetivo prioritário não deve ser fazer com que o governo federal e os governos locais apostem em algumas possibilidades contra outras. Deve ser organizar processos, práticas e instituições que encarnem o impulso experimentalista. O importante é que tais arranjos não se deixem atrelar a curto-prazismo mercantil incompatível com a natureza inovadora de tais empreitadas.

Há ponte natural entre o manejo controlado e sustentável da floresta e atividades produtivas de vanguarda como as consideradas aqui: a prestação dos serviços ambientais, que tanto aquele como estas exigem. E que demandam a solução anterior de problemas como o dos atrativos que se possa oferecer a quadros qualificados dispostos a morar e a trabalhar longe de grandes cidades.

Um conjunto de problemas correlatos
Definidas as duas grandes vertentes de um projeto Amazônia, ganha novas cores uma série de problemas correlatos: a rede de transporte, a matriz energética, o uso das águas para irrigar áreas secas do país, o futuro da mineração e o destino dos indígenas e de suas reservas.

Trato sumariamente de cada um desses temas para marcar-lhe o lugar dentro da iniciativa maior.
Transporte

Na Amazônia precisamos inovar no modelo brasileiro de transporte. Aqui, como em outras partes desse projeto, a inovação local poderá ter valor exemplar para a nação. Nossa tradição de transporte confia tudo à rodovia, a menos eficiente das vias logísticas e pouco ou nada à ferrovia ou à hidrovia. (Regra geral no mundo – altamente variável de acordo com circunstâncias geográficas, demográficas e econômicas) é ser hidrovia duas vezes mais eficiente do que ferrovia e ferrovia duas vezes mais eficiente do que rodovia.

Hoje a primeira prioridade da agricultura brasileira é o escoamento dos grãos do centrooeste, especialmente seu escoamento pelo norte para o porto de Itaqui no Maranhão. Exportar a soja do Mato Grosso de Itaqui, em vez de exportá-la de Santos, significa, por exemplo, economizar cinco dias de caminho para Roterdã – ou, pelo canal de Panamá, para Xangai. Em princípio, a melhor solução é combinação de rodovia, hidrovia (Rio Madeira e afluentes) e ferrovia. E o que se aplica ao traslado do produto do centro-oeste aplica-se também à solução dos problemas logísticos internos da Amazônia. O novo modelo de transporte multimodal na Amazônia serviria de cunha para começar a mudar o paradigma de transporte em todo o país.

A instabilidade das águas da Amazônia limita a viabilidade das hidrovias, mas não a elimina. (A ferrovia, além de não sofrer dessa instabilidade, é superior à rodovia, não só em eficiência de custo mas também em limitação de impacto ambiental, sobretudo quando cercada de margens de reserva). Essa instabilidade das bacias hidrográficas é mais uma razão para insistir em rede de vias complementares, com de duplicação de formas de acesso, para efeitos de segurança. E a necessidade de ampliar as formas de acesso ao Pacífico e ao Caribe abre oportunidade para aprofundar a dimensão sul-americana de nossa proposta para a Amazônia.
Matriz energética

A base da matriz energética da Amazônia – pelo menos até que se consolidem alternativas, como a mobilização da energia latente nas árvores – é a combinação de hidroeletricidade, como elemento principal, e gás natural, importado de Estados fronteiriços (sobretudo a Bolívia) como elemento acessório.

Seria contra-senso que uma das regiões de maior potencial hidrelétrico do mundo se privasse de desenvolvê-lo. Nem a dificuldade técnica apresentada pelo pouco declive dos rios, nem o risco real de prejuízo ao meio-ambiente são razões para parar. São, sim, razões para inovar em tecnologias e técnicas que enfrentem aquela dificuldade e que mitiguem este risco. Não existe energia mais limpa ou mais renovável do que hidroeletricidade.

É verdade que os dois problemas se agravam reciprocamente. O baixo declive dos rios fortalece a razão para aumentar as áreas de inundação, o que, por sua vez, agrava o prejuízo ambiental. Parte da solução está em construir barragens (com eclusas) menores e mais numerosas, com as novas tecnologias que facilitam esse estilo de construção. E outra parte da solução está em entender que as barragens podem atuar como palcos para experimentar novas formas de associação produtiva entre o Estado e os pequenos produtores dentro de uma estratégia de desenvolvimento local. Não são apenas obras de engenharia; são projetos sociais. Foi assim que funcionaram em meados do século 20 (nos Estados Unidos, por exemplo). E é assim que devem funcionar agora entre nós.
Água da Amazônia para o semi-árido

O bioma Amazônico está ao lado do semi-árido nordestino. Numa região, sobra água, inutilmente. Na outra região, falta água, calamitosamente. O ingênuo indagará: por que não transportar de onde tem para onde falta? E o técnico responderá: porque não há como transportar a preço que alguém se disponha a pagar. A razão, porém, acabará por assistir ao ingênuo, não ao técnico. O custo do transporte de água é relativo às tecnologias disponíveis para transportá-la. Representa problema análogo à falta de tecnologia apropriada ao aproveitamento das nossas flor estas heterogêneas. As tecnologias de irrigação desenvolvidas no mundo nunca tiveram de cumprir tarefa de dimensão semelhante; novas maneiras de conceber e de construir aquedutos seriam necessárias para executá-la. Não há porque tomar como dado e invariável o horizonte das tecnologias existentes. Temos de estender esse horizonte: novamente, num primeiro momento, por iniciativas públicas no financiamento e na organização das inovações tecnológicas necessárias.

A água transportada deve ter não só custo, mas também preço. E o preço deve ser pago não só aos investidores públicos e privados, mas também aos Estados detentores do ativo físico.
Mineração

A mineração que se faz hoje na Amazônia, sobretudo no sul do Pará, é uma das principais atividades econômicas da região. Pouco proveito traz, porém, à população amazônica. Tem valor substancial a seguinte simplificação: leva-se o metal para fora e deixa-se o buraco da terra. Empregos, poucos. Dinheiro, longe.

A resposta a essa situação inaceitável e desnecessária é dupla. A primeira parte da resposta é tributar a lavra. E destinar a receita aos Estados para financiar diferentes aspectos desse projeto Amazônia. Há várias fórmulas a considerar. Uma fórmula é imposto geral, como seria o IVA, porém calculado para incidir com sobretaxa de alíquota sobre a lavra que não seja seguida por agregação local de valor.

Outra fórmula seria imposto sobre a exportação de minerais (novamente com alíquota mais alto quando os metais lavrados não sejam transformados dentro da Amazônia). Tal imposto ganharia mais legitimidade se fizer parte, como propõem alguns, de imposto geral de exportação sobre "commodities". Com alíquota modesta, o impacto sobre a competitividade de nosso produto mineral seria modesto. A justificativa econômica é que não só temos razões para estimular a agregação de valor e a formação local de cadeias produtivas como também temos razões para resistir a nossa dependência crescente da exportação de commodities" ("doença holandesa").

Finalmente, podemos admitir a possibilidade de um imposto que incida diretamente sobre a lavra. E que encontre sua justificativa maior no imperativo de tratar o custo de financiar atividades econômicas alternativas como parte legítima do “cost of doing business". Ao menos quando se trata de um recurso ao mesmo tempo muito valioso e não renovável como são os minerais.

A segunda parte da resposta é inovar na associação do poder público com a iniciativa privada para mobilizar nossas riquezas minerais. Em nosso sistema atual, o Estado faz pesquisa mineralógica e oferece os resultados gratuitamente às empresas privadas. O aproveitamento da riqueza mineral latente na terra fica refém da lógica mercantil, freqüentemente curto-prazista, das grandes empresas. Não há por que deixá-lo refém.

Como no que diz respeito à tecnologia de aproveitamento da floresta, o Estado pode atuar não suprimir o mercado, mas para radicalizar a lógica do mercado; não para substituir concorrência por monopólio ou oligopólio, mas para aguçar a concorrência; não para contrabalançar mercado com políticas regulatórias e compensatórias, mas para dar mais acesso a mais mercados para mais gente de mais maneiras. Pode, por exemplo, fundar e capitalizar empreendimentos de lavra (o custo seria irrisório em comparação com o custo de isenções fiscais e de créditos subsidiados) dentro do regime de mercado e com gestão profissional independente.

E pode vender o empreendimento logo que possível a agentes privados, ao preço que o mercado suportar, ou manter participação acionária nos empreendimentos privados resultantes. A situação em que hoje talvez mais se justifique essa iniciativa talvez esteja fora do bioma Amazônico ainda que dentro da Amazônia legal. Em Roraima, imensa riqueza mineral dorme sem proveito em terras de indígenas, que não tem, econômica ou legalmente, como tirar proveito dela. O empreendedor – público ou privado – teria de estabelecer relação contratual com os indígenas para lavrar o minério. E o direito brasileiro teria de mudar para permiti-lo.

Indígenas

Grande parte da Amazônia está reservada aos indígenas. Destinatários de terras, os indígenas estão, entretanto, desfalcados de instrumentos e de oportunidades. Nega-se a eles os meios para fazer algo com as terras que lhe são reservadas. Sem condições para progredir ou sequer para sustentar-se, ameaçam afundar na desagregação social e moral – no ócio involuntário, no extrativismo desequipado, no alcoolismo e no suicídio. Estranha combinação de generosidade e de crueldade, essa com que os tratamos.

A transformação da Amazônia deve vir acompanhada pela libertação dos indígenas.

Libertá-los não é apenas dar-lhes terras e proibi-los de usá-las. Libertá-los é assegurar-lhes os meios para educar-se (em mais de uma língua e mais de uma cultura), para empreender e para associar-se com os governos e os empresários que lhes possam servir de sócios. O soerguimento dos povos indígenas será um dos indícios mais importantes de êxito na transformação da Amazônia.
A quem pertence o projeto Amazônia?

O projeto Amazônia tem de ser em primeiro lugar projeto brasileiro de construção nacional. Ao assumi-lo como nosso, podemos em seguida levá-lo a um plano de maior autoridade e eficácia quando o tornarmos fulcro de projeto sul-americano. Projeto a ser desenvolvido em parceria com as repúblicas com que compartilhamos a Amazônia.

Essa dimensão maior não resultará de boas intenções. Não nascerá indutiva e espontaneamente como o mínimo denominador comum de uma série de estratégias nacionais fracas e pontuais. Por todas as razões, somos nós que temos a primeira responsabilidade para provocar a discussão com nossos vizinhos. Só a provocaremos se tivermos, em primeiro lugar, o que propor para nós mesmos. A partir daí é que se pode iniciar dinâmica sul-americana que tenha por conteúdo não apenas os problemas comuns evidentes – de transporte, energia e defesa – mas também e sobretudo o conteúdo de nossas idéias a respeito da ocupação da Amazônia, com e sem mata.

O projeto Amazônia não deve ser apenas a reivindicação dos estados e da sociedade da Amazônia junto ao governo federal e ao país. Se for, será visto, ainda que injustamente, como mais um pedido de mais um "lobby". E o Brasil quer se ver livre dos "lobbies". O país não está dividido apenas entre classes e ideologias. Está dividido, também, entre uma minoria organizada e uma maioria – de classe média e de pobres. Rebela-se a maioria contra a confederação de corporativismos que vê dominar o país. É vital que a causa da Amazônia seja, e que pareça, parte da rebelião nacional contra o condomínio corporativista, não como mais um exemplo de sua persistência.

Daí ser essencial que a campanha pela Amazônia conte com militantes e líderes de fora da Amazônia. E que se apresente aos olhos do país, como causa genuinamente nacional: oportunidade para reinventar o Brasil.

Nesse percurso, há dificuldade a enfrentar com clareza. A opinião predominante no Sudeste – da juventude, da classe média ilustrada, da grande mídia impressionada com a temática cara aos países ricos – preferirá versão "light" do projeto: versão que enfatize os compromissos ecológicos e sociais ao tentar também aproveitar e preservar a selva. Mas mostrará desconforto e perplexidade com tudo que soar como prenúncio de reconstrução institucional – na Amazônia e, a partir da Amazônia, no país.

Para essa opinião do Sudeste, as idéias e as iniciativas que caminharem na direção das mudanças de modelo econômico parecerão irrealistas ou perigosas: agenda "heavy", a ser afastada antes de contaminar a causa. Já outros não acreditarão que a causa possa avançar sem tal mudança de modelo: a reconstrução, não a substituição, da economia de mercado do que sua substituição.

A causa da Amazônia precisa de ambas essas correntes de opinião: a "light" e a "heavy". Nenhuma das duas se deve sentir manipulada pela outra. As propostas práticas serão, em muitos casos convergentes; as mesmas soluções podem ter justificativas e interpretações diferentes. E quando as propostas e as estratégias divergirem, caberá à opinião nacional e à própria dinâmica do movimento arbitrar a divergência.

Desarmemos os espíritos. E entreguemo-nos a uma causa que, mais do que qualquer outra no Brasil de nossos dias, é capaz de engrandecer o país.

Algodoal ameaçada

Lêem com atenção o texto reproduzido:

A Área de Proteção Ambiental de Algodoal vive intensa e contínua degradação em todos os sentidos. A situação de abandono da APA choca os mais insensíveis turistas. Em qualquer feriado, tudo se repete: as dunas da Praia da Princesa viram banheiros para uma multidão e lixeira para os comerciantes; a juventude da ilha, desempregada e cada vez mais viciada em pasta de cocaína, pratica furtos e compromete o que sempre foi atrativo na ilha: a tranqüilidade; as ruas da vila de Algodoal ficam imundas; ninguém sabe direito o que é APA e a SEMA faz campanha de educação ambiental pra meia-dúzia dos milhares de visitantes da ilha.

Algodoal apresenta este cenário há anos e, exatamente por isso, em 2005, dezenas de visitantes da ilha resolveram se unir para articular soluções para os gravíssimos problemas que a ilha enfrenta: nasceu a Suatá - Associação Pró-Ilha de Algodoal/Maiandeua.

A ONG elaborou um Plano de Ação baseado nas demandas registradas em diversas reuniões com as comunidades e no livro "Desencanto da Princesa", tese da Doutora Helena Doris. Nenhum órgão público convidado compareceu à apresentação do plano.

A Suatá protocolou inúmeros ofícios junto à Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Pará (SEMA) para alertar os secretários estaduais (o anterior e o atual), que a APA de Algodoal corre sérios riscos de comprometimento do seu meio ambiente, do seu potencial turístico e do futuro de suas crianças, entre outros.

Depois de muita conversa e nenhum resultado, a ONG Suatá conheceu a realidade: os órgãos públicos que têm obrigação de salvar a APA de Algodoal são incapazes de se relacionarem com demandas populares, não estão nem aí para Algodoal e não vão fazer nada. A menos que se entre na justiça...

Por meio de uma Ação Civil Pública, a Justiça Federal concedeu tutela antecipada à Suatá e determinou que a lei fosse cumprida, ou seja, União, Governo Estado do Pará e Prefeitura de Maracanã teriam que fazer seus deveres de casa. O único que cumpre com a determinação é o Governo do Estado, que age com má vontade, cumpre protocolos e não consegue resolver nada.

O Conselho Gestor foi criado em 2006 para cozinhar qualquer desejo de ver a APA implementada de verdade. Os representantes de órgãos públicos que fazem parte do Conselho Gestor não estão preparados para esta função nem têm poder de decisão. Tivemos uma reunião do Conselho Gestor cancelada porque os agentes públicos não tinham dinheiro para o transporte até a ilha.

Os órgãos públicos que fazem parte do conselho ignoram a sua função, tomam decisões isoladas que prejudicam o processo de desenvolvimento da ilha, tal como aconteceu em junho deste ano, quando a Vigilância Sanitária apreendeu, com truculência, segundo comerciantes, poupas de frutas que são produzidas por um nativo de Fortalezinha.

Ora, se a grande questão é o desenvolvimento sustentável da ilha, vamos começar desempregando um morador e dificultando o desenvolvimento econômico local? Por que não houve orientação aos comerciantes e ao produtor, se todos fazem parte do mesmo Conselho Gestor? Com a devida orientação, este empreendedor poderia fornecer poupa de fruta para fora da ilha e garantir o abastecimento interno nas altas temporadas. Mas escolheu-se marginalizar e punir tamanho potencial à revelia do órgão criado pelo mesmo governo para gerir a APA.

Em 2005, conhecemos, na antiga SECTAM, um Plano Emergencial para Algodoal que tinha por objetivo, reduzir os impactos ambientais até que o Plano de Manejo ficasse pronto. O Plano Emergencial é uma solução necessária e recomendada pelo Ministério do Meio Ambiente, mas nunca foi implementado. A SEMA diz que não há necessidade porque o Plano de Manejo está sendo elaborado. Mas no início de agosto tomamos conhecimento que a participação da comunidade no plano está agendada para o final do ano. Por que demora tanto? Então, não seria melhor aplicar o Plano Emergencial? Enquanto ninguém responde, Algodoal está se degradando.

O Pará do Jatene é igual ao Pará da Ana Júlia: condena Algodoal a afundar num mar de lixo. Legalmente, a responsabilidade pelo recolhimento do lixo é da prefeitura de Maracanã, entretando, também de acordo com a lei, o Governo do Estado tem a responsabilidade solidária pelo saneamento da APA, então não vale mais culpar a prefeitura, que já deixou claro que não vai resolver o problema. A SEMA deveria assumir o serviço, mas não o fez. Foi necessário que a justiça nomeasse um auxiliar para chefiar o recolhimento de lixo que poderá vir a acontecer, se, desta vez, a determinação judicial for cumprida.

Os agentes públicos querem convencer as comunidades da ilha que o objetivo da Suatá é inviável e não vai fazer bem a elas, por isso, somente tem chegado à ilha os rigores da lei. A GRPU-PA (Gerência Regional do Partimônio da União no Pará), obrigada a fazer a regularização fundiária na ilha, intimou proprietários de construções nas praias dando-lhes trinta dias para o despejo e informando-lhes que a culpada pelo despejo é a ONG Suatá.

Este não é o papel previsto para a GRPU. A regularização fundiária acontece por meio de metodologias que o gerente Neuton Miranda e seus funcionários conhecem muito bem. As ações da GRPU-PA também devem passar pelo Conselho Gestor, o Ministério do Planejamento, ao qual a GRPU é subordinada, diz que os interesses coletivos devem ser privilegiados na ações da GRPU, mas este órgão sequer se dá ao trabalho de conhecê-los. As comunidades da ilha só têm a ganhar com a regularização fundiária, se esta for bem feita. A GRPU precisa documentar a posse das terras devidamente ocupadas na ilha. Os empresários terão direito a tomar empréstimos para alavancar seus negócios, coisa que hoje não acontece porque banco nenhum quer se responsabilizar por empreendimentos não regularizados.

Estamos cansados de tanto blefe. Depois de tanta luta, a realidade da ilha continua a mesma, aliás, piorou e piora a cada dia. Queremos o envolvimento da Governador Ana Júlia nas questões da APA, queremos a participação do Secretário do Meio Ambiente Valmir Ortega. Queremos a priorização da APA de Algodoal na política pública deste estado, porque implementar a APA de Algodoal é socialmente justo, economicamente viável e ecologicamente correto.

O pedido de socorro é de Márcio Luis, presidente da Suatá - Associação Pró-Ilha de Algodoal / Maiandeua, enviado ao blog do Marcelo Tas, aquele mesmo do C.Q.C, que denunciou o crime ambiental.

Querem saber qual foi a reação do Ministério do Meio Ambiente às denúncias? Aqui.

Lixo avança sobre o mar (Foto da ONG Suatá)

Chegando mais

A blogosfera paraense ganhou mais um membro.

A advogada e estudante de Jornalismo Meg Barros, repórter social do Diário do Pará, disponibilizou sua página.

Promete bom embate.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Crescimento do PDT

O PDT foi um dos partidos que mais cresceram na eleiçào municipal. Saiu de dois para nove prefeitos eleitos. Elegeu também nove vice-prefeitos e 89 vereadores. Antes, tinha 27.
Mais: onde a legenda fez coligação sem participar da cabeça de chapa, ajudou a eleger mais 60 prefeitos.

Não é por menos a alegria do deputado federal Giovanni Queiroz, presidente estadual do PDT, falando sobre esses números agora a pouco com o poster.

1.000.000

Jeso Carneiro é o primeiro blogueiro paraense a superar um milhão de acessos. O feito dignifica quem procura trazer para a blogosfera a informação correta.

O Quinta Emenda, do Juvêncio, logo-logo estará também nessa estratosfera de sete dígitos.

É bom dizer: só atinge números de tal magnitude quem tem compromisso com a verdade.

14 horas

Mais atualização, depois das 14 horas.

Pasta preta

Depois do Círio, prepostos de alguns prefeitos do Sul do Pará desembarcam em Belém buscando salvar seus patrões das garras da Lei de Responsabilidade Fiscal. Como são experts em sinalizar o caminho das pedras, contatos importantes do TCM serão consultados -, como sempre ocorre nos períodos pós-eleitorais. O buraco nas contas de prefeituras cujos titulares não obtiveram a reeleição, é verdadeiramente mais embaixo.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Palavra de Tarso

Dilma Roussef já foi escolhida por Lula para ser candidata em 2010.

E a primeira intenção de voto pra ela, declarada, é do poster.

- Rá, Rá, Rá! Queremos Dilma lá!

Confusão em Abel Figueiredo

Leitor envia e-mail comentando os conflitos populares ocorridos na eleição de Abel Figueiredo:


Toda essa confusão em Abel Figueiredo não é devido a derrota de Dativo (PDT) na votação de domingo. E sim por várias historias que andam correndo pela cidade de Abel Figueiredo. Como exemplo cito a história que muito defunto votou domingo, o pessoal que hoje reside nos Estados Unidos votou tambem. Não sei se procede , mas s que o TRE devia apurar, devia. Falam as más línguas que utilizaram os títulos dessas pessoas de forma indevida.
Agora uma coisa eu posso afirmar, aconteceu uso de força policial sem necessidade.
A manifestação era pacífica, a população ficou revoltada depois da postura da PM de obrigar a população a ir embora. Foram presas mais de vinte pessoas, entre elas de menores.
Detalhe: os de menores ficaram recolhidos junto com os adultos na mesma sela por mais de 24 horas.
Hoje, dia 08/10, os adultos foram transferidos para penitenciária de Marabá.

Confiança na disputa

Depois da goleada de 4 x 0 para o Atlético-GO ( a segunda com o mesmo placar), começam a surgir questionamentos se o elenco do Águia chegou ao limite de suas potencialidades ao enfrentar equipes melhores preparadas no Octogonal .

Na opinião do blogger, o grande problema do time marabaense são as características de seus jogadores voltadas sempre para fazer gols, descuidando de proteger-se. O próprio João Galvão é defensor da tática do quanto mais atacar, melhor.

Numa fase em que o nível dos times em disputa é mais elevado, e a equipe aguiana carece de alguns valores em pelo menos três posições, jogando em estádio adversário, valeria a pena fechar bem o meio campo, e, efetuar ataques nos momentos propícios à rapidez de seus atacantes.

Além de não somar três pontos, perder de goleada fará a diferença na definição dos quatro classificados à Série B, considerando todos nivelados matematicamente.

Jogando fora, todos sabem disso, empatar é o melhor dos resultados.

Sábado, em Belém contra o Confiança, uma vitória convincente recoloca o time no patamar das boas probabilidades.

Números corretos

A contrário do que foi publicado anteriormente no blog, baseado em informações da coordenação do candidato Tibirica, a votação obtida por ele foi bem menor do que os 4.556 votos supostamente registrados no Cartório Eleitoral, que apurou em separado os sufrágios do representante do Psol, que estava com a candidatura subjudice.

Eis o resultado oficial da eleiçào de Marabá:

Maurino Magalhães (PR) ------ 45.963 votos
João Salame (PPS) ------------ 27.442 votos
Bernadete ten Caten (PT) ----- 18.916 votos
Tibirica (Psol) ----------------- 1.157 votos

Tentações tenebrosas

Sentado na mesma poltrona do avião ao lado de um político de influencia do PMDB – e bota influência nisso -, o poster ouviu dele a seguinte análise sobre a importância de José Priante (PMDB) vencer a eleição de Belém:

- Sem contar os 38 prefeitos eleitos, cujo número pode aumentar até a eleição de 2010, as vitórias nossas em Ananindeua e Belém consolidam o mapeamento desejado para a eleição majoritária daqui a dois anos. Ninguém pode confiar nessa gente do PT. É mais fácil o nosso partido decidir a eleição do que “eles”. Já decidimos na eleição da governadora e decidiremos outra vez. E pode vir surpresas ai...

Indagado se ele se referia ao lançamento de candidatura solo ao governo, o cacique deu de ombros, devolvendo a pergunta:

- O que você acha disso?

- Seria o Jader?

- Não, nosso comandante será Senador.

O papo ocorreu num vôo da TAM, entre Brasília e Marabá, ontem.

Sonhar com Rei dá Leão

Amigos do prefeito reeleito de Parauapebas, depois das festas pela vitória nas urnas, passaram a imaginar ser possível Darci Lermen (PT) lutar pela sucessão de Ana Júlia, em 2014, caso ela se reeleja.

Efeito lantejoula

Como o prefeito JPC (PMDB) já foi devidamente enquadrado pelo voto popular por realizar uma das piores gestões da história de Redenção, a Ação Civil do Ministério Público pedindo a estruturação imediata do Conselho Tutelar terá apenas efeito moralizante.

É pouco, muito pouco pelo desastre construído por JPC na área social de uma administração que, até o dia 31 de dezembro, terminará de depenar por completo o que ainda resta do município mais importante do Sul do Pará.

Vai encarar?

O blogger du-vi-dê-a-da se vingará a promessa do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de deixar a Amazônia e o Pantanal Matogrossense fora do zoneamento ecológico e econômico para o plantio da cana-de-açúcar.

Ele já combinou a sensata proposta com a bancada ruralista?

Vingança malígna

Coincidência ou não, os vereadores de maior pressão oposicionista ao prefeito Darci Lermen (PT), reeleito para mais quatro anos, não conseguiram aprovação nas urnas: o correligionário Wanterloo Bandeira (PT) e o pecuarista Agnaldo Ávila (PMDB.

quarta-feira, outubro 08, 2008

A verdade do pescador

Nem tudo é como o pescador conta. Mas a foto batida na Cidade Nova está aí para provar que nem todo pescador é mentiroso.

Até o cidadão, na calçada, com água na boca, observa abismado o tamanho dos pescados.
Ainda temos disso por aqui.

No quarto da casa

A crise econômica que vem devastando bolsas e levando a pique poderosas empresas mundiais, particularmente dos Estados Unidos, chegou ao Brasil sem pedir licença ao presidente Lula. Mais precisamente se instalou no DI de Marabá.

A suspensão da compra de gusa por clientes asiáticos e norte-americanos já fez duas vítimas: Usimar e Sidenorte.

A primeira, do empresário Demétrius Ribeiro, anteriormente encharcada de passivos de todos os matizes, não suportou nem o prenúncio do “resfriado” gerado lá fora. Todos os seus funcionários assinaram rescisão de contrato com a promessa de serem readmitidos a partir do inicio de 2009.

A segunda é a Sidenorte, que oficialiozou a paralisação do parque industrial no inicio da semana.

Os altos fornos das duas siderúrgicas estão “abafados”, o que significa ativados em baixas temperaturas apenas como garantia de suas sobrevivências. Um alto forno desativado trinca totalmente, exigindo a construção de um novo ao preço módico de R$ 18 milhões.

Como a crise internacional fez o volume de venda do ferro gusa para o exterior cair até agora cerca de 40%, no inicio de tarde desta quarta-feira,8, aumentavam rumores de que outras duas siderúrgicas deverão “abafar” suas unidades industriais a partir da próxima semana, com rescisão contratual de outra leva de trabalhadores.

Quatro guseiras paradas desemprega diretamente 1.800 pessoas.

Chove, chuva...

São 10 horas da manhã de quarta-feira, 8. Chove forte em Marabá.

O tempo fechou, escurecendo como prenúncio de noite em plena metade do dia. Água benta no chão esturricado pelo sol no fim de verão.

Com a temperatura baixa, águas caem sobre matas e pastos.

O verdade, amanhã, renascerá.

A Mestra fala

Ao post A primeira Mestra, ninguém esquece, Adelina Braglia apensa comentário que repercutimos a seguir:


Caro Hiroshi,

Ontem, ao passar pelo Flanar, tomei um susto com o post do Francisco, que remetia a este seu. E eu, que sempre tenho a língua afiada - no caso, o teclado..rsrs...- não consegui responder.

Vim aqui agora pela manhã e li direto na fonte, comovida, o que havia lido lá. Li também os comentários. E agradeço o carinho de vocês. Agora, refeita do susto e após uma noite onde memórias e reflexões se cruzaram, já posso comentar.

Primeiro, essa história fica engraçada se lembrarmos uma "tirada" do Tancredo, que para um afoito que queria ser nomeado para alguma coisa lhe disse "Governador, disseram que o senhor vai me nomear secretário", ele respondeu: “Diga que eu o convidei e que você recusou!"...rsrsrs...

A história é boa e mesmo não sendo o nosso caso - não pensei em ser nomeada e Maurino e eu, em que pese nossa antiga amizade, não nos falamos há cerca de dois anos - serve para descomprimir o Maurino e seus apoiadores de qualquer pressão...rsrsrs...

Mas, o que me sinto na obrigação de dizer é que não recusaria nenhum apoio ao Maurino, mas que esse apoio não se configura num cargo que, certamente, Maurino, a cidade e a sociedade local têm como preencher. Não nego minha alegria. Mas isso não é mérito. O mérito é exclusivamente do novo Prefeito, da sua convicção e daqueles que acreditaram nele. Meu é apenas o gosto doce na boca de ver florescer o que nuca deixei de acreditar: Marabá tem jeito!

Dos quinze anos passados aí, não me arrependo de um só dia. Isso, porém, não me dá nenhum direito de estagnar Marabá nos meus desejos. Hoje os marabaenses e suas lideranças têm condições objetivas muito melhores do que as minhas de apontar caminhos novos para corrigir velhos problemas.

Torço muito por Marabá, por todos vocês e por Maurino. E quando, há umas semanas, seguindo minha velha mania de escrever sobre o que sinto comentava no Quinta sobre a eleição em Marabá e manifestei minha torcida por Maurino, o fiz com a mesma emoção com que escrevo aqui agora: revejo o olhar do meu aluno, solidário, inteligente, ávido pelo conhecimento - e só fui professora mesmo é de História por um único ano na escola de Morada Nova...rsrsrs...- e que seguiu seu próprio talento de ter sempre compaixão pelo sofrimento do outro.

Fico feliz por vocês. E por mim também. E agradeço muito seu carinho.

Um forte abraço.

Respeito é bom

Em sua coluna do caderno BOLA, edição de hoje do Diário do Pará, o Diretor de Redação, Gerson Nogueira, publica resposta deste poster às comparações fora de ordem feitas por Ricardo Paul, profissional de marketing e dirigente do Paissandu, entre o Águia e a dupla RE-PA.

A seguir, reforçamos íntegra da resposta:


Caríssimo Gerson:

Não conheço Ricardo Paul. Mas a merecer de tua parte expressão de amizade como ficou registrada na coluna do dia 02/10, ele deve ser uma excelente figura humana. As manifestações dele cheias de aleivosias a respeito do Águia, no entanto, merecem senões.

Ao citar “fatores” que supostamente diferenciam o time marabaense de Remo e Paissandu, o especialista em marketing danou-se em exibir bobagens e traços preconceituosos, certamente, traído pela emoção dolorosa de assistir mais uma vez nosso querido Paissandu jogado na latrina pela incompetência de seus dirigentes.

Como o ‘Estripador’, vamos também por partes:

1- Paul acerta em cheio ao dizer que o Águia “não é um clube, mas um time de futebol”. Só que ele não sabe que essa pequena estrutura é administrada como um clube, ao contrário dos dois tradicionais clubes da capital, ‘empurrados’, ao longo dos últimos anos, como se fossem apenas times de futebol.

2- Corretíssima também a observação de que Paissandu e Remo, por terem torcidas formadas ao longo de quase um século, são mais sujeitos aos humores de um estádio lotado cobrando atitudes de seus jogadores. Só que o nosso raivoso colaborador do fórum informal de tua coluna foi de uma estupidez sem tamanho ao fazer conjecturas deselegantes a respeito dos jogadores Ciro, Gustavo, Soares, João Pedro e Felipe Mamão, todos com passagens pelos dois clubes maiores do Pará.

À pergunta insolente que Paul fez (“Por que esses heróis de Marabá nunca derem certo em Remo ou Passandu?”), é fácil responder: todos ‘deram certo’, porque, primeiro, são bons valores, e, principalmente, relacionados profissionalmente no Águia com salários em dia, ótimo ambiente de trabalho, respeito na relação “time”-jogador, e dignidade. Quem joga no Águia tem a garantia de que pode contar com dinheiro no bolso, todo fim de mês.

3- Quanto aos patrocínios, citados ingenuamente pelo intrépido Ricardo, ele chega a colocar em dúvida seus conhecimentos de profissional de marketing esportivo, ao ver a camisa do Águia como um adereço carnavalesco. Desconsiderando a figura de retórica usada exatamente para depreciar a marca vencedora do Sul do Pará, o invocado rapaz coloca em dúvida a capacidade dos dirigentes aguianos venderem “cinco cotas de patrocínio no valor que vendemos patrocínios de Remo e Paissandu”.

Para o universo de consumidores impactados pelo time nos municípios ao entorno de Marabá, as cinco cotas vendidas no inicio do ano são de bom tamanho -, o que certamente não ocorre com os valores contratados por Remo e Paissandu, considerando a proporcionalidade de consumidor per capita da Região Metropolitana e suas imensas empresas renomadas. Quem tem coragem de colocar sua marca numa camisa perdedora, dia sim, dia não, ligada a apreensão de rendas para o pagamento de pendências trabalhistas e outras mumunhas?

Ricardo Paul, certamente, sabe que, utilizado de forma precisa, o marketing esportivo agrega força à marca ou à empresa por meio do simbolismo com os valores do esporte, como superação, trabalho em equipe e liderança, inerentes também ao sucesso em competições. Se Paissandu e Remo, regidos por bons gestores, fizessem esse dever de casa, os valores de patrocínios em suas camisas seriam dez vezes maiores.


4- Finalizando, sem entrar no mérito do João Galvão ser, ao mesmo tempo, presidente-treinador, até porque ele demonstra ser competente para ocupar as duas funções, o Ricardo, fazendo apologia ao desdém, finalizou o comentário dizendo que “no Águia pode tudo”. Quase, ele acerta.

Pode, sim. Pode pagar os jogadores em dia. Pode ter camisa-abadá com cotas de patrocínios vendidas antecipadamente com prazo de um ano da atividade seguinte; pode ter dinheiro em caixa, também. E pode, num período de nove meses, sagrar-se vice-campeão paraense e estar entre os oito clubes que disputam vaga à Série B.

O que não pode é abrir espaço para cartolas incompetentes, a ponto de permitirem que o site de um clube das tradições do Paissandu fique também abandonado, sem atualização, num provedor de Internet, deixando torcedores e o púbico em geral em dúvida se estamos em 2008 ou à época em que o Clube de Suiço derrotou o Penharol, do Uruguai, por 3 X 0.
Isto não pode. No Águia.
Hiroshi Bogéa

terça-feira, outubro 07, 2008

A primeira Mestra, ninguém esquece

A socióloga e bibliotecária Adelina Braglia foi a precursora da consciência política comunitária nos diversos bairros e distritos de Marabá, isso lá pelos idos anos 80. Em sua cruzada pela cidadania, formou quadros importantes num momento em que o país tateava intenções de sair da escuridão e do medo da ditadura militar.

O poster já teve a oportunidade de ler diversas atas de fundação de associações de bairros dos Núcleos da Nova Marabá e Cidade Nova em que nelas aparecem assinaturas de Adelina, presente às reuniões como cão de guarda de nova ordem que se implantava, assegurando com seu poder de persuasão o nascimento das entidades populares que passariam a ter papel definitivo na construção da sociedade livre e soberana dos dias de hoje marabaenses.

Incompreendida pelas forças políticas dominantes da época, Adelina plantava sementes, “fabricava” consciências nascidas do calor das massas.

Belos frutos daquele trabalho ainda estão por aí dando prosseguimento ao que a Mestra ensinou.

Em Murumuru, distrito a 30 km de Marabá, Maurino Magalhães, então um simples agricultor buscando espaço para a sobrevivência, fazia parte do time de soldados de Adelina, expandindo depois os ensinamentos dela na criação de outras entidades populares e novas consciências por diversas povoações.

Hoje, os dois estão distantes, um do outro, 500 km. Ele, prefeito eleito de Marabá. Ela, sempre batendo firme contra as desigualdades sociais, morando em Belém.

Tempos desse, lendo post no Travessia, blog da Bia, que vem a ser a nossa querida Maria Adelina Guglioti Braglia, ela escreveu sobre ela:



- Tenho a fé desaprendida dos corredores do colégio de freiras onde estudei e dos silêncios das igrejas que nunca mais freqüentei. Mais do que meu verniz esquerdista, foi – e ainda é - a comiseração pelo sofrimento do outro que me move pela vida.


Eleito majoritariamente pelos menos abastados, Maurino Magalhães bem que poderia trazer de volta à Marabá, pra bem perto dele, o talento e a experiência de Adelina. Agora, mais do que da “mão de Deus”, o futuro prefeito precisará de quadros qualificados. Os que têm em Marabá de sua inteira confiança devem ser raríssimos.

Adelina, num futuro governo, pode dar o rumo, gerenciando ações de combate às desigualdades que apequenam o presente e não nos remetem para um futuro melhor.

Volta do cipó

Wanderson Chamont (PMDB), eleito prefeito de Curionópolis com 54% dos votos, fez um estrago nas chamadas hostes de Sebastiao Curió, ex-prefeito e inimigo declarado do futuro administrador do município. Como quem pisa em barata com o coturno.

Derrotou o ex-major do SNI em seu reduto histórico, Serra Pelada, de forma humilhante.

Chamonzinho promete não deixar pedra sobre pedra.

"É a volta do cipó de arueira no lombo de quem mandou dar".

Exclusão partidária

Darci Lermen (PT), reeleito para mais quatro anos, não terá vida mole se tentar compor a futura administração de Parauapebas sem o envolvimento do Partido dos Trabalhadores nas composições.

Espíritos partidários já estão armados para a guerra.

Contra a violência

Criar a Secretaria Municipal de Segurança Pública, como anunciou Maurino Magalhães, ontem, em entrevista à imprensa de Marabá, não resolverá o problema da violência.. O município não tem recursos para manter uma estrutura de segurança pública nos moldes de uma secretaria.

Aliar-se aos órgãos do Estado, numa parceria de contrapartida, é mais factível do que o desassombro da proposta.

Pode dar com os burros n’água.

Fair play

Domingo, por volta de meia-noite, Maurino Magalhães, prefeito eleito de Marabá, recebeu telefonema de João Salame (PPS), seu adversário direto, parabenizando-o pela vitória.

A conversa dos dois foi amistosa.

No silêncio da noite

Na noite do dia 10 de setembro, no apartamento de um hotel de Belém, o deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB) tomou a decisão que nem ele, até aquele momento, imaginava ser o destino de sua malfada disputa eleitoral.

Pegou o celular e alcançou Marino Magalhães saindo de uma caminhada, em Marabá.

Na rápida conversa, Bentes indagou se Maurino poderia estar em Belém, dia seguinte, para um encontro com ele e Jader Barbalho, sem lhe dar maiores esclarecimento a respeito da reunião.

Nada bobo, Maurino entendeu que poderia haver naquela proposta algum tipo de negociação política para a reta final da disputa. Ao mesmo tempo em que mudava a agenda de encontros matinais, Magalhães aceitou o convite, pegando o vôo da Gol na madrugada.

Pela manhã, no gabinete de Jader Barbalho, antes da chegada de Maurino, Asdrúbal comunicou-lhe que iria renunciar à candidatura de prefeito.

- Você ficou louco, Asdrúbal? O que justifica uma decisão desta? -, perguntou Barbalho.

- O povo de Marabá, definitivamente, dá mostras de que me quer apenas na Câmara Federal, todas as pesquisas indicam isso.

Meia hora depois, Maurino Magalhães adentrava a sala onde já se encontravam os dois peemedebistas.E também, foi nessa hora que ele tomava conhecimento da decisão de Asdrúbal sair da disputa para apoiá-lo.

Sandra, mulher de Bentes, só foi saber da novidade, na tarde do dia 11, quando o deputado federal desembarcou em Marabá, acompanhado de Maurino.

No contrapé

Faltando 20 dias para o final da campanha eleitoral de Marabá, o prefeito Sebastião Miranda (PTB) ‘mergulhou’. Não participava mais de caminhadas e, aos comícios, se fazia presente num esforço inquietante por pressão de familiares e amigos mais próximos sob argumento de que não podia denunciar a existência de crise na campanha.

Claro sintoma de depressão.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Apenas uma lembrança

Fazia tempo que eu queria ir bem cedo à ponte do Itacaiúnas tirar umas fotos do sol nascendo sobre o Pirucaba. Fi-lo nesta manhã de sábado (4).Pena que o Serrotão não mais existe, pois suas pedras foram retiradas para uso na construção da ponte.
Um grande abraço

O amigo

Plinio Pinheiro Neto



O Pirucaba ao qual se refere o advogado e ex-deputado estadual Plínio Pinheiro é um belíssimo pedral localizado a montante da ponte sobre o rio Itacaiúnas, sempre freqüentado por quem adorava descer, nadando velozmente, as corredeiras do “Serrotão” -, pequeno canal por onde flutuavam banhistas entre imensas pedras perigosas.

Cada sessão de adrenalina expelida nas perigosas “descidas” se comemorava com beijos e amassos de raparigas sob o efeito de bebidas embriagantes.

A foto de Plínio é uma moldura na parede.

Chegando ao fim

Único município paraense onde o boletim oficial do TSE apresenta ainda 88% da apuração processada, Chaves deve eleger Birão, do PDT, prefeito do município.

Fechadas as apurações de Ananindeua e São Félix do Xingu, a divisão de forças partidárias ficou assim distribuída.


PMDB ------ 39
PT---------- 27
PR ---------- 15
PSDB ------- 13
PTB -------- 11
PDT-------- 9
PP --------- 6
DEM ------- 6
PSB -------- 5
PPS -------- 3
PSC -------- 2
PRP -------- 2
PRB -------- 1
PV ----------1


PTB ou PMDB fará mais um prefeito, ao final do 2o Turno da eleição de Belém.
Duciomar Costa (PTB) e José Priante (PMDB) disputarão a prefeitura loca.

Fio de cabelo

Além de Ananindeua onde a emoção do voto a voto para saber se haveria ou não segundo turno martirizou o eleitorado do município até o último boletim, São Miguel do Guamá escolheu seu futuro prefeito (Nenê Lopes) com uma diferença de apenas 13 votos:

Nenê Lopes (PR) -------------- 11.428 votos
Márcia Cavalcante (PMDB)----- 11.415 votos

Vitória incontestável

Concluída a apuração, ficou assim o resultado da eleição para prefeito de Marabá:

Maurino Magalhães (PR) ------ 45.963 votos (49,79%)
João Salame (PPS) ------------ 27.442 votos (29,72)
Bernadete ten Caten (PT) ----- 18.916 votos (20,49%)


* A votação de Tibirica (Psol) não aparece no boletim do TSE.


------------
atualização às 13;00 (7/10):

A votação de Tibirica foi de 4.556 votos.

Renovação na Câmara

O eleitor de Marabá renovou em 70% a futura Câmara Municipal, que ficou assim constituída:


PTB

Ronaldo da Yara 2.098 votos
Elka Queiroz 2.064 votos

PR
Antonio da Ótica 2.019 votos
Irismar 1.053 votos

PDT
Julia Rosa 1.663votos

PSB
Alécio da Palmiteira 1.602 votos

PP
Miguelito 2.681 votos

DEM
Ronaldo da 33 1.927 votos

PT
Toinha 1.446 votos

PHS
Gerson do Badeco 1.474 votos

PPS

Edivaldo Santos 1.208 votos

PV
Vanda Américo 1.361 votos

PMDB
Nagib Mutran Neto 2.537 votos

-------------------

Pela ordem dos mais votados, Miguelito Gomes (PP) é o campeão de votos:


01- Miguelito -------------2.681 votos
02- Nagib Mutran Neto -- 2.537 votos
03- Ronaldo da Yara----- 2.098 votos
04- Elka Queiroz--------- 2.064 votos
05- Antonio da Ótica ---- 2.019 votos
06- Ronaldo da 33 ------- 1.927 votos
07-Julia Rosa ----------- 1.663votos
08- Alécio da Palmiteira-- 1.602 votos
09- Gerson do Badeco---- 1.474 votos
10- Toinha -------------- 1.446 votos
11- Vanda Américo------- 1.361 votos
12- Edivaldo Santos------ 1.208 votos
13- Irismar-------------- 1.053 votos

Quem é quem no Pará

O poster trabalhou até as 5 horas desta madrugada levantando a relação dos prefeitos eleitos por partido, no Pará. O PMDB conquistou trinta e oito prefeituras, enquanto o PT comandará vinte e sete municípios, a partir de 1º de janeiro.

O PSDB encolheu para 13 prefeituras, enquanto o PR avançou significativamente no controle político de 15 unidades municipais, inclusive Marabá, um dos mais importantes do Pará, com a vitória de Maurino Magalhães.

O PV comemora a conquista da rica prefeitura de Oriximiná.

O Partido dos Trabalhadores continuará comandando dois municípios estratégicos: Santarém, no Oeste; e Parauapebas, no Sudeste.

A seguir, a lista completa dos prefeitos eleitos pelos respectivos partidos:


P M D B

- 38 prefeitos eleitos


Augusto Corrêa
Amós (PMDB)

Bonito
Silvio Mauro (PMDB)

Bragança
Edson Oliveira (PMDB)

Breves
Xará Leão (PMDB)

Bujaru
Maria Antonia (PMDB)

Cachoeira Do Arari
Jaime (PMDB)

Cachoeira Do Piriá
Albenor Pontes (PMDB)

Curionópolis
WandersoN Chamont (PMDB)

Curuçá
Fernando Cruz (PMDB)

Dom Eliseu
Joaquim da Eldorado (PMDB)

Garrafão do Norte
Simplício (PMDB)

Goianésia do Pará
Itamar (PMDB)

Inhangapi
Feitosa (PMDB)

Maracanã
Tinô (PMDB)

Marapanim
Ribamar (PMDB)

Moju
Iran Lima (PMDB)

Monte Alegre
Jardel (PMDB)

Muaná
Raimundo Cunha – “Serrote” (PMDB)

Oeiras do Pará
Edvaldo Nabica (PMDB)

Ourém
Elias Oliveira (PMDB)

Peixe-Boi
Elia (PMDB)

Portel
Pedro Barbosa (PMDB)

Prainha
Sérgio Pingarilho (PMDB)

Rondon do Pará
Olávio Rocha (PMDB)

Rurópolis
Aparecido (PMDB)

Santa Izabel do Pará
Marió Kato (PMDB)

Santo Antônio do Tauá
Noronha (PMDB)

São Caetano de Odivelas
Rubens Barbalho (PMDB)

São Geraldo do Araguaia
Jorge Barros (PMDB)

São João de Pirabas
Cláudio Barroso (PMDB)

São João do Araguaia
Marlene do Mário (PMDB)

Senador José Porfírio
Cleto (PMDB)

Terra Santa
Marcílio Picanço (PMDB)

Tomé-Açu
Carlos Vinícios (PMDB)

Trairão
Danilo Miranda (PMDB)

Uruará
Eraldo Pimenta (PMDB)

-------------------

Partido dos Trabalhadores

- 27 prefeitos eleitos

Almeirim
Botelho (PT)

Anapu
Chiquinho do PT (PT)

Baião
Saci (PT)

Belterra
Geraldo Pastana (PT)

Bom Jesus Do Tocantins
Dr. Sidney (PT)

Conceição do Araguaia
Álvaro (PT)

Concórdia Do Pará
Elias (PT)

Eldorado Dos Carajás
Genival do PT (PT)

Gurupá
Moacir Alho (PT)

Igarapé-Miri
Pina (PT)

Ipixuna Do Pará
Evaldo Cunha (PT)

Itupiranga
Benjamin Tasca (PT)

Jacareacanga
Raulien Queiroz (PT)

Jacundá
Dino (PT)

Juruti
Henrique Costa (PT)

Nova Esperança Do Piriá
Nilton (PT)

Parauapebas
Darci Lermen (PT)

Salinópolis
Dr. Vagner (PT)

Santa Cruz do Arari
Marcelo Pamplona (PT)

Santa Luzia do Pará
Louro (PT)

Santarém
Maria do Carmo (PT)

São Domingos do Capim
Cristiano Martins (PT)

São João da Ponta
Nelsão (PT)

São Sebastião da Boa Vista
Laércio Pereira (PT)

Sapucaia
Manoel Josino (PT)

Soure
João Luiz (PT)

Xinguara
Davi Passos (PT)

-----------------

Partido Republicano

– 15 prefeitos eleitos

Aurora Do Pará
Márcio Duarte (PR)

Benevides
Edimauro (PR)

Brasil Novo
Carlinhos (PR) – 50%

Breu Branco
Alemão (PR)

Capanema
Eslon Martins (PR)

Castanhal
Hélio Leite (PR)

Colares
Ivanito (PR)

Igarapé-Açu
Sandra Uesugi (PR)

Itaituba
Roselito Soares (PR)

Magalhães Barata
Nonato (PR)

Mãe do Rio
Chiquinho Braga (PR)

Marabá
Maurino Magalhães (PR)

Nova Timboteua
Antonio Elias (PR)

Quatipuru
Denis (PR)

São Miguel do Guamá
Nenê Lopes (PR)

Viseu
Cristiano Vale (PR)

---------------------

P S D B

- 13 prefeitos eleitos

Abaetetuba
Francineti Carvalho (PSDB)

Afuá
Mazinho Salomão (PSDB)

Altamira
Odileida Sampaio (PSDB)

Brejo Grande do Araguaia
Zé Antonio (PSDB)

Curralinho
Miguel Santa Maria (PSDB)

Limoeiro do Ajuru
Norival (PSDB)

Novo Progresso
Madalena Hoffman (PSDB)

Palestina Do Pará
Maria Ribeiro (PSDB)

Paragominas
Adnan (PSDB)

Placas
Negao Brandão (PSDB)

Primavera
Cleuma (PSDB)

Santana do Araguaia
Alegria (PSDB)

Terra Alta
Aroldo Pinto (PSDB)

------------------------


P T B

- 10 prefeitos eleitos


Anajás
Edson (PTB)

Aveiro
Gorete Xavier (PTB)

Curuá
Reis (PTB)

Faro
Denis Guimarães (PTB)

Nova Ipixuna
Alvarenga (PTB)

Porto de Moz
Berg Campos (PTB)

Redenção
Wagner Fontes (PTB)

Tailândia
Gilbertinho (PTB)

Tracuateua
Waldeth (PTB)

Ulianópolis
Jonas dos Santos (PTB)

Vitória Do Xingu
Liber (PTB)

----------------------

P D T

- 7 prefeitos eleitos


Canaã Dos Carajás
Anuar Sô (PDT)

Cumaru Do Norte
Pêti (PDT)

Ourilândia Do Norte
Dr. Veloso (PDT)

Pau D'arco
Luciano Guedes (PDT)

Ponta de Pedras
Pedro Paulo (PDT)

São Domingos do Araguaia
Jaime Modesto (PDT)

São Francisco do Pará
Edson Leitão (PDT)

Tucumã
Dr. Celso (PDT)

--------------------------

P P

- 6 prefeitos eleitos


Abel Figueiredo
Hidelfonso (PP)

Acará
Francisca Martins (PP)

Barcarena
João Carlos (PP)

Capitão Poço
Diana Belo (PP)

Melgaço
Adiel Moura (PP)

Santa Maria do Pará
Marifrança (PP)

-----------------------

D E M

- 6 prefeitos eleitos

Alenquer
João Piloto (DEM)

Cametá
Waldoli (DEM)

Irituia
Penta (DEM)

Medicilândia
Ivo Muller (DEM) -49%
Lenir Trevisan (PT) -48%

Mocajuba
Rosiel Costa (DEM)

Salvaterra
Juca Araújo (DEM)

-------------------------

P S B

- 5 prefeitos eleitos


Bannach
Válber (PSB)

Novo Repartimento
Bersa (PSB)

Piçarra
Jairo (PSB)


Rio Maria
Waltinho do Ouro (PSB)

Santarém Novo
Pedrinho (PSB)

-------------------------

P P S

- 3 prefeitos eleitos


Marituba
Bertoldo Couto (PPS)

Pacajá
Padre Edmir (PPS)

Tucuruí
Sancler (PPS)

-------------------------

P S C

- 2 prefeitos eleitos

Floresta do Araguaia
Alsério da Ametista (PSC)

Vigia
Noé Palheta (PSC)

-------------------------

P R P

- 2 prefeitos eleitos

Santa Bárbara do Pará
Ciro (PRP)

Santa Maria das Barreiras
Darci (PRP)

------------------------

P R B

– 1 prefeito eleito

Bagre
Gordo (PRB)

-------------------------

Partido Verde

- 1 prefeito eleito

Oriximiná
Gonzaga (PV)

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Não estão inclusos na relação acima, as prefeituras de Belém, que será decidida em 2º Turno); e as de Ananindeua, Chaves e São Félix do Xingu. Até o fechamento deste trabalho, o TRE não havia concluído a apuração dessas localidades.

domingo, outubro 05, 2008

Chamon derrota Curió

Em Curionópolis, faltando concluir 20% da apuração, Wanderson Chamon (PMDB) derrotou Alexei Fernandes (PDT), candidato apoiado pelo ex-prefeito Sebastião Curió (DEM), em Serra Pelada e sede do município.

São Domingos

A surpresa da eleição no Sudeste vem de São Domingos do Araguaia, onde o favorito prefeito Chico Braga foi derrotado pelo comerciante Jaime Modesto (PDT).

Pau D'Arco

Luciano Guedes (PDT) abocanhou 80% dos votos de P'Arco, elegendo-se novo prefeito.

Redenção

Wagner Fontes (PTB) derrotou o prefeito-desastre JPC (PMDB) com 60% dos votos válidos.

São Geraldo do Araguaia

O médio fazendeiro Jorge Barros (PMDB) derrotou a sindicalista Rose "do Sindicato" (PT), presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, com 65% dos votos.

Marabá elege Maurino

A apuração ainda não terminou, mas a militância de Maurino Magalhães (PR) já está comemorando a vitória dele pelas ruas de Marabá.

Os números finais da eleição, o blog rgistra mais tarde.

PT elege o primeiro prefeito

O Partido dos Trabalhadores já pode considerar Benjamin Tasca como o primeiro prefeito eleito da legenda, em 2008, no Pará.

Apurados 85% dos votos de Itupiranga, Tasca mantém uma diferença de mais de três mil votos do segundo colocado, o atual prefeito-desastre, Adécimo Gomes (PR).

Haja coração

Em Canaã dos Carajás e Altamira, a disputa pela prefeitura está beiço a beiço.

Em Canaã, apurados 70% dos votos: Anuar Sô (PDT), 37% ; Ribita (PMDB), 36%.

Em Altamira, apurados 60% dos votos: Claudiomiro (PMDB, 50%; Odileide Sampaio, 49%.


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Anuar eleito

Por 172 votos, Anuar Sô (PDT) acaba de derrotar Ribita (PMDB) na disputa pela prefeitura de Canaã dos Carajás.

Anuar: 4.974 votos

Ribita: 4.802 votos