quinta-feira, março 12, 2009

Conta da prefeitura mexe com mercado

A prefeitura de Belém terá três agências para atender sua conta de comunicação. O recebimento da documentação das empresas, propostas técnicas e de preço está marcado para 6 de abril, com a expectativa de participação de mais de suas dezenas de empresas, considerando a grande procura pelo edital.

As três agências a serem selecionadas receberão a verba do setor de forma paritária, com divisão igualmente das secretarias e seus apêndices.

Uma verba que é muito importante no mercado de comunicação social da cidade, já que gera milhares de empregos diretos e indiretos em veículos de comunicação, produtoras de áudio e vídeo, estúdios de fotografia e de ilustração, gráficas, emissoras comunitárias e várias outras empresas dos mais diversos segmentos relacionados”, afirma é o blog Pó-de-Vidro, especializado em comunicação, ao registrar “grande o entusiasmo no mercado da comunicação paraense em torno da concorrência que vai selecionar 3 empresas de propaganda e marketing para trabalhar para a Prefeitura da capital do Pará”.

Logomarca

O excelente blog do Salame, publicitário e dono de produtora de vídeo em Belém, apresenta também a logomarca da nova denominaçào do Shopping Iguatemi.

Dá uma clicada aqui para conhecer a identiicação do Pátio Belém.

Na mira do mundo

O parque da Fundação Zoobotânica de Marabá mereceu três minutos de espaço na Globo News. O sonho do ambientalista Jorge Bichara de preservar imensa área verde no entorno de Marabá ganha a mídia internacional.

É agradável acompanhar de perto o trabalho do Jorge, um cara de profundas crenças humanas e dedicando metade de sua vida à causa ambiental.

Antes do fato

Coluna do poster desta sexta-feira, 13, no Diário do Pará, antecipa alguns pontos (importantes demais) do relatório do deputado Asdrubal Bentes (PMDB) da MP-458 que trata da regularização fundiária e do acesso aos imóveis da União na Amazônia.

Contraponto

Anônimo comenta ao post De sonhos e cinismo, subindo a bola do jornal de Belém:
Só no País que foi o último do mundo ocidental a eliminar a escravidão um editorial em defesa da reforma agrária pode ser considerado revolucionário. Como o próprio nome já indica, "reforma agrária" é e sempre será uma bandeira reformista e não revolucionária. Veja que o Público não defende a expropriação da propriedade rural sem indenização de supostas benfeitorias feitas pelos proprietários - o que seria até razoável ante a realidade que vivemos -, mas apenas o cumprimento da Constituição, que diz de forma cristalina que a propriedade deve cumprir a sua função social. Os que hoje criminalizam os sem-terra deveriam refletir sobre o que faria e para onde iria essa massa de desvalidos arregimentada hoje por uma organização social que, bem ou mal, lhes impõe disciplina política e educação de base. Dinheiro público pinga ou jorra na mesa dos grandes proprietários ou das organizações sociais, conforme o caráter do governo que controla a Nação. O fato é que as organizações sociais contestam o status quo, incomodam as classes abastadas, logo, precisam ser mantidas "nos marcos da lei", enquanto os ricos concentram as terras, o poder político, a renda e as riquezas do País. Não precisa ser revolucionário para entender isso. Basta ser inteligente e sensível. E o Público, modéstia a parte, expressa a opinião dos que compreendem o Brasil como uma Nação e não como uma ação entre amigos.

Mix globalizado

Dois anônimos, de visões diferentes, ao post Dias Negros, fazem comentários que se (lo) completam:

Um diz:

- E a contratação das empresas para terceirização dos serviços???Todas com caras tocantinenses!!!

Outro responde:

- Que eu saiba não é bem assim não, o lixo é de uma firma da PB, a merenda de SP e a iluminação pública do DF.

Coluna do Diário do Pará

Resumo da coluna do poster no Diário do Pará, publicada, excepcionalmente, quarta-feira, 11:


- A Eletronorte deu o sinal verde para Maurílio Monteiro negociar com a STR - empresa que já está com produção nominal de 40 milhões de gás natural em Capinzal do Norte, no Maranhão -, projeto do gasoduto Maranhão-Pará que transportará gás natural daquele município até o Distrito Industrial de Marabá;

- Como presente de aniversário do município, Ana Júlia desembarcará dia 5 de abril, em Marabá, para assinar ordens de serviço das obras do Distrito Industrial (infra-estrutura e Centro de Convivência) e Plano de Negócios do Centro Tecnológico do Tocantins, tudo sob o comando da Sedect. E, até lá,se a Sedurb, comandada por Suely Oliveira, conseguir desarmar o nó em que se encontram as obras de saneamento, urbanização e habitação do bairro Cabelo Seco, é provável que a governadora faça uma visita ao local;

- Era tudo o que os empresários, comerciantes e prestadores do Sul do Pará não queriam. A CR Almeida é quem ficou responsável pela implantação da estrutura industrial do Projeto Salobo, trazendo à reboque uma penca de firmas do Sul do país para prestarem serviços à empreiteira. Os primeiros sinais de que o setor produtivo da região ficará a ver navios, em tempo de tempestades, alijadas do processo;

- Na festa de aniversário do deputado João Salame, ele lamentou o plano secundário dado pelo governo de Ana Júlia ao município, que não tem um represente numa das 17 secretárias de Estado -, reconhecendo, no entanto, que a governadora é aquela que mais se aproximou do interior nas últimas décadas, visitando-os com freqüência ou escalando seus auxiliares em andanças pontuais. Finalizou ecoando o grito de que o Sul do Pará não apoiará nenhum candidato caso não tenha um de seus filhos candidato a vice-governador;

- Finalmente, oficializado, na quarta-feira, 11, ato de consolidação de autonomia da Unidade Regional Carajás da Sema, com sede em Marabá, depois de mais de dois anos de muito trabalho na busca pela descentralização da gestão ambiental. Tony Rosa foi efetivado gerente da unidade que administrará ações em doze municípios do Sudeste;


- Até 3 de abril, a obra genial do artista plástico Antonio Morbach ficará exposta ma Pinacoteca Municipal “Pedro Morbach”, no interior da Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM).

terça-feira, março 10, 2009

De sonhos e cinismo

Prova disso é a onda reacionária que varre as manchetes e espaços editoriais dos jornalões em, ataques aos sem-terra, cobrando-lhes sacralização, numa santificação que não permita um vacilo, um pecado, um erro, imaginando que uma organização da amplitude e da importância do MST seja algo monolítico, com absoluto controle sobre suas ações. É o mesmo que cobrar do Sistema Judiciário Brasileiro que não exista nenhuma Ana Tereza Sereni Murrieta presa e logo solta por crime de peculato no Pará. Ou toda a Igreja de Bento XVI pelos processos judiciais por pedofilia.

Talvez preferissem que a grande massa hoje fixada nesses acampamentos viesse às cidades se somar à violência com tantos desvalidos que essas dinastias alegam não ser problema seu. Quanto mais virarem as costas, quanto mais ignrarem os trabalhadores perambulando pela periferia do consumo, em busca de um canto para a agricultura familiar e não do agronegócio, mais eles virão atrás os seus direitos com menos ou mais fome, com maior ou menor violência porque essa é uma luta que não há como cessar, até o último asentado, pois ao menor descuido os Direitos retroagem e teimosamente voltamos à escravatura: o sonho mais cínico das classes proprietárias no meio rural e urbano brasileiro.


Trecho acima extraído do editorial do jornal Público, edição desta terça-feira, que tem defendido posições firmes de total apoio aos movimentos sociais espalhados em diversas manifestações pelo Estado.

Conciso e muito bem escrito, o texto, para alguns, pode embutir espécie de “pecado original” por conta dos interesses múltiplos dos meios de informação formados sob a égide do autoritarismo. Mas, como bem dizia Durkheim, a melhor maneira de checar se um fato social está lá mesmo é desafiá-lo e ver o que acontece com você.

Entrar assim de forma independente num barato em que os movimentos sociais são o foco de proteção editorial, pode ser puro sacrilégio aos menos ousados

Ou um complicador para quem não quer ter comprometimentos.

Duciomar define pontes Outeiro-Mosqueiro

A redução do tempo em mais de 50 minutos e da distância em 60 quilômetros entre Belém, Outeiro e Mosqueiro foi conferida pelo prefeito de Belém, Duciomar Costa, durante sobrevôo em helicóptero na capital paraense, cruzando os distritos de Icoaraci e Outeiro para definição da localização exata dos acessos viários e das pontes que vão constar do projeto base desta interligação, com prazo para ficar pronto até abril deste ano.

O projeto trará, com detalhes, o levantamento topográfico da área, das estradas que serão abertas e das quatro pontes a serem construídas para efetivar as interligações Icoaraci-Outeiro e Outeiro-Mosqueiro, empreendimento inédito .que favorecerá o encurtamento da distância entre Belém e “A Bucólica”, a partir da ilha de Caratateua, com redução de cerca de 60 quilômetros para apenas três. A principal ponte a interligar os dois distritos de Belém terá 1.500 metros, de acordo com o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Pimentel.

Também constará do projeto base outras três pontes, sendo que a primeira delas será a que vai promover a ligação entre Icoaraci e Outeiro e que substituirá a existente.

Duciomar Costa adiante que a nova ponte que interligará Icoaraci a Outeiro será projetada para suportar veículos pesados, já que a atual não tem condições e nem capacidade de absorver o impacto de grandes cargas. O projeto de interligação viária com as quatro pontes será licitado para início imediato das obras. Segundo o prefeito de Belém, os recursos para garantir a execução de mais este grande eixo estruturante para a cidade serão próprios e também haverá a parceria com o Governo Federal, já que na última visita do presidente Lula à cidade, em janeiro deste ano, ele e a ministra Dilma Rousseff ficaram entusiasmados com o projeto e prometeram incluí-lo no Programa deAceleração do Crescimento (PAC).

Dias negros

Secretário de Planejamento de Marabá, Glênio Benvindo, durante workshop promovido pela prefeitura com empresários, fez previsão sombria para o os próximos meses. “Assustado” com a falta de estrutura detectada na máquina administrativa, chegou a confessar estar arrependido de ter deixado outros desafios no Estado do Tocantins para começar do zero em sua nova casa.
Duas revelações importantes e que suscitarão polêmicas de todas as cores:

1- Tião Miranda teria deixado apenas R$ 4 milhões em recursos próprios, fazendo com que a prefeitura fizesse manobras gigantescas para conseguir, no osso, pagar o funcionalismo de janeiro;
2- As obras inacabadas em Marabá, herança do ex-prefeito, exigem aporte de R$ 17 milhões às suas conclusões. Desse total, apenas R$ 7 milhões estão prevstas no orçamento. O restante, não sabe ainda o que fazer para que as obras não se transformem em “almas penadas”.

Quem participou do encontro com o secretário sentiu que a gestão de Maurino Magalhães (PR) terá de encarar forte controle fiscal, para não pegar a estrada da roça.

Questão fundiária

Terminou no final da manhã, em Brasília, debate dos deputados Asdrúbal Bentes (PMDB) e Sarney Filho (PV) sobre a MP que regulariza a questão fundiária da Amazônia, num programa da TV Câmara. Vai ao ar hoje, às 22 horas. E amanhã cedinho, 7 horas.

Asdrúbal diz ter solicitado aos nove governadores da Amazônia Legal sugestão para o relatório que está preparando. Até o final desta manhã, apenas Tocantins e Rondônia haviam se manifestado através do encaminhamento de propostas.

Hoje à noite, o deputado do PMDB fará a entrega do relatório preliminar ao colégio de líderes. Até o final da semana, garante levar o documento final à plenário.

O jornalista Guilherme Augusto recebe Asdrúbal Bentes à tarde desta quinta-feira para gravação de entrevista no MAIS, programa da RBA que ele apresenta.

Conversa mole

Diretor de Redação do Diário do Pará, Gerson Nogueira, em hora bastante oportuna, desnuda a omissão dos três senadores paraenses em relação à escolha de Belém como uma das sedes da Copa de 2014. Em sua coluna de sábado passado, no caderno BOLA, Gerson não se esquiva de assumir posição crítica e manda ver, sob o título “É hora de sair da retranca”.


Depois de ficar um bom tempo longe do noticiário, sem mostrar a agilidade que o momento exige, o Grupo de Trabalho Copa 2014 anuncia nova reunião para a próxima semana (dia 12), com a intenção de discutir aspectos da infra-estrutura que o Pará deve ter para sediar uma das chaves do mundial de futebol.
O seminário "Desafios de Belém para sediar a Copa de 2014" vai discutir temas como a mobilidade urbana, corredores de ônibus, acesso ao aeroporto e ampliação da rede hoteleira. Segundo a divulgação, serão ouvidos especialistas e autoridades para indicar quais os projetos e obras necessários para a realização de jogos da Copa na cidade.
O silêncio sobre as atividades do GT, a 14 dias do anúncio oficial das cidades-sedes, deve ser imediatamente quebrado. É necessário criar fatos que permitam a Belém sair da retranca de comunicação em que se encontra desde que as candidaturas foram lançadas.
Dá uma cuíra danada ver a frenética mobilização dos amazonenses, sempre exímios no marketing, promovendo ações que atraem a mídia nacional e usando o turismo para atrair olhares para Manaus. Aliás, desde a escolha do país-sede, na Suíça, o vizinho Estado já saltou na frente, com o discurso de saudação sendo feito pelo governador (paraense) Eduardo Braga.
O imobilismo paraense contrasta com o esforço dos barés, incluindo a esperta manobra para que a comissão da Fifa pernoitasse na cidade na véspera da inspeção, a tempo de ser bombardeada com mimos turísticos, além de homenagens, salamaleques a Ricardo Teixeira e o diabo a quatro.
Para complicar ainda mais as coisas, os senadores amazonenses dão um verdadeiro baile quando o assunto é badalar sua cidade, cantar virtudes e alardear vantagens. Há, em Manaus, quem considere que a bancada paraense parece empenhada em torcer contra Belém. O fato é que nunca antes, como diria Lula, nossa representação senatorial marchou tão unida como nesse esforço para boicotar a candidatura da capital paraense.
E nem foi preciso o público baré fazer qualquer apelo nesse sentido, enviando abaixo-assinado, toque de tambor ou sinais de fumaça. A dedicação à causa nasceu de forma espontânea. Ao adotar o silêncio compungido como regra de conduta, o trio “paraense” dá toda a pinta de respaldo tácito ao pleito de Manaus.
Até hoje, não se tem notícia de um discurso ou, mesmo, um mísero aparte nas sessões do Senado, durante as quais senadores amazonenses se esgoelam na legítima defesa de seus interesses. Pessoas que têm acompanhado a patética cena sentem-se constrangidas com a absurda omissão da bancada papa-chibé.
Ninguém é leso para crer que os parlamentares estão se esquivando por convicção ou avaliação técnica. Não. Ao que parece, o voto contra a escolha da bela (e maltratada) Cidade das Mangueiras tem motivações de natureza político-partidária, afinal todos são opositores da governadora – e, nesse caso, os interesses do Pará ficam em segundo plano.
Essa esquisita posição política, se confirmada, remete a outras batalhas, igualmente perdidas pelo Pará ao longo dos anos. Diante de tal miopia, o mais esquisito é que quase ninguém grita. Talvez porque quase ninguém se dá conta da existência do Senado. O que é, também, muito ruim.


Cristalina verdade, o artigo de Nogueira.

Pelo menos uma vez, durante a semana passada, os senadores amazonenses, liderados pelo tucano Arthur Virgílio, subiram à tribuna para defender a indicação de Manaus como sede do Norte. Todos os senadores do vizinho Estado fizeram isso.

Na mesma fila de assentos tucanos, como se combinado, os senadores do Pará avolumavam o Congresso de onda denuncista contra o governo de Ana Júlia, com intenção de demonstrar, tácita e maquiavelicamente, a incapacidade do Pará, por uma suposta “ingovernabilidade” vigente, de tocar um projeto de Copa do Mundo.

Mário Couto, Flexa Ribeiro e Nery devem explicações ao povo paraense.

"Taradão" denunciado por grilagem

Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, agora é processado perante aJustiça Federal em Altamira. Ele chegou a ficar 53 dias preso pelanova tentativa de se apossar das terras públicas onde a freira morreu.

O fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão, foidenunciado criminalmente pelo Ministério Público Federal por grilagem etentativa de estelionato. Ele vai responder ao processo perante aJustiça Federal em Altamira e pode ser condenado a penas que variamentre seis meses e 15 anos de prisão.

Por essa mesma acusação, o fazendeiro chegou a ficar presopreventivamente por 53 dias, mas obteve um habeas corpus e foi solto pordecisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região no último dia 18 defevereiro.

As terras que Taradão tentou grilar são do lote 55, uma área de 3 milhectares em Anapu, da qual ele já tentou se apossar no final dos anos 90e pela qual um grave conflito fundiário se instalou, culminando com amorte de Dorothy Stang, em fevereiro de 2005. O fazendeiro é acusado deser o principal mandante do assassinato da missionária, mas até hoje nãofoi julgado.

Reiteradamente o réu vem com seu poder econômico, utilizando-se daviolência, ameaça, constrangimento e fraude para cometimento decrimes relativos a apropriação da área da terra pública consistente nolote 55 da Gleba Bacajá, na região da Transamazônica, diz o procuradorRodrigo Timóteo Costa e Silva na denúncia.

Fonte: Assessoria de Comunicação MPF