segunda-feira, janeiro 11, 2010

Alarmes desnecessários

Já estamos quase na metade de janeiro.

Todo ano, o Tocantins, nessa época, está sempre batendo a cota de 8 a 9 metros acima do nível normal.

Mesmo com esse cenário historicamente normal para quem nasceu às margens do rio, há pessoas nativas especializadas em ignorar a regularidade da cheia cíclica, pintando o céu de cabeça pra baixo como se uma tragédia estivesse à caminho.

Bola ao chão

No jogo-treino contra a seleção de Curionópolis, dois jogadores contratados recentemente pelo Águia despontaram: o goleiro Alan e o atacante Jales.

Exatamente os que mais criaram expectativas.

Alan defendeu até penalti.

Jales marcou dois gols na goleada de 4 X 1.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Entre chuvas do rosado

Marabá foi  banhada por mais de dez horas de chuvas, ininterrupta.

Somente agora, no meio da tarde,  o dilúvio cessou.

Chuva gostosa, daquelas que cai  intiriço, igual cantiga de grilo.

Mas sem sobressaltos de ventanias. Nem trovões. Nem de  relâmpagos.

"Linda  como a pele macia de Oxum".


Usufruindo ainda os últimos dias das rápidas férias, aqui em casa, o poster curtiu o  dia chuvoso de bubuia numa rede, ouvindo o ruído da chuva  cadindo numa bacia estrategicamente colocada ao fundo da janela do quarto.
Terminando de ler "Leite Derramado", do Chico, cada dia mais belíssimo escritor. Tão bom quanto músico.
 
Ou melhor?

Medalhões ausentes

Os deputados Asdrubal Bentes (PMDB) e Bernadete ten Caten (PT) não bateram ponto na Audiência Pública da Alpa, ontem, em Marabá.

Na coluna de amanhã do Diário do Pará, poster conta detalhes da  AP.

No Pará, clima afeta atividade econômica

A previsão de chuvas para os três primeiros meses deste ano no Pará apresenta índices abaixo da média dos anos anteriores. No dia a dia, o reflexo desse aquecimento no clima é visível, por exemplo, nas atividades econômicas e em mudanças climáticas bruscas, como a seca no Marajó.



O fenômeno climático El Niño é apontado como responsável pelo aquecimento das águas oceânicas e tem causado a redução de formação de chuvas, principalmente no Nordeste do Pará e região do Marajó. A informação é da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que integra a Rede de Previsão Climática e Hidrológica do Pará, composta ainda pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e tem a coordenação da Universidade Federal do Pará nas reuniões que ocorrem mensalmente.


A temperatura das águas oceânicas é, em média, de 26°C e desde dezembro de 2009, o aquecimento atinge 2,5°C acima deste patamar – 28,5°C. “O El Niño nada mais é do que o aquecimento anormal das águas, acima da média, na região do oceano Pacífico equatorial”, resume o meteorologista da Diretoria de Recursos Hídricos (Direh), da Sema, Paulo Guimarães. Ele explica também que essa temperatura deve voltar à normalidade a partir do mês de abril e que as condições climáticas têm impacto direto na socioeconomia do Estado, incluindo agricultura, pecuária, transporte e outras atividades.


Previsão climática mensal  - Chuvas


Janeiro: Chuvas abaixo do normal no Nordeste, região do Marajó e Baixo Amazonas. Acima do normal apenas na porção Sul; e dentro do normal nas demais áreas.


Fevereiro: Chuvas permanecerão abaixo do normal no Nordeste, região do Marajó, Baixo Amazonas, além de parte do Oeste. Dentro do normal nas demais áreas.


Março: Chuvas ainda deverão ocorrer abaixo do normal na Calha Norte, região do Marajó e Nordeste paraense. A precipitação ficará dentro do normal no Centro-Sul do Estado.

Fonte: Secom/Sema

quinta-feira, janeiro 07, 2010

No batente, de novo

O poster acaba de chegar a Marabá, depois de 15 dias de rápidas férias.

Vamos ver se conseguimos pegar  o restante da Audiência Pública da Alpa que se realiza neste momento (17:15), aqui na cidade.

Amanhã, responderemos a alguns comentaristas e contaremos o que ocorreu na AP.

Almir Gabriel bate em Couto e Jatene

Almir Gabriel fez revelações surpreendentes às repórteres Ana Célia Pinheiro e Rita Soares.


Listando duas:

1- Disse estar arrependido por ter feito a opção pelo senador Mário Couto (PSDB) para tentar viabilizá-lo candidato tucano ao governo do Estado.

Mais dramático: revelou as razões que levaram o ex-bicheiro paraense a desistir do compromisso mantido com Almir para tornar-se candidato à sucessão de Ana Júlia.

Dramática e torpe: garantia dada por Simão Jatene de que ele, Mário Couto, seria o candidato ao governo, em 2014.

2- Reafirmou o que já havia liberado em doses homeopáticas e, de certa forma, hermeticamente, na carta ditada à repórter Rita Soares, do Diário do Pará: as ligações perigosas de Jatene com a Vale.

Para ser mais claro: a de que Simão Jatene, ex-governador do Pará e principal candidato opositor a Ana Júlia, é consultor da Vale.

Defende os interesses da Vale, a mesma empresa que há anos explora as riquezas do Estado deixando como herança, mais miséria do que melhoria da qualidade de vida dos paraenses.

Mas, o bom mesmo, é vocês visitarem o blog da Perereca da Vizinha para entender melhor essa situação.

Marabá mobilizada pela Alpa

A audiência pública que vai debater o relatório de impacto ambiental (EIA/RIMA) do projeto da Siderúrgica Aços e Laminados do Pará (Alpa) está mobilizando a cidade de Marabá, na região do Carajás. O encontro está agendado para esta quinta-feira (7), no auditório da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), a partir das 14 horas.



O secretário de Estado de Meio Ambiente, Anibal Picanço, irá coordenar os debates. O projeto Alpa será viabilizado pela empresa Vale S.A com orçamento previsto em US$ 2,7 bilhões e uma expectativa de gerar 16 mil empregos. A inovação do projeto é pela verticalização mineral, abandonando a linha extrativista na exploração de minério de ferro, que marcou a região desde a implantação do polo Carajás. O clima de otimismo dos setores comercial e industrial indica a região como o novo ponto da indústria metal-mecânico do Brasil, com agregação de valores e melhoria da qualidade de vida da população.

 
Texto é de Selma Amaral, da sucursal  de Marabá da Secretaria de Comunicação do Estado.
 
Leia mais.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Obras do Zinho Oliveira avançam

As obras de ampliação do Estádio Zinho Oliveira seguem em ritmo acelerado. A meta da prefeitura é concluir os trabalhos no dia 14, para que ainda dê tempo de ser feita a vistoria e este possa ser liberado já para a realização do jogo de estréia do Águia contra o Cametá pelo Parazão 2010, no dia 16. A reforma e ampliação do estádio estão orçadas em R$ 1,5 milhão.



O estádio está ganhando arquibancadas metálicas nas laterais direita e esquerda com assento em concreto pré-moldado, assim como novas cabines para a Imprensa. A ampliação, nessa primeira fase, vai elevar para 3 mil a capacidade do estádio, que hoje é de 600 a 1.000 pessoas.


O engenheiro projeta que, até os jogos do Águia com times de maior torcida, como Remo e Paysandu, o estádio já vai estar com capacidade para cinco mil pessoas. Essa ampliação vai abranger a parte dos fundos do estádio. Para isso, a prefeitura pretende desapropriar parte dos terrenos das residências que fazem limite com o estádio.

Mais, aqui.

Fonte: Ascom-Marabá

Audiência Pública

Comentário enviado por  "Sociedade Organizada" esclarece sobre a movimentação de vereadores e algumas estidades populares pedindo o adiamento da Audiência Pública marcada para debater a instalação da Alpa, em Marabá.

Segue em caixa alta, infelizmente, para respeitar a integridade do comentário:


CARO HIROSHI,

PELO VISTO VOCE ESTA ALHEIO AO QUE ESTÁ ACONTECENDO NESTES ULTIMOS 3 DIAS NA CAMARA MUNICIPAL.

TALVEZ A SUA FONTE NÃO SEJA IMPARCIAL NO QUE DIZ TOCANTE A ESTE PROCESSO.

CONVIDO VOCE E SEUS LEITORES A IREM HOJE A NOITE A CAMARA MUNICIPAL PARA OUVIR DA SOCIEDADE ORGANIZADA AS RECLAMAÇÕES SOBRE ESTE PROJETO OBSCURO DA VALE, GOVERNO DO ESTADO E ACIM.

EM PRIMEIRO LUGAR, PARA SEU CONHECIMENTO FOI A SOCIEDADE ORAGANIZADA QUE PROCUROU A CAMARA MUNICIPAL ANTES DO NATAL PARA SOLICITAR UM ADIAMENTO DESTA AUDIENCIA MARCADA PELA SEMA ESTADUAL NO DIA 30 DE DEZEMBRO, ONDE VC MESMO ESCREVEU AQUI NO BLOG QUE NAO ESTAVA EM MARABÁ - ESTAVA COMO MUITOS OUTROS DE FERIAS E ENCONTRARIA COMO MUITOS QUERIAM A AUDIENCIA PUBLICA VAZIA DE CIDADAOS MARABAENSES E AUTORIDADES DO MP ESTADUAL E FEDERAL EM RECESSO, ALEM DOS DCE ESTUDANTIS.

SEGUNDO: O PROJETO DE INTENÇOES DA VALE QUE SE RESUME NO EIA-RIMA SÓ FOI ENTREGUE A CAMARA MUNICIPAL DIA 30 DE DEZEMBRO PELA SEMA MUNICIPAL ONDE PASSOU 3 MESES POR LÁ ENGAVETADA SEM TER A APRECIAÇÃO DO CONSELHO AMBIENTAL E DO CONSELHO DO PLANO DIRETOR, AMBOS DO MUNICIPIO.

TERCEIRO: O CALHAMAÇO ESTÁ NA CAMARA MUNICPAL E DETEM 4 VOLUMES DE 700 PAGINAS ONDE DIZEM QUAL MATRIZ ENERGETICA SERÁ UTILIZADA NO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO E ENTRE OUTROS, SERVIÇOS DE SAUDE, EDUCAÇÃO E INFRAESTRUTURA QUE PELO PROTOCOLO DE INTENÇOES DA VALE SAO DE TOTAL RESPONSABILIDADE DO MUNICIPIO - CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO.

ENTÃO HIROSHI PEÇO QUE POR FAVOR VC DIVULGUE ISTO PARA CONHECIMENTO DA POPULAÇÃO. E SIM A SOCIEDADE ORGANIZADA, OAB, ASSOCIAÇÕES DIVERSAS (MORADORES, FETAGRI, FETRAFI, COLONIA Z-30, MST, ...) E MORADORES DO MUNICIPIO ESTÃO ENTRANDO COM UMA AÇÃO CIVIL POPULAR PARA ADIAR ESTA AUDIENCIA PUBLICA ONDE COMO DISSE ANTES OS PODERES JUDICIAIS E MP ESTÃO SEM REPRESENTANTES.

OUTROSSIM CONCLAMO VC COMO MORADOR E OS FILHOS DE MARABÁ PARA APOIAR NOSSA CAUSA.

NÃO SOMOS CONTRA A INSTALAÇÃO DA ALPA NEM DO PROGRESSO MAS ALGUMAS SITUAÇÃOES TEM DE SER MELHORES DISCUTIDAS ATÉ A EXAUSTÃO.

SOCIEDADE ORGANIZADA

PRESENTE HOJE NA CAMARA A PARTIR DAS 19:00HS

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atualização às 19:40

A sociedade e autoridades estaduais e municipais discutem a instalação do empreendimento Aços Laminados do Pará (Alpa) em audiência pública no município de Marabá, região Carajás, nesta quinta-feira,7. A comunidade e demais interessados têm espaço na reunião para expor opiniões e debater questões ambientais e socioeconômicas para a produção do aço na região.


O município de Marabá, 527 km distante de Belém, tem uma população de 196 mil habitantes que vê a chegada da verticalização da produção mineral. O projeto prevê o início da atividade da usina siderúrgica a partir de 2013 e calcula a geração de 21 mil postos de trabalhos nas fases de implantação e operação do empreendimento.


A Alpa, de responsabilidade da empresa Vale, visa à implantação da Usina Siderúrgica Integrada com capacidade para a produção de 2,5 milhões de toneladas de placas de aço por ano. O investimento previsto é de 3,7 bilhões de dólares, equivalente a cerca de 6,3 bilhões de reais.


O minério de ferro extraído da Província Mineral de Carajás chegará pela estrada de ferro. O carvão mineral e demais insumos pelo Terminal Fluvial, que deverá ser instalado às margens do rio Tocantins. O escoamento da produção também deve ser feito por este terminal.


A área destinada à Alpa é de aproximadamente 1.035 ha, com 253,71 ha destinados para as construções siderúrgicas e a infraestrutura necessária, incluindo a área determinada diretamente à produção. O projeto reserva outros 60 hectares para a Linha de Transmissão de energia elétrica.


O Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto de Meio Ambiente (EIA/Rima) da Alpa foram apresentados à Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará no dia 10 de dezembro de 2009.

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Serviço
Data: 07.01.2010
Hora: 14h
Local: Auditório da Secretaria Municipal de Saúde Eduardo Bezerra - Rodovia Transamazônica, Agrópolis do Incra - Bairro Amapá.

Fonte: Ascom/Sema

Casa Civil

Espaço Aberto vai acertar em cheio: Paulo Cunha é quem ocupará o lugar de Cláudio Puty, na Casa Civil, quando este deixar o cargo para candidatar-se a deputado federal.

Criatividade paraense

Glauco Lima é quem está à frente das peças publicitárias de Ana Júlia.

A escolha dele, sugerida pelo marqueteiro Paulo Heineck, agradou em cheio a governadora.

Antes de assumir a função, Glauco pediu a SECOM encontro com  Chico Cavalcante, da Vanguarda, para delinear planejamento de um trabalho conjunto.

O blog já registrou aqui algumas vezes: Glauco é o publicitário mais criativo do Pará.

Audiência da Alpa

O clima pega fogo em Marabá.

De um lado, alguns vereadores querendo chamuscar a Audiência Pública marcada para amanhã, no auditório da secretaria de Saúde, onde  será discutido o Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental(EIA/Rima) da Siderúrgica Aços e Laminado do Pará (Alpa).

De outro, a sociedade organizada totalmente favorável ao empreendimento de U$ 3,7 bilhões.

Miguelito Gomes (PP)  e Vanda Américo (PV), nos últimos dias, articularam gestões para o adiamento da Audiência, antecipada em quase 90 dias pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, para permitir ao governo e à Vale S.A o start da obra, até maio próximo.

Os dois vereadores exigem da Vale o debate de uma pauta de compensações às demandas sociais provocadas na região pelos grandes projetos da empresa.

A Vale apresentou à Sema todos os processos industriais da futura usina, que produzirá 2,5 milhões de toneladas de aço por ano, gerando cerca de 17 mil empregos durante a implantação - e outras cinco mil admissões em sua fase de operação.


A audiência está confirmada.

Demétrius no Senado

Ainda não está certo que tipo de licença Mário Couto vai pedir.

Pode ser a médica ou a não remunerada.
Se pedir licença não remunerada, assumirá o suplente, o empresário Demétrius Ribeiro.
Há um certo temor, entre alguns segmentos tucanos, de que, mesmo na condição de senador por apenas 90 dias, Demétrius se deixe seduzir pelo deslumbramento.
Inclusive porque ele nunca exerceu atividade parlamentar.


Paulo Bemerguy, com texto acima,  confirma o que o blog já antecipou: Demétrius Ribeiro pode assumir o Senado.

Leia mais no Espaço Aberto.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Se for por falta de Adeus...

No blog Na Ilharga, boas razões pra saudar um velório, cantando  incelenças:


A notícia da morte do vira lata Erasmo Dias é, seguramente, a melhor notícia deste início de ano. Quem viveu, à época em que esse jagunço foi secretário de segurança de São Paulo, lembra de suas atrocidades em nome do combate ao comunismo cometidas em ambientes estudantis, invadiu a PUC e a USP de São Paulo, espancando e prendendo dezenas de professores e estudantes, encerrando sempre suas sessões de selvageria e sadismo prometendo mais.



Pena que tenha ido ajustar contas com o diabo, antes de ajustar as contas com a justiça cá da terra, por conta do importante protagonismo do partido que deu sustentação à ditadura na transição desta à democracia, o que ajudou a manter protegidos pelo manto da impunidade esse e outros celerados da mesma laia. Paciência. Resta o consolo de saudar a ida de mais um que já vai tarde.

Primeiras mexidas

A prefeitura de Belém abre o ciclo de mudanças de secretariado em ano eleitoral.

Duciomar Costa reuniu seus auxiliares, esta tarde e anunciou:

Na SEJEL, secretaria de Esporte, Juventude e Lazer, sai Carlos Cunha e entra Saulo Costa.

FUNPAPA -  Carolina Ferreira substitu Maria Costa.

Saúde - Sérgio Pimentel do lugar de Antonio Vinagre.

SEURB, secretaria de Urbanismo  - Fernando Pereira substitu Sérgio Pimentel.

SEMMA , secretaria de Meio Ambiente - José Carlos entregou o cargo para Sebastião Oliveira.


Confirmados candidatos às próximas eleições, Carlos Cunha deixou a SEJEL para tentar uma vaga na Câmara Federal; e Maria Costa tentará uma cadeira na AL.

No remanso dos lagos

Passados quinze dias do lançamento da pré-candidatura de Sebastião Miranda (PTB) ao governo do Estado, rápida como surgiu  -, empacou.

Nem saiu do lugar, melhor dizendo.

Ao contrário de alguns prognósticos, inclusive aqui no blog,  a novidade não ganhou a repercussão que se esperava, como ponto de partida para um projeto destinado a transformar-se na chamada terceira via.

A própria imprensa de alguns municípios importantes regionais, como Parauapebas, Redenção, Xinguara e Santarém, deu pouca, ou quase nenhuma importância à proposta estadual do PTB.

Descontando o hiato das festas de final de ano, o nome de Tião Miranda pré-candidato a governador deveria pelo menos ter tido boa visibilidade nos comentários variados das esquinas, bares e salões gerais.

Não teve.

Pragmatismo pontual

O titular da SEDECT, Maurílio Monteiro, é um  dos maiores defensores de aprofundamento das negociações para a formação da aliança PT-PMDB . Em tom afirmativo, Monteiro defende a aliança não apenas focando a campanha pela reeleição de Ana Júlia, como vislumbrando vitória acachapante de Dilma Roussef, no Pará.

Agenda palaciana

É provável que na audiência pública para discussão do projeto de implantação da Alpa - Aço Laminados do Pará -, marcada para a próxima sexta-feira, 7, Ana Júlia bata o ponto no auditório da secretaria de Saúde de Marabá.

Isto se os vereadores locais deixarem,. já que alguns estão se articulando para empastelar o encontro alegando problemas de "ordem ambiental".

O certo mesmo é que a governadora começa o ano esbajando vitalidade.

Dia 11, na RBA, ela será entrevistada do Mauro Bonna, no programa Argumento.

Dois dias depois,13, partticipa do lançamento do Campeonato Paraense de 2010.

Acuando papel

O Tribunal de Contas dos Municípios volta à carga, com todo gás, a partir de fevereiro, para auditar contas de algumas secretarias da prefeitura de Marabá. Tem conselheiro do TCM farejando as contas do município a pedido político.

Com orientação para "sangrar".
Vai feder.

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster publicada nesta terça-feira, 4, no Diário do Pará:

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Encenação malaca

Nem bem começou a primeira semana de 2010, já tem prefeitos do Sul do Pará choramingando miséria. Reclamam da queda do terceiro repasse de dezembro do FPM – último de 2009 -, fato que pode complicar, segundo eles, o cumprimento dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e compromissos assumidos frente à sua população. O FPM previsto era de R$ 1,4 bilhão. Caiu na conta das prefeituras, dia 30, R$ 874 milhões, descontada a retenção do Fundeb.

Mais grana
Só que um dia antes, 29, o Tesouro Nacional creditou na conta dos municípios um repasse extra de FPM, referente à antecipação por estimativa da receita do Imposto de Renda e IPI, no valor de R$ 265.243.046, permitindo que o total de dezembro ficasse 3,3% maior do que o mesmo período de 2008. E, se depender de grana, não há nenhuma razão para os prefeitos reclamarem. Dia 20 de janeiro, o governo a última parcela do Apoio Financeiro aos Municípios (AFM), de R$ 554,2 milhões, referente à diferença de setembro do FPM.

Pra não encalhar
A Vale S.A receberá nos próximos dias projeto do porto privado que construirá às margens do Tocantins, dentro da área da Alpa. A primeira etapa de sondagens feitas pela Umi San no terreno, e em diversos pontos do rio, levantando batimetria, georeferenciamento, hidrografia, geofísica e estudos de navegação, foi concluída no final de 2009. Na área estudada, a empresa constatou calado de até 42 metros no período mais seco do ano.

Presença do Estado
É simples: polícia nas ruas transmite segurança ao cidadão. Isto ficou demonstrado durante o período de festas de fim de ano. Pelo menos nas rodovias mais movimentadas do Pará – entre elas a BR-316, PA-150, Alça Viária, e grande parte de estradas ligando o resto do Estado às praias marítimas -, a distribuição de ostensivo policiamento transmitiu tranqüilidade a quem procurava lazer. E o Pará precisa contratar pelo menos mais dez mil policiais militares para cumprir o atendimento per capita de sua população – além dos que já foram incluídos nos quartéis.

Nome da hora
Classe empresarial de Marabá e diversas associações de bairros estão se articulando para referendar o nome preferencial de Ítalo Ipojucan (PR) candidato a deputado estadual. Intenção do movimento é ir até o gabinete do prefeito municipal manifestar simpatia pelo nome do secretário de Indústria, Comércio, Mineração, Ciência e Tecnologia do município. Ítalo tem se movimentado muito bem nesses segmentos, servindo de interlocução entre eles e o executivo.

Bola no gramado
Delegação do Águia de Marabá inicia, nesta terça-feira, em Curionópolis, a pré-temporada ao Campeonato Paraense. Convidado pelo prefeito Wenderson Chamon (PMDB) para se instalar na cidade, time marabaense terá à disposição estádio de futebol com excelente gramado, transporte e serviço de hotelaria. Os jogadores já haviam se apresentado, dia 27 de dezembro, ao técnico João Galvão, cumprindo período de exames médicos. Agora começa preparação física e treinamentos.

Torpedos ideológicos
SMS com mensagens de final de ano trocadas entre o deputado Wandenkolk Gonçalves (PSDB) e o Coordenador do Centro de Integração Regional de Marabá (CEIR), Sebastião Ferreira, tiveram fortes cargas de politização. Enquanto Wandenkolk convocava “todos pra tirar o Pará do vermelho”, Ferreirinha respondia no ato. “Em 2010, vamos manter o Pará no rumo certo: distribuição de renda e desenvolvimento para todos”.

Engrossando o caldo
Durante a confraternização de final de ano do Incra do Sul do Pará, o superintendente Raimundo Oliveira demonstrou poderio político ao receber cerca de 800 convidados. O clima foi de irrestrito apoio a pré-candidatura dele a deputado estadual num confronto direto com a deputada Bernadete Caten (PT), que corre sério risco de não se reeleger caso o registro da candidatura de Oliveira seja confirmada.

Umas & Outras
Rodrigo Ramos, aquele goleiro do Sampaio Correia, enganou a todo mundo. Aos 45 minutos do segundo tempo, quando os jogadores do Águia já estavam se apresentando no Zinho Oliveira, ele telefonou pra diretoria dizendo que não viria mais defender o time marabaense.

Ademir Martins e Sebastião Ferreira, ambos da DS, marcaram encontro a sós para discutir a escolha do candidato a deputado estadual da tendência da governadora em Marabá.

Wenderson Chamon (PMDB) gostou da conversa a sós que teve com o deputado federal Jader Barbalho, durante visita deste a Curionópolis. O papo foi sobre eleição 2010.

Os Infocentros instalados em Marabá pelo governo do Estado não estão dando conta para atender a demanda de jovens em busca de Internet. São um sucesso nos bairros onde estão funcionando.

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Governadora multimídia

Dentro de alguns dias, ela será uma das nossas.
Ana Júlia decidiu aderir também à blogosfera.
A governadora do Estado está trombeteando detalhes finais de seu futuro blog que se destacará com impressões pessoais sobre o Pará, política, governo e outros temas.

Texto acima, publicado em 8 de julho de 2009, antecipava em seis meses o lançamento do blog da governadora.

Demorou, mas ela agora, além de governadora do Pará,  é blogueira.

Assumiu sua porção.

E com boas novas, o twitter de Ana também chegou.

Num micro post desta terça, cedinho, ela anuncia:


Dia 12 é aniversário de Belém e amanhã assinarei contrato com a prefeitura para entregar à cidade o parque ambiental todo revitalizado.

Multimídia, Ana interage.

Bem vindo, governadora!

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Para o que vai nascer

Um texto de  Castagna Maia,   saudando um novo tempo que virá:


Arrematando

E Copenhagen acabou sendo um fracasso. A culpa foi dos Estados Unidos da América, e o papel de vilão ficou reservado a Obama. Em um primeiro momento, China e EUA dividiriam a culpa pelo fracasso da conferência mundial sobre o clima. No momento seguinte, sobrou exclusivamente para os EUA. A culpa do fracasso é dos Estados Unidos da América.


II
E o Brasil? O Brasil foi extraordinário na conferência. Claro, há o pitoresco de sempre, os papagaios de pirata que foram para lá tão somente para aparecer, um turismo de luxo. Houve a presença até mesmo da Senadora Kátia Abreu, do PFL de Tocantins, sempre associada ao desmatamento e ao trabalho escravo. Houve de tudo, um festival de busca de fotografias. Mas o que interessa é a posição do Brasil, do Estado brasileiro.


III
E o Brasil foi muito bem. Lula nos representou de forma extraordinária. E Lula apaixonou, sim, o mundo. Quando as negociações estavam apontando para a frustração, foi Lula quem fez um discurso tocante, apaixonado, que calou o plenário, que envergonhou os que apequenavam a discussão.


IV
Lula é, sim, um líder mundial. Há pouco, foi escolhido pelo jornal Le Monde, da França, como a grande personalidade do ano. Dias antes foi capa do espanhol El Pais, com direito a um texto de Zapatero sobre Lula. Repito: Lula é, hoje, sim, um líder mundial. Vou adiante. Lula é, hoje, um grande líder mundial.


V
Em um mundo cinza, de poucos líderes e muitas vaidades, a autenticidade de Lula o destaca. Não é um almofadinha vassalo, como FHC, sempre pronto a usar seus dons de poliglota para falar mal do Brasil e de suas origens, sempre envergonhado de seu País, como se fosse melhor do que ele. Um típico provinciano que, saindo de sua cidadezinha, deita a falar mal do lugar de onde veio. Com Lula não é assim. Lula é admirado. E a miséria no Brasil efetivamente diminuiu.


VI
É preciso dizer isso, aqui. A miséria diminuiu, a Bolsa Família consegue, sim, tirar da miséria absoluta alguns milhões de brasileiros. Que seja assistencialista, mas não há como deixar de ser assistencialista quando se enfrenta uma massa jogada à animalidade a partir da absoluta carência em que foi mantida. O Bolsa Família é um sucesso, e vem transformando a face do Brasil. A economia se movimentou particularmente nos setores que vendem para as camadas mais pobres. O dinheiro da Bolsa Família se transforma em arroz, feijão, farinha, em tecido, em roupas, até mesmo em algum eletrodoméstico. Isso tudo movimenta a economia de uma forma diferente: é a economia que gira a partir das camadas mais pobres.


VII
Há erros enormes no governo Lula. Cito, aqui, mais uma vez, as taxas de juros, ainda mantidas em um patamar que sacrifica nosso comércio e nossa indústria. Cito a visão tacanha na previdência complementar, onde o projeto neoliberal de FHC simplesmente foi aprofundado. Cito a falta de uma visão sistêmica do sistema financeiro, embora a melhora ocorrida a partir da crise mundial. Cito a falta de uma política industrial efetiva, dentre outras coisas.


VIII
O Brasil quebrou três vezes no governo FHC. Na última, pediu 40 bilhões de dólares emprestados ao FMI. E em contrapartida alterou o monopólio estatal do petróleo para entregar boa parte de nossas riquezas às multinacionais. O País inteiro pagou o preço da incompetência e do entreguismo daquele governo. Ou seja, é preciso reconhecer, sim, que comparado ao governo FHC, o Brasil saiu do inferno no governo Lula.


IX
Não estou sendo generoso. Falo até mesmo em relação aos aposentados. No governo FHC, o tal “rolo compressor” implantou a reforma da previdência, aí incluído o Fator Previdenciário e adoção da terrível média para o cálculo das aposentadorias, envolvendo as 80% maiores contribuições. A discussão, hoje, tem outro patamar: é a de recuperação de perdas, é de inflação mais alguns pontos percentuais visando recuperar. Ou seja, há, sim, diferença.


X
Claro, poderia ser melhor. É preciso acabar com aquela média absurda e adotar outra fórmula. É preciso, ainda, acabar com o fator previdenciário. É preciso dar um norte para a previdência pública e para a previdência complementar. O que estou dizendo é que, em 1997, lutava-se contra a implantação de mecanismos que trariam, e trouxeram, perdas. Hoje, luta-se para recompor os valores. Há um ganho de qualidade na discussão. Houve, sim, melhora, não a que queríamos, mas houve.


XI
A crítica ao governo não pode ser insana. Não foi o atual governo que implantou o fator previdenciário, nem a média absurda; não foi o atual governo que fez a reforma da previdência de 1998 e que atingiu pesadamente a previdência complementar; não foi o atual governo que alterou a Constituição Federal para entregar bacias petrolíferas às multinacionais, embora tenha feito vários leilões; não foi o atual governo quem autorizou o financiamento de apropriação indébita de patrocinadoras de fundos de pensão. Em síntese, é preciso criticar, sim, o governo, mas criticar no que está errado para que não se faça coro exatamente com aqueles que querem privatizar o Estado, que querem privatizar a previdência, que querem rebaixar os valores das aposentadorias.


XII
Qual a crítica da imprensa? A de que os gastos públicos aumentaram. Sabe o que significa isso? Que, na opinião da imprensa, não deveria ter havido contratação de funcionários públicos – aí incluídos médicos, professores, fiscais do trabalho e da saúde; não deveria ter havido qualquer recomposição de aposentadoria, ainda que mínima. Não deveria ter ocorrido investimento estatal para minimizar os efeitos da crise internacional.


XIII
Ou seja, a crítica da imprensa é voltada contra os interesses do povo e na tentativa de restabelecer toda a lógica do governo FHC. Se dependesse deles, o Estado seria mínimo, a aposentadoria seria privatizada, o teto da previdência seria de 3 salários mínimos.


XIV
Pois bem: é essa mesma imprensa que buscou debochar da posição brasileira em Copenhagen, que escondeu as elogiosas referências mundiais ao Presidente do Brasil. Foi uma vergonha completa, uma manipulação brutal de informações, um apanhado de críticas improvisadas, onde a imprensa não tem o papel de informar: seu papel é fazer oposição, o de levantar bandeiras que sequer a oposição verdadeira – a que foi eleita para isso, já que a imprensa não recebeu um voto sequer – se atreveu a levantar. Ou seja, a oposição brasileira está sem bandeira porque o modelo de FHC ficou desnudo: era aquilo mesmo, uma catástrofe entreguista, antinacional e antipovo. E não conseguiu superar aquela herança perversa de um governo que naufragou atolado na corrupção das privatizações — origem de Daniel Dantas.


XV
Ou seja, a oposição ainda busca um caminho, e foi eleita para isso. A imprensa, no entanto, assume o papel de oposição e, como não são profissionais da área, saem a fazer qualquer besteira, a repercutir qualquer idiotice. Foi assim com a febre amarela, foi assim com a tal denúncia da moça da Receita Federal. E foi assim, agora, em Copenhagen. Confundiram fazer oposição a Lula com fazer oposição ao Brasil. E fizeram oposição ao Brasil.


XVI
O Brasil foi festejado no exterior. Lula levou ao mundo nosso jeito afetivo, e levou de forma autêntica. O Brasil ficou mais próximo do seu verdadeiro tamanho internacional. E chegou mais perto disso pelas mãos de quem tem pouco estudo formal, para desespero dos provincianos maledicentes que se aproveitam de qualquer oportunidade para falar mal do próprio País. O Brasil sai de Copenhagen muito mais próximo do seu verdadeiro tamanho de gigante.


XVII
Pena que Lula seja muito melhor do que o PT, pena que Lula seja muito melhor do que o seu próprio governo. Não raro as conversas com ministros são decepcionantes. Não trazem inspiração, grandeza, altivez, autenticidade. Freqüentemente fala-se apenas com um poço de vaidades em formato de gente.


XVIII
No fundo, não nos interessa Lula, que já está indo embora. Interessa é que o Brasil vai se aproximando do seu papel mundial, interessa é que houve, sim, diminuição da miséria. E interessa separar as coisas, criticar o que está errado sem fazer coro com os interesses daqueles que querem o retorno das velhas políticas entreguistas do governo FHC.

A vez de Miltinho?

Miltinho pode ser uma das surpresas das mudanças que Ana Júlia pretende fazer em seu secretariado.

Ele é Milton dos Santos Resende, assessor de gabinete da governadoria, excelente figura humana, agradável papo e pessoa de extrema confiança de Ana.

Quem conta é o Paulo Bemerguy .

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atualização às 12:32

Descansando com a família fora do Estado, Miltinho deu gargalhadas ao ser perguntado sobre se vai ou não assumir a Casa Civil. Garantiu  que nunca se cogitou isso dentro do governo e que ele está apenas empenhado no  trabalho a ser desenvolvido para a reeleição de Ana Júlia. "Me tirem do meio dessa conversa, por favor. Não  há nada de verdadeiro nisso".

Papo sobremesa

Depois da entrevista concedida ao blog, Maurino Magalhães (PR) falou de sua relação com o governo do Estado, numa conversa informal. Deu pra sentir que o prefeito de Marabá mantém boa interlocução com Simão Jatene (PSDB), mas nada que o impeça de dar seu apoio à reeleição de Ana Júlia, desde que ela desembrulhe significativo pacote de obras para o município.
Outra revelação do prefeito, pós-entrevista: o ingresso de quatro ações criminais e cíveis contra o deputado João Salame (PPS), por injúria e difamação.

A distribuição de um panfleto assinado pelo PPS, considerado ofensivo pelo prefeito de Marabá, provocou também o ingresso de outra ação contra o partido.

Jader e Duciomar

O Espaço Aberto está hoje com os carilhos, como gostam de dizer alguns sulparaenses:

Jader e Duciomar se encontraram um pouco antes do Natal.
Em pauta, é claro, as eleições deste ano. Não se sabe maiores detalhes da conversa.

Teor da conversa do prefeito de Belém com o presidente estadual do PMDB ainda é desconhecido, mas o Bemerguy tem mais informações.

Envelhecer, jovem como Arnaldo

Nada mais contemporâneo e cosmopolita que Arnaldo Antunes.

O cara bate em todas as posições: poesia, artes visuais, performances multimídia e música.

O CD “Iê-Iê-Iê” é uma prova disso.

No disco, Arnaldo presta singela homenagem a um dos movimentos musicais mais importantes da cultura nacional em 12 faixas que nos conduzem de volta aos anos 60, lembrando o período de sonhos que a Jovem Guarda construiu ao largo de uma geração com fome de liberdade.

Pra quem já passou dos 50, o CD soa magicamente.

Pra quem já passou dos 50, “Envelhecer” é uma agradável sensação de bem estar ouvindo a canção e desenhando um modus vivendi ao avesso do que se vivia á época de Woodstock.

A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer/ (…)/ Pois ser eternamente adolescente/ Nada é mais demodé”, diz Arnaldo, na canção.



Envelhecer
Arnaldo Antunes / Ortinho / Marcelo Jeneci

a coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
a barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer
não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer
eu quero é viver pra ver qual é e dizer venha pra o que vai acontecer

eu quero que o tapete voe
no meio da sala de estar
eu quero que a panela de pressão pressione
e que a pia comece a pingar
eu quero que a sirene soe
e me faça levantar do sofá
eu quero por Rita Pavone
no ringtone do meu celular
eu quero estar no meio do ciclone
pra poder aproveitar
e quando eu esquecer meu próprio nome
que me chamem de velho gagá

pois ser eternamente adolescente nada é mais démodé
com os ralos fios de cabelo sobre a testa que não pára de crescer
não sei porque essa gente vira a cara pro presente
e esquece de aprender que felizmente ou infelizmente
sempre o tempo vai correr
não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer
eu quero é viver pra ver qual é e dizer venha pra o que vai acontecer
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Menos vagas

Jader Barbalho candidatando-se a algum cargo majoritário, o PMDB elegeria apenas quatro representantes à Câmara Federal. Avaliação é de graduado prefeito do partido, que submete à linha de risco as reeleições de Asdrubal Bentes, Bel Mesquita e Zequinha Marinho, considerando as votações obtidas por eles na eleição passada.

Para o prefeito, as quatro candidaturas peemedebistas favoritas às vagas seriam as de Elcione Barbalho, Wladimir Costa, José Priante e Domingos Juvenil – não necessariamente nessa ordem.

Transbrasiliana, a questão

Onde parou a tentativa da deputada Bernadete ten Caten (PT) investigar o monopólio da Transbrasiliana, através da Assembléia Legislativa?

O que foi feito de concreto até agora para a manifestação da parlamentar não ficar apenas nos discursos de ocasião?

Enquanto isso, a Transabrasiliana continua maltratando os paraenses.

Quase que diariamente, ônibus das linhas intermunicipais quebram antes mesmo de sair das rodoviárias. E quando conseguem liberação, nem bem pegam as estradas, as carcaças velhas deixam seus passageiros à beira das rodovias. Às vezes, altas horas da madrugada, sob riscos de assaltos.

Outra grave denúncia enviada ao blog: a maioria dos sexagenários não consegue passagem grátis com menos de 60 dias. Há sempre a desculpa de não haver vagas disponíveis, apesar da gratuidade obrigatoriamente consignada em lei.

Os velhinhos que precisam se deslocar até Belém para tratamento de saúde, aguardam mais de dois meses para obtenção da passagem.

Auditoria brecada

Técnicos do Tribunal de Contas dos Municípios tentaram, inutilmente, em dezembro, auditar a secretaria de Saúde de Marabá, a pedido do Ministério Público.
Quando os auditores estiveram no prédio do órgão, coincidiu com as investigações da Polícia Federal sobre as supostas fraudes praticadas por servidores municipais na compra de medicamentos. Computadores e documentos apreendidos pela PF deram nó nas ações do TCM, que não tinha como analisar o órgão.

Devem voltar agora em janeiro.