terça-feira, janeiro 26, 2010
Escritores, uni-vos!
Termina dia dia 1º de fevereiro, inscrição ao Prêmio IAP de Artes Literárias 2010, do Instituto de Artes do Pará.
Saibam como participar, Aqui.
Os desvalidos da Vale
No embalo da valorizada jogada de marketing, veja essa pérola do diretor de comunicação da Vale, Fernando Thompson, justificando o altíssimo investimento do babado:
- "Este é um projeto carioca, porque o Cristo está no Rio; brasileiro, porque ele é um símbolo nacional; e mundial, porque o Cristo foi reconhecido como uma das Sete Maravilhas do Mundo. Nada mais natural do que a Vale, que é uma empresa brasileira, global e reconhecida como líder mundial de minério de ferro, se associar ao Cristo. Queremos trabalhar esta brasilidade vencedora globalmente".
Como miséria e fome esticadas no interior do Pará pelos grandes projetos minerais não simbolizam encantamento, a Vale pisa bonito no freio quando solicitada para patrocinar os clubes paraenses.
Hoje, nem pré-temporada do Águia no território de Carajás, a poderosa permite.
Tudo dominado
A onda agora é reunir todas as funções de instrumento num sistema digital , agregando - além das informações corriqueiras como velocímetro, nível de consumo de combustível, etc. -, controle do ar-condicionado , tocadores de CD e DVDs, , rádio, iPhone, iPod, navegação GPS, comando de voz, , notebook, Twitter, telefone celular, internet sem fio, enfim, uma parafernália de brinquedinhos da maior valia.
Veja que coisa legal!
segunda-feira, janeiro 25, 2010
Assim já é demais!
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça nesta segunda-feira, 25 de janeiro, que seja anulada a portaria que permitiu a atuação da Força Nacional de Segurança no Pará, Rondônia e Mato Grosso, e que o Ministério da Justiça seja impedido de autorizar novas operações do grupo em todo o país.
Para o procurador da República Fernando Aguiar, que atua em Belém, a continuidade das operações da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) é irregular. “A FNSP já está atuando ininterruptamente nesses Estados há mais de anos, o que contraria os termos do próprio Decreto que a instituiu, segundo o qual a atuação daquela Força deve dar-se sempre de forma episódica, e não de forma permanente como está ocorrendo”, critica.
No novo pedido sobre a extinção da Força Nacional, o MPF solicita a revisão da primeira decisão judicial sobre o assunto. No ano passado, a juíza Hind Ghassan Kayath, da 2ª Vara Federal em Belém, negou o pedido liminar (urgente e provisório) para anulação da portaria de designação da Força Nacional para operação no Pará.
Nota do Blog: Essa turma do Ministério Público só pode estar com a cabeça na lua, ou desconhece totalmente a realidade do povo brasileiro.
Caraca! Faltando policiais em todos os Estados para combater a violência, propor a extinção da Força Nacional de Segurança, criada para ajudar a aliviar tensões, só pode ser proselitismo do mais refinado mau gosto.
Desconfia-se que essa turma não coloca os olhos na janela de casa ou do trabalhio para ver a cor do mundo.
Só pode ser!
Empresário pode ter morrido em acidente
As primeiras informações indicam que o avião caiu em meio a uma tempestade, com quatro passageiros.
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atualização às 19:02
O portal das ORM informa que a aeronave teria feito um pouco forçado.
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Mais atualização
O portal do Diário do Pará não tem informações sobre mortes ou feridos.
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atualizado às 23:20
Confirmado furo do blog: o empresário Luiz Rebelo estava no interior da aeronave que caiu em Senador José Porfírio, sendo uma das vítimas fatais.
Mais.
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atualizado 08:32 (26/01)
Quem realmente saiu à frente de todos, não foi este blog. Mas o Na Ilharga, que às 17:44 de ontem postou a seguinte nota:
Neste momento, corre na cidade a informação de que um avião Bandeirantes, que ia no rumo do município de Senador José Porfírio, caiu. Segundo essa informação, estavam na aeronave o empresário da REICON Luiz Rebelo e mais oito executivos. Não há ainda informações a respeito de sobreviventes.
Somente agora, percorrendo a blogosfera, o poster constatou que o "furo" não foi nosso, mas do blog do Jorge Amorim.
Nossas desculpas.
No campo de guerra
Nesta tarde, o prefeito de Anapu, Francisco de Assis Sousa – o “Chiquinho do PT” – foi aclamado presidente do “Consórcio Belo Monte”, formado pelas prefeituras de onze municípios da área de influência da futura hidrelétrica de Belo Monte.
A prefeita de Altamira, Odileida Sampaio (PSDB), esmagada pela articulação governamental, não conseguiu apoio nem para formar a chapa oposicionista.
O vice-presidente aclamado na chapa única é Ivo Muller, prefeito de Medicilândia, do DEM.
Esse resultado, certamente, Odileida está creditando à articulação de Cláudio Puty, Chefe da Casa Civil de Ana Júlia, que se mobilizou no campo adversário e conseguiu unir PT e DEM na empreitada.
"Mensalinho" no Detran!
Essa a razão principal da briga de Joércio Barbalho, Diretor das Unidades Regionalizadas, com o diretor-Geral do órgão, Alberto Campos, que decidiu fazer remanejamento de servidores no rastro de algumas denúncias chegadas ao Detran apontando irregularidades, supostamente praticadas por subalternos colocados por Joércio em alguns municípios.
O pau rolou solto, principalmente, depois da mexida no Detran de Marabá, e de Paragominas.
Há, inclusive, denúncias do repasse mensal de "cotas" que chegam até a R$ 3 mil supostamente recolhidas por servidores para o atendimento de "necessidades prementes" de superiores.
Alberto Campos, informa fonte do blog, estaria no encalço da origem do que já estão chamando de "Mensalinho do Detran".
Uma das primeiras providências foi proibir a entrada do motorista de Jorércio Barbalho nas dependência do Detran. Paulo César, que já foi assessor da ex-deputada Elza Miranda, atuava não apenas como condutor do veículo do Diretor de Unidades, mas revelando-se também exímio operador-geral nos contatos imediatos com a turma do interior do Estado.
Em Marabá, Paulo César é figura bastante conhecida e tem a alcuna de "PC".
Ao concretizar as duas mexidas - proibição do acesso de "PC" no prédio do Detran e as transferência para Belém das examinadora de Marabá e de Paragominas, Alberto Campo bateu de frente com Joércio.
A guerra declarada dos dois passou a preocupar autoridades mais graúdas do Estado.
Nos mares da Dinamarca
A Dinamarca é considerada uma das nações mais civilizadas do mundo.
Recente pesquisa sobre qualidade de vida nos países membros da União Européia apontou os dinamarqueses como os mais satisfeitos e realizados, com índice de felicidade de 8,3.
Os menos felizes são os búlgaros, com 5,8.
Talvez por terem índices de felicidade tão elevados, os dinamarqueses se estressam e voltam aos tempo das barbáries.
Veja a foto abaixo.
O círculo avermelhado representa uma das provas do que o blogger afirma acima.
É resultado disso aí: matança de golfinhos, baleias Piloto e baleias Bico, uma “festa tradicional” realizada anualmente nas Ilhas Faroe.
Para indignar-se, muito mais. Mais fotos.
O pôster tomou conhecimento dessa crueldade através de corrente de email enviado pelo amigo Gerson Nogueira, anexado a abaixo-assinado denunciando o ato criminoso, que já foi reencaminhado com nossa assinatura
Esse massacre faz parte de um ritual de passagem do jovem para a fase adulta, “festejado” desde 1954.
Os golfinhos Calderon têm como hábito aproximar-se do homem para interagir com ele, brincando horas.
Quando capturados, são cortados com ganchos grossos, mas não morrem instantaneamente. Nesse momento, os dóceis mamíferos produzem um som estridente bem parecido com o choro de um recém nascido.
Durante a barbárie, os animais sangram lentamente, sofrendo com feridas enormes até perder a consciência -, morrendo afogados no seu próprio sangue.
Se clicar aqui, abrirá uma página para você colocar sua assinatura. O abaixo-assinado cairá em e-mails de diversos organismo internacionais, inclusive na ONU, pedindo para as nações combaterem esse crime.
Também o blog exorta todos a bombardearem a Embaixada da Dinamarca, no Brasil, condenando a matança dos mamíferos, através deste site:
http://www.ambbrasilia.um.dk/br
Pelo menos protestar contra essa atrocidade, é um gesto de muita grandeza por parte dos brasileiros.
domingo, janeiro 24, 2010
Garoto bom de bola
Foi a maior goleada do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro.
Aleilson tem agora cinco gols.
Vale a Pena Ver de Novo
Uma vergonha!
Somente agora, assisti, no Youtube, o vídeo com vazamento de áudio em que o Boris Casoy, o grande moralista, com biquinho e tudo, foi flagrado em seu preconceito, que eu nem reproduziria aqui, se o Casoy não fosse um dos representantes dos narizes empinadinhos.
Os tais que se acham superiores, que zombam de um presidente monoglota e com poucos estudos.
Pois o homem do biquinho falou demais, o áudio do Jornal da Band já estava no ar, e ele sifu, como diria o sindicalista inguinorantchi.
Que eles passem o ano assim, deixando que suas máscaras caiam, é o que desejo.
Tiros contra a Funai
Meninos, eu vi! Segunda feira, 8 de maio de 2006. Dez horas da manhã. Sol de outono. Muita luz. No Rio, o ministro da Cultura Gilberto Gil, de trancinhas, inaugura o primeiro museu construído dentro de uma favela, no Complexo da Maré. Oradores se sucedem ao microfone. É anunciado, enfim, o discurso ministerial de encerramento da solenidade. Acontece, então, o inesperado. O ministro pega um violão e, em vez de discurso falado, faz um discurso cantado, improvisando:
- Meus senhores e minhas senhoras. O público, acionado por ele, responde também cantando, como nas rodas de capoeira:
- Ê, minhas senhoras, camará. O ministro prossegue:
- Nós estamos aqui re-u-nidos.
- Ê, re-u-nidos, camará!.
- Inaugurando o Museu da Maré”.
- Ê, da maré, camará! No Projeto Memória Viva. Ê, memória viva, camará!
E por aí foi. Durante uma hora, mostrou a importância do Museu da Maré para a memória e para o exercício da cidadania, sempre cantando, ele e o público. Foi um dos mais belos discursos que já ouvi feito por um ministro. E não era um ministro qualquer. Ele rompeu a chatice formal e monótona da burocracia, entronizou a capoeira e carnavalizou a solenidade, dialogando com a audiência.
Gil saiu dali para outro compromisso, em uma universidade carioca, onde conversou com os estudantes. Auditório lotado. Aqui, não cantou. Sua palestra foi interrompida por um índio, na platéia, que assim, gratuitamente, apontou-o como inimigo dos povos indígenas, esculhambando o Ministério da Cultura. Constrangimento geral.
- Você errou. Entendo teu desespero, mas ele não foi canalizado em direção ao alvo certo. Gil, decididamente, é a favor dos índios, e não é ele que deve ser combatido. Ele deve ser aplaudido, como na favela da Maré. Ai de quem não sabe reconhecer os amigos e os adversários! Esse dá um tiro no pé, fere seus aliados, fortalece o campo contrário, e está condenado à derrota - argumentei depois ao índio, meu ex-aluno, com quem mantenho relações cordiais.
O primeiro tiro
Esse foi, no meu entender, o erro de alguns índios que deram dois tiros no pé, quando firmaram abaixo-assinado, que está circulando na internet, elaborado por um funcionário descontente da Fundação Nacional do Índio (Funai). O documento, que até ontem contava com 35 adesões, ataca o presidente da instituição, Márcio Meira, e se manifesta contra a reformulação do órgão, aprovada em decreto assinado por Lula no dia 28 de dezembro. São dois grandes equívocos. Quer apostar? Vamos ver.
O primeiro tiro no pé foi atacar Márcio Meira. Será que ele é inimigo dos índios? Quem responde é sua história de vida. Formado em História pela Universidade Federal do Pará e pós-graduado em Antropologia pela Unicamp, o que foi que ele fez com os conhecimentos que adquiriu? Usou esse saber para identificar e reconhecer os territórios indígenas do Rio Negro, coordenando o GT, em sintonia permanente com a FOIRN - Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro.
Como antropólogo, Márcio varou os rios e igarapés do Amazonas e conviveu com os Warekena, do rio Xiê, no Rio Negro, com quem aprendeu os segredos da floresta. Sua tese “No tempo dos patrões” contribuiu para conhecer o sistema de aviamento, responsável pela exploração de índios e cabocos. Os “patrões” não gostaram, mas os índios e cabocos agradeceram.
No campo político, teve atuação decidida pela inclusão dos direitos indígenas na Constituição de 1988. De lá para cá, travou batalhas importantes, como a luta pela Terra Indígena Raposa Serra do Sol e pelas terras dos Guarani-Kaiowá (MS). Sua vida revela compromisso, firme e inabalável, em defesa dos direitos indígenas, de suas terras, línguas e culturas. Os invasores de terras indígenas e grileiros aplaudem qualquer ataque a Márcio Meira.
No campo administrativo, ele presidiu a Fundação Cultural de Belém e dirigiu o Arquivo Público Paraense, com quatro milhões de documentos abertos aos pesquisadores. Publicou, em sua gestão, informações de interesse dos índios. Assumiu, depois, a Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, criando espaço para a temática indígena no debate sobre o Sistema Nacional de Cultura. De lá, saiu para presidir a FUNAI, propondo agora sua reestruturação.
O segundo tiro
O outro gol-contra foi justamente condenar a reestruturação da FUNAI. O ex-presidente Sarney, que adora uma boquinha e é capaz de dar a vida para colocar um parente ou afilhado num cargo público, enfrenta o cão chupando manga, mas não se mete com a Funai.
- A presidência da Funai é o pior cargo do mundo - disse Sarney, que entende do babado.
É que a Funai se tornou um saco de pancadas, desde a época em que eu era o editor do Porantim, em Manaus. O órgão herdou uma estrutura arcaica e viciada do antigo Serviço de Proteção aos Índios, consolidada na ditadura militar, que exerceu de forma autoritária a tutela. Hoje, a estrutura permanece praticamente a mesma, os recursos para garantir os direitos dos índios continuam escassos e os servidores são poucos para atender quase um milhão de índios.
Mesmo os funcionários da Funai comprometidos com os índios estão com os pés e as mãos atados dentro dessa estrutura. Na semana passada, acompanhei um deles, que trabalha em Brasília, a uma aldeia guarani do Rio de Janeiro. Ele estava de férias, não tinha obrigação, mas foi até a aldeia, com sua namorada, para encaminhar um problema de terra. Ouviu reclamações duras e cobranças legítimas. Acontece que o órgão está sucateado e debilitado.
Os guarani Mbya estão descontentes com essa estrutura da Funai, como disseram em carta a Márcio Meira, com cópia para Lula, através da Comissão Nacional de Terra Guarani Yvy Rupa. Eles lembram que muitos Postos Indígenas (PIN) contam apenas com um funcionário, sem escritório, sem equipe, sem estrutura de apoio. É por isso que se manifestaram favoráveis à reestruturação do órgão, que responde a uma reivindicação antiga do movimento indígena não atendida por sucessivos governos.
A reestruturação do órgão prevê a substituição dos PINs por Coordenações Técnicas Locais, com equipes qualificadas e comprometidas, formadas por servidores concursados, conforme já foi sinalizado nos artigos escritos por Gilberto Azanha e Márcio Santilli. O quadro funcional da Funai será acrescido de 3,1 mil funcionários com concurso para mais de 400 vagas já em 2010.
O documento contra Márcio Meira, que circula na internet, defende interesses corporativos, contrariados pela proposta de reestruturação. O documento é estranho e encerra uma contradição, porque ao mesmo tempo em que admite a inoperância da Funai, defende que permaneça como está. Não quer que se mexa na estrutura viciada. Quer que tudo fique como está para ver como é que fica. Não propõe mudanças.
Os índios que vivem hoje no Brasil resistem há mais de cinco séculos. Aprenderam a reconhecer seus aliados e a identificar seus inimigos. Sabem que a Funai precisa ser dotada dos instrumentos adequados para defender os direitos indígenas com mais eficácia e intermediar os conflitos com setores da sociedade nacional, restabelecendo a paz. Talvez, seja o momento de imitar Gilberto Gil e saudar a proposta de mudança, cantando:
- Ê, olha a Funai, camará!.
E ficar de olho no desdobramento da proposta.
♦ José Ribamar Bessa Freire, professor coordenador do Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ) e edita o site-blog Taqui Pra Ti .
sábado, janeiro 23, 2010
De pai pra filho, não!
Decisão da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça de declarar vagas a titularidade de 7.828 cartórios brasileiros deverá deixar desempregadas famílias tradicionais que há quase um século controlam a atividade no país.
Em Marabá, a família Santis corre risco de estar nesse emaranhado de dúvidas, pelo menos até o resultado do Concurso Público a ser realizado para definição de novas titularidades. Os cartórios de 1o e 2o Ofícios da cidade, domínios até então intransferíveis da família, estão inclusos na lista publicada no Diário Oficial.
Os titulares do dois cartórios serão definidos em Concurso Público, mas até a sua aplicação, em todo o país, nada muda. Os serviços continuarão a ser ofertados regularmente.
A estrela cai
A candidatura de Oliveira ameaça a reeleição de Bernadete ten Caten (PT) como representa divisão de votos na disputa para a Câmara Federal. Nessa faixa de eleitorado basicamente mapeado nos assentamentos do INCRA, o deputado federal Zé Geraldo nadava de braçadas, deixando sobras para Beto da Fetagri , também do PT.
Posta a candidatura de Raimundo Oliveira à AL em dobradinha com o Chefe da Casa Civil da governadoria, Cláudio Puty, o destino de Bernadete pode ser a sala de aula, para onde ela deverá retornar como professora.
O certo é que o INCRA, confirmando-se a nomeação de Ademir Martins, como máquina infalível de geração de votos, tonificará as candidaturas proporcionais da DS no Sul do Estado.
Nos últimos 30 dias, Raimundo Oliveira provou ter o apoio declarado de grande maioria das lideranças ligadas aos movimentos populares. Encontros realizados em Marabá e Xinguara com o público alvo foram marcados pela presença maciça de presidentes de sindicatos rurais, movimentos de sem-terra, cooperativas diversas e de ONGs respeitadas no meio rural.
Além da oficialização do nome de Oliveira como candidato daqueles segmentos, manifestantes deixaram claro o distanciamento da influência de Bernadete Caten.
Isolada, a deputada estadual busca novos caminhos.
sexta-feira, janeiro 22, 2010
Organização criminosa
Debates no Idesp
Evento ocorrerá terça-feira, 26, no auditório do Idesp, marcando a cerimônia de posse do novo presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, economista José Raimundo Trindade.
O primeiro “Diálogo sobre Desenvolvimento” será voltado à discussão das perspectivas de desenvolvimento e as políticas ambientais no estado do Pará. A programação inclui especialistas ligados a diferentes setores da sociedade e centrará o debate no papel do Estado na promoção de um novo modelo de desenvolvimento.
O que a sociedade pede
Mais informações.
Só na legalidade
Ameaçados de multas pesadíssimas por atividade irregular, os ceramistas de Marabá ganharam sobrevida com a assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta ) junto a Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará, comprometendo-se regulariza a situação de seus trabalhadores, bem como ativar registro no Ceprof (Cadastro de Exploradores e Consumidores de Produtos Florestais) para que possam produzir dentro da legalidade.
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Haiti
Sacando armas
A chibata está correndo solta em São João de Pirabas, pacata cidade litorânea paraense.
Entre o prefeito e sua vice, só falta ambos irem aos tapas.
Aliada na luta para desbancar do poder o ex-bicheiro Bosco Moisés, a dupla Cláudio Barroso (PMDB) e Lúcia Mercês (PT), prefeito e vice eleitos em 2008, não chegou nem na metade do mandato falando a mesma linguagem.
A vice agora está proibida de entrar na prefeitura, por determinação expressa de Cláudio Barroso, que explicitou também a tomada do veículo da prefeitura usado pela ex-aliada.
Até a fechadura do gabinete da vice-prefeita petista foi trocada.
Pra não deixar pedra sobre pedra, Barroso telefonou para o dono de uma gráfica de Capanema comunicando-lhe que mandará passar o trator em todas as placas de outdoors selecionadas em Pirabas para fixação de mensagens alusivas ao aniversário de Lúcia, no próximo sábado.
“Respeitável Público”.
- Hoje tem espetáculo?
- Tem, sim senhor!
Os três palhaços em pernas de pau à frente, e a meninada atrás, gritando.
Mais adiante, num pequeno espaço de mais ou menos 20 x 15 metros, a lona velha e furada denuncia a presença de um circo.
Pequeno amontoado de artistas mambembes tentando sobreviver, ainda, fazendo espetáculos por esse Brasil cada dia mais apaixonante.
Uma parada no carro à beira da pista, vidros devidamente baixados para ouvir o som sem qualquer equalização, da meninada em festa.
O locutor convida a população de Floresta do Araguaia para se divertir com as brincadeiras de Biribinha, Mixaria e Mixuruca, os três palhaços protagonistas do espetáculo, que seguem à frente fazendo pilhérias e galhofas, floreadas por música alegre e muita animação.
Forte nostalgia domina o ambiente.
Saudades dos tempos de menino nas ruas de Marabá correndo atrás dos palhaços dos circos visitantes. Pura emoção e adrenalina a mil.
Numa rua paralela à principal por onde passa a caravana da alegria rumo ao centro da cidade, a TV ligada, dentro de uma casa, concentra a atenção de algumas pessoas na calçada assistindo a novela da tarde, indiferentes à felicidade juvenil dos seguidores de palhaços.
Dois mundos distintos.
O circo real. E o eletrônico.
Por causa do segundo, o primeiro está desaparecendo.
Ainda sobrevivem, aqueles sem outra opção para tocar.
De dentro do carro,vemos palhaços e a meninada dobrando a esquina, com o som da algazarra perdendo intensidade.
Amalgamado no íntimo, luzes inquietas e a colossal magia das recordações circenses, dominam pensamentos
Lúdicas reminiscências da infância, ledas fantasias vividas um pouco antes das peripécias digitais da novíssima geração joystick.
Vivas fantasias vez por outra soprando intensamente.
A vida... espetáculo real, diário.
E hoje, tem espetáculo?O script há de continuar;
- Tem, sim senhor!
- E amanhã?
- Tem, sim senhor!
O sonho não pode parar.
Fisgando poesia
Pescaria em tempo de inverno é assim: sol e crepúsculo se abraçam, pausadamente, chamando a noite.
Ao longe, beiradas de ribanceiras.
De mão em mão
Para os marabaenses, o JP está imperdível!
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Alpa: Sema comenta reação dos MPs
O secretário adianta e avalia que "a Sema não vê motivos para suspender o processo de licenciamento, nem mesmo a necessidade de outra audiência para nova apresentação e discussão do EIA/Rima da futura siderúrgica da Aços Laminados do Pará. A sessão realizada no município de Marabá, em 7 de janeiro, contemplou, plenamente, os requisitos exigidos em lei, sem falar da larga participação da sociedade civil organizada, com questionamentos, críticas e sugestões ao processo conduzido pela Sema”.
As propostas da reunião estão sendo avaliadas e consideradas pela equipe técnica, responsável pelo acompanhamento e análise do EIA?Rima da Alpa/Marabá. "Mais de 800 pessoas se registraram na audiência, como ouvintes ou representantes de instituições. Questionaram os dados do estudo, e a Sema recebeu muitas outras sugestões por um prazo de dez (10) dias, após a audiência; tempo que foi acordado entre a mesa diretora da sessão e a plenária na audiência", afirma Aníbal Picanço.
E prossegue, "Os representantes dos ministérios públicos se fizeram presentes à audiência, também indagaram, ofereceram importantes colaborações, e tiveram oportunidade de observar a grande presença de lideranças políticas, empresariais, ONGs, trabalhadores e os aspectos do EIA oferecido pelo empreendedor".
"O processo de licenciamento da siderúrgica segue todos os ritos e precauções para um projeto dessa envergadura, nos aspectos técnicos, ambientais e sociais. Estamos atentos em todos os aspectos levantados pelo MPE/MPF, e demais instigações. O Estado está muito presente e atuante na linha de ação das etapas para a concessão das licenças ambientais", ressalta o secretário de Meio Ambiente.
Todavia, o secretário Picanço garante que a questão vai ser estudada: "a nossa equipe vai se reunir para avaliar e analisar a recomendação dos ministérios públicos do estado e união, se há realmente necessidade dessa recomendação", finaliza".
Mais um na caçapa
A declaração é do presidente-fundador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, justificando a escolha de Lula como Estadista Global:
"O presidente do Brasil tem demonstrado verdadeiro compromisso com todas as áreas da sociedade". ( ) "O presidente Lula é um exemplo a ser seguido para a liderança global."
Todos os prêmios significativos concebidos, nos últimos dois anos, foram dirigidas ao presidente brasileiro -, "analfabeto, ignorante e iletrado", na voz de Caetano.
Não sobrou pra ninguém.
Aqui.
Vale a pena ver de novo
Para quem ainda não assistiu, clica aí e veja o imperdível Paulo Henrique Amorim mostrando o " Raio X" de Eliane Cantanhêde, William Waack, Mirian Leitão, José Serra e outros monstrengos da cena política nacional.
terça-feira, janeiro 19, 2010
Alpa no gatilho dos MPs
O MP advertiu que o caso pode ser encaminhado à Justiça se o processo de licenciamento ambiental não for suspenso até que as audiências públicas necessárias sejam realizadas de acordo com a legislação, que, para o MP, foi desrespeitada pela empresa. Assim que receber oficialmente a recomendação, a Sema tem 20 dias para dar resposta ao MP.
Além da suspensão do licenciamento da Aços e Laminados do Pará (Alpa) e da abertura de novo prazo para pedido de audiências públicas, as promotoras de Justiça Mayanna Silva de Souza Queiroz e Aline Tavares Moreira e o procurador da República Tiago Modesto Rabelo querem que seja realizada nova audiência em Marabá e que sejam programadas outras audiências públicas onde for necessário para garantir a efetiva participação das comunidades dos municípios de Bom Jesus do Tocantins, Curionópolis, Eldorado dos Carajás, Itupiranga, Nova Ipixuna, Parauapebas, São Domingo do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e São João do Araguaia.
Segundo o MPF, é necessário que o Rima e as especificações da área relativa ao empreendimento sejam submetidos à devida apreciação de diversas entidades da sociedade civil e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para que a autarquia possa verificar eventual sobreposição de áreas e avaliar as consequências do empreendimento nos assentamentos a serem afetados.
“A audiência não é um mero ato informativo, mas um processo participativo de produção de conhecimento, com procedimentos adequados, hábeis a viabilizar conhecimento e consenso pela população afetada acerca das consequências positivas e negativas do empreendimento”, enfatiza o representante do MPF e as promotoras de Justiça na recomendação enviada ao secretário estadual de Meio Ambiente, Aníbal Picanço.
As promotoras de Justiça e o procurador da República criticam no documento vários aspectos da única audiência pública realizada, no último dia 7, em Marabá: falta de divulgação adequada do evento; o MP não foi devidamente convocado para a audiência, nos termos da legislação; o EIA/Rima não foi colocado à disposição da população de Marabá e temas relevantes não foram debatidos.
“Todos os diversos pontos atacados para fundamentar os termos da recomendação revelam clara violação de princípios e dos atos normativos pertinentes, segundo afirma e demonstra o MP no documento endereçado à Sema”, observa o procurador da República.
Fonte: Ascom MPF/MPE
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atualização às 13:40
Anônimo envia comentário chapiscando os Ministérios Públicos do Estado e Federal. Na caixa de comentários, ele diz:
Queremos aparecer, por favor virem os holofotes para nós!!!
Bando de fanfarrões, nisso eles querem ser rigorosos... e a saúde, educação???? E a corrupção??? e a violencia??? Sabe pq eles não vão entrar na justiça Hiroshi??? Pq eles vão perder!!! A Dra Mayanna sabe muito bem disso pois ela tentou por diversas vezes barrar as desapropriações e até hoje não conseguiu!!!
O Sr. Dr. Procurador da Republica tem coragem de reclamar do calor que estava na audiencia publica... Um cara desse merece ser levado a sério?
Por que o Sr.Dr. Procurador não reclama do calor que faz no Banco do Brasil e na Caixa Economica Federal? Por que ele não cuida do INSS?
Faça me o favor... Comecem a honrar o salário que voces ganham!!!
Combatendo predadores
19, 295 unidades da espécie foram apreendidos em dois estabelecimentos de Belém, durante ação realizada por fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e policiais do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) do Pará, na manhã desta terça-feira.
Os caranguejos apreendidos foram doados à Fundação Pastor Arthur Nunes Piedade, que atende pessoas carentes do município de Ananindeua, e para a Associação "Educador São Francisco de Assis", que dá assistência a 400 pessoas por mês na capital paraense.
Pra depois ninguém aparecer dizendo que não sabia da época do Defeso, a Sema colocará técnicos à disposição de donos de estabelecimentos que compram e vendem caranguejo em Belém e demais municípios para esclarecer dúvidas sobre o Defeso.
"Dessa forma, todos irão evitar eventuais surpresas durante as fiscalizações que ocorrerão até março deste ano", pontifica a assessoria de comunicaçlão do órgão.
Chuva, suor e cerveja
Em novembro, reativou o FECAM - Festival da Canção de Marabá -, considerado um dos maiores eventos da música da região Norte - antes de decapitado por Tião.
Agora, o prefeito anuncia o restabelecimento do desfile das Escolas de Samba de Marabá, há mais de doze anos silenciadas pela espada impiedosa do Hades marabaense.
A Liga das Escolas está em polvorosa com a boa nova, prometendo um grande carnaval.
Devagarinho, o prefeito vai enfiando, assim como quem faz-de-conta que está enfiando.












