Nos meios políticos de Marabá, mistura de ciumeira, preocupação e pavor com a presença de Paulo Jásper (PMDB) na campanha eleitoral.
Paulo é "Macarrão", ex-prefeito de Tailândia, que deverá encaçapar muitos votos num município que não consegue construir lideranças políticas.
As "lideranças" existentes, efèmeras e desbotadas, vivem das aparências de uma ou outra ação de interesse público, mas nunca como consequencia de um projeto inteligente, convergente e duradouro.
"Macarrão", com se fosse um motoscraper rasgando obstáculos nos bairros e zona rural do município, colocou todo o peso de sua estrutura empresarial a favor da própria candidatura, atropelando o favoritismo dos medalhões políticos atuais, construindo cenário arremessador da ideia de que o ex-prefeito de Tailândia não almeja tão somente conquistar, no município, grande carrada de votos para eleger-se deputado estadual.
Há, em cada passada de "Macarrão", a sensação de que ele quer mais.
Tanto isso deve ser verdade que já se fala da busca dele pela compra de um imóvel para fixar residência num dos bairros marabaenses.
Estratégia de Paulo é simples. E perfeitamente plausível.
Tailândia, onde ele é a maior liderança política desde a criação do município, não será deixada de lado.
Hígia, jovem esposa do candidato a deputado estadual, deverá consolidar o controle político-administrativo de Tailândia, candidatando-se francamente favorita a prefeita, no rastro do reconhecido trabalho social que ela desenvolve há mais de dez anos.
Somente a 300 km dali, Paulo Jásper poderá jogar seu poder de mobilização na disputa pela prefeitura de Marabá, amplamente apoiado pelo PMDB, que tem hoje no deputado federal Asdrubal Bentes seu principal ancoradouro de votos.
Esse cenário já é visto com muita preocupação pelos políticos incolores e inodoros da cidade.
A votação em Marabá de "Macarrão", dia 3, sinalizará quais passos serão percorridos pelo ex-prefeito de Tailândia.
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2 comentários:
São dois os motivos deste derramamento de votos em pessoas de outras regiões:
1) os "políticos" de Marabá ainda não se uniram em nome de alguns em prol do Município (concordo que isto é utópico), e no final, nenhum se elege;
2) os eleitores, como boa parte do eleitorado brasileiro, acredita nas psedo-amizades, no psedo-interesse que esses paraquedistas tem pela nossa região, além, é claro, de terem um empurrãozinho, que são as famosas compras de votos.
E isso tudo é lastimável.
Considerações inteligentes, para um seguimento que ainda não demonstra amadurecimento politico-eleitoral. Até vejo na análise de Hiroshi uma bola de cristal do que hoje ocorre com Imperatriz-Ma., onde por falta (ou falhas) de lideres, a cidade transformou-se num verdadeiro queijo suíço, com candidatos a cargos eletívos de todas as regiões do estado.
Arimateia Junior (Imperatriz-Ma.)
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