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terça-feira, fevereiro 08, 2011

Asa suspende negócios

A crise política no Egito pode adiar os planos da direção da Asa Alimentos de fechar negócios de exportação para alguns países da África, inclusive o próprio Egito.

Exportando para Japão e Rússia, o Grupo Asa Alimentos, com sede em Brasília e estruturas de agropecuária em Marabá, atua no segmento de carnes suínas, possuindo abatedouros de aves em Brazlândia (DF), Nova Veneza (GO), Aguiarnópolis e Paraíso (TO).


Diante da instabilidade do governo do ditador Hosni Mubarak,  alguns frigoríficos brasileiros já suspenderam  o embarque de carne bovina para aquele país africano.

A Asa Alimentos deverá aguardar o desenrolar dos acontecimentos para retomar as negociações com empresários daquele continente.

Em Marabá, a Asa possui fazenda modelo distante 35 km da cidade, na estrada do Rio Preto, compatibilizando agronegócio e sustentabilidade.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Diamantino lidera ranking de Nelore

José Francisco Diamantino (foto), presidente do Grupo Revemar, retornou de São Paulo com dois importantes prêmios na bagagem: “Medalha de Ouro Melhor Expositor Nelore do Norte do Brasil” e “Medalha de Ouro Melhor Criador Nelore do Norte do Brasil”.

A entrega dos dois prêmios ocorreu durante a 11ª edição da Nelore Fest, organizada pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), realizada no espaço Leopolldo Itaim, em São Paulo, fechando o calendário da raça com chave de ouro, literalmente.

Mais de 400 pessoas prestigiaram a festa de gala do agronegócio nacional, comandada pelo casal Murilo Benício e Guilhermina Guinle, mestres de cerimônias da Nelore Fest,

Com a premiação conferida pela ACBN, José Diamantino passa a liderar o ranking, na Região Norte do Brasil, entre os melhores criadores da raça, graças aos pesados investimentos que faz em pesquisa e tecnologia.

A Nelore Fest 2010 foi uma realização da Associação dos Criadores do Nelore do Brasil (ACNB) com patrocínio do Bradesco Private, Dow AgroSciences, Whisky Royal Salute, Marfrig Group, Programa Leilões, Protezione Blindados, C2Rural e Revista Dinheiro Rural.

sexta-feira, novembro 12, 2010

Fazendas poderão sofrer embargo judicial

Fazendas que haviam sido embargadas administrativamente pelo Ibama, mas que foram autorizadas a continuar a atividade pecuária poderão agora sofrer embargo judicial no sul e sudeste do PA.

Elas deveriam obedecer as regras da pecuária sustentável, previstas em acordos entre o MPF e os frigoríficos. Não poderiam, por exemplo, fazer novos desmatamentos sem autorização.

Mas a Procuradoria da República em Marabá recebeu denúncias, em setembro passado, de que pelo menos uma das empresas teria causado um grande desmatamento esse ano.

O MPF solicitou a fiscalização do Ibama e o dano foi constatado em uma propriedade da Agropecuária Santa Bárbara em São Felix do Xingu, a fazenda Lagoa do Triunfo. O Ibama autuou 13 desmatamentos não autorizados que somaram 2,3 mil hectares de floresta destruídos.

Assim que receber os documentos e informações da fiscalização oficialmente, o MPF deve encaminhar a questão ao juiz federal Carlos Henrique Borlido Haddad e pedir a execução do embargo judicial, que poderá impedir a Agropecuária Santa Bárbara de vender gado.

A Agropecuária Santa Bárbara e outros grandes produtores de gado da região sul do Pará mantinhan as atividades pecuárias com base na suspensão de processos judiciais de responsabilização por danos ambientais, iniciados pelo MPF no ano passado.

A suspensão foi uma tentativa de entendimento, mas não houve acordo do MPF e do Ibama com os produtores. O procurador da República em Marabá, Tiago Modesto Rabelo, pediu então o prosseguimento dos processos e a imposição imediata de diversas obrigações de respeito à pecuária sustentável, o que foi acolhido pela Justiça Federal em Marabá. Quem não cumpriu as obrigações está sujeito agora ao embargo judicial.

Entenda o caso -

O Termo de Ajuste de Conduta da pecuária sustentável foi assinado em 2009 com vários frigoríficos e pelo governo paraense. Mesmo não assinando, várias fazendas que estavam sendo processadas por danos ambientais acabaram beneficiadas: pediram à Justiça para continuar as atividades alegando justamente a existência do compromisso entre MPF e frigoríficos.

O MPF não se opôs à suspensão dos embargos do Ibama, mas pediu a imposição imediata de condições: as fazendas também deveriam cumprir as regras da pecuária sustentável, inclusive a obrigação de não desmatar ilegalmente novas áreas.

A Justiça Federal de Marabá determinou então que empresas como a Agropecuária Santa Bárbara, Grupo Quagliato, Companhia Agropecuária do Arame e Alcobaça Consultoria e Participações “não poderão desmatar de forma ilegal qualquer nova área, nem figurar entre aquelas que estejam ou venham a ser processadas por trabalho escravo e/ou por desmatamento”.

Além disso, teriam que fazer inscrição no Cadastro Ambiental Rural, pedido de Licença Ambiental e apresentar o Plano de Recuperação Ambiental.

Ou seja, as fazendas obtiveram permissão para continuar a atividade pecuária, mas deveriam caminhar para a regularização. Só que, em setembro de 2010, o MPF em Marabá recebeu as denúncias de novos desmatamentos. Avisou à Justiça Federal e pediu que o Ibama fosse a campo fiscalizar. Agora, quem fez novos desmatamentos está ameaçado de embargo judicial.

Veja os documentos do caso

Julho de 2009 – MPF e frigoríficos assinam Termo de Ajuste de Conduta estabelecendo prazos e obrigações para que a pecuária passe a ser legalizada no Pará. Termo de Ajuste: http://ven.to/drH


Fazendas processadas por danos ambientais e proibidas de vender gado vão à Justiça Federal de Marabá e pedem suspensão do embargo administrativo do Ibama. Decisão de suspensão do embargo com condições: http://ven.to/drG


Setembro de 2010 - Como os produtores não assinam o TAC, depois de meses de negociações, o MPF adita os pedidos liminares, dando prosseguimento aos processos judiciais, e pedindo imposição imediata de obrigações, como condição para a continuidade da atividade. O MPF também recebe denúncias de novos desmatamentos em terras de uma das empresas. Comunica à Justiça Federal e solicita fiscalização do Ibama. Pedido do MPF: http://ven.to/drF


Outubro/Novembro de 2010 – A Justiça Federal de Marabá responde dando prazo para que os pecuaristas comprovem a obediência às regras da pecuária sustentável e questiona o Ibama sobre novos desmatamentos ilegais. Decisão judicial: http://ven.to/drE


Novembro de 2010 - O Ibama certifica novos desmatamentos não autorizados e autua a Agropecuária Santa Bárbara. Nota do Ibama: http://ven.to/drD

Fonte: Ascom  MPF

terça-feira, julho 13, 2010

Sementes de dendê

O programa de biodíesel, a partir do óleo de palma (dendê), caminha a passos acelerados depois que o presidente Lula fez o lançamento em Tomé-Açu, em abril deste ano. Agora a Embrapa Amazônia Oriental, (em parceria com a Emater) já está capacitando a primeira das três turmas de 40 agentes de assistência técnica e extensão rural que vão atuar no programa. A presença desses técnicos elimina um dos cargalos para a expansão do dendê em nosso estado.

Também já começou a implantação dos projetos de adequação de duas estações experimentais da Embrapa para produção de sementes e outra para o estudo de dendenzeiros resistentes ao Amarelecimento Fatal, uma doença que uma permanente ação de controle do plantio. A estação de Tomé-Açu vai produzir 5 milhões de sementes anuais de palma africada e de híbridas de palma amazônica e africana.

O pólo de biodíesel se concentra nas regiões do Vale do Acará e no Baixo-Tocantins.

sexta-feira, julho 09, 2010

Fala sério!

Olha só essa nota aí enviada pela Assessoria de Imprensa do Grupo Santa Bárbara, do banqueiro golpista Daniel Dantas:


Instituto Alerta Pará escolhe Agro Santa Bárbara como
Empresa de Destaque no Agrobusiness das Américas


O Instituto Alerta Pará entregará o título “Destaque Agrobusiness das Américas” à Agro Santa Bárbara por seu reconhecimento ao desenvolvimento econômico do Pará, tendo como foco a inovação, a pesquisa e a produção sustentável de gado na região do Bioma Amazônico. A cerimônia será realizada no sábado, dia 10 de julho, durante a Exposição Agropecuária de Marabá (Expoama), em Marabá (PA).

“A atuação responsável da Agro Santa Bárbara em termos de produção, cuidado com as pessoas, geração de renda para as localidades onde está presente e respeito ao meio ambiente proporciona benefícios claros para toda a sociedade paraense”, ressalta Carlos Xavier, presidente do Instituto Alerta Pará e da Federação da Agricultura do Estado do Pará.

“Ser reconhecida pelo Instituto Alerta Pará como uma empresa de destaque na produção pecuária é a confirmação dos valores da Agro Santa Bárbara: mais do que produzir alimentos de qualidade, utilizando as modernas tecnologias disponíveis em termos de genética, manejo sanitário e nutricional e gestão profissional, é dar dignidade aos colaboradores por meio de educação, saúde e moradia com responsabilidade ambiental”, ressalta Rodrigo Otávio de Paula, diretor da Agro Santa Bárbara.

O Instituto Alerta Pará é uma instituição democrática, formada pelas entidades de classe de várias áreas de interesse que defendem o desenvolvimento econômico e social do Pará, sempre com respeito ao meio ambiente. São as seguintes as instituições que compõem o Instituto Alerta Pará:

Federação da Agricultura do Estado do Pará (FAEPA)
Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA)
Federação do Comércio do Estado do Pará (FECOMERCIO)
Associação Paraense de Supermercados (ASPAS)
Associação Comercial do Pará (ACP)
Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Pará (FETIPA)
Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA PA)
Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV/Z PA)


Nota do Blog: Alguns membros desse  "Alerta Pará"  são os mesmos que época atrás, aliados a senadora Kátia Abreu, do DEM do Tocantins, andaram bradando aos quatro cantos a intervenção no governo do Pará.

Como se vê, as intenções democráticas do movimento não são assim tão claras, não!

Tapete vermelho

Antônio Miranda Sobrinho, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá, não esconde o grau de satisfação da classe pelo apoio do governo do Estado ao setor. Durante reunião com associados do sindicato, no parque de Exposição Agropecuária, "Mirandinha" - como é conhecido popularmente -, foi explícito:

               - Nós sempre reconheceremos os esforços da governadora Ana Júlia para conciliar os interesses dos movimentos sociais com os interesses do setor agropecuário. Em nenhum momento, até hoje, ela deixou de atender chamado do Sindicato, prestigiando-nos, também, através de convites, nos eventos realizados no Estado pelo governo. Além do mais, foi ato de muita sensibilidade dela viabilizar os projetos de reflorestamento através da redução da reserva legal de 80 para 50%, antiga luta dos diversos segmentos que dependem da atividades florestal, como também tem sido bastante proveitosos os avanços do governo  na regularização fundiária.

Mais adiante, Mirandinha completa:

                - Em pouco tempo, a História provará que o nosso setor terá com parâmtero duas fases distintas: antes e depois do governo Ana Júlia.

Quando a governadora adentrar o Parque de Exposição de Marabá, neste sábado, tapete vermelho será estendido pelos organizadores da festa. Mais uma vez, Ana receberá carinhos e agradecimentos.

sexta-feira, junho 11, 2010

Pegando no pé. E no bolso

Já tem pecuarista puxando cabelos diante da divulgação de assinatura de Termo de Cooperação Técnica entre  Ministério Público Federal,  Ibama e Polícia Rodoviária Federal para intensificar a fiscalização sobre o trânsito de bois e mercadorias de origem bovina nas estradas paraenses.

Se a fiscalizar for mesmo intensa, a vida de fazendeiros alheios às regras de sustentabilidade ficará prá lá de bronqueada já que eles fazem vista grossa às exigências de apresentação de notas fiscais, Guias de Trânsito Animal  e, agora, o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Devagarinho, essa turma se enquadra. Ou sai de cenário.

quinta-feira, março 25, 2010

Impunidade no campo

Os 343 empregadores alvo da Justiça Federal por prática de  trabalho em condições análogas às de escravo, estão longe demais de sofrer  punição. Desse total. 46% deles incluídos na “lista suja” não responderam a qualquer processo penal pelo crime até agora.


Clique na matéria completa.

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Atualização às 18:28

Coberto de razão, comentarista corrige dados do post, enviando seguinte nota:

A nota apresenta uma divergência em relação ao conteúdo da reportagem. Nao é sobre os 343 empregadores processados que incide o percentual de 46%, mas sobre os 645 da lista suja, ou seja, somente 343 empregadores estão sendo processados, como mencionado, são alvo da Justiça Federal, dentro dos 645 da "lista suja".

quinta-feira, março 18, 2010

Regularização fundiária empolga pecuaristas paraenses

Pecuarista e homens do agronegócio só metem a mão no bolso para ampliar investimentos quando sentem  o mínimo de riscos, principalmete em áreas sensíveis como as terras do Sul do Pará.

A pressa com que os grandes grupos, de repente, se voltam para aplicar grana em plantas industriais como a anunciada em Redenção pela corporação Minerva, é traduzida numa ação administrativa empreendida dias atrás pela governadora Ana Júlia ao mandar publicar ato flexibilizando a reserva legal em 50% nas áreas alteradas, em mais um passso rumo à regularização fundiária e ambiental do Pará.

Um clima de otimismo se abateu sobre  a cadeia produtiva.

Aqui em Marabá, membros do Sindicatos dos Produtores Rurais estão eufóricos vendendo o discurso de que agora o Pará passará a viver novo momento econômico na área do agronegócio.

sexta-feira, março 12, 2010

E aeê?!

Até agora (15h20), a grande imprensa nacional não deu destaque à decisão do  STF de determinar o arquivamento de cinco pedidos de intervenção no Estado do Pará.

Parace que a legalidade não se encaixa muito bem a determinados órgãos de imprensa, ao virarem as costas para manifestação de tamanho vulto do  Supremo Tribunal que mandou pro fundo do baú o desejo vociforante de algumas saúvas da atividade rural de quererem tirar o cargo da governadora paraense, eleita pelo voto popular.

É de se imaginar, sob o ângulo da curiosidade, como se encontram, agora, Kátia Abreu, a senadora do Tocantins, e o fossilizado dirigente da FAEPA, Carlos Xavier, diante da decisão unânime do judiciário.

Também o poster está ávido para auscultar o sentimento de uma cambada de babacas agropecuaristas que lotaram área do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá, ano passando, com a missão de ovacionar a Miss Desmatamento , em passagem triunfante pela cidade, falando em intervenção federal.

Vergonhosa cena!

quarta-feira, março 10, 2010

Parque dos dinossauros

O mandato mesozóico de Carlos Xavier à frente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) lhe confere o direito à reinado. Nem bem precisava deslocar associados da entidade para a "recondução"  ao cargo do fossilizado dirigente.

Reeleito ontem para o sexto mandato, agora Xavier passa dos trinta anos mandando e desmandando  na entidade de fazendeiros.