sexta-feira, setembro 18, 2009

Obras avançam na TRANSAM

A Secretaria de Comunicação da prefeitura de Marabá informa que as obras de duplicação da Transamazônica (BR-230), trecho de aproximadamente seis quilômetros entre o Km 6 e a ponte sobre o rio Itacaiúnas, “vem cumprindo rigorosamente o cronograma estabelecido que prevê sua conclusão para o segundo semestre de 2010.

Conforme reforça nota da SECOM, “a duplicação é uma reivindicação antiga dos moradores do município em virtude do grande congestionamento e volume de acidentes, parceria entre Governo Federal, através do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes - DNIT e Prefeitura”.

Investimentos são de R$ 84 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Em Brasília, a prefeitura de Marabá busca adequar ao projeto original em execução a inclusão de uma ciclovia percorrendo todo o trecho duplicado.

Inicialmente prevista para setembro de 2010, a conclusão das obras de duplicação da ponte sobre o rio Itacaiúnas já está sendo antecipada para maio, tal o ritmo imposto aos trabalhos.

“De um total de onze pilares que sustentarão o novo anexo da ponte, dois dos quais erguidos sobre o leito do rio, sete já se encontram com suas estruturas de fundação concluídas”, diz a nota.
Além da rodovia duplicada, o projeto compreende ainda, três viadutos e quatro passarelas aéreas.

Na sequência de imagens do forógrafo Geraldo, da SECOM,, a dimensão da obra.
Obra de duplicação da Transamazônica tocada ritmo acelerado.
Vigas de concreto para sustentação da ponte estão praticamente pronta.
De um total de 11 pilares, sete estão concluídos.
Dois pilares estão sendo erguidos sobre o leito do rio.

Força da produção

Notícia gostosa de se dar: Marabá é o 37º município que mais empregou no Brasil no mês de agosto, liderando com Belém a maior quantidade de contratações no Pará. Informação está inserida no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego.

Freio de arrumação

Outra boa notícia: por unanimidade, o Diretório Nacional do PT anunciou a suspensão dos deputados Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC), que se manifestam contra a legalização do aborto. Os integrantes do diretório entenderam que os deputados infringiram a ética partidária ao “militarem” contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT, a favor da descriminalização do aborto. Bassuma teve seus direitos suspensos por 1 ano e Henrique Afonso por 90 dias.

É isso aí: pisa nesses reacionários!

Bom mesmo seria expulsá-los da legenda.

Estigma da cassação

Marabá estremeceu com o furo do blog sobre o pedido de cassação do prefeito Maurino Magalhães. Em todo canto da cidade, não tem outro assunto pra bate-papo.

Do lado da administração pública, apreensão e incredulidade. Mas o prefeito trabalha normalmente.

Por volta de 10 horas de hoje, o poster falou com um dos auxiliares que o acompanham, de nome Mário, no exato momento em que Maurino participava de concorrida reunião num bairro local. Na oportunidade, o blog comunicou pretender ouvir o chefe do executivo a respeito da ação por crime eleitoral. Até agora, ainda não houve retorno.

Desde a eleição de Nagib Mutran Neto, em 1988, o município vem convivendo com a instabilidade originária de processos de cassação de prefeitos.

À época, Nagib foi cassado.

A ameaça de degola, não confirmada, andou girando também a cadeira de Haroldo Bezerra, conseqüência do rompimento dele com seu vice, Reinaldo Zucatelli.

Nem bem conseguiu sua reeleição em 2000, Geraldo Veloso teve a diplomação cassada, readquirindo o direito consagrada em urna depois de disputa no TRE.

A sequência do mandato popular de Tião Miranda foi quebrada por cinco meses, cassado sob acusação de abuso do poder econômico, período no qual o então presidente da Câmara, Maurino Magalhães, assumiu o controle do município e construiu a pista que o conduziu com extrema facilidade ao cargo que hoje ocupa.

Agora, também, ameaçado.

quinta-feira, setembro 17, 2009

Empresário reúne provas contra Maurino

Um suposto caixa dois ameaça tirar a prefeitura das mãos de Maurino Magalhães.

Pedido de cassação do mandato eletivo do prefeito de Marabá foi protocolado hoje, no final da manhã, para despacho do juiz Cristiano Magalhães, que deverá encaminhar a peça para o Ministério Público se manifestar.

Como há resolução do TSE, aprovada em março deste ano, extinguindo o prazo de até 15 dias contados da diplomação, para o pedido de cassação de diplomados, a ação têm tudo para prosperar, conforme garantiu há pouco um advogado de Marabá, dependendo da qualidade das provas inseridas no contexto da ação.

Maurino Magalhães está sendo acusado de prática de caixa dois, durante a campanha eleitoral de 2008, por um grupo de financiadores residentes em Parauapebas, tendo à frente o comerciante Abimael, que teria reunido cópias de cheques assinados por ele, recibos e uma série de outros documentos, totalizando montante de mais de R$ 800 mil, excluídos da prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral pela coligação partidária que elegeu o atual prefeito marabaense.

Ao TRE, Maurino prestou contas dos gastos da campanha eleitoral algo pouco superior a R$ 800 mil, quase o mesmo valor do caixa dois indicado na ação.

O blog continua apurando. Mais detalhes, a qualquer momento.

PC investiga atentado contra agricultor

Em nota à imprensa, a executiva estadual do Partido dos Trabalhadores confirma o início das investigações em torno do atentado contra o agricultor Wilson Silva Moreira, membro do diretório municipal do PT de Santana do Araguaia, ocorrido naquele município, na manhã de quarta-feira, 16. Segundo o comunicado, o delegado do Interior, Miguel Cunha, já definiu a equipe que se deslocará até o cenário do crime para apurar as circunstâncias do baleamento.

Wilson Silva Moreira recebeu dois tiros quando se aproximava de uma das fazendas Santa Bárbara, pertencente ao Grupo Oportunity, do banqueiro Daniel Dantas.

O agricultor foi operado, mas continua com duas balas alojadas no corpo.

Na nota, João Batista, presidente estadual do PT, “manifesta sua preocupação com o clima de violência crescente, na área da fazenda Santa Bárbara, marcada pela violência, e isso nos preocupa muito. Por isso, estamos acompanhando o caso e pedindo ao Governo do Estado a apuração dos fatos e a punição dos responsáveis”.

Pedida a cassação de Maurino Magalhães

Oficializado, agora há pouco, o pedido de cassação do mandato do prefeito Maurino Magalhães (PR).

Mais tarde o blog conta detalhes.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Sema treina técnicos em Marabá

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) iniciou, nesta manhã (16), treinamento sobre Cadastramento Ambiental Rural (CAR), no auditório da Secretaria Municipal de Saúde de Marabá, com o objetivo qualificar técnicos da área para o rápido acesso ao CAR, um certificado que dá segurança jurídica à propriedade rural.

Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Anibal Picanço, o cadastro serve como mapeamento e registro das obrigações ambientais, regularização, ordenamento e planejamento ambiental das propriedades rurais. O cadastro pode ser feito pela internet no site da Sema (www.sema.pa.gov.br). "É o primeiro passo à obtenção de qualquer licença ambiental para uso ou exploração dos recursos naturais da propriedade rural, mas por si só não autoriza qualquer atividade econômica no imóvel rural, exploração florestal, supressão vegetal, nem se constitui em prova da posse ou propriedade para fins de regularização fundiária", esclareceu o secretário.

Em Marabá e municípios do entorno, a atividade agropecuária é intensa e os produtores estão obrigados a fazer o cadastro até janeiro de 2010 ou ficarão impedidos de vender carne para frigoríficos por causa do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado por eles e pelo governo do Estado com o Ministério Público. O cadastro pede um mapa georreferenciado da propriedade rural - o levantamento do perímetro da área. Os proprietários de áreas com até quatro módulos fiscais, sem condições técnicas e financeiras para realizar o cadastro, podem procurar auxílio na Sema e na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Será garantido amplo acesso ao pequeno proprietário rural interessado no CAR, para que comprove sua regularidade ambiental diante das instituições financeiras para aquisição de crédito rural. E não será concedido licenciamento de qualquer natureza para o imóvel rural que não esteja inscrito no Cadastro.

Aníbal Picanço destacou que a inscrição de imóveis rurais no CAR é mais um passo do governo em direção à regularização ambiental e fundiária no Pará.



Fonte: Agência Pará

terça-feira, setembro 15, 2009

Serra Pelada: ouro de tolo

Na coluna de hoje do Diário do Pará, o poster coloca a colher, de novo, na questão Serra Pelada, denunciando a trama que os diretores da chamada Coomigasp desenham para assumir, com força jurídica, o controle total da área destinada à mecanização do ouro provavelmente existente ali em grande escala.

Desde o dia em que lemos na imprensa uma figura chamada Toni Duarte acusando o deputado federal Paulo Rocha (PT) de posicionar-se contra a assinatura, pelo DNPM, do alvará de lavra para a cooperativa dos garimpeiros tocar a extração aurífera, desconfiamos de que havia farinha demais no angu.

Qualquer pessoa residente no Sul do Pará há pelo menos vinte anos sabe que o deputado petista é um dos políticos paraenses que mais se debatem em Brasília para resolver a questão de Serra Pelada.Pelo menos os garimpeiros verdadeiramente domiciliados na vila de SP, aqueles que sofrem os efeitos da miséria reinante, têm consciência disso. E se até hoje a encrenca não foi debelada é por causa dos interesses dos malandros que rondam a gororoba, cada qual puxando pro seu lado, ambicionando ganhar rios de dinheiro roubando os coitados garimpeiros e alimentado-os com falsas promessas.

No meio da matilha que sempre procura ocupar a fedorenta Coomigasp, tem de tudo, bacuraus de toda espécie - menos santo. Tem gente feito escória rejeitada pela civilização.

Todos, sem exceção, enganando a multidão de cinco mil pessoas residentes na vila de Serra Pelada, e outras cinco mil agora domiciliadas em municípios paraenses do entorno, ao fim e cabo, vítimas maiores da enganação e da malandragem.

Na sexta-feira passada decidimos ir a Curionópolis e Serra Pelada medir a temperatura.

Conversamos com muita gente, ouvindo reclamações de toda espécie e detectamos, também, a esperança nos olhos dos garimpeiros mais sofridos, achando que, "agora, a coisa vai”.

A Colossus (empresa contratada para mecaniar o garimpo), na visão da maioria, depois de anos de açoite, resgatará suas dignidades.

Mas há também aqueles garimpeiros desconfiados com os passos de um time formado por Gesse Simão, presidente da Coomigasp, e do “marqueteiro” e porta-voz da matilha, o dito Toni Duarte que, para quem não sabe, é dedo-e-unha do ministro Edison Lobão, do Ministério das Minas e Energia. Esse moço, Toni, esperto que só marreteiro de esquina, tem um blog e uma rádio digital os quais utiliza para propagar “maravilhas” e ataques aos adversários do time maranhense.

Hoje, a coluna no Diário do Pará faz um alerta a todo o Estado.

Porque se não houver ação rápida e corajosa dos governos, a matilha conseguirá dá um nó bem dado, dominando totalmente o controle acionário dos direitos de exploração da jazida.

Os verdadeiros garimpeiros estão na iminência de ficar fora da festa por absoluta falta de segurança jurídica.

Os garimpeiros de Serra Pelada, residentes no Pará, são em torno de dez mil pessoas. E, também, são eles que sentem as agruras diárias da falta de perspectivas.

A matilha vislumbra não defendê-los, mas a seus interesses pessoais e aos interesses políticos de Edison Lobão, o magérrimo ministro de Sarney que nunca largou os restos da ossada garimpeira, sempre potencializada em época de eleição para gerar os fieis votos a ele depositados em terras maranhenses.

O que o deputado federal Paulo Rocha tem dito, em suas entrevistas na região, é exatamente isso que o blog e a coluna abordam: fazer o governo federal instituir um grupo de trabalho para regular todas as ações da Colossus e da matilha, esta de olhinhos virando pra cima do larjã.

A criação da empresa Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral S.A, pela Coomigasp, também contada hoje no Diário do Pará, é outro aviso de que sem um marco regulador, os verdadeiros garimpeiros não sentirão cheiro nem do melechete.

Esse tipo de discussão não interessa aos bacuraus de Lobão. Eles temem exatamente isso que Paulo Rocha defende há muito tempo. E, na esperteza comum a todo bacurau, giram rapidamente suas ações.

Por exemplo: a cessão pelo governo federal de uma aposentadoria vitalícia aos garimpeiros deserdados vem sendo defendida com insistência pelos dirigentes da Coomigasp. Fazem pressão de todo tipo em Brasília para Lula enviar proposta ao Congresso Nacional instituindo a aposentadoria.

Na verdade, uma espécie de “cala a boca” para facilitar as aprovações, em assembléias, das propostas suspeitas dos caratonhas.

E, o que é pior, partiram também, agora, pra massacrar seus opositores.

Ainda neste mês de setembro, os atuais mandatários da cooperativa realizarão ao que eles chamam de “pré-assembléias regionais”, reunindo gente nas “delegacias” criadas em diversos estados para, entre outros assuntos, propor a expulsão do quadro social da entidade de sócios considerados, pelos manda-chuvas, “nocivos a sociedade”.

É a chamada caça aos seus opositores sendo colocada em prática. E, para quem conhece os humores de Serra Pelada, muita gente ali leva ao pé da letra a máxima de que para “toda ação tem uma reação”.

É o prenúncio de mortes, assassinatos e toda espécie de comportamento selvagem característico de terra sem lei.

Se as autoridades paraenses não assumirem postura responsável diante dessa safadeza institucionalizada em Serra Pelada, a limpeza da xepa da feira ficará a cargo do próprio governo paraense, com seus efeitos nocivo a imagem e à paz do Estado.

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster no Diário do Pará, edição desta terça-feira, 15:

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Trama diabólica
O governo do Pará e a bancada federal no Congresso precisam estar atentos às manobras que o grupo controlador da Coomigasp desenvolve para transformar a área aurífera de Serra Pelada em propriedade privada, sob a gestão da empresa Colossus e dos próprios membros da diretoria da cooperativa, que tem na presidência o maranhense Gesse Simão. O marco regulador da atividade de mecanização do garimpo nunca foi criado pelo governo federal, que seria um grupo de trabalho destinado a regulamentar a reserva garimpeira dando totais garantias de uso e deliberação aos principais interessados, os cerca de dez mil garimpeiros residentes no município de Curionópolis e que vivem na vila de SP em regime de total miséria. O primeiro passo à consecução da manobra privatista se consolidou com a criação da empresa Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral S.A.

Pra calar a boca
Idealizada pela matilha, supostamente destinada à operar como escudo dos acionistas e investidores no processo de exploração da mina já que a Coomigasp estaria “desarmada” para encarar débitos da ordem de R$ 500 milhões, envolvendo dívidas cíveis e trabalhistas, a SPCDM, num futuro próximo, pode deixar os verdadeiros garimpeiros fora do bolo de tudo o que for apurado na mina, com um turbilhão de problemas debitado depois na conta dos governos estadual e municipal. A insistência com que a matilha pressiona o governo para enviar ao Congresso Nacional proposta de criação de uma aposentadoria vitalícia para cerca de 43 mil garimpeiros faz parte do jogo. O blog do colunista conta todos os detalhes dessa sórdida cabuquice, citando, inclusive, os seus principais personagens - entre eles uma alta figura do governo federal.

DI autossustentável
O prefeito multimídia Darci Lermen (PT), tanto no seu blog quanto no twitter, defende a consolidação do distrito industrial de Parauapebas segmentado no setor de serviços, de olho nas diversas atividades das empresas grandes, médias e pequenas terceirizadas da Vale e da Buritirama, esta localizada no território de Marabá. Citando preocupações ambientais e de logística, Darci não vê nenhuma possibilidade de se desenvolver no DI a verticalização minerária, destacando a responsabilidade que a população do município deve ter para não permitir o açodamento dos 412 mil hectares da Flona de Carajás. O blog do prefeito está nesse endereço: www.pautacidada.blogspot.com

Normalizando atendimento
A direção do Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, anuncia para o dia 21 de setembro o reinício de atendimento às consultas e exames suspensos desde a paralisação dos serviços médicos, reafirmando a normalidade, desde a semana passada, das internações eletivas, consultas e emissão de laudos de exames. Usuários serão atendidos conforme remarcação realizada pela Central de Regulação.

Esquerdas tortas
Quando a executiva estadual do PPS se reunir, próxima semana, para eleger sua nova diretoria, o deputado estadual Arnaldo Jordy deverá bater o recorde presidindo o partido, no Pará. Contando na ponta dos dedos, se aproximará de 20 anos à frente da legenda, após a renovação do atual mandato. Outro longevo dirigente partidário é o marabaense Neuton Miranda, presidente do PCdoB. Como se vê, os camaradas esquerdistas exibem belíssimos discursos de renovação partidária, desde que seja da porta pra fora.

UMAS & OUTRAS
O senador Flexa Ribeiro (PSDB) garantiu, no inicio da ontem de ontem, que votará, hoje, favorável ã liberdade na Internet, justificando sua posição por ser um dos usuários multimídia, assinando o twitter.

Finalmente, belas peças publicitárias começaram a ser liberadas em Marabá, pela Secom, divulgando o mais extenso projeto de saneamento em fase de implantação na cidade, pela Cosanpa.

Diretoria do Águia de Marabá decidiu investir pesado na formação de um grande time para o Campeonato Paraense. Objetivo é ser campeão do Estado, custe o que custar.

Ana Júlia desembarca em Parauapebas, nesta quinta, para inaugurar uma das maiores escolas da região.
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segunda-feira, setembro 14, 2009

Senador Flexa defende Internet

Assessoria de Flexa Ribeiro, comunicou, no início da noite, que ele votará favoravelmente à liberdade na Internet, esclarecendo que nao poderia haver outra leitura do processo se o senador, usuário da rede, têm perfil no Twitter com seguidores de todo o país.

Isto posto, o blog retira Flexa Ribeiro da lista dos dissumulados, permanecendo, no entanto, os outros dois senadores paraenses.

Continuem enfiando emails pr'essa dupla entatuzada (que fuça terra, escondendo o corpo):

José Nery (PSOL-PA) - josenery@senador.gov.br

Mário Couto (PSDB-PA) - mario.couto@senador.gov.br

Respeito às liberdades

"Seria impossível imaginar que você vai controlar a internet. A internet é uma coisa que fugiu ao controle de seu criador. É uma coisa que vamos ter que discutir muito. O que é importante é que a gente tenha o seguinte cuidado: a gente precisa normatizar sem proibir a liberdade de internet"


Declaração é de quem governa um país com quase 80% de aprovação popular, sem nunca tentar contra as liberdades individuais e dos meios de comunicação.

Lula, num programa de rádio, defendeu o uso da Internet, sem censura, durante a campanha eleitoral.

O presidente sugere a sua regulamentação, sem amarras nem proibições.

E os senadores do Pará, estarão de qual lado, amanhã, durante a votação do projeto?

Enfiem emails nas caixas eletrônicas desse pessoal, gente!

Taí, pra vocês:

José Nery (PSOL-PA) - josenery@senador.gov.br

Mário Couto (PSDB-PA) - mario.couto@senador.gov.br

Flexa Ribeiro (PSDB-PA) - flexaribeiro@senador.gov.br

Pra envergonhar paraense

Encapetados pro lado da omissão, os três senadores do Pará (Flexa Ribeiro, Mário Couto e José Nery) não declararam até agora se votarão contra a censura na web. Quando se posicionam assim na tática do esconde-esconde, é porque já assumiram o voto pró-degola da Internet.

É isso mesmo, quem tem buzico, como gostava de dizer o Juca, tem medo.

Medo de encarar a blogosfera, durante o período eleitoral. Que vem, sim, distribuindo peia pra todo lado.

É só esperar.

Os emails dos três dissimulados estão abaixo, na relação de quem está contra e a favor da liberdade da web.


Quem vota para manter a restrição à web:
Marco Maciel (DEM-PE) - marco.maciel@senador.gov.br
Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - eduardoazeredo@senador.gov.br

Quem vota a favor de derrubar a restrição à web:
Demostenes Torres (DEM-GO) - demostenes.torres@senador.gov.br
José Agripino (DEM-RN) - jose.agripino@senador.gov.br
Raimundo Colombo (DEM-SC) - raimundocolombo@senador.gov.br
Cristovam Buarque (PDT-DF) - cristovam@senador.gov.br
Osmar Dias (PDT-PR) - osmardias@senador.gov.br
José Sarney (PMDB-AP) - sarney@senador.gov.br
Pedro Simon (PMDB-RS) - simon@senador.gov.br
Romero Jucá (PMDB-RR) - romero.juca@senador.gov.br
Francisco Dornelles (PP-RJ) - francisco.dornelles@senador.gov.br
Renato Casagrande (PSB-ES) - renatoc@senador.gov.br
Álvaro Dias (PSDB-PR) - alvarodias@senador.gov.br
Arthur Virgílio (PSDB-AM) - arthur.virgilio@senador.gov.br
Aloizio Mercadante (PT-SP) - mercadante@senador.gov.br
Augusto Botelho (PT-RR) - augusto.botelho@senador.gov.br
Delcídio Amaral (PT-MS) - delcidio.amaral@senador.gov.br
Eduardo Suplicy (PT-SP) - eduardo.suplicy@senador.gov.br
Fátima Cleide (PT-RO) - fatima.cleide@senadora.gov.br
João Pedro (PT-AM) - joaopedro@senador.gov.br
Paulo Paim (PT-RS) - paulopaim@senador.gov.br
Tião Viana (PT-AC) - tiao.viana@senador.gov.br
Marina Silva (PV-AC) - marinasi@senado.gov.br

Senadores que não declararam como votarão:
Adelmir Santana (DEM-DF) - adelmir.santana@senador.gov.br
Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) - acmjr@senador.gov.br
Efraim Morais (DEM-PB) - efraim.morais@senador.gov.br
Eliseu Resende (DEM-MG) - eliseuresende@senador.gov.br
Gilberto Goellner (DEM-MT) - gilberto.goellner@senador.gov.br
Heráclito Fortes (DEM-PI) - heraclito.fortes@senador.gov.br
Kátia Abreu (DEM-TO) - katia.abreu@senadora.gov.br
Maria do Carmo Alves (DEM-SE) - maria.carmo@senadora.gov.br
Rosalba Ciarlini (DEM-RN) - rosalba.ciarlini@senadora.gov.br
Inácio Arruda (PcdoB-CE) - inacioarruda@senador.gov.br
Flávio Torres (PDT-CE) - flaviotorres@senador.gov.br
Jefferson Praia (PDT-AM) - jefferson.praia@senador.gov.br
João Durval (PDT-BA) - joaodurval@senador.gov.br
Almeida Lima (PMDB-SE) almeida.lima@senador.gov.br
Garibaldi Alves Filho -(PMDB-RN) garibaldi.alves@senador.gov.br
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) geraldo.mesquita@senador.gov.br
Gerson Camata (PMDB-ES) - gecamata@senador.gov.br
Gilvam Borges (PMDB-AP) - gilvamborges@senador.gov.br
Jarbas Vasconcelos (PDMB-PE) - jarbas.vasconcelos@senador.gov.br
Leomar Quintanilha (PMDB-TO) - leomar@senador.gov.br
Lobão Filho (PMDB-MA) - lobaofilho@senador.gov.br
Mão Santa (PMDB-PI) - maosanta@senador.gov.br
Mauro Fecury (PMDB-MA) - webmaster.secs@senado.gov.br
Neuto De Conto (PMDB-SC) - neutodeconto@senador.gov.br
Paulo Duque (PMDB-RJ) - paulo.duque@senador.gov.br
Renan Calheiros (PMDB-AL) - renan.calheiros@senador.gov.br
Valdir Raupp (PMDB-RO) - valdir.raupp@senador.gov.br
Valter Pereira (PMDB-MS) - valterpereira@senador.gov.br
Wellington Salgado (PMDB-MG) - wellington.salgado@senador.gov.br
César Borges (PR-BA) - cesarborges@senador.gov.br
Expedito Júnior (PR-RO) - expedito.junior@senador.gov.br
João Ribeiro (PR-TO) - joaoribeiro@senador.gov.br
Magno Malta - (PR-ES) magnomalta@senador.gov.br
Marcelo Crivella (PRB-RJ) - crivella@senador.gov.br
Roberto Cavalcanti (PRB-PB) - robertocavalcanti@senador.gov.br
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) - antval@senador.gov.br
Cícero Lucena (PSDB-PB) - cicero.lucena@senador.gov.br
Flexa Ribeiro (PSDB-PA) - flexaribeiro@senador.gov.br
João Tenório (PSDB-AL) - jtenorio@senador.gov.br
Lúcia Vânia (PSDB-GO) - lucia.vania@senadora.gov.br
Marconi Perillo (PSDB-GO) - marconi.perillo@senador.gov.br
Mário Couto (PSDB-PA) - mario.couto@senador.gov.br
Marisa Serrano (PSDB-MS) - marisa.serrano@senadora.gov.br
Papaléo Paes (PSDB-AP) - gab.papaleopaes@senado.gov.br
Sérgio Guerra (PSDB-PE) - sergio.guerra@senador.gov.br
Tasso Jereissati (PSDB-CE) - tasso.jereissati@senador.gov.br
José Nery (PSOL-PA) - josenery@senador.gov.br
Ideli Salvatti (PT-SC) - ideli.salvatti@senadora.gov.br
Serys Slhessarenko (PT-MT) - serys@senadora.gov.br
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) - ecafeteira@senador.gov.br
Fernando Collor (PTB-AL) - fernando.collor@senador.gov.br
Gim Argello (PTB-DF) - gim.argello@senador.gov.br
João Vicente Claudino (PTB-PI) - j.v.claudino@senador.gov.br
Mozarildo Cavalcanti - (PTB-RR) mozarildo@senador.gov.br
Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) - webmaster.secs@senado.gov.br
Romeu Tuma (PTB-SP) - romeu.tuma@senador.gov.br
Sérgio Zambiasi (PTB-RS) - zambiasi@senador.gov.br
Flávio Arns (Sem partido-PR) - flavioarns@senador.gov.br

domingo, setembro 13, 2009

Lugar de gente feliz

Lugar onde se vive é preciso amar.

Piso de chão batido, paredes de sapê.

No fundo do quintal que não tem cercas, uma latada de chuchus.

Casa de pessoas humildes e generosas. Como dona Joaninha, na zona rural de Eldorado.
Na sua casa de sapê tudo é limpinho. ISO-9000. Os trens da cozinha brilham que dá gosto ver.

Aroma sutil de felizes vivências e o testemunho verdadeiro de amor à terra onde se nasce.

A alma da jornalista

“A maioria dos gays revelou uma rotina onde prevalecem piadas, chacotas ou mesmo palavrões. Apesar de tudo, permanecem calados. Muitos chegam a apanhar. Poucos são os que ousam levar o caso para uma delegacia de polícia ou mesmo desabafam com a família”.


Parágrafo extraído da excelente reportagem sobre o altíssimo grau de homofobia alimentado por parte da população de Belém, segundo Estado do país intolerante com os homossexuais, publicada na edição deste domingo do Diário do Pará.

O trecho foi pinçado para mostrar as preocupações sociais da jornalista Rita Soares, do setor de reportagens especiais do jornal, em tudo o que escreve, sem ser demagógica e nem resvalar para a pieguice.

Raríssimas vezes, em todos os trabalhos dela lidos pelo poster, Rita deixou de ir fundo às fragilidades humanas, apontando escuridão e desleixo da sociedade para com os socialmente desprotegidos.

Belo Monte acirra debates, em Altamira

De Altamira, quem informa é Renata Pinheiro, do Movimento Xingu Vivo para Sempre!:


Mais de 1.500 pessoas compareceram ontem no Ginásio Poliesportivo em Vitória do Xingu na segunda audiência pública referente ao AHE Belo Monte. Foram quase dez horas de debate sob forte policiamento: cerca de 300 policiais garantiam a “segurança” no recinto. A audiência foi marcada por questionamentos, preocupações e reclamações sobre a metodologia da audiência mas sobretudo pela falta de respostas esclarecedoras por parte da mesa diretora, composta por Paulo Diniz, do IBAMA, Valter Cardeal, da Eletrobrás, Ademar Palocci, da Eletronorte e a equipe contratada pelas empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez para realizar os estudos de impacto ambiental.

Poucos indígenas e moradores das áreas rurais que serão impactadas pelo empreendimento estiveram presentes dadas as dificuldades de deslocamento e a falta de transporte, o que foi motivo de muitas reclamações.

Clarisse Gouveia Morais, moradora do travessão do CENEC, área onde serão construídos os canais de derivação e o reservatório dos canais, resume bem o sentimento de centenas de famílias de agricultores familiares e ribeirinhos que terão que ser removidos de suas terras: “Moeda nenhuma pagará minha vida de trabalho, de muito sofrimento e suor. Não tenho vontade de sair daqui para ir para outras terras recomeçar tudo novamente. O que consegui é pouco mas é o que dá sustento aos meus dois filhos. Quero continuar na minha terra, mantendo minha vida e meu serviço e por isso não quero essa hidrelétrica da morte. Não agüento mais, eu vivo da agricultura, eu não tenho estudo para ocupar nenhum emprego. Vocês nunca conseguirão pagar o que tenho aqui.”

Rodrigo Timóteo da Costa e Silva, Procurador da República do MPF em Altamira registrou mais uma vez seu protesto contra os regulamentos da audiência que só permitem três minutos para manifestação dos moradores, “é insuficiente e anti-democrático e não permite que as pessoas esclareçam suas dúvidas.” Também cobrou da mesa diretora, esclarecimentos a respeito do número de empregos efetivos após o término das obras e a previsão de empregos para os moradores da região. Cardeal e Palocci esclareceram que após 10 anos de obra restarão apenas 1.000 empregos na AHE Belo Monte e que cerca de 8.000 pessoas da região do Xingu composta pelos 11 municípios teriam capacidade de ocupar algum posto de trabalho.

Estiverem presentes pesquisadores da UFPA e outras instituições de pesquisa do país. Todos os pesquisadores presentes se queixaram da falta de tempo para estudar o EIA, e apresentaram uma série de falhas tanto na metodologia empregada quanto nos resultados e previsão de impactos para a região. Sônia Magalhães, professora da UFPA faz pesquisa há mais de 20 anos com populações atingidas por barragens, ressalta que um dos principais problemas é que a população que vive a jusante das barragens não é considerada pelo setor elétrico nacional como população impactada. Parte do princípio que somente as pessoas que vivem nas áreas alagadas pelos reservatórios são passíveis de compensação e objeto de planos de mitigação. No entanto, as comunidades a jusante sofrem alterações importantíssimas no seu modo de vida e na segurança alimentar e cultural. Ela alerta que 72,9% dos moradores das comunidades da Volta Grande do Xingu, que teria sua vazão drasticamente reduzida para a formação do reservatório dos canais, vivem do rio e se alimentam dos peixes e que os estudos realizados não permitem afirmar que haverá água suficiente para garantir as mesmas condições ecológicas de hoje.

Hermes Fonseca, doutor em Ecologia e professor da UFPA afirma que além das preocupações que encontrou com a leitura do EIA, ficou insatisfeito pela manipulação de informação durante o período de respostas. Por exemplo, foi difícil para ele conseguir fazer dizer pelos membros da mesa diretora que a energia firme que será produzida é menos da metade da energia anunciada na apresentação feita pela Eletrobrás que é de 11.233 MW. Outra preocupação dele é com o grau de desinformação da população presente: “A população estava altamente desinformada sobre detalhes fundamentais do projeto mesmo depois da apresentação e se mostrou insegura sobre impactos e medidas mitigatórias.”

Antônia Martins, coordenadora do Movimento de Mulheres Trabalhadoras de Altamira Campo e Cidade fala de sua indignação com respeito ao forte policiamento presente durante toda a audiência. “Se uma pequena parte desses policiais garantissem a segurança da população nesta região de forma permanente, agricultores familiares não seriam vítima da violência no campo,relembrando lideranças que foram assassinadas na região.

Hoje em Altamira acontecerá a última audiência pública prevista para esta região. A expectativa é de debates mais acalorados com a participação de um maior número de pessoas e a presença expressiva dos movimentos sociais. Espera-se também nesta audiência uma maior presença dos povos indígenas que serão impactados pela hidrelétrica.

sábado, setembro 12, 2009

Mais um na blogosfera

Levi Meneses chega no pedaço com proposta para discutir assuntos candentes, locais e nacionais, nas áreas culturais, políticas, mídia, artes e cidadania.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Falando grosso

Ana Júlia talvez já tenha determinado à Procuradoria Geral do Estado radicalizar no trato com os proprietários dos lotes inclusos na área definida para a construção da siderúrgica da Vale, em Marabá.

Traduzindo, isso quer dizer mudança nos critérios de avaliação dos valores dos imóveis.

Inicialmente, para efeito de desapropriação, destinou-se o cálculo por metro quadrado para definir o valor de cada propriedade, baseado na nova configuração de ocupação dada ao município de Marabá, com a aprovação do seu Plano Diretor, que ampliou a área urbana num raio que chega a ultrapassar os limites do futuro Distrito Industrial III extamemte onde ficará a ALPA - Aços Laminados do Pará

Descobriu-se, no entanto, que a aprovação do Plano Diretor ocorreu após o ato de desapropriação da área, publicado ano passado; e como entre os donos de imóveis a serem indenizados há pequena área de Projeto de Assentamento, à margem da rodovia Transamazônica – portanto, zona rural -, não haveria nenhuma dificuldade jurídica do cálculo ser projetado por alqueire.

Tomando-se por base um lote com cinco alqueires, ao preço de mercado médio pago na mesma área a R$ 30 mil/alqueire, a desapropriação desse imóvel não passa de R$ 350 mil, mais o valor das benfeitorias.

Sob a manta do cálculo urbano, o metro quadrado nas imediações é de R$ 40 mil, valor pago recentemente ao fazendeiro Sílvio Castanheira, que vendeu parte de sua propriedade à Imobiliário Chão & Teto, de Belém, que já chegou no pedaço para investir no segmento.

Ou seja, caso realmente se confirme o que esta nota antecipa, os donos das áreas desapropriadas receberão apenas uns trocadin.

E quem não gostar, que entre com recurso junto ao Vaticano, sentando-se depois numa cadeira de amplo espectro de longevidade na esperança de ver a questao transitada e julgada nos tribunais divinos.

Como todo processo de desapropriação é sempre autoritário, esse mesmo é que não poderia deixar de sê-lo.

Canais abertos

Darci Lermen está usando tudo o que tem direito para se comunicar com a população.

Depois de assinar um blog e aderir com atuação ao twitter, o prefeito de Parauapebas lançou um programa radiofônico, onde fala de sua administração e bate-papo com a comunidade.

“Café com o Prefeito”, às segundas-feiras, na Arara Azul, a partir das 7 horas.

Veto nórdico

Estranho, muito estranho.

Nas edições de ontem dos jornais Correio do Tocantins e Opinião, não saiu uma linha sequer a respeito da “recomendação” do Ministério Público aos veículos de comunicação de Marabá para que não publiquem notícias da prefeitura contendo citações religiosas.

Conforme denuncia a ASCOM, em nota enviada ao blog, está bem clara a censura do MP imposta às redações.

Vamos repisar trecho da notificaçào, inserida na Nota de Esclarecimento:


Que os meios de comunicação em geral (imprensa escrita, televisiva e rádio fonográfica) se abstenham de publicar qualquer matéria que contenha a imagem ou palavras do prefeito municipal, símbolos e slogans da administração pública atual, sem submeter à autorização prévia do Ministério Público, que fiscalizará se possui conteúdo exclusivamente institucional [sic]".


Observem, na parte final do parágrafo a inclusão do “sic”. Proveniente do latim, a expressão, quase sempre colocada entre chaveta, ou chave, é usada para transcrever frases com impropriedades, apesar de transcritas do jeito que escreveram.

Estranho, muito estranho, esse silencio obsequioso da imprensa marabaenses.

Bom se fosse verdade

Claro que só mesmo fofoca de garimpeiro para se acreditar em pressão do deputado Paulo Rocha (PT), junto à direção do DNPM, contra a assinatura da concessão de alvará de lavra para exploração mecanizada de Serra Pelada. Experiente e conhecedor dos efeitos danosos que uma ação naquele sentido pode provocar, principalmente em época de eleição, o parlamentar do PT jamais caminharia por uma pinicada do naipe.

Mas se Paulo Rocha, olhando a questão pelo lado racional e distante do estágio puramente eleitoreiro, movesse seu prestígio em Brasília para desarticular a grande bomba que se arma no garimpo, ao interesse pessoal de lideranças perigosas, não faria nenhum mal ao Estado do Pará.

Contrariamente, o Pará ganharia muito.

Quem conhece essa corja que usa os sexagenários de Serra Pelada buscando exclusivamente ganhar dinheiro de forma desonesta, sabe que a reativação do garimpo reativará, também, os núcleos de tensão que ali sempre existiram.

Agora, com bem maior intensidade, já que ali ninguém lidera ninguém.

Usando casaco

Pessoas, ela entrou de férias.

Só 15 dias, mas entrou.

Por isso, o FaloPorqueTenhoBoca está lá, quietinho, esperando a lindinha Waleiska retornar de Sampa.

Ela, e a hiperativíssima Dalila.

Para onde tiver sol...

Jota Quest, em 21 de novembro, apresenta na FICAM – Feira da Indústria, Comércio e Artes de Marabá.

terça-feira, setembro 08, 2009

Mancuricando eles

A reforma eleitoral que o Senado vota nesta quarta-feira, 9, segundo Fernando Rodrigues, “deve manter sérias (e impraticáveis) restrições ao livre uso da internet durante períodos eleitorais no Brasil. No ano que vem, se for aprovado o texto, a censura à web se dará a partir de 5 de julho”.

Atentos, blogueiros paraenses, aos passos dos senadores José Nery (Psol), Flexa Ribeiro e Mário Couto (PSDB). Saber se eles votarão favoráveis à mordaça na Internet.



E largar a pua, se assim procederem.

Quase apagando

A Franssinete diz que a “Celpa vem abusando da paciência do consumidor e as queixas se avolumam”, com registro, em todos os bairros de Belém, de “constante interrupção no fornecimento de energia, sem aviso prévio”.

O apaga-acende não é privilégio dos citadinos da capital. No interior, a empresa não apenas anda deixando a população às escuras como, quase sempre, demora a restabelecer os serviços e a recuperar as panes estabelecidas em transformadores velhos e sobrecarregados.

No frigir do picadinho, a verdade é que a Celpa está sem dinheiro. Tenta, há meses, fechar negociações de capitalização com a Eletrobrás, mas esbarra na divisão societária na qual ela quer ter 51%. A reestatização da empresa esteve por um fio.

Ultimamente, através de negociações comandadas pelo próprio governo federal, tenta-se uma engenharia de venda de cotas da Celpa para um outro grupo privado concorrente.

A condição, digamos assim, prefalimentar da companhia de energia, é apontada como a principal responsável pelo não cumprimento dos prazos estabelecidos pelo governo Lula para a implantação, em todo o Pará, do programa Energia Para Todos. Em Brasília, há setores indignados com o atraso do programa que é uma das meninas dos olhos do presidente da República.

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster publicada hoje no Diário do Pará:


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Íngua modorrenta
Irresponsabilidade. É esse o adjetivo para designar a atitude do prefeito de Paragominas, Adnan Demachki, de envolver a Sinobrás em denúncia, por ele formalizada, ao Ministério Público de suposta compradora de carvão vegetal produzido ilegalmente naquele município. Primeiro, porque a siderúrgica marabaense é conhecida, e respeitada, em toda a região, por não aceitar, sob nenhuma condição, matéria-prima originária de madeira nativa. Sob a direção da Aço Cearense, não existe registro na Sinobrás de multa ou apreensão de carvão sem comprovação de origem.

Motosserras do Nordeste
Outro aspecto: há tempos, Adnan Demachki, a serviço dos interesses políticos do ex-prefeito Sidney Rosas (PSDB), cuida do trabalho sujo de fazer ataques ao Distrito Industrial de Marabá, certamente para desviar a atenção de seu município, historicamente responsável por estimular o desmatamento da região Nordeste do Estado. Agora, outra suspeita passa a recair sobre ele: a de se integrar às campanhas discretamente tocadas pelas grandes siderúrgicas do aço brasileiro contra a Sinobrás. A Associaçao Comercial e Industrial de Marabá e o prefeito Maurino Magalhães tem a obrigação de vir à público denunciar esse jogo mal-intencionado do vespeiro montado em Paragominas.

“Dona Solange”, de novo!
"Que os meios de comunicação em geral (imprensa escrita, televisiva e rádio fonográfica) se abstenham de publicar qualquer matéria que contenha a imagem ou palavras do prefeito municipal, símbolos e slogans da administração pública atual, sem submeter à autorização prévia do Ministério Público, que fiscalizará se possui conteúdo exclusivamente institucional". O texto, entre aspas, é parte de um das notificações feitas pelo Ministério Público à Prefeitura de Marabá recomendando que todo o material divulgado pelos meios de comunicação local, e que tenham a participação do gestor, passem antes por aprovação dos promotores. Estava na cara que as censuras impostas judicialmente ao Diário do Pará e ao Estado de São Paulo seriam perigosos precedentes.

Não! Não! Não!
Notificação do Ministério Pública é originária de uma ação contra placas de propaganda do governo municipal contendo citações bíblicas, que se proliferam na cidade delimitando o que é laico e o que não é. Independente dessa discussão, a partir do momento em que os promotores esticam seus tentáculos até as redações dos meios de comunicação, o caldo engrossa. Caracteriza-se, sem subterfúgios, esforço do MP e Judiciário para restringir a liberdade de imprensa. E contra a determinação dos promotores de Marabá, o colunista se rebelará, conforme conta, detalhadamente, em seu blog. Nem que seja processado, se rebelará.

Não! Não! Não! (2)
Uma prisão no 50º Batalhão de Infantaria de Selva, na cidade de Imperatriz; nome completo incluso na lista suja do SNI, “por incitar à desobediência civil” -, e “participar de movimentos suspeitos à paz e a ordem pública”. Essa a biografia ‘desenhada’ na vida do colunista pelas forças de opressão, durante o regime militar, e que até bem pouco tempo fazia parte dos arquivos negros da repressão, finalmente abertos à sociedade. Não aceitaremos, passivamente, a possibilidade mínima de açoitadas autoridades, que talvez nem tenham vivido os pesadelos civis dos anos 70, ensaiarem qualquer tipo de retrocesso às liberdades. Está na hora de todo mundo de mobilizar contra isso.

Futuro incerto
Dificilmente será votado o projeto do deputado Domingos Juvenil (PMDB) instituindo os limites originais dos territórios de Ourilândia do Norte e Água Azul, no Sul do Pará. Pelo menos é o que dizem oito deputados estaduais ouvidos pela coluna, ao explicarem que o explosivo tema, corajosamente encarado pelo presidente da AL com objetivo de acabar com o conflito entre os dois municípios, não está em primeiro plano da maioria dos colegas. Na verdade, a maioria teme perder votos, posicionando-se. O assunto já foi alvo de inconstitucionalidade no STF, retornando o caso à Assembléia Legislativa, mas ainda indefinido. As jazidas de níquel da Vale estão encrostadas nas fronteiras dos dois municípios.

UMAS & OUTRAS
Para a conclusão de obras estratégicas no Pará, cairia como uma luva a propalada escolha de Alexandre Padilha, atual Subchefe de Assuntos Federativos e Planejamento Estratégico da Presidência da República, para ocupar o Ministério de Relações Institucionais, no lugar de José Múcio. Padilha conhece todas as obras e as acompanha pessoalmente de perto.

O edifício de nove pisos, o Amazon Center, inaugurado em Marabá, dentro de pouco tempo se transformará num dos centros comerciais mais influentes da cidade. Restam poucas salas à venda.

Grupo Zucatelli inaugura mais duas concessionárias da SsangYong , agora em São Luis e Imperatriz, depois de colocar os carros sul-coreanos em Marabá e Belém, na av. Mário Covas.

“Dona Solange”, citada no título de nota cima, mais precisamente Solange Teixeira Hernandes, foi famosa censora dos tempos da ditadura militar, diretora do Departamento de Censura Federal, que vivia nas redações cortando matérias consideradas “ofensivas” aos militares.



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Contra a censura refinada

O Ministério Público e o Judiciário decidiram mesmo barbarizar. Ou, pelo menos, impor a máxima de que “contra força, não há resistência”. Mais precisamente, obrigar seguir à risca a lógica das democracias expressa numa frase tão repetida de que “decisões judiciais são para ser cumpridas, e não discutidas”.

Isso, na sua expressão cristalina, em países onde a democracia existe por causa do respeito à liberdade de imprensa.

A partir do momento em que alguns membros do MP e Judiciário decidem provar que tem poder suficiente para pressionar os profissionais de comunicação a seguirem cartilhas cunhadas prazerosamente sob autoritarismos pessoais, às favas as “recomendações” dos doutos promotores e juízes.

A recente decisão de alguns integrantes do MP proibir a imprensa de Marabá publicar matérias originárias da prefeitura municipal contendo citações religiosas, é uma barbaridade.

Os ventos sadios das democracias impõem, naturalmente, a todo veículo, a missão de publicar o que é de interesse público. O jornalista, bem intencionado, claro, não pode, jamais, sonegar informações aos seus leitores. Por isso mesmo, diante da inacreditável decisão dos apressados senhores membros do MP marabaense, o blog vem de público oficializar sua decisão de desobedecer qualquer recomendação no sentido de cessar a circulação livre da notícia.

Não importa se o prefeito Maurino Magalhães está ou não usando, em placas de propaganda oficial, imagens, símbolos ou frases religiosas, numa perfeita e condenável afronta ao nosso Estado laico. Isso aí é outro lance a ser discutido.

Não cabe a qualquer promotor a atribuição de se considerar censor da vez.

Isso é vergonhoso, depõe contra tudo o que a classe aprendeu no curso de Direito, guardião das liberdades do mundo civilizado.

O poster não apenas desobedecerá, como encapará campanha nacional contra essa indecência, já transformada em moda em outras comarcas dos dois segmentos da Justiça brasileira.

Basta relembrar a censura imposta aos jornais Diário do Pará e O Liberal, em Belém; proibição do Judiciário paulista ao jornal O Estado de São Paulo publicar qualquer matéria ofensiva ao presidente do Senado, José Sarney. Sem falar, no maior dos absurdos, a decisão do juiz Raimundo das Chagas Filho de determinar o impedimento do jornalista Lúcio Flávio Pinto citar nas folhas do Jornal Pessoal nomes de membros da família Maiorana.

Quase ao mesmo tempo, antes de sua morte, Juvêncio de Arruda também foi proibido pelo judiciário de Belém de continuar denunciando, no Quinta Emenda, os atos criminosos do ex-deputado estadual Luiz Afonso Sefer, acusado de pedofilia ao estuprar uma garota de nove anos de idade, e viver com ela bom tempo sob o mesmo teto.

Há, por esse Brasil afora, outros casos, seguindo o mesmo objetivo de censura e proibição aos meios de comunicação. E para que essa censura refinada não prospere, multiplicando-se em todo o país, dizer não a ela é preciso. Urgentemente.

Nossa rebeldia à “recomendação” do MP pode resultar num processo, não temos nenhuma dúvida. Mas saberemos nos defender até ultima instância, mobilizando, ao mesmo tempo, colegas e a blogosfera, numa Via Crucis de defesa das liberdades, tão heroicamente conquistada após longos 20 anos de ditadura militar.

Trem das onze

Como o poster teve que realizar exames médicos hoje cedo, o blog será atualizado somente a partir das onze horas.

E vamos abrir a sequencia de notícias do dia mostrando nossa posição - logicamente, contrária -, à proibição imposta pelo Ministério Público às redações dos meios de comunicação de Marabá, conforme chamada na coluna publicada hoje no Diário do Pará.

domingo, setembro 06, 2009

A poesia matuta de Jessier Quirino

Ganhei um presente maravilhoso de Newton Ferraz, ex-funcionário do antigo DNER, casado com minha tia Camélia, uma das pessoas que mais amo. O presente é um CD do poeta paraibano Jessier Quirino, dono de um gênero que segue a escola dos poetas matutos como Patativa de Assaré, Zé da Luz e Catulo da Paixão Cearense – certamente nomes desconhecidos dos mais jovens.

Quem me falou primeiro de Jessier, há uns dois anos, foi o músico sanfoneiro Aristides Maranhão, durante animada tarde de domingo na casa de um amigo, em Marabá. Não apenas citou o poeta de Campina Grande, como declamou alguns poemas memoráveis, que hoje estão, grande parte deles, no CD presenteado por Newton.

Jessier é um talento sem tamanho. Pode estar nivelado aos grandes da poesia matuta.

Arquiteto, ele já lançou vários livros, com músicas também gravadas por Xangai.

Quero dividir com vocês esse achado extraordinário de nossa literatura.

Selecionei o poema “Vou-me Embora pro Passado” no qual Jessier Quirino propõe o passado como uma espécie de paraíso, longe da violência atual e povoado por Buck Jones, Doris Day, o herói do sertão Jerônimo (antigo seriado de TV) e outros ícones (ó palavra que dói aos ouvidos!) dos anos 1950-60.

O próprio poeta declama sua obra, cujos versos faço questão de postar a fim de que vocês tenham uma leitura maior das imagens criadas pelo autor.


Vou-me embora pro passado
Jessier Quirino

"No rastro da Bandeira de Manuel"



Vou-me embora pro passado
Lá sou amigo do rei
Lá tem coisas "daqui, ó!"
Roy Rogers, Buc Jones
Rock Lane, Dóris Day
Vou-me embora pro passado.

Vou-me embora pro passado
Porque lá, é outro astral
Lá tem carros Vemaguet
Jeep Willes, Maverick
Tem Gordine, tem Buick
Tem Candango e tem Rural.

Lá dançarei Twist
Hully-Gully, Iê-iê-iê
Lá é uma brasa mora!
Só você vendo pra crê
Assistirei Rim Tim Tim
Ou mesmo Jinne é um Gênio
Vestirei calças de Nycron
Faroeste ou Durabem
Tecidos sanforizados
Tergal, Percal e Banlon
Verei lances de anágua
Combinação, califon
Escutarei Al Di Lá
Dominiqui Niqui Niqui
Me fartarei de Grapette
Na farra dos piqueniques
Vou-me embora pro passado.

No passado tem Jerônimo
Aquele Herói do Sertão
Tem Coronel Ludugero
Com Otrope em discussão
Tem passeios de Lambreta
De Vespa, de Berlineta
Marinete e Lotação.

Quando toca Pata Pata
Cantam a versão musical
"Tá Com a Pulga na Cueca"
E dançam a música sapeca
Ô Papa Hum Mau Mau
Tem a turma prafrentex
Cantando Banho de Lua
Tem bundeira e piniqueira
Dando sopa pela rua
Vou-me embora pro passado.

Vou-me embora pro passado
Que o passado é bom demais!
Lá tem meninas "quebrando"
Ao cruzar com um rapaz
Elas cheiram a Pó de Arroz
Da Cachemere Bouquet
Coty ou Royal Briar
Colocam Rouge e Laquê
English Lavanda Atkinsons
Ou Helena Rubinstein
Saem de saia plissada
Ou de vestido Tubinho
Com jeitinho encabulado
Flertando bem de fininho.

E lá no cinema Rex
Se vê broto a namorar
De mão dada com o guri
Com vestido de organdi
Com golas de tafetá.

Os homens lá do passado
Só andam tudo tinindo
De linho Diagonal
Camisas Lunfor, a tal
Sapato Clark de cromo
Ou Passo-Doble esportivo
Ou Fox do bico fino
De camisas Volta ao Mundo
Caneta Shafers no bolso
Ou Parker 51
Só cheirando a Áqua Velva
A sabonete Gessy
Ou Lifeboy, Eucalol
E junto com o espelhinho
Pente Pantera ou Flamengo
E uma trunfinha no quengo
Cintilante como o sol.

Vou-me embora pro passado
Lá tem tudo que há de bom!
Os mais velhos inda usam
Sapatos branco e marrom
E chapéu de aba larga
Ramenzone ou Cury Luxo
Ouvindo Besame Mucho
Solfejando a meio tom.

No passado é outra história!
Outra civilização...
Tem Alvarenga e Ranchinho
Tem Jararaca e Ratinho
Aprontando a gozação
Tem assustado à Vermuth
Ao som de Valdir Calmon
Tem Long-Play da Mocambo
Mas Rosenblit é o bom
Tem Albertinho Limonta
Tem também Mamãe Dolores
Marcelino Pão e Vinho
Tem Bat Masterson, tem Lesse
Túnel do Tempo, tem Zorro
Não se vê tantos horrores.

Lá no passado tem corso
Lança perfume Rodouro
Geladeira Kelvinator
Tem rádio com olho mágico
ABC, a voz de ouro
Se ouve Carlos Galhardo
Em Audições Musicais
Piano ao cair da tarde
Cancioneiro de Sucesso
Tem também Repórter Esso
Com notícias atuais.

Tem petisqueiro e bufê
Junto à mesa de jantar
Tem bisqüit e bibelô
Tem louça de toda cor
Bule de ágata, alguidar
Se brinca de cabra cega
De drama, de garrafão
Camoniboi, balinheira
De rolimã na ladeira
De rasteira e de pinhão.

Lá, também tem radiola
De madeira e baquelita
Lá se faz caligrafia
Pra modelar a escrita
Se estuda a tabuada
De Teobaldo Miranda
Ou na Cartilha do Povo
Lendo Vovô Viu o Ovo
E a palmatória é quem manda.

Tem na revista O Cruzeiro
A beleza feminina
Tem misses botando banca
Com seu maiô de elanca
O famoso Catalina
Tem cigarros Yolanda
Continental e Astória
Tem o Conga Sete Vidas
Tem brilhantina Glostora
Escovas Tek, Frisante
Relógio Eterna Matic
Com 24 rubis
Pontual a toda hora.

Se ouve página sonora
Na voz de Ângela Maria
"— Será que sou feia?
— Não é não senhor!
— Então eu sou linda?
— Você é um amor!..."

Quando não querem a paquera
Mulheres falam: "Passando,
Que é pra não enganchar!"
"Achou ruim dê um jeitim!"
"Pise na flor e amasse!"
E AI e POFE! e quizila
Mas o homem não cochila
Passa o pano com o olhar
Se ela toma Postafen
Que é pra bunda aumentar
Ele empina o polegar
Faz sinal de "tudo X"
E sai dizendo "Ô Maré!
Todo boy, mancando o pé
Insistindo em conquistar.

No passado tem remédio
Pra quando se precisar
Lá tem Doutor de família
Que tem prazer de curar
Lá tem Água Rubinat
Mel Poejo e Asmapan
Bromil e Capivarol
Arnica, Phimatosan
Regulador Xavier
Tem Saúde da Mulher
Tem Aguardente Alemã
Tem também Capiloton
Pentid e Terebentina
Xarope de Limão Brabo
Pílulas de Vida do Dr. Ross
Tem também aqui pra nós
Uma tal Robusterina
A saúde feminina.

Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluído
Pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência
Nem droga nem tanto mau
Não se vê tanto barulho
Nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral
Se eu tiver qualquer saudade
Escreverei pro presente
E quando eu estiver cansado
Da jornada, do batente
Terei uma cama Patente
Daquelas do selo azul
Num quarto calmo e seguro
Onde ali descansarei
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro

Vou-me embora pro passado

Enquanto as águas não vem...


Com as águas de março levando grande parte de sua estrutura, as obras de urbanização e habitação do bairro Francisco Coelho, mais conhecido como “Cabelo Seco”, estava assim: sem nenhum avanço.

Seis meses depois, rio Itacaiúnas lá embaixo, o conjunto habitacional integrante do projeto ganhou maior ritmo e pode ser perfeitamente concluído ainda este ano, antes da subida das águas previstas para janeiro.

O muro de arrimo que compõe a orla de Marabá, paralelo ao rio Tocantins, numa extensão de 1,5 km de avenida....

.... Até este ponto em que foi construído pelo governo federal e prefeitura, seguirá sua trajetória, contornando o rio Itacaiúnas aí nesse ponto de encontro com o Tocantins, dando prosseguimento a grande avenida.

A foto acima dá uma dimensão melhor do projeto da avenida, exatamente onde os dois rios de encontram. À esquerda, o Tocantins e o ponto até onde o muro de arrimo da orla chegou. À direta, o Itacaiunas, para onde seguirá a avenida por mais 200 metros.
Observem os casebres do bairro Cabelo Seco.

Cerca de quatro mil pessoas residem em becos e vielas recheadas de casebres centenários.


O projeto do governo do Estado prevê beneficiar esse pessoal com esgoto sanitário, drenagem pluvial, novas habitações e melhorias habitacionais, pavimentação de vias, iluminação pública, abastecimento de água, equipamentos de lazer e cultura, espaços de convivência, etc.

A Sedurb está com as obras atrasadas. Nunca conseguiu dar um start consistente às construções. Na foto, de outro plano, o Itacaiúnas desaguando no Tocantins. É exatamente nesse trecho aí com cerca de 200 metros, rio abaixo, que haverá um muro de arrimo e o prosseguimento da avenida beira-rio. As obras do muro de proteção estão indo em ritmo lento demais, com apenas cerca de oito operários trabalhando...

... No levantamento da parede de pedras e concreto.

Como as águas de cheias começam a subir em janeiro, a Sedurb precisa apressar o passo.