segunda-feira, janeiro 04, 2010

Lerdo e solto

Herança deixada pelo ex-prefeito Adécimo Gomes: 86 cheques sem fundo da prefeitura de Itupiranga ainda não resgatados impossibilitam o município de operar tradicionalmente suas contas do Banco do Brasil. Todo pagamento é feito na prefeitura com dinheiro vivo já que a instituição financeira bloqueou o fornecimento de talonários de cheque.
Considerado um dos piores prefeitos que já passaram pelo município, Adécimo Gomes permanece alheio aos graves problemas cometidos e sem correr nenhum risco de investigação por parte das autoridades do judiciário.

Pelo menos até agora.

domingo, janeiro 03, 2010

Maurino: “Vamos transformar Marabá num lugar ideal para se morar com dignidade”.

Maurino Magalhães concedeu entrevista ao blog dia 19 de dezembro, tratando de temas envolvendo a administração pública. Ao contrário do que se imaginava inicialmente, o prefeito de Marabá não refugou diante de temas considerados polêmicos.


A seguir, transcrição do depoimento.


Por que o seu governo não está dando certo?

Não concordo com isso. A Prefeitura de Marabá enfrenta dificuldades frente à queda dos repasses estaduais e federais que se manifestaram durante todo este ano. Nosso equívoco talvez tenha sido avançar demais na tentativa de contribuir com apelos que fez o presidente Lula, no inicio de 2009, para que os novos prefeitos evitassem demitir funcionários e tocassem o máximo possível obras em cada cidade com objetivo de ajudar a reduzir o ímpeto da crise econômica na vida dos brasileiros. Nós demos nossa contribuição nesse processo.


E por que o senhor, ao ser alertado de que estava gastando mais do que arrecadava, não tomou medidas drásticas para evitar o aprofundamento do quadro?

Nós já estamos a dois meses praticando medidas para conter gastos.  Só que como vem ocorrendo em outras administrações municipais, nós também nos deparamos com diversos graus de dificuldades financeiras conjunturais causadas pela recente crise financeira. Você bem sabe disso, o poder público, depois de uma grave crise econômica mundial, é o último a se beneficiar da recuperação da economia, baseado no fato de que os efeitos do aquecimento das vendas da indústria, comércio e serviços só chegam aos cofres públicos, muito tempo depois. Desde outubro, estamos com parte de nosso orçamento anual contingenciado, isto é, deixamos de executar algumas despesas, inclusive com a paralisação de muitas obras. Mas isto não é apenas a prefeitura de Marabá que experimenta o mesmo problema, como todas as demais. O próprio Governo do Estado também vive momentos de instabilidade. O setor público reagirá somente a partir do inicio do segundo trimestre de 2010.

O senhor pode informar em qual nível de percentual foram definidos os cortes nas despesas da prefeitura?

Em outubro, determinamos suspensão de gastos definido em 20% do orçamento. Avaliação agora em janeiro das pastas de Planejamento e Fazenda poderá rever esse índice para 15%. Isto é, se entendermos estar dentro de uma margem de segurança por conta da melhora na arrecadação municipal e da preservação de recursos. Caso contrário, continuaremos com o percentual de 20% até o final de março.

Quem está sendo mais atingido, nesse processo, são os fornecedores. O que o senhor pode garantir a quem está com faturas atrasadas na prefeitura?

Posso garantir o pagamento de todos os nossos compromissos a cada fornecedor e prestador de serviço. O corte radical que estamos dando nas despesas já está permitindo quitar os débitos em atraso.

Nesse caso, seguindo o calendário da redução de gastos, a população vai demorar a ver volume de obras deslanchadas no município?

Exatamente para que isso não ocorra, foi que decidimos apertar o cinto ao máximo até o final do período invernoso. A partir dali, a população pode ter certeza de que nos quatro cantos do município construiremos obras nas áreas de infraestrutura, saúde, educação – principalmente. E posso adiantar que, das 122 obras em execução no primeiro ano de governo, exatamente 32 delas estarão sendo inauguradas nos próximos 40 dias.

A prefeitura de Marabá têm realmente um dívida impagável, com dizem algumas pessoas, principalmente seus opositores?

É bom você tocar nesse assunto, pra esclarecer uma série de inverdades circulando na cidade e tranqüilizar a população, que afinal é quem merece esclarecimentos. Nossos compromissos em atraso são encarados dentro da normalidade de quem fez todo esforço para manter aquecidas as diversas atividades do município. Tem gente que bate no peito se vangloriando de que sabe fazer gestão fiscal, e isso é muito relativo. A maioria dos que se dizem ser “bons administradores” olha apenas para o tamanho mínimo do município, esquecendo de que temos uma população pobre em todos os cantos, precisando da presença da prefeitura para estimular atividades geradoras de emprego e de renda. Enquanto eu for prefeito, priorizarei o asfalto, sim, mas priorizarei, muito mais, as pessoas menos favorecidas que necessitam sair de sua extrema pobreza para ter vida digna. Farei todo esforço para levar obras às áreas mais distantes da sede municipal, e aos bairros pobres da cidade. Outra coisa, quando esse pessoal que me faz oposição usa os meios de comunicação para alarmar que o município está quebrado, esse pessoal, a bem da verdade, torce para que isso realmente ocorra. Pra eles, que passaram mais de doze anos mandando e desmandando no município, quanto pior, melhor. Só que isto não acontecerá. As dívidas que a prefeitura tem, são demandas pequenas em relação ao potencial de nossa economia, tanto que estão sob controle e num processo seguro de quitação.

Em determinado momento do segundo semestre deste ano, corriam rumores de que a prefeitura não daria conta de pagar o salário do funcionalismo, muito menos o décimo terceiro. O senhor parece que venceu essa etapa.

Rumores, boatos, futricas, intrigas, mentiras, isso tudo é usado pela minoria gananciosa pelo poder para detratar nosso governo. Não apenas pagamos o décimo terceiro, como fecharemos o ano com os salários dos 8.333 servidores públicos municipais pagos religiosamente em dia. Melhor dizendo, fizemos esses pagamentos antecipados, sempre entre os dias 25 e 28 de cada mês que vai vencer. Agora mesmo, dia 14 de dezembro (a entrevista foi feita dia 19 de dezembro), eu repassei, antecipadamente, o duodécimo da Câmara Municipal. Na terça-feira, dia 22, pagarei o salário de dezembro dos servidores municipais, que são mais de oito mil, como já disse.

O senhor acha que os dados contábeis finais do primeiro ano de seu governo atenderão às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal?

Não tenho nenhuma dúvida disso. Já tenho informações seguras de que todas as secretarias cumprirão suas metas fiscais exigidas, inclusive Educação e Saúde. Como ainda não terminou o ano, espero que dentro de no máximo quinze dias eu tenha em mãos os números dos percentuais cumpridos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Levando em consideração tudo isso e outros fatores positivos, é  que a prefeitura de Marabá foi incluída entre os 50 melhores municípios do país, com o prêmio outorgado ao prefeito numa cerimônia no Rio de Janeiro.

Num momento em que a maioria dos demais prefeitos estava segurando despesas para enfrentar a crise econômica com segurança, o que o seu governo fez então, em relação ao aquecimento de obras?

Realizamos obras em vários pontos do município, inclusive levando pavimentação de ruas para a zona rural, beneficiando os distritos de Capistrano de Abreu, Vila Santa Fé -, além de asfaltamento de ruas do Km 3 e do Km 11. Investimos na recuperação de cerca de 300 km de estradas vicinais, quem mora na zona rural pode comprovar isso. Reformamos escolas também, para oferecer mais segurança e conforto aos educadores e estudantes filhos de agricultores. Iniciamos nossa gestão com o firme propósito de comprovar às populações da zona rural que Marabá agora tem prefeito que se preocupa com eles, que ficaram mais de décadas esquecidos pelos administradores, principalmente pelo meu antecessor que dizia não gostar de fazer obras na zona rural pelo fato de que ali residem poucos eleitores, em comparação ao eleitorado da zona urbana. Ajudamos a aquecer o setor de transportes do município, contratando grande número de caçambas e caminhões para trabalharem em diversas obras; só este setor, beneficiou borracharias, comércio de peças. Fizemos questão de colocar garis e profissionais de serviços gerais trabalhando na limpeza urbana não apenas da área urbana, mas também em vilas e distritos, capinando ruas. Temos consciência de que isso elevou os custos da máquina pública, mas contribuímos para manter em atividade diversos segmentos que, com a crise econômica, poderiam estar parados, sem produzir emprego nem renda.

No meio da crise econômica que dominou todas as prefeituras municipais e os governos estaduais, eu poderia muito bem ter me escondido detrás da crise, cruzando os braços, mas não tive medo de fazer com que muitas atividades e segmentos de nosso município recebessem incentivos de nossa gestão com ações realizadas, principalmente nas áreas mais pobres, conforme já relatei.

Objetivando fazer caixa, gestões municipais em crise adotaram postura de cobrar com rigor contribuintes em atraso com o fisco. Como está sendo encarada essa questão pela atual administração?

No lado das receitas de arrecadação do município, a dívida ativa é um desafio, batendo na casa dos R$ 40 milhões, somente o principal. Para recuperar esses valores devidos pelos contribuintes, a Administração, com apoio da Câmara Municipal que aprovou projeto de lei instituindo o Programa de Recuperação de Crédito Fiscal, está impactando medidas para trabalhar a busca de tributos municipais em atraso. Pelo PRORECIS, o contribuinte tem desconto de 100% de juros e multas, caso pague à vista, além do incentivo de parcelamento. Essa medida resgatou, até agora, algo em torno de R$ 2 milhões. A prefeitura notificou mais de 16 mil pessoas físicas e jurídicas. Nossa expectativa é positiva quanto ao recebimento dos tributos em atraso.

Por que esse desinteresse de algumas pessoas para o pagamento de seus impostos?

Eu acho que é uma questão cultural, mas precisamos manter constante trabalho de cobrança. Enquanto o contribuinte não tiver a sensação de risco – como costuma dizer o nosso secretário Karam (Karam El Hajjar, secretário de Gestão Fazendária) -, ele se comportará dessa forma, deixando de cumprir com suas obrigações para com o fisco municipal. A partir de nosso governo, cobrar impostos municipais será uma rotina dentro da secretaria de Fazenda, fazendo com que parte das pessoas tenha a sensação de risco de que se não quitarem seus débitos, seja ISS, IPTU, etc., terão seus nomes inclusos na dívida ativa com as consequencias negativas que isso representa.

O senhor é acusado da prática de clientelismo, supostamente por torrar recursos destinados a entidades religiosas e a outras áreas onde não fica evidenciado o interesse público.

Pelos meus opositores, eu sou acusado de tudo. A difamação é um tipo de comportamento que a civilização carrega desde seu surgimento, nada posso fazer para impedir que isso ocorra. Mas isto não é dirigido apenas à minha pessoa. Todo dia a gente se depara com o presidente Lula recebendo pancadas de seus opositores, que o acusam, também, de clientelista. Todo administrador que se volta para as classes menos favorecidas, recebe essa denominação, que normalmente parte de alguém que nunca soube o que é passar fome, que nunca foi acudido, alta hora da madrugada, entre a vida e morte, por falta de assistência. E eu tenho consciência de que serei sempre acusado de clientelista.

O senhor entende isso como preconceito?

Sim! Ou há outra explicação? Olha, eu sou de origem pobre, muito pobre. Quem vem lá debaixo, bem do fundo mesmo (da pirâmide social), jamais será reconhecido plenamente pela visão imperial de quem se diz doutor, de quem se acha superior a tudo. Quem me faz oposição não se conforma em ter perdido a eleição para um peão semi-alfabetizado, que começou a estudar já adulto, e que foi aclamado pelo voto popular, derrotando dois representantes do poder maior do Estado, a prefeitura e o governo do Estado. Esse grupinho aí jamais aceitará a liderança de alguém que eles chamam de analfabeto e que já foi braçal, derrubador de juquira, capinador de mato, roceiro, com muito orgulho. Por que foi assim, com uma enxada e facão na mão, que eu ajudei a sustentar minha família. Alguns doutores, não quero generalizar, até porque não generalizo nenhuma opinião, aqueles que se acham com “rei na barriga”, esses estão entalados até hoje com a surra que levaram nas urnas.

Quando fala em seus opositores, o senhor os idêntica apenas na elite marabaense ou em outras camadas da população?

Não, não! Nada de “elite marabaense”. Pra mim não existe esse negócio de elite. Há pessoas nas camadas superiores da sociedade que não tem humildade, malmente falam com seus próprios amigos quando cruzam com eles na rua; falar com pobre, então, é um sacrilégio, pra eles. Naquilo que você chama de “elite marabaense”, sou bem tratado, entendido como o prefeito eleito pelo voto do povo do município. E é bom que se diga, muito antes de ser prefeito, eu já vinha exercendo minha liderança por onde passei. Ainda na zona rural, onde eu era roceiro, fui conduzido à diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, bem jovem. Criei a Associação dos Moradores de Murumuru e Morada Nova, tendo como orientadora a Adelina Braglia, que foi vereadora e vice-prefeita de Marabá. Quando me elegi vereador pela primeira vez, em 1988, não obtive nenhum voto na zona urbana do município. Fui conduzido à Câmara Municipal pelos eleitores residentes na zona rural.

O senhor admite que a oposição está torcendo pelo atravancamento do desenvolvimento de Marabá?

Procure analisar o que foi a eleição de 2008. Antes de iniciar o processo, o ex-prefeito jamais imaginaria que o poder saísse das mãos dele, montado na falta de humildade que o sempre caracterizou e na certeza de que elegeria até um poste, como diziam seus próprios correligionários. Quando a Justiça Eleitoral contou os votos e constatou que a população queria o município em outras mãos, o meu antecessor e seu candidato (deputado João Salame) custaram a acreditar no que havia acontecido. Foi como se o céu desabasse sobre suas cabeças. Quem conversa com os dois, até hoje sente que eles não absorveram o recado das urnas, razão maior de ambos estarem à frente da denúncia formalizada à Justiça pedindo a devolução de meu mandato, conquistado limpamente nas urnas e com expressiva vantagem sobre os demais candidatos. A sede pelo poder é terrível, altera personalidades, e faz com que alguns, no limite da ambição, não queiram esperar pela próxima eleição. Para essas pessoas, pouco importa se uma briga na Justiça, pelo impedimento do mandato outorgado pelo voto popular, irá parar o desenvolvimento da cidade. Isso não importa. Em meus vinte e cinco anos de vida pública, ninguém, ninguém mesmo, jamais me acusará de ter praticado um ato sequer, ou ensaiado qualquer tipo de movimentação para desestabilizar o mandato de prefeitos. E olha que eu tive o poder de presidir por duas vezes a Câmara Municipal, com toda a potencialidade que este poder oferece para atrapalhar o titular de uma prefeitura, mas nunca fugi de minha responsabilidade de colocar os interesses da cidade acima de tudo. Sempre achei que se um dia eu tivesse de ser prefeito de Marabá, seria pelos desígnios de Deus e pela vontade popular. Jamais querendo atropelar a História e o trabalho dos diversos prefeitos. Se quiserem saber se isso é verdade, basta perguntar aos ex-prefeitos Nagib Mutran Neto, Haroldo Bezerra, Geraldo Veloso e ao próprio Tiao Miranda.

O senhor é criticado, inclusive por mim, por manter o hábito de sempre evocar de público a palavra de Deus, mesmo em solenidades administrativas em que o caráter laico do Estado, protegido pela Constituição, deveria ser obedecido. Esse comportamento seu é indispensável?

A questão não é essa. Eu apenas ajo dentro da formação que me foi dada pelos meus pais. Nossa família foi educada dessa forma, respeitando Deus, evocando a sua presença acima de tudo e de todos. E eu não sei por que isso incomoda algumas pessoas, inclusive a você mesmo como um dos críticos! Citar a palavra de Jesus em pequenos trechos de meus discursos, é uma forma de mostrar minha fé ilimitada em Deus. Eu estou apenas repetindo aquilo que faço todo dia, em casa, visitando amigos, no próprio culto. Eu prezo minha fé e acho que devo passar isso para meus semelhantes, já que nenhum mal faz a ninguém, ao contrário, só ajuda a todos.

Muitas pessoas acreditam que esse seu hábito tem como objetivo impor a crença evangélica em contraponto às demais religiões.

Muita tolice imaginar esse negócio de impor religião. Eu, particularmente, respeito todas as religiões. Desde quando me propus espalhar a palavra de Deus, por onde fosse, sou desse jeito. A fé não deixa base para dúvida. É algo feito de maneira a não temer o fracasso. Pois este temor ou medo de dar errado pode resultar em um desastre. Às vezes somos rodeados por dúvidas mediante situações que o Senhor nos conduz. Se duvidarmos, certamente, conheceremos o fracasso. Costumo dizer que fé não é uma atitude desprovida de revelação de nosso Deus. Não é sair fazendo coisas sem nenhum conhecimento e dizer fiz pela fé. Só gostaria que as pessoas entendessem e respeitassem meu jeito de ser. Tenho certeza que falar de Deus, não faz mal a ninguém.

Qual a sua expectativa em relação à Ação de Investigação Judicial Eleitoral que o PPS formalizou pedindo a cassação do seu mandato e do vice, Nagilson Amoury.

Já me manifestei por diversas vezes na imprensa a respeito dessa denúncia. Reafirmo estar tranqüilo em relação a isso, e que aguardo com equilíbrio a decisão da Justiça Eleitoral.

Prefeito, entre os principais auxiliares da governadora, a expectativa é grande para saber qual a posição que o senhor tomará na eleição de 2010 em relação a apoio ou não ao projeto de reeleição da governadora. Afinal de contas, quem receberá seu apoio?

Ainda não tenho nenhuma posição definida quanto a essa questão. No atual estágio em que se encontra o município de Marabá, precisamos ter governantes comprometidos com os grandes projetos de desenvolvimento da região. Não apenas comprometidos, mas provando no dia a dia com a liberação de recursos destinados a reduzir as demandas sociais e urbanas que nos atormentam. A nossa querida governadora, apenas como exemplo, até agora não assinou nenhum convênio significativo com a prefeitura. Para se ter um discurso favorável à reeleição dela, precisamos mostrar os investimentos do governo do Estado aqui na cidade, provar que ela é uma parceira da prefeitura através dos convênios comprometidos. Precisamos da marca do governo do Estado nos ajudando a pavimentar ruas, construindo escolas de ensino médio, enfim, arregaçando as mangas para ajudar a diminuir os impactos negativos dos grandes projetos anunciados para a cidade – inclusive a siderúrgica da Vale, que já começou a atrair pessoas de outros municípios apenas com a divulgação do projeto.

O senhor tem algum tipo de obra que sonha em fazer em Marabá?

Não apenas uma. Tenho na cabeça várias obras idealizadas, e que se eu conseguir recursos para executá-las, me darei por realizado como administrador.

Quais são essas obras?

Com a ajuda de Deus, estou trabalhando para viabilizar recursos para interligar a rua 7 de Junho à rotatória da Transamazônica, fazendo outro aterro paralela ao atual que liga a rotatória da Transamazônica aq Velha Marabá.
Ainda no rol dos sonhos de uma administração que quer mesmo preparar Marabá para os grandes projetos siderúrgicos em fase de implantação, precisamos alargar a Avenida das Mangueiras, que a administração passada construiu paralela ao rio Tocantins, sem se preocupar com o lado humano da cidade. Feita no afogadilho pré-eleitoral, o ex-prefeito fez uma avenida para grande fluxo de veículos sem se preocupar com o transito de bicicletas e o direito de ir e vir dos pedestres, que ficaram sem espaço para andar. Ali já ocorreram diversos acidentes atingindo pessoas desavisadas, que andam na pista por não ter espaço para protegê-las dos veículos. Esse conjunto de obras de infraestrutura resolveria o fluxo engasgado do tráfego de veículos nos três sentidos, além de modernizar o próprio setor urbano da cidade, cada dia mais entupido de carros.

E a duplicação da Pa-150, do Km 6 a ponte sobre o Tocantins, está nesse rol de sonhos possíveis?

Vou chegar lá! Claro que está. Você já deve ter observado a nossa preocupação em viabilizar pequenas obras voltadas à promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiências ou com mobilidade reduzida. Além de estarmos processando o cumprimento de uma lei sancionado pelo Presidente da República, a construção de calçadas sem declives tem que ser feita nos diversos cantos do município, não apenas na cidade. Eu sonho com isso, acho que faz parte da natureza humana, principalmente do administrador público, tratar com cuidado nossos deficientes, oferecendo a eles condição para utilização dos espaços com segurança e autonomia.Quanto a duplicação da Pa-150, que a partir de janeiro deixará de receber essa denominação depois que a rodovia foi federalizada, no trecho Marabá a Redenção, eu já luto por isso desde quando assumi por cinco meses, interinamente, a prefeitura. Já existe projeto no DNIT e o pedido de recursos para viabilizar a obra, que, se liberados pelo governo federal, será duplicada não apenas até a ponte sobre o rio Tocantins, mas até o bairro de Morada Nova, numa extensão de mais doze quilômetros. A duplicação daquele trecho da PA-150 envolve recursos da ordem de R$ 250 milhões. Vamos continuar articulando contatos para que o pleito seja logo aprovado.

Quais as chances dessa grana ser liberada pelo governo?

São grandes, e eu acredito que as primeiras liberações ocorram até final de maio, antes de iniciar o período eleitoral. Mas tenho outro sonho que é urbanizar a área total da Grota Criminosa, igarapé que corre por toda a Nova Marabá e parte da Velha Marabá, desaguando no rio Itacaiúnas. O projeto dessa obra inclui saneamento, proteção contra assoreamento e pavimentação das ruas que seguem a grota, num total de R$ 50 milhões. Para o bairro de São Félix, do outro lado do rio Tocantins, sonho em construir um muro de proteção, um cais de arrimo, em grande parte da área habitada, possibilitando a criação de uma orla urbanizada. O projeto envolve o total de R$ 40 milhões. Todas essas obras já estão com pedido de recursos em Brasília.

Qual a previsão para entregar as obras de duplicação da Transamazônica e da ponte sobre o Itacaiunas?

O andamento das duas obras segue seu cronograma normal. A duplicação da ponte até com seu planejamento adiantado. Meu desejo é inaugurar a segunda ponte dia 5 de abril, e a equipe técnica à frente do Consórcio Egesa/CMT tem feito todo esforço para atender a esse nosso pedido. Vamos torcer para o período chuvoso não pregar alguma surpresa negativa, prejudicando o ritmo dos trabalhos.

O senhor acredita terminar o seu mandato assinando uma grande administração pública em favor do desenvolvimento de Marabá.

Acredito. Temos potencial pra isso, e força de trabalho. Não apenas olhando o desenvolvimento pleno do município, mas oferecendo melhor qualidade de vida às nossas comunidades das zonas urbana e rural. É pra elas que queremos fazer um grande governo, independente dos esforços que um pequeno grupo faz para atrapalhar esse desenvolvimento. Apesar da torcida contrária dessa gente, vamos transformar Marabá num lugar ideal para se morar com dignidade.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

No encalço da preguiça

Curtinhas férias de 15 dias afastaram o blogger do batente.

E da blogosfera.

Hora é pra ouvir o barulho de águas do mar ressoando na praia, braba e mansa.

Tempo de andar descalço, jeans skinny cinza com gosto de descolado - totalmente entregue à contracultura como estilo de vida.

Mais preciso: easy rider.

A política, os negócios, o tititi dos comentaristas do blog, às favas tudo isso.

Como é bom tocar um instrumento na beira do mar.

Ou jogar a emoção de um oceano de canções no bojo do violão.

Ouvindo Sinatra, Cesaria Avora, afinando o instrumento com um diapasão digital.

Chique esse troço digital comprado na quinta-feira, 24, que nem sabia ser tão preciso.

De tão bom, fico agora afinando e desafinando as cordas do violão, só pra medir a precisão da geringonça digital.

Foi-se o tempo em que eu ficava com um analógico na boca, soprando como se fosse guarda de trânsito pra deixar a afinação nos trinques.

Hoje, sinto assim como se o mundo brilhasse em mim...

Nem sei como definir.

Água que corre sobre meus pés descalços, como sangue em minha terra.

Tudo se mistura.

E parece explodir, docemente, nessa imensidão salgada de mares.

O mar que enche, na fluência da maré, molhando minha pele.

Em férias, somos assim: soltos e lerdamente desconexos.

Bem, mas o que quero mesmo é saber se você teve um bom Natal, reunido com a família e amigos.

E, com gosto de sal na boca de águas verdes a me molhar, desejar-lhe um Ano Novo redondo.

Redondinho como esse universo criado por Deus pra gente contemplar, pelo menos uns poucos dias do ano.

Vai, leitor, ser feliz no Ano Novo.

Até mais ver..

Entrevista

Entrevista do prefeito Maurino Magalhães concedida há dez dias, já foi transcrita na VídeoV e mandada por email ao poster,  para revisão.

Vamos ver se daqui pra sexta, primeiro dia de 2010, a gente dá uma checada no depoimento do prefeito.

Até o dia 1º de janeiro, material vira post.

Nova faculdade

Numa barraca especializada em caranguejo no toc-toc, engenheiro civil informa que seu colega recebeu a incubência de projetar prédio destinado a construção de um faculdade para sete cursos superiores.
Dono do empreendimento,  empresário Jader Barbalho Filho pretende edificar projeto num imenso terreno que possui em área nobre do Núcleo Nova Marabá, na cidade de Marabá.

Na onda do tititi

Lá  em Marabá, corre papo contando da hipotética posse do empresário Demétrius Ribeiro (PSDB) no Senado, diante de um suposto afastamento por 90 dias do titular, senador Mário Couto.
Mas como essa conversa é antiga, fica apenas o registro.

E a certeza de que o poster não gastará um minuto de telefonema para checar o barato.

Por total desinteresse e indisposição.

Se algum assessor do senador Couto tiver interesse em impactar a informação, basta mandar comentário.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Mais informação

Única emissora de televisão geradora de Marabá, o Canal 2 da RBA lançou sua programação de jornalismo local, anunciando três tele-jornais diários.

Consistente e atuando nas áreas de jornal impresso, TV e rádio, o grupo amplia sua influência no Sul do Estado.

Comida pelas beiradas, a concorrência se mostra zonza e sem rumos.

Em tempo: as demais emissora de televisão de Marabá são repetidoras - inclusive o  Canal 5 (Liberal).

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atualização:

Prestigiando apresentação da programação da emissora, diretoria da RBA marcou presença em Marabá, entre seus integrantes, Jader Filho (diretor-presidente), Camilo Centeno (diretor-geral), Miguel Barbosa (gerente comercial) e Inaldo Souza (gerente de Marketing).

Como dois e dois

Olhar crítico

Ninguém se interessou pelo assunto ou passou mesmo batido na blogosfera -, artigo assinado pelo deputado federal Jader Barbalho, no Diário do Pará de domingo.

“A divisão do Pará” intitula os argumentos do líder peemedebista com os quais ele defende a aprovação do plebiscito para auscultar a vontade do povo paraense quanto a criação ou não dos Estados de Carajás e Tapajós, e trás à luz dados até agora não abordados por ninguém: a distribuição do eleitorado nas três áreas interessadas.

Ora, o Pará hoje tem um pouco mais de 4,5 milhões de eleitores e o quadro com os 64 municípios que poderão formar os Estados de Carajás e Tapajós possui cerca de 1,5 milhão, restando três milhões de votantes. Isso deve favorecer uma grande disputa de convencimento”, diz, sutilmente, um dos parágrafos da matéria com a qual Jader Barbalho assina sua posição de apoio ao plebiscito.

Plebiscito que o próprio parlamentar assegura ser aplicado em todo o Estado, e não apenas nas duas regiões interessadas na divisão como tem dito alguns de seus defensores.
Jader praticamente explicita: - Ora, por que vós, direis estrelas, se apavoram tanto diante de avassaladora diferença de votantes domiciliados naquilo que poderia ser o Estado remanescente do Pará?

Surucupinense de ribanceira

Sinceramente, o blog achava que isso não existia mais no nosso Pará.
O correspondente do Diário de Carajás informa:



A Câmara Municipal de Conceição do Araguaia, em uma iniciativa ousada da Mesa Diretora 2009, acaba de adquirir um veículo Pajeto Mitsubishi, que ficará à disposição dos vereadores daquela Casa de Leis para o desempenho dos trabalhos legislativos.


O veículo foi apresentado à população conceicionense durante passeata que percorreu toda a cidade na manhã do último sábado (19).



Os grifos são de nossa autoria.

Quem gosta de rir, deem gargalhadas.

Os mais ressecados, por favor, evitem suicídio!

PS- Na passeata, certamente não faltaram queima de fogos, pois, pois!

Dinheiro no bolso

O comércio de Marabá começa a bombar, a partir desta quarta-feira, 23.

O salário de dezembro dos servidores da prefeitura foi pago com antecipação de uma semana.

A secretaria de Finanças disponibilizou os recursos na terça-feira, 22.

Agora é por conta do banco.

terça-feira, dezembro 22, 2009

O que disse Almir Gabriel

Com insistência, o blog conseguiu apurar o que foi tratado na conversa de Almir Gabriel com os deputados do PPS, Arnaldo Jordy e João Salame.

Amiga do ex-governador pelo PSDB, a fonte decidiu revelar ao pôster alguns detalhes do encontro para o público saber que Almir não abandonou a política – “e que estará firme e forte influenciando a eleição de 2010, no Pará” .

Trocando em miúdos:

Terceira Via
O ex-governador paraense já está trabalhando para encontar uma candidatura capaz de enfrentar Ana Júlia (PT) e Simão Jatene (PSDB).


Com quem conversar

Almir Gabriel deixou a entender aceitar conversar até com Jader Barbalho, desde que este não pleiteie candidatura ao governo do Estado. Incluir o PMDB numa composição em que Jader seja candidato ao Senado, não haverá nenhum problema.

Candidatura de Tião

Gabriel disse nada ter contra a pré-candidatura de Tião Miranda, pelo PTB, mas considera o ex-prefeito de Marabá inexperiente ainda para disputar o governo estadual.

Simpatias

Ficou claramente explícito haver da parte de Almir Gabriel dois nomes que ele apoiaria abertamente para governador, inclusive, transformando-se em soldado à cata de votos para um deles: Anivaldo Vale (PR) e Valéria Pires Franco (DEM).

Conspiração a caminho

Esclarecendo de vez a tal expressão "Vale do Rio Amargo" que ele cunhou na carta divulgada pelo Diário do Pará comunicando seu desligamento do PSDB, Almir Gabriel disse aos dois interlocutores, com todas as letras, segundo a segura fonte, haver um movimento conspiratório contra os interesses do Pará comandados pela Vale S.A e pelo hoje desafeto Simão Jatene.

Futuro partidário

Já quase no final do papo com o ex-governador, Arnaldo Jordy convidou-o a ingressar no PPS.

Neste momento, Almir levantou-se da cadeira e começou a falar alto, alegremente satisfeito:


- Eu achava que não seria convidado, eu achava. Agradeço demais o convite, vamos conversar mais.

Se quiser preparar o suco

Respondendo a um dos leitores de seu blog, o deputado federal Vic Pires Franco (DEM) disse que a pré-candidatura ao governo do ex-prefeito de Marabá, Sebastião Miranda (PTB),  "não vai decolar, é um balão de ensaio".

O blogger quis saber também de um outro político paroara, bem articulado com a maioria das correntes partidárias do Estado, se ele pensava o mesmo do deputado comandante do DEM  paraense.

"Na política, também, você pode fazer de um limão, uma limonada", respondeu, enigmático, para explicar em seguida que tudo vai depender de como Sebastião Miranda se comportará a partir de agora: emprestando o nome dele para os líderes do PTB e PR - Duciomar Costa e Anivaldo Vale -, fazerem jogo de pressão buscando boa margem de negociação em futuro próximo; ou, partindo para viabilizar-se como verdadeiro candidato ao governo.

Como viabilizar-se?

Colocando o pé na estrada para conversar com os representantes dos partidos, propondo alianças, etc.

E é bem aí que reside o X da questão.

Sebastiao Miranda é avesso a esse jogo de muita conversa. Tem demonstrado, ao longo de mais de vinte anos como político de Marabá, detestar fazer sala ou visitar algum correligionário ou aliado em potencial. 

Se quiserem deixá-lo amuado é só propor marcar reuniões para discutir isso ou aquilo no jogo jogado da política.

Agora, para colocar a mão na massa, e tocar obras - é com ele mesmo.

Para transformar o limão em limonada, Tião Miranda precisa conversar com os partidos - preferencialmente aqueles propensos a apostar numa terceira via, se é que eles existem.

Dar uma esticada até Redenção, onde num fim de semana pode conversar com o deputado Giovanni Queiuroz, do PDT, apenas como exemplo, para o espírito acomodado de Sebastião Miranda, isso aí é como uma via crucis.

Só vai empurrado. Ou puxado por insistência de terceiros.

A entrevista de Maurino

O prefeito de Marabá, Maurino Magalhães, concedeu entrevista ao blog. Uma longa entrevista.

Topou o desafio e respondeu a todas as perguntas.

O conteúdo do depoimento passa por um processo de transcrição, para ser publicado no próximo domingo.

A entrevista provocará repercussão.

Arrumando a casa

Foram mais de 90 dias de cabeça enfiada num projeto de produção (gravações externas) de um vídeo que retratará o "Caminho da Castanha", trajeto de Marabá a Belém que faziam as grandes embarcações do Tocantins transportando a castanha  extraída na região.

Dedicação ao documentário afastou o blogger da atualização diária deste sítio, que será normalizada a partir de hoje, com eventuais atrasos até a próxima quinta-feira, 24.

E daqui a pouco, no período vespertino, alguns posts sobre o lançamento da pré-candidatura de Tião Miranda ao governo do Estado, com repercussão no Sul e Oeste do Pará.

Até mais.

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster publicada na edição desta terça-feira, 22, no Diário do Pará.

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Novos tempos

O novo secretário de Saúde de Marabá, Ademar Rafael Ferreira, ex-gerente do Banco do Brasil, foi recebido carinhosamente pelos servidores do órgão, durante rápida solenidade de apresentação do dirigente, e em meio a emocionado discurso de uma funcionária declarando o renascimento da esperança de dias melhores para a secretaria. Ademar transmitiu excelente impressão aos seus subordinados, garantindo trabalhar intensamente para recuperar o tempo perdido. Ganhou também o comprometimento de todos apoiá-lo na implementação de medidas amargas.

Siderurgia interiorizada
Ian Correa, vice-presidente da Sinobrás, representou a empresa na solenidade de lançamento das obras da Companhia Siderúrgica do Pecém, no complexo industrial e portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. Durante evento, os projetos Alpa e Aline foram citados como outro grande empreendimento da Vale, na área de siderurgia, com execução prevista para 2010, em Marabá. Roger Agnelli, José Carlos Martins, Aristides Corbelline – pela Vale -, e Cid Gomes, governador do Ceará, também estavam lá.

Premiação comemorada
Associações de bairros e lideranças comunitárias das áreas urbana e rural repercutem no município a premiação outorgada pelo IBRAE (Instituto Brasileiro de Estudos Especializados) ao prefeito Maurino Magalhães (PR), pela inclusão de Marabá entre os Cinquenta Melhores Administrações Municipais do Brasil, “sob o enfoque da sustentabilidade urbana”. Com distribuição de folders exaltando o diploma, as entidades solidarizam-se com o prefeito ratificando confiança na gestão dele.

Olho no futuro
Com anúncio de que as construtoras Andrade Gutierrez e Odebrechet deverão instalar canteiro de obras em Marabá preparando-se para participar do boom de construções na área de siderurgia, o SINE/Marabá formatará um banco de dados para abastecer de informações as empresas em busca de mão-de-obra. Nesse sentido, abrirá cadastramento de profissionais da construção civil, a partir de 05 de janeiro, com vagas destinadas a pedreiro, ajudante de obras, carpinteiro, soldadores, entre outros.

Bases empolgadas
Peemedebista do Sul do Pará que participaram de convenção estadual do partido, em Belém, retornaram aos seus municípios empolgados com a possibilidade de Jader Barbalho disputar o governo do Estado. Para alguns prefeitos, o discurso do deputado federal declarando que se o PMDB decidir encarar o pleito, o candidato estaria no segundo turno, é sinal da disposição de Jader em analisar positivamente o desafio.

Sem censura
Colunista entrevistou por quase duas horas o prefeito de Marabá cercado de um clima inicial um tanto pesado. Justo se diga, todavia, a determinação de Maurino Magalhães não deixar uma pergunta (muitas delas provocativas) sem resposta, mandando ver questões tipo descontrole de gastos públicos, caixa dois de campanha eleitoral, oposição ao governo dele, instabilidade institucional, e até imersão religiosa na administração municipal. Maurino dá estocadas diretas no ex-prefeito Tião Miranda e no deputado João Salame (PPS). Está sendo transcrita para publicação no blog.
Agentes de saúde
A propósito de nota publicada na edição passada da coluna sobre o plano de carreira para agentes comunitários de saúde, em discussão na Câmara Federal, Ed Wilson, do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, observa que em hipótese alguma o poder publico municipal poderá estabelecer padrão salarial inferior ao salário mínimo nacional, para os agentes comunitários, e que a utilização dos recursos para possíveis aumentos salariais, deve ser analisada por cada município, envolvendo negociação entre os gestores e trabalhadores.



Umas & Outras
Deputado federal Asdrubal Bentes (PMDB) garante a coluna não ter mais dúvidas: Jader Barbalho anunciará, na hora certa, candidatura ao governo do Estado.


Explosão demográfica em Marabá é algo incontrolável. O bairro Francolândia, área de terra doada pelo empresário Daniel Franco a 300 famílias, está praticamente com todos os lotes ocupados. Diariamente novas construções são edificadas no local, que deverá se transformar no mais novo bairro de Marabá, totalmente habitado.


Representando Ana Júlia, o Gerente do Centro de Integração Regional de Marabá, Sebastião Ferreira, apresentou à imprensa e a diversas entidades de classe as obras de reforma completa do Colégio Plínio Pinheiro, que há mais de 40 anos não recebia benefícios em sua estrutura física, ganhando agora até ginásio de esportes.


RBA lança a programação local de Marabá do Canal 2, nesta terça-feira, 22, em solenidade numa casa de eventos. O telejornalismo contará com quatro programas diários nas áreas de polícia, esporte, entrevistas e noticiário em geral.

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domingo, dezembro 20, 2009

De pernas pro ar

Um escárnio, a manchete do UOL, portal da Folha de São Paulo, atiçando a pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial: “Serra supera Dilma e Ciro no segundo turno”.


Não tem jeito, a esforço da família Frias no processo de “bombeamento” da candidatura do governador de São Paulo está cada vez mais entrando em fria.

A editoria hiberna o que é mais importante na última rodada de pesquisa do instituto: a manutenção do crescimento constante da candidatura da ministra da Casa Civil, saltando de 17% para 23% de intenção de votos.

O portal busca na leitura dos índices de um suposto segundo turno manter acesa as possibilidades de Zé Serra chegar ao poder, subvalorizando outro fator bastante significativo que é a diferença agora de 14 pontos entre os mais fortes candidatos.

Distanciamento que já esteve próximo a 30 pontos segundo pesquisas do próprio Datafolha, a partir do momento em que incluiu o nome de Dilma nos questionários.

sábado, dezembro 19, 2009

It has to be today

Correta a decisão do prefeito Darci Lermen de não adiar, pela terceira vez, a data da inauguração do Centro Administrativa de Parauapebas, conforme pediu Ana Júlia, lá de Copenhague.


Seria acumular desgaste demais no lombo.

E na credibilidade.

A candidatura Tião

A pré-candidatura do ex-prefeito de Marabá, Tião Miranda, ao governo do Estado pode dar um nó em muitas articulações enfeitadas nos bastidores. De repente, ela desponta com o potencial de arregimentar as forças políticas do Sul e Oeste do Estado, num momento em que o sentimento separatista acumula frustrações pelo adiamento da votação do plebiscito ninguém sabe para quando.


A entrada de Tião Miranda no jogo sucessório é um desses ingredientes capazes de apimentar a disputa e potencializar-se, durante o processo de convencimento eleitoral, numa zebra sem precedente.

Detalhe: caso o ex-prefeito de Marabá tenha mesmo aceitado oferecer seu nome à sucessão de Ana Júlia, ele tem o dever moral – e ético – de entregar à governadora o cargo de superintendente do SEBRAE-PA, para o qual foi eleito numa disputa em que o governo estadual se indispôs com o PIB de Belém, acumulando desgastes depois de fratricida luta com expressivas personalidades empresariais.

Sonhos feitos de pó

Jobson, o jogador de Conceição do Araguaia flagrado duas vezes no exame antidoping por uso de cocaína, é mais um jovem do interior deste país a ser castigado duramente pelo peso da transição do ocaso para a fama. Igual a ele, outros garotos vivem a mesma situação: o sonho de ser ídolo esmagado pela saturação psicológica de estar entre dois mundos.

O mundo da miséria e do isolamento no interior de vilas e bocadas, e a descoberta da possibilidade de se tornar ídolo num grande clube de futebol.

É tênue, muito tênue, a linha a separar situações opostas.

De origem pobre vivida nas ribanceiras do rio Araguaia, Jobson quis ser apenas mais um Adriano da vida.

Ou outro ídolo dele famoso.

A exposição desse caso na mídia e as especulações criadas em torno da situação vivenciada pelo jogador, sujeito a ser banido dos esportes, devem ser analisadas com cuidado.

Se já estava vulnerável a ponto de usar cocaina ninguém sabe a quanto tempo, Jobson corre agora o risco de se transformar num marginal, com todos os riscos que isso representa para a sobrevivencia de um garoto que queria apenas ter seu nome gritado pela torcida num dia de domingo ensolarado.

O caso Jobson retrata a necessidade, cada vez mais urgente, dos dirigentes de clubes criarem departamentos específicos para o desenvolvimento do chamado trabalho psicopedagógico, uma novidade no Brasil, mas fundamental para o atleta ser acompanhado logo em que o mesmo passa a ser domínio dos clubes.

O trabalho psicológico deve ser feito de forma gradativa, a fim de que o esportista aprenda a lidar com as pressões à medida que vai crescendo profissionalmente.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Tuitando a morte do filho

Cerca de 30 minutos depois de os paramédicos chegarem, e enquanto ainda tentavam reanimar o garoto, Ross escreveu no Twitter: "Por favor rezem como nunca, meu filho de 2 anos caiu na piscina".



Cinco horas depois, quando médicos anunciaram a morte do menino, ela foi ao site e escreveu: "Me lembrando do meu menino de ouro". Em seguida, colocou no ar uma foto do filho.


Tuiteira norte americana causa polêmica no micro-blog.

Saiba mais aqui.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Soldados da Borracha: aposentadoria justa

A Comissão Especial da PEC do Soldado da Borracha (Proposta de Emenda à Constituição 556/02) aprovou nesta quarta-feira o substitutivo da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que aumenta de dois para sete salários mínimos a pensão dos ex-seringueiros que atuaram na Segunda Guerra Mundial e cria um abono que fará as vezes de 13º salário. O presidente da comissão, deputado Lindomar Garcon (PV-RO), e a relatora anunciaram que já foi apresentado pedido de urgência e esperam que a PEC termine sua tramitação em 2010.



A relatora explicou que seu relatório busca resgatar a história dos soldados da borracha e fazer justiça salarial. Ela relatou que, em 1943, quando o Japão deixou de produzir borracha, Brasil e Estados Unidos fizeram acordo para manter a produção bélica. Com isso, 60 mil pessoas foram enviadas à Amazônia para extrair borracha. A maior parte delas foi convocada, da mesma forma como foram os pracinhas brasileiros; 30 mil morreram. Dos 20 mil pracinhas, 454 morreram na Itália.


Equilíbrio para a Previdência


A PEC da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) previa que o pagamento dos soldados da borracha, hoje de R$ 930, fosse equiparado ao dos ex-combatentes militares, que recebem R$ 4.143 mais abono referente ao 13º salário.


O deputado Fernando Melo (PT-AC) perguntou a relatora por quê o substitutivo prever um salário de R$ 3.265, R$ 878 a menos do que recebem os ex-combatentes. Perpétua Almeida explicou que a proposta foi pensada de forma a não dificultar a tramitação. Ela afirmou que, com certeza, esse valor será questionado no Plenário e acrescentou que seu objetivo foi buscar um equilíbrio aceitável também para a Previdência.


Perpétua Almeida enfatizou que é urgente a aprovação da PEC porque morrem 3% dos ex-soldados a cada ano. Hoje, informou, há 14.900 pessoas recebendo pensão, 6.584 dependentes de soldados da borracha. Os outros 8.316 são ex-seringueiros como seu pai, que hoje tem 86 anos.


O deputado Moreira Mendes (PPS-RO) afirmou que não há um único dia em que um político da Amazônia não seja abordado por um ex-seringueiro que espera que seja feita a correção em seus vencimentos. Ele elogiou a ênfase dada pela relatora ao resgatar a história “desses heróis, que deram a vida por um ideal”.


A proposta segue para ser analisada pelo Plenário.


Fonte: Agência Câmara


Atualização:

Clique Aqui, para conhecer íntegra e tramitação da matéria.

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atualização às 14:00

Prenhe de razão, Ademir Braz,  manda cocomentário revoltado com a tardia aprovação da matéria que propõe o pagamento digno dos "Soldados da Borracha":



Hirô, mano velho: essa esmola não vem tardiamente? Quantos "soldados da borracha" ainda sobrevivem? Veja como está o pai do João Filho, vizinho aí de cima: 90 anos, cego de glaucoma e há bem dez anos à espera de Justiça.



Conheci alguns desses "soldados" aqui em Marabá que, ao procurar seus direitos de aposentadoria", no INSS lhe pediram prova concreta de que trabalharam nos seringais: facão, raspadeira, cuités para recolher o leite...


Puta que pariu!


Claro que eles não tinham mais essas tranqueiras! Resultado: nenhum se aposentou.

terça-feira, dezembro 15, 2009

Calendário tucano

Depois do lançamento da pré-candidatura de Simão Jatene ao governo do Estado, vereadores e prefeitos do PSDB retornaram aos seus municípios com a missão de organizar encontros mesorregionais com objetivo de levantar o moral da militância, depois do longo mergulho ao qual ficou submetida a legenda no Sul do Pará.


Já a partir da primeira semana de janeiro de 2010, membros da executiva estadual passarão a orientar cada liderança municipal para as viagens a serem feitas pelo candidato nas cidades da região, promovendo corpo a corpo com o eleitorado em visitas relâmpagos.

Dia seguinte

Em mesas separadas, lideranças das quatro correntes do Partido dos Trabalhadores, no Pará, saborearam peixe e arroz ao tucupi, no início da tarde de segunda-feira, 14, na Estação Gourmert, ao lado da Basílica de Nazaré.


Pela DS, André Farias (secretário de Integração Regional) e Marcílio Monteiro (Projetos Estratégicos).

O PT Pra Valer se fazia presente nas vozes de Valdir Ganzer (Setran) e deputado Zé Geraldo.

Deputado federal Paulo Rocha representava a Unidade na Luta, acompanhado do prefeito de Belterra, Geraldo Pastana.

Outro deputado, Beto da Fetagri, falando em nome da AS – Articulação Socialista.

O papo do grupo demorou mais do que se consome num tempo normal de almoço.

O cardápio político, claro, girava em torno da definição de Simão Jatene, candidato opositor à reeleição de Ana Júlia.

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atualização às 13:00


O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores no Estado do Pará, reunido em Belém, no dia 12 de dezembro de 2009, avalia o trabalho realizado pela atual direção do Partido dos Trabalhadores nos últimos dois anos, faz um balanço do governo do estado do Pará e reafirma as estratégias eleitorais para 2010.


Em extensa nota com 21 tópicos, distribuída à imprensa do Pará, o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores comunica resultado de avaliação das ações do governo do Estado, reafirmando as estratégias eleitorais para 2010.

No que se refere ao quesito “Eleições 2010, alianças e estratégia pré-eleitoral", diz a nota:


1-Para 2010, nossos adversários estão divididos. Dão como certo seu retorno ao lugar de onde não admitem terem sido apeados pelo voto direto do povo. Além desse passado nefasto que tentam o tempo inteiro vender como uma época de ouro, os tucanos não conseguem apresentar idéias e propostas para o Estado, a exemplo do que acontece com seus congêneres nacionais José Serra e Aécio Neves, e até hoje não apontam seu programa para o Pará, a não ser duas ou três obras turísticas concentradas na capital.


2-A prioridade do PT em 2010 é aprofundar o nosso projeto de desenvolvimento no Pará, com a reeleição da governadora Ana Júlia, a recuperação da vaga do PT no Senado com a candidatura do companheiro deputado Paulo Rocha, liderança capaz de fortalecer a chapa majoritária e animar ainda mais a militância petista; ampliar nossas bancadas na assembléia legislativa e na câmara federal e contribuir com os avanços do Brasil no futuro governo da ministra Dilma Roussef, que já alcançou os 20% nas intenções de voto a mais de um ano das eleições.


3-A construção de um programa democrático e popular capaz de aprofundar as mudanças em andamento e inscrever novos desafios na construção de um Pará Para Todos passa por um amplo debate nas instancias partidária e com participação dos nossos aliados é peça fundamental deste tabuleiro.


4-É necessário construirmos uma ampla aliança entre as forças democráticas e progressistas, unindo partidos e sociedade civil, envidando todos os esforços para reeditar a aliança vitoriosa de 2006 com o PC do B, PSB, PMDB e PRB e buscando ampliá-la na direção de PR, PTB, PP, PV, PSC e PDT e outros partidos que estão dialogando com a nossa base.


5-Também é preciso organizar o mais rápido possível o comando da campanha de reeleição da governadora Ana Júlia e do senado e definir o calendário da pré-campanha é uma tarefa urgente. Precisamos destacar as obras e ações por região, demonstrando o impacto dessas obras e serviços na vida da população beneficiada.


6- Em síntese, é missão do PT construir a estratégia de mobilização que fará do ano de 2010 não apenas um ano eleitoral, mas um ano de intensa participação política, em defesa de nossas conquistas. Para tanto, o balanço e o programa de governo terão função central. É preciso popularizar esse debate, desde já. É necessário, também, construir uma ampla base de alianças para propiciar a reeleição de nosso projeto político e a consolidação da coalizão que sustenta o governo, ampliando nossas bancadas na Assembléia Legislativa, retomando nossa vaga no Senado, objetivo essencial para a agenda de mudança que queremos para o Brasil e para o Estado do Pará.

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster publicada nesta terça-feira (15), no Diário do Pará.

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Promotor censurado

A Procuradoria-Geral de Justiça acolheu ato de punição sugerido pela Corregedoria-Geral do Ministério Público do Estado com aplicação da penalidade disciplinar de censura ao promotor público de Marabá, José Luiz Brito Furtado, acusado de disparar três tiros contra a própria companheira, Maria Odinéia Rodrigues Farias, em fevereiro de 2008, no interior da residência do casal. Relatório do Processo Administrativo Disciplinar 010/08 concluiu que “ficou demonstrado o envolvimento do indiciado do feito, tanto que este tratou o caso como acidente, admitindo-o, portanto”.

Credibilidade funcional
Citando artigos da legislação que estabelece como dever dos membros do Ministério Público “manter ilibada conduta pública e particular”, a conclusão do relatório destaca, no entanto, que, no caso em apreço, “a conduta do indiciado (José Luiz Furtado) não aparenta gravidade suficiente para a perda do cargo, porém compromete a sua credibilidade funcional, sendo, sem a menor sombra de dúvidas censurável pela sociedade”.

Samba do crioulo doido
As sentenças proferidas pela juíza da 3ª Vara Cível de Marabá, Maria Aldecy de Souza Pissolati, costumam deixar a população perplexa e indignada. Não bastasse a luta de braço da meritíssima com a Procuradoria Geral do Estado, cujas decisões de sua jurisdição têm atrasado os trabalhos de implantação da Alpa, siderúrgica que empregará mais de treze mil pessoas, gerando renda e riquezas pra região, agora a juíza sentenciou mérito de ação favorável ao dono de matadouro clandestino, condenando a cidade a consumir carne sem inspeção dos agentes sanitários. Nas duas frentes de batalha, a juíza já teve suas sentenças reformadas pelo TJE, que deverá se manifestar outra vez no caso do liberou geral de Aldecy, já que a prefeitura irá recorrer da sentença.

Filme antigo
Colunista tem mantido postura crítica em relação à administração atabalhoada do prefeito Maurino Magalhães (PR), principalmente ao que se refere à falta de firmeza na gestão fiscal. Acompanhou, também, em cima dos fatos, a prisão pela polícia federal do vice-prefeito Nagilson Amoury, na operação que apura fraudes na compra de medicamentos. Os equívocos administrativos, todavia, não avalizam nenhuma aventura no sentido de pedir o impeachment do prefeito, como se ouve falar dentro da Câmara Municipal. Esse filme, já foi visto várias vezes. Uma crise institucional, agora, é o que menos Marabá precisa diante da implantação dos projetos de industrialização anunciados.

Cheiro de golpe
Impeachment é um processo político, não criminal, que tem por objetivo apenas afastar o titular do cargo sem que por isso ele seja condenado penalmente. Fica até parecendo golpe de verdade. Trocar um por outro, sem aval popular. Ademais, os servidores estão recebendo em dia, com 13º salário pago integralmente. O descontrole administrativo pode ser contornado com a colocação de pessoas preparadas, no lugar certo. O resto é carnaval de quem quer ver o circo pegar fogo.

Sem volta
Ao apresentar à sociedade o Projeto Aline, indústria de laminados, durante reunião ocorrida na Associação Comercial e Industrial de Marabá, o vice-presidente do Grupo Cearense, Ian Correa, garantiu que o empreendimento é uma decisão definitiva, ainda que se aguarde a conclusão dos estudos de sua viabilidade. Alpa e Aline, na avaliação de Ian, se completam entre si, motivo pelo qual a Aço Cearense e a Vale decidiram investir em suas implantações. Três empresas internacionais estão sendo contratadas para confeccionar os estudos.

Agentes comunitários
Autor da lei 10.507 que regulamentou a profissão dos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, o deputado federal Paulo Rocha (PT) crê na aprovação em plenário das duas casas, ainda no primeiro semestre de 2010, da PEC 391/09 que cria agora o plano de carreira para os agentes comunitários, garantindo que o repasse do governo federal para as prefeituras seja utilizado integralmente para o pagamento dos salários dos 300 mil agentes em todo o País. O repasse hoje é de R$ 651,00, mas muitas prefeituras utilizam esses recursos para outros fins. O texto prevê que esses trabalhadores terão um piso salarial, a ser fixado posteriormente por meio de projeto de lei complementar. Hoje, os agentes de saúde são pagos conforme a capacidade das prefeituras.


Umas & Outras
Coluna de 28 de novembro registrou: “Prefeito Maurino Magalhães entende que o problema da saúde se resolve com um choque de gestão, razão maior para se suspeitar de que ele deverá escolher um administrador para o cargo” (secretário de Saúde).


Mais uma vez, o colunista antecipa fatos: o novo secretário de Saúde de Marabá será Ademar Rafael Ferreira, ex-gerente do Banco do Brasil e que trabalha como executivo da Maragusa. Administrador nato.


Eugênio Alegretti, Gerente Administrativo da Unimed Sul do Pará condecorado com a medalha João Rocha, na festa do Empresário do Ano.


Quem também recebeu homenagens foi o Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Cláudio Puty.


Nesta quarta-feira, 16, Ian Correa desembarca em Fortaleza para representar a Aço Cearense na festa de entrega do Prêmio Maiores Contribuintes do Ceará, pelo sexto ano consecutivo.


Termina hoje, 15, cadastramento ao programa Bolsa Trabalho, oferecido pelo Governo do Estado em parceria com a Prefeitura de Marabá, no Ginásio Poliesportivo da Folha 16.

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segunda-feira, dezembro 14, 2009

Ânimo restabelecido

Os dois prefeitos do PSDB eleitos no Sul do Pará,  Maria Ribeiro da Silva (Palestina);  e  “Alegria”- Gilgleider Altino Ribeiro (Santana do Araguaia) retornaram de Belém  animados com o lançamento da pré-candidatura de Simão Jatene ao governo do Estado. Garantem que vão rodar estradas em busca de votos para a recondução dos tucanos ao poder.

MPE censura promotor de Marabá

Saiu o relatório do PAD 010/2008 que apurou a agressão do promotor José Luiz  Furtado a sua companheira Maria Odinéia Rodrigues Farias. O processo Administrativo Disciplinar instaurado pelo Ministério Público Estadual concluiu pela culpabilidade do promotor, ratificando informações à época de tiros disparados contra a parceira e outros projéteis espalhados pela residência do casal.

Pela gravidade do caso, a censura do MPE é um presente  natalino que chega às mãos do promotor, corroendo de forma quase ininteligível  sua biografia de autoridade pública instituída para fiscalizar os maus costumes e as práticas criminosas.

Amanhã, na coluna do poster no Diário do Pará, mais detalhes sobre a leve penalidade imposta ao promotor de Marabá, poelo MPE.

domingo, dezembro 13, 2009

Hipocrisia sem-vergonha

Mestra Marise Morbach dá o seu recado, à altura de sua sensibilidade  docente:


Como escreveu Drummond: "sejamos docemente pornográficos". O fim do ano está a poucos passos: vamos nos arrastando, rezando, suplicando, pedindo: "um pouco de pornografia aí, por favor!".


Não é fácil viver com essas elites tão refinadas, formadas nas melhores universidades brasileiras e do exterior.


Não é fácil conviver com jornalistas ávidos por escrever no vocabulário adequado aos 'manuais da redação'.


É de uma perfeição o cenário político que nos deixa à beira de uma congestão intelectual: são cuecas, dólares, euros, filmagens, delações e processos, que de tão refinados, ofuscam as mentes mais brilhantes do país, a ponto de um simples "merda" ser motivo para debates acalorados.


Não é fácil ser presidente dessa república orgulhosa e culta; não é não!
 
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Comentaristas

Na caixa de comentários do Quinta, Marise encontra apoio à sua indignação.


Professor Alan, bate de prima:



Pois é, Marise, o Lula falou "merda"...


Como diria o meu avô, seu Raimundo: "grandes merdas!".


Com toda a sua erudição o FHC não mudou nada no panorama do país. Aliás, se fosse com ele a imprensa diria que ele na verdade falou "merde", em francês, o povão que teria entendido "merda".


O problema dos políticos não é quando eles falam merda, nem quando dizem besteiras em geral.


O problema é quando eles resolvem falar - e agir - a sério...


Aí sim é que dá merda!


Bom demais essa blogosfera!

Com ela, o mundo já está sendo marravirrosamente diferente.

Nossos Jackson do Pandeiro

Temos duas bandas de música de qualidade, em Marabá: a da Fundação Casa da Cultura, idealizada há mais de 18 anos pelo Noé Von Atzingen; e a Banda Shalom, da Funcad – Fundação de Assistência aos Menores e Adolescente, criada e mantida sob monumental esforço pela Márcia Costa.

As duas bandas, encorpadas por metais, são orgulho da cidade.

Idealizadas a partir da necessidade de reduzir a presença de meninos em áreas de risco.

Ontem à noite, assisti ao VI Recital da Shalom, nas dependências do clube da Vila Militar, totalmente lotadas.

Emocionante sob todo aspecto, o recital nos mostrou a música clássica, erudita, popular, eletrônica, numa relação simbiótica de estilos que no final das contas (ou dos acordes?) não deixou diferenciar o que é erudito nem popular.

Villa-Lobos e Almir Sater, no frigir dos ovos, depois de executados pelos meninos da Marcinha, são apenas músicas de bom gosto – sem possibilidade de comparar o que é erudito nem canção de esquina.

Músicas de fazer um bem danado aos ouvidos. E à emoção.

Desde muito tempo, os meninos da Shalom são a alma da cidade.

Eles representam mais a cidade do que aquilo que se toca em rádios, TV ou no festival de alguma cidade.

Eles são os verdadeiros cronistas da cidade!

Porque são capazes de misturar, num só paneiro, Anne Macginty, Cristina Mel, Jota Quest, Bach, Tony Broxton, Chitãozinho e Xororó, Renan Mingorance, Martinho da Vila, Oswaldo Montenegro, entre tantos outros, fazendo crônicas de lugares através de personagens urbanos e rurais.

Ouvindo-os, no recital, cada rosto de origem humilde e pobre, deu pra confirmar aquilo que eu já desconfiava: a banda dos meninos tirados das ruas é formada por músicos de rua mesmo.

Eles são emboladores, sambistas, hip hop, sertanejos de raiz, clássicos sem serem eruditos – espécie de cultura das ruas reivindicando espaço e voz nas periferias, como se estivessem gafitando os muros da cidade com desenhos de partituras multicoloridas.

A combinação disso tudo resultou na beleza de emocionar corações de simples e fidalga origem, como estava representado o público emotivo da Vila Militar.

De uns trinta anos pra cá, principalmente nas grandes cidades, as pessoas só reconhecem como cultura o que a mídia diz ser cultura. E essa mesma visão de cultura passou a se expandir pelas cidades do interior, pois as culturas locais são consideradas de segunda classe pelos seus próprios habitantes.

O habitante urbano do interior quer repetir os gostos das grandes cidades, da grande mídia e isso acaba fazendo com que a atividade cultural se afunile numa direção que quem controla é basicamente a televisão.

No meio da Banda Shalom já há meninos compondo suas próprias obras que falam de seus lugares, de suas tribos e guetos esquecidos.

Mas também fala de amor.

Claro, a banda não é uma ideia de composição original. Mas é uma ideia de fazer falar (e tocar!), ao mesmo tempo, a diversidade musical em suas diversas expressões.

O professor Gilvandro Monteiro da Silva, orientador dos meninos da Funcad, deixa sempre seus alunos tocarem o que eles gostariam de tocar. A partir da colaboração de cada um, ele orquestra composições, uma sequência, não interessando a música dele.

Interessa, sim, a música da cidade e essa música é a soma do som de cada um.

Por isso, dá pra perceber claramente toda a meninada à vontade. Ninguém preocupado se está tocando uma coisa que não faz parte do mundo deles.

Cada músico tem uma particularidade muito especial.

Cada um representa um universo, uma cultura dentro da cultura urbana.

Que também pode ser rural, dependendo da origem de cada aluno.

O importante é a música expressando um pouco da cidade em que ela está sendo feita.

A Skalom, é isto mesmo: paz!

Joga na fogueira!

As elites deste país bem que deveriam ser punidas pelo Santo Ofício - se ainda houvesse os metódos da época, ensandecidos e sádicos.  
Em nome da discutível liturgia do cargo, seus representantes se dizem horrorizados por Lula ter falado em merda, usando um símbolo de linguagem para dizer da miserável situação em que se encontravam mais de 80 milhões de brasileiros, quando ele assumiu o primeiro mandato.

Mas a mesma elite jamais demonstrou ter se horrorizado com a fome.

Fome e merda, são as mesmas coisas.

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster  publicada neste sábado, 12, no Diário do Pará:

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Mirando Jader

Dá pra notar claramente a preocupação das principais lideranças políticas do Sul do Pará para tentar descobrir os rumos a serem tomados pelo presidente do PMDB, Jader Barbalho. Mesmo aquelas já comprometidas com a reeleição de Ana Júlia, ninguém ousa diagnosticar o que pode ocorrer no pleito de 2010 sem a inclusão do peemedebista no tabuleiro da disputa. Isso o colunista ouviu de pelo menos oito personalidades residentes nos municípios de Conceição, Redenção, Xinguara, Canaã, Parauapebas e Marabá.

Sobrando cacos
Nessa altura do campeonato, difícil está encontrar, nos mesmos municípios, algum tucano entusiasmado com o futuro da legenda. As brigas internas do PSDB paraense conseguiram esconder o ânimo da galera, que espera ansiosamente o resultado do encontro do partido marcado para este final de semana, em Belém, para medir o tamanho das perdas até agora contabilizadas.

De bem com tudo
Quem está cada dia mais assim com a população de seu município é o prefeito Wenderson Chamon (PMDB. Se fizerem pesquisa agora, em Curionópolis, a popularidade dele deve estar nos níveis de satisfação do presidente Lula. Em menos de um ano de administração, Chamon já oferece aceitável atendimento de saúde no Hospital Municipal, totalmente reformada, e pavimentou inúmeras ruas da cidade, com recursos próprios.

Emprego e renda
Pra fechar o ciclo de boas notícias,Wenderon Chamon testemunhou a entrega, pela governadora Ana Júlia, da licença do Projeto Serra Leste, onde dentro de 90 dias a Vale inicia a exploração do minério ali existente, empregando quase mil pessoas e gerando royalties municipais. Na festa de entrega da licença, no meio de semana, Ana e Wenderson foram ovacionados por mais de duas mil pessoas.

Eruditismo na praça
Programação pra lá de gostosa: a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz se apresenta neste sábado, 12, , na Praça Duque de Caxias, em frente à Câmara Municipal,num evento da prefeitura de Marabá destinado a traduzir fraternidade no período natalino. No repertório, obras de Bizet, Rossini, Verdi, Franz Lehar e Mozart, citando clássicos compositores da música erudita -, além de obras de paraenses como Waldemar Henrique e Tynnôko Costa. Bem cedo da noite, a partir das 20 horas.

Afiando asas
Obras de ampliação e melhorias do estádio Zinho Oliveira estão sendo executadas pela prefeitura de Marabá com planejamento agendando para colocar o Águia em campo no seu primeiro jogo, pelo Campeonato Paraense 2010. Capacidade ampliada acomodará cinco mil torcedores. Ao mesmo tempo, a diretoria do time trabalha silenciosamente na contratação de jogadores, que serão apresentados à torcida dia 27 de dezembro. A pré-temporada será em Curionópolis.

É agora?
Coordenadores do movimento pela criação do Estado de Carajás, garantem que de terça-feira, 15, não passa. Nessa data, a Câmara Federal votará o PDL 052/07 propondo a realização de plebiscito para que a população escolha se o Pará deve ou não ser desmembrado para a criação de uma nova unidade da Federação, cuja matéria já foi aprovada no Senado. Ao contrário do que andaram propagandeando erroneamente, ou por má fé, caso aprovado, o plebiscito será realizado em todo o Estado, e não apenas nos 38 municípios inseridos no mapa sugerido para Carajás.

No alto da serra
O moderno Centro Administrativo de Parauapebas é realmente muito bonito, construído no alto de uma das serras que circundam a cidade e planejado para atender as demandas pelos próximos vinte anos. Darci Lermen (PT) pretende realizar grande festa dia 19 de dezembro, por ocasião da inauguração da suntuosa obra, ao lado da governadora e de outras lideranças políticas do Estado.


Umas & Outras
Programado para o dia 20 de dezembro, a segunda parcela do 13º salário dos servidores de Marabá foi quitada no meio desta semana. Ao contrário dos dias negros anunciados, 2009 será fechado com o salário dos funcionários públicos em dia. A primeira parcela do 13º foi paga no mês de julho. O salário de dezembro está garantido para o dia 27.


Exposto na fábrica da Alubar, o presépio produzido com miriti leva a assinatura do artesão Nildo Farias, Mães do Projeto Japiim, do Grupo Alubar, e colaboradores portadores de necessidades especiais da empresa empresa. Outros presépios de Nildo estarão à mostra na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Igreja de São José e Hotel Equinócios, em Barcarena.


Oficialmente, a Premium Engenharia colocou os pés em Marabá ao lançar o Loteamento Ipiranga, localizado na bifurcação das rodovias Pa-150, Rodovia Transamazônica e Br-222. Nos projetos da construtora, o lançamento de um shopping nas imediações do loteamento.


Asdrubal Bentes empolgado com a possibilidade da Câmara Federal sacramentar o plebiscito sobre a criação do Estado de Carajás. Muita gente se deslocará, de novo, pra Brasília, a partir de segunda-feira, 14.


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