sexta-feira, dezembro 29, 2006

Boa idéia

Kenzo Jucá discorre sobre projeto de lei do senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC) aprovado no Congresso Nacional instituindo a Escola Técnica Federal de Construção Naval de Cruzeiro do Sul. Ao que ele diz:

Nesse Congresso Nacional que todos conhecem, existem raros lampejos de boas ações e notícias para a Amazônia e o Brasil.

Foi aprovado no Senado Federal e remetido à Câmara dos Deputados o PLS 00241/2006 do Senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), para criação da primeira escola técnica federal do Brasil especializada na formação de técnicos em construção naval artesanal. Formará técnicos especialistas em engenharia naval, atividade essencial para a economia e transporte da região amazônica (como diria Ruy Barata: esse rio é minha rua...).

A criação da Escola Técnica Federal de Construção Naval de Cruzeiro do Sul, no Estado do Acre, é uma importante iniciativa para valorização e resgate dessa atividade econômica tradicional das populações ribeirinhas amazônicas, geradora de renda familiar e trabalho especializado em perfeito equilíbrio com o meio ambiente. O Vale do Rio Juruá, município de Cruzeiro do Sul-AC, onde será construída a escola, possui forte tradição nessa atividade e será referência para a construção naval do Brasil. O projeto traz à tona o debate sobre modelo de desenvolvimento, diretrizes conceituais e atividades econômicas e investimentos prioritários ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

O Estado do Pará possui forte tradição na construção naval artesanal e (em menor medida) industrial. Principalmente o baixo Tocantins e a região Oeste, que são pólos macro-regionais da atividade e poderiam abrigar perfeitamente uma Escola Técnica Federal com essa concepção de preservação dessa atividade artesanal, codificação científica do conhecimento tradicional, geração de alternativas sustentáveis de renda, combinada ao ensino médio e educação profissional e tecnológica. Abaetetuba, Igarapé-Miri e Santarém são fortes candidatas a abrigar a escola e replicar essa bela experiência.

O Senador Geraldo Mesquita é Procurador da Fazenda Nacional e foi eleito em 2002 pelo PSB em aliança com o PT, rompeu logo depois junto com os radicais Heloísa Helena, Babá e Luciana Genro e ajudou a fundar o PSOL, ameaçando assim a hegemonia da família Vianna no Acre e constituindo-se como referência na esquerda amazônica - que com o sumiço de Paulo Rocha (PT-PA), possui agora apenas Marina Silva e Jorge Vianna (PT-AC), Capiberibe (PSB-AP) e Jefferson Peres (PDT-AM), como expressões políticas nacionais da discussão ambiental amazônica. Quando Geraldo Mesquita ensaiava figurar nesse grupo seleto, um ex-assessor seu ligado ao PT do Acre o acusou de cobrar parte de seu salário para uso pessoal, denúncia confusa que acabou gerando sua saída do PSOL e sua posterior entrada no PMDB, como estratégia de sobrevivência política. Geraldinho (como é conhecido no Acre), defende no Senado posições sobre a Amazônia e o desenvolvimento do Brasil bem mais avançadas que o Governo Lula e Governo petista do Acre - vide a Lei de Gestão de Florestas, que é a privatização lenta da floresta.

Kenzo Jucá - sociólogo.

Vida ribeirinha

A manifestação do Kenzo Jucá mostra o quanto falta no Estado do Pará personagens do setor político sensíveis às causas simples mas geradoras de benefícios sociais e capazes de transformar a vida das pessoas. Pegando apenas um braço do Tocantins, a construção artesanal naval sempre teve atuação forte nos municípios de Baião, Mocajuba, Cametá, Tucuruí e Marabá, sem precisar esticar muito essa predominância.
O transporte fluvial, desde os tempos áureos da passagem de franceses, portugueses e holandeses pela foz do rio (sim, eles estiveram também ao largo do Tocantins!), foi uma tradição entre as comunidades ribeirinhas. Ao longo dos anos, com o advento da Rodovia Transamazônica, mudou-se a rota de prioridades, com o transporte rodoviário de péssima qualidade ocupando seu espaço.
Ainda hoje sobrevive no beiradão, nomes de famosos construtores artesanais que fizeram escola entre seus filhos e netos, atualmente apegados mais à construção de canoas e pequenas embarcações já que o movimento dos grandes barcos perdeu sentido com a mudança dos ventos.

Festa nas ribanceiras

Barcos denominados de “Tapitariquara”, “Juarez Botelo”, “Alkindar Contente” fizeram história. As ruas à beira do rio eram movimentadas avenidas com seus costumes e tradições, farra alegre e contagiante – como tudo envolvendo comunidades que afloram de cara para rios e igarapés. Os povos nascidos nas ribanceiras são bem humorados, brilham como o sol a iluminar suas vidas o ano inteiro.
O vai e vem das embarcações do Tocantins perdurou até a metade dos anos 70. A partir daí, até hoje se tem apenas o sepulcral silêncio de vidas tristes -, despertado vez ou outra pelo barulho insosso das rabetas e dos pu-pu-pu descompromissados da vida produtiva.

Por que não?

Quem conhece os benefícios do transporte fluvial tem consciência de que uma política de governo voltada para estimular o setor, quem sabe criando-se também escola técnica de construção naval no Pará, mudaria a vida de milhares de ribeirinhos, revelando-se talentos da carpintaria fluvial e reativando a vida dos rios com a interligação de linhas de barcos nas pequenas distancias que separam algumas cidades. O tema merece ser discutido a partir do exemplo que a classe política do Acre oferece aos demais brasileiros.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Para que o Banzo não mate

O clima de Natal, inevitavelmente, bate nossas portas, numa imitação de gestos, palavras, consumismo, negro estágio da mediocridade repetitiva a embalar de vulgaridade o comum das pessoas.
Para que a gente não se angustie mais ainda com tanta falta de criatividade -, localizei, no fundo do baú, texto maravilhoso do poeta, cronista e compositor pernambucano Antonio Maria, autor de “A Noite do Meu Bem”, música consagrada na voz de Dolores Duran, num tempo em que os Natais eram diferentes e nos faziam Bem.
Como sugestão, leiam “Canção de Fim de Ano” ouvindo algum sonzinho legal, regado a vinho de sua preferência.

Canção de Fim de Ano

Que dia maravilhoso haverá, aquele em que for possível telefonar para os melhores amigos e dizer-lhes que houve um ligeiro engano, que não teria sido preciso escrever coisa alguma? E que, dali em diante, nada mais se escreverá, a não ser os nomes e os números necessários das pessoas e das coisas.

Que boa impressão a de ser-se uma parte do coral, um grito em meio às vozes que clamam o gol, um gemido noturno, entre os muitos e repetidos gemidos, na imensa e fria sala do hospital de indigentes! E que absurda e amiga paz a de saber-se que a lua e a flor, o rio e a queixa, nada foi mais lua ou flor, mais rio ou mais queixa, por causa do que se disse. A própria mulher foi sempre bela ou fêmea, antes e a salvo da minha poesia e das minhas mãos!

Vivi entre o que viveu. Fui multidão e povo, um lugar ocupado, uma rescendência de suor, uma voz que pediu licença, um olhar que mendigou prazeres e uma parte milesimal dos pés que povoaram. Das minhas mãos, prefiro não contar, a não ser na custosa confissão de que foram mãos vadias. De bem, fizeram a bênção e o carinho... mas o carinho é vadio e, em toda vez que se aparta de Deus, é proibido. Prevalece, portanto, o existente da multidão, o corista, aquele que não foi o solista de beleza alguma e que, por isso, se sente irresponsabilizado dos erros de maneira especial e destacada!

Sou o rosto fora de foco de uma fotografia em que dezenas de pessoas aparecem em segundo plano. Posso ter ou não a barba crescida; posso trazer ou não uma flor no peito; posso chorar até, e ninguém botará reparo. A fotografia passará de mão em mão e todos os que comigo estiverem desfocados só serão odiados quando não houver mais nada a odiar em primeiro plano.

Só assim é — se o homem real e constante — o que sente o gosto e o cheiro da vida. A maioria se evade de sua condição real, para fazer ou imitar o êxito. Entretanto, só o êxito casual é verdadeiro. Exemplo de êxito casual: a beleza. Exemplo de beleza: a mulher bela. Uma mulher sentou-se à minha frente. Tinha luz própria... E tanta, que um fanal de evidente claridade iluminou minhas mãos, quando em gestos inúteis (as mãos) procuravam supor os seus múltiplos encantos. Mas não me quero perder além do homem real e constante, portanto, desenvolto.

Só farei, sem pudor e remorso, aquilo que fizer com desenvoltura. Principalmente, a poesia e o amor. O amor ou é desacanhado, destro, irrefletido... ou é suor. A poesia também. Por isso volta-se a multidão, vivem-se as imunidades corais e espera-se a vinda casual da poesia e do amor.

Sou o homem real, que sua, que mente, que disfarça, que teme, que inveja e cobiça. Tive e tenho os meus momentos de suicida. Não gosto que me conheçam aquém e além de um homem constantemente exposto ao erro e ao crime. É dever do ser humano pressentir em seu semelhante um sem-número de intimidades inconfessáveis. O grande e verdadeiro amor ao próximo é aquele que ama os erros mostrados e pressupostos.

Além da verdade, só existe a multidão, que exime o homem das proclamações e o ampara das conseqüências de sua coragem. Depois de cumprida a Verdade, ter-se-á conquistado o silêncio. "O silêncio alcançado à custa de sempre dizer a mesma coisa" (João Cabral de Melo Neto).

Só creio em dois estados de lucidez: o dos bêbados e dos poetas. Ambos são negados. Mas essa negação ainda não é a definitiva. Lucidez não é, por exemplo, comprar-se uma vitrola por cem dólares e se vendê-la por vinte contos. Isto seria melhor chamado de "paciência"... ou "organização"... ou ainda "paciência organizada". Lucidez não é ainda ir-se hoje para Brasília e voltar-se, daqui a três anos, com cem milhões. A isto eu chamaria de "disciplina para fazer o fácil". A grande lucidez dos poetas estaria, por exemplo, neste verso de Fernando Pessoa: "Em tudo quanto olhei, fiquei em parte". A lucidez dos bêbados é difícil de defender, porque existem mil bêbados diferentes na humanidade. Mil que partem de dois: o bom e o mau. Ambos são lúcidos e, se um desagrada, é porque sua natureza repele o estado angelical e luzente da bebedice.

O conhecimento incessante da verdade faz com que o homem caminhe para o anjo. Chegarão primeiro os que mais depressa conheceram ao seu semelhante, tanto quanto a si mesmo. Nunca foi impossível o exato conhecimento próprio. É necessária, porém, a coragem bastante, para que cada qual se veja e se pegue, se espie e se apalpe, em cada um dos seus mais íntimos espaços físicos e morais. Que as constantes feiúras a encontrar não nos retraia os olhos (no caso, o sentir) e as mãos. Depois, será mais fácil conhecer-se o próximo. E depois, então, mesmo que se minta, só se saberá da utilidade e do consolo da verdade. Faltará ânimo para o fingimento e a fuga, quando acreditarmos em que ninguém engana ninguém e em que somos capazes de conhecer o próximo, desde o instante inicial do primeiro conhecimento.

A sintomatologia do mal é evidente e constante. O homem mau ri errado. Por isso, deve-se viver em multidão. Falar e rir em coro, andar e parar em batalhões. Viver entre os que, simplesmente, estiverem vivendo. A vida coral nos alivia da obrigação do êxito, do êxito que é casual (e verdadeiro) ou é fabricado e cínico. Desconfiai dos feitos que são repetidamente comemorados com jantares e missas de ação de graças!

É esta uma simples canção de fim de ano. Escrevia, confessando-me e comprometendo-me em cada uma das minhas pequenas descobertas. Se não atingi, rondei mais das vezes a insolente verdade dos homens e das coisas. Em vez disso, escreveria uma crônica de Natal... Mas, em tudo o que eu dissesse do Nascimento de Cristo e fraternidade humana, correria o erro constante de repetir: "Natal, Natal, bimbalham os sinos...".(Antônio Maria)

terça-feira, dezembro 19, 2006

Faxina

Quando assumir em 1º de janeiro a presidência da Câmara de Marabá, vereador Miguelito Gomes (PP) tomará medidas duras para reduzir despesas. De cara, demitirá 25 servidores.
Somente na portaria existem lotados dezenove. Todos juntos em um mesmo horário não cabem na área de recepção do prédio do legislativo. Confusão à vista com o atual presidente Maurino Magalhães e seu futuro vice, vereador Leodato Marques, padrinhos dos contratados.

Mão na massa

Futuro secretário de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof), Carlos Guedes desembarcou em Marabá para ações rápidas como coordenador da equipe de transição e ainda pontuando como delegado do Ministério de Desenvolvimento e Reforma Agrária. Esteve no Incra e manteve contatos com diversos setores da sociedade. Antes de retornar no final da tarde a Belém, Guedes concede entrevista ao blog.

Eu sou, e daí?!

A providencial publicação da lista completa dos aspones de Jatene, na edição desta terça do Diário do Pará, mostra porque o ex-prefeito de Itupiranga, Benjamin Tasca (PTB), recusou-se apoiar candidatos oposicionistas que pediram votos no município – mesmo sendo ele acusado em praça pública pelo então secretário de Agricultura do Estado, Wandenkolk Gonçalves (PSDB), de prática de corrupção à frente da administração municipal. Com salário de R$ 1.785,00, Benjamin mamava nas tetas da “Mami-Joana”.
Detalhe: o ex-prefeito apoiou para deputado federal seu próprio acusador, Wandenkolk.

domingo, dezembro 17, 2006

Bombando o homem

No Tutti Qui deste domingo de O Liberal continua a campanha pela valorizaçao do "passe" de Paulo Chaves. Com todas as letras, diz-se que o arquiteto "foi sondado por um amigo de Luiz Paulo Conde - que foi prefeito do Rio de Janeiro e deve ser o secretário de Cultura do governo - se toparia ocupar um cargo naquela pasta".
Que diabos empurram tanta gente a tentar fazer o distinto público acreditar que o PC é essa sumidade mesmo?

Burguês emperiquitado

Olhando aqui do interior pra capital, a gestão de Paulo Chaves na secretaria de Cultura foi o maior retrocesso que o setor conheceu em toda a história. Primeiro, em quase uma década à frente da pasta, o PC dos paraenses jamais visitou uma cidade do Sul do Estado, e se o fez percorreu suas ruas na calada das madrugadas. Em todo período, não se tem conhecimento de uma viagem sequer desse moço a uma cidade interiorana com objetivo de ouvir as demandas dos setores culturais, produtores, gestores e artistas. Na propaganda tucana, todo dia se falava na municipalização de ações mas a interiorização de políticas públicas na área de cultura, estímulo a parcerias ou qualquer projeto voltado ao desenvolvimento – tudo isso não passou de miragem.

Canto de Ossanha

Perguntar ao Paulo Chaves se ele sabe onde se pode ver e ouvir o canto-choroso das quebradeiras de coco do Araguaia, é correr risco dele imaginar tratar-se do canto das incelenças em noites de velórios nordestinos. Ir mais fundo, aventurando-se em pedir considerações sobre o “Beirarubu” realizado anualmente em Conceição, da mesma forma se ganha o desconhecimento como resposta natural dele, porque o PC do Pará não conhece a cultura do Pará, nunca sentou no fundo de uma canoa atravessando igarapés para ver como brincam enfeitados os moradores da zona rural do município de Santa Maria das Barreiras, embalados por ritmos de matracas trazidas do Maranhão.

O toque do Poeta

Os ritmos “culturais” que embalaram a criatividade de Paulo Chaves são feitos de cimento, ferro e vidros -, maiores obras da gestão tucana emoldurados na Estação das Docas, Mangal, Feliz Luzitânia e Centro de Convenção. Não discuto os benefícios desses empreendimentos (que são muitos) -, apenas citados como símbolos de uma era onde confundiram, propositalmente, cultura popular com turismo de ocasião.
Quando Paes Loureiro ocupou a Secult, o Sul do Pará o recebia com freqüência. O olhar do poeta se sentia bem no meio de nossa gente, e cantava e ria com tudo o que se produz no seio das manifestações populares. Travado pela burocracia de Almir Gabriel, nada pode fazer de relevante, mas conseguiu ainda imprimir alguns eventos e oferecer workshops na área musical para muita gente de diversos municípios.
Depois fizeram inversão de valores: trocaram o poeta pelo arquiteto, e as artes choraram, perderam o vinco e a cor. Mas não a vida.

Bate tambor, Ana

Tomara que o futuro secretário Edílson Moura, em suas primeiras iniciativas, seja percorrer o Estado, sair da capital para se aproximar dos verdadeiros fazedores da arte e movimentos criativos, recolhendo informações para as linhas básicas de uma política cultural do Estado. Necessário se faz interiorizar-se, criar planejamentos e programas voltados para a descentralização cultural e a capacitação de recursos humanos, gerar orçamentos, empregar o dinheiro para que ele seja bem gasto naquilo que é realmente relevante para as artes e as culturas infestadas no território de cada cidade.
Dia desses, o Juvêncio Arruda, em gostoso post, falou da alegria dele em viver a Festa do Interior , correr trecho e sentir o hálito da criação da gente simples, estimulando, ao final, Ana Júlia a bater o tambor da criação, como governadora, entrando também firme na dança de transformação de nossas fortes e arraigadas manifestações culturais.

Resistência cultural

Está na hora do poder central de Belém contribuir para acabar com um fenômeno que batizo de "resistência cultural" e que se formou na última década pela ausência de políticas públicas destinadas às artes e as suas manifestações diversas, geralmente vivenciadas em grande parte dos trinta e oito municípios da região . E esta "resistência cultural" não é um processo simples que se dá no confronto entre culturas imutáveis no tempo. É a visão que muitos dirigentes estaduais tentam perpetuar de que costumes e tradições trazidas de outros estados deformaram o paraensismo, quando, na verdade, fez foi fortalecê-lo, com novas cores e vozes. Um verdadeiro caldeirão de boas novas a consolidar nossa própria identidade porque a vida social não consiste em batalhas campais entre culturas, mas sim em enfrentamentos entre grupos, categorias e indivíduos, para quem a cultura orienta a ação política e é ao mesmo tempo uma arma usada para empreendê-la.
Nessas pequenas e grandes batalhas do dia a dia, a cultura vive através daqueles que a usam, e ao serem assim utilizadas, ela os transforma e se transforma.
É atrás desse amontoado de sítios criativos que o novo governo deve ir, sem se preocupar em medir o tamanho de seu custo.
Aqui estaremos solícitos, avidamente batendo tambores, viu Juvêncio! E dando boas vindas.

Bom de mira

Dia 5 de dezembro, a 1:33 PM, o post "Ver para crer: dizia: "Tem gente do PT dizendo que as listas dos prováveis secretários de Ana Júlia divulgadas em jornais e blogs ainda podem aparecer com nomes substituindo os que já foram revelados. Uma fonte faz a seguinte previsão: a DS deverá ter no mínimo doze secretarias. A ver."
Até agora a Democracia Socialista emplacou onze secretários.

sábado, dezembro 16, 2006

Cena Um

Agosto de 2006. N a cabeceira de uma mesa, encontra-se Almir Gabriel, recém confirmado em convenção candidato a governador do Pará com a fácil missão de vencer em primeiro turno. Completando a rodada, cinco empresários do Sul do Pará. O assunto gira em torno da importância da candidatura do tucano para o desenvolvimento do Estado e contribuição para a campanha de cada um dos convidados.
Arrogante e dono da situação, Gabriel deixa claro que não quer doação através de Caixa Dois. “Quem quiser contribuir que o faça legalmente, mas mesmo assim não quero nada para a minha campanha e sim ajuda aos nossos candidatos proporcionais”.
Os convidados quase nada falam, apenas ouvem. E saem do encontro até certo ponto tranqüilos por não terem sido pressionados a ralar o bucho buscando dinheiro para o poderoso Almir. Mais: saem também impressionadas com a segurança do candidato quanto a vitória tranqüila que lhe aguarda dentro de 60 dias.

Cena Dois

Cinco dias depois do resultado do primeiro turno. Em uma sala de escritório em Belém, ao lado de Sérgio Leão, um nervoso Almir Gabriel recebe cinco empresários do Sul do Pará - quase os mesmos integrante da reunião de agosto. Depois de uma análise rápida da eleição, tenso e desapontado, Gabriel pede licença para, em sala ao lado, atender outra comitiva do interior que lhe aguarda
Sérgio Leão toca a audiência pedindo empenho a todos e o que puderem arrecadar em dinheiro. “Sem dinheiro, corremos o risco de perder; e perder para uma pessoa despreparada e sem equipe para dirigir este Estado. O que será de vocês investidores e desse projeto de desenvolvimento do Pará?”, pergunta, com intenção de processar lavagem cerebral.

Cena Três

Naquele momento da reunião tensa, a “União pelo Pará” necessitava de R$ 1 milhão para quitar compromissos inadiáveis. Ao ser revelado o valor da “mala preta”, de repente, um dos convivas dispara:
- “Mas apenas R$ 1 milhão? Isso é uma vergonha. Temos condições de dar cada um é esse valor, e não ficar correndo atrás de mixaria!!!”, brada, com firme propósito de impressionar, o audacioso investidor.
- “Se tu quiseres dar R$ 1 milhão, tu tiras do teu bolso, que eu não vou dar esse valor. Tu tiras do teu, do teu!” Reage mais nervoso ainda outro empresário, com dedo em riste do parrudo provocador.
O mal estar se instala. Sérgio Leão desajeitado na cabeceira tenta colocar a situação sob controle. Minutos depois o encontro chega ao final com o grupo se responsabilizando de arrecadar, pelo menos, R$ 500 mil.

Cena Quatro

Fora do escritório do PSDB, os cinco investidores realizam encontro para articular a arrecadação da grana. Na discussão um terceiro empresário decide mudar o rumo dos fatos ao fazer a seguinte colocação:
- Vocês acham que estamos agindo com sensatez de levantar R$ 500 mil só para o Almir? Esses caras estão desesperados porque sentem que perderam a eleição. Eu só libero minha cota se for levantado o mesmo valor de R$ 500 mil para a Ana Julia. Se vocês não concordarem, minha participação na campanha do Almir está suspensa.
Dois dias depois o grupo levanta R$ 1 milhão e divide em cotas iguais: R$ 500 mil para Ana Júlia e o mesmo valor para o candidato tucano.

JCP, o breve

Ninguém deve prognosticar resultados eleitorais com bastante tempo de antecedência de qualquer disputa, nem mesmo próximo a ela. O dinamismo dos fatos e os humores voláteis do eleitorado costumam desdizer previsões. Mas há situações em que a ojeriza popular ganha proporções tão grandiosas que o futuro de determinados homens públicos fica selado preaturamente. A incompetência estigmatiza-se.
É o caso de Jorge Paulo, administrador de Redenção, mais conhecido por JPC, filiado ao PMDB. O distinto prefeito está se transformando na Geni do Sul e levando à reboque o restinho de respeito que tinha ainda até mesmo de alguns vereadores, tanto que dentro da Câmara não se fala em outra coisa senão na cassação de seu mandato.
A má gestão do prefeito-fazendeiro é, de longe, a pior de todas da região. Para quem assumiu o cargo garantindo que ficaria ali oito anos e depois elegeria sem dificuldades o próprio sucessor, pelo andar da carruagem o estouvado alcaide se terminar seus quatro anos será por puro milagre.

Quem me quer

Ao final de mandato dos atuais parlamentares que não conseguiram reeleger-se, restará inicialmente à deputada Elza Miranda (PSDB) enfrentar o difícil processo de ressocialização, traumático caminho de readaptação ao dia a dia dos mortais de políticos que deixam a vida pública pela vontade popular. Quem já passou por isso, diz que é o pior dos calvários.
Mas como o mundo é hoje e o amanhã é só um amanhã, Elza iniciou mobilização para dar seus primeiros passos da vida sem mandato. Que não quer dizer vida sem partido. Tanto que a deputada pensa seriamente em ir para o PMDB.

Será o Benedito?

Tem aquela bem antiga segundo a qual “onde há fumaça, existe fogo”. Pois não é que está crescendo a falação de que o prefeito de Marabá estaria com o pé no PMDB? O blog anda checando esse furdunço, mas até agora não confirmou nada. Nem Jader Barbalho foi sondado sobre o assunto. Pelo menos é a garantia de uma fonte ligada ao presidente do PMDB -, como se fosse do estilo de Barbalho conversar com os próximos sobre suas estratégias.
Verdade ou mentira, os rumores estão na praça. E Sebastião Miranda (PTB) “tô nem aí pro que der e vier”.

Prefeito-asfalto

É bom dizer também que Sebastião Miranda não é chegado a aventuras. O status quo dele é restrito praticamente a ele mesmo e só ele. Entre deixar o PTB que ele domina e faz o que bem entende para assentar-se em qualquer outro partido normalmente cheio de “generais”, o prefeito prefere ficar de bubuia onde está. Até porque não disputa nada na eleição de 2008.
Fora desse quadro, viabilizar sua migração para outra legenda só mesmo diante de facilidades de obtenção de recursos para sua administração, preferencialmente, dinheiro, muita grana, para pavimentação de ruas. O “prefeito-asfalto” quer ser deputado federal e até 2010, muito chão ainda tem por pisar.

Duas frentes

Carro-chefe das pretensões dos governos do PSDB no Sudeste do Pará, Sebastião Miranda sempre teve uma relação conflituosa com Almir Gabriel e Simão Jatene. Mais com o segundo, é verdade. Entre tapas e beijos, convivia antiga aproximação com Almir desde os tempos da campanha deste para o Senado. Mas os três, por questão de sobrevivência, se aturavam. E se queriam como nas relações “bandidas” dos cabarés -, onde, na manhã seguinte, “já não se vale nada, página virada, descartada do folhetim’-nos lembra bem Chico.
Implodido o projeto de 20 anos de poder dos tucanos, o prefeito de Marabá carregará por muito tempo julgamento crítico consensual de seus aliados e adversários, segundo os quais Tião só trabalha para ele mesmo, e o resto é detalhe.
Nesse jogo em que o prefeito de Marabá tentará sobreviver politicamente, a partir de janeiro, quando um governo de coalizão assume o controle do Pará, de um lado, ele terá o irmão Newton Miranda, proeminência da direção do PCdoB, partido aliado de primeira hora de Ana Júlia, a lhe socorrer nos contatos institucionais; de outro, a reaproximação cada vez mais consolidada com seu recente adversário Asdrúbal Bentes, deputado federal reeleito e dono de quase 30 mil votos em Marabá.
Asdrúbal não nega respeito à atuação de Sebastião Miranda como prefeito realizador de obras e que por isso não hesitaria em levá-lo para o PMDB ou fazer todo sacrifício para ajudá-lo a terminar os dois anos que ainda lhe restam à frente da prefeitura.
Poderoso padrinho de políticos até a última eleição de outubro, Tião passa agora à condição de humilde afilhado, mas com a poderosa arma de ser ainda o maior eleitor do município.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Peba emplaca dois secretários

Milton Schneider e André Farias representarão Parauapebas no primeiro escalão do governo Ana Júlia. Como já foi amplamente divulgado, o primeiro ocupará a Emater, e André a estratégica secretaria de Integração Regional. Milton foi candidato a deputado estadual do prefeito Darci Lermen enquanto Farias até bem pouco tempo dirigia a Seplan do município.
Darci consegue emplacar dois secretários e se fortalece como prefeito de acesso fácil a futura governadora.

Prefeituras fechadas

As prefeituras de Parauapebas e Marabá entrarão de recesso dia 20 de dezembro. O retorno às atividades ocorre dia 3 de janeiro. Esta nota é mais voltada aquelas pessoas que tem negócios em órgãos ligados a essas prefeituras, e que moram em outras localidades.

João & Maria & Sivuca

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no meu mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim
(Sivuca–Chico Buarque)

Sou obrigado a parar tudo, em pleno meio-dia desta sexta-feira (15) para prestar minha homenagem a Sivuca, um dos poucos ídolos que ainda preservo da música brasileira – inclua-se aí também João Bosco. Tomei um susto quando me disseram da morte dele em João Pessoa, aos 76 anos.
Antes de sentar-aqui aqui diante do laptop quis ouvir o CD “Terra Esperança” onde o mestre do acordeom se encontra magistralmente com seu ídolo Valtinho do Acordeom, também paraibano, e mostram a versatilidade instrumental nos foles dos sete ou 120 baixos tocando juntos pela primeira e única vez, “De Bom Grado”, composição de Sivuca e Glória Gadelha, obra que deu a ele o Prêmio Tim de Música de 2005 na categoria de melhor arranjador.
Ouço de olhos fechados, e viajo no tempo imaginando como esse inigualável sanfoneiro (instrumentista ou compositor) contribuiu para alçar a música nordestina às salas de conserto do mundo inteiro, se apresentando nos Estados Unidos, Europa e Ásia, com a mesma simplicidade com que soube consagrá-la nas feiras de mangaio e nos pés-de-serra deste Brasil-de-Meu-Deus.

O som que vem de Deus

Ouvir o toque sanfoneiro de Severino Dias de Oliveira, nascido em Itabaiana, é incorporar dentro da gente uma pluralidade sonora que somente gênios do quilate de Sivuca conseguem organizar -, ponteando rica variedade de ritmos e vozes, que vão de Clara Nunes, Chico Buarque e outros cantores ao sopro dos metais do Quinteto da Paraíba ou da Metalúrgica Filipéia, com seus trombones, teclados e percussão.
Você que está me lendo aí agora experimenta ouvir “Visitando Zabelê” (CD “Terra Esperança”) e me diz se não há na imensa floresta de sons do mestre de Itabaina o trotar de um xote pé-de-serra! Só ele faz isso, misturando acordeom, violinos e violoncelos, em fragmentos de tudo: baião, modinha, maracatu, xaxado, molejo de um samba, tom moleque de nordestino raspapé, tocando o rebanho de suas origens.
Vai mais adiante. Escuta todo o CD e também me diz, depois que os instrumentos se calam, ao fim de incríveis diálogos, se não vem a certeza de que com Sivuca é assim: tocou, tem harmonia. Pode ser flauta com pandeiro, pífano com sax-tenor, sanfona com violoncelo, percussão com viola, não importa.
A alma musical de Sivuca nasceu para viver nas esferas da harmonia com o mundo e a arte.
Meus respeitos e adoração, saudoso mestre.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Volta triunfal

O estilo “generoso” de governar dos tucanos, entre tantas maldades praticadas durante doze anos, alcançou em plano segundo turno da eleição o cargo do Cel. Henrique Coelho, que dirigia o policiamento da PM no sudeste do Pará, lotado em Marabá. O oficial foi demitido da função acusado de fazer campanha para a então candidata Ana Júlia. Puxa-sacos de plantão, desesperados diante da derrota que se anunciava, viram na postura profissional do coronel alguém que não se mostrava disposto a sair pelos quartéis pedindo votos para Gabriel.
Agora, justiça se faz: Henrique Coelho ocupará a Casa Militar da futura governadora.

Pelo menos um

Milton do PT, candidato a deputado estadual não eleito, deve assumir a Emater. Pelo menos é o que se anuncia entre assessores do prefeito Darci Lermen depois do encontro deste com a governadora eleita Ana Júlia no início da noite de quarta-feira. Para quem lutava por espaço no primeiro escalão, sem sucesso, a hipotética ida de Milton para o órgão não deixa de ser uma vitória do prefeito de Parauapebas considerando que o Sul do Pará até agora não foi contemplado com nenhuma nomeação de vulto - à exceção da entrega da coordenação do programa "Pará Rural" ao ex-gerente Regional do Ibama, Ademir Martins, também ainda não confirmada.

Carne podre

Até bem pouco tempo orgulhosos dirigentes do PSDB de Marabá, envergonhados agora eles se escondem e dizem não ter nada a ver com a legenda. Fazem questão de anunciar não pertencer mais ao quadro e, no escurinho das reuniões escondidas, procuram nomes a quem entregar o partido. Quem se habilita?

Força para dividir

A confirmação de Francisco das Chagas para a secretaria de Obras do Estado reforçará o time dos deputados estaduais defensores do Estado de Carajás, na futura Assembléia Legislativa. Primeiro suplente, Parsifal Pontes (PMDB), com seu discurso vibrante, estenderá a luta divisionista para a tribuna. Os defensores do Estado de Carajás vibram com mais um soldado no parlamento.

Decepção

Se Ademir Martins não for confirmado na coordenação do “Pará Rural, uma coisa é certa: o Sul do Pará cobrará falta de representativa na equipe de governo. O que faltou? Articulação das lideranças regionais junto à governadora eleita?

Sem um pio

A Câmara de Marabá elegeu sua nova mesa diretora, nesta quarta-feira, cantando o estribilho “sem choro e nem vela”. Durante a semana que antecedeu a eleição a imprensa anunciou o interesse de quatro vereadores disputar a presidência: Miguelito Gomes (candidato de Sebastião Miranda, o prefeito), Julia Rosa, Leodato Marques e Sebastião Ferreira. Na hora do “vamos ver”, só uma chapa registrou participação. De quem? Ora, a de Miguelito, com as bênçãos do prefeito de Marabá. A “oposição” escafedeu-se.

Pará Rural

Até as 19 horas, era dado como certo o nome do ex-gerente do Ibama no Sul do Pará, Ademir Martins, para gerenciar o programa “Pará Rural”, ambicioso projeto de distribuição de benefícios para o campo com recursos da ordem de cem milhões de dólares garantidos pelo governo federal. Caso seja confirmada mesmo a escolha de Ademir, será este o único representante do Sul do Pará em área estratégica do governo Ana Julia.

Amizade antiga

Ademir Martins é amigo de longas datas de Ana Júlia e coordenador no Sul do Pará da DS, corrente do PT liderada no Estado pela futura governadora, e um dos raros remanescentes dos grupos de luta que enfrentaram a ditadura na região. Fundador do MDB e depois do PT no sudeste do Pará, Ademir Martins tem perfil discreto e é, comprovadamente, político honesto refratário a qualquer tipo de bandalheira que envolva dinheiro público. Em todos os cargos pelos quais passou, esse comportamento dele é avalizado por correligionários e adversários.
Ser escolhido para coordenar programa da magnitude do”Pará Rural” é a prova de que Ademir Martins goza da confiança irrestrita de Ana Júlia, não só pelas suas qualidades morais mas, principalmente, pela firmeza de propósitos com que sempre defendeu o nome da governadora eleita no Sul do Pará.

Sintonia geral

Caso seja realmente confirmado no cargo, Ademir Martins conhece filosoficamente a base do programa “Pará Rural” devido a sua estreita ligação com o futuro secretário de Planejamento Carlos Guedes, com quem trocou figurinhas nos últimos cinco meses a respeito da dimensão do projeto e de seus efeitos para o desenvolvimento das comunidades agrícolas do Estado. Delegado no Pará do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Guedes é um dos ideólogos do programa e seu defensor intrínseco.

Parauapebas

Até as 18 horas de hoje o prefeito de Parauapebas articulava gestões para tentar emplacar o ex-candidato a deputado estadual Milton do PT no primeiro escalão de governo. Darci Lermen jogava todas as fichas apostando na força do cargo que ocupa e na amizade que tem com Ana Julia.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Temporários temporão

A encrenca judicial surgida da negociação do Ministério Público com o governo do Estado sobre os servidores temporários é antiga, vem vindo aí aos trancos e barrancos -, mas para a futura administração do Pará o caso não poderia ser mais extemporâneo devido as circunstância que Ana Júlia pegará o barco. Primeiro, na área educacional, devido a displicência com que Simão Jatene e trupe “gerenciaram” o imbróglio, sem avançar a necessária urgência que o caso exigia para a substituição dos temporários pelo concursados, a bomba explodirá no colo de Ana Júlia.

Aulas sem professores

Falta de professores foi a tônica do governo Jatene. Nos municípios cujas escolas estão sob a gestão da 4ª Unidade Regional de Educação, o ano letivo está terminando na marra. Há casos de turmas que tiveram matérias ministradas por até cinco professores, contratados de forma improvisada e muitos até com serviços prestados em sala de aula sem receber até hoje pelo trabalho oferecido. Uma bagunça herdada da gestão Rosa Cunha, decididamente a pior secretária de Educação dos últimos tempos, que deu uma significativa contribuição para piorar os níveis da baixíssima qualidade do ensino paraense.

Anarquia institucionalizada

Não se conhece município no sudeste que não tenha vivido as agruras de presenciar seus jovens desmotivados em sala de aula por ausência de professor, apesar do esforço de diretores em busca de apoio na capital sem, no entanto, obter resultados. Atualmente, é grande o numero de escolas do ensino básico com seu corpo docente formado basicamente por temporários. Pergunta-se: a negativa da Justiça de prorrogar prazo para as demissões destes e conseqüente contratação dos concursados não pode provocar um caos no setor educacional, agravando ainda mais a sua débil realidade? Haverá tempo suficiente para a Seduc, a partir de janeiro, cobrir todos os flancos abertos até o inicio do período letivo-2007? E se essas demandas não forem resolvidas a tempo, mais uma vez a juventude paraense é quem pagará o pato? Ou a “gazeta” involuntária?

Não é bem assim

A militância da deputada estadual eleita Bernadete Caten (PT) esbarra o porter numa churrascaria de Nova Ipixuna para desdizer o que não foi dito aqui no blog quanto a provável não ida da futura parlamentar para a secretaria de Educação. Nem mesmo a assessoria de Ana Júlia oficializou ainda quem ficará no cargo, a não ser notas de jornais e blogueiros fundamentadas em fontes, certamente ligadas ao futuro governo. Os pit bulls de Bernadete garantem que exigiram de Zé Geraldo e Valdir Ganzer pressão total para a secretaria ser destinada a ela. Mas como a caneta está na mão de Ana Júlia, somente esta pode dar a palavra final.

Cena municipal

Lideranças comunitárias ligadas à base política de Bernadete ten (“t” minúsculo mesmo) Caten ratificaram ao blog que ela tem um projeto educacional pronto para ser executado, caso assuma a Seduc e que Ana Júlia cometeria grave erro político se não colocasse no primeiro escalão um representante do Sul do Pará, região que lhe deu vitórias indiscutíveis na maioria dos 38 municípios. Segundo aquelas lideranças, no momento, Bernadete é o nome de maior densidade do PT para ocupar um cargo.

Fidelidade

Só tem um detalhe: no Sudeste do Pará, a liderança de maior trânsito junto a Ana Júlia é o ex-gerente do Ibama, Ademir Martins, amigo de longas datas da governadora eleita e coordenador regional da DS. Não seria surpresa se Ademir aparecesse de última hora representando a região no primeiro escalão. As divergências históricas do grupo de Ademir com o de Bernadete contribuem também para a animosidade dessa disputa de espaço,que tem foco principal voltado para a disputa da prefeitura de Marabá, em 2008.

Ver para crer

Tem gente do PT dizendo que as listas dos prováveis secretários de Ana Júlia divulgadas em jornais e blogs ainda podem aparecer com nomes substituindo os que já foram revelados. Uma fonte faz a seguinte previsão: a DS deverá ter no mínimo doze secretarias. A ver.

E agora?

Uma pausa para inclusão deste post depois da vitória de Zeca Araújo para a vaga do TCM, em eleição realizada agora a pouco na AL. A derrota de Mário Cardoso deverá colocar a Unidade na Luta de arma em punho, exigindo de novo a secretaria de Educação que estaria praticamente reservada a Edilza Fontes (DS). Meio campo embolado.

Óia eu, aqui de novo!

Mais de uma semana sem atualizar o blog, é passar dos limites e correr o risco de não permitir a decolagem deste espaço como mais um hábito de leitura de todos aqueles que adoram informação. O diabo é que o porter estava fora de circuito atendendo compromissos profissionais inadiáveis. Aos poucos, tentarei colocar a casa em ordem, pontificando, sempre, pedidos de desculpas.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Amarrando o matulão

Jader Barbalho e Ana Júlia ficaram de se encontrar esta noite para definir ajustes finais na escolha do secretariado do futuro governo. Um telefonema da senadora estava sendo aguardado pelo deputado federal, marcando hora e local da reunião. Equipe de governo deve ser anunciada neste sábado, dia 9.

Na moita

Vivendo ainda os efeitos da tragédia da perda de sua querida esposa Beta Moreira, companheira incansável de longas batalhas enfrentadas juntos, Ademir Martins, ex-vereador do PT em Marabá, ex-gerente executivo do IBAMA no Sul, e coordenador da DS na região, está cotado para assumir importante cargo. Fala-se numa das gerências do Ibama, em Marabá ou Belém, ou assumir a Sub-Governadoria do Sul do Pará.

Ideologia da roça

Setor produtivo do Sul do Pará apreensivo com o nome a ser escolhido por Ana Júlia para dirigir a Agricultura no Estado. Consideram que o agronegócio vive momento de consolidação em áreas importantes e por isso temem a partidarização da pasta sem preocupações técnicas e projetos capazes de fazer a interface entre a agricultura familiar e a produção em alta escala.
Preocupação maior recai sobre os riscos do próximo ocupante da secretaria reacender ideologias de confronto e criar clima de desânimo no campo.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Açougues humanos

Os dois hospitais públicos de Marabá transformaram-se em verdadeiros açougues humanos. Em menos de trinta dias inaugurado, o Hospital Regional “Geraldo Veloso” registrou três óbitos em conseqüência da burocracia priorizada. Na verdade, o correto é dizer que três vidas se perderam por omissão de socorro. O uso da expressão “excesso de burocracia” é terminologia que não encontra apoio ético e nem moral quando se tenta justificar o injustificável – como vem fazendo os dirigentes daquela unidade hospitalar.
Na segunda-feira (4), às 17 horas, mais um crime praticado dentro de outro casa de saúde local. Uma bebe de 8 meses morreu nos braços da avó depois de permanecer seis horas carregada nos braços pelos corredores do Hospital Municipal, sem receber qualquer tipo de atendimento.
Agora os açougueiros do HMM tentam colar a versão de que a criança teria chegado sem vida no hospital, mesmo diante de testemunhas que viram a bebe desde cedo passando mal nos braços de familiares.
Alguém será condenado por mais esse crime?

Insônias gerais

Servidores da SEFA enviam e-mail contando gatos & sapatos do que está ocorrendo nas regionais do órgão, no interior do Estado. Lista relação dos atuais manda-chuva e a insatisfação dos mesmos com os novos ventos a soprarem na secretaria, a partir de 2007. Os maiorais:

Célio Cal, auditor fiscal, atual inspetor da SEFA em Marabá. Ele é sobrinho do tucano de papo amarelo e arquiteto Paulo Cal;

Birinha Barbosa, agente tributário, chefe da agência da SEFA em Rondon do Pará, irmão do deputado do PSDB Bira Barbosa;

José Freire Falcão, agente tributário, chefe da agência da SEFA em
Jacunda, e ex-Prefeito de São João do Araguaia;

Walciney Brito, agente tributário, chefe do posto fiscal de fronteira de São Geraldo.

Padrinhos & Comadres

Os auditores citados – diz mail -, tentam se apegar a gente ligada ao PT e PMDB na tentativa de se manter em seus respectivos cargos. Atualmente, seus padrinhos são as deputadas estaduais Elza Miranda e Tetê Santos -, e o ex-secretario de Agricultura, Wandenkolk Gonçalves, eleito deputado federal. Todos do PSDB.

Safra de incompetentes

Nunca os municípios do Sul e Sudeste foram administrados por uma raça de prefeitos incompetentes e desonestos. Os caras estão quase dois anos segurando a chave do cofre e nada fazem para melhorar as condições de vida de suas comunidades. Em Eldorado, por exemplo, dirigida por um “empresário” madeireiro, não dá para perceber a olho nu o que o distinto fez. É só poeira e lama. E muita vontade do povo em participar da administração sem que lhe seja data a mínima oportunidade.
Pior: os péssimos prefeitos, para justificar seus atos de sacanagem, não perdem o hábito de culpar “os parcos recursos” do município.

Serra Pelada

Quem passa pelo garimpo de Serra Pelada de repente imagina estar em algum canto sombrio da África miserável. Falta de tudo: escolas de 2º grau, segurança, medicamentos. E sobram desavenças entre os malandros ditos líderes da classe de olho no tal dinheiro do governo federal para tocar a exploração da minha de ouro. Cada um mais esperto do que o outro, e a arraia-miúda no meio dos balaços.

Triste herança

O Sul do Pará está totalmente abandonado pela administração estadual.
Em todos os municípios por onde se anda há demandas causadas pela ausência do poder público: escolas sem funcionar por falta de professores, estradas intrafegáveis, doenças como malária acossando famílias pobres sem ter para onde ir buscar ajuda, produção agrícola tocada como se fosse a era medieval, sem nenhum tipo de assistência técnica.
Os parrudos ficaram doze anos contando potoca e o povo lambendo o beiço.

Desatualização

Como ainda não decidi me tornar um ProBlogger (alguém que vive dos rendimentos do blog), até porque nem sei se daria para manter a vidinha boa usando essa profissão, tenho que me virar na atividade que escolhi como meta de vida. E nessa labuta sou obrigado a viajar muito por cidades do Sul do Pará – algumas ainda não atingidas pela TIM.
Esses últimos cinco dias, e creio ainda até o inicio da outra semana, estarei com o pé na estrada e cometendo essa falha gritante com aqueles que acessam o endereço em busca de post quentinhos. Não está dando mesmo!
Até lá estarei dando fugidinhas, de vez em quando, para soltar as últimas do pedaço.
Té mais ver!

sábado, dezembro 02, 2006

Reforçando o time

Deputada federal eleita Bel Mesquita, ao seu estilo silencioso, deverá arrebanhar bom número de vereadores para o PMDB. As conversas andam adiantadas. Pelo menos um dos parlamentares contatados pela ex-prefeita de Parauapebas garantiu ao blog que “só está aguardando a hora de ser chamado para assinar a ficha”. E ele é bom de voto e pode ser prefeito futuro prefeito de um município do Sudeste.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Empresária do Ano

Na próxima sexta-feira (9), Noélia Maia Magon receberá o título de Empresária do Ano, evento realizado há 13 anos em Marabá pelo Sindicato do Comércio e Sebrae.É a primeira vez que uma mulher recebe a indicaçao. Organizadores aguardam a presença de Jader Barbalho e, ainda a confirmar, de Ana Júlia.

Finanças em frangalhos

Implosão nas contas da prefeitura de Curionópolis. Há exatamente um ano a maioria dos fornecedores, formada por pequenos comerciantes da cidade, não recebe -, fato que tem levado ao fechamento de portas de alguns estabelecimentos.
Sebastião Curió tenta fechar com a Vale do Rio Doce antecipação de receita proveniente de ISS, num total de R$ 500 mil, como tentativa desesperadora de cumprir a Lei de Responsabilidade e diminuir a pressão cada dia maior dos credores municipais

Gato comeu?

O descontrole nas contas pública do município estaria envolvendo déficit próximo a R$ 1,5 milhão, nos cálculos de conceituado comerciante da região e um dos principais fornecedores. Segundo ele, a explosão de grande escândalo está por surgir tendo como pano de fundo não apenas os débitos para com fornecedores, mas imprecisão contábil e desvio de recursos de programas do governo federal.
Servidor antigo da prefeitura contou esta tarde ao pôster que até hoje “não sabe aonde o prefeito aplicou a totalidade dos R$ 10,5 milhões repassados ao município pela CVRD, em duas parcelas de R$ 3 milhões (novembro de 2005) e R$ 7,5 milhões (março deste ano)”. Explique-se que esse dinheiro-extra recolhido aos cofres de Curionópolis foi resultante de pendência antiga da mineradora ao não proceder o recolhimento de impostos de serviços de sondagem realizados na Serra Leste.
Diz a fonte que Sebastião Curió prestou contas da aplicação da grana construindo um posto de polícia de dois cômodos, duas pequenas praças na cidade. Reforma de um posto de saúde, iluminação da avenida BRe no recapeamento asfáltico de uma rua medindo 500 metros. Pelas contas dos críticos do prefeito, a soma de todas essas obras enumeradas não chega a R$ 2 milhões.
E o resto? Pergunta o servidor.

Tãn-tãn-tãn-tããããn!!!

Para quem ainda não acessou, bom dar uma corridinha ao mais bem informado blog da capital paraoara, onde o Juvencio de Arruda conta sobre a possibilidade de desabamento do céu na cabeça de um parlamentar tupiniquim. Ler post Sex Hot.
Quem será?

Equilíbrio e sensatez

Marina Silva, a nossa negra ministra do Meio Ambiente, manda um recado a todos aqueles que pensam haver possibilidade dela tergiversar dos rumos dados à questão ambiental durante sua gestão. “Meu crescimento econômico tem de ser sustentável, se não for sustentável não é desenvolvimento, é a repetição das catástrofes que estamos vendo e combatendo, é estar na contramão da história”, sapeca ela numa entrevista oportuna à Folha de São Paulo (só para assinantes), na qual fala, inclusive, sobre Belo Monte.

Extorsão explícita

Empresário de Marabá está impedido de ampliar seus negócios porque não consegue legalizar o investimento junto a setores da prefeitura em que o titular da pasta quer extorqui-lo. Para soltar a tramitação do processo da empresa, o cara-pálida estaria exigindo do empresário o pagamento de débitos de parente do dito cujo contraídos na campanha eleitoral. A vítima está sendo estimulada a levar o seu problema a Sebastião Miranda, mas teme que a situação se agrave mais ainda, “porque dificilmente o prefeito teria condições políticas para demitir o secretário, deixando-me mais exposto a ira dele”.

Solidariedade

Se dentro de 15 dias a documentação não for liberada pelo órgão especializado, o empresário vítima da chantagem receberá apoio de um grupo de colegas, dispostos a comunicar ao prefeito de Marabá a sacanagem arquitetada. Todos garantem que Tião Miranda reagirá à altura da gravidade do problema.

Nossa Sucupira

Descobriram novo hobby do prefeito de Marabá. O homem deu agora para andar circulando pelas ruas da cidade fiscalizando os motoristas de caçambas à serviço da prefeitura para checar se estão desviando piçarra. Pessoalmente, quando ele suspeita de alguma tramóia, manda o motorista parar o veículo, sobe na caçamba e confere para onde está indo o material. Já teve casos de Tião Miranda entrar em discussão com motoristas na via pública, acusando-os de roubo. Recentemente um condutor foi demitido sumariamente no local do flagrante.

O bicho vai pegar?

São evidentes os sinais exteriores de preocupação de alguns servidores municipais e prefeitos da região Sul do Pará com os desdobramentos da operação Rêmora, expressamente ainda em curso. O que se comenta é do envolvimento dessas pessoas com a desenvoltura com que circulava pelos corredores das secretarias de finanças o auditor do TCM Luiz Fernando, preso pela Polícia Federal supostamente envolvido nas tramóias da dupla Marcelo Gabriel/Chico Ferreira.

Braço longo

Preocupação de alguns prefeitos e seus auxiliares mais próximos não se refere propriamente às fraudes cometidas pelas empresas de Chico Ferreira e Marcelo Gabriel, mas a outras bandalheiras supostamente entremeadas e que teriam a mão protetora do auditor Luiz Fernando na arrumação contábil das contas públicas. Dizem que se a Polícia Federal for mais à fundo descobrirá rombos atômicos em repasses do FUNDEF e nos programas de saúde do governo federal.As somas desviadas seriam de arrepiar a consciência até de malfeitores.

Último suspiro

Importante fonte da AMAT, em Belém, disse no final desta tarde ao pôster que Simão Jatene estaria interessado em manter reunião com alguns prefeitos – aqueles que lhe são mais gratos -, antes de deixar o governo, para estudar a possibilidade de manter um grupo coeso de alcaide para a disputa da próxima eleição da associação. Se for verdade essa versão, ou o governador confia demais nas suas prerrogativas pós-poder ou subestima a fragilidade de cada prefeito diante de um novo governo.

Em banho-maria

Minha coluna desta sexta-feira no DIÁRIO DO PARÁ revela que pelo menos um prefeito já se assanhou para assumir o lugar de Valcinei Gomes, atual presidente da AMAT. Ele não quer apenas o cargo como planeja vôos bem mais altos, apoiado na estrutura financeira de sua prefeitura.

Terra arrasada

A equipe de transição precisa urgentemente se ligar em lances cabeludos ocorrendo nas representações das secretarias executivas no interior do Estado. Consta que em muitas delas o sucateamento de equipamentos e afins já é visto a olho nu. Sobrará pouca coisa funcionando. E haja meses para o novo governo colocar nos trilhos a máquina administrativa.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Campanha de adoção

As campanhas humanitárias começaram a pipocar, sintonizadas com o clima de fim de ano. Só não colabora quem não quer ou se entregou totalmente ao efeito letárgico de imagens feitas só de ilusão. Tem gente que pensa que tráfico de seres humanos é coisa de filme cabeça, dramas que só falam de coisa ruim. Que violência contra a mulher só rola na periferia e que Direitos Humanos é pauta para discussão acadêmica.
Outras não se sensibilizam diante de tantos aspones a cada dia no olho da rua com seus nomes publicados no Diário Oficial. Tadinhos!
Este blog parte em defesa dessas fragilizadas criaturas lançando a campanha “Adote um Ex-DAS”. Quem puder empregá-las, fica de bom tamanho contribuir na ressocialização dessa turma que ficou muito tempo no bem-bom da ociosidade geral.

Nem ao céu, nem ao mar

A reunião da executiva do PPS terminou agora, às 22h45, oficializando que amanhã o partido comunicará ao PT que aceita dialogar com Ana Júlia e promover o encaminhamento de propostas que possam efetivar a participação ou não do PPS na base aliada do futuro governo do Estado. Comunicado será feito através de uma ligação telefônica a Charles Alcântara. A resposta, portanto, não se dará em carta.

Clima tenso

Narrativa de um dos participantes dá conta de que o ambiente da reunião esteve pesado quase até o seu final, amenizado a partir do momento em que João Salame sugeriu a todos que largassem as aparências e entrassem no mérito da questão. Houve dedicado esforço dos membros da executiva para que Arnaldo Jordy não se sentisse derrotado diante dos fatos.
O PPS, portanto, sentará à mesa do Partido os Trabalhadores para ouvir Ana Júlia e dizer também o que pretende. “Jamais seremos oposição sistemática, intransigente e irracional. E se fomos convidados para conversar, conversaremos”, explicou a fonte.

quarta-feira, novembro 29, 2006

PPS X PPS

Visita inesperada de uma comissão do PHS (Partido Humanista da Solidariedade) à sede do PPS, ontem à noite, tranferiu para as 19 horas desta quarta-feira a decisão do partido ao convite de Ana Júlia para a legenda integrar sua base aliada. A derrota desenhada de Arnaldo Jordy foi apenas adiada.

Alto comando

No distrito industrial de Marabá, a terça-feira (28) foi dedicada à longa reunião de donos e executivos das usinas de gusa. Começou cedo da tarde e se estendeu até a metade da noite. Até Luiz Carlos Monteiro (Cosipar) deu o ar de sua graça, ele que não valoriza muito as assembléias promovidas pelo sindicato dos usineiros de Marabá.
O encontro foi fechado e dele pouco se tem conhecimento, mas o blog pode assegurar que na reunião definiram estratégias para o enfrentamento de questões como reserva florestal, produção de carvão e relacionamento com os governos estadual e federal – tudo agora do PT.

Almoço

Sebastião Miranda (PTB) participa a contra gosto de encontros nos quais se fazem presentes a deputada Elza Miranda e o presidente da Câmara de Marabá, Maurino Magalhães. Denominadas por ele “pessoas intragáveis”, politicamente o prefeito deixará de conviver a partir de 2007 com a deputada estadual, que não conseguiu se reeleger -, e que para isso contribuiu muito estratégias adotadas por Tião cercando áreas eleitorais de Elza na última eleição.

Jantar

Maurino Magalhães é o prato da vez colocado à mesa. A primeira garfada o vereador sentiu na semana passada quando perdeu dois votos com os quais contava para aprovar a emenda de reeleição da mesa diretora do legislativo que lhe daria direito a concorrer, como franco favorito, a mais dois anos de presidência. Vereadores Júlia Rosa e Ronaldo da “33” sumiram da sessão. Em Marabá, ninguém tem dúvidas de que o dedo (ou a caneta?) de Tião Miranda provocou o sumiço da galera.

Sobremesa

Como Maurino Magalhães é declarado candidato a prefeito em 2008, e só de ouvir esse comentário Tião Miranda perde o bom humor, o estilo trator do prefeito de Marabá sugere que o presidente da Câmara ainda terá novos aborrecimentos pela frente. O debate próximo é a disputa sucessória do próprio Maurino, cujas pedras já estão no tabuleiro. Tião lutará para eleger alguém que não titubeie diante de Magalhães, custe o que lhe custar.

Fonte privilegiada

A ainda pouco conhecida Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (FETAF) tem recebido tratamento especial dos principais assessores de Ana Júlia nos contatos mantidos com as lideranças do interior. A entidade congrega nomes respeitados dos movimentos sociais e atua com discrição nas ações de ocupação de terra sob a presidência de Chico da CIB, um dos fundadores do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá. Pragmática, a Fetaf defende a busca de resultados concretos aos clientes da reforma agrária. Seus dirigentes tem estreita relação com Carlos Guedes.

Engrossando a voz

Só agora começa a vazar detalhes da reunião das tendências do PT, realizada em Belém, semana passada. Em uma de suas intervenções, o deputado Paulo Rocha falou duro ao se reportar à votação obtida por ele na eleição e ao tamanho de sua representação política no Estado – citando os prefeitos de Santarém, Cametá, Concórdia, Conceição do Araguaia e Gurupá; e os deputados estaduais eleitos Miriquinho Batista e Carlos Martins, ligados a Unidade na Luta. Deixou claro sua disposição de buscar o melhor espaço para acomodar pessoas da corrente, citando, inclusive interesse pela direção do INCRA, no Estado -, além, é claro, de pelo menos a secretaria de Educação.

terça-feira, novembro 28, 2006

Destempero público

Sem conseguir realizar obras em tamanho suficiente que leve a populaçao a vislumbrar mudanças na cidade, o criticado desempenho de JPC na prefeitura é temperado por atitudes pessoais dele no trato com as pessoas. "Dependendo do momento, o prefeito pode partir até para a agressão, isso já ocorreu diversas vezes na cidade", narra a fonte ao prever resultados decepcionantes da atual administraçao de Redenção até o final de 2008.

Dias negros

A (im)popularidade de JPC em Redenção caminha para referencia de risco. Dizem ex-admiradores que o prefeito está decepcionando a maioria daqueles que votaram nele, inconformados na eleiçào com a panelinha construída em doze anos pela dupla Wagner Fontes/Mário Moreira."Saíram uns aloprados e entrou um desgarrado", explica um comerciante, ao pontuar que JPC revela perfil de instabilidade emocional sem nenhum comprometimento com o dia a dia da prefeitura.
"É preciso ter muita sorte para conseguir encontrá-lo na prefeitura,tal o longo período de ausência dele da sede administrativa", conta, ao explicar o esquema de bindagem do prefeito montado pela sua assessoria.

Meu mundo caiu

Figura de linha de frente das ações de expansão do PSB nos municípios situados no entorno de Redenção, o político considera que para o partido sobreviver a partir de agora no Pará - "se não for engolido em alguma fusão por força da cláusula de barreira" - só resta à legenda "passar por um processo de decantação, priorizando-se a mudança completa de seus dirigentes por gente jovem e sem os vícios dos caciques", pondera.
Só que ele está decidido a se afastar da política partidária.Cuidar somente de seus negócios - "pequenos, mas decentes"- e da família. "O PSB foi um rio que passou em minha vida", ironiza.

Socialistas envergonhados

O poster acaba de conversar com um político do PSB de Redenção que relata seu sentimento de vergonha com as denúncias formuladas pelo deputado estadual João de Deus, contra Ademir Andrade, acusado de ter pedido R$ 5 milhões para aderir à candidatura de Almir Gabriel no segundo turno."Sou pobre,mas nem por isso encontrei razões para vender meu idealismo, ao longo desse tempo em que milito aqui na região abraçado à causa socialista. Ler nos jornais que aqueles que um dia nos empolgaram em cima de palanques denunciando corruptos e chefes de organizações criminosas, estejam hoje no mesmo barco dos malfeitores, acaba totalmente com as últimas esperanças que eu ainda tinha de ver este país mais justo e menos selvagem", desabafa.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Dono da bola

A convenção municipal do PMDB de Marabá, além de renovar para novo período a executiva local, serviu para medir o tamanho da popularidade do deputado Asdrúbal Bentes entre seus correligionários. Até filiados de municípios vizinhos apareceram pela parte da tarde no prédio da Câmara Municipal fazendo ôba-ôba para o deputado federal. Durante o encontro peemedebista, diversos oradores consagraram o nome do deputado federal candidato a prefeito de Marabá em 2008. Asdrúbal apenas ouviu, sem dar um pio.

Afunilamento

Até sexta-feira, Ana Júlia amarra diversos nomes futuros secretários de seu governo. As negocições estão sendo frenéticas, e mais forte ainda as pressões das diversas tendênicas internas do PT, principalmente DS, PT Pra Valer e Unidade na Luta. Briga de foice está situada em torno do controle das secretárias de Educação e do Trabalho e Promoção Social (Seteps.
Uma comissão da Democracia Socialista (DS) criada para fazer a interface com a equipe de transição reúne nesta terça-feira (28) para alinhavar seus objetivos dentro do futuro governo e depois entrega o documento a Ana Júlia, até sexta-feira. A DS luta para gerenciar as ações da Sectam, Iterpa, Educação e Agricultura.

Cabo a rabo

A Democracia Socialista joga em duas frentes. Quer assegurar seu espaço generoso no governo Ana Júlia, mas não desgruda o olho dos nomes que comporão o segundo mandato de Lula. Cabeças pensantes da corrente observam que não adianta gerenciar a secretaria de Agricultura e o Iterpa se o Incra, por exemplo, não tiver em suas superintendências locais um nome também da DS com objetivo de compartilhar pacificamente de propostas de unificação de ações nos três níveis hierárquicos. "Uma sintonia fina entre o Incra, Sagri e Iterpa é indispensável para o sucesso dos diversos programas a serem executados, sem citar os desafios de superação das dificuldades que nos aguardam, principalmente quanto ao sucateamento desses órgãos do Estado, em maior profusão, o Iterpa", diz fonte da Democracia Socialista.

Paciência de Jó

Ana Júlia, revela fonte próxima a governadora eleita, vem exercitando extrema paciência para receber de todos os lados pressões naturais na fase de pré-escolha da estrutura administrativa que gerenciará o Pará, a partir de 1º de janeiro. Nesse jogo pesado pela ocupação de espaços, a futura governanta tem procurado ouvir muito, sem deixar escapar qualquer tipo de compromisso aos nomes sugeridos pelos diversos segmentos político-partidários.
Internamente, estaria definido apenas que a secretaria Executiva de Educação ficará para uma das três correntes do PT, com seus nomes postos à mesa: historiadora Edilza Fontes (DS), deputada estadual eleita Bernadete ten Caten (PT Pra Valer) e Miriquinho Batista (Unidade na Luta).

sábado, novembro 25, 2006

Chuva de verão

Sempre bem informado, de Brasília, Val André aconselha o poster a desconsiderar a denominação Mobilização Democrática e valorizar as siglas PCB ou PPS. Segundo ele, dia 7 de dezembro "essa fusão pode cair, da mesma forma como castelos de cartas caem ao vento". A notinha de Val está em comentário contido no post Jordy e a carta. A conferir.

Política Indígena

Reparando bem a Companhia Vale do Rio Doce tem toda razão quando decide denunciar o Brasil aos organismos internacionais pelo fato do país não ter uma política definida para atendimentos dos povos indígenas. É deprimente ler nos jornais os detalhes de uma reunião realizada entre a CVRD, Funai e lideranças dos Gaviões, da aldeia Parkatêjê, localizada a 30km de Marabá, na Br-222, em que as demandas maiores dos silvícolas – conforme disse um de seus caciques -, são dívidas contraídas junto a fornecedores.
Para quem conhece o cotidiano da aldeia e sabe que seus representantes mais conhecidos não saem de concessionárias de veículos e de outras lojas com densidade de propagar forte atração de consumo, esbanjando queima de grana, não fica surpreso em deparar com seus povos passando dificuldades financeiras resultantes de dívidas impagáveis. Está configurada aí clara incapacidade de suas lideranças gerenciar recursos, e onde aparece a figura do governo alheia a um questão fundamental, também, à sobrevivência da civilização indígena: treinar suas mais desenvolvidas cabeças a noções básicas de gestão.

Questão de lógica

Nenhuma empresa privada pode se tornar vítima de estimuladas chantagens simplesmente para atender exigências cíclicas ou abonar com mais ou menos dinheiro o cofre de quem o esvaziou por gastar mais do que recebe. E que se entenda não haver aqui nenhuma intenção de defesa da mineradora.
Na reunião entre os índios e a Vale ficou provado que esta vem cumprindo fielmente convênios assinados com a Parkatêjê na área social. Fato tão evidente que, ao final do encontro, o representante dos Gaviões, diante da posição inalterada da CVRD de ceder às pressões para reajustar o valor da parceria, para não sair de mãos (e bolsos) abanando, pediu que a empresa,”pelo menos pagasse as contas que a aldeia deve aos comerciantes da região”.

As vantagens da vantagem

A Constituição reconhece a pluralidade étnica e cultural do país, assegurando aos índios o direito à alteridade, ou seja, direito de serem diferentes e tratados como tais direito. Só que emerge ultrapassada e incorreta qualquer interpretação que trate os índios como inimputáveis ou semi-imputáveis em virtude da diferença étnica.
Já foi dito por gente que entende do traçado que os índios brasileiros estão em diferentes estágios em relação ao conhecimento dos hábitos da sociedade nacional, existindo índios com cursos universitários e índios que sequer falam o português. Como existem índios que estão no meio do caminho. Ou seja, situações diferenciadas e que merecem ser consideradas distintamente. O índio é mentalmente normal, o que ele tem é cultura diferente, e por vezes não entende o significado de determinada regra, como um estrangeiro pode também não entender.
Só que os queridos Gaviões são mais espertos do que imagina nossa vã filosofia tupininquim. Essa verdade é tão cristalizada que a aldeia Parkatêjê já foi considerada um das mais ricas do país durante longo período em que suas lideranças sabiam distinguir entre uma fatura e nota promissória, o que os faziam aplicar severa linha fiscal em suas contas. Nos últimos anos, esse quadro se alterou com o surgimento de estado de insolvência.

Leitos perfeitos, seus peitos direitos

Sugerindo sensualidade na curvatura de seios instigantes do alguém feminino, remexendo no interior do contexto sonoro e semântico, efeitos expressionistas na sonoridade que pulula na construção da letra. Quero saudar o sábado – porque amanhã é domingo, postando essa jóia rara de Caetano:


Rapte-me, camaleoa,
Adapte-me a uma cama boa,
Capte-me uma mensagem à toa
De um quasar pulsando loa,
Interestelar canoa,
Leitos perfeitos, seus peitos direitos
Me olham assim,
Fino menino, me inclino pro lado do sim,
Rapte-me, adapte-me, capte-me, 'it's up to me', coração,
Sem querer ser, merecer ser um camaleão.
Rapte-me, camaleoa, adapte-me ao seu 'ne me quitte pas'.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Jordy e a carta

Jordy não responderá à carta de Ana Júlia. Quem o fará é a executiva da MD, a quem o documento foi encaminhado. Na terça-feira (28), membros da direção se reúnem, inclusive com a presença do próprio deputado, para analisarem os rumos a serem tomados e o conteúdo da resposta à missiva da governadora eleita. Quem informa é fonte segura com íntimo trânsito pelos segmentos da MD.

Homem enciumado

De um empresário de Belém ligado à vida comum de Jordy, o blog capturou informação de que o presidente da MD, no fundo, ficou enciumado pela carta de Ana não ter tido encaminhamento à própria pessoa do deputado. “Como o convite da futura governadora para o antigo PPS participar da base aliada não foi feito diretamente a ele, tirando-lhe a oportunidade de capitalizar para si as vantagens de uma negociação dessa envergadura, Jordy se aborreceu”, disse. Sem contar que por trás desse ciúme existe também as articulações pessoais levadas a cabo de olho na eleição municipal de 2008.

Salame apazigua

Localizado no final da manhã de hoje, o deputado eleito João Salame confirmou reunião da MD, na terça-feira, e disse que aguarda o retorno a Belém de Arnaldo Jordy para discutir com ele diversas situações políticas do Estado. Esquivando-se a falar sobre a posição do colega diante da carta de Ana, o deputado eleito por Marabá acha que o momento “é de construção de diálogos”, mas tem consciência de que a maioria do partido quer ajudar a governabilidade do futuro governo. “Temos de ter cuidado para não cair no adesismo fisiológico e nem fecharmos as portas para um governo que se propõe, de forma clara e até com doses de humildade, a instaurar um governo popular e democrático -, conforme a governadora exprime na carta”, disse.

Hiato

Durante toda a quinta-feira (23) este poster esteve no interior do município em missão profissional vagando por lugares aonde o celular e a fixa ainda não chegaram. Razão da ausência de atualização deste blog.

Cenas de abandono

Um desastre a situação das estradas e pontes na zona rural de municípios do Sudeste do Pará. Bastou a presença ainda discreta das primeiras chuvas para se formar lamaçais e situações de riscos nos pontilhões improvisados. Simão Jatene e seu padrinho Almir Gabriel deixam o poder paraense, após 12 anos de controle fechado, com a demarcaçào de rastros de anomalias devidamete comprovadas na fatura que os eleitores subscreveram nos dois turnos das eleições.
Ana Júlia terá muitas dores de cabeça para tentar aplicar remendos emergenciais em socorro aos produtores rurais. Os danos são terríveis.

O drama é aqui

O filme de terror “Turistas”, divulgado pela Fox nos Estados Unidos, foi bombardeado pelo deputado Asdrúbal Bentes (PMDB) durante sessão da Comissão de Turismo e Desportos da Câmara, da qual ele é presidente. Asdrúbal considera a produção nociva ao fomento do mercado turístico brasileiro e pediu ao parlamento e governo federal união de esforços para divulgar desaprovação ao conteúdo da fita.
Contando histórias de viajantes internacionais pelo Brasil que são seqüestrados, drogados e roubados, “Turistas” será lançado mundialmente dia 1º de dezembro.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Soy Loco Por Ti, Músico

"Minha música vem da música de um poeta João / que não gosta de música. / Minha poesia vem da poesia da música de um João / músico que não gosta de poesia" (Caetano)

Assim, usando as palavras como banzeiro solto na margem, Caetano homenageia João – que pode ser Gilberto, Donato, Nogueira, Bosco. Um João Cifrado. Porque “é bom tocar um instrumento”.

Antes que o Dia do Músico acabe, 22 de novembro, a minha homenagem a todos nós.

Emendas & Obras

A bancada do Pará também está reunida neste momento, em Brasília, discutindo a destinação de emendas para a conclusão e início de novas obras.

A dois

São 19 horas. Jader Barbalho e Ana Júlia estão neste momento reunidos em Brasília. A sós, sem testemunhas, os dois analisam o quadro político nacional e conversam sobre a formação do futuro governo do Pará.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Democratizando a informação

Assessoria da deputada Socorro Gomes ( PCdoB/PA) avisa que um maiores desafios de Ana Júlia à frente do governo será estabelecer uma política de comunicação que permita ao governo o apoio da população às reformas e aponte novos caminhos.

“ Além de uma relação inovadora e transparente com os dois grupos que controlam a mídia no Pará e os veículos de comunicação da capital, temos que apostar e valorizar a mídia do interior, as emissoras de rádios comerciais e comunitárias, os jornais e as tvs locais, criando canais alternativos que nos permitam dialogar com a sociedade e manter a população informada das ações do governo” diz ela.

Com o aval do blog, que assina embaixo. Reconhecida em cartório.

Delírio na caserna

Leio que centenas de oficiais de alta patente da reserva das Forças Armadas, entre eles 70 generais, fizeram em Brasília ato de apoio ao coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi, órgão de repressão da ditadura militar, e que responde a processo na 23ª Vara Cível de São Paulo pela acusação de comandar ações de tortura durante o governo militar.

Acho que essa turma continua com insônias. Lexotan para todos!

Maluca Beleza

"Embora os homens costumem ferir a minha reputação e eu saiba muito bem quanto o meu nome soa mal aos ouvidos dos mais tolos, orgulho-me de vos dizer que esta Loucura, sim, esta Loucura que estais vendo é a única capaz de alegrar os deuses e os mortais. A prova incontestável do que afirmo está em que não sei que súbita e desusada alegria brilhou no rosto de todos ao aparecer eu diante deste numerosíssimo auditório." (Erasmo Rotterdam)
A foto de Conceição Oliveira, 50 anos, estampada em capa na edição de ontem (21) do DIÁRIO DO PARÁ, orientando o trânsito louco de Belém, fez ecoar em mim a extensão da grandeza humana presente na conduta modesta de pessoas simples.
Literalmente bela, a foto mostra uma mão segurando apito na boca, óculos assentado à ponta do nariz e gestos ingênuos da outra mão, calejada da sofrida luta pela sobrevivência, ordenando a passagem dos carros.
Duas loucuras sãs em um mesmo corpo: Conceição sobrevive vendendo revistas em Tomé-Açu e tem o hábito de ajudar a organizar o trânsito.

Maluca beleza 2

O gesto amoroso de Conceição se expressa em todos os ângulos da foto. Na simplicidade da alma feminina ao “deixar seu pacote na calçada para ajudar os motoristas”, e no espanto causado ao distinto público vê-la transformada, sem mais nem menos, em guarda de trânsito. Porque ali Conceição trafegava na contra mão das reações passivas dos cosmopolitas, assumindo atitude diante da humanidade cada dia menos solidária.
Nada poderia ser mais honroso do que associar Conceição à glória.

Mais uma loja

Sob comando do jovem executivo Alexandre Zucatelli, filho do casal Reinaldo/Regina, o Grupo Zucatelli abriu a décima-segunda filial da RR Motos, concessionáira Sundown, no Pará. Festa de lançamento da marca em Santarém ocorreu sob intensa campanha de mídia. Ananindeua é a próxima parada do grupo.
A propósito, o Grupo Zucatelli, surgido em Marabá nos anos 80, espande-se além fronteiras. No Maranhão, a marca entrou com todo gás ao adquirir a concesssão da Iveco, em São Luís, concessionária de caminhões da Fiat. Logo-logo, a empresa se instala também em Imperatriz, com o nome de Zucatelli Diesel.

terça-feira, novembro 21, 2006

Briga de cachorro grande

Nesta quarta-feira (22), em Brasília, grupo de empresários do Sul do Pará, com apoio de parlamentares paraenses, deverá ter encontro com a ministra Dilma Russef. Em pauta tema polêmico e que deverá azedar a relação da Companhia Vale do Rio Doce com setores ligados a siderurgia: a revisão dos títulos de Portarias de Lavra concedidos à própria CVRD.

Questão de sobrevivência

Levantamento realizado por técnicos contratados pela Associação dos Municípios Mineradores do Pará, recém criada e já trabalhando a todo vapor, mostra que a Companhia Vale do Rio Doce é detentora de 92% das Portarias de Lavras em áreas do Sul do Pará, sendo que muitas dessas autorizações de pesquisa e lavra dos recursos minerais em diversos lugares catalogados, nem sequer foram alvos do interesse direto da mineradora.
Com a expansão da atividade guseira em Marabá, o uso do minério granulado, como matéria-prima principal para a usinagem do ferro gusa, tornou-se, de uma hora para outra, mercadoria valiosa e ameaçada de faltar no mercado por causa do monopólio exercido pela Vale. A companhia anunciou que não tem mais disponibilidade do produto para as novas guseiras e, aos seus clientes antigos do distrito industrial, retração de oferta paulatina do material.

Questão de sobrevivência 2

A saída para o setor de gusa é investir na produção própria de minério granulado, como já está fazendo com competência a Sidenorte, ao adquirir uma interessante área com reserva do produto, em Floresta do Araguaia.
Dona de quase todas as portarias de pesquisa e lavra de recursos minerais para a região, a Vale do Rio Doce controla, da forma que bem lhe interessa, o volume da produção de gusa em Marabá. Se ela tirar a mão de uma usina local, os altos fornos param. Isso sem contar na área de logística, setor essencial para a exportação, com a utilização da estrutura da Estrada de Ferro Carajás.
Nos últimos dois anos, a mineradora impôs reajustes aos custos do frete cobrado de Marabá até o Porto de Itaqui acima de valores normais de mercado. Reajustou também o preço do próprio minério granulado. No período, esses reajustes em logística e matéria-prima foram superiores a 85%.

Questão de sobrevivência 3

O encontro com Dilma Russef é para mostrar a situação vivida pelo setor e pedir apoio à luta que a Associação dos Municípios Mineradores do Pará pretende travar para tornar nulas ou extintas algumas portarias de lavra concedidas à CVRD. Os empresários querem ter a liberdade de pesquisar e explorar, eles mesmos, novas áreas de recursos minerais, a fim de que possam sobreviver aos cerco cada dia mais asfixiante da mineradora. Muita confusão à vista.

CVRD nega apoio ao Águia

A Companhia Vale do Rio Doce não atendeu a dois pedidos "humildes" da diretoria do Águia de Marabá, que se prepara para disputar a seletiva do Parazão. Descartou apoio à pré-temporada do time em Carajás, com hospedagem e alimentação para 26 jogadores e patrocínio de um ônibus, pelo período de um mês, para transporte dos atletas.
Justificativa: depois da compra da canadense INCO a CVRD está cortando todas as despesas, que no caso da proposta do Águia não passariam de míseros (para a Vale) R$ 35 mil.
A turma da região está chiando!

Reeleição não passa

O blog antecipou: projeto de emenda à Lei Orgânica da câmara de Marabá permitindo a reeleição para a presidência não passou. Proposta teve sete votos favoráveis e três contra. Dois vereadores, Ronaldo da "33" e Júlia Rosa, se ausentaram da sessão, realizada na manhã desta terça-feira(21). O primeiro, segundo seus colegas, por pressão do prefeito Sebastião Miranda; e Júlia, declaradamente contrária à emenda da reeleição, com objetivo de pavimentar a candidatura dela à sucessao do atual presidente, Maurino Magalhães, e de quem ela necessita de apoio para conseguir os votos necessários.
Maurino era o principal interessado na aprovaçao da proposta de reeleiçào, de olho na disputa para prefeito, de Marabá, em 2008, quando deverá disputar o cargo. Se permanecesse por mais dois anos presidindo o legislativo, teria poder político e exposiçao do nome, ingrediantes essenciais para que uma candidatura ganhe força nas pesquisas e mobilize formadores de opinião.
Detalhe: a emenda necessitava de oito votos (2/3), para aprovação.

Lei de Murici

Dia seguinte à eleição para presidência da subseção da OAB em Marabá: as mágoas são imensas e a possibilidade da classe marchar unida, pelo que eu ouvi entre alguns advogados, hoje de manhã, existe, mas de difícil coroamento. Os causídicos (ó palavrinha feia essa, menino!) defensores da chapa derrotada de Ronaldo Giusti dizem que a subseção terá os piores dias de sua história, apontando o que foi denominado de “baixo clero” como responsável pela vitória de Haroldo Silva Junior.
Quem revelou insatisfação com o resultado das urnas garantiu também que dificilmente participará, contribuindo de alguma forma, da futura gestão.

Palavra de Giusti

Ético e revelando extremo senso de lucidez e respeito ao resultado das urnas, o atual presidente da subseção da OAB, Ronaldo Giusti, fez a seguinte declaração ao Correio do Tocantins: -“Considero o resultado como um julgamento da nossa gestão, o qual demonstra insatisfação da categoria”.

Palavra de Haroldo

No mesmo jornal, o candidato vitorioso, Haroldo Silva José, saudou o resultado dessa maneira: -“O que os advogados querem é uma OAB capaz de dialogar com o poder público local, de trabalhar pela celeridade processual, e que possa trazer um curso de pós-graduação oara Marabá, ou seja, uma ordem fortalecida”.

Não teve PF

A segunda-feira (20) foi usada por muita gente para ficar de pernas pro ar por causa do feriado municipal alusivo a São Félix de Valois, nosso padroeiro. Em razão do sumiço geral, minha coluna desta terça-feira no DIÁRIO DO PARÁ soltou nota dando conta de que a Polícia Federal teria realizado busca e apreensão de computadores na prefeitura de Marabá. Os rumores sobre este assunto correram a cidade no final da segunda-feira, sem que o colunista pudesse checar a informação pelos motivos explicados do feriado.
Hoje deu. E não deu PF na prefeitura. Não passou de boato mais um suposto desdobramento da operação Rêmora.

Fora do ar

Das 10hs às 16h17, o bairro onde funciona a sede deste blog, Nova Marabá, ficou sem energia. Depois da pesada chuva que caiu a partir das 4 horas da madrugada até às 8h, fiação da Celpa desandou a cair em alguns locais da cidade, inclusive aonde ficamos. Resultado: não deu mesmo para postar notícias.
Estamos de novo a postos.

segunda-feira, novembro 20, 2006

A ponte rodoferroviária

Com extensão de 2.300 metros, a ponte Rodoferroviária sobre o Tocantins, em Marabá, havia tempo acusava em seus vários pontos necessidade de receber urgentes serviços de manutenção. O anúncio de recuperação das juntas de dilatação da parte rodoviária tranqüiliza todos aqueles que trafegam por ali. As obras, iniciadas nesta manhã por técnicos da Companhia Vale do Rio Doce e equipes do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transporte (DNIT), não causaram tanto engarrafamento na travessia do rio por causa do feriado municipal, mas o dia de amanhã promete.

Proibido atravessar

Construída pela CVRD e inaugurada em 1985, a rodoferroviária recebe, além do tráfego intenso de veículos em suas pistas laterais, pressão extraordinária das locomotivas da Vale, no transporte diário de minério e dezenas de outros tipos de cargas. Cartão postal do município, a ponte teve sua concepção inicial projetada apenas para fazer a transposição das locomotivas da mineradora. As obras, inclusive, foram iniciadas seguindo a diretriz inicial. Foi preciso mobilização da sociedade para pressionar o governo federal a mudar o curso da obra.

Rolha militar

Os serviços de construção da parte rodoviária havia muito tempo começado quando governo e CVRD, então estatal, cederam às pressões do povo do Sul do Pará, definindo pela inclusão de espaço que permitisse o uso da ponte por veículos leves e pesados. Diz-se que a engenharia nacional, àquela época, teve méritos de encontrar uma solução técnica que permitisse embutir na parte ferroviária, um trajeto rodoviário. A saída foi a fixação na estrutura edificada da parte ferroviária de peças metálicas, denominadas de mãos-francesas, sobre as quais assentou-se nas duas laterais, pistas dos veículos.
Além da grande rolha que colocaram em Tucuruí, construindo uma barragem sem eclusas, o governo dos militares estava disposto também a cometer outro crime contra o povo paraense, ao vislumbrar apenas os interesses da Companhia Vale do Rio Doce, investindo na construção de uma imensa ponte dedicada apenas às locomotivas da mineradora.
O povo que ficasse sofrendo ao pé da balsa perigosa que atravessava veículos de um lado a outro do rio Tocantins.

Todos os homens (e mulheres) da governadora

Influente fonte da DS (Democracia Socialista) , tendência do PT liderada no Pará pela governadora eleita, mandou o blog anotar nomes das pessoas a exercerem forte influência junto a Ana Júlia. Taí, pra quem quiser medir a temperatura:

Charles Alcântara
Carlos Guedes
Marcílio Monteiro
André Farias
Edilson Moura
Maria Joana Passos
Edilza Fontes
Suely Oliveira
Paulo Heineck

domingo, novembro 19, 2006

Fantasmas

A bagunça está instalada nos órgãos estaduais localizados nos municípios do Sul do Pará. Contribuintes não conseguem mais resolver suas pendências, obras públicas paralisadas e o registro de ações predatórias em muitas repartições. O salve-se quem puder é tão explícito que a impressão é de que, vinte dias depois da eleição, a derrota tucana somente agora foi assimilada pelos integrantes do atual governo. A ficha caiu criando clima de pânico e forçando-os a agir com pressa na cobertura de irregularidades.
É um sai e entra em gabinetes de gente de confiança dos principais servidores, trabalho exclusivamente interno até tarde da noite, cansativas tarefas de fotocópias de documentos e demoradas reuniões a portas fechadas.
O rescaldo dessa operação é imprevisível. É provável que Ana Júlia receba o Estado com muitos setores sucateados.

sábado, novembro 18, 2006

Acaba monopólio da TAM

Boa notícia para quem depende do aeroporto de Marabá para viagens de emergências e regulares: a partir desta segunda-feira (20), a Total Aérea ativa rota Brasília/Carajás/Marabá/Tucuruí/Belém, ida e volta, acabando com o monopólio da TAM. Em janeiro será a vez da GOL entrar por aqui com dois vôos diários, devidamente homologados pela Anac.
No trecho Marabá-Belém, tarifa cheia, a passagem aérea da TAM não sai por menos de R$ 500,00,num percurso de 40 minutos. Com o advento das duas novas companhias, os mais pessimistas acreditam que o preço dessa passagem poderá despencar para algo em torno de R$ 200,00.

Advogados impõem derrota a Belém

Resultado da eleição em Marabá para a presidência da subseção da OAB: Haroldo Silva Junior 94 votos X Ronaldo Giusti 74. A diferença de vinte votos reflete a tendência da maioria dos advogados locais contrária ao atrelamento da entidade a OAB de Belém. Esse discurso foi propagado durante a campanha e agora a pouco entre os aliados oposicionistas, festejando a vitória.
169 advogados compareceram à cabine de votação, consagrando com isso o menor índice de abstenção das eleições da classe e registrando o maior placar de uma chapa em relação a outra.

Tempo de mudança

Os ventos estão seguindo para as estações de mudanças. Deu oposição na eleição da subseção da OAB em Marabá. Haroldo José derrotou Ronaldo Giusti que tentava a reeleição. A diferença nao deve ter passado de 30 votos. Resultado oficial sai daqui a pouco.
Na tarde desta sexta-feira post registrou a dura disputa, apesar de prognóstico feito por dois advogados admitindo tendência para a recondução de Giusti por diferença mínima. Quando liberarem os números, a gente divulga.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Ação contra pistolagem

Assessoria da deputada Socorro Gomes ( PCdoB/PA) anunciou que ela pensa sugerir à governadora eleita Ana Júlia um encontro imediato com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, com objetivo de sensibilizá-lo a determinar à Polícia Federal a captura dos condenados por crimes cometidos contra trabalhadores rurais no Pará. Cita como exemplo Adilson Laranjeira e Vantuir Gonçalves, apontados como mandantes do assassinato do sindicalista João Canuto, em 85, no sul do estado. Condenados em 2003, os dois continuam foragidos. Dirigentes da CPT no Pará informam que existem mais de 30 mandatos de prisão expedidos contra pistoleiros e fazendeiros por crimes contra trabalhadores rurais sem o devido cumprimento.

Eleição difícil

São 15h30 em Marabá. Aqui na sede da subseção da OAB a disputa pela presidencia está acirrada. De um lado, Ronaldo Giusti tenta a reeleição; do outro, Haroldo José lidera um movimento "pela mudança". Prognósticos afobados podem dar com os burros n'água, todavia, dois advogados, distanciados da efervescência que domina a campanha, ouvidos agora, arriscam cravar pela recondução de Giusti. Detalhe: os dois votam em candidatos distintos.
Na eleição anterior, Ronaldo Giusti ganhou por 13 votos. Vitória apertada pode se repetir agora, para um dos lados. Blog apurou que estão aptos a votar cerca de duzentos associados. O comparecimento de eleitores não deverá passar de 170.

Nada a declarar

O simpático gesto do ex-treinador da seleção brasileira de se aliar à prefeitura de Parauapebas na implantação da Fundação Luxemburgo, por mais façamos esforços para exorcizar pensamentos febris, de repente, nos lança àquela situação de vincular um pouco o modus operandi do mundo do futebol com o dia a dia da maioria das prefeituras brasileiras. Há sempre a desconfiança de que tudo aí funciona à base do “por fora”.
Mas que fique bem claro apenas a existência, nesse caso, de uma fixação subreptícia de imagem, construída em nossas mentes ao longo desses tempos de escândalos e algemas gerais.

Urubu ou avião?

Recuperemos trecho da declaração de Wanderley Luxemburgo à imprensa de Parauapebas, justificando o investimento de sua fundação no município:


“Começando por aqui (Parauapebas) com certeza vamos alcançar o nosso objetivo de trabalhar com o social numa maneira muito mais positiva, atendendo as pessoas que realmente precisam. Nós temos que realmente fazer esse trabalho de ação social. Já conheço o prefeito Darci há alguns anos e quero que o projeto atenda a cidade com a parceria da prefeitura e de empresários, para que assim a gente faça uma coisa boa para os que precisam realmente”.


Depois do turbilhão de encrencas vivido por Wanderley à época em que foi denunciado e acusado de várias impropriedades, sinceramente fica difícil ao cidadão comum acreditar nesse sentimento franciscano do treinador, anunciando investimentos sociais em ponto extremo da geografia de seus negócios.

Área de livre comércio

Marabá e Parauapebas havia muito tempo estavam estimulando investimentos da dupla Marcelo Gabriel/Chico Ferreira, principamente nas áreas de serviços e transportes. Pela estrutura natural de suas economias, os dois municípios passaram a seduzir apaixonadamente a dupla do barulho, tanto é verdade que Ferreira fazia o trajeto Belém-Marabá-Peba com tanta desenvoltura que passou a ser pessoa conhecida até do Zé da Esquina.
Muita gente anda questionando se a presença a Paruapabeas do treinador Wanderley Luxemburgo, dia 13, véspera do estouro da operação Rêmora, visava apenas propagar a instalação no município da Fundação Luxemburgo ou se por trás da movimentação, certamente idealizada por Chico Ferreira, nao pousaria interesses outros totalmente distanciados das preocupações sociais do ex-treinador da seleção e que foram tornadas públicas em longa entrevista dele na cidade.A biografia de Luxemburgo contribui para que pessoas esclarecidas passassem a contraditar os fatos.
Não faz muito tempo o treinador foi denunciado de sonegação de quase R$ 1,3 milhão de Imposto de Renda e acusado, por uma ex-namorada, de que fez do futebol seu balcão de negócios, ganhando dinheiro com a valorização do passe e venda de jogadores sob seu comando.
Pesaram também o desvendamento de sociedades dele com terceiros , inclusive dirigentes de clubes, destinadas a manter relações de parceria com os principais agentes de jogadores do país, muitos deles estrelas da seleção brasileira, comandada pelo então técnico.
Certamente inspirado no ídolo e sócio, aqui no Pará, Chico Ferreira imprimiu o mesmo ritmo, ao envolver-se com o agenciamento de jogadores. Nada contra essa atividade, apenas citado o fato para vincular os acontecimentos da semana e seus desdobramentos.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Elite paraense

Se antes os donos de usinas de ferro gusa era uma elite mineira, futuramente o setor deverá ser capitaneado por investidores paraenses. O passo inicial, em área estratégica, foi a criação do sindicato das indústrias de gusa do Pará, cuja sede foi montada em Belém, esvaziando as ações da Asica, encravada em Brasília numa suntuosa sede.
Essa decisão foi apressada quando este blogueiro, em sua coluna no DIÁRIO DO PARÁ, denunciou ano passado, a contratação pela Asica de uma agência de publicidade de Brasília, ao valor de R$ 3,5 milhões, para cuidar da conta da entidade. Revoltados, os guseiros marabaenses entenderam ser uma afronta aos interesses do Pará a evasão de um contrato publicitário de larga expressão sem que o menos os profissionais das agências de publicidade do Estado fossem consultados.
Além do fortalecimento do sindicato, em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Marabá, os guseiros paraenses e seus colegas do DI de Marabá, tomaram a frente das negociações com o Ibama buscando acordar a assinatura de um termo de ajustamento de conduta para a área ambiental.
A Asica, por ser o instrumento jurídico legal de negociações externas para a exportação do ferro gusa, em médio prazo, se resumirá apenas a isso. As questões políticas envolvendo os interesses da siderurgia paraense -, essas já são conduzidas pelo sindicato.
O tempo dos picaretas está acabando.

Mudança de rumo

Foi a partir do interesse de empresários de Marabá investir na atividade que o estado de anarquia passou a ser sepultado. Tradicionais e com biografias altamente sustentáveis, empresas como Usimar, Revemar e Leolar investiram na construção de seus alto fornos, introduzindo, paralelamente, confiança e respeito ao distrito industrial.
A simples presença dessas marcas na produção de ferro gusa, por gravidade, condicionou novos modos de conduta, respeito aos contratos, acirramento da concorrência – reduzindo, por isso, o desvio de recursos para outros fins -, e, principalmente, a mão-de-obra regional ganhou lugar ao sol com direito a qualificação permanente de suas funções.
Resumindo: os picaretas do distrito industrial de Marabá – se ainda existem -, estão tendo menos espaço para dar seus golpes. Até a famigerada, mas poderosa, Asica (Associação das Siderúrgicas de Carajás), criada estrategicamente para proteger as guseiras do Maranhão, foi colocada em seu devido lugar, graças a articulação dos neo-guseiros paraenses (Usimar, Revemar e Laolar).

Selvageria guseira 2

Apenas para exemplificar com fatos reais a origem selvagem dos investidores do setor guseiro, as primeiras usinas instaladas em Marabá, através de seus administradores pioneiros, funcionavam como se o município fosse casa da Mãe Joana. Os cara-pálidas desrespeitavam as regras mais simples da boa convivência, aplicavam golpes no comércio, desviavam recursos de financiamentos obtidos em órgãos governamentais para empreendimentos seus no Sul Maravilha, e, raramente, sabiam que os dois rios a cortar a cidade se chamam Tocantins e Itacaiúnas – já que desembarcavam no aeroporto no início da noite e antes do amanhecer zarpavam de volta às suas origens.
Diante de tantas mazelas cometidas, a cidadania do Sul do Pará passou a ver os donos de guseiras como autênticos picaretas.

Selvageria guseira

O setor guseiro sedimentado no estado de Minas Gerais sempre foi controlado por empresários gananciosos pouco afeitos ao debate das questões macro. Suas preocupações visam exclusivamente interesses pessoais -, em nome dos quais movimentos inescrupulosos afloram na maior naturalidade -, desprezando por isso as boas relações e o respeito até entre os próprios colegas usineiros.
No início da implantação do distrito industrial de Marabá, essa cultura medieval foi transportada com todas as letras para aquele parque, acompanhada de conseqüências danosas aos setores mais diversos da sociedade, entre elas, o desprezo total a valorização dos bens municipais, evasão de tributos, importação de mão-de-obra em detrimento do trabalhador regional, transferência do faturamento líquido das empresas às contas bancárias de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e entorno -, entre muitas outras sacanagens.
Apesar de poderoso, o setor guseiro sempre foi visto pelos demais segmentos da economia nacional como atividade marginal, exatamente em decorrência desse perfil “acabraiado” construído ao longo dos anos pelos principais donos desse tipo de siderurgia.

Saco de maldades

13 de dezembro próximo é a data limite para o vereador Maurino Magalhães (PL), presidente da câmara de Marabá, colocar em votação proposta de mudança de artigo da Lei Orgânica permitindo a reeleição da mesa diretora do lesgialativo. Candidato declarado a prefeito, obviamente ele é o mais interessado na aprovação desse casuismo na luta que vem travando para chegar com fôlego até junho de 2008, período das definições dos nomes que disputarão o pleito municipal.
Sem a renovação de seu mandato presidencial por mais dois anos, Maurino sabe que será engolido apetitosamente pelo prefeito Sebastião Miranda com quem mantém relações meramente institucionais, entremeadas de ranger de dentes.
Mudança regimental exige votos de 2/3 dos parlamentares. Como a câmara de Marabá é constituída de 12 vereadores, a reeleição só passa se oito deles estiverem de acordo. Os defensores da proposta garantem que Maurino tem sete votos assegurados.
Caladinho-sa-silva, ao seu estilo, Tião Miranda só está observando. Dizem que ele não comenta o assunto com ninguém, mas quem o conhece sabe da existência de um saco de maldades a ser aberto momentos antes da matéria ir à votação. Renovar o mandato de Maurino é algo que ele não negocia.

Gaiola das loucas

Integrante da equipe contratada para produzir os programas eleitorais de Almir Gabriel conta que nunca participou de uma "campanha tão desmiolada". O estresse se instalou do início ao fim provocado sempre pelo candidato Almir Gabriel. Diz que o tucano alternava momentos de solicitude (raros, por sinal) com mau-humor quase constante, tratando deseducamente seus interlocutores de marketing quando discordava do perfil do programa.
Não foram poucas as vezes em que Gabriel rasgou textos preparados antecipadamente para gravação de falas do candidato. Rasgava e dizia que o texto era o dele, ali improvisado.
Em alguns momentos, Orly e outros competentes profissionais integrantes da equipe quase chegaram a perder o controle emocional, contando até três para nao mandar o tucano para "aquele lugar".
Não falaram, mas pensaram, em diversos casos ocorridos, dizer a famosa frase.

Sujeira no salão

Em minha coluna dessa terça-feira(14), no DIÁRIO DO PARÁ, contei que a decisão de publicar o panfleto ofensivo à Ana Júlia e seus aliados foi excluisva de Ronaldo Brasiliense e Almir Gabriel. Faltou completar que a operaçao "sodoma & gomorra" chegou ao conhecimento de Orly Bezerra três dias antes da imoralidade ter sido distribuída. O publicitário tentou demover Brasiliense da idéia considerando a "jogada"altamente prejudicial à campanha de Gabriel. Numa das conversas com o jornalista que se encontrava em Brasília consumando a edição da encrenca, Orly teria se exaltado, sem conseguir deletar a decisão já consumada.
O caso teria sido comunicado a Simão Jatene que lavou as mãos. Ele não tinha nenhum controle sobre as decisões de campanha, literalmente centralizadas em Almir.

O "Príncipe" do Sul

Juvencio Arruda, em seu blog, prova que tá bem informado. Diz em nota solta:


O auditor do TCM (Luiz Fernando) preso hoje na Operação Rêmora ficou conhecido pela generosidade que costumava presentear alcaides. Até tours internacionais teria distribuído após as eleições de 2004.


Em verdade, Fernando é visto no Sul do Pará como "príncipe" de alguns prefeitos e outros chegados -, assiduamente agraciados com favores e benesses gerais distribuídas pelo auditor preso. No frigir dos ovos, a delicada situaçao do servidor do TCM está provocando preocupaçao em alguns prefeituras e alegrias comedidas entre aquelas colocadas na geladeira pelo esperto fiscal.