sábado, novembro 08, 2008

Diferenças dos desiguais

Nos trilhos da Estrada de Ferro Carajás, riquezas do solo paraense exportadas no trem da Vale.

Paralela às locomotivas, indiferente ao barulho do apito e  do ruído ensudercedor dos vagões deslizando,  a pobreza  faz pegadas no chão duro rumo às suas casas.

A fila de mutilados sociais não pára de crescer. 

Homens, mulheres e crianças com o mesmo pensamento: imaginar um dia, dentro do trem, buscando lugar melhor para viver.

Dois Brasis totalmente desiguais.

Entranhas do DNIT

Isto já está demais, passou das contas. Nós temos de investigar isso o quanto antes”. (Senador Mário Couto, revelando disposição de aprofundar auditorias no DNIT, que mais uma vez anuncia atraso no asfaltamento da BR-153).

Está certíssimo, o senador. Passa da hora de se arrombar o caixa preta do DNIT. Os caraíbas do órgão, desrespeitando a inteligência do contribuinte, citando um outro deboche, estão há tres anos tentando recuperar a pavimentação de 100 km da BR-153, entre São Domingos e São Geraldo. É um vai e vem. 

A obra nunca termina.

A população do Pará agradecerá, penhorada, se o Congresso investigar o DNIT, sucessor desavergonhado  da maior jazida de roubalheira do pais, o DNER.

Cada vez melhor

Fazendo tourt pelo site do Jeso Carneiro, o poster descobre interessantes coisas proporcionadas tão-somente pela  blogosfera. Tema, aliás, alvo do papo informal da Assessora de Comunicação da SEFA, Ana Maria Souza, com o blogger, na sexta-feira, na ante-sala do titular da pasta, José Raimundo.

Ana Maria se diz cada vez mais impressionada com a força democrática da informação digital  - a busca incessante pelas notícias através dos blogues, “que está fazendo o interior do Estado chegar a nós numa rapidez impressionante”, descobre.

Pois bem, o site do Jeso, o mais acessado do Estado, nos mostra o interesse do leitor por três temas que mexeram com grande parte da população do Oeste: Serra Pelada, municipal e o incêndio criminoso à  residência do próprio Jeso.

A ferramenta que permite esse tipo de pesquisa são os comentários publicados. Nos últimos três anos, o post Começa regularização de garimpeiros para exploração de Serra Pelada recebeu 637 comentários; em segundo lugar, aparece  Gigante, tratando de uma aliança partidária em Almerim, com 112 comentaristas presentes; e, em terceiro, o post Incêndio criminoso à casa do próprio dono do blog, recebendo 86 comentários.

Os números, por si, mostram a dimensão do que representa, hoje, os blogues à  vida das pessoas.

Para se ter idéia, um jornal como o Correio do Tocantins, de Marabá, com circulação trisemanal, registra média de 1.500 exemplares vendidos, a cada edição. O Jeso, diariamente, audita média de 3.000 acessos.

“O melhor jeito de perder”

Estava escrito e a gente tem de aceitar. Talvez um dia, quem sabe, eu descubra o porquê de todas as coisas. Faltavam sete voltas para o fim quando a chuva desabou em Interlagos. Tudo quase mudou. Quase. Rob Smedley, meu engenheiro, disse que Sebastian Vettel havia passado Lewis Hamilton e que Timo Glock permaneceu na pista, entre nós. Eram as duas posições de que eu precisava para vencer o campeonato. Só duas voltas para o fim.

Eu corria para a vitória. Estava concentrado. Mas senti uma vibração diferente do lado de fora. Interlagos enlouqueceu por dois alemães (Glock e Vettel, os dois que estavam à frente de Hamilton) de um jeito que eu nunca vi. Perdi minha própria torcida. Até as câmeras da Globo me deixaram de lado. O Brasil era Vettel desde criancinha.

“Espere, tenha calma, a briga ainda está intensa lá atrás”, disse Smedley, depois que eu fechei a última volta da corrida. Eu queria comemorar, mas não conseguia. Levantei só o dedinho. Todo mundo esperava. Nem o “tema da vitória” tocou na TV enquanto Hamilton não passou. Minha família comemorou o título. Difícil explicar o que eu senti. Tive vontade de gritar, de chorar. Senti a emoção de vencer a corrida e perder o campeonato.

Mas que fique claro: o campeonato escapou de mim nas corridas em que deixei de pontuar, cinco das 18 do campeonato – Austrália, Malásia, Grã-Bretanha, Hungria e Cingapura. Não em Interlagos. Aqui foi tudo perfeito.

O tempo me ensinou a cultivar a tranqüilidade, dentro e fora do cockpit. Mas no domingo foi difícil controlar a emoção. Eu não esperava uma reação tão forte de toda a torcida. Senti a vibração na arquibancada. Recebi a energia de quem torceu por mim de casa. Sei que esta vitória foi diferente. E me sinto ainda mais próximo dos brasileiros. Lá no pódio, eu queria muito olhar nos olhos de cada um e dizer: “Levanta a cabeça, levanta a cabeça. A gente fez o nosso trabalho”. A vitória em Interlagos foi fantástica. Foi a melhor maneira possível de perder um campeonato, na última curva.

Fora isso, nada mudou. Vou dar parabéns a Hamilton assim que for possível. Não falei com o Glock. Mas tenho certeza de que nada foi de propósito. Michael Schumacher me deu parabéns. Fernando Alonso também. Kimi Räikkönen falou duas palavrinhas, mas pelo menos falou. E eu senti o abraço de todos os brasileiros.

Mas é passado. Coloquei um ponto final nisso tudo e virei a página. Estou pensando nas minhas férias. Quero relaxar, andar de kart, jogar bola. Só quero pensar em vencer todas as corridas o ano que vem. O resto é menos importante. (Felipe Massa, em artigo à revista Época)

sexta-feira, novembro 07, 2008

De olho na Reforma

O relator da Comissão Especial da Câmara que discute a reforma tributária, deputado Sandro Mabel (PR-GO), apresentará na próxima semana as bases do relatório. Em Brasília, o secretário Estadual da Fazenda do Pará, José Raimundo Barreto Trindade , mantém equipe de técnicos recolhendo informações para enriquecer o debate que ocorrerá, com a participação do próprio chefe da SEFA.

Hoje, 7, em seu gabinete na Doca de Sousa Franco, José Raimundo debruçava-se sobre o volumoso exemplar do relatório de Mabel, enquanto atendia telefonemas vindos de Brasília de seus auxiliares. Numa demorada conversa de quase hora e meia com o poster, o secretário discorreu sobre variados temas de interesses do Estado, que serão publicados paulatinamente aqui, e no Diário do Pará.

Votação da Reforma Entusiasta defensor da reforma – e um dos seus ideólogos exponenciais dentro do CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária) -, José Raimundo não acalenta tanta empolgação mais quanto à possibilidade da matéria ser colocada em votação em plenário ainda este ano. “O ideal é que fosse este ano, ou em 2007”, diz Raimundo Trindade. A partir daí, tipo 2009, na visão do secretário, num momento de crise como este que assola o mundo inteiro, a estrutura da reforma pode sofrer algum golpe.

Como não há sinais de abertura de uma janela para pôr imediatamente a reforma em plenário devido, inicialmente, às seis medidas provisórias e quatro projetos em regime de urgência que trancam a pauta, a crise econômica pode ajudar a levar em banho-maria a aprovação da proposta ainda este ano.

Sem contar com a tramitação do projeto que cria o Fundo Soberano - uma poupança adicional de R$ 14,2 bilhões, equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), que será usada pelo governo para aumentar o esforço fiscal e conter a demanda dos gastos públicos -, vista como prioridade das prioridades do Planalto para ser levado a plenário ainda este ano, para reforçar a estabilidade do país em meio a crise.

Tudo isso junto, travando a pauta.

Divergências
José Raimundo entende que existem muitas divergências, não somente entre governo e oposição, mas entre estados, para aprovação de uma reforma tributária ideal, e que atenda, principalmente, aos interesses maiores dos estados do Norte. Há, porém, consenso em dois pontos: a proibição do uso de medidas provisórias para a criação de tributos e a limitação da carga tributária.

Outros pontos suscitam acaloradas discussões: o Fundo Nacional de Desenvolvimento; a criação da legislação única para o ICMS e a redução da carga tributária; medidas que objetivam facilitar as operações dos contribuintes e dar fim à guerra fiscal.

Reforma ideal
José Raimundo Barreto Trindade considera a proposta de reforma tributária corajosa e abrangente. “A reforma impacta não somente sobre o ICMS, mas altera os principais tributos federais, com a criação do IVA-f”.

A tributação do ICMS no destino, ou seja, onde a mercadoria é vendida, também é avaliada como positiva, bem como a atenção ao desenvolvimento regional. “A reforma considera as desigualdades regionais, econômicas e sociais”.

O secretário da Fazenda do Pará, ao longo desses meses, durante os variados debates ocorridos no país, defendeu o aprimoramento de alguns pontos, entre eles: os critérios de partilha do Fundo de Participação dos Estados (FPE), e sugeriu uma discussão em torno da inclusão do Imposto sobre Serviços (ISS) na base de cálculo do novo ICMS, como também a possibilidade de legislar sobre as vendas ao consumidor final em comércio eletrônico.

Avisa lá, avisa lá...

Em 17 de outubro, o blog publicou preocupação de moradores de São Geraldo do Araguaia com a provável presença, ali na fronteira com o Tocantins, de suspeitos de alguma organização criminosa circulando na cidade.
Uma semana depois, a própria Polícia Civil confirmava a presença dos supeitos num carro preto.

Dez dias seguintes, na terça-feira, 4, estourou o assalto cinematográfico a agência do Banco do Brasil da gostosa e pacata São Domingos do Araguaia, com morte e perseguição pelas rodovias BR-153 e Transamazônica.

São Domingos fica na BR-153, na seqüência de São Geraldo, sentido Marabá.

Hoje, 7, o Diário do Pará, em seu caderno de Polícia, publica depoimento do comandante do 2º Comando de Policiamento Regional, com sede em Marabá, coronel Carlos Augusto Oliveira da Silva, confirmando: os assaltantes vieram do Estado do Tocantins.

Pode até não ter sido os mesmos integrantes da camionete preta que circulava São Geraldo, mas que é muita coincidência, isto é!

Vida pregressa

Trezentos e vinte. Mas tem muito mais, muito mais. De tão extensa a lista, o colunista desistiu de seguir conferindo o número de processos da Agência Nacional de Saúde movidos contra a Hapvida Assistência Médica, um plano de saúde que está chegando cheio de pompas ao Sul do Pará escondendo o que tem de sujeira debaixo do tapete. Tem processos de todos os matizes e tamanhos, dependendo do gosto estarrecido de quem vislumbra a biografia da empresa no site da Agência reguladora. Entre as razões mais graves que levam a ANS, quase que diariamente a publicar notificações contra a operadora, negativa de cobertura e cancelamento unilateral de contratos de pessoas físicas.

Uma gracinha, a Harpvida! Todo cuidado é pouco, com ela.

Desencantados da vida

Sempre solícito e antenado aos fatos de nosso dia a dia, muitos nem sempre comemoráveis, o blogueiro e magistrado trabalhista, José de Alencar, envia e-mail para alguns amigos registrando seu espanto com o aumento da barbárie no Pará.

Acaba de ser assassinado José Francisco, um dos diretores do Grupo Líder.
Belém está ficando insuportável e esse crime - mais um - deixa isso bem claro.
Lamentável que a cidade e o estado se degradem, as pessoas sejam assassinadas e não consigamos fazer uma só mudança para melhor.
E não serve de consolo ser a vítima um integrante da elite local, antes pelo contrário, isso é símbolo da barbárie que já morde os calcanhares da elite.
Quando a barbárie chega, não adiantam as casamatas e as seguranças reforçadas.
Dias piores virão, se nada for feito.
E, lamento, mas nada estamos conseguindo fazer.
Os jornais locais vão continuar vendendo cadáveres, porque cadáveres é o que não vai faltar.
O único otimismo possível é a confiança na nossa condição humana e nossa capacidade de superação.
Espero que todos, as nossas elites principalmente - dirigentes e governantes - percebam que chegamos no fundo do poço e que já está passando a hora de fazer mais do que estamos fazendo.
A voz de Alencar, nessa reação em texto, propaga o sentimento de todos nós.

Sachs reforça Territórios da Cidadania

O Programa Territórios da Cidadania, lançado neste ano pelo Governo Federal com o propósito de erradicar a pobreza no meio rural, recebeu nesta semana um reforço na sua equipe. Trata-se do professor Ignacy Sachs (81), titular a 30 anos da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais e considerado mundialmente como um dos maiores especialistas em desenvolvimento sustentável. Um dos resultados deste reconhecimento profissional é a indicação, neste ano, ao Prêmio Nobel de Economia.
O contrato como consultor do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário (Nead/MDA) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) foi assinado pelo economista na última quarta-feira (5), em Fortaleza (CE), onde ele participa, até o final da semana, do III Fórum Internacional de Gestão Social dos Territórios.
Nascido na Polônia, mas naturalizado francês, Sachs também possui uma estreita relação com o Brasil, onde chegou com a família aos 14 anos, refugiado da Segunda Guerra Mundial. No currículo, estão experiências na organização da Primeira Conferência de Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas (ONU), a Estocolmo-72, realizada na Suécia, e na Cúpula da Terra - mais conhecida como Rio-92. Outra contribuição do professor e pesquisador foi ter participado, nos idos de 1970, da elaboração do conceito do termo ecodesenvolvimento que, tempos depois, passou a ser chamado de desenvolvimento sustentável.
Um pouco antes da sua participação no III Fórum Internacional de Gestão Social dos Territórios, Sachs comentou suas expectativas de trabalho como consultor do Territórios da Cidadania.
O senhor considerada um desafio o trabalho de consultoria que prestará ao Territórios da Cidadania, programa iniciado há menos de um ano?
Certamente. E grande! A idéia, a intenção e os objetivos do Territórios da Cidadania são excelentes, mas as dificuldades de comunicação também são enormes. Vivemos num mundo em que estamos acostumados a pensar o desenvolvimento de cima para baixo. Não dá para aceitar a utopia anarquista de que tudo se faz só embaixo. Temos que aprender a gerar um diálogo, uma interação. E isso significa que nós temos que dinamizar aquelas comunidades situadas nas camadas sociais mais baixas. Eu diria que esse é o ponto central do Territórios da Cidadania, além de ser um enorme desafio.
Por que aceitou o convite para esse novo trabalho?
Aceitei porque esse é um desafio que aponta na direção certa. O desafio consiste em encontrar caminhos melhores para aqueles que hoje sobrevivem graças ao Bolsa Família e outros programas semelhantes. Poder olhar mais de perto o que está acorrendo aqui no Brasil é um privilégio. Por isso aceitei o convite com entusiasmo.
Quais as vantagens, o diferencial deste programa como política pública destinada à melhoria das condições socioeconômicas da população rural?
A vantagem, que também é o desafio principal, é que o Territórios da Cidadania cria uma resposta por agora. O Bolsa Família, por exemplo, tem que ser mês após mês, ano após ano. Uma vez que se coloca alguém numa situação em que ele tem como começar a ganhar a vida por si, esse processo gera uma dinâmica econômico-social. Um território que começa a se desenvolver gera a oportunidade de um pulo rápido para a frente. Depois que esse pulo se dá, ele tem um enorme efeito psicológico na população, que já não acreditava em mais nada e passa a acreditar nela mesma. Eu não acredito num futuro onde o destino pertence só a projetos locais. Temos que articular espaços de desenvolvimento de políticas públicas planejadas para evitar o desperdício de recursos. O Territórios propõe exatamente isso!
Por ser um programa reestruturante do meio rural, o senhor acredita que o homem do campo, e a sociedade como um todo, perceberá seus resultados em quanto tempo?
Primeiramente, isso vai depender dos próprios resultados do Territórios da Cidadania. Por outro lado, dependerá também como esses resultados serão difundidos para essa população. Mas, antes de saber como o Territórios da Cidadania vai impactar a imaginação dos brasileiros, é bom pensar como organizar todos esses recursos disponíveis. A minha principal preocupação é como fazer o projeto não virar uma colcha de retalhos. Fazer com que tenha uma coesão, uma lógica interna e, portanto, uma capacidade de auto-definição. Se eu aceitei esse desafio é porque eu espero incomodar todos vocês.
O senhor já desempenhou atividade semelhante, passou por desafios similares ao que enfrentará nesta consultoria?
Não, trabalho semelhante a esse eu nunca fiz. Por sua escala e pelo volume dos recursos comprometidos, o Territórios da Cidadania é um programa pioneiro de planejamento participativo do desenvolvimento territorial voltado à inclusão social.
Nos trabalhos realizados e nações visitadas, o senhor conheceu alguma iniciativa governamental semelhante ao Territórios da Cidadania?
Uma iniciativa governamental da dimensão desta, que doma o touro pelos chifres e diga “aqui estamos com políticas assistenciais, políticas de alívio para a pobreza”, eu não conheço. Há, sim, uma série de políticas de luta contra a pobreza, porém, não tenho conhecimento de um projeto ou programa do tamanho desse que o Territórios da Cidadania está se propondo a ser.

Fonte: Assessoria de Comunicação do MDA

quarta-feira, novembro 05, 2008

Com a palavra, o Juiz

O Juiz de Direito de Marabá, César Dias de França Lins, citando trecho de “Dom de Iludir”, música de Caetano Veloso, faz comentário ao post  Questão Pessoal, responsabilizando,  com elegância, o Ministério Público pelo insucesso dos Júris suspensos recentemente na cidade, foco de tensões entre o judiciário e o MP.

Texto do  magistratus:

É com muito respeito que aceito e agradeço as críticas negativas e positivas, pois isto é exercício da Democracia. 

Todos os sete júris foram marcados para dezembro, incluíndo os que não foram feitos. 
Não vou dizer quem está certo ou errado, mas convido o Senhor para participar dos eventos e formar sua própria convicção. Todavia, abandonar o plenário não se justifica de forma alguma!A OAB e seus advogados militam diariamente na Comarca, e ninguém melhor do que eles para se manifestarem sobre o trabalho de um juiz. Hoje, apenas para esclarecer, estou julgando réus em 4 a 6 meses da data da prisão.
Quanto a crítica de Novo Progresso, ali realmente é um local de desordem total, onde tive que agir com pulso firme para não ser expulso da Cidade como aconteceu com o último juiz e promotor, dando-se um desconto ao anônimo postante..rss... Mas como dizia o poeta: "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..."
Abraços fraternais
Do seu leitor assíduo
César Dias de França Lins 

Nota do blog: a postura do juiz César Lins, em Novo Progresso, foi realmente de muita firmeza. O poster ouviu de secretário municipal daquela cidade elogios à conduta dele durante o tempo em que exerceu a função na Comarca. “Havia respeito à autoridade do judiciário, ao contrário do que ocorreu recentemente, quando juiz e  promotor fugiram com medo de ameaças”.

Explicado.

Nagib, o retorno

O ex-prefeito de Marabá, Nagib Mutran Neto (PMDB), eleito vereador em outubro, pretende mesmo voltar a influenciar a política do município, num primeiro plano. 

Depois,  regionalmente.

Habilidoso nos bastidores, já lidera o chamado “Grupo dos 7”, formado por vereadores que deverão lhe dar apoio à tentativa de eleger-se presidente da Câmara Municipal.

A meta de Nagib é chegar à Assembléia Legislativa, em 2010.

Ausência cobrada

Peemedebistas de Tucuruí ficaram borocochôs durante a visita do presidente Lula ao município, ontem,  para inaugurar a segunda casa de força da hidrelétrica. 

Faltava o deputado federal Jader Barbalho na comitiva presidencial.

Ó eu aqui de novo

Desembarcaram de vôo da GOL, agora cedo, em Brasília, o prefeito eleito de Marabá, Maurino Magalhães (PR), e o deputado federal Asdrubal Bentes (PMDB) -,  que também não  foi visto na comitiva do presidente Lula, em Tucuruí.

Maurino quer começar seu governo com garantias de verbas federais.

É pra fechar

O Ministério Púbico Federal não descansa enquanto não consolidar o fechamento definitivo do aterro sanitário de Marabá. Segundo pedido de desativação do “lixão” foi feito esta semana. A principal motivação da liminar é a presença  na área, localizada a 5 quilômetros do aeroporto do município, de urubus à cabeceira da pista, representando riscos de acidentes aéreos.

Mas há também  a preocupação acusada por ambientalistas de que o “lixão” estaria contaminando o lençol freático até às margens do rio Itacaiunas, próximo do aterro.

Segundo o MPF,  a presença do lixão dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA) de Marabá, “já causou 15 situações reais de colisões entre aeronaves e aves no município, no período entre janeiro de 2003 e maio de 2008 (sendo então uma colisão a cada 4 meses)”. 

terça-feira, novembro 04, 2008

Magnífico Reitor

O blogger tem amigos e amigas na Universidade Federal do Pará, em Marabá. Hoje, pela manhã, fazendo breve tour pelos corredores do campi, deu para constatar aquilo que o poster já sabia havia anos: Alex Fiúza foi o melhor reitor da instituição, para o desenvolvimento e, principalmente, qualificação do ensino superior no município.

Deixará saudades.

Caldeirada branda

Num almoço informal com alguns amigos, sábado passado, em Belém, deputado Paulo Rocha (PT) negou a existência de qualquer tipo de articulação de tendências petistas contra a recandidatura de Ana Júlia, em 2010. A quem estava à mesa, indagado sobre os rumores explorados pelos blogues, Paulo esclareceu a impossibilidade de jogar Maria do Carmo no processo, garantindo total apoio do Campo Majoritário e das demais tendências à governadora.

Todos os comensais saíram do almoço seguros de que o deputado federal falou a verdade.

Dia seguinte, no domingo, Paulo Rocha almoçaria com Ana Júlia.

Fazendo pinicadas

Se dependesse dos deputados estaduais, Airton Faleiro (PT) já seria o secretário de Estado e Meio Ambiente. A torcida na AL pela nomeação dele é maior do que as demandas do setor florestal.

Ana Júlia não deu muita atenção ainda a essa possibilidade. Teme a politicalização do setor.

Correndo nos trilhos

Expulsa da Bolívia, agora a Construtora Odebrecht pode ser excluída também das obras da Ferrovia Norte-Sul, conforme conta o blogger em sua coluna de hoje do Diário do Pará, por imposição do TCU.

No bate papo que o poster teve ontem com a Assessoria de Imprensa da Valec, foram acrescentadas algumas informações sobre o corredor de exportação iniciado durante o governo de José Sarney.

1-O prolongamento da FNS até Belém, saindo de Açaílandia, está garantido. Os estudos ambientais e de traçado da ferrovia estão sendo feitos. Mesmo com a crise econômica mundial, a Valec não vê possibilidade do Governo Lula retroceder ao seu desejo d e inaugurar todo o projeto até o final de 2010;

2- De Araguaína até Açailandia, a Norte-Sul já opera seus 330 km comercialmente. De Araguaína até Colinas, também no Tocantins, os trilhos já foram assentados, faltando concluir desta localidade até Guaraí (foto)

3- Também já estão com obras iniciadas os trechos Guaraí-Miracema e Miracema-Palmas

4- As plataformas multimodais de Araguaína e de Aguiarnópolis, devidamente em funcionamento, são modernas instalações de transbordo, que permite a agilização dos procedimentos de carga e descarga, racionalizando a espera dos transportadores dos diversos modais envolvidos. As indústrias começam a se instalar, como a exemplo do grupo Asa Norte Alimentos, para exportação de frango e da Votoratim Cimentos, em Xambioá. 5- Concluídos estudos para a construção de dois ramais ferroviários no Tocanitns: um ramal que sai de Gurupi (TO) passando por Luis Eduardo Magalhães (BA) e seguindo até Ilhéus (BA) e outro de Araguaína (TO) até Eliseu Martins (PI). 6- No Estado de Goiás, onde a Ferrovia Norte-Sul terá cerca de 450 quilômetros entre Anápolis e a divisa com o Estado do Tocantins, as obras foram retomadas com força total em janeiro de 2008, após liberação por parte do governo federal de recursos da ordem de R$ 195 milhões.

5- No segundo semestre deste ano foi aprovado pelo Governo Federal mais uma nova extensão que ligará Anápolis (GO) a Santa Fé do Sul (SP), o que corresponde a mais 500 quilômetros do empreendimento. Com essas duas extensões, quando finalizada, a FNS terá 2.480 quilômetros ligando Belém (PA) a Santa Fé do Sul (SP), passando pelos estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais e São Paulo. 8- Os principais produtos a serem transportados pela Norte-Sul são grãos, farelos, óleo de soja, adubos, fertilizante, álcool, derivados de petróleo, açúcar, algodão, cimento e carga geral.

A paisagem do cerrado está mudando. A Ferrovia Norte-Sul – FNS, que era um sonho, ou mesmo uma obra faraônica, após quase 20 anos, está recebendo contornos de realidade. Apesar do custo alto, estimado em R$ 5 bilhões, a estrada de ferro vai cruzar seis estados de quatro regiões do Brasil interligando o Porto de Itaqui, no Maranhão, ao Porto de Santos, em São Paulo e promete mudar a face econômica da região Norte.
O poster é um embriagado defensor dessa obra.

Delíro verde

- Sempre que o preço das commodities cai, reduz também o desmatamento na Amazônia. (Sarney Filho)

As commodities perderam valor nos últimos cinco meses. No período, a redução acentuada do desmatamento ocorreu mês passado.

O deputado federal Sarney Filho (PV) não deve conhecer o processo de derrubadas das florestas na Amazônia. Se conhecesse, não faria tal afirmativa.

Alô... Alô!!!!

Correligionários da campanha de Maurino Magalhães (PR) estão reclamando de que ele não atende mais ligações telefônicas, depois de eleito prefeito de Marabá.

Faz bem.

A fila de candidatos derrotados a vereador deve estar bem grande. E a pressão por cargos, não deve ser menor.

Intervalo do jogo

No TSE, Maria do Carmo perde por 1 X 0. A peleja seria empatada pelo voto do  Carlos Ayres. Mas o destino da reeleição da prefeita de Santarém está nas mãos de Eros Grau, que já levou o processo pra casa, pedindo vistas.

Telefonia celular

Informa a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Integração Regional:

Com previsão para julho de 2010, os 47 municípios paraenses que ainda não dispõem do serviço de telefonia móvel, serão contemplados pelas operadoras Claro (13), Oi (6), Vivo (16) e TIM (12 municípios). Esses municípios somam 33% do total de 143 do Pará.

Em reunião com o secretário de Integração Regional, André Farias, diretores da operadora Oi, informaram que no mês de outubro foi estabelecido o serviço em Baião, Acará e Viseu. 

O governo do Estado, através da Secretaria de Integração Regional (SEIR) está atuando também na telefonia fixa para fazer cumprir o que determina os decretos 4.769 e 5.972, que estabelecem a disponibilização de telefone público para as localidades com população urbana residente acima de 100 habitantes; telefones individuais para comunidades com população urbana acima de 300 moradores, e adaptação de telefone de uso público para portadores de necessidades especiais, nas localidades com acesso individual disponível, no percentual de 2% do total de telefones públicos instalados.

domingo, novembro 02, 2008

Calafetadores em extinção

As principais cidades localizadas às margens do rio Tocantins – Carolina, Imperatriz, Marabá, Itupiranga, Tucurí e Cametá – até o final da década de 80, eram ricas na produção de embarcações artesanais. De pais para filhos, formaram-se mestre-de-obras talentosos.

Atualmente, restam raríssimos operários trabalhando na construção de barcos fluviais.

Em Imperatriz (foto), a indústria naval ainda tem vida. Lampejos do que foi a cidade em sua animada beira-rio, duas décadas atrás.

Fora dos trilhos

A paralisação das obras da Ferrovia Norte-Sul é eminente. A Construtora Odebrecht começou a demitir operários que trabalham no trecho Guaraí- Miracema do Norte, no Tocantins. Ao todo, já rescindiu contratos de 180 trabalhadores.

Até agora a construtora não explicou as razoes das demissões.

Daltônicos tribais

Na eleição de São Geraldo do Araguaia, a população brincava com as opções assumidas pelos petistas locais, em apoio às candidaturas a prefeito de Rose (PT) e Jorge Barros (PMDB). Os dois grupos do Partido dos Trabalhadores foram denominados de PT Vermelho – quem militava em favor do peemedebista Jorge Barros -; e PT do Papo Amarelo – petistas que trabalhavam pela candidata do partido, Rose, mas que recebia apoio ostensivo do atual prefeito tucano Manelão (PSDB).

Pra História contar

O presidente Lula tem horas que exagera na sinceridade. Não tem medo de não ser politicamente correto. Ele deu um depoimento semana passada que passou assim meio colocado de lado pela grande imprensa. Se foi estratégico para não espantar os formigueiros religiosos, discuta-se. Mas que revelou a grande extensão humana do nosso presidente, revelou. E me deu um orgulho danado de ter Lula como o meu Presidente.

Esse depoimento entra para a História:

- Temos que parar com hipocrisia, porque a gente sabe que existe. Tem homem morando com homem, mulher morando com mulher e muitas vezes vivem bem, de forma extraordinária. Constroem uma vida junto, trabalham juntos e por isso eu sou favorável. Uma coisa que me cala profundamente é porque os políticos que são contra não recusam os votos deles, porque o Estado brasileiro não recusa os imposto de renda que eles pagam? O importante é que sejam cidadãos brasileiros, respeitem a Constituição e cumpram com seu compromisso com a nação. O resto é problema deles e eu sou defensor da união civil. (Presidente Lula)

Sem grude

Não gosto de publicar músicas e nem vídeos do Youtube aqui no blog. A péssima qualidade de reprodução dos sites que disponibilizam links de MP3 não colabora. E não existe algo mais irritante na Internet do que ficar esperando o processamento de links demorados e ouvir músicas ou assistir vídeos com “travas” de leitura . Essa a principal razão, além da falta de tempo durante a campanha eleitoral, para a suspensão dos post musicais, aos domingos.
Busco encontrar um site confiável, para reativar os comentários musicais da domingueira. Claro que para isso, dependemos também da qualidade dos provedores disponibilizados em cada cidade. Tudo fica truvo, na Internet, navegar sem banda larga verdadeiramente LARGA.

Não sei como se comportará a publicação do vídeo de Gilberto Gil “Não Grude Não”, mas é interessante tentar assisti-lo, com um pouco de paciência. Faz parte do ultimo trabalho do ex-ministro da Cultura. Os versos, trabalhados com forte tonalidade sonora, tem a marca de Gil. E o balanço, também, seguindo a escola de Jackson do Pandeiro.

O CD “Banda Larga Cordel” não trás a assinatura genial de Gil, mas o reintegra ao seu verdadeiro mundo profissional com um disco de músicas inéditas. Cinco anos depois dele parar de compor.


Quem se escafede não fede
Quem se escafede não pede
Da liberdade não cede nem um tantin
Numa cidade sodade
Notra cidade sodade
Quem se escafede
Se antecede ao fim do fim

Não grude não
Não grude

Na hora do sexo

Conheci  Bremer Lescher, diretor de imagens da produtora australiana KTY, que esteve em Marabá esta semana, depois de percorrer o Sul do Estado gravando para um documentário sobre a qualidade do gado paraense.   

Sujeito alegre, mais para sangue latino, além de contador de piadas, um falastrão. Batendo papo na orla com toda a equipe, no final da tarde de sexta-feira, de repente, o cinegrafista José Couso, descendente espanhol, virou-se para o diretor, espantado com a súbita elegância dele, com uma camisa social para dentro da calça, escondendo estrategicamente a barriga saliente

          - Por que tudo isso? Regime novo?

         - De certo modo, sim. Vou transar hoje à noite quando chegar a Belém, respondeu Bremer

        - E daí?, perguntou, intrigado, o colega.

O diretor do grupo passou então a explicar, ao  modo dele, claro, o que, para ele, comer antes do sexo é um planejamento estratégico vital.

Depois”, deu uma dica da “dieta do sexo: proteínas e açúcares.

Nada mais condizente ao sexo, disse,  do que um bife com ovos mexidos, um pedaço de queijo e uma barra de chocolate. “O mais importante talvez seja lembrar que o verbo comer é usado tanto para comida quanto para sexo. Se você chega na cama com uma fome saciada, pode nem querer saciar a outra. Moderação é fundamental. Melhor até transar com fome”, explicou, num  portunhol perfeitamente compreensível.

No fundo, olhando bem, o Bremer, está certo. De barriga cheia, vontade mesmo se tem de ler, ver TV e morgar. Pra se fazer algo elém disso com disposição - transar, escrever, trabalhar  um projeto -, bom é estar com o estômago vazio.

Mas a “dieta do sexo” do australiano tem mais.

Nada de carboidratos. Carboidratos passam aquela sensação de saciedade. “E saciedade é a última coisa que você quer sentir antes do sexo”.

Acrescentou outros  “efeitos desagradáveis” que devem ser evitados:

Arrotar é feio. Então, nada de bebidas gaseificadas.

Peidar é mais feio ainda. Sem grãos, como feijão, ervilha, lentilha, milho, etc.

Ter que parar tudo pra ir mijar e cagar também é terrível. Moderação nos líquidos e cuidado com fibras e ameixas.

Pra não ter azia, refluxo ou queimação, Bremer  evita suco de laranja, molho de tomate, peixe.

Álcool é uma questão delicada. Se você tem inibições a vencer, pode ser recomendável. Eu, como não tenho, fico sonolento. Então procuro não beber.

Mais sugestões por aí?

O Certo e o Errado

A Fundação Victor Civita concedeu o título de Escola do Ano à Escola Municipal Serafina Carvalho, de Itupiranga. Ao repercutir  a importante premiação em discurso na Câmara Federal, o deputado  Wandenkolk Gonçalves (PSDB) contou pequena história sobre o sucesso da unidade educacional.

Sou natural daquele município, distante 572 quilômetros de Belém, ao qual se tem acesso por longo trecho da descuidada Transamazônica, onde tradicionalmente as letras são escassas e biblioteca não existe.

(...)  Destaco que a iniciativa e a concepção do projeto são da Coordenadora Pedagógica Adilma de Sousa Oliveira, exemplo de educadora, orgulho de todos nós. Focado no conhecimento didático em leitura e escrita e tendo como estratégia a formação continuada dos professores na escola, o projeto tem como objetivo a formação de alunos leitores e escritores. Os resultados da experiência corroboram um sem-número de análises que indicam que não há qualidade na educação sem formação continuada em exercício.

Num trabalho coordenado, que envolve todos os integrantes da Escola, com amplo apoio do Poder Público Municipal, o programa vem conseguindo aprimorar as atividades de leitura e escrita realizadas pelos professores em sala de aula, o que atesta profunda mudança nas concepções pedagógicas do grupo.

Graças a essa experiência exitosa, sabe-se hoje, em Itupiranga, que é impossível valorizar a palavra escrita e querer formar novos leitores sem que haja leituras diárias de boas e envolventes histórias; que é imprescindível trabalhar os diferentes gêneros, as diferentes linguagens e as diferentes formas de comunicação, para desenvolver a competência comunicativa; que mais importante que corrigir um texto é revisá-lo, com o autor; que formar leitores pressupõe amor à leitura e à palavra; e que planejar o trabalho é absolutamente imprescindível.

(...)  Nesse sentido, a experiência do distante e ainda desconhecido município de Itupiranga serve de referência para o País.

 

Pena que o prefeito municipal, Adécimo Gomes (PR) seja a pior referencia para os prefeitos eleitos recentemente. Na área educacional, servidores  com salários atrasados, não conseguem estender às demais escolas do Ensino Fundamental o desempenho premiado da Serafina Carvalho.

 À equipe da pedagoga Adilma de Sousa Oliveira deve ser creditado todo o sucesso da premiação.

Estórias de trancoso

Ao jornal O  REGIONAL, de Parauapebas, o ex-deputado Faissal Salmen (PSDB), se  auto-proclamando  o melhor prefeito de todos os tempos do município, explicou as razoes de ter sido o vereador mais votado na última eleição.           

              -   Acredito esta votação se deva ao exercício da medicina: curamos muita gente em Parauapebas e as pessoas reconhecem isso! E também pelas obras que realizei, quando fui prefeito de Parauapebas: eu fui o prefeito que mais obras realizei nesta cidade. Se hoje fizermos a somatória de tudo que os quatro últimos prefeitos realizaram não se equivalerá ao que fizemos quando estivemos à frente da prefeitura.

Esqueceu de acrescentar que faltando  três meses para o término de seu mandato, a população do Pebas o encurralou nas dependências da prefeitura, exigindo o pagamento de salários atrasados, tornando-o refém por algumas horas, dentro de uma sala com o povo furioso do lado de fora do prédio.