sexta-feira, novembro 26, 2010
Mulher na blogosfera
Secretária Municipal da Mulher em Parauapebas, Joelma Leite usa a rede para divulgar o trabalho desenvolvido em favor das mulheres do Pará.
Nagib garante eleição à Câmara de Marabá
Prego batido, ponta virada.
Reunião nesta sexta-feira, 26, selou a eleição do vereador Nagib Mutran (PMDB) à presidência da Câmara de Marabá.
Grupo fechado com Nagib é constituído dos vereadores Irismar Sampaio (PR), Alécio Stringari(PSB), Antonia Carvalho (PT), Júlia Rosa (PDT), Edvaldo Santos (PPS), Ronaldo da Yara (PTB), e Leodato Marques (PP).
Diante do grupo fechado em torno de Nagib, é provável que o vereador Miguelito Gomes retire sua candidatura, permanecendo na Superintedência de Desenvolvimento Urbano.
Reunião nesta sexta-feira, 26, selou a eleição do vereador Nagib Mutran (PMDB) à presidência da Câmara de Marabá.
Grupo fechado com Nagib é constituído dos vereadores Irismar Sampaio (PR), Alécio Stringari(PSB), Antonia Carvalho (PT), Júlia Rosa (PDT), Edvaldo Santos (PPS), Ronaldo da Yara (PTB), e Leodato Marques (PP).
Diante do grupo fechado em torno de Nagib, é provável que o vereador Miguelito Gomes retire sua candidatura, permanecendo na Superintedência de Desenvolvimento Urbano.
Alpa: erro histórico
Como novo ingrediente para postergar a votação dos projetos 291/09 e 292/09, destinados a conceder benefícios fiscais às empresas que se instalarem no Distrito Industrial de Marabá, a OAB-Pará marcou para o dia 9, a convocação - isto mesmo, convocação! -, de um grupo de personalidade, entre elas o vice-governador eleito Helenilson Pontes (PPS), para se explicarem se há inconstitucionalidade ou não nas propostas.
Pelo andar da carruagem, se esse barato prosseguir no embalo dado pelo PPS e PSDB, a Alpa vai para o espaço, literalmente.
E aí?
E aí, juntamente com o empreendimento, seguirão, como num balão de festa junina, alguns políticos estaduais!
O povo paraense jamais perdoará tamanho erro histórico.
Dia 9 é dia 9, pertinho da data limite de encerramento do período legislativo.
Os projetos necessitam de aprovação em 2010, para passar a valer no ano subsequente.
Presente-se, assim de soslaio, haver algo estranho no ar, além das solenes preocupações tributárias.
Ou não, Raimundão?!
O mais intrigante nesse babado, como bem alerta anônimo comentarista, é a volúpia com que os deputados estaduais passaram a tratar o assunto, depois de quase um ano escorando os dois projetos em alguma gaveta, "aguardando seu ingresso em pauta".
Do jeito que o Roger Agnelli contempla, de coração aberto, a interiorização desse monumental empreendimento às beiras do Tocantins, não duvidem se ele já não deu dica pro Sarney do que está ocorrendo nos gabinetes da Assembleia Legisaltiva do Pará.
E o bigodudo, ó, de zoião aqui.
É, se tudo isso não fosse degradante, a comicidade da trama ganharia mais destaque.
Pelo andar da carruagem, se esse barato prosseguir no embalo dado pelo PPS e PSDB, a Alpa vai para o espaço, literalmente.
E aí?
E aí, juntamente com o empreendimento, seguirão, como num balão de festa junina, alguns políticos estaduais!
O povo paraense jamais perdoará tamanho erro histórico.
Dia 9 é dia 9, pertinho da data limite de encerramento do período legislativo.
Os projetos necessitam de aprovação em 2010, para passar a valer no ano subsequente.
Presente-se, assim de soslaio, haver algo estranho no ar, além das solenes preocupações tributárias.
Ou não, Raimundão?!
O mais intrigante nesse babado, como bem alerta anônimo comentarista, é a volúpia com que os deputados estaduais passaram a tratar o assunto, depois de quase um ano escorando os dois projetos em alguma gaveta, "aguardando seu ingresso em pauta".
Do jeito que o Roger Agnelli contempla, de coração aberto, a interiorização desse monumental empreendimento às beiras do Tocantins, não duvidem se ele já não deu dica pro Sarney do que está ocorrendo nos gabinetes da Assembleia Legisaltiva do Pará.
E o bigodudo, ó, de zoião aqui.
É, se tudo isso não fosse degradante, a comicidade da trama ganharia mais destaque.
Gás total
Tuitando nas últimas 24 horas, Ana Júlia trata da obra da Artur Bernardes, policiamento de rua, nomeação de mais de 35 mil concursados, “até agora” ; revelando, também, seu receio com os rumos que a Alpa pode tomar, caso a AL desconfigure os projetos do governo tratando do diferimento de ICMS.
Governadora mandou alguns RTs (replicar mensagem de seguidor) falando do esforço feito pela sua gestão para trazer a siderúrgica da Vale para o Pará, num momento em que o Maranhão brigava pelo empreendimento da mineradora.
Faltando pouco mais de 30 dias para concluir seu mandato, Ana não deixa a peteca cair.
Quer ir governando até o último minuto.
Para acessar o twitter da governadora.
Governadora mandou alguns RTs (replicar mensagem de seguidor) falando do esforço feito pela sua gestão para trazer a siderúrgica da Vale para o Pará, num momento em que o Maranhão brigava pelo empreendimento da mineradora.
Faltando pouco mais de 30 dias para concluir seu mandato, Ana não deixa a peteca cair.
Quer ir governando até o último minuto.
Para acessar o twitter da governadora.
Os "marajás" paraenses
Patifarias dentro de tribunais de contas estaduais e municipais, isto não é nenhuma novidade.
Em muitos deles, há quadrilhas formadas a partir de "conceitos" da ortodoxia bandida ensinada por Marcinho VP, Macola e seguidores.
Em alguns tribunais, "alunos" superam seus gurus.
Há procedimentos marginais que vão da safadeza geral (aprovação de contas de governadores, prefeitos e vereadores, em troca de polpudas quantias, etc.) ao usufruto da generosidade estatal decorrente de altíssimos salários que a categoria se autocontempla através de decisões administrativas da própria corte.
No rastro dessas bandalheiras, o Pará agora é exposto no epicentro dos escândalos com publicação de denúncia de procuradores do Trabalho e promotores de Justiça contra os desavergonhados salários dos conselheiros do TCE.
Escárnio: R$ 42 mil reais, é o valor mensal, por cabeça, do assalto aos cofres público.
O mais grave, na matéria (aqui, na íntegra), é a reação da presidente do Tribunal de Contas do Estado, Lourdes Lima, negando-se fornecer seus contracheques aos autores da ação, com o argumento de que "os documentos contendo os valores recebidos pelos conselheiros estariam acobertados por sigilo".
Barbaridade!
Não é do conhecimento público que, além do salário mensal, a cambada desses tribunais soma proventos originários de gordas diárias.
Recentemente, no vizinho estado do Maranhão, descobriu--se que oTCE local pagava meio milhão de diárias, somente com seus ilustres sete conselheiros e auditores.
E não se trata de uma diariazinha qualquer. O ex-presidente do TCE, Edmar Cutrim, por exemplo, para fazer uma “visita técnica” de dois dias a um tribunal em outro Estado, recebeu a bagatela de R$ 11 mil reais em várias oportunidades.
As diárias por lá beiram seis mil reais.
Os valores das diárias desses mimosos conselheiros do TCE paraense, não estariam próximas dos seus coleguinhas maranhenses?
Fatos dessa natureza é que fazem o corporativismo da classe se posicionar radicalmente contra a criação do Conselho Nacional dos Tribunais de Contas.
Os gabirus não querem saber de controle externo.
-----------------------
Atualização às 15:15
Atendendo solicitação de comentarista do blog, segue a relação dos conselheiros integrantes do Tribunal de Contas do Estado do Pará, composta por cinco membros:
1- Maria de Lourdes Lima de Oliveira - Presidente do TCE
2- Cipriano Sabino de Oliveira Junior
3- Nelson Luiz Teixeira Chaves
4- Luis da Cunha Teixeira
5- Ivan Barbosa da Cunha - Corregor
Em muitos deles, há quadrilhas formadas a partir de "conceitos" da ortodoxia bandida ensinada por Marcinho VP, Macola e seguidores.
Em alguns tribunais, "alunos" superam seus gurus.
Há procedimentos marginais que vão da safadeza geral (aprovação de contas de governadores, prefeitos e vereadores, em troca de polpudas quantias, etc.) ao usufruto da generosidade estatal decorrente de altíssimos salários que a categoria se autocontempla através de decisões administrativas da própria corte.
No rastro dessas bandalheiras, o Pará agora é exposto no epicentro dos escândalos com publicação de denúncia de procuradores do Trabalho e promotores de Justiça contra os desavergonhados salários dos conselheiros do TCE.
Escárnio: R$ 42 mil reais, é o valor mensal, por cabeça, do assalto aos cofres público.
O mais grave, na matéria (aqui, na íntegra), é a reação da presidente do Tribunal de Contas do Estado, Lourdes Lima, negando-se fornecer seus contracheques aos autores da ação, com o argumento de que "os documentos contendo os valores recebidos pelos conselheiros estariam acobertados por sigilo".
Barbaridade!
Não é do conhecimento público que, além do salário mensal, a cambada desses tribunais soma proventos originários de gordas diárias.
Recentemente, no vizinho estado do Maranhão, descobriu--se que oTCE local pagava meio milhão de diárias, somente com seus ilustres sete conselheiros e auditores.
E não se trata de uma diariazinha qualquer. O ex-presidente do TCE, Edmar Cutrim, por exemplo, para fazer uma “visita técnica” de dois dias a um tribunal em outro Estado, recebeu a bagatela de R$ 11 mil reais em várias oportunidades.
As diárias por lá beiram seis mil reais.
Os valores das diárias desses mimosos conselheiros do TCE paraense, não estariam próximas dos seus coleguinhas maranhenses?
Fatos dessa natureza é que fazem o corporativismo da classe se posicionar radicalmente contra a criação do Conselho Nacional dos Tribunais de Contas.
Os gabirus não querem saber de controle externo.
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Atualização às 15:15
Atendendo solicitação de comentarista do blog, segue a relação dos conselheiros integrantes do Tribunal de Contas do Estado do Pará, composta por cinco membros:
1- Maria de Lourdes Lima de Oliveira - Presidente do TCE
2- Cipriano Sabino de Oliveira Junior
3- Nelson Luiz Teixeira Chaves
4- Luis da Cunha Teixeira
5- Ivan Barbosa da Cunha - Corregor
quinta-feira, novembro 25, 2010
Agenda de Lula
Ainda, dia 10 de novembro, o blog antecipava, com segurança, a data de inauguração das eclusas de Tucuruí.
Pois, então: é dia 30 mesmo, terça-feira, do jeitinho que o poster antecipou.
Quem sabe, sabe.
Pois, então: é dia 30 mesmo, terça-feira, do jeitinho que o poster antecipou.
Quem sabe, sabe.
TV Educativa
'Esse ano tudo vai ser diferente... Nada é proibido no BBB, pode fazer o que quiser'.
Quem avisa é Boni Filho sobre o vale tudo no BBB-2011.
Em outras palavras: para liderar audiência, não importa de que forma conseguí-la.
Até porrada, preferencialmente, vale.
Quem avisa é Boni Filho sobre o vale tudo no BBB-2011.
Em outras palavras: para liderar audiência, não importa de que forma conseguí-la.
Até porrada, preferencialmente, vale.
Somente agora, por quê?
Ao post Helenilson fala sobre diferimento do ICM, Anônimo levanta questionamento sobre a postergação da Assembleia Legislativa na discussão e votação dos projetos do governo do Estado propondo benefícios fiscais à Alpa.
O que diz o comentarista:
O que diz o comentarista:
Talvez muita gente não tenha atentado um um detalhe muito importante sobre os projetos 291/09 e 292/09, que estão sendo objeto de debate aqui neste Blog. O Governo atual mandou os projetos ano passado. Vejam o final 09, quer dizer, o projeto está na Assembléia Legislativa desde 2009. Só agora está em discussão porque o governo tem cobrado insistentemente uma solução. Por que o João Salame não discute o assunto desde o ano passado? Por que a Assembléia não fez uma audiência pública, ano passado, com a presença da OAB, Ministério Público, Sindfisco, Fiepa, ACIM e tantas outras entidades e personalidades para discutir o tema. Para saber, por exemplo, por que siderúrgicas instaladas no litoral recebem incentivos por um prazo muito mais elástico do que o da ALPA, que fica no interior da Amazônia, que tem um papel de induzir o desenvolvimento regional?
Por que só agora o João Salame e o Helenilson Pontes resolveram questionar o prazo de 30 anos e a legalidade do diferimento já concedido a cadeia produtiva do ferro? Estranho, né? Depois das eleições? Medo da reação do eleitorado e de financiadores de campanha? Cartas da mesa.
Diário de Bordo
Autor de “Olho de Boto” - o poema que, musicado e gravado por Nilson Chaves, é sucesso do repertório musical paraense - Cristóvam Araújo está em Belém para lançar o seu livro de poemas “Diário de Bordo”, em edição da Paka Tatu.
Cristóvam Araújo, radicado no Rio de Janeiro, lançou o seu primeiro livro em Belém, no ano de 1980. Trinta anos depois, ao publicar o seu segundo trabalho, traz registradas na memória de sua vivência as nuances poéticas de sua terra natal.
Nas palavras do autor, “Diário de Bordo” constitui uma seleção do que vivi e escrevi nesses 30 anos em que estou longe de Belém. É um registro das minhas impressões durante esse tempo – essa viagem – do ponto de vista poético”.
Apesar de morar há trinta anos fora do Pará, Cristóvam Araújo manteve ligação constante, apaixonada e inalterada com sua terra natal, sua cultura, seus amigos e seus familiares. O novo livro reúne uma seleção de poemas recorrentes a sua história de vida, ligados a pessoas e símbolos de uma Belém que não sai da sua memória.
O lançamento do livro “Diário de Bordo” ocorrerá no dia 10 de dezembro, em meio a uma tarde/noite de autógrafos e de confraternização com seus amigos de tantas datas. O local será o espaço literário da Fox Vídeo, na rua Dr. Moraes, 584.
Cristóvam Araújo, radicado no Rio de Janeiro, lançou o seu primeiro livro em Belém, no ano de 1980. Trinta anos depois, ao publicar o seu segundo trabalho, traz registradas na memória de sua vivência as nuances poéticas de sua terra natal.
Nas palavras do autor, “Diário de Bordo” constitui uma seleção do que vivi e escrevi nesses 30 anos em que estou longe de Belém. É um registro das minhas impressões durante esse tempo – essa viagem – do ponto de vista poético”.
Apesar de morar há trinta anos fora do Pará, Cristóvam Araújo manteve ligação constante, apaixonada e inalterada com sua terra natal, sua cultura, seus amigos e seus familiares. O novo livro reúne uma seleção de poemas recorrentes a sua história de vida, ligados a pessoas e símbolos de uma Belém que não sai da sua memória.
O lançamento do livro “Diário de Bordo” ocorrerá no dia 10 de dezembro, em meio a uma tarde/noite de autógrafos e de confraternização com seus amigos de tantas datas. O local será o espaço literário da Fox Vídeo, na rua Dr. Moraes, 584.
Pará receberá três bases aerofluviais
O futuro governo de Simão Jatene (PSDB), ainda no primeiro semestre de 2011, deverá ser contemplado com recursos do governo federal para a área de segurança, com a implantação da primeira base aerofluvial a ser construída pela Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) no País.
Em sua viagem a Brasília, o governador eleito recebeu a informação diretamente do diretor Força Nacional de Segurança Pública, Luiz Antônio Ferreira.
Com investimento da ordem de R$ 68 milhões, a base aerofluvial terá suporte da Secretaria de Segurança Estadual, Polícia Federal, Força Nacional de Segurança, Ibama e da Polícia Rodoviária Federal.
A contrapartida do Estado limita-se a 1% do valor total do empreendimento, além de assumir a responsabilidade pela manutenção da base, que será equipada por carros, helicópteros, lanchas e aviões,
Simão Jatene esclareceu que a base não se limitará a atender apenas a área de segurança. Ela é projetada para prestar serviços nas áreas de saúde, resgate e monitoramento ambiental.
Ao Pará, deverão ser destinados recursos para a construção de mais duas bases, além da projetada para Belém. Um em Marabá, e outra em Santarém.
Em sua viagem a Brasília, o governador eleito recebeu a informação diretamente do diretor Força Nacional de Segurança Pública, Luiz Antônio Ferreira.
Com investimento da ordem de R$ 68 milhões, a base aerofluvial terá suporte da Secretaria de Segurança Estadual, Polícia Federal, Força Nacional de Segurança, Ibama e da Polícia Rodoviária Federal.
A contrapartida do Estado limita-se a 1% do valor total do empreendimento, além de assumir a responsabilidade pela manutenção da base, que será equipada por carros, helicópteros, lanchas e aviões,
Simão Jatene esclareceu que a base não se limitará a atender apenas a área de segurança. Ela é projetada para prestar serviços nas áreas de saúde, resgate e monitoramento ambiental.
Ao Pará, deverão ser destinados recursos para a construção de mais duas bases, além da projetada para Belém. Um em Marabá, e outra em Santarém.
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Segurança Pública do Pará
R$ 3 milhões para plebiscito
Na quarta-feira, 24, a Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou a apresentação de seis emendas restantes que ela própria tem direito a apresentar no âmbito da Comissão Mista do Orçamento (CMO) do Congresso Nacional. Destas seis emendas aprovadas, uma de autoria do deputado Ricardo Barros (PP-PR) destina R$ 3 milhões à realização do plebiscito que o parlamento está na iminência de aprovar, propondo a criação do Estado de Carajás.
O restante dos recursos necessários para oferecer a Justiça Eleitoral condições de promover o plebiscito virão de inúmeras emendas individuais dos parlamentares da Bancada Pro-Carajás, tais como Giovanni Queiroz (PDT-PA), Asdrúbal Bentes (PMDB-PA), Bel Mesquita (PMDB-PA), Zequinha Marinho (PSC-PA), Wandenkolk Goçalves (PSDB-PA) dentre outros deputados.
Quem informa é a assessoria de imprensa do deputadao federal Giovanni Queiroz.
O restante dos recursos necessários para oferecer a Justiça Eleitoral condições de promover o plebiscito virão de inúmeras emendas individuais dos parlamentares da Bancada Pro-Carajás, tais como Giovanni Queiroz (PDT-PA), Asdrúbal Bentes (PMDB-PA), Bel Mesquita (PMDB-PA), Zequinha Marinho (PSC-PA), Wandenkolk Goçalves (PSDB-PA) dentre outros deputados.
Quem informa é a assessoria de imprensa do deputadao federal Giovanni Queiroz.
quarta-feira, novembro 24, 2010
Helenilson fala sobre diferimento do ICMS
O vice-governador eleito Helenilson Pontes (PPS) disse inda agora ao blog que nunca esteve na Assembleia Legislativa orientando deputados a votarem contra os projetos do governo do Estado que concede diferimento do ICMS a Vale.
A presença dele na AL, ontem, 23, foi para passar informações técnicas, depois de proceder estudos pedidos pelos deputados do PDSB e PPS sobre a matéria.
Helenilson Cunha Pontes resumiu a questão em três pontos.
Primeiro, declara ser “absolutamente favorável a implantação da Alpa, e de outras indústrias no DI de Marabá”.
Segundo, também se diz “absolutamente favorável ao diferimento do ICMS”.
E, terceiro, a única questão colocada em discussão, diz Helenilson, é o diferimento de bens de consumo por parte da empresa. “O benefício de isenção fiscal nesse item é inconstitucional. Do jeito que está, pode ser fatalmente derrubado na Justiça, caso seja provocada por uma ADIn (Ação Direta de Inconstitucionalidade), garante Pontes, que é advogado tributarista.
Para que a Alpa seja viabilizada, declara, “o projeto que concede concessão de incentivos precisa de segurança jurídica garantida, e do jeito que está, não confere essa segurança.
O vice-governador eleito lamenta também que "um problema absolutamente técnico, seja transformado, de repente, mum instrumento de motivação politiqueira".
A presença dele na AL, ontem, 23, foi para passar informações técnicas, depois de proceder estudos pedidos pelos deputados do PDSB e PPS sobre a matéria.
Helenilson Cunha Pontes resumiu a questão em três pontos.
Primeiro, declara ser “absolutamente favorável a implantação da Alpa, e de outras indústrias no DI de Marabá”.
Segundo, também se diz “absolutamente favorável ao diferimento do ICMS”.
E, terceiro, a única questão colocada em discussão, diz Helenilson, é o diferimento de bens de consumo por parte da empresa. “O benefício de isenção fiscal nesse item é inconstitucional. Do jeito que está, pode ser fatalmente derrubado na Justiça, caso seja provocada por uma ADIn (Ação Direta de Inconstitucionalidade), garante Pontes, que é advogado tributarista.
Para que a Alpa seja viabilizada, declara, “o projeto que concede concessão de incentivos precisa de segurança jurídica garantida, e do jeito que está, não confere essa segurança.
O vice-governador eleito lamenta também que "um problema absolutamente técnico, seja transformado, de repente, mum instrumento de motivação politiqueira".
João Salame: -"Não existe a menor possibilidade do projeto de diferimento de ICMS da Alpa não ser aprovado"
Deputado João Salame (PPS) acaba de enviar artigo, por ele assinado, abordando alterações nos projetos do Governo do Estado que regulamentam o tratamento tributário da cadeia produtiva do cobre e seus derivados.
Na íntegra:
Na íntegra:
Em defesa da Alpa e do povo do Pará
Há muita fumaça no debate sobre a questão do diferimento de ICMS para a Alpa e os projetos de cobre em pauta na Assembléia Legislativa. O debate ficou para a próxima semana em função da falta de quórum registrado na sessão de hoje. Dezoito parlamentares, entre eles eu, marcamos presença no plenário. A ausência de parlamentares do PSDB e PPS faz parte de uma estratégia para aprofundar os debates sobre os dois projetos. Algo legítimo no parlamento. Postergar a decisão significa colocar em risco a Alpa? Não aprovar os projetos como foram enviados para a Alepa inviabiliza o empreendimento? Vou tentar responder a essas dúvidas nas próximas linhas.
Os dois projetos deram entrada na Alepa em novembro do ano passado. Em março deste ano saiu da Comissão de Constituição e Justiça e foi para a Comissão de Finanças, quando o ilustre deputado Parsifal Pontes (PMDB) foi nomeado relator do PL que trata do diferimento da Alpa. Entrou em pauta agora para ser votado. Portanto, há um ano o assunto tramita na Casa.
Há um acordo entre todos os deputados que os dois projetos devem ser votados ainda nessa legislatura. O que significa no máximo até o início de dezembro, porque depois teremos que votar o Orçamento do Estado. Uma semana a mais ou a menos na sua aprovação não vai provocar toda a catástrofe que o governo está alardeando numa postura de chantagem para cima do parlamento. Mas uma decisão impensada pode inviabilizar a Alpa ou provocar estragos para as próximas gerações de paraenses.
Sempre fui defensor de uma postura de equilíbrio na relação com os grandes projetos. Não podemos ter uma postura radicalóide que durante muitos anos o PT teve, na oposição, de ser contra os grandes projetos. Nem ter uma postura de subserviência que aceite sem questionamentos todas as demandas do grande capital. Por essência, capitalista só sofre quando a dor bate no bolso. Por isso mesmo a hora certa de negociar os interesses da sociedade é na hora da votação de isenção de impostos, benefícios fiscais e financeiros. É esse o momento no caso da Alpa. Vamos lá, então!
Não existe a menor possibilidade do projeto de diferimento de ICMS da Alpa não ser aprovado. E ainda este ano. O que está em debate é um artigo que concede isenção fiscal a aquisição de bens de consumo por parte da empresa (copos descartáveis, material de expediente, cafezinho, etc...). Por dois motivos: é inconstitucional e o governo não explicou quanto de receita está renunciando ao apresentar esse artigo.
Se for aprovado como está, além do prejuízo que os cofres públicos terão e que não sabemos o montante, a lei corre o sério risco de ser revogada pela Justiça na sua totalidade, por inconstitucionalidade. Aí sim, o diferimento para a Alpa corre risco. O presidente da OAB, Jarbas Vasconcelos; e o presidente do Sindicato dos Fiscais da Receita Estadual (Sindifisco), Charles Alcântara, dois renomados petistas, já declararam que se a Lei for aprovada tal como foi enviada pelo governo para a Alepa entrarão na Justiça solicitando sua rejeição por inconstitucionalidade.
Os líderes governistas argumentam que essa renúncia fiscal inconstitucional já ocorre no caso do minério de ferro, numa lei enviada pelo então governador Almir Gabriel. E sugerem que repitamos o erro. Não me parece que seja o caminho mais correto a ser adotado.
Outro problema grave é que o Governo não enviou para a Assembléia o Protocolo de Intenções que trata das condicionantes para a concessão dos incentivos. Ou seja: detalhando o que o Estado ganha abrindo mão de receber impostos nos próximos 30 anos...
Há espaço para uma negociação madura com a Vale. Há disposição na empresa para isso. Mas quem deve agora fazê-lo é o novo governador. E não aceitar o pacote apresentado pelo governo que sai, carregado de dúvidas e incertezas, sem nenhum questionamento.
Sinto que há espaço para negociarmos coisas do tipo: a pelotização do manganês; a verticalização da cadeia do minério de cobre; a instalação de mais uma siderúrgica em Marabá para aproveitar 1 milhão e 300 mil toneladas de aço excedentes que serão destinados a exportação e outros investimentos que elevarão ainda mais a massa salarial, a arrecadação indireta de impostos e outros benefícios, além, é claro, de um maior compromisso com condicionantes ambientais e sociais.
Nada que inviabilize a Alpa e os lucros da Vale. Ao contrário, eles poderão ser aumentados, com uma participação e um entusiasmo maior da sociedade. Desde, é claro, que seja feito de forma transparente e sinalize para o atendimento aos anseios históricos da sociedade paraense. Vou dar exemplos: em outros países onde a Vale está instalada o protocolo de intenções obriga que a empresa realize todos os serviços na região onde atua. Eu disse, obriga! O que provoca o surgimento e fortalecimento de pequenas e médias empresas. Existe isso no caso da Alpa? Hoje, tem uma empresa em Marabá que de dez tratores que trabalham para a Vale na nossa região envia nove para recuperação em Minas Gerais. Todos os serviços prestados na Mina de Ferro de Canaã dos Carajás, que é a maior do mundo e começa a ser explorada, estão sendo feitos por empresas de fora. Todos! Por isso precisamos conhecer o protocolo de intenções antes de aprovar no escuro uma lei que vai abrir mão de receber impostos por 30 anos. Se não fizermos isso agora será tarde daqui uma semana. Por isso é fundamental que o novo governo dialogue com a Vale sobre esse protocolo. Que a Assembléia, que representa todos os setores da sociedade, conheça e participe desse debate.
O projeto da Alpa e também o do cobre serão aprovados nos próximos dias. A verticalização da produção mineral é fundamental para nosso Estado alavancar seu desenvolvimento e deixar de ser almoxarifado nacional e não deixaremos passar essa oportunidade. Mas esse desenvolvimento não pode se dar às custas do aprofundamento das desigualdades sociais e do alijamento de nossos empresários, sobretudo os pequenos e médios, dos frutos desse processo. Como filho de Marabá estou na Assembléia para defender os interesses de nossa gente. Mas repito: de nossa gente, não apenas os do governo, da Vale e de alguns empresários. De todos.
O sábio Aristóteles, na Grécia antiga, já dizia que a verdade não se encontra nos extremos. Radicalismos e subserviências não nos levarão a lugar algum. Semana que vem já devemos ter fumaça branca saindo da Assembléia. Eu acredito que o bom senso prevalecerá e teremos uma Alpa forte e outros grandes empreendimentos, a serviço do povo paraense.
Belém, 24 de Novembro de 2010.
João Salame
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Atualização às 13:10
Deputado João Salame aceitou o desafio e veio para o debate, apresentando argumentos técnicos que mecerem considerações.
O poster tenta localizar o presidente da OAB, Jarbas Vascocelos, e o presidente do Sindifisco, Charles Alcântara, citados pelo parlamentar, para ouvir a versão deles a respeito do cenário de inconstitucionalidade encontrado em parte do projeto.
Da mesma forma, disponibiliza o secretário da Fazenda, Vando Vidal, a se manifestar.
Emeio do blog: hiroshyb@gmail.com
Emeio do blog: hiroshyb@gmail.com
Cresce movimento pela Alpa
Nas últimas 48 horas, há uma efervescência no seio da sociedade de Marabá.
Durante todo o dia de ontem, 23, associações de bairros, associações de classe, sindicatos e movimentos sociais realizaram reuniões em suas sedes discutindo os risco que cercam a continuidade de implantação da Alpa caso os deputados estaduais inviabilizem a concessão de incentivos ao setor industrial ligado à vericalização do cobre.
Grande encontro reunindo todas as entidades do município, com representanets de associações de outras cidades do entorno de Marabá, deverá ocorrer nesta quinta-feira, 25, caso a Assembleia Legislativa não vote hoje os projetos 291/09 e 292/09., para discutir quais rumos a sociedade deverá tomar.
Gilberto Leite, presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, disse agora que se a Alpa for inviabilizada, "Marabá retornará a era do carvão", numa alusão direta a atividade guseira, especificamente.
Edição de hoje do jornal O Liberal (para assinantes) trás entrevistas com lideranças de classe do município, reprovando os riscos que cercam a Alpa e outros projetos.
A Agência Pará também repercute o assunto.
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Atualização às 10:04
Dentro de 30 minutos, o deputado João Salame (PPS) vai ocupar a tribuna da AL para fazer um pronunciamento pautando a posição dos parlamentares que defendem alterações no projetos do governo que concede incentivos a Vale e às empresas interessaadas em verticalizar as riquezas de Carajás.
Salame garantiu ao blog que alteração num dos artigo do projeto governamental não inviabilizará a Alpa. "O que não podemos permitir é que seja dado a Vale incentivos que irão, no futuro, prejudicar o próprio Estado".
O discurso de Salame será reproduzido aqui, logo mais.
Durante todo o dia de ontem, 23, associações de bairros, associações de classe, sindicatos e movimentos sociais realizaram reuniões em suas sedes discutindo os risco que cercam a continuidade de implantação da Alpa caso os deputados estaduais inviabilizem a concessão de incentivos ao setor industrial ligado à vericalização do cobre.
Grande encontro reunindo todas as entidades do município, com representanets de associações de outras cidades do entorno de Marabá, deverá ocorrer nesta quinta-feira, 25, caso a Assembleia Legislativa não vote hoje os projetos 291/09 e 292/09., para discutir quais rumos a sociedade deverá tomar.
Gilberto Leite, presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, disse agora que se a Alpa for inviabilizada, "Marabá retornará a era do carvão", numa alusão direta a atividade guseira, especificamente.
Edição de hoje do jornal O Liberal (para assinantes) trás entrevistas com lideranças de classe do município, reprovando os riscos que cercam a Alpa e outros projetos.
A Agência Pará também repercute o assunto.
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Atualização às 10:04
Dentro de 30 minutos, o deputado João Salame (PPS) vai ocupar a tribuna da AL para fazer um pronunciamento pautando a posição dos parlamentares que defendem alterações no projetos do governo que concede incentivos a Vale e às empresas interessaadas em verticalizar as riquezas de Carajás.
Salame garantiu ao blog que alteração num dos artigo do projeto governamental não inviabilizará a Alpa. "O que não podemos permitir é que seja dado a Vale incentivos que irão, no futuro, prejudicar o próprio Estado".
O discurso de Salame será reproduzido aqui, logo mais.
Quando o cara é bom
Duas notas publicadas no Repórter 70, de O Liberal, semana passada, necessitam de reparos, para não se cometer injustiças:
1- Ao contrário do que fica evidenciado nas publicações, quando o então vereador Wenderson Chamon (PMDB) terminou o mandato de presidente da Uvespa (União dos Vereadores do Sul do Pará), a diretoria que o sucedeu recebeu a entidade numa sede nova, totalmente equipada, adquirida em Belém pelo atual prefeito de Curionópolis, além de dois carros zero e uma moto.
Portanto, os atuais diretores são os responsáveis por terem levado a entidade (diga-se, de passagem, sem nenhuma utilidade de interesse público, a não ser servir de instrumento para a gastança de vereadores irresponsáveis) ao fundo do poço.
2- Dos 37 prefeitos associados à Amat (Associação dos Prefeitos do Araguaia-Tocantins), cuja presidência atualmente é exercida por Wenderson Chamon, apenas o prefeito de Canaã dos Carajás, Anuar Sô (PDT), tem declarado disposição para retirar o município da entidade. Em contrapartida, o prefeito de Santa Maria das Barreiras, Odacir dal Santo (PRP), deverá ingressar na associação, nos próximos dias.
Não procede, portanto, informação de que oito prefeito estariam saindo da Amat.
Ademais, é sempre bom lembrar o produtivo trabalho desenvolvido por Chamonzinho à frente da Prefeitura de Curionópolis, com avaliação popular beirando 86%.
É hoje, disparado, o melhor prefeito do Estado, segundo avaliação de sua população. E à frente de um município que recebe pouco mais de um milhão de reais, por mês, de repasses constitucionais - sem levar em consideração o quase nada de arrecadação própria.
Curionópolis é um dos municípios mais pobres do Pará.
Ou seja, o prefeito aplica com seriedade o dinheiro de sua comunidade.
Uma prova: em dois anos de gestão, a cidade já recebeu exatamente 17,6 quilometros de pavimentação asfáltica, metade disso, dinheiro da própria prefeitura.
Antes de Wenderson assumir a prefeitura, Curionópolis possuia apenas 5,4 Km de asfalto em suas vias.
Melhor dizendo: em 22 anos de história, os prefeitos anteriores aplicaram tão-somente 5,4 km de pavimento.
Em dois anos, o atual prefeito já fez 17.
E por que o blog escancara essa defesa do prefeito? Para se fazer justiça, preservar valores num momento em que a maioria dos municípios paraenses é administrada por gabirus ratazanas.
Nunca se viu no Pará safra de prefeitos velhacos, finórios e patife, como atualmente.
Quem passa por Curionópolis sente a autoestima da sua população lá em cima, vivendo momento de empolgação na expectativa de que o município tem jeito.
Esperando, cheia de esperança, a exploração, pela Vale, dos projetos Serra Leste e Cristalino, cujos efeitos, a médio prazo, produzirão emprego e renda para uma gente sofrida.
Se pelo menos dois terços dos municípios do Pará fossem administrador por gente com o perfil de Chamonzinho, tenham certeza, leitores, esse Estado estaria bem mais desenvolvido.
Quem tiver dúvidas do que o blog registra, que passe por Curionópolis e sinta o clima de perto.
1- Ao contrário do que fica evidenciado nas publicações, quando o então vereador Wenderson Chamon (PMDB) terminou o mandato de presidente da Uvespa (União dos Vereadores do Sul do Pará), a diretoria que o sucedeu recebeu a entidade numa sede nova, totalmente equipada, adquirida em Belém pelo atual prefeito de Curionópolis, além de dois carros zero e uma moto.
Portanto, os atuais diretores são os responsáveis por terem levado a entidade (diga-se, de passagem, sem nenhuma utilidade de interesse público, a não ser servir de instrumento para a gastança de vereadores irresponsáveis) ao fundo do poço.
2- Dos 37 prefeitos associados à Amat (Associação dos Prefeitos do Araguaia-Tocantins), cuja presidência atualmente é exercida por Wenderson Chamon, apenas o prefeito de Canaã dos Carajás, Anuar Sô (PDT), tem declarado disposição para retirar o município da entidade. Em contrapartida, o prefeito de Santa Maria das Barreiras, Odacir dal Santo (PRP), deverá ingressar na associação, nos próximos dias.
Não procede, portanto, informação de que oito prefeito estariam saindo da Amat.
Ademais, é sempre bom lembrar o produtivo trabalho desenvolvido por Chamonzinho à frente da Prefeitura de Curionópolis, com avaliação popular beirando 86%.
É hoje, disparado, o melhor prefeito do Estado, segundo avaliação de sua população. E à frente de um município que recebe pouco mais de um milhão de reais, por mês, de repasses constitucionais - sem levar em consideração o quase nada de arrecadação própria.
Curionópolis é um dos municípios mais pobres do Pará.
Ou seja, o prefeito aplica com seriedade o dinheiro de sua comunidade.
Uma prova: em dois anos de gestão, a cidade já recebeu exatamente 17,6 quilometros de pavimentação asfáltica, metade disso, dinheiro da própria prefeitura.
Antes de Wenderson assumir a prefeitura, Curionópolis possuia apenas 5,4 Km de asfalto em suas vias.
Melhor dizendo: em 22 anos de história, os prefeitos anteriores aplicaram tão-somente 5,4 km de pavimento.
Em dois anos, o atual prefeito já fez 17.
E por que o blog escancara essa defesa do prefeito? Para se fazer justiça, preservar valores num momento em que a maioria dos municípios paraenses é administrada por gabirus ratazanas.
Nunca se viu no Pará safra de prefeitos velhacos, finórios e patife, como atualmente.
Quem passa por Curionópolis sente a autoestima da sua população lá em cima, vivendo momento de empolgação na expectativa de que o município tem jeito.
Esperando, cheia de esperança, a exploração, pela Vale, dos projetos Serra Leste e Cristalino, cujos efeitos, a médio prazo, produzirão emprego e renda para uma gente sofrida.
Se pelo menos dois terços dos municípios do Pará fossem administrador por gente com o perfil de Chamonzinho, tenham certeza, leitores, esse Estado estaria bem mais desenvolvido.
Quem tiver dúvidas do que o blog registra, que passe por Curionópolis e sinta o clima de perto.
Salve, Tiririca!
Assinado por Ana Diniz, via blog do Paulo Bemerguy:
Ele é o legítimo representante de alguns milhões de brasileiros. Talvez nem dos que votaram nele, mas dos milhões de brasileiros semianalfabetos, ou, na linguagem politicamente correta atual, analfabetos funcionais.
Lembra-me o cacique Juruna, eleito pelo Rio de Janeiro politizado, para ser o primeiro índio no Congresso Nacional – seus representados eram os índios, que não votavam; então o Rio de Janeiro cedeu uma vaga para eles. Juruna andava com um gravador pendurado no pescoço para testemunhar suas audiências. Sua presença no Congresso – determinou uma alteração substancial na política indigenista. Principalmente porque os índios passaram a ser vistos pela população: aquelas imagens exóticas das revistas foram aos poucos substituídas pelas imagens dramáticas e contemporâneas. Ele conseguiu apoio suficiente no Congresso para trazer para as mesas de negociação a questão das terras indígenas.
Era um só índio, eleito por não-índios, cumpriu um só mandato e fez enorme diferença até ser politicamente devorado.
Se Tiririca vai fazer ou não diferença, não sei. Mas ele é um homem que batalha a vida, igual a milhões de outros espalhados pelo Brasil, que não votaram nele mas que vivem o drama das poucas letras.
Eu vi a cartilha que ele distribuiu, e gostei. Simples, fácil, pobre, direta e decente. Se essa vai ser sua marca, ótimo: o elitista Mercadante, que mandou tirar seu nome da propaganda dele, terá que enfrentá-lo.
Se o alcançasse, diria a Tiririca que marque o seu mandato em algumas coisas essenciais para esse povo de analfabetos funcionais: sinalização gráfica, por exemplo, nos transportes públicos (é terrível a dificuldade que um analfabeto desses tem para pegar um ônibus); prioridade para o combate ao analfabetismo, hoje chamado sofisticadamente de Programa EJA (Educação de Jovens e Adultos), relegado a segundo plano governo após governo; mídia de rádio em massa para prevenção de doenças; e muitas outras coisas pelas quais lutar. E mais: contrate um tradutor de vernáculo, ou seja, uma pessoa capaz de lhe explicar a complicada linguagem burocrática.
Como não o alcanço, limito-me a desejar-lhe sorte melhor que a do Juruna que, ao perder a eleição, perdeu também a tribo e ficou num desvão entre a floresta e a cidade, numa velhice miserável até morrer. É extremamente difícil o combate com armas desiguais, e nem sempre se tem a pontaria de um Davi, que derrubou Golias com uma pedrada (mas que teve que usar a espada do gigante para matá-lo, ou seja: teve que armar-se no padrão do outro). Não ler fluentemente, e escrever com dificuldade é como enfrentar espadachins com uma atiradeira na mão.
Por outro lado, espadachins podem ser detidos pela sabedoria, mesmo que esta use pedras. Os romanos aprenderam isso da forma mais dura e literal, na guerra contra Cartago, de onde o sábio Arquimedes lhes atirava pedras com tanta sabedoria que afundava as galeras antes que chegassem ao porto. Mas era Arquimedes, não era Tiririca: este terá que se ater com a sabedoria comum que, se nos deu Carolina Maria de Jesus (“Quarto de Despejo”) e Cartola, ainda não nos mostrou ninguém capaz de escalar as muralhas do sistema sem a escada do alfabeto.
Não estranhem, meus amigos, estas linhas. Eu não tenho vergonha de ter o Tiririca no Congresso: ele é um pedaço grande do Brasil. Tenho vergonha é da existência desse pedaço, de seu tamanho e da nossa incompetência em fazer com que renasça na leitura.
terça-feira, novembro 23, 2010
"A Alpa será fortalecida pelo novo governo"
Por volta das 17h45, o publicitário Orly Bezerra retornou a duas tentativas de telefonemas do poster, fornecendo informações sobre a posição do governo Simão Jatene em relação a implantação da Alpa, em Marabá.
- "É bom que fique claro, em definitivo, uma coisa: o governador eleito Simão Jatene tem todo interesse em fortalecer, no Pará, empreendimentos da envergadura da Alpa, atraindo mais e mais empresas em torno de nossa industrialização. O povo de Marabá disso pode ter certeza".
Ao ser indagado se a presença de Helenilson Pontes, no corpo a corpo com deputados estaduais, na manhã desta terça-feira, na Assembleia Legislativa, supostamente arregimentando votos contrários a aprovação dos projetos do governo do Estado, representa posição do futuro Governo, Orly Bezerra disse desconhecer o fato por se encontrar em São Paulo, com a família, curtindo seus últimos dias de descanso, e que não poderia fazer suposições.
Elegantemente, negou fazer comentários quando o blog indagou se a postura de Helenilson é isolada.
- O Jatene é favorável a verticalização de nossas riqueezas, portanto, defensor ardoroso de investimento da envergadura da Alpa.
- "É bom que fique claro, em definitivo, uma coisa: o governador eleito Simão Jatene tem todo interesse em fortalecer, no Pará, empreendimentos da envergadura da Alpa, atraindo mais e mais empresas em torno de nossa industrialização. O povo de Marabá disso pode ter certeza".
Ao ser indagado se a presença de Helenilson Pontes, no corpo a corpo com deputados estaduais, na manhã desta terça-feira, na Assembleia Legislativa, supostamente arregimentando votos contrários a aprovação dos projetos do governo do Estado, representa posição do futuro Governo, Orly Bezerra disse desconhecer o fato por se encontrar em São Paulo, com a família, curtindo seus últimos dias de descanso, e que não poderia fazer suposições.
Elegantemente, negou fazer comentários quando o blog indagou se a postura de Helenilson é isolada.
- O Jatene é favorável a verticalização de nossas riqueezas, portanto, defensor ardoroso de investimento da envergadura da Alpa.
Novo governo contra a ALPA?
Ausente de Marabá, agora a pouco o poster foi alcançado por um telefonema de fonte segura dando conta da ida à Assembléia Legislativa, na manhã desta terça-feira, 23,do vice-governador eleito Helenilson Pontes (PPS), para solicitar aos deputados estaduais a não aprovação dos projetos 291/09 e 292/09 do Governo do Estado, que regulamenta tratamento tributário da cadeia produtiva do cobre e seus derivados.
Como tem sido amplamente divulgado, caso sejam introduzidas emendas aos projetos sugeridas por alguns deputados, deixará de ser atrativo para investidores se instalar no Distrito Industrial de Marabá, levando à pique a própria edificação da Aço Laminados do Pará (Alpa), investimento em torno de R$ 6 bilhões.
O blog tentou falar com os deputados João Salame (PPS) e Parsifal Pontes (PMDB para saber a tendência dos parlamentares estaduais quanto ao destino dos dois projetos, mas os celulares de ambos encontravam-se sem serviço.
Um telefonema para o marqueteiro Orly Bezerra, responsável pela campanha ao governo de Simão Jatane, também em vão. O blog quer saber se a investida do vice-governador eleito junto aos deputados representa posição oficial do futuro governo.
Se realmente for essa a direção dos ventos contrários a verticalização das riquezas paraenses, o governo do Estado eleito começará sob forte pressão e desgaste.
Para quem mora no Sul do Pará, assumir posição contrária a consolidação do Distrito Industrial, é declarar guerra ao desenvolvimento de uma região que luta pela sua emancipação exatamente por fatos dessa natureza.
Preocupações tributárias devem fazer parte da pauta de discussão de qualquer governante, mas não a ponto de travar projetos fadados a transformarem positivamente regiões quase sempre esquecidas pelo poder público.
Caso se confirme expectativa de que Helenilson Pontes esteja atuando sob orientação política de Simão Jatene, o mar vai virar sertão.
Ou, usando outro termo de Glauber Rocha: o Sul do Pará, logo, logo, será uma terra em transe.
A conferir.
Como tem sido amplamente divulgado, caso sejam introduzidas emendas aos projetos sugeridas por alguns deputados, deixará de ser atrativo para investidores se instalar no Distrito Industrial de Marabá, levando à pique a própria edificação da Aço Laminados do Pará (Alpa), investimento em torno de R$ 6 bilhões.
O blog tentou falar com os deputados João Salame (PPS) e Parsifal Pontes (PMDB para saber a tendência dos parlamentares estaduais quanto ao destino dos dois projetos, mas os celulares de ambos encontravam-se sem serviço.
Um telefonema para o marqueteiro Orly Bezerra, responsável pela campanha ao governo de Simão Jatane, também em vão. O blog quer saber se a investida do vice-governador eleito junto aos deputados representa posição oficial do futuro governo.
Se realmente for essa a direção dos ventos contrários a verticalização das riquezas paraenses, o governo do Estado eleito começará sob forte pressão e desgaste.
Para quem mora no Sul do Pará, assumir posição contrária a consolidação do Distrito Industrial, é declarar guerra ao desenvolvimento de uma região que luta pela sua emancipação exatamente por fatos dessa natureza.
Preocupações tributárias devem fazer parte da pauta de discussão de qualquer governante, mas não a ponto de travar projetos fadados a transformarem positivamente regiões quase sempre esquecidas pelo poder público.
Caso se confirme expectativa de que Helenilson Pontes esteja atuando sob orientação política de Simão Jatene, o mar vai virar sertão.
Ou, usando outro termo de Glauber Rocha: o Sul do Pará, logo, logo, será uma terra em transe.
A conferir.
Confirmado: Fetraf suspende invasões
Por inédita no país, a decisão da Fetraf-PA de não mais pautar suas ações invadindo propriedades, tem como objetivo levar qualidade de vida aos assentamentos por ela gerenciados.
Depois de um contato rápido, ontem, 22, pela parte da manhã, pelo telefone, com o coordenador da entidade no Pará, Chico da Cib, o poster conversou pessoalmente com ele no final da tarde, recebendo informações detalhadas dos motivos que levaram o movimento a suspender, pelo menos durante o ano de 2011, sua política de ocupação.
A primeira, resgatar princípios que norteiam os objetivos das ocupações.
- A Agricultura Familiar, aos olhos de vasta parcela da sociedade, ainda é vista como espaço de atraso, de problemas e de pobreza. Nosso objetivo é resgatar o seu significado economicamente, já que esse setor é muito relevante para o país, explica Chico.
A mudança de cenário prevê a qualificação dos assentamentos.
No Pará, a Fetraf detém 220 assentamentos, com 40 mil famílias distribuídas em lotes.
A ordem agora é elevar o padrão de vida dos assentados buscando adotar uma lógica na diversificação de culturas, "no respeito ao trabalhador, ao meio ambiente, gerando produtividade".
O planejamento da Fetraf com vistas ao exercício 2011/2012 consta de elaboração de uma série de ações.
A começar pela formação de mão de obra rural, utilizando-se novas tecnologias.
"A ideia é criarmos assentamentos modernos, não apenas com Saúde, Escola e estradas para todos, mas com a lógica da produção, em primeiro plano", conta.
O discurso que sempre pareceu somente ideológico, se torna claramente econômico.
E há fortes razões para a mudança de atitudes.
A Fetraf tem identificado inúmeros problemas rondando o setor. O mais preocupante, é o êxodo dos jovens da zona rural para o mundo urbano.
"Rapazes e moças criados na roça estão preferindo ir para as cidades, e isso não é bom para ninguém. Quem vai para os núcleos urbanos muitas vezes acaba no crime, no desemprego, formando novas favelas".
Na visão da Fetraf, a crise no abastecimento de alimento no mundo, acentua-se. "Cada ano, temos mais gente pra alimentar, e alimento de menos", fazendo com que a atividade agrícola ganhe cada vez mais importância como fator de equilíbrio e de sobrevivência.
Nessa perspectiva, a federação vislumbra a oportunidade dos assentamentos reverem conceitos para conquistar avanços importantes. "Esses fatores reforçam a relevância da produção familiar para o futuro não apenas do país, mas da humanidade".
Cursos, treinamento de mão de obra, seminários, aporte de investimentos para a aquisição de novas tecnologias, essa a linguagem a ser adotada, a partir de 2001, pela Fetraf.
Conscientização agroecológica
Em Marabá, os assentamentos "Palmeira-Jussara" e "Bela Vista" servirão de laboratório para as novas investidas da Fetraf, dedicando ações para a produção de alimentos, leite, e psicultura.
"Iremos nos organizar em torno da produção de alimentos para a qualidade de vida; tanto de quem produz, quanto de quem consome estes alimentos", buscando, além de tudo, no desenvolvimento local, "uma forma de combater a fome e a exclusão social, de diminuir a dependência da população a políticas compensatórias e de evitar o inchaço das cidades, fazendo do campo um gerador de emprego e renda", explica Chico da Cib.
Viviane Pereira de Oliveira, presidente da Federação das Centrais e Uniões de Associações de Produtores Rurais do Estado do Pará (FECAP), também presente à entrevista, ao lado de Chico, revela outra preocupação com os novos rumos da entidade: demonstrar, com fatos, que a Agricultura Familiar também é o espaço da conscientização agroecológica, da ocupação racional do território, da preservação dos recursos naturais e da prática da agrofloresta.
Militante dos movimentos pela posse da terra desde o ano de 1995 quando teve sua primeira experiência ao integrar a invasão a uma propriedade, em Parauapebas, Viviane entende que a juventude rural organizada poderá dar grande contribuição a um novo retrato da Agricultura Familiar.
"Mas eles tem que se sentirem estmulados, vendo a produção e a qualidade de vida em suas portas. A organização dos jovens em coletivos sindicais, de produção e em pastorais sociais, nos ajudará a combater o êxodo no campo".
Nesse contexto, a Fetraf planeja ampliar formas de atuação junto ao jovem, elaborando encontros e oficinas temáticas, propostas para uma educação voltada à vida rural e para sua participação ativa na sociedade.
Ainda agora em novembro, durante encontro em Chapecó, a Fetraf nacional e suas coordenadorias, debaterão os novos rumos da entidade, dando ênfase, não aénas à produtividade agrícola, mas a questões compo a habitação.
A Fetraf do Pará estará presente, anunciando seus novos rumos.
Depois de um contato rápido, ontem, 22, pela parte da manhã, pelo telefone, com o coordenador da entidade no Pará, Chico da Cib, o poster conversou pessoalmente com ele no final da tarde, recebendo informações detalhadas dos motivos que levaram o movimento a suspender, pelo menos durante o ano de 2011, sua política de ocupação.
A primeira, resgatar princípios que norteiam os objetivos das ocupações.
- A Agricultura Familiar, aos olhos de vasta parcela da sociedade, ainda é vista como espaço de atraso, de problemas e de pobreza. Nosso objetivo é resgatar o seu significado economicamente, já que esse setor é muito relevante para o país, explica Chico.
A mudança de cenário prevê a qualificação dos assentamentos.
No Pará, a Fetraf detém 220 assentamentos, com 40 mil famílias distribuídas em lotes.
A ordem agora é elevar o padrão de vida dos assentados buscando adotar uma lógica na diversificação de culturas, "no respeito ao trabalhador, ao meio ambiente, gerando produtividade".
O planejamento da Fetraf com vistas ao exercício 2011/2012 consta de elaboração de uma série de ações.
A começar pela formação de mão de obra rural, utilizando-se novas tecnologias.
"A ideia é criarmos assentamentos modernos, não apenas com Saúde, Escola e estradas para todos, mas com a lógica da produção, em primeiro plano", conta.
O discurso que sempre pareceu somente ideológico, se torna claramente econômico.
E há fortes razões para a mudança de atitudes.
A Fetraf tem identificado inúmeros problemas rondando o setor. O mais preocupante, é o êxodo dos jovens da zona rural para o mundo urbano.
"Rapazes e moças criados na roça estão preferindo ir para as cidades, e isso não é bom para ninguém. Quem vai para os núcleos urbanos muitas vezes acaba no crime, no desemprego, formando novas favelas".
Na visão da Fetraf, a crise no abastecimento de alimento no mundo, acentua-se. "Cada ano, temos mais gente pra alimentar, e alimento de menos", fazendo com que a atividade agrícola ganhe cada vez mais importância como fator de equilíbrio e de sobrevivência.
Nessa perspectiva, a federação vislumbra a oportunidade dos assentamentos reverem conceitos para conquistar avanços importantes. "Esses fatores reforçam a relevância da produção familiar para o futuro não apenas do país, mas da humanidade".
Cursos, treinamento de mão de obra, seminários, aporte de investimentos para a aquisição de novas tecnologias, essa a linguagem a ser adotada, a partir de 2001, pela Fetraf.
Conscientização agroecológica
Em Marabá, os assentamentos "Palmeira-Jussara" e "Bela Vista" servirão de laboratório para as novas investidas da Fetraf, dedicando ações para a produção de alimentos, leite, e psicultura.
"Iremos nos organizar em torno da produção de alimentos para a qualidade de vida; tanto de quem produz, quanto de quem consome estes alimentos", buscando, além de tudo, no desenvolvimento local, "uma forma de combater a fome e a exclusão social, de diminuir a dependência da população a políticas compensatórias e de evitar o inchaço das cidades, fazendo do campo um gerador de emprego e renda", explica Chico da Cib.
Viviane Pereira de Oliveira, presidente da Federação das Centrais e Uniões de Associações de Produtores Rurais do Estado do Pará (FECAP), também presente à entrevista, ao lado de Chico, revela outra preocupação com os novos rumos da entidade: demonstrar, com fatos, que a Agricultura Familiar também é o espaço da conscientização agroecológica, da ocupação racional do território, da preservação dos recursos naturais e da prática da agrofloresta.
Militante dos movimentos pela posse da terra desde o ano de 1995 quando teve sua primeira experiência ao integrar a invasão a uma propriedade, em Parauapebas, Viviane entende que a juventude rural organizada poderá dar grande contribuição a um novo retrato da Agricultura Familiar.
"Mas eles tem que se sentirem estmulados, vendo a produção e a qualidade de vida em suas portas. A organização dos jovens em coletivos sindicais, de produção e em pastorais sociais, nos ajudará a combater o êxodo no campo".
Nesse contexto, a Fetraf planeja ampliar formas de atuação junto ao jovem, elaborando encontros e oficinas temáticas, propostas para uma educação voltada à vida rural e para sua participação ativa na sociedade.
Ainda agora em novembro, durante encontro em Chapecó, a Fetraf nacional e suas coordenadorias, debaterão os novos rumos da entidade, dando ênfase, não aénas à produtividade agrícola, mas a questões compo a habitação.
A Fetraf do Pará estará presente, anunciando seus novos rumos.
segunda-feira, novembro 22, 2010
Alerta para garantir siderúrgicas
O governo do Pará emitiu nesta segunda-feira (22) um parecer técnico sobre as emendas que foram apresentadas na Assembleia Legislativa aos projetos 291/09 e 292/09, que regulamentam o tratamento tributário da cadeia produtiva do cobre e seus derivados. A preocupação é que as mudanças propostas pelos deputados inviabilizem a atração de siderúrgicas para o estado, inclusive a Aço Laminados do Pará (Alpa), um investimento de quase R$ 6 bilhões, já em construção em Marabá.
Os projetos foram encaminhados pelo governo à Assembleia há quase um ano, com o objetivo de criar um cenário favorável no Pará - sobretudo, no interior - para a instalação de siderúrgicas capazes de verticalizar uma das vocações econômicas do estado, a mineral.
Os projetos originais preveem um tratamento tributário diferenciado por meio do diferimento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Ou seja, as empresas que viessem a se instalar no estado poderiam, dentre outros benefícios, adiar o recolhimento do imposto para uma data futura, quando de fato entrassem em operação. A medida estenderia à cadeia do cobre o tratamento hoje aplicado aos estabelecimentos extratores e industriais da bauxita e do alumínio. No caso da Alpa, o diferimento atingiria a produção, prestação de serviços de transporte, circulação e fornecimento (ou seja, as empresas fornecedoras da Alpa também teriam direito ao benefício).
As emendas apresentadas pelos parlamentares, no entanto, alteram substancialmente a proposta na medida em que restringem o benefício do diferimento apenas para a área operacional, excluindo do processo as operações internas de insumo e fornecimento.
De acordo com o secretário de Estado da Fazenda (Sefa), Vando Vidal, esta medida criaria uma distorção, já que o Pará deixará de cobrar imposto das empresas de outros estados, para cobrar apenas das empresas locais. "Isso criará uma situação de desigualdade, pois, se for mantida esta alteração, será mais vantajoso adquirir mercadorias de empresas de fora, livres de tributação. Assim, a geração de empregos também será transferida para outros locais", afirmou o secretário, reforçando que esta alteração aumentaria efetivamente os custos de produção da empresa atraída.
O governo estadual também entende que outra emenda, a que limita os benefícios apenas para os novos empreendimentos, implicaria na criação de uma desigualdade competitiva em relação às empresas já instaladas no estado (o Pará tem duas grandes siderúrgicas em funcionamento). Outra preocupação é a retirada, do projeto original, do prazo de 30 anos para concessão do benefício, o que geraria insegurança jurídica aos investimentos. "Não estabelecer um prazo pode colocar em risco as metas fiscais do estado", afirmou Vidal.
O secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), Maurílio Monteiro, explicou que o governo faz um grande esforço para criar não só uma conjuntura econômica e política, mas também logística (por meio de obras como a ampliação de portos, o desvio da BR-230, as eclusas de Tucuruí, a implantação do Distrito Industrial de Marabá), capaz de atrair empresas que verticalizem e potencializem o desenvolvimento do estado. Mudar as regras do jogo pode dificultar a concretização dos investimentos pretendidos.
"A parte logística está sendo resolvida, mas alterações no arranjo econômico podem fragilizar esta negociação. E existe um risco claro disso acontecer. Ninguém faz um investimento de R$ 6 bilhões sem prazos. Uma eventual reforma tributária pode revogar este benefício para três, quatro anos. É legítimo o direito dos deputados de alterarem os projetos de lei, mas também é legítimo o governo relembrar a importância destes investimentos para o estado", afirmou Maurílio Monteiro.
O secretário explica que, a partir da Alpa - responsável, sozinha, pela geração de mais de 20 mil empregos diretos e indiretos - várias empresas e indústrias estão sendo atraídas para Marabá. Um exemplo é o projeto Aline, siderúrgica que, a partir do aço laminado da Alpa, pretende elaborar produtos de aço galvanizado e a frio. Isso representaria a "verticalização" da "verticalização", criando todas as condições para a atração de outras indústrias, como fabricantes de grelhas, geladeiras, eletrodomésticos, consolidando assim o polo industrial metal-mecânico no Pará.
Também está em curso uma estratégia para que a Vale invista na área de metalurgia do cobre, por meio da construção de uma indústria de aço refinado na Zona de Processamento de Exportação de Barcarena. A demanda atende a um pedido da governadora Ana Júlia Carepa, já que a Vale não conseguiu finalizar a anunciada compra da Paranapanema: a ideia, então, seria a própria Vale ter uma fábrica de aço refinado. Entre as vantagens, a crescente exploração de minério de cobre na região de Carajás; a eficiente e eficaz interligação logística entre as regiões de Carajás e Barcarena (por meio da Estrada de Ferro Carajás, do porto de Marabá, hidrovia do Tocantins e o porto de Vila do Conde); além das vantagens competitivas, como incentivos fiscais e financeiros, caso a instalação se concretize no estado.
Fonte: Ascom - Sedect
Governo eleito recebe informações
As primeiras informações do Estado foram entregues pelo secretário de Estado de Governo, Edilson Rodrigues, coordenador da transição administrativa por indicação da governadora Ana Júlia Carepa (PT), ao coordenador da nova gestão indicado pelo governador eleito Simão Jatene (PSDB), Sérgio Leão, na tarde desta segunda-feira, 22 (foto de Eliseu Dias), no Centro Integrado de Governo (CIG). Foi a segunda reunião de trabalho realizada entre os coordenadores da transição.
Os dados repassados por Rodrigues representam cerca da metade da lista de informações solicitada por Leão. Foram entregues cinco caixas contendo documentos da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof), Secretaria de Estado de Administração (Sead), Procuradoria Geral do Estado (PGE), Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará (Igeprev) e do Banco do Estado do Pará (Banpará), além da relação dos conselhos e colegiados ligados a todos os órgãos do Estado e os valores e cronogramas de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Federal e do PAC do Pará.
Sobre o programa de ajuste fiscal e orçamento, os dados esclarecem sobre a Lei de Diretrizes Orçamentária (2011), avaliações da Secretaria do Tesouro Nacional sobre o desempenho do Estado nos programas de ajuste fiscal de 2007 a 2009 e as negociações para a compensação da desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) decorrentes da Lei Kandir, entre outros.
Quanto ao pessoal do Executivo, os dados fazem referência ao cumprimento do termo de ajuste de conduta assinado com o Ministério Público do Trabalho para o distrato de servidores temporários, a relação dos concursos públicos realizados de 2007 a 2010, o relatório dos precatórios da administração direta e indireta e aqueles que estão pendentes de pagamento.
Em relação à previdência social, Rodrigues repassou a relação de benefícios concedidos de 2007 a 2010, a evolução de beneficiários nesse período, os precatórios pendentes de pagamento, o sistema de informações da Previdência Estadual e a manutenção da folha.
Após a reunião ocorrida a portas fechadas, os coordenadores concederam entrevista coletiva. Rodrigues respondeu aos jornalistas que ainda há 700 servidores temporários no Estado e que a situação dos precatórios ainda aguarda um desfecho judicial para que seja definido o valor a ser pago na folha suplementar, o que pode variar entre R$ 12 e 40 milhões.
Rodrigues adiantou que o restante das informações solicitadas na transição de governo está sendo consolidado e será entregue no menor tempo possível. Leão ficou de avaliar os dados recebidos e solicitar mais esclarecimentos, se necessário. A próxima reunião dos coordenadores ainda não tem data marcada.
Fonte: Informações Assessoria de Comunicação da Segov
Cai a modaça de Dra. Cureau
No blog do Paulo Henrique Amorim:
Texto completo.
O Ministério Público Eleitoral, onde se destacou o trabalho da Dra Sandra Cureau, um dos personagens centrais dessa eleição de 2010 – clique aqui para ler “Mino Carta responde a Sandra Cureau” – moveu representação contra este ordinário blogueiro por divulgar uma charge que tratava da candidata Dilma Rousseff.
A decisão proferida pelo Ministro Henrique Neves da Silva foi exemplar e deve fazer parte do cânone que, daqui em diante, avalie os processos que atentem contra a liberdade de expressão, especialmente na internet.
Este ordinário blogueiro recomenda à Judith Brito, presidente da ANJ e auto-proclamada líder da oposição no Brasil, que encaminhe a decisão do Ministro Henrique Neves a seu Departamento Jurídico, para próximos embates contra os que ameacem a “liberdade de imprensa” dos donos da imprensa.
(O que é muito diferente de “liberdade de expressão”, como se sabe.)
Também eles podem precisar do Ministro Henrique Neves.
Disse o Ministro Henrique Neves:
- Não cabe, nem à Lei, nem ao Poder Judiciário definir qual matéria jornalística ou informação deve ser publicada e divulgada pela imprensa, seja ela escrita ou eletrônica. Os eventuais abusos que sejam cometidos no exercício da atividade jornalística devem ser apurados pelos meios próprios.
Texto completo.
Chegando lá.
Quem tem conhecimento da relação de confiança mútua do ministro das Relações Institucionais com a presidente eleita Dilma Roussef, não recebe com surpresa a possibilidade do médico sanitarista Alexandre Padilha ocupar o Ministério da Saúde.
Pode ser ele, o ministro da pasta.
Padilha conhece como poucos as carências do Estado do Pará.
Pode ser ele, o ministro da pasta.
Padilha conhece como poucos as carências do Estado do Pará.
Fetraf não invadirá terras
Com o pé na estrada, literalmente, poster alcança, pelo celular, o presidente da Fetraf (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar), Chico da Cib. E dele recebe a informação de que no planejamento do movimento social, para 2011, não há programação elaborada para nenhuma invasão de propriedade.
- "Vamos atuar de outra forma, revendo conceitos e apostando no desenvolvimento dos assentamentos com ações práticas voltadas a grandes investimentos", afirma Chico.
- "Vamos atuar de outra forma, revendo conceitos e apostando no desenvolvimento dos assentamentos com ações práticas voltadas a grandes investimentos", afirma Chico.
Depois das cinco
De viagem desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 22, o poster voltará a atualizar o blog somente a partir das 17 horas.
Explosão maior está por vir
Quem conhece a precariedade física e estrutural da penitenciária agrícola Mariana Antunes, de Marabá, não foi pego de surpresa diante da notícia de fuga de presidiários do centro de recuperação, no final de semana.
O Crama, como é conhecido, é um caldeirão constantemente em ebulição.
A explosão de dinamite no interior da prisão, é o primeiro aviso de uma grande tragédia anunciada. E que está por vir.
O Crama, como é conhecido, é um caldeirão constantemente em ebulição.
A explosão de dinamite no interior da prisão, é o primeiro aviso de uma grande tragédia anunciada. E que está por vir.
Transição: governo entrega documentos
Nesta segunda-feira, 22, acontece a segunda reunião dos coordenadores da transição administrativa no Estado do Pará. Durante encontro, às 17 horas, na Secretaria de Estado de Governo (Segov)., o secretário Edilson Rodrigues, indicado pela governadora Ana Júlia Carepa (PT), entregará as primeiras informações solicitadas pela equipe do governador eleito Simão Jatene (PSDB), representada pelo economista Sérgio Leão.
Os coordenadores terão uma reunião fechada e, logo em seguida, falarão com a imprensa.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Segov - Raimundo Sena (91) 81247254
Tudo bem, obrigado!
Vida normal em Brasília
(*) Marcos Coimbra
Com notável rapidez, a vida política brasileira se normalizou depois das eleições. Há apenas três semanas, o clima era de intensas emoções. Hoje, tudo está calmo.
Se Serra tivesse vencido, o quadro seria, com certeza, diferente. Os três poderes da República teriam entrado em compasso de espera, ninguém sabendo como ficariam e qual seria o jogo entre eles. O mais afetado seria o Executivo, por razões evidentes. O Planalto e a Esplanada estariam no meio de um turbilhão.
Para dizer uma coisa óbvia, a facilidade com que a rotina voltou a Brasília é um sinal de nosso amadurecimento democrático. Vivemos quase o século XX inteiro atravessando instabilidades, golpes, contragolpes, ditaduras. Nas poucas eleições mais livres que fizemos até 1964, ainda era possível dizer que “se Fulano disputar a eleição, não vence; se vencer, não toma posse; se tomar, não governa”.
Após a volta das eleições diretas, já passamos por quatro transições presidenciais, algumas traumáticas, outras pacíficas. A passagem do poder de Sarney para Collor teve o imenso simbolismo do reencontro com a democracia, depois da mais longa ditadura de nossa história. Tudo naquele momento era extraordinário.
A posse de Itamar tampouco se compara às seguintes, pois aconteceu no auge da crise do impeachment. Ali, as jovens instituições da nova democracia brasileira se tornaram adultas.
De Itamar para Fernando Henrique, houve apenas uma mudança de guarda, sem sobressaltos. Embora entre os dois as coisas nunca tivessem sido tranquilas, para fins externos tudo parecia simples: um presidente saía e entrava outro, os dois farinha do mesmo saco, pois Fernando Henrique era o ex-ministro que Itamar havia indicado para sucedê-lo. À primeira vista, seria apenas uma continuidade ortodoxa, mas ela nada tinha de trivial, pois representava a bem-sucedida conclusão de um longo processo de recuperação da normalidade institucional.
Já a transição de Fernando Henrique para Lula teve mais drama. A biografia e a trajetória do eleito faziam com que a perspectiva de sua chegada ao poder deixasse o sistema político e a sociedade sob tensão. A incerteza sobre como seria seu governo levantou o valor do dólar e fez com que a inflação disparasse, mesmo depois da Carta aos Brasileiros e de sua garantia de que honraria os contratos e os compromissos assumidos.
Mas o mais importante era o sentimento da originalidade daquela transição, com o primeiro líder popular que chegava à Presidência. Tudo nela despertava a curiosidade e atraía a atenção do país.
Este ano, as coisas andam tão tranquilas em Brasília que o assunto da passagem de governo ocupa espaço relativamente pequeno na imprensa. Especulações a respeito do ministério, dúvidas quanto a mudanças de prioridades, fofocas sobre quem sobe e quem desce nas apostas relativas à composição do futuro governo, continuam a existir, mas estão longe de ser a maior preocupação do momento.
Os temores de muitas pessoas sobre Dilma começam a se dissipar. Nada do que ela disse e fez depois de eleita os justifica: não está “escondida” sob a sombra de Lula, mostra ter iniciativa e capacidade de liderar, coordena (sem precisar de avalistas) o processo de montagem e de formulação das metas de sua administração.
Parece que Dilma será uma presidente diferente. Agora mesmo, na hora em que seus antecessores dedicavam a maior parte do tempo a conversações a respeito de nomes para integrar o governo, ela prefere se concentrar na discussão de programas. Ao invés de tratar as promessas de campanha como águas passadas, tem cobrado dos assessores projetos que assegurem que sejam cumpridas.
Enquanto isso, a vida também segue normal no Congresso. As movimentações de alguns peemedebistas para fazer o “blocão” com outros partidos da base nada têm de novo e não significam que Dilma terá mais dificuldades que Lula para dialogar com senadores e deputados. São apenas brigas por espaço no próprio Congresso, que lá dentro serão resolvidas.
Por mais que alguns torçam para que a presidente enfrente problemas desde o início do governo, não é isso que a maioria da sociedade deseja. (O que é mais um fator favorável a que ela comece bem seu mandato).
(*) Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
domingo, novembro 21, 2010
Nos acordes da canção
De uns tempos para cá, tenho observado que a maioria dos jovens que se matricula para aprender “tocar” violão, vai com a intenção de, num curto espaço de tempo, estar tocando para se acompanhar em festinhas, tornar-se popular entre a moçada do colégio, da vila, de sua rua.
E, o pior do lance: quer tocar a música que toca no rádio.
São poucos os que procuram a escola com vontade realmente de conhecer mais profundamente o seu instrumento. Saber os “porquês”. Conhecer a história, teoria, harmonia. Ter conhecimento para poder conversar sobre música.
Saber ouvir uma peça e perceber os aspectos técnicos tanto de execução quanto de composição.
E, é claro, tudo isto, sem ferir a sensibilidade pelo belo e ter discernimento para não ignorar o esforço criativo de um artista. Há obras que podemos até não gostar, mas não podemos deixar de reconhecer o seu valor.
Gosto de conversar sobre esse assunto com o Ricardo Smith, músico, compositor e engenheiro, meu vizinho na Folha 17, amigo de Sebastião Tapajós.
(A propósito, estamos iniciando conversas para montagem de um projeto musical em torno de um "Regional" formado por violões, cavaco, flauta e percussão)
Voltando ao foco de minha observação.
Vejo no imediatismo que algumas escolas e professores propiciam aos alunos, centrando os seus esforços para que numa questão de dias ele já esteja tocando o hit do momento, uma filosofia meio comum, pois, me parece, tal filosofia ajuda a segurar os alunos por mais tempo.
Fica como resposta aos meus questionamentos que a ideia básica é não oferecer ao aluno nada muito profundo, nada muito concreto, nada que venha a abrir leques de interpretações capazes de “fundir” a sua cabecinha. Se agirem de forma contrária, o futuro candidato a músico troca de escola e aí já viu, né? Quem vai pagar o pão?
Muitos sítios na Internet oferecem cifras de músicas.
Para um profissional, poupa esforços. Ele pode escolher caminhos a partir do que está ali sugerido, melhorando harmonias, pois as mesmas, no caso, são caminhos básicos. Mas para quem quer aprender a tocar o violão, cria uma limitação que só com muita dedicação poderá ser rompida no futuro.
Se o cara estuda, ele saberá identificar os graus e as cadências aplicadas e transportará a canção para qualquer tom. Caso não estude, ficará a vida inteira limitado a tocar a música somente naquele tom.
Tais escolas e professores que trabalham nesta perspectiva, vão formando pessoas que, não admiro, aumentam o contingente dos que pensam que não importa as músicas de Caetano, Gil, Milton Nascimento, Tom Jobim, etecetera e tal.
E vão colocando no esquecimento obras de artista desse naipe que representam uma geração de compositores preocupados com o que estão dizendo às pessoas e não apenas isso, preocupados com a maneira como estão dizendo aquilo que acreditam.
Diante desta realidade, infelizmente a tendência será sempre nivelar tudo bem por baixo. Nivelar tudo quase ao nível do medíocre, para desta forma, fazer com que tudo caia na “área de interesse” do aluno iniciante.
Isso me incomoda demasiadamente.
O lema parece ser apenas este: facilitar.
Precisamos dar outras opções para as pessoas.
O ser humano tem uma tendência a rejeitar quase tudo aquilo que não conhece.
Somos instintivamente preconceituosos.
Professores de violão e educadores em geral, necessitam estar sempre na tentativa de mostrar aos que lhe são próximos, a existencia de opções.
Mais do que isso, mostrar as qualidades de cada estilo.
Estudar música é altamente enriquecedor.
Temos história linda da humanidade na sua busca incessante de expressão e sensibilidade através dos sons e da palavra cantada.
A missão no mundo, dos educadores, é possibilitar ao ser humano ter opções, do contrário, seremos nós os principais responsáveis por eles se tornarem vítimas de quem pouco se preocupa com arte, fazendo com que se perca o sentido mais elementar da arte como manifestação do sentimento.
E, o pior do lance: quer tocar a música que toca no rádio.
São poucos os que procuram a escola com vontade realmente de conhecer mais profundamente o seu instrumento. Saber os “porquês”. Conhecer a história, teoria, harmonia. Ter conhecimento para poder conversar sobre música.
Saber ouvir uma peça e perceber os aspectos técnicos tanto de execução quanto de composição.
E, é claro, tudo isto, sem ferir a sensibilidade pelo belo e ter discernimento para não ignorar o esforço criativo de um artista. Há obras que podemos até não gostar, mas não podemos deixar de reconhecer o seu valor.
Gosto de conversar sobre esse assunto com o Ricardo Smith, músico, compositor e engenheiro, meu vizinho na Folha 17, amigo de Sebastião Tapajós.
(A propósito, estamos iniciando conversas para montagem de um projeto musical em torno de um "Regional" formado por violões, cavaco, flauta e percussão)
Voltando ao foco de minha observação.
Vejo no imediatismo que algumas escolas e professores propiciam aos alunos, centrando os seus esforços para que numa questão de dias ele já esteja tocando o hit do momento, uma filosofia meio comum, pois, me parece, tal filosofia ajuda a segurar os alunos por mais tempo.
Fica como resposta aos meus questionamentos que a ideia básica é não oferecer ao aluno nada muito profundo, nada muito concreto, nada que venha a abrir leques de interpretações capazes de “fundir” a sua cabecinha. Se agirem de forma contrária, o futuro candidato a músico troca de escola e aí já viu, né? Quem vai pagar o pão?
Muitos sítios na Internet oferecem cifras de músicas.
Para um profissional, poupa esforços. Ele pode escolher caminhos a partir do que está ali sugerido, melhorando harmonias, pois as mesmas, no caso, são caminhos básicos. Mas para quem quer aprender a tocar o violão, cria uma limitação que só com muita dedicação poderá ser rompida no futuro.
Se o cara estuda, ele saberá identificar os graus e as cadências aplicadas e transportará a canção para qualquer tom. Caso não estude, ficará a vida inteira limitado a tocar a música somente naquele tom.
Tais escolas e professores que trabalham nesta perspectiva, vão formando pessoas que, não admiro, aumentam o contingente dos que pensam que não importa as músicas de Caetano, Gil, Milton Nascimento, Tom Jobim, etecetera e tal.
E vão colocando no esquecimento obras de artista desse naipe que representam uma geração de compositores preocupados com o que estão dizendo às pessoas e não apenas isso, preocupados com a maneira como estão dizendo aquilo que acreditam.
Diante desta realidade, infelizmente a tendência será sempre nivelar tudo bem por baixo. Nivelar tudo quase ao nível do medíocre, para desta forma, fazer com que tudo caia na “área de interesse” do aluno iniciante.
Isso me incomoda demasiadamente.
O lema parece ser apenas este: facilitar.
Precisamos dar outras opções para as pessoas.
O ser humano tem uma tendência a rejeitar quase tudo aquilo que não conhece.
Somos instintivamente preconceituosos.
Professores de violão e educadores em geral, necessitam estar sempre na tentativa de mostrar aos que lhe são próximos, a existencia de opções.
Mais do que isso, mostrar as qualidades de cada estilo.
Estudar música é altamente enriquecedor.
Temos história linda da humanidade na sua busca incessante de expressão e sensibilidade através dos sons e da palavra cantada.
A missão no mundo, dos educadores, é possibilitar ao ser humano ter opções, do contrário, seremos nós os principais responsáveis por eles se tornarem vítimas de quem pouco se preocupa com arte, fazendo com que se perca o sentido mais elementar da arte como manifestação do sentimento.
Reouvindo o Brasil
Tirei o domingo para saborear o que temos de melhor, manuseando parte da minha extraordinária (tenho orgulho disso) coleção de discos, que passam dos milhares.
Vinil, Cds e Dvds.
Reabri as cinco caixas de vinil há mais de trinta anos na prateleira de nossa casa. Cada caixa contém 30 Lps que vão de Ernesto Nazareth a Chico Buarque, lançada nos anos 80 pela Editora Abril: “Nova História da Música Popular Brasileira”.
Reouvindo Luiz Gonzaga, lua, molhando os pés no ricaho, que água fresca, nosso senhor! Uma casa com varanda dando pra o norte, centro, sul inteiro onde reinou o baião.
Pronto! Não é absolutamente verdade que Luiz Gonzaga tenha abastardada a música nordestina numa redução comercial. Ele criou formas novas adequadas a um público que comprava discos. Foi ele que, no seu tempo, mais e melhor explorou a riqueza possível dos novos meios técnicos. Ele inventou uma forma de conjunto, um tipo de arranjo, um uso do microfone.
Sim! Ele sugeriu uma engenharia de som.
Luiz Gonzaga – como Roberto Carlos – mereceu sua coroa de rei. E a honrou.
Se você é surdo, azar o seu.
Reouvindo os quatro crioulos e as duas rainhas da Rosa de Ouro. Relembrando a Rosa de Ouro, a melhor coisa já feita sobre música carioca. Clementina, cadê você? Onde estão os tamborins? Nasceste de uma semente, à beira de uma nascente: não podes morrer. Viver somente de cartaz não chega.
Reouvindo Gilberto Gil. A rua do Torquato que ninguém mais canta. Ele falava nisso todo dia, coragem pra suportar, beira-mar, avenida São João em preto e cinza, rua Chile descendo pela praça Castro Alves. Rogério Duprat com seus violinos atrás do trio elétrico.
Reouvindo Bethânia, pra dizer adeus. Onde quer que eu vá, sei que vou sozinha. Ali tem muita coisa. Estou falando da gravação de “Pra Dizer Adeus” naquele LP que ela gravou com Edu Lobo. Ali tem tudo. Bethânia é uma beleza. E é terrível. E é assim mesmo. E aquela é uma das mais lindas gravações existentes. No mundo.
Reouvindo João Gilberto sempre e aprendendo com ele a ouvir. Entre “bem, não vá deixar” e sua “mãe aflita” há o abismo. E “o teu jeitinho que me mata” vai armando um encontro de voz violão com os outros instrumentos, em notas longas, criando uma sonoridade redonda, morna, que estanca de repente para deixar dançar a frase seguinte, “roda, morena cai – não cai/ ginga, morena vai – não vai”. E em “clemência” cai num si sétima e nona: a voz de João está na nona e a flauta na terça do acorde. É incrivelmente simples e bonito.
É isso.
Domingo de vida mansa, reouvindo, lendo. E tocando também.
Como é bom tocar um instrumento.
Que venha a segunda-feira.
Vinil, Cds e Dvds.
Reabri as cinco caixas de vinil há mais de trinta anos na prateleira de nossa casa. Cada caixa contém 30 Lps que vão de Ernesto Nazareth a Chico Buarque, lançada nos anos 80 pela Editora Abril: “Nova História da Música Popular Brasileira”.
Reouvindo Luiz Gonzaga, lua, molhando os pés no ricaho, que água fresca, nosso senhor! Uma casa com varanda dando pra o norte, centro, sul inteiro onde reinou o baião.
Pronto! Não é absolutamente verdade que Luiz Gonzaga tenha abastardada a música nordestina numa redução comercial. Ele criou formas novas adequadas a um público que comprava discos. Foi ele que, no seu tempo, mais e melhor explorou a riqueza possível dos novos meios técnicos. Ele inventou uma forma de conjunto, um tipo de arranjo, um uso do microfone.
Sim! Ele sugeriu uma engenharia de som.
Luiz Gonzaga – como Roberto Carlos – mereceu sua coroa de rei. E a honrou.
Se você é surdo, azar o seu.
Reouvindo os quatro crioulos e as duas rainhas da Rosa de Ouro. Relembrando a Rosa de Ouro, a melhor coisa já feita sobre música carioca. Clementina, cadê você? Onde estão os tamborins? Nasceste de uma semente, à beira de uma nascente: não podes morrer. Viver somente de cartaz não chega.
Reouvindo Gilberto Gil. A rua do Torquato que ninguém mais canta. Ele falava nisso todo dia, coragem pra suportar, beira-mar, avenida São João em preto e cinza, rua Chile descendo pela praça Castro Alves. Rogério Duprat com seus violinos atrás do trio elétrico.
Reouvindo Bethânia, pra dizer adeus. Onde quer que eu vá, sei que vou sozinha. Ali tem muita coisa. Estou falando da gravação de “Pra Dizer Adeus” naquele LP que ela gravou com Edu Lobo. Ali tem tudo. Bethânia é uma beleza. E é terrível. E é assim mesmo. E aquela é uma das mais lindas gravações existentes. No mundo.
Reouvindo João Gilberto sempre e aprendendo com ele a ouvir. Entre “bem, não vá deixar” e sua “mãe aflita” há o abismo. E “o teu jeitinho que me mata” vai armando um encontro de voz violão com os outros instrumentos, em notas longas, criando uma sonoridade redonda, morna, que estanca de repente para deixar dançar a frase seguinte, “roda, morena cai – não cai/ ginga, morena vai – não vai”. E em “clemência” cai num si sétima e nona: a voz de João está na nona e a flauta na terça do acorde. É incrivelmente simples e bonito.
É isso.
Domingo de vida mansa, reouvindo, lendo. E tocando também.
Como é bom tocar um instrumento.
Que venha a segunda-feira.
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