Paissandu e Remo não queriam jogar em Santarém, nem que a vaca tossisse. Pois bem: jogarão agora, na marra, no Mangueirão.
sexta-feira, abril 03, 2009
Final caipira
quarta-feira, abril 01, 2009
Consciência social
Distribuição de renda
Para se ter idéia da importância dos assentamentos nos municípios paraenses, grande parte da economia destes depende do dinheiro que os colonos assentados despejam todo fim de mês no comércio de varejo. Essa é a nova realidade de municípios como Brejo Grande, São Domingos, São João, São Geraldo, Itupiranga, Novo Repartimento (município com maior número de assentamentos no país), Marabá, Eldorado, Sapucaia, ParauaperbAS – e por aí vai -, cada vez encorpados economicamente pela renda que sai da política de Reforma Agrária.
Apenas para ilustrar o post, semana passada, batendo papo com gerente de grande concessionária de veículos no Sul do Estado, o blogger ouviu dele simpática defesa da atuação dos sem-terras na região, ressalvando apenas objeção ao radicalismo de alguns atos de suas principais lideranças. Na visão do executivo, se não houvesse o atual volume de assentamentos, o desemprego em plena crise seria de dimensão trágica, sem falar na quebradeira de muitas micro e pequenos lojas, e que se mantém firmes num nicho em que seus clientes maiores são os agricultores assentados.
A satanização dos movimentos sociais, como se fazia antes, não tem mais vez, entre a maioria dos formadores de opinião. Limita-se a preconceito e contestação política de quem tem área invadida ou por atraso cultural daqueles fervorosamente criados no meio.
Mestre dos mestres
Declaração registrada esta manhã, em Londres, pelo primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, citando frase do presidente Lula.
terça-feira, março 31, 2009
Entrosamento consolidado
Parque de Ciência e Tecnologia - A primeira, foi a confirmação da implantação em Marabá do Parque de Ciência e Tecnologia Tocantins (PCT Tocantins), entidade que virá contribuir decisivamente para impulsionar o desenvolvimento regional sustentado, ao oferecer condições para a atração de empresas estabelecidas no mercado, bem como para a criação de empresas inovadoras e altamente competitivas.
Navegapará - Considerado o maior programa de inclusão digital do país, o NAVEGAPARÁ, lançado durante o atual governo estadual onde, desde o ano passado, Marabá já integra o rol de municípios contemplados com dois destes infocentros, agora ganhará mais três.
A implantação de um na Orla do Rio Tocantins, um na Praça São Francisco e outro no Centro Administrativo da Prefeitura, são a segunda dessas conquistas.
Ítalo Ipojucan explica que, além de promover a capacitação dos jovens em informática básica, o programa se apresenta como um verdadeiro “celeiro” de difusão cultural ao realizar oficinas e outras atividades educativas.
Esses espaços são também poderosos instrumentos de desenvolvimento econômico e social, pois contribuem com a formação e a qualificação do cidadão, além de garantir a democratização do acesso às tecnologias de informação e comunicação em espaços públicos, equipados com microcomputadores e internet, onde é possível o acesso por meio de conexão de altíssima qualidade.
O secretário comemora o fato do início de funcionamento dos novos infocentros coincidirem justamente com as festividades alusivas ao aniversário da cidade.
Telecentro - A terceira conquista desta parceria entre SEDECT e SICOM é a implantação em Marabá de um Telecentro de Informação e Negócios. Ambiente de promoção e inserção das micro e pequenas empresas no mundo da tecnologia da informação e comunicação (TICs), o Telecentro opera mediante o acesso à Internet, à oferta de cursos, treinamentos e acesso a diversos serviços, visando o aprendizado tecnológico e o fortalecimento das condições de competitividade dessas empresas. Além disso, também estimula o empreendedorismo, o associativismo, o trabalho em rede e o comércio eletrônico, sempre objetivando melhorar o ambiente de negócios, gerando emprego e renda e contribuindo para o desenvolvimento local.
Fonte: Secom PMM
PT se posiciona quanto a OAB
da independência e autonomia.
João Batista Barbosa da Silva
Presidente do PT-Pará
Belém, 31 de março de 2009.
Deputados federais em Marabá
É provável que a candidata ao governo do Tocantins, senadora Kátia Abreu (DEM), ávida por boas fotos para as primeiras páginas dos jornais, integre a comissão como convidada especial.
Adote uma cadela
Quem estiver interessado em dar amor à cadelinha (foto) basta ligar para Maira: (91) 8155-0706.
Extravagâncias retrovirais
Na Assembléia Legislativa, conta O Liberal de domingo, a farra com despesas de veículos não pára de crescer, fato que não causa surpresa para quem conhece o modus operandi do cavernoso Domingos Juvenil.
E assim caminha o mundo dos intocáveis, espalhando péssimo exemplo em tempos de crise geral.
O saldo da miséria é creditado sempre na coluna do mais fraco.
O rio como estrada
- Os rios são o caminho natural para o transporte de cargas e, com as Eclusas de Tucuruí, o transporte fluvial ficará melhor no Estado, viabilizando a competitividade das mercadorias brasileiras no mercado internacional, considerando que o transporte fluvial é mais barato do que o transporte pelas estradas.
Paulo Rocha garante que as eclusas de Tucuruí ficarão prontas até o final de 2010, com investimento de R$ 548 milhões.
Extravagâncias terapêuticas
Imaginemos a reação delas, a partir de agora, quando alertadas de que estão metendo muito a mão no bolso:
- Ah, amor, entenda, estou com TPM!!!!
Vinagre assume Saúde
Rejane permaneceu trancada em seu gabinete.
segunda-feira, março 30, 2009
Casal 20
Mas, de vez em quando, são flagrados de cuecas. Não apenas os dois.
Modo geral, o falso moralismo tucano. Até FHC, gente, quem diria!
Três dias depois da opulenta entrevista ao Roda-Viva, o intelectual ex-presidente também ficou exposto em praça pública, como pedinte de emprego fantasma, aos seus colegas de Senado, à sua querida filha Luciana.
Contravenção em festa
O movimento de queima de fogos foi devidamente planejado. Às 6 horas, em pelo menos seis cidades importantes, a base política do senador mandou ver, iniciando o pipocar de foguetes de todos os níveis.
A campanha, pelo que se viu, será um trotar de animais.
Coçando o saco
Como exemplo, a gerência de Marabá da Regional do Detran, atendendo cerca de 30 municípios, implora pela presença de procuradores, sem sucesso. Somente eles, e mais ninguém, podem oferecer serviços jurídicos seguros à população.
À bem da verdade, os marmanjos querem mesmo é ficar no bem-bom da capital, exigindo prerrogativas diferenciadas
Pior que o soneto, é a tal Ação de Responsabilidade por Ato de Improbidade Administrativa cumulada com anulação de ato contrário à moralidade administrativa contra o Detran, patrocinada pela 4ª Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais e do Patrimônio Público da Capital.
Tipo de decisão estimuladora da preguiça e da desarmonia funcional que nunca deveria haver entre o órgão central e suas Regionais, injustamente punidas pela ausência de profissionais qualificados para atender a população do interior.
Intocável exemplo de como um digníssimo promotor prefere beneficiar corriolas do que exigir delas respeito aos contribuintes que trabalham dia e noite, sem descanso, para sustentá-los: promotoria e procuradores.
Todo cuidado é pouco
A diretoria do São Raimundo precisa ficar atenta. Fazer como os dirigentes do Águia que colocam gente de plantão na entidade, auscultando todos os movimentos e chutando o pau da barraca, quando se faz necessário.
Cinco dias antes do jogo do Águia contra o Remo (empate de dois gols), o presidente Sebastião Ferreirinha sofreu o diabo para conseguir indicar árbitro da CBF. A turma do Antonio Carlos Nunes fez de tudo para dificultar a proposição marabaense, em favor da escalação de um trio paraense. Se o jogo fosse apitado por gente da capital, ninguém tem dúvidas de que o Águia, mesmo dando show de bola como deu, teria "perdido" o jogo.
O time de Santarém deve lutar para manter o mando de jogo e pedir arbitragem da CBF para as duas partidas, mesmo assumindo depesas pela importação do juiz, que giram em torno de R$ 7 mil, por jogo. Isso se for apenas um árbitro.
Caso optar pelo trio de arbitragem da CBF - contra o qual a FPF fará de tudo para não permitir -, o ideal numa luta pelo título, os custos do time mocorongo são maiores.
O São Raimundo merece ir para a Série D. Os números do campeonato comprovam isso.
DNA sujo
domingo, março 29, 2009
O Rio continua lindo
Sedução, frenesi
Sinto você assim, sensual, árvore
Espécie escolhida, pra ser a mão do ouro
O outono traduzir
Viver o esplendor em si.....
No fim de inverno, o Rio fica mais lindo. As nuvens se dissipam, fazendo clarear o céu -, mostrando estrelas que, ainda tímidas, recomeçam a brilhar. A obscura estação se transforma rapidamente num agradável frescor – mais intenso ainda na Zona Sul.
O carioca ama o Verão, o sol quente produzindo bronzeados em peles exóticas e sensuais.
Mas o Outono faz a cidade mais gostosa, encantadora com suas cores difusas entregando-nos a envolvente brisa, próximo ao mar.
O outono do Rio junta todas as estações, num só tempo.
Existe sensação mais misteriosa (e inquietante), num grande centro urbano, do que Copacabana esquina com a Barata Ribeiro? Sei lá, parece que todas as línguas, universais tribos -, ali se encontram em busca de uma panificadora ou de um barzinho densamente leve. Mistura de demência e glamour.
Toda vez que desembarco no Rio, resgato na memória imagens do tempo em que morei em Santa Teresa. Faz tempo isso.
E cada coisa me liga a cada coisa.
Santa Teresa me leva no bondinho.
Falar de Copacabana é ter disponível o céu azul mais lindo do mundo.
Lapa é boemia eterna.
Leblon: cafés.
Lagoa Rodrigo de Freitas: água de coco.
Pedra do Arpoador: pôr do sol.
Pedra do Leme: pescaria.
Largo da Carioca: Machadianas.
Arcos da Lapa: Madame Satã.
Maracanã: Mengo, Mengo!
Mergulho na cor lilás das estórias de outono do Rio, onde o tempo anda, não corre.
Correm as pessoas no calçadão, passam os cachorros, esperam os idosos.
Cristo Redentor abençoa o intenso azul saudando a chegada das noites de outono com suas alvas nuvens sobre sua cabeça.
Não há vento mais apaixonante do que aquele que corre no cruzamento de Princesa Isabel com Nossa Senhora de Copacabana. Tudo ali é conversa de boteco. Fiada. Falada. Assoviada. Cantada. Batucada.
O Rio é uma mesa de bar, onde pasteizinhos são servidos como pequeninos búzios desvendando o futuro.
Ou como gostava de dizer meu amigo baiano mais carioca dos brasileiros, Leonizar, nos idos fins dos anos 70, entre goladas de chope no Bar do Oziel, na Lapa:
- O Rio de Janeiro a Dezembro bebe-se. Não de um gole só. Mas aos poucos… poucos… poucos… poucos…
Seringa assusta
Ao sair do hotel na Belfort Roxo, no inicio da noite, um dos recepcionistas me chamou a um canto para recomendar cuidados, caso estivesse programando passear por Copacabana. Havia uma mocinha cruzando esquinas com uma seringa à mão atacando pedestres. A polícia registrara cinco casos de vítimas da adolescente, todas submetidas a exames e medicadas com antitetânico e anti-viral.
Música para poucos
Quem passa ao largo do suntuoso prédio, na Barra da Tijuca, de cara se encanta com sua plenitude arquitetônica. Mas ao parar para apreciar de perto o que César Maia deixou inacabado, o espanto é escandaloso. O canteiro de obras às margens da Avenida das Américas acumula sujeira e entulhos: tubulações, manilhas, pedaços de madeiras espalhadas, carrinhos de mãos por toda parte, caixas d’água sem tampa convidam mosquitos à transmissão da dengue.
A Cidade da Música, que teve suas obras paralisadas em janeiro, sinaliza o desinteresse da gestão de Eduardo Paes em priorizar a conclusão daquilo que se passou a ser chamado de maior sala de concertos da América Latina.
Orçada inicialmente ao custo de R$ 80 milhões , César Maia aplicou mais de 500 milhões de reais. E, segundo assessores atuais da prefeitura do Rio, para concluí-la, a obra exige ainda mais R$ 130 milhões.
Há uma auditoria investigando os custos da Cidade da Música Roberto Marinho, com suspeitas de desvio de grana. Muita grana.
Desligando pardais
Imprensa do Rio passou a semana festejando decisão da prefeitura de Niterói de suspender a cobrança de infrações por excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho e invasão de faixa de pedestres registrados pelos pardais e lombadas eletrônicas, no horário das 22h às 6h do dia seguinte.
Objetivo: evitar assaltos a motoristas durante a madrugada.
Fábrica de pessoas
Todo dado estatístico realizado por órgão qualificado ajuda o país a enfrentar seus problemas. E quase sempre seus números provocam debates, contestações de quem nãos os aceitam ou justas comemorações.
No Rio, na manhã de quarta-feira, 25, quando os jornais estamparam resultado de censo com o crescimento assustador do número de domicílios da favela da Rocinha, foi um Deus nos acuda. A explosão demográfica é de 65% de 2000 a 2008.
A população da favela pulou de 56.338 para 75 mil moradores, no mesmo período.
Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes disseram que algo precisa ser feito para evitar catástrofe.
