terça-feira, agosto 18, 2009
Seis casos suspeitos em Marabá
Esculhambação geral
A superintendência de Polícia Civil do Sul do Pará já deu entrada, nesta terça-feira,18, de outro pedido de preventiva, depois que o juiz de Direito Marcelo Andrei Simão Santos indeferiu a primeira representação, concedendo, em seu lugar, habeas corpus preventivo garantindo a liberdade do traficante.
Moto-madeireira
Quais os veículos?
Uma moto modelo Honda Biz, capaz de transportar 40 metros cúbicos de carvão, quando esta carga só poder ser conduzida por um caminhão.
E um Fiat 147, responsável pelo carregamento de 200 metros cúbicos de carvão, cujo total é somente suportável em cinco caminhões.
Decisão do TRE
Três elementos
Rio, barcos e homens têm uma mística muito grande no rio Tocantins. São indissociáveis até a morte.O rio correndo, mudando sempre, um novo rio a cada instante.
O homem também, e idem os barcos.
Com o tempo, o barco apodrece à beira do rio, a água invadindo-lhe os cômodos, dissolvendo seu corpo que a correnteza leva aos poucos.
O homem do rio não se afasta dele por mais que queira. O rio é uma sereia de todos.
O rumor de sua correnteza é o seu canto sedutor.
Coluna do Diário
A seguir, coluna do poster no Diário do Pará, publicada nesta terça-feira:
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Flávio Pereira de Oliveira, popularmente “Flávio Olho de Gato”, é um dos cabeças do tráfico de drogas de Marabá, operando em escala, na cidade, como poderoso chefão na busca de ampliar seu espaço de comercialização de drogas. É tão perigoso que já domina cerca de quatro bairros à custa de vidas de outros criminosos, conforme dados das autoridades. Baleado numa refrega com a polícia militar, e internado às pressas num hospital, Flávio foi pego com 96 embrulhos de cocaína e um revólver 38. Seguindo determinação da Polícia de Interior, o superintendente do Sul do Pará da PC solicitou à Justiça prisão preventiva do traficante.
Correição nas Comarcas
Não se fala de outra coisa, em Marabá, e noutras cidades do Sudeste: o que foi tratado entre o deputado federal Jader Barbalho, presidente estadual do PMDB, e a governadora Ana Júlia, durante encontro que ambos tiveram semana passada. Lideranças peemedebistas e petistas regionais se interrogam, na esperança de obter, cada um ao seu jeito, o teor da conversa das duas personalidades. É o assunto preferido em qualquer rodada.
UMAS & OUTRAS
Ana Júlia confirmou, para o dia 26 de agosto, viagem para o Rio de Janeiro em companhia de empresários de Marabá para conhecerem siderúrgica idêntica a que será construída no Pará, pela Vale.
Pelo menos em dois municípios, a pavimentação de vias chegará também à zona rural. Os prefeitos de Marabá e Parauapebas incluíram em suas LOAS (Lei Orçamentária Anual) recursos para acabar com a poeira e lama nos principais distritos e vilas de seus territórios.
Psolistas do Sul do Pará recebendo informes de que o ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, deverá candidatar-se a deputado federal.
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Agenda invisível
Clique aqui para duas matérias da Folha sobre o caso Dilma x Lina.
A primeira matéria fala do Lula cobrando de Lina (a ex-Secretária da Receita) a divulgação da sua agenda, para comprovar se de fato houve ou não a propalada reunião com Dima Roussef - na qual supostamente teria sido pedido para “acelerar” as investigações sobre o filho do senador José Sarney.
Aí a Folha faz uma segunda matéria, dizendo que a agenda… da Dilma não registra todos os seus encontros. Tenta absolver antecipadamente Lina se, de fato, o suposto encontro não estiver registrado em sua agenda.
O buraco é mais embaixo.
O fundamental é Lina informar com exatidão dia e hora em que ocorreram os tais encontros com a Ministra e com sua assessora, estando ou não registrado em sua agenda. Não terá dificuldades, dada a relevância do suposto encontro, se ele de fato aconteceu.
Tendo esse dado, de duas uma: Dilma e a assessora poderão provar que naquele momento estavam em outro compromisso, com testemunhas e tudo; ou então não conseguem provar e aí então a denúncia ganha consistência.
Sem tais dados básicos, como esclarecer o episódio?
Desenhando bem devagarinho para não dar margem a dúvidas.
Se Lina não diz o dia e a hora do encontro, Dilma e sua assessora terão que apresentar testemunhas para cada minuto que passaram no período apontado. Imagine só a defesa:
1. Às 7 da manhã de segunda, eu estava no local xis.
2. Às 8 da manhã, no compromisso y.
3. Às 9 da manhã, com tal autoridade.
4. ……….
5. Às 9 da noite, no meu gabinete.
6. Às 10 da noite, jantando.
7. Entre meia noite e 7 da manhã, dormindo.
8. Às 7 da manhã de terça, levantando.
Portanto, a informação sobre dia e hora do encontro é fundamental.
Outro ponto. Lina argumentou que não teria dia e hora pelo fato de sua agenda estar embalada.
Não precisava ter dito isto, já que se supõe que agenda de Secretária de Receita seja eletrônica e esteja na Internet. Mas se afirmou é porque o compromisso estava marcado na sua agenda pessoal. Ora, de lá para cá desembalou a agenda. Ou não?
segunda-feira, agosto 17, 2009
Nova fera do Google
Imaginou?
Pois bem, acostume-se agora com o nome Google Wave, denominação da fera que está chegando para mudar a nossa vida digital.
Tão revolucionária que enterrará, definitivamente, MSN e e-mail.
A definição oficial é “sistema de comunicação pessoal e ferramenta de colaboração online”. Infelizmente é daqueles casos em que as palavras parecem insuficientes para descrever o fato. Como o Twitter, só vendo para entender as possibilidades.
Para ter ideia melhor da ferramental, um dos pais do Google Wave, Lars Rasmussen (o criador do Google Maps), demonstra algumas das originalidades de sua cria aqui neste vídeo.
Nele, coisas legais do tipo: você seleciona um ou mais destinatários, começa a escrever e, se quiser, as letras aparecem instantaneamente, uma a uma, na tela do(s) interlocutor(es);
Ou então você e mais quatro ou cinco pessoas podem editar um mesmo texto online em tempo real e ver o que cada um está fazendo instantaneamente -isso significa não apenas mudar o texto, mas acrescentar imagens, fotos, mapas (imagine os impactos disso na edição de uma matéria jornalística, de uma página de web etc);
Numa conversa tipo coletiva, você pode chamar dois ou três pessoas num canto virtual e entabular uma conversa a três sem que os demais possam lê-la;
Em uma entrevista com um norte-americano via Google Wave você escreve em português e o texto aparece para ele em inglês, e vice-versa com as respostas.
Em resumo, o Google Wave se propõe a ser sua única ferramenta de comunicação, concentrando tudo em uma só interface: e-mail, leitor de notícias online, editor de texto, MSN, ferramenta para postagem de mensagens no seu blog ou no seu Twitter, e por aí vai.
Claro que o sucesso ou o fracasso da nova ferramenta vai depender de sua universalização e da velocidade de adoção pelos usuários. Como ele é essencialmente colaborativo, não adiantará muita coisa se apenas você tiver ele instalado no seu computador, mas seus amigos e colegas de trabalho não. O Twitter também passou por isso e deu no que deu.
Já passa da hora de alguém sepultar o e-mail. Não apenas pela poluição do spam que entope seus canais e toma nosso tempo. Mas porque já é uma tecnologia velha.
Pijama neles!
No Sul do Estado, rodovias federais, quando malmente recuperadas, duram no máximo cinco meses. Depois disso, com a queda das primeiras chuvas, a pavimentação se esfarela. É um tal de faz e desfaz, típico de órgão esculhambado, sem compromisso com a qualidade e o bem estar dos usuários de estradas.
Pertinho de Belém, exatamente na entrada da capital do Estado, a BR-316, entre Ananindeua e Castanhal (principalmente em Santa Isabel e Benevides) está com o leito do asfalto carregado de altos e baixos. Motora tem que segurar firme o volante pra não perder o controle do carro, no embalo em que pega a onda dos desníveis da pista.
Tempo desses, trocaram o nome da esculhambação de DNER para DNIT.
O mais correto seria fechar o órgão, definitivamente, aposentar seus dinossáuricos dirigentes e reconstruir um novo modelo de entidade.
Dinheiro existe para manter as estradas em estado de tráfego seguro.
Não existe disposição e lógica de gestão. E honestidade, em mutos casos.
Os caras estão com a cabeça no tempo da Rodobrás, estatal criada por JK, em 1958, para construir a Belém-Brasília.
Olhos vedados
Por que, é assim?
A própria SSP não poderia dar respostas?!
Plantando... tudo dá?
Há uma semana, o blog postou exatamente o contrário. E mantém teor do post: o titular da prefeitura de Belém fica no cargo até o fim do mandato.
Por dois motivos essenciais.
Primeiro, sem concluir as obras por ele definidas, seu futuro político é incerto.
Segundo, o prefeito sabe que a estrutura política de bases ramificadas em Belém, principal reduto dele, passaria a ser desmontada dia seguinte à posse do vice, com a exoneração de lideranças comunitárias diversas, perfiladas em secretarias municipais.
Duciomar pode ser tudo, só não burro. Se fosse, jamais alcançaria os cargos eletivos pelos quais passou.
O post se torna necessário para que não pairem dúvidas sobre o que foi dito aqui.
Orações em vão
Houve muita ilusão, propaganda enganosa e oba-oba desnecessário em torno de um time medíocre.
A imprensa festiva pintou e bordou, falando numa classificação jamais factível.
Os torcedores fanáticos, claro, iludidos pela ovação extemporânea, caíram de novo dos céus prometidos.
Quiseram transformar tradição e história na força propulsora de um time sem atletas qualificados.
Alguns coleguinhas também são responsáveis pela “Tragédia de Juazeiro” .
Aliás, é bom ninguém, agora, culpar Padin Ciço.
Hora da verdade
Mais tarde, o blog publica mais um post sobre esse caso.
Bolas nas costas
Já há caso revelado de que o colunista gostava da prática de sexo passivo, supostamente envolvendo parceiros entre 10 e 15 anos de idade.
Lendo ao contrário
TuttiQui, a coluna dominical de O Liberal, lamentavelmente, desinforma seus leitores, numa nota em que o alvo é o deputado Gerson Peres:
“Patativa”
No jantar em homenagem a um auxiliar do governo, realizado com a presença de Ana Júlia, numa churrascaria da cidade, o deputado Gerson Peres mostrou suas qualidades de orador, motivo pelo qual é conhecido na sua terra, Cametá, como “patativa”. O federal, a certa altura, mirou na governadora e disparou: “O PP está no seu governo não é somente para trabalhar, é também para ajudá-la a reeleger-se”.
Distante cerca de 550 km da churrascaria Rodeio, mais precisamente em Marabá naquele momento em que se festejava o aniversário de Cláudio Puty, Chefe da Casa Civil do governo do Estado, o deputado federal Gerson Peres jamais poderia fazer discurso de corpo presente. Quem o representou, foi ´Gersinho´, como é chamado popularmente, o filho do deputado federal.
Num gesto provinciano (ou calundu de menino contrariado?), a desinformação é tonificada com a omissão do nome do Chefe da Casa Civil, que se transforma em “auxiliar do governo”.
Triste constatar a que ponto a chamada grande imprensa paraense chegou.
Credibilidade, o maior patrimônio de qualquer veículo, não aparece mais nem no fundo do poço.
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atualização às 10:20
Para quem não tomou conhecimento, aqui tem resumo do que ocorreu na Churrascaria Rodeio.
Não é bem assim
O Datafolha de domingo encontrou 37% de intenção de votos para José Serra (PSDB), e um empate técnico entre Dilma (PT) e Ciro Gomes (PSB): 16% e 15%, respectivamente. Heloisa Helena (PSOL) chega a 12% e está em quarto lugar. Marina ficou com apenas 3%, em quinto. O Datafolha entrevistou 4,1 mil eleitores (sinal de que fez pesquisas para governador também) e a margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Por encomenda do PV, o Ipespe de Antonio Lavareda fez pesquisa pelo telefone em meados de julho com quatro cenários diferentes. Em um deles (com Serra e sem Ciro), Marina superava Dilma por oito pontos. Já no mesmo cenário divulgado pelo Datafolha, as diferenças são muito maiores do que um erro amostral permitiria: Serra 28%, Ciro 16%, Dilma 14%, HH 13%, Marina 10%, segundo o Ipespe.
Ou seja, em comparação ao Datafolha, a pesquisa encomendada pelo PV subtrai nove pontos de Serra e acrescenta sete para Marina. Os outros candidatos sofrem variações dentro da margem de erro. Entre as 4,1 mil entrevistas pessoais do Datafolha, um instituto independente, e as 2 mil entrevistas telefônicas do Ipespe, um instituto que trabalha principalmente para políticos, não é difícil imaginar qual deve estar mais próximo da verdade.
Em verdade, isso vem comprovar que pesquisa telefônica no Brasil não é capaz de medir a intenção de todos os eleitores, porque os mais pobres não têm telefone fixo e ficam de fora da consulta. E são eles que têm decidido as últimas eleições. É preciso tomar cuidado com a divulgação de pesquisas de intenção de voto neste período pré-eleitoral, em que os controles da Justiça são mais frouxos. Aumenta muito o risco de comprar gato por lebre.
