sexta-feira, maio 08, 2009
É preciso pontes
O volume de água formado pelo represamentto das chuvas, desde 2005, vem aumentando, nos pontos onde ocorreram os desmoronamentos.
Apenas pontes serão capazes agora de escapar da preessão líquida exercida pelos igarapés da região, nos locais apontados.
A luz do Sol aparece
Timidamente, o Sol, hoje, reapareceu, aquecendo matas e chão encharcados de chuva.
De Marabá a Parauapebas, das 8 até agora, mais quente depois do meio-dia, o Sol renasceu.
Que bom.
Kadê o kopidesque?!
Mas de cara, bateu pesada dúvida no poster, que de repente achava vinha escrevendo o nome do município, desde quando o conhece, erradamente.
Consultando o dicionário (e o mapa!), neste instante, o peso saiu de cima.
A Globo cometeu gravíssimo erro.
Em Jornalismo, então, é inaceitável!
quinta-feira, maio 07, 2009
Anorexia financeira
Feia, muita feia, a coisa.
Dos R$ 330 milhões aproximadamente garantidos no bolo do orçamento do ano passado, o Pará não executará 10% desse valor.
Como diz o Serra...
Até aqui de mágoas
A nota segue nos limites da expressão reproduzida pelo protagonista da conversa que teve com Almir Gabriel, em Belém, dia desses quando o ex-governador reuniu-se com lideranças municipais do PSDB, tratando da eleição estadual de
A fila anda
E a governo do Estado não pára de demitir.
Basta acompanhar o Diário Oficial para medir o tamanho da “festa”.
Embrulhada no balcão
A Globo levou ao ar, porque seus interesses estavam acima de tudo. As outras redes concorrentes (SBT e Record) não divulgaram uma nota, porque seus interesses pesavam mais do que a notícia.
Quase passou desapercebida no país, semana passada, a greve dos funcionários da Televisa, mostrada no Jornal Nacional.
Liberdade perdida
Com exclusividade para o blog, o texto a seguir é do Laércio Ribeiro, repórter do jornal Opinião
A praça, o santo e os ladrões
Vista num cartão postal, a Praça São Francisco, em Marabá, provoca um certo sentimento de nostalgia. E, de fato, aquele logradouro já se tornou elemento inalienável da vida do marabaense, especialmente dos que residem no núcleo Cidade Nova. De domingo a domingo, a praça se tornou ponto de encontro de pessoas de todas as idades, muitas das quais procuram seus barzinhos para um bate-papo no final do dia. A aglomeração se intensifica depois das nove da noite, porque é para lá que vão famílias inteiras depois da missa ou do culto.
Mas a Praça São Francisco está perdendo significado na vida de muitas pessoas. O motivo? Muito simples: a praça há muito tempo está despida de segurança. Ao que parece, o local que atrai tanta gente não encanta muito os homens de farda.
Sem ninguém para intimidá-los, os bandidos estão fazendo a farra. As principais vítimas são condutores de veículos ou mocinhas desacompanhadas. Estas são espreitadas na volta para casa e sucumbem indefesas nas garras dos larápios que, geralmente em número de dois ou mais, arrebatam de suas vítimas aparelhos celulares, bolsas e outros acessórios.
Já os donos de veículos são pressionados na chegada e na saída por menores e marmanjos que se posicionam nos estacionamentos oferecendo os serviços de uma certa “vigilância”, que, que eu saiba, não guarda coisa nenhuma. Sim, porque até hoje nunca ouvi falar que um desses guardadores de carro tenha evitado um furto ou que tenha se embolado com o ladrão pelo chão para evitar que o elemento botasse a mão no veículo do qual ele, ao preço de uma gorjeta, se constituiu fiel depositário.
Na verdade, na Praça São Francisco, o número de furtos de veículos nos estacionamentos, especialmente motocicletas, aumenta na mesma proporção em que cresce a quantidade de guardadores de carro.
O condutor mais precavido que vá à praça a pé e deixe a moto
E, por falar em padre, a praça fica defronte à igreja do santo que lhe emprestou o nome. É, mas ao que parece nem o santo os bandidos respeitam mais. São Francisco que se cuide ou, qualquer dia desses, vai procurar e não vai achar o cordão.
Laércio Ribeiro
A casa do Oscar
Chico Buarque, seu sonho de juventude, era ser arquiteto.
Quando minha música sai boa, penso que parece música do Tom Jobim.
quarta-feira, maio 06, 2009
Professora encara Secretário
Com pedido de publicação:
Vejo tal episódio extremamente prejudicial à minha reputação e creio que o Secretário, juntamente com outras pessoas, tentou me desacreditar diante da Sociedade e dos Vereadores já que até o presente momento o mesmo não fez manifestação alguma de reparar seu erro ou até mesmo de desfazer o equívoco.
Deixei uma cópia na xérox da “Casa São João”, localizada na Folha 28 e quem tiver interesse pode se dirigir aquele estabelecimento e obter sua cópia.
Espero que Deus ilumine os caminhos de todos aqueles que estão governando nossa cidade e que possam humanizar as relações e colocar discernimento e clareza em suas atitudes e que o povo esteja realmente contemplado pelas ações de que quem está governando e que o nosso gestor não se perca no meio do caminho e que possa fazer valer a pena para aqueles que o escolheram.
Professora Goreth Valério da Costa – Licenciada Plena em Matemática pela Universidade Federal do Pará- UFPA.
Cidade Velha ameaçada
É o fim da pinicada
Polícias, melhor dizendo, Civis e PM.
Tudo começou quando a prefeitura de Marabá decidiu fazer depositário de lixo público parte da área recentemente desapropriada pelo governo do Estado para implantar a siderúrgica da VALE.
Sem nenhuma cerimônia.
Inicialmente, na descoberta do ato irresponsável, representantes da Secretaria de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia (SEDECT) tentaram mostrar à secretaria de Obras do município a impropriedade do local.
De nada adiantaram os argumentos.
Caminhões e mais caminhões continuaram despejando toneladas diárias no terreno estatizado, colocando em risco a credibilidade do projeto siderúrgico defendido a mão e fogo pelo presidente Lula, junto a VALE.
O governo do Estado, através da SETRAN, chegou a deslocar para a área equipamentos pesados, espalhados estrategicamente no ponto onde estava sendo formada a lixeira.
Nem isso, no entanto, impediu a desobediente atitude do poder público.
Ontem, a gota d’água.
Quando começaram a chegar caçambas de lixo, imediatamente, policiais civis e militares foram acionados, impedindo despejos, com ameaças de prisão e o que possam merecer os responsáveis pela ação criminosa.
O prefeito municipal, segundo fonte policial, corre o risco de ser processado por crime ambiental.
Hoje, o Ministério Público será acionado para acompanhar a bandalheira.
Devagarinho, devagarinho...
Brasil passou Rússia e Holanda em número de artigos científicos publicados.
No ranking, já somos décimo-terceiro.
Notícia assim dá sensação gostosa de ser brasileiro.
Cruz-Credo!
O papo está rolando em Santarém, de com força: jogadores do São Raimundo teriam consumido algum líquido benzido, causador do travamento em toda a equipe durante o jogo contra o Paissandu.
Olha o que diz o Alailson!
Como destroços de guerra
É grana demais para dar susto até em sheik parrudo.
BBB- Cidadão
Vão tirar o pirulito da boca da catrevagem, depois que a Internet começar a divulgar os gastos previstos e realizados nos orçamentos da União, estados, Distrito Federal e municípios.
Pode até ser que o projeto de lei aprovado ontem, na Câmara dos Deputados, prevendo, em tempo real, a exposição dos gastos por meio da Web, não estanque, definitivamente, o esfarelamento dos recursos públicos, mas que deixará o cidadão em condições de acompanhar tudo, isso é bom tamanho.
É só ficar dando espiadinhas.
Careta pisou na bola, basta acionar o MP.
Restos a pagar
terça-feira, maio 05, 2009
Cantigas para mães & filhos
No contexto comemorativo do Dia das Mães, as cantoras Lucinnha Bastos, Andréa Pinheiro e Marianne Lima apresentam o show “Cantiga de Mãe”, uma homenagem musical a todas as mães, no próximo dia 07 de maio no Theatro da Paz. As três cantoras interpretarão uma coletânea de canções especialmente selecionadas para a data, que falam poeticamente da relação mãe e filho, em diversos enfoques.
segunda-feira, maio 04, 2009
Rua desse rio
Direitos patrimoniais
O poster conhece toda a história, e o trabalho corajoso do Osvaldo.
Os direitos morais, ou direitos do autor, são dele, Osvaldo
A Globo, nesse caso bem aí, nem a copyright (cópia) tem prerrogativa legítima.
A (des) informação
Sem pé nem cabeça, nota publicada no Repórter 70 de domingo, 3, dando conta de que Ademar Palocci, diretor de Planejamento da Eletronorte, em reunião com dirigentes do PT, em Belém, teria garantido que, nas próximas décadas, “o Pará só vai construir mais uma usina, a de Belo Monte, no Xingu”.
A coluna do poster, amanhã, no Diário do Pará, garante que não é isso. Muito pelo contrário.
É aquele tal lance: quem sabe, sabe.
Doença sen culpados
A face de Kátia nem tão oculta
A maior bancada setorial do Congresso, a dos ruralistas, está atuando como um partido político desde a chegada da senadora Katia Abreu (DEM-TO) à presidência da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
A entidade está mobilizada, no momento, com o objetivo de fragilizar a legislação ambiental brasileira, com a elaboração de leis estaduais mais brandas. O primeiro assalto ocorreu em Santa Catarina, com a adoção de uma lei local. O passo seguinte será fazer o mesmo com a legislação federal sobre reforma agrária. Os ruralistas querem que os estados passem a produzir leis locais sobre o direito à propriedade.
Está bem informado, o colunista Ilimar Franco. Muito bem informado.
No Sul do Pará, como exemplo, será iniciada campanha junto aos pecuaristas para arrecadação de fundos destinados a financiar trabalho jurídico -, e de mobilização dos congressistas ligados ao agronegócio, com finalidade de alterar muita pontos da legislação ambiental e do curso da Reforma Agrária.
Perfeita hipocrisia
Só faltou revelar na canalhice de seu depoimento que os prepostos dos madeireiros são os idealizadores de grande parte das invasões, para a compra das espécies comercializadas no mercado negro, e que 60% dos fornos levantados em todo o Pará são financiados pelo dinheiro das serrarias.
Esse caratonha, vez em quando aparece com o repetido discurso de jogar a responsabilidade no setor siderúrgico de Marabá, pela destruição da Amazônia - vendendo a falsa imagem de inocência dos seus financiadores eleitorais – à frente Sidney Rosas, de quem Adnan se concebe ventríloquo padrão, fiel e afilhado.
Demacki espalha um papo de que ele e seus patrocinadores estão empenhados em programas de combate ao desmatamento, cinicamente batizado de “Município Verde”, como se o agronegócio de Paragominas, plantando soja e outras culturas paralelas, caminhasse verdadeiramente no caminho de investir no reflorestamento.
“Município Verde.... de vergonha”, faltou ele completar, por estar sempre incluído na lista daqueles que mais depredam a natureza, no Pará.
Ele deveria contar, na oportuna entrevista ao Brasiliense, que seu grupo político do Nordeste do Estado – do qual faz parte o sisudo Carlos Xavier, todo-poderoso e sempre único presidente da Faepa – ajuda a financiar os movimentos de Kátia Abreu na luta para alterar, no Congresso Nacional, a legislação ambiental, com objetivo de restabelecer o status quo de antes, e, com isso, fazer valer, outra vez, o barulho impune, e criminoso, dos motosserras.
domingo, maio 03, 2009
A que tinha tudo na vida
Mas o fato ocorreu no fórum de Marabá, contada por um juiz.
15 anos, viciada em cocaína. Nos braços, as marcas. Foi presa dentro de casa mesmo, dando a maior alteração, agredindo todo mundo. Destino: uma sala qualquer de uma delegacia de polícia, enquanto se arranja uma escola de recuperação só para menores.
Marabá não tem essas coisas.
- Doutor, ela sempre teve do bom e do melhor, estudou nas melhores escolas de Teresina, foi expulsa de todas – antes de fugir pra Marabá.
- Escolas de freiras. Internada. Quem é que disse que eu queria ser internada? Eu queria ficar em casa.
- Ela sempre teve toda assistência. Tudo o que eu fiz foi para o seu bem.
- Que nada, doutor, há seis anos que eu não vivo com a minha mãe.
O juiz assistia ao filme que via de vez em quando. Outros personagens, outras histórias, mas com um enredo repetidamente igual. Tentava entender melhor as coisas para dar uma solucao ao caso, coisa muito difícil de fazer. Não era fácil decidir o que era melhor, e para quem.
A mãe, assistente social, morava em Macapá. A menina, que sempre teve tudo de bom do melhor, morava em Marabá com o pai, inválido. De vez em quando aparecia o “tio fascista”, irmão da mãe, para ver se eles estavam precisando de alguma coisa. E de vez em quando aparecia também a mãe, pra ver. Como dessa vez. Estava ali, vendo.
Entra o tio.
- Ela é rebelde, doutor. Não respeita autoridade nenhum. Não respeita a autoridade da família, do Estado, da polícia, nada.
- Deixa de falar idiotice. Você não entende nada, só quer saber de política, você é um merda.
- Olha aí, doutor, não disse?
- Bem, o que a gente faz com a menina? – pergunta o juiz.
- Não sei, doutor, já fiz tudo que poderia fazer. Agora é o senhor quem decide – diz a mãe, mecanicamente.
A menina chorando e chorando.
- Eu quero ir pra casa. Vocês não entendem? Eu tenho condições de me recuperar em casa, é só vocês entenderem, dar tempo ao tempo. Eu preciso ir pra casa.
- Mas em casa ela não tem condições de se recuperar – diz o tio.
A mãe concordou.
- Já tentaram internar em clínica? – pergunta o juiz.
- Não adianta, já fui internada duas vezes e não adianta nada. Não é possível que vocês não entendam que nada disso adianta. O que eu quero é ir pra casa. O culpado disso tudo e esse desgraçado – e aponta para tio, que ficou vermelho de raiva e chegou a levantar a mão para espancá-la, no que foi impedido pelo juiz. Não cruzo com ele e nem ele comigo. E faz de tudo para atazanar a mina vida. Eu estava numa boa, em casa, e não picava há uma pá de tempo. De repente, ele chega e tumultua tudo. Não tem uma vez que ele vai lá em casa e não pinta uma briga, uma confusão. Diz que eu não quero nada com a vida, me xinga, me agride. Aí, me piquei, piquei mesmo. E ele me entregou. Vê se pode, me entregou pra polícia.
O destino da menina acabou sendo mesmo a clinica de recuperação. Naquele dia, teve de ser encaminhada a uma sala de delegacia. No dia seguinte, a mãe teria que passar no juizado com o nome de clinica escolhida, a terceira da vida da menina.
Antes de sair, ela se virou para o amigo do juiz que assistiu a tudo e fez um pedido, com o gesto natural d quem pede amor.
- Escuta, você me faz uma visita?
Carecendo de exatidão
Quatro décadas atrás, ao nos deliciar com Notícia de Jornal, uma de suas obras-prima, denunciando a invasão de privacidade por parte da imprensa e os efeitos danosos que causa às relações humanas, Chico Buarque já alertava sobre a falta de ética de alguns setores da imprensa quando o objetivo único é a venda do exemplar.
Principalmente nas páginas policiais, “a dor da gente não sai no jornal”.
Tentou contra a existência
Num humilde barracão
Joana de tal
Por causa de um tal João
Depois de medicada
Retirou-se pro seu lar
Aí, a notícia carece de exatidão
O lar não mais existe
Ninguém volta ao que acabou
Joana é mais
Uma mulata triste que errou.
Errou na dose, errou no amor
Joana errou de João
Ninguém notou
Ninguém morou
Na dor que era o seu mal
A dor da gente não sai no jornal.
