sábado, novembro 17, 2007

Identidade revelada

A chamada Liga dos Camponeses Pobres, supostamente treinada por remanescentes do Sendero Luminoso, apresenta-se. O site que fala pelo movimento conta detalhes do dia em que os 22 mil hectares da Fazenda Forkilha, de Jairo Andrade, em Santa Maria das Barreiras, “foi definitivamente tomada por camponeses pobres”.

A alegria contagiava a todos. Aqueles calejados e honrados camponeses sentiam naquela hora que estavam construindo a história, tinham tomado o destino nas próprias mãos. As canções de luta Conquistar a Terra e O Risco foram entoadas com entusiasmo; ecoaram as palavras de ordem: “Conquistar a terra! Destruir o latifúndio! Viva a revolução agrária!”

Querem saber mais? Aqui.
Nota do blog: grafia azul é do próprio site.

Futuro incerto

Até o final de 2008, duas novas empresas devem ingressar no competitivo mercado de vergalhões, dominado pelos pesos-pesados Gerdau, Belgo-Mineira e Votorantim. A idéia, segundo o bloger ouviu de um executivo em Marabá, é disputar espaço nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

Formada pelos grupos Sidepar (guseira do DI de Marabá dos irmãos Valadares Gontijo que possuem a concessão de privatização de rodovias no Sudeste do país), Toctao (goiana de construção civil), Ferroeste (produtor de gusa de Minas Gerais controlada por Ricardo Nascimento), e o fabricante espanhol de vergalhões Amon -, a Siderúrgica do Planalto, no município de Nova Glória (a 200 quilômetros de Goiânia) terá capacidade de produzir 800 mil toneladas de aços longos, fabricados a partir de sucata. Investimentos da ordem de US$ 300 milhões contando ainda com benefícios fiscais do governo goiano.

Em Marabá, a Sinobrás, ex- Simara (produzirá 300 mil toneladas anuais de laminados, com investimento de US$ 200 milhões) é controlada pela siderúrgica Aço Cearense, com sede em Fortaleza, vendedora de chapas, vergalhões e perfis na região Nordeste.

Sinobrás e Planalto vão percorrer caminhos sinuosos e movediços. As vendas de vergalhões patinam em cerca de dois milhões de toneladas anuais -, disputadas a tapa por Gerdau, Belgo e Votorantim. Três poderosos grupos que vem segurando seus projetos de expansão diante da retração do setor.

O executivo conta ao poster que a aposta maior das suas empresas, em fase de implantação, é adotar política agressiva de preços para colocar as marcas no mercado. Só que ele, particularmente, com larga experiência na atividade, não acredita muito na estratégia. “Simples explicar: é muito produto num cenário onde o mercado não tem goela suficiente para consumir toda a produção disponível”.

Quem tem mais condições de conquistar fatias do mercado, pergunta o blog. De pronto, a resposta:
- Com o foco de conquistar o mercado do Nordeste, a Sinobrás terá pela frente a gigante Gerdau. Briga nada fácil. Por outro lado, alguns acionistas da Planalto visam o lucro imediato e já provaram que são poucos ligados em seus negócios. É o caso da Ferroreste que fechou uma siderúrgica que tinha em Minas.

Discreta provocação

Para os poetas do Sul do Pará vale a pena ficar tão somente espalhando poesia pelos jornais, ou seria mais interessante grupar todas as suas obras em livros? A criação de uma cooperativa cultural, com a devida sustentação econômica, reunindo poetas, escritores, compositores musicais e artistas plásticos, para editar e divulgar suas obras regionais, não seria uma alternativa interessante para se discutir com o secretário Estadual de Cultura?

Comentários, por favor!

Cotidiano

Faz cansaço esse personagem gigante, usando farda, grandes botas negras de solas volumosas a esmagar lentamente os ossos do corpo. Pesadamente. Sadicamente. Pisoteando cada parte. A boca, escancarada, cheia de prazer; e os olhos secos, que mais parecem de vidro.

“Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às 6 horas da manhã...”

Não “interviu”, viu?!

Não foi erro de teclado, nem grafia equivocadamente escrita. Puro grosseiro erro gramatical. Na dúvida, é sempre bom consultar o dicionário antes de postar a nota.
Do jeito que foi escrito, não é legal, sinceramente.

Dói na alma a expressão “policia interviu a tempo de evitar o assalto”.

Não existe interviu. A terceira pessoa do passado do verbo intervir é interveio. Isso porque esse verbo deriva de vir. Logo, se alguém diz “ele veio”; você tem de dizer ele interveio; eu venho, eu intervenho; eles vieram, eles intervieram; se eu vier, se eu intervier...

Simples, não?

Reflexões de Simon

Senador Pedro Simon (PMDB-RS), com seu estilo gaúcho reto de defender a honestidade dos políticos, nos presenteia com um texto delicioso no qual narra a sem-vergonhice do Congresso Nacional.

Para refletir com o Senador
Quando ingressei na vida pública, há cinco décadas, eu apertei o botão de subida do elevador da política, no seu sentido mais puro.

E ele subiu.

Parou em muitos andares.

Abriu e fechou.

Muitas vezes, parecia que as portas emperravam, presas a grades e a paus-de-arara.

Mas, mesmo assim, abriam-se, com o esforço de todos os passageiros.

Havia uma voz, que anunciava cada etapa dessa nossa subida, na busca do destino almejado por todos nós. "Liberdade", "democracia", "anistia", "diretas-já".

Não era uma voz interna.

Ela vinha das ruas, e ecoava de fora para dentro.

Vi gente descer e subir, em cada um dos andares deste edifício político.

Comigo, subiram Ulysses, Tancredo, Teotônio.

Já nos primeiros andares, vieram Covas, Darcy.

Mais um ou outro andar, Lula, Dirceu, Suplicy.

Outros mais, Marina, Heloísa.

De repente, o elevador parou entre dois andares.

Alguém mexeu, indevidamente, no painel.

Parece que alguns resolveram descer e fizeram mau uso do botão de emergência.

O Covas, o Darcy, o Ulysses, o Tancredo, o Teotônio já haviam chegado a seus destinos.

Sentimos, então, uma sensação de insegurança e de falta de referências.

Apesar dos brados da Heloísa, parecia que nada poderia impedir a nossa queda livre.

A cada andar, uma outra voz, agora de dentro para fora, anunciava, num ritmo rápido e seqüencial:"PC", "Orçamento", "Banestado", "Mensalão", "Sanguessugas", "Navalha", "Xeque-Mate".

Alguns nomes, eu nem consegui decifrar, tamanha a velocidade da descida.

E o elevador não parava.

Nenhuma porta se abria.

Haveria o térreo, de onde poderíamos, de novo, ganhar as ruas.

É que imaginávamos que seria o fundo do poço do elevador da política.

Qual o quê, não sabíamos que o nosso edifício tinha, ainda, tantos, e tão profundos, subsolos.

Daí, a sensação, cada vez mais contundente, de que o baque seria ainda maior.

Quantos seriam os subsolos?

Até que profundezas suportaríamos nessa queda livre?

Mais uma vez de repente, o elevador parou, subitamente.

Uma fresta, uma sala, uma discussão acalorada.

Troca de insultos.

Uma reunião da Comissão de Ética da Torre Principal do Edifício.

O Síndico teria pago suas contas pessoais com o dinheiro do Condomínio, através do funcionário do lobby de um outro edifício.

E, por isso, teria, também, deixado de pagar pelos serviços de manutenção do elevador.

Mais do que isso, o zelador também não havia recebido o seu sagrado salário, para o pão, o leite, a saúde e a educação da família.

Idem o segurança.

Mas, havia algo estranho naquela reunião:os representantes dos condôminos, talvez por medo de outros sustos semelhantes, em outros solavancos do elevador, defendiam, solenemente, o Síndico.

Ninguém estava interessado em avaliar a veracidade das suas informações.

Nem mesmo as contas do Condomínio.

Queriam imputar culpa ao zelador e ao segurança.

Ou, quem sabe, teria o tal Síndico informações comprometedoras, gravadas nos corredores soturnos do edifício, a provocar tamanha ânsia solidária?

Não se sabe, mas, tudo indica, isso jamais será investigado, enquanto vigorar a atual Convenção de Condomínio.

Há que se rever, portanto, essa Convenção.

Há que se consertar esse elevador.

Há que se escolher um novo ascensorista.

Há que se eleger um novo síndico.

Há que se alcançar o andar da ética.

A voz das ruas tem que ecoar, mais alto, nos corredores deste edifício.

A voz de dentro, parece, insiste em continuar violando os painéis de controle.

Até que não haja, mais, subsolos.

E, aí, o tal baque poderá ser irreversível.

Não haverá salas de comissões de ética.

Porque não haverá, mais, ética.

Quem sabe, nem mesmo, edifício.

Chorinhos & chorões

Tens vocação para aprender tocar um instrumento? Que tal um clarinete?
Provavelmente haverá em Marabá uma oficina de clarinete ministrada pelo maestro Jacob Furtado Cantão (Banda Sinfônica do Conservatório Carlos Gomes/Belém).
Se houver demanda de interessados no curso, num levantamento a ser feito na Escola de Música “Moisés Araújo”, na Fundação do bairro Amapá e no Centro de Formação “Cine Marrocos” -, a oficina será ofertada no próximo ano.
O blog ficará antenado para fornecer as informações.

Olhando as crianças

Finalmente, Marabá terá seu Espaço de Acolhimento Provisório num moderno prédio orçado em R$ 500 mil. Projeto arquitetônico da edificação foi apresentado a dois representantes da CVRD – Companhia Vale do Rio Doce (Afonso Melo e José Carlos) – com um pedido de adição de recurso da ordem de R$ 200 mil. Aquela empresa já disponibilizou o equivalente a R$ 100 mil para a obra.
Dormitórios e banheiros separados por sexo e idade; vasos sanitários especiais para crianças; berçários e ampla área de lazer, são alguns dos espaços a serem oferecidos pelo projeto. Atualmente, a casa alugada para abrigar menores de rua, embora tenha sido adaptada, não dispõe de espaço suficiente para tantas divisões e aumento do contingente de internos, que passou de 12 para a média de 36.
Segundo a Assessoria de Comunicação da prefeitura de Marabá, os menores recolhidos ao abrigo têm origem diversificada. Alguns são vítimas de abuso e exploração sexual; outros têm origem em maus-tratos, abandono e ainda existem aqueles oriundos de outros municípios cujos pais ou responsáveis não são encontrados.

Mostra de Corais

Como já vem ocorrendo há alguns anos, a Catedral Metropolitana de Belém e a Schola Cantorum, promoverão dia 22 de novembro, na Igreja do Carmo, às 19h00, com entrada franca, a IX Mostra de Corais “Santa Cecília”

A par da realização do evento, serão ministrados dois cursos direcionados às Paróquias da Arquidiocese: Cantando a Missa e Tempo do Advento e Tempo do Natal: Perguntas e Respostas, pelo maestro João Bosco da Silva Castro; Técnica para Arranjo Musical, pelo pianista André Gaby, nos dias 19, 20 e 21 de novembro, das 19h00 às 22h00 no Colégio do Carmo, com oferta de 50 vagas, gratuitamente, obedecida a ordem de chegada das inscrições.
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Contatos: (91)
Eduardo Nascimento - 88077282
João Guilherme - 91149078
Leonice França - 99886735

sexta-feira, novembro 16, 2007

Com que roupa?

É de um cinismo sem limites o discurso das principais autoridades ambientais, radicadas em Brasília, quando se danam a falar das “providências” para combater o desrespeito a Piracema, alardeando mundos e fundos. Fazendo pose. Fazendo que fazem de tudo, menos cumprir o que dizem.

O Ibama de Marabá, por exemplo, semana passada estava com seus telefones fixos cortados. Certamente, não por excesso de pagamento das contas de consumo.

O blog tem batido na necessidade do órgão fiscalizar o período de Defeso implantando uma base fixa no Lago de Tucuruí, área onde se registra atualmente o maior número de casos de pesca predatória, mas pelas informações de técnicos radicado em Belém o núcleo do instituto de Marabá teria reduzidos recursos para fazer pelo menos a fiscalização eventual.

Dia desses o poster registrou sua confiança na determinação do jovem gerente do Ibama, Léo Bento, caso o governo lhe oferecesse estrutura para trabalhar.

Pelo andar da carruagem, teremos mais um ano de glória dos predadores a povoar o lago com suas imensas redes, estimulados pelo dinheiro fácil dos grandes atravessadores de comercialização do pescado.

Se a presidência do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente não destinar verba suficiente para a implantação de um grande barco ancorado no centro do reservatório da barragem inteiramente estruturado para atender as necessidades imediatas dos agentes, nenhuma ação surtirá efeito prático.

Chamem o Padre

Post de Franssinete Florenzano mostra por que grande número das crianças de 12 a 13 anos ao invés de portarem livros debaixo dos braços, usam o trabuco de última geração. E saem por aí matando jovens e adultos sem nenhum remorso.
Essa espírito do Mal deixado pelos tucanos levará décadas para ser exorcizado.

Cheiro de poder

A militância do PT no sudeste está em guerra. Com a proximidade de 2 de dezembro as diversas facções travam luta para convencimento de delegados em favor deste ou daquele apadrinhado. O PDE (Processo Direto de Eleição) deste ano será um dos mais disputados. A DS quer compensar os anos em que a farinha encharcada no seu saco tinha pouca preferência.

Caveira na Baía

Difícil entender o que impede o governo de tomar uma decisão prática para resolver o problema do transporte fluvial para a Ilha do Marajó. Pelo que diz o Repórter 70, a bronca é bem mais funda do que se imagina ao atravessar as barrentas águas da Baía.

Parceria oculta

Sempre que os fatos permitem, o blog tem registrado o desempenho corajoso do diretor de Polícia Civil de Interior, Miguel Cunha, em suas intervenções no Sul e Sudeste do Pará. As notas positivas se justificam em função da comprovada atuação séria do delegado e seu desejo de combater com eficiência a criminalidade no interior.

Hoje de manhã, pela primeira vez o poster manteve contato com o policial buscando inteirar-se da agenda do órgão para a região, oportunidade em que Cunha comunicou já ter planejado, em duas ocasiões, operações na fronteira do Pará com o Tocantins a partir de notas publicadas neste espaço e na coluna do Diário do Pará, assinada por este jornalista. Com um detalhe: a procedência do conteúdo das notas levou a polícia a operar com sucesso suas investidas, prendendo alguns perigosos bandidos.

Reação pesada

A preocupação de Miguel Cunha é dotar Marabá de infra-estrutura para o atendimento da área de segurança pelos próximos dez anos. “ É de Marabá que se irradia tudo na região, portanto, se faz necessário manter no município uma base de amplo espectro capaz de dar respostas imediatas no combate ao banditismo em um raio de 500 km ao seu entorno”, diz.
Miguel Cunha mostra-se otimista com a possibilidade desse projeto ser implantado baseado na determinação política de Ana Julia e na orientação que vem recebendo de seus superiores.
Não será surpresa para o blog se novos fatos ocorrerem nas próximas horas na região.

Entre gritos & urros

Logo o Reduto?!
É ali onde mora a família do poster e essa novidade, juramos, não sabíamos.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Como nos velhos tempos

Ana Júlia madrugou em Santarém nesta quarta-feira. No mercado principal, às 6h30 subiu numa cadeira e falou como gosta aos feirantes, pegando muita gente de surpresa. Agradou em cheio.

Temporários

Começa agora às 11 horas reunião dos secretários Charles Alcântara e Cláudio Puty com o Ministério Público do Trabalho. Objetivo: tentar estender até janeiro de 2009 inicio do processo de demissões dos temporários. O governo está otimista quanto a possibilidade de obter a extensão do prazo.

Sem barreiras

Se depender do presidente interino do Senado, Tião Viana (PT), o projeto do senador Leomar Quintanila (PMDB-TO) propondo realização de plebiscitos para a criação do Estado do Carajás, será incluído na ordem do dia sem problemas.

Diabruras parlamentares

Desde quando assumiu a presidência da Câmara de Marabá, o vereador Miguelito Gomes (PP) decidiu depositar mensalmente numa conta especial R$ 120 mil como reserva técnica para viabilizar a construção do prédio da Câmara. Chegou a fazer um gordo caixa que só não aumentou mais em razão de uma até agora não explicada redução do valor mensal do depósito de R$ 120 para R$ 50 mil, decisão que teria sido tomada há dois meses -, depois de uma reunião conflituosa de um grupo de seis vereadores com o presidente do legislativo.

Durante o encontro, revela segura fonte da prefeitura de Marabá, Miguelito Gomes teria sofrido todo tipo de pressão para suspender em definitivo o depósito mensal do valor que vinha efetuando. Bate boca, ameaças veladas e explícitas de toda ordem teriam marcado a dura reunião no gabinete da presidência. A exigência dos seis vereadores – cujos nomes o blog ficou de receber nas próximas horas -, era para que Miguelito deixasse de lado a construção do prédio e destinasse a grana em ajuda de custo.

Consta que a mesa diretora voltou a depositar, este mes, valor maior na conta especial, em torno de R$ 100 mil.

Vista de Brasília

A crise do setor florestal paraense será discutida logo mais em Brasilia durante encontro do presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa, deputado João Salame, e o desembargador federal Daniel Paes Ribeiro, do Tribunal Regional Federal. O parlamentar confia numa solução para o impasse.

Saúde no banco dos réus

Está sendo aguardada até sexta-feira decisão do Tribunal de Justiça do Estado acerca da inspeção e fiscalização da carne bovina comercializada em Marabá, suspensas por decisão da juíza Maria Aldecy Pissolati.
Segundo a juíza, a carne deve ser vendida sem inspeção, obedecendo ao costume da população, não devendo essa prática ser suspensa abruptamente como desejam os órgãos de inspeção/fiscalização.
A decisão contrariou o serviço de inspeção e o Ministério Público do Estado que também, a exemplo da Prefeitura, entrou com ação no sentido de revogar a decisão de Maria Pissolati.
Enquanto a saúde do povo depende da decisão de juízes, a população continua consumindo carne contaminada por doenças de diversas cores e efeitos.

Fonte: Ascom

Casa da Cultura, nosso orgulho

Um patrimônio do Sul do Pará está aniversariando hoje, 14: a Fundação Casa da Cultura de Marabá, comemorando 23 anos como referencial das diversas manifestações e traços culturais da região do Araguaia-Tocantins, destacando-se pela preocupação em preservar os valores culturais regionais.

Para a compreensão da importância da Fundação Casa da Cultura é necessário também entender o desenvolvimento histórico e social da região, passando pela sua localização geográfica e importância estratégica. Desde seu início, Marabá foi marcada pelas levas de migrantes em busca do diamante, do cristal, da castanha, do ouro, do ferro, da madeira, do cobre e tantos outros exemplos de extrativismo. A busca de um lugar ao sol, trouxe para cá grande número de famílias de todas as regiões do Brasil. Cada uma trazendo consigo os seus usos e traços culturais. Marika Gidali, do Ballet Stagium, foi perfeita em afirmar que Marabá era um enorme caldeirão fervente, e que um dia explodiria em flores!

A Fundação é constituída pelos departamentos de Patrimônio Histórico, Departamento de Bibliotecas, Museu Municipal, Escola de Música, Administração e Difusão Cultural.

Noé von Atzingen, idealizador, construtor e presidente da FCC, agendou uma programação simples para comemorar a data, reunindo funcionários do órgão e convidados em torno de um café da manhã. Júlia Lino, coordenadora da Escola de Música "Moisés Araújo" que funciona na Fundação, pretende incluir na programação a entrega de novos instrumentos musicais doados pela CVRD, além de uma apresentação especial dos alunos.

Fã incondicional da Fundação, o poster abraça o Noé e demais servidores.

terça-feira, novembro 13, 2007

Judiciário sob olhar cruel

Professor titular de Direito Constitucional e de Direito Processual Civil do Mackenzie, instituição da qual já foi reitor, Cláudio Lembro, ex-governador de Sao Paulo, acaba de publicar no Terra Gagazine artigo sobre o Judiciário brasileiro, visto por ele como parcial e tocado pelo sabor das conveniências políticas.
Dada a coragem da análise, polêmicas à vista.
O blog publica a íntegra de “Reflexões sobre o novo Judiciário”:


Reflexão sobre o novo Judiciário
Uma indagação sempre atormentou os pensadores. A busca do melhor governo: o governo dos homens ou o governo das leis. Este tema, presente na Antigüidade, varou os tempos modernos.


Com a vitória das revoluções burguesas, ocorreu uma nítida opção. O governo das leis definiu-se como o mais apto a garantir os direitos das pessoas, na forma proclamada pelas solenes declarações do Século XVIII.

À opção delineada, somou-se uma exigência: a divisão de poderes. Ou seja, a presença de esferas autônomas de atuação dos diversos segmentos que formam o poder estatal.

Desde então, preservou-se a presença do Executivo, Legislativo e Judiciário em todas as fórmulas idealizadas para a organização do Poder.

Recorda-se: a Constituição americana mostra-se pioneira ao acolher enfaticamente a separação de poderes em seu texto.

Em momento posterior, com o surgimento das Cortes Constitucionais no cenário europeu e em face da evolução da jurisprudência da Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos, a situação começou a se alterar.

A partir desta nova realidade, os Tribunais Constitucionais e a Suprema Corte passaram a se constituir em guardiães da Constituição. Este fenômeno promoveu a expansão da presença da função jurisdicional no espaço do Estado.

O Judiciário já não se mantinha como um poder neutro. Mero aplicador da lei a casos concretos submetidos a sua consideração. Foi além. Tomou os textos legais e os analisou de conformidade com o momento do julgamento.

Procurou, assim, mediante trabalho de interpretação, algumas vezes, um aggiornaménto da lei e, em outras ocasiões, conceber norma aplicável a determinados casos, afastando reservas legais.

Esta nova atuação do Judiciário apresenta-se inovadora no cenário público nativo. Não é assim, no entanto, em outras realidades. Mas, em qualquer geografia, o tema merece reflexão e análise.

Como conseqüência de uma série de decisões, a presença soberana do Judiciário estende-se como os tentáculos de um Leviatã. Fala-se na falência dos partidos políticos e na fragilidade moral dos administradores públicos.

São realidades presentes em todas as partes, no exterior e aqui. O dramático, no entanto, é a percepção da transformação do Poder Judiciário tradicional em jacobino dos tempos contemporâneos.

Tornaram-se as cortes superiores agentes do controle político. Outras vezes, legisladoras onipresentes a exigir sempre maiores atribuições. Já não se atêm a uma atividade simplesmente neutra.

Compreende-se as causas desta situação. São nítidas e expressivas. Preocupa, porém, o esfacelamento do clássico Estado de Direito. Na arquitetura do sistema de poderes, já não se encontram os tradicionais freios e contrapesos.

Um Poder, o Judiciário, avança sobre os demais e, na condição de guardião da Constituição, elabora normas de conformidade com as exigências circunstanciais e assume a posição de paladino das virtudes.

Surge uma jurisidição-dirigente e, com ela, verifica-se a politização da jurisprudência, sob o fundamento de uma efetiva integração da norma constitucional, compreendida como ordenamento objetivo de valores.

No Brasil, a convivência do controle constitucional concentrado e do difuso pode agravar as práticas ora restritas apenas às Cortes Superiores, particularmente Supremo Tribunal Federal e Tribunal Superior Eleitoral.

Os juízes singulares podem acompanhar a visão dos Tribunais. Aí será a vitória plena da jurisprudência dos interesses. Se conhecerá, em passo sucessivo, a teoria do agir e a plenitude do movimento do direito livre.

As últimas decisões do Supremo Tribunal Federal, no concernente à fidelidade partidária e ao direito de greve, convenientes em seu conteúdo, levam a preocupações futuras.

Até onde irá a atividade jurisdicional em seus novos parâmetros? Esta nova forma de atuar conduz a uma instabilidade jurídica. Essa filosofia pode tornar a norma consentânea com as mutações sociais. Avança, porém, sobre visões consolidadas.

O bom senso apresenta-se como apanágio de nossa tradição política e social. Prevalecerá. O progresso de uma indesejável politização da atividade jurisdicional conhecerá limites.

Nem vermelha a cara fica

No meio do cento duas ou três laranjas ruins apodrecem o resto. A frase, vez por outra, é dita pelos mais antigos. E ela vem a propósito de post da Franssinete Florenzano contando sobre o projeto de retomada de 90 dias de recesso parlamentar, de autoria de Alessandro Novelino, o deputado gazeteiro que quando vai a AL é para apresentar proposta de tamanha sem-vergonhice.

Sim, por quê?”

Sob título Perguntar não ofende, Francisco Rocha Junior faz intrigante perguntinha no Flanar.

Cangaço provoca Câmara Federal

As invasões de propriedades no Sul do Pará por grupos encapuzados portando armas serão investigadas pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, requerida pelo barulhento deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). No dia dos debates, 22 de novembro, ele quer a presença do ministro da Justiça, Tasso Genro.

Farinha do mesmo saco

Quando estudantes e membros de um Conselho Tutelar apoderam-se da violência para impedir o trabalho jornalístico de profissionais do setor, os princípios de civilidade foram pro poço há tempos. Não tem nem como diferenciar esse tipo de agressor com os bandidos, malfeitores e chefes de organizações diariamente a promoverem o terror no seio das comunidades. São todos iguais.

Asfalto para todos

Quando desembarcar às 17 horas desta terça-feira em Santarém, a governadora Ana Julia pretende inaugurar uma nova fase do programa de asfaltamento de ruas que durante o governo tucano beneficiava exclusivamente prefeituras da base aliada. Promete a Chefa do Estado acabar com o uso político do empreendimento.
Santarém, Juriti, Oriximiná e Óbidos são os primeiros municípios do Oeste a serem beneficiados com os convênios do “ Asfalto nos Bairros”.

Patente equilibrista

Corre que nem fogo em capim seco durante mês de agosto, entre os oficiais da corporação, o zum-zum-zum da saída em janeiro do coronel Luiz Cláudio Ruffeil do comando da Polícia Militar. Prometem soltar foguetes nos quatro cantos do Estado, mas pedem encarecidamente à população não confundir a comemoração com o gesto consagrado dos bandidos cariocas que queimam fogos quando a polícia sobe os morros.

Nas ondas do Rádio

De Altamira, no final da tarde de ontem, fonte do blog informava que a presença do deputado Wandenkolk Gonçalves (PSDB) num programa matinal de entrevistas reuniu a cidade em torno de receptores de rádio. Sabatinado, o parlamentar explicou tin tin por tin tin a centralização em Belém, Ananindeua e Santarém de 90% do total de recursos de emendas ao PPA proposto pela bancada federal no Pará no Congresso Nacional.
Depois da longa entrevista, Wandenkolk seguiu direto de Atamira para ,a tempo ainda de participar da reunião de bancada que à noite definiria o destino final das emendas.

Para o mundo não parar

Até 2050, 1,5 milhão de pessoas a mais entrarão no mercado de consumo. Para atender tanta gente, faz-se necessário dobrar a oferta de energia no planeta. Anúncio foi feito durante o Congresso Mundial de Energia, realizado em Roma.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Instrumento de pacificação

Apesar do enorme avanço da Lei 11.284, que dispõe sobre a gestão de florestas públicas para a produção sustentável, a mesma não tratou diretamente de um dos grandes problemas sociais na região da Amazônia Legal que é a ocupação irregular de terras públicas por pessoas físicas. Diversos pequenos e médios produtores rurais são ocupantes de terras públicas da União, de forma mansa e pacífica, há vários anos. Políticas públicas federais geraram uma série de situações ou títulos precários, tais como: simples posses; ocupantes sem documentos de ocupação, com processos formalizados no Incra; Licenças de ocupações; Autorizações de ocupações; Contratos de Promessa de Compra e Venda de Terras Públicas Federais; Contratos de Alienação de Terras Públicas, entre outros.

Há casos em São Félix do Xingu, Tucumã, Ourilândia do Norte, Água Azul, Brejo Grande, São Domingos, São Geraldo e em muitos outros municípios do Sul do Pará de pequenos donos de imóveis de até 2.500 hectares que chegaram em suas atuais propriedades por volta dos anos 70, incentivados pelo próprio governo federal, e que correm risco de perdê-las.

Atualmente a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, restringe a alienação de terras públicas federais, de modo oneroso e preferencial, apenas aos possuidores ou ocupantes de terras públicas federais de até 500 hectares, o que deixa milhares de detentores de terras de boa-fé fora do alcance do benefício legal.

Projeto de lei do deputado Asdrúbal Bentes pode minimizar esse grave problema social decorrente das ocupações irregulares, bem como coibirá o processo de grilagem de terras na região. Pela proposta, o limite objeto da alienação indicado é de 15 módulos fiscais, ou seja, o mesmo que define o limite máximo da média propriedade. A proposta deverá beneficiar em torno de 98% dos possuídores de terras públicas federais, ou seja, exclusivamente as pequenas e médias propriedades da região. Trata-se de aprimoramento dos instrumentos de regularização fundiária, que há muito tempo estavam esquecidos.

Chega atrasada, a proposta. Mas ainda a tempo de corrigir injustiças.

Desassossego geral

O fechamento da Estrada do Rio Preto, ligando Marabá à rica região produtora agrícola e de gado do município, e por onde trafegam diariamente caminhões da Buritirama transportando manganês, pode causar transtornos de toda ordem numa região já deflagrada por questões de ordem ambiental e conflitos agrários. A interdição da rodovia é um protesto de comerciantes, madeireiros e populares de diversas vilas, contra o fechamento , pelo Ibama, de quinze serrarias.
Está ficando cada vez mais difícil pacificar o Sul do Pará. A cada semana, um novo conflito.

Tocando fogo

O poster sempre combateu a realização dos famosos bingos públicos frequentemente promovidos por grupos de espertos “empresários” aventureiros a percorrer cidades do Sul do Pará. Protegida sob a esfarrapada justificativa de destinar parte do lucro da venda das cartelas a entidades filantrópicas, a atividade, ao que tudo indica, tem amparo legal em alguma brecha da legislação, mas na visão deste blogueiro ´a coisa´ é pura contravenção estimulada por alguns vendedores de veículos e motos -, e tacitamente permitida pelas autoridades policiais.
Vez por outra, em alguma cidade, os espertos promotores de bingos entram em fria em razão da forma desonesta com que realizam o sorteio das pedras do jogo, na maioria dos casos beneficiando algum malandro integrante da gang postado estrategicamente no meio da multidão com uma cartela à mão.
Na semana que passou, um exemplo disso ocorreu em Parauapebas, conforme relata Waldir Silva.

Irmãs siamesas

Franssinete Florenzano mostra que a situação de lá é igualzinha a de cá: cadeia destruída depois de rebelião; delegacias sem delegados e populares evitando botar os pés nas ruas com medo de serem vitimados.

Cruzando o Araguaia

Se for realmente agraciada em 2008 com verba de R$ 60milhões conforme prevê emenda ao PPA apresentada pelo deputado Giovanni Queiroz, a retomada de construção da ponte sobre o rio Araguaia, à altura de Palestina, permitirá que o tráfego de caminhões volte a ser feito em larga escala entre Marabá e Palestina, pela Transamazônica. O asfaltamento completa dessa rodovia, dentro de três anos, dobrará o movimento de veículos na região, desafogando a BR-153, entre São Geraldo e Marabá, utilizada hoje como principal opção dos condutores de máquinas pesadas.
Deveria ser encarada como prioridade para o desenvolvimento e integraçao do Pará com Maranhão e Tocantins.

domingo, novembro 11, 2007

Os talibãs de cá

Nada há de mais pernicioso e estranho ao mundo acadêmico que a ausência de liberdade de expressão, a negação do pluralismo ideológico, o impedimento do exercício da única força, aí, legitimamente admitida e insubstituível: a do argumento. Valores que, sob os regimes de exceção, são permanentemente desdenhados, censurados e combatidos.
Triste e temerário é presenciar, na atual conjuntura brasileira, depois de uma longa e histórica luta contra a ditadura militar, novamente a emergência de práticas políticas a ameaçar tais valores, e, o que é pior, agora movidas não por parte do Estado, mas por facções e grupos que, inconformados com as derrotas em espaços democráticos, tumultuam a normalidade da vida das instituições, investindo em sua desmoralização pública.
É isso o que está ocorrendo em muitas universidades públicas.


Trecho do oportuno e primoroso artigo de Alex Fiúza de Mello, Reitor da Universidade Federal do Pará, publicado à página A9-Cidades, neste domingo no Diário do Pará – não disponibilizado on line -, abordando a movimentação de grupos fascistas no dia a dia das universidades públicas.
Um chute nos bagos das gangs a infestar a UFPA com atos de terrorismo e atentados aos direitos sublimes da vida acadêmica.
Cada dia que lê entrevista ou artigo de Fiúza, este poster o tem como referência. Rara inteligência a serviço do conhecimento de nosso Estado.

Set indígena

Completando o furo do Mauro Bonna sobre a escolha de mais uma índia paraense para atuar como atriz num filme norte-americano, provavelmente a candidata deverá sair da reserva Mãe Maria, dos Gaviões, onde foram selecionadas 95% das mocinhas.

Xô, Sarney!

A blogueira amapaense Alcinéa Cavalcante pode ser considerada atualmente uma das maiores vítimas de perseguições do senador José Sarney (PMSB-AP). A caricatura acima é um dos motivos das inúmeras ações ajuizadas pelo político maranhense contra a corajosa jornalista, que esta semana conta um pouquinho da história no post a seguir reproduzido:

A caricatura "Xô Sarney", publicada ano passado em mais de 50 mil blogs do Brasil e do exterior, foi parar na telinha da Globo.
Ontem, no segundo episódio da série "O Sistema" o "Xô Sarney" apareceu quando um dos personagens fez uma referência ao ex-presidente da República e senador pelo Amapá.

Será que o Sarney vai processar a poderosa Globo por ter exibido a caricatura?Só pra lembrar: meu blog alcinea.zip.net e o da minha irmã alcilene.zip.net foram tirados do ar ano passado porque publicamos o "Xô Sarney".

Sarney, durante a campanha eleitoral, usando como advogado um funcionário concursado do Senado, moveu centenas de ações contra blogs, jornais e emissoras de rádio no Amapá.

Contra mim foram mais de 20 ações.Por causa as multas que devo, acrescidos os juros, ultrapassam um milhão e trezentos mil reais e meu nome está no Cadin. Mas Sarney não conseguiu realizar o sonho de calar a minha voz.

Em terras mocorongas

Três notas vampirizadas do Blog do Jeso:

1- Veja do colonizador
A edição n° 1 da revista Viapará, distribuída gratuitamente essa semana em vários prédios residenciais em Belém, não economizou balas e canhões à redivisão do estado.Começa pela matéria de capa: O Estado que não se divide.Traz ainda uma reportagem com a governadora Ana Júlia (PT) sob o título Estado unido é capital político. Até aí nada demais. O que impressiona mesmo é o apoio publicitário do governo Ana Júlia (PT) à revista. É farto e ostensivo. Viapará, segundo fonte do blog, será uma espécie de Veja, com linha editorial para manter o status-quo do colonizador.

2- Frase do Dia
Os estudos técnicos provaram que a hidrelétrica de Belo Monte será um desastre ecológico e econômico porque o rio paralisará as turbinas durante os meses de verão. (Edilberto Sena, padre e articulista do blog).

3- Barriga d'água
De Gilberto Sant'Anna, a versão caboca do Tutty Vasques:

- É, a coisa tá feia mesma na área da saúde em Santarém. Não estão diagnosticando mais nem gravidez por aqui. Eu, hein!

NB: A propósito da jovem santarena que deu à luz no interior de uma aeronave da GOL, declarando depois não saber que estava grávida.

Até tu?!

O blog ainda não tem detalhes de como está ocorrendo neste momento a convenção estadual do PSDB, na Assembléia Legislativa. Mas sabe que o ex-governador Simão Jatene fez cara feia ao tomar conhecimento de que entre os correligionários que estiveram esta semana conversando com Almir Gabriel, também fora alguém a quem ele, Jatene, pedira, sob o sabor da amizade de ambos, não fosse valorizar o beija-mão de seu mentor.

Escalpo social

Até Ele já fala o que o povo paraense diz há vários anos. Está no Radar de Veja desta semana:
- A Vale escalpela o Pará e dá pouco em troca. (Presidente Lula, ao registrar seu descontentamento com as prioridades de investimentos da Companhia Vale do Rio Doce)

Só que a revista, cumprindo seu papel elitista de defesa das grandes empresas, pouco se importando com o futuro dos paraenses, não deixa por menos. E sapeca:

Sem entrar no mérito sobre se a Vale escalpela ou não alguma região, o que Lula não pode esquecer é que o capitalismo exige, sim, investimentos externos de uma empresa globalizada. É esse o jogo.