sábado, outubro 23, 2010

Eclusas de Tucuruí

Pronto: o enchimento do canal intermediário está praticamente concluído e no início de novembro serão iniciados os testes de eclusagens, que consistem em encher, esvaziar e fazer a passagem de embarcações pelo canal, que liga as duas eclusas, viabilizando a navegação do Tocantins.

Após o término dos testes no canal e nos equipamentos da Eclusa 2, o sistema estará pronto para operar.


Na Eclusa 1, já foram iniciados os testes, que têm previsão de conclusão para o final de outubro.

Na Eclusa 2, ainda em fase de montagem dos equipamentos, a instalação da porta de mitra deve ocorrer também até o final deste mês.


Formado por duas eclusas e um canal intermediário alinhados em um eixo de navegação, o sistema permitirá cruzamentos e manobras de embarcações, tornando possível a operação totalmente independente das eclusas.

O Sistema de Transposição de Desnível da barragem de Tucuruí está situado na margem esquerda do rio Tocantins, à frente próximo da cidade. 

As duas Eclusas têm, cada uma, 210 metros de comprimento e 33 metros de largura.

Abaixo, em primeira mão, imagem da eclusa 1 e o canal intermediário praticamente no nível de 62 metros.
 Testes na obra iniciados, pra Lula inaugurar as eclusas em novembro.

sexta-feira, outubro 22, 2010

Agora vai

Dia 29, Serra ganhará, nas ruas, aliado potencialmente querido do povo brasileiro.

Day after

Esse o grande problema: os efeitos nefastos de quem passa 69 dias preso debaixo da terra.

A família é quem terá papel importante na recuperação desses corajosos e honrados senhores.

Desmontando a farsa

Brizola Neto vem analisando, desde ontem, as imagens da suposta agressão sofrida por José Serra, no Rio de Janeiro. A cada momento, certifica-se de grande armação dos tucanos.

Num dos posts, o blogueiro publica análise  de José Antonio Meira da Rocha, professor de Jornalismo Gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Educação Superior Norte-RS, mostrando não haver "elementos para qualquer conclusão como as apresentadas ontem no Jornal Nacional".

Festa para Ana

Ana Júlia será recebida com tapete vermelho, amanhã, quando adentrar as dependências da casa de eventos, "Casarão", para entregar as  Licenças de Instalação da Usina Siderúrgica Alpa, Porto e do Ramal Ferroviário da Alpa.

A entrega das três licenças ambientais acabará com inquietações quanto a continidade dos investimentos que a Vale destina ao empreendimento.

As obras de terraplenagem da área serão concluídas em dezembro.

Ato de entrega das licenças ocorrerá às 18 horas, com Ana Júlia recebendo justas manifestações do povo marabaense, pela luta que ela travou em Brasília e junto a Vale para viabilizar os investimentos na verticalização das riquezas minerais paraenses.

Facas afiadas

Não há mais nenhuma dúvida: a origem do chamado “Dossiê Receita Federal” veio à reboque da disputa entre José Serra e Aécio Neves, ambos decididos a acabar um com o outro, na briga pele controle do PSDB e disputa à Presidência da República.


Duas reportagens do jornal Hoje em Dia, de Minas Gerais, esclarecem a origem da safadeza.

Aqui e Aqui.

Cabeça inchada

Dos quatro institutos de pesquisa nacionais, somente o Sensus encontrou  (sabe-se lá, onde?) apenas cinco pontos de diferença pró-Dilma.

Os outros três detectaram  a candidata de Lula com média de 11%  à frente de José "Rojas" Serra.

O que deve ter atingido a cabeça do Serra, em verdade, não foi a bolinha de papel,  nem o objeto que “devia ter um meio quilo”, conforme palavras do próprio tucano, mas a distância cada vez maior mostrada pelas pesquisas que o separa de Dilma.
 

quinta-feira, outubro 21, 2010

"Mentira descarada"

Piadas sobre o objeto que atingiu a cabeça do candidato à Presidência José Serra (PSDB) na tarde de ontem no Rio de Janeiro entraram na lista dos assuntos mais comentados do Twitter em todo o mundo nesta quinta-feira. O caso gira em torno da briga que teria ocorrido ontem entre militantes do PSDB e do PT durante caminhada em Campo Grande, zona oeste da capital. Depois do incidente, Serra foi de helicóptero fazer uma tomografia no Hospital Samaritano, no bairro do Botafogo.



Serra foi ironizado devido a um vídeo do SBT que o mostra sendo atingido por uma bola de papel na cabeça. A reportagem não mostra se ocorreu outra agressão, que poderia ter levado o tucano a buscar atendimento médico.


O tucano então passou a ser comparado no microblog ao ex-goleiro da seleção chilena de futebol Roberto Rojas. Em 3 de setembro de 1989, durante uma partida entre Chile e Brasil no Maracanã, o chileno simulou que havia sido atingido por um sinalizador e se jogou no chão sangrando. Rojas, na verdade, havia cortado o próprio rosto com uma lâmina de barbear que escondia na luva. Mais tarde, foi banido do futebol pela FIFA devido ao incidente. A hashtag #serrarojas chegou a ser o tópico mais comentado no serviço de microblog em todo o mundo.



No Twitter, a hashtag #boladepapelfacts virou o assunto mais comentado no País e entrou na lista mundial. “Lembre-se. Ao ser atingido por uma bolinha de papel, tomografia e 24 horas de descanso”, postou o usuário Nemetscek. “Serra, o único ser humano que é avisado por telefone que está sentindo dor de cabeça”, disse o usuário Marvio Lucio, referindo-se ao fato de, na reportagem, Serra só aparecer com a mão na cabeça, após falar no celular.


“Serra mandou balas, bombas, gás de pimenta... nos professores. E se faz de vítima com uma BOLINHA DE PAPEL???”, postou o usuário Joao Westin Jr. O candidato comentou o incidente no seu microblog, “Muito obrigado a todos vocês que se preocuparam comigo. Estou bem, mas por recomendação médica tive que parar por 24hs”, disse Serra. Ele não especificou qual objeto o atingiu. (IG)

José "Rojas" Serra

O papo a seguir segue em sua integridade pelo valor inédito do conteúdo, registrado pelo irrequieto Paulo Henrique Amorim:


Nunca vi político sem amigos.  Só o Serra

Conversa com bom amigo que esteve na festa dos artistas para a Dilma, no Teatro Casagrande, no Rio.

- Como é que foi ?

- Emocionante !

- Qual a melhor frase da noite ?

- A do Chico ganha disparado: os tucanos falam fininho com Washington e grosso com a Bolívia.

- É verdade.

- É o melhor resumo da “política externa” do Fernando Henrique e seu filhote.

- E pega a Miriam Leitão, também, que queria invadir a Bolívia, te lembra ? Depois, a Venezuela ! Ela também fala grosso !

- Sim, claro !

- E o Boff ?

- Também foi uma bela frase: a esperança venceu o medo e a verdade vencerá a mentira !

- Isso dá um bom slogan para o João Santana.

- Claro, disse o bom amigo ! Isso ganha uma eleição.

- Você está confiante ?, pergunto.

- A boca do jacaré já abriu, companheiro.

- É, mas para mim, a melhor frase é a do Fernando Morais …

- Sim ! Belíssima ! Na testa do Serra ! Voto na Dilma porque conheço o Serra há trinta anos e sei do mal que ele pode fazer a este país !

- Um tiro no peito, não ?

- Se o Fernando encontrar com o Serra numa noite escura, o Serra crava o dente no pescoço do Fernando.

- E a história da bolinha de papel ?, pergunto.
- O Serra é um incompetente. O Lacerda pelo menos deu um tiro de 45 no pé …

- É … no atentado do major Vaz…

- Mas, bolinha de papel …

- Que “papel” triste do Serra, nesse fim de carreira, não ?, pergunto.

- Eu nunca vi um político que não tivesse pelo menos um amigo. Só o Serra.

- Mas e o Fernando Henrique, o Aécio ?

- Eles se odeiam.

- Se odeiam ?

- Os três se odeiam entre si …

- Impressionante.

- É, o Serra não tem um amigo.

- Não tem um único, solitário amigo !

- Ouvi dizer que lá em Minas todo mundo sabia que o Aécio sabia que o Itagiba mandou uns sicários para vasculhar a vida pessoal do Aécio.

- E daí nasceu o livro do Amaury …

- Todo mundo sabe disso, sentenciou o meu amigo.

- Mas, você tem razão: que fim de carreira melancólico, solitário, esse do Serra …

- Você quer saber de uma coisa ? , disse o meu amigo. Lembra do Betinho, aquele santo homem, o da batalha contra a fome …

- Sim, o irmão do Henfil …

- Exato. O Betinho era um santo, não é isso ?

- Um São Francisco de Assis …

- Você sabe que o Betinho foi da AP, a Ação Popular …

- A mesma AP do Serra.

- Pois, vou te contar uma coisa que uma amiga íntima do Betinho contou. O Betinho era incapaz de falar mal de alguém. Incapaz ! Mas, toda vez que alguém falava o nome do Serra perto dele, o Betinho perdia a cabeça e bradava: esse é um f … da p … !

Pano rápido.

Voz de mestre

    - "Voto na Dilma porque conheço o Serra há trinta anos e sei do mal que ele pode fazer a este país !"  (Fernando Morais, escritor)

segunda-feira, outubro 18, 2010

É só comparar

É só comparar (2)

Gurgel pede cassação do registro de Jader

Procurador-Geral da República  encaminhou, hoje, ao STF, parecer contra registro da candidatura de Jader Barbalho ao Senado.

Aeroportos ultrapassados

O povo de Santarém pede urgência na ampliação de seu aeroporto, cada dia mais saturado.

O de Marabá também espera obras de modernização do aeroporto da cidade, sem condições para suportar oito voos diários de grandes aeronaves, a partir de novembro.

Naquele mês, a GOL e a TAM disponibilizarão de quatro voos diários para Belém, e retorno, atingindo também Brasília e Belo Horizonte, sem conexões.

Transe eleitoral

Serra em transe






(*) Fernando de Barros e Silva

Não resisto a uma provocação inicial: a blogosfera estaria em polvorosa e os serviços da ombudsman da Folha amanheceriam entupidos de mensagens indignadas contra o jornal se a notícia não dissesse respeito a Monica Serra, mas a Dilma Rousseff.

Isso dito, é claro que é polêmica a publicação do relato de uma ex-aluna da mulher de Serra dando conta de que ela (Monica), em sala de aula, revelou já ter praticado um aborto. Não se trata de uma notícia qualquer. Ela coloca em conflito o direito à informação, de um lado, e o direito à privacidade, de outro.

Haverá, neste caso, bons argumentos a favor e contra a publicação. Penso que a Folha acertou, por duas razões principais: com o aborto alçado a tópico da disputa eleitoral (e por obra de Serra), o episódio passou a envolver evidente interesse público. E, tão importante quanto isso: Monica Serra havia dito, há um mês, em campanha pelo marido no Rio, que Dilma era a favor de "matar criancinhas", numa clara alusão à posição da petista sobre o aborto. Ao assumir como sua, e nos termos que fez, a campanha do marido, Monica fixou para si as regras do jogo que estaria disposta a jogar.

O caso (tão desconfortável, tão cheio de implicações desagradáveis a quem o aborda) permite, ou exige, uma reflexão de ordem mais geral. O PT tem sido acusado, quase sempre com razão, de ser capaz de qualquer coisa para se manter no poder. Isso virou um mantra, a despeito da sua veracidade. Mas Serra não está se revelando, já faz tempo, alguém disposto a pagar qualquer preço para chegar ao poder?

Essa pantomima de devoção e carolice que se apossou da campanha tucana (e que nada tem a ver, como parece óbvio, com respeito efetivo pela religiosidade do povo) é a expressão patética de que tudo (biografia, valores, familiares) está sendo sacrificado em nome de uma ideia fixa. Serra sonha ser presidente. Mas se parece, cada vez mais, com o personagem de Paulo Autran em "Terra em Transe".

(*) - Colunista da Folha de São Paulo

Recolhendo das bancas

Somente tolos não sabiam que a campanha de Dilma sofreria um cerco da mídia e do judiciário como jamais existiu deste a implantação da República.
Agora, a coligação de Zé  Serra propôs e a Justiça  acatou parte da solicitação,  proibindo a circulação  do Jornal da CUT e da Revista do Brasil.


É mais um ato de censura e  desnudamento da criminosa degeneração do processo eleitoral brasileiro .

Manipulação deslavada

A denúncia é do presidente do PV do Pará, José Carlos: enquete realizada em seu próprio blog foi manipulada.

Desavergonhadamente manipulada.

Vez por outra, amigos estimulam o post a utilizar enquetes aqui neste espaço, para os quais respondo minhas objeções, baseadas em fatos como o detectado agora pelo dirigente verde no sítio de sua autoria.

Leia o post.

De novo, FHC negocia bens do país

Um portal de Foz do Iguaçu, o Clickfoz, confirmou junto ao Hotel das Cataratas que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso esteve presente em um evento fechado ontem à noite no hotel com a presença de vários estrangeiros.

Segundo o jornalista mineiro Laerte Braga, em seu blog, Brasil Mobilizado, o propósito do encontro seria apresentar a investidores estrangeiros oportunidades de negócios no Brasil, com a privatização de estatais brasileiras no caso de vitória de José Serra.

Ainda segundo Braga, FHC estaria assumindo com os empresários o compromisso de venda de empresas como a Petrobras, Banco do Brasil e Itaipu, em nome de José Serra.

“Cada um dos investidores recebeu uma pasta com dados sobre o Brasil, artigos de jornais nacionais e internacionais e descrição detalhada do que José FHC Serra vai vender se for eleito”, escreveu Laerte Braga. “E além disso os investidores estão sendo concitados a contribuir para a campanha de José FHC Serra, além de instados a pressionar seus parceiros brasileiros e a mídia privada a aumentar o tom da campanha contra Dilma Roussef.”

Ainda segundo o blog, FHC teria dito, logo após ser apresentado pelo organizador do evento Raphael Ekmann, que “se deixarmos passar a oportunidade agora jamais conseguiremos vender essas empresas.”

Raphael Ekmann, ex-gerente comercial da Globosat, é responsável por relações com investidores do Grupo de Investimentos Tarpon. Em 2006, este grupo fez uma oferta hostil para tentar comprar a Acesita, e em 2009, vendeu sua participação na siderúrgica para a Arcelor Mittal.

Braga cita a presença de outras pessoas, como Alice Handy, que vem a ser fundadora e presidente de um grupo privado de investimentos em Charlottesville, nos Estados Unidos, e de Anjum Hussain, diretor de gerenciamento de risco de outro fundo de investimentos que administra US$ 1,6 bilhão.

A jornalista Hildegard Angel afirmou em seu blog no R7, que “o fato é realmente grave e pode ser visto como um ato contra a soberania brasileira e seria importante tanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como o candidato José Serra virem a público esclarecer essa denúncia.”


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Atualização às 21:20

O blog Rede Castor Photo acrescenta mais informação à denúncia.

PV dividido no Pará

Duas situações, vive o PV do Pará.

A primeira, de apoio a Simão Jatene, comprovada nesta segunda-feira, 18,  durante café da manhã  de líderes de 23 diretórios municipais do Partido Verde com o candidato a governador pelo PSDB.

No Hotel Sagres, apoio ao tucano foi referendado  por representantes do PV de Ananindeua, Acará, Salinas, SantoAntônio do Tauá, Bujaru, São Domingos do Capim, Santa Maria, Marapanim, Marituba, Tucuruí, Breu Branco, Santarém Novo, Magalhães Barata, Vigia, São Francisco do Pará, Moju, Igarapé Miri, Santa Bárbara, Barcarena, Santa Izabel, São Miguel do Guamá, Soure, Maracanã, Ipixuna do Pará, Abaetetuba, Capitão Poço, Santarém e Belém.

A outra situação, de apoio a Ana Júlia.

Essa corrente é representada  pela direção da Executiva Estadual do Partido Verde, que divulgou nota comunicando a posição partidária.

A nota, asssinada por José Carlos, presidente da legenda, diz:

"Apesar da neutralidade anunciada pelo PV nacional no quadro eleitoral do segundo turno, no Pará a Executiva Estadual do PV reafirmou, nesta segunda-feira, 18, que permanece fiel à decisão da convenção partidária que determinou o apoio à reeleição da candidata Ana Júlia Carepa (PT) ao governo do Estado. Qualquer decisão eventual deve ser considerada ato isolado e não poderá ser tratada em nome do partido. O partido está atento ao uso indevido de suas marcas e bandeira."

Obras históricas

Depois de mais de trinta anos de espera, com promessas repetidas, a cada eleição, de candidatos a governador e presidnete da República, finalmente, o povo paraense, particularmente as populações do Sul e Sudeste, está recebendo obras marcadas por  contendas históricas.

As pontes sobre os rios Araguaia e Itacaiúnas, eclusas de Tucuruí, pavimentação da rodovia Transamazônicas (já têm cinco trechos em fase avançada de obras) e a hidrovia Barcarena-Marabá - são uma realidade.

Todas levando assinatura do presidente Lula.

Inauguração da ponte sobre o Araguaia

Ponte sobre o rio Araguaia, na rodovia Transamazônica ligando o Pará ao estado do Tocantins, nos municípios de Palestina (PA) e Araguatins (TO), será inaugurada esta semana.

O ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos representará o presidente Lula, no ato de entrega da obra, que tem extensão de 900 metros.

Com seu  tráfego liberado, a ponte encurtará a distância em pouco menos de duas horas, entre as cidades de Marabá  e Imperatriz. 
Registro aéreo da ponte em construção, em janeiro de 2010.

Embromação serrista

Há euforia generalizada no ninho tucano. Sérgio Guerra já fala em transição, mas avalia que os petistas lutarão até o último homem. Falando verdades para fazer dizer a mentira que lhe interessa, a de que a eleição é um fato consumado a favor do PSDB, o comando de campanha de Serra quer na verdade ampliar a embromation pra cima do eleitor da classe média. A notícia do oba-oba tucano está no Vi o Mundo.

A capacidade de enrolação fez-se explícita também quando o candidato tucano admitiu publicamente que não discorda da união homossexual, mas afirmou que é um assunto a ser resolvido pelas igrejas. As palavras de Serra, nesse caso, importam menos pelo que disse do que pela gravidade do absurdo que sugeriu: a de que o Estado lavará as mão sobre o assunto, denunciando que com a sua eleição o conceito de estado laico será enfraquecido, o que, convenhamos, não é nenhum sacrifício para quem compreende o estado como uma colagem de mínimos sociais.

Complemento do post de Itajaí de Albuquerque está  no Flanar.

domingo, outubro 17, 2010

Feito peru tonto

No dia do jogo do Paysandu contra o Salgueiro, em plena manhã de domingo, ao ler entrevista do presidente  Luiz Omar Pinheiro falando dos planos para o clube, em 2011, como se o time já tivesse superado o segundo jogo no qual seria derrotado minutos depois pelos pernambucanos, em pleno estádio da Curuzu, a passagem de um trecho da entrevista me chamou a atenção.

Quando LOP prevê uma folha de pagamento em torno de R$ 750 mil em contratações de jogadores mais bem qualificados, buscando elevar o time à Série A, fiz  comentário a um amigo, também alvi-azul:

         - O presidente acaba de  matar parte da autoestima  da equipe que vai disputar o jogo da classificação.

Também o  "clima" desenhado durante toda a semana por grande parte da imprensa especializada de Belém, deve ter contaminado o ar.

Quem lia os jornais ou noticiários de rádio e TV, tinha a breve sensação de que o segundo jogo já estava decidido favoravelmente ao Papão.

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atualização às 23:07

Enquanto a torcida do Paysandu chora a derrota, o governador de Pernambuco comemora o feito do Salgueiro.

Eduardo Campos  anunciou as primeiras providências para fortalecer  o time do interior: a ampliação do estádio  "Salgueirão”.

Leia aqui também.

Desgaste eleitoral

Maria do Carmo, prefeita de Santarém, foi a grande derrotada na eleição de 3 de outubro.

Não conseguiu eleger o irmão, Carlos Martins (PT), deputado federal,  e carrega às costas o peso da responsa pelas derrotas fragorosas de Dilma Roussef e Ana Júlia, em Santarém.

"No mundo, só os audaciosos vencem”

Momento de emoção, em Belém, na quinta-feira, 15, quando o cidadão Cristiano Rocha pegou o microfone, quebrando o protocolo, dirigindido-se a Lula, para agradecer o presidente pela criação da pensão indenizatória aos que foram internados compulsoriamente por terem hanseníase, ficando isolados em hospitais-colônias por mais de quatro décadas.


                              -  A gente vai lá ao presidente e pede, mas a gente esquece de agradecer, e nós não podíamos deixar passar essa oportunidade. As pessoas que sofreram tiveram uma mudança na sua vida com o recebimento da pensão indenizatória. Mudou demais a vida dessas pessoas. Muitos reconstruíram suas casas, outros, por conta da deficiência, puderam comprar um carro financiado.

No dia 18 de setembro de 2007, o presidente Lula sancionou lei garantindo o pagamento de uma pensão vitalícia a todos aqueles que foram obrigados a se internar nos hospitais-colônias. O texto garantiu o pagamento de pensão a todos aqueles que foram isolados compulsoriamente até o dia 31 de dezembro de 1986. A pensão é acumulativa com outros benefícios.

Eleição racha CNBB

Artigo de José Maria Mayrink publicado no O Estado de São Paulo:



Polêmica do aborto faz bispos racharem


José Maria Mayrink - O Estado de S.Paulo


A discussão da questão do aborto na campanha eleitoral, que está dividindo os católicos por causa do veto de alguns bispos à candidata petista Dilma Rousseff, provocou um racha no episcopado em nível nacional e deverá deixar sequelas na vida da Igreja, seja qual for o resultado do segundo turno, em 31 de outubro.

le="margin-top: 0.5em; margin-bottom: 0.9em;">A polêmica terá também reflexos na eleição para a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em maio do próximo ano, quando um grupo conservador, contrário à atual linha de diálogo, tentaria tomar o poder para adotar uma posição mais dura de oposição ao governo. Pelo menos, na hipótese de Dilma vir a ser a vencedora.

A confusão foi armada pelo apoio dado pela direção do Regional Sul 1, que reúne as 41 dioceses de São Paulo, em 26 de agosto, a uma nota intitulada Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras, da Comissão em Defesa da Vida, que recomendava aos eleitores que "independentemente de suas convicções ideológicas ou religiosas", dessem seu voto "somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto".

O autor ou inspirador do texto foi o padre Berardo Graz, da diocese de Guarulhos, cujo bispo, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, encampou o manifesto e citou, entre os vetados, o nome de Dilma. Passado o primeiro turno, d. Luiz Gonzaga reiterou sua posição, alegando que, embora a petista tenha feito uma profissão de fé em defesa da vida, não se podia acreditar nela. "Dilma, que se faz agora de santinha para dizer que é contra o aborto, já mudou de opinião três vezes."

Artigos e entrevistas de d. Luiz Gonzaga irritaram outros membros do episcopado paulista, principalmente porque grupos de católicos contrários ao aborto e à candidatura Dilma distribuíram milhares de cópias da nota do Regional Sul 1 de apoio ao manifesto da comissão coordenada pelo padre Berardo. A distribuição do material em paróquias de outras dioceses, à revelia de seus bispos, pôs mais lenha na fogueira. O texto se multiplicou também em mensagens pela internet, espalhando-se por todo o País.

Na Paraíba, o arcebispo de João Pessoa, d. Aldo Pagotto, gravou um vídeo, postado do YouTube, que encampava a nota do Regional Sul 1 e condenava explicitamente a candidata petista. Procurado na quinta-feira por telefone, d. Aldo mandou dizer por sua assessoria de imprensa que não falaria mais sobre o assunto. O arcebispo de Brasília, d. João Braz de Aviz, também criticou a petista.

Limites. A direção da CNBB não gostou da chancela do Regional Sul 1 ao manifesto, pelo fato de o texto dirigir um apelo "a todos os brasileiros e brasileiras", quando se deveria restringir aos eleitores paulistas. Segundo a CNBB, quem fala em nome dos bispos em nível nacional é a presidência, a assembleia-geral ou o conselho permanente da entidade. Assim, em relação às eleições, vale a posição tomada na última assembleia realizada em Brasília, em maio, quando o episcopado recomendou que os católicos votassem em candidatos comprometidos com a defesa da vida, com os valores éticos e com a dignidade humana.

"Foi uma posição coerente com tradição da Igreja, que sempre falou em princípios, sem tomar partido por esse ou aquele candidato", observou d. Pedro Luiz Stringhini, bispo de Franca. A maioria das dioceses se alinha com essa orientação, conforme lembrou o bispo de Registro, d. José Luiz Bertanha. É essa a posição adotada, por exemplo, pelo cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, pelo arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, e pelo de Belo Horizonte, d. Walmor Oliveira de Azevedo, em entrevistas e artigos na imprensa.

O bispo de Limeira, d. Vilson Dias de Oliveira, responsável pelo setor de comunicação do Regional Sul 1, não gostou de d. Luiz Gonzaga Bergonzini ter vetado explicitamente a presidenciável e todos os candidatos do PT, porque em sua opinião ele poderia condenar defensores do aborto sem citar nomes.

No caso do apoio do Regional Sul 1 ao apelo da Comissão em Defesa da Vida - em nota assinada por d. Nelson Westrupp, bispo de Santo André (presidente), d. Benedito Beni dos Santos, de Lorena (vice-presidente), e d. Airton José dos Santos, de Mogi das Cruzes (secretário-geral) -, argumenta-se que deveria ter reafirmado a declaração Votar Bem, aprovada por todo o episcopado paulista em 29 de junho. O texto apresenta aos eleitores um decálogo com orientações para "participação consciente e responsável no processo eleitoral".

As divergências levantadas pela nota contra Dilma e sua distribuição à porta de igrejas, sem autorização, como aconteceu na Festa da Padroeira, no Santuário Nacional de Aparecida, no dia 12, foram mais acirradas entre d. Luiz Gonzaga e d. Luiz Demétrio Valentini, de Jales.

Os dois trocaram cartas violentas, cujas cópias foram enviadas ao episcopado de São Paulo e a outras dioceses. Irritado com a publicação de uma entrevista no jornal Diário de Guarulhos, o que considerou invasão de seu território, d. Luiz Gonzaga protestou contra as críticas, afirmou ter sido ameaçado de morte e prometeu reclamar de d. Demétrio com o papa Bento XVI. Da troca de correspondência, a questão se estendeu à assembleia do Regional Sul 1, que se reuniu este fim de semana no Mosteiro de Itaici, município de Indaiatuba. D. Demétrio cancelou uma viagem a Buenos Aires para participar da reunião, na certeza de que a questão da defesa da vida e do veto a Dilma seria debatida.

Reflexos. Unânimes em condenar o aborto, mas divididos em relação à nota divulgada com apoio da presidência do Regional Sul 1, os bispos estão preocupados com os reflexos dessa discussão no clima de fraternidade que deveria existir no episcopado. "Esse maniqueísmo que está dividindo os católicos em bons e maus, conforme suas opções eleitorais, vai deixar marcas", prevê o petista Toninho Kalunga, vereador de Cotia, na região metropolitana de São Paulo.

Dirigente do movimento Encontro de Casais com Cristo e interlocutor da campanha de Dilma na área religiosa, ele vem percorrendo dioceses paulistas para conversar com os bispos e aparar possíveis arestas com os católicos.

"O embate ideológico que existiu nos primeiros anos da CNBB, mas estava ausente nas últimas décadas, ameaça voltar após as eleições de 2010", adverte d. Pedro Luiz Stringhini, prevendo uma ofensiva de grupos mais conservadores na disputa pelo controle da entidade. Segundo assessores da CNBB, em Brasília, esses grupos seriam formados por bispos do Rio, de Minas e de São Paulo que tentariam eleger um presidente mais disposto a enfrentar um governo eventualmente do PT. D. Demétrio discorda dessa análise, pois acredita na reeleição de d. Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana, "homem equilibrado e firme". Para os conservadores, uma alternativa capaz de somar votos para a presidência seria d. Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo.



TRECHOS


Carta de d. Luiz Gonzaga Bergonzini aos bispos :

"Como é de conhecimento de todos, em 1/7/2010, iniciei uma campanha contra os candidatos favoráveis ao aborto, de todos os partidos, a qualquer cargo. O PT é o principal articulador dessa ação no Brasil e, também, do "casamento" de homossexuais."

"O meu comportamento é baseado em minha consciência e no Evangelho. E visa à discussão de valores com a sociedade. Seja qual for o resultado das eleições, filósofos, sociólogos, antropólogos, religiosos e a população já começaram a debater o que chamam de "agenda de valores". O relativismo na sociedade e na Igreja Católica, sempre lembrado pelo papa Bento XVI, também tem sido questionado: o meu sim é sim e o meu não é não."

"Ocorre que, no dia 7/10/2010, tive uma grande surpresa. D. Demétrio Valentini, da Diocese de Jales, publicou uma matéria de meia página, no jornal Diário de Guarulhos, editado em minha diocese, com uma acusação de crime eleitoral. Um bispo acusando outro de crime, pela imprensa. É algo muito grave e inadmissível. Anteriormente, recebi uma carta anônima com velada ameaça à minha vida, que já está nas mãos da polícia."



Resposta de d. Demétrio Valentini


"Em primeiro lugar, alguns esclarecimentos:


1 - Não invadi Guarulhos, coisa nenhuma! Foi o jornal daí, através de um repórter, que me procurou, e fez a reportagem que ele quis fazer. Não fui eu que pedi para ele escrever o que ele escreveu.


2 - Não fui eu que levantei a questão do "crime eleitoral". Ao ser perguntado sobre isto, disse que esse assunto cabe à Justiça Eleitoral."

"Agora, com calma, outra observação: fiquei triste vendo como interpreta de maneira tão preconceituosa o que escrevi no meu artigo que o sr. cita, achando que tive a intenção de confundir os cristãos, levando-os a serem a favor do aborto, e tantas outras coisas mais que o sr. escreve, interpretando tão erradamente o que escrevi."

"De maneira muito injusta me acusa de ser um soldado do Partido dos Trabalhadores, e ainda por cima declara que não está fazendo política. Ora, D. Bergonzini, o Brasil inteiro está vendo que é o sr. que está fazendo política, e muita gente está escandalizada com sua atitude de invocar sua condição de bispo e de "sacerdote do Altíssimo", para pedir que não se vote no Partido dos Trabalhares, e em especial na candidata do partido para a Presidência. Ora, existe atitude mais política do que esta?"