sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Não precisa disso

Talvez a governadora do Estado ainda não saiba.

Os médicos legistas de Marabá estão a cinco meses sem receber seus salários.

Resultado: desmotivados, eles iniciaram espécie de greve branca faltando ao serviço, atitude que tem provocado o acúmulo de corpos em geladeiras aguardando a realização de autópsias para liberação, e a insatisfação de familiares enlutados..

Há casos registrados de cadáveres "estocados" por mais de dois dias, no aguardo de procedimentos legisltas.

Se a grana dos salários atrasados não´sair nas próximas horas, o IML de Marabá pára.

Tipo de desgaste do governo desnecessário.

Águia foi garfado

Não tem jeito.

Se o time do interior busca proteger-se das manobras extra-campo, pagando caro pela importação de arbitragem da CBF, paga mais caro ainda quando assim procede.

Caso típico: o penalte inexistente marcado no final do jogo  entre Águia e Paissandu.

A falta foi fora da área, o poster acabou de constatar assistindo imagens do lance na TV.

E podem anotar: o Águia será perseguido agora pelos árbitros paraenses, que vão querer a forra por causa da sua política de pagar pela importação de juizes em jogos contra os dois grandes, Remo e Paissandu.

Estado & Município

Quebrada a animosidade entre Maurino Magalhães e Ana Júlia.

O prefeito gostou de ouvir, em discurso durante inauguração de pontes de concreto na BR-222, a promessa da governadora de assinar, nos próximos dias, convênio com a prefeitura de Marabá para o asfaltamento de 8 km de vias urbanas.

Conversas rápidas

Ontem, durante o pouco tempo na cidade acompanhando Ana Júlia, o Chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, não perdeu tempo: manteve rápidos contatos políticos com lideranças de Marabá.

Exorcizando pesadelos

Há quase 40 anos, a BR-222 (antiga PA-70) atende populações do Sudeste do Pará, ligando comunidades a Belém-Brasília. No período, muitas mortes foram registradas por acidentes de veículos ocorridos durante a passagem de onze pontes de madeira, construídas precariamente na extensão de seus 220 quilômetros.

Desde ontem, com a inauguração de cinco delas pela governadora Ana Júlia, acidentes e assaltos se tornarão mais difíceis nos pontos onde centenas de pessoas perderam vidas.

Até o final de maio, outras três pontes de concreto serão liberadas.

Aos poucos, pontes de madeira estão sendo substituídas por obras de concreto, nas BR-222 e PA-150, demandas históricas finalmente saneadas.

Quem mora nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Pará sabe medir a importância das citadas obras, para a segurança de motoristas.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Regulados pela liberdade

Animadíssima a caixa de comentários do post  Encarando brutamontes.

Críticos e defensores da administração do prefeito Jaime Modesto travam arrazoado debate.

Tirando pequenos delizes, leitores do blog residentes no município de São Domingos do Araguaia, com o apoio de sindicatos com representações em outras cidades, mantém bom nível de discussão, numa prova de que a Internet, definitivamente, está presente na vida de todo mundo.

Não apenas nas maiores cidades.

Por  causa dessa força democrática onde todos podem se manifestar - desde que respeitosamente, conforme critérios de moderação definidos por alguns bloggers -, a  blogosfera passou a ser preocupação da mídia tradicional e até de alguns políticos reféns da vigilância constante  do "olho on line".

Tão forte e crescente, também passou a ser alvo do “surto regulatório” de alguns safardanas de plantão nos parlamentos do país.

Já há até quem fale em "estatuto dos blogues" na tentativa de enquadrar quem ouse denunciar falcatruas normalmente escondidas pela grande imprensa. 

Regulamentação que nos proteja uns dos outros e mantenha em funcionamento o sistema,.

O blogue é um amplificador da voz individual,  e,  na medida do seu alcance, a voz individual deixa de estar confinada a um espaço regulado pela lei geral.

É assim a força da blogosfera, definitivamente controlada, cada vez mais, pela liberdade de seus protagonistas.

Perdendo tempo

Oito médicos formados há dois anos, atualmente desempregados, receberam propostas para trabalhar  em cidades paraenses nas áreas de Clínica Geral, Obstetrícia e Cardiologia.

Salário médio de R$ 8  mil.

Preferem ficar, desempregados, fazendo bico na capital.

Quem informa é dirigente do Conselho Regional de Medicina, horrorizado com a indisposição dos profissionais da área aceitarem trabalho no interior.

Chuva geral

Ilha do Marajó e Lago de Tucuruí estão recebendo forte carga d´água, desde o início desta tarde.

Com trovoadas, relâmpagos e fortes ventos.

Ingressos quase esgotados

Quase todos os ingressos do jogo Aguia X Paissandu estão quase todos vendidos.

No início desta tarde, cresceu mais ainda o interesse do torcedor pela partida que começa às 20 horas, no Zinho Oliveira.

BR-222 ganha pontes de concreto

Governadora Ana Júlia desembarcou agora a pouco em Marabá.

Inaugura, neste momento, pontes na BR-222, ligando Marabá a Dom Eliseu, ao lado de dirigentes do DNIT e do prefeito Maurino Magalhães.

As antigas pontes de madeira da rodovia, responsáveis por muitas mortes nos últimos 40 anos, estão sendo substituídas por obras de concreto.

Marabá respira futebol

Da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Marabá:


O prefeito Maurino Magalhães de Lima assinou hoje (18) a renovação do convênio de ajuda financeira ao time do Águia de Marabá. O novo convênio destina R$ 240 mil ao time marabaense, em 1 parcela de R$ 40 mil e 10 parcelas de R$ 20 mil mensais, começando agora em fevereiro e encerrando em dezembro.  

A ocasião também foi marcada pelo lançamento do Troféu Camisa 13, uma premiação do Grupo RBA – Rede Brasil Amazônia de Comunicação , que premia os atletas destaques do Campeonato Paraense, através de votação feita pelos torcedores em urnas espalhadas nos campos de futebol ou lojas, assim como pela Internet, através do site http://www.trofeucamisa13.com.br/.

Idealizador do Troféu Camisa 13 e também apresentador do programa esportivo Camisa 13, da RBA, o jornalista Zaire Filho rememorou a trajetória da premiação, que completa 18 anos em 2010. Ele frisou que a premiação é a mais democrática do futebol paraense, porque é o torcedor, “que mais entende de futebol”, quem escolhe os melhores do ano. Ele entregou um brinde do troféu a cada autoridade presente.

Convênio   

O presidente do Águia, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, agradeceu mais essa parceria da prefeitura, no governo do prefeito Maurino Magalhães, ao time marabaense. Ferreirinha destacou a importância que o gestor tem dado a área esportiva, como investindo na ampliação do Estádio Zinho Oliveira, inaugurado oficialmente hoje, como o jogo de logo mais entre Águia e Paysandu. 

Destacando a importância do momento, o prefeito Maurino Magalhães disse que olha pelo esporte de forma diferente, porque também é desportista e sabe dos inúmeros benefícios que atividade esportiva traz para a sociedade. 

Nesse sentido, já está em andamento a licitação para a construção do estádio olímpico, com capacidade inicial de 20 mil pessoas e, na segunda etapa, para 40 mil. Também investiu na ampliação do Zinho Oliveira, que agora está com capacidade para 5,1 mil torcedores e, projetado, após a segunda etapa da obra, para 10 mil torcedores. “Estamos concluindo a desapropriação dos terrenos para essa expansão. O estádio vai ficar um verdadeiro caldeirão”, brincou, lembrando que o futebol já proporcionou a Marabá ser destaque de forma positiva no horário nobre da mídia nacional, com o jogo entre Águia e Fluminense, do Rio de Janeiro, pela Copa do Brasil de 2009.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

"Vivinho da Silva"

Para quem imagina o PSDB  com excesso de timidez,. no Sul do Pará, é bom abrir o guarda-chuva.

Dirigentes tucanos das executivas de Marabá, Parauapebas, Jacundá e Redenção estão mantendo contatos na articulação de encontros que o provável candidato da legenda ao governo, Simão Jatene, está programando para deslanchar  naqueles municípios, a partir de março,

Juvenil na mira de prefeitos

Vai sobrar para o deputado estadual Domingos Juvenil (PMDB) o saldo devedor da conta do polêmico pedido de aprovação de um empréstimo de R$ 360 milhões feito pelo governo do Estado, anunciado para investir em obras nos municípios paraenses.

Pelo menos é essa a impressão deixada por oito prefeitos em bate-papo na sede da Amat, em Marabá,comentando as dificuldades impostas pelo presidente da Assembléia Legisaltiva, segundo eles, para apreciação da matéria.

Como muitos administradores das regiões Sul,  Sudeste e Oeste do Estado esperam ser beneficiados com obras financiadas pelos recursos solicitados ao BNDES, uma suposta rejeição da autorização do empréstimo já começa a desgastar a imagem de Juvenil, que está sendo responsabilizado pela demora  de inclusão da matéria em pauta.

Há prefeitos falando até em financiar a publicação de outdoors  com nomes de parlamentares estaduais opositores do empréstimo.

Dinheiro curto

Leio nos jornais que o Conselho Deliberativo do Clube do Remo se reunirá, na próxima sexta-feira, para definir a venda do Baenão e a construção do novo estádio azulino.


Até aí, tudo bem.

Os atuais estádios dos dois maiores clubes de futebol paraenses estão sucateados, pequenos, localizados em pontos em que a inexistência de estacionamento condena-os de morte, e, o mal de todos os males, estruturalmente fora dos padrões exigidos pelo Estatuto do Torcedor.

Passar à frente  as duas praças esportivas, é uma decisão sábia.

Só que a grana a sobrar para investimento, deve ser encarada como valor preocupante.

Os números da negociação apresentados pelo vice-presidente do clube, Orlando Frade, são claros.

Do total de R$ 33,2 milhões oferecido pelas empresas compradoras, R$ 6 milhões serão aplicados na compra do terreno onde será construído o novo estádio.

R$ 8 milhões quitarão as dívidas do clube -, inclusive pendências trabalhistas.

Restariam R$ 18 milhões para a construção do estádio com capacidade para 24 mil torcedores.

A diretoria do Remo tem garantias de engenheiros independentes de que esse valor cobre os custos da arena planejada?

O projeto do estádio municipal de Marabá, orçado em R$ 31 milhões, destina espaço para acomodar 20 mil pessoas, contemplando estacionamento para mil veículos. E só.

O projeto do Remo é mais abrangente. Além do estádio, contará com dois campos oficiais no CT, e outras dependências.

Engenheiro amigo do pôster, em contato telefônico, garante: a diretoria do Remo terá que ir buscar dinheiro em outra fonte, porque os R$ 18 milhões prometidos não serão suficientes pra cobrir todo o custo do eFutebol, Belémmpreendimento.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

A Globo não tem jeito!

"Há um mês, tive de mudar uma palavra do samba-enredo. Não foi fácil para a comunidade aceitar. Mas, agora, vamos voltar para a letra original".

Denúncia foi feita agora há pouco pela presidente da Escola de Samba Rosas de Ouro, Angelina Basílio, campeã do Carnaval de São Paulo, obrigada pela Rede Globo a mudar a letra de seu samba por interesses comerciais.

Clique aqui para saber as razões da censura.

A fala do deputado

Chama a atenção do blog alguns trechos de extensa entrevista do deputado estadual João Salame (PPS), concedida a um periódico de Marabá.

Como a publicação não tem edição digital, impossibuilitando lincar seu conteúdo, segue resumo do que diz o parlamentar:

1- Avaliação popular
Segundo Salame, pesquisa encomendada pelo Palácio dos Despachos, o aponta em 7o lugar em todo o Estado:


Eu, quando me elegi, minha colocação foi 63o lugar, só me elegi por que o coeficiente  do meu partido era pequeno. Na pesquisa que o governo do Estado encomendou, hoje eu  estou em 7o lugar em todo o Estado; nosso trabalho cresceu muito, tenho muitos prefeitos que apóiam e vereadores. Hoje estou com 70 vereadores e 4 prefeitos. Quando fui candidato, tinha um prefeito e dez vereadores.

2- Disputa proporcional

João Salame não descarta disputar cargo majoritário, mas prioriza a reeleição:
Meu partido PPS, em reunião, cogitou que meu nome seria um dos prováveis a concorrer a cargo de vice-governador do estado, não só do PPS, como também de outros partidos aliados - mas estou trabalhando para minha reeleição


3- O sonho não acabou 

 O deputado marabaense quer ser, um dia, prefeito do município:

Tenho, sim, o sonho de ser prefeito de Marabá. Não nasci prefeito, não sei se vou morrer político, se não for da vontade de Deus, volto para a minha profissão para trabalhar com dignidade, garantindo a sobrevivência da minha família, mas se Deus e o povo me derem a oportunidade de ser um dia prefeito, darei o melhor de mim.

4- Gestão Maurino Magalhães

João Salame passa um pente-fino na administração de Maurino Magalhães, desqualificando a atuação do prefeito, mas garante não ter em suas críticas nenhum ressentimento político:
A insatisfação não é do deputado João Salame e sim da grande maioria da população, principalmente dos próprios eleitores dele. Acho que a grande insatisfação é porque o prefeito prometeu demais, tudo ia mudar radicalmente, nada disso aconteceu (...). Não fiquem pensando  que eu torço para ele fazer um mandato ruim, pelo contrário, , a cidade só tem a ganhar se o prefeito acertar o caminho de uma boa administração.

Equívocos de FHC

O jornalista Gustavo Patu, repórter da Sucursal de Brasília da Folha e autor de vários livros sobre economia, é um dos poucos especializados na área que expõe temas sem a preocupação de escolher um lado do debate nem de permanecer sempre eqüidistante do otimismo e do pessimismo.

Isso tudo com a experiência de quem cobre há anos o cenário econômico do Brasil.

Pois bem, é de Gustavo o excelente artigo publicado na Folha (só para assinantes) rebatendo texto de Fernando Henrique Cardoso (“Sem medo do passado”) publicado domingo, 7, no Estadão, no qual insinua aceitar a comparação dos dois governos dele com os de Lula.

Leiam, a seguir, o que escreveu o articulista da Folha:


Não é difícil, para FHC, listar corretamente méritos de seu governo negados pela retórica palanqueira de Lula. Mais complicado é revisitar o período sem provocar a lembrança de erros e deficiências, também reais, que contribuíram para afastar os tucanos do Planalto.

“Sem medo do passado” é o título do artigo que o ex-presidente escreveu em defesa de seus dois mandatos. Se não há mesmo medo, as entrelinhas deixam transparecer que persiste, pelo menos, desconforto. Omissões e meias verdades contrastam com a defesa, alardeada no texto, de uma “política mais consciente e benéfica para todos”.

Em exatas 998 palavras e cifras que descem a minúcias, não há uma única menção, no exemplo mais flagrante, ao crescimento econômico -goste-se ou não, o indicador mais universalmente utilizado para mensurar o sucesso das administrações nacionais.

No mais perto que chega do tema, FHC propõe uma comparação bizantina entre o seu programa de obras Avança Brasil e o PAC petista, ambos conhecidos pela discrepância entre metas e realizações. E, claro, sem falar na crise de abastecimento de energia elétrica.

A renda nacional cresceu à média de 2,2% ao ano sob FHC e deve encerrar o período lulista com taxa anual de 3,7%, se confirmadas as expectativas dos analistas. Mais importante politicamente, o primeiro começou seu governo com expansão acelerada e terminou em estagnação, enquanto o segundo obteve o resultado inverso.

Nos últimos anos, os tucanos, com boa dose de razão, vinham atribuindo a vantagem de Lula à sorte de governar em um período de rara prosperidade internacional, livre das turbulências financeiras da década passada. Essa argumentação perdeu charme, no entanto, com o colapso global do final de 2008, do qual o Brasil saiu com perspectivas de rápida recuperação.

No artigo do ex-presidente, a única razão apresentada para a crise herdada por Lula é o temor provocado nos credores e investidores “por anos de “bravata” do PT e dele próprio” -nada se diz sobre a escalada das dívidas interna e externa nos anos anteriores, consequência de políticas do primeiro mandato tucano, corrigidas tardiamente no segundo.

Dólar barato e gasto público sem amarras sustentaram a popularidade inicial de FHC e garantiram sua reeleição no primeiro turno, mas levaram o endividamento público de menos de 30% para quase 50% do Produto Interno Bruto.

Câmbio e superavit

As medidas de ajuste adotadas a partir de 1999 -câmbio flutuante e metas de superavit fiscal- foram mantidas pelos petistas, como gostam de lembrar os tucanos. Mas tampouco o crédito, nesse caso, cabe à gestão FHC: tratou-se de uma imposição do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Não por acaso, os indicadores mais palpáveis de melhora social do texto do ex-presidente estão circunscritos a seu primeiro governo. É o caso da queda aguda da pobreza, do aumento do rendimento médio mensal dos trabalhadores, do reajuste mais generoso do salário mínimo.

O artigo dribla o inconveniente com saltos nas datas. Recorda-se, por exemplo, que, “com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total” e depois menciona-se a taxa de 18% registrada em 2007, já sob o governo Lula. Não se menciona que, após a queda brusca do primeiro ano, a pobreza permaneceu nos mesmos patamares no restante do governo tucano.

Iniciativas celebradas do segundo mandato geraram mais frutos sociais, econômicos e políticos para Lula que para FHC. Além das correções da política econômica, o exemplo clássico é a criação do Bolsa Escola, depois ampliado e rebatizado como Bolsa Família.

Era uma vez...

Pescar no Lago de Tucuruí  não é mais programa de lazer como antigamente.

Só dá pra matar mosquitos e cansar o braço de jogar anzol.

Já foi boa pedida, em  época de carnaval, principalmente, para os optantes do entretenimento fora do circuito momesco.

O tucunaré desapareceu do lago.

Os predadores do rio Tocantins,  utilizando grandes redes espalhadas em toda a extensão do reservatório da hidrelétrica, financiados pelos compradores de peixes do Nordeste, são responsáveis pelo sumiço da espécie.

Nem no período do Defeso, os criminosos respeitam o processo migratório de desova.

Dá uma tristeza melancólica, o cenário de destruição.

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Atualização às 21:15

Advogado Plínio Pinheiro comenta o post:

Conversando com um pescador ele falou que a continuar o ritmo e as condições de pesca no lago, em breve não teriamos mais peixes.É impressionante como este crime é cometido nas barbas das autoridades "competentes" como se diz e nada é feito.Impressiona-me, igualmente, ver como os ecologistas consideram defesa do meio-ambiente apenas a defesa das florestas (talvez por render manchetes e prestigio internacional).Já é tempo do nosso Ministro que tanto gosta de aparecer com a história do boi pirata (que é fruto da irresponsabilidade governamental que não fez e nem aplicou o zoneamento ecológico em tempo)preocupar-se com o peixe sumido e tomar alguma providencia.

Pretendo escrever mais sobre o assunto.

Inquietantes situações

Marcos Coimbra, sociólogo dono do instituto Vox Populi, aborda em sóbrio artigo as inquietações da oposição ao Governo Lula.

Artigo Inquietação nas oposições (só para assinantes) lembra que "enquanto perdurou, entre essas pessoas (oposicionistas),  a sensação de que o fim do lulismo estava próximo, o cenário podia ser complicado, mas era suportável. Tudo de que desgostavam ainda existia, mas tinha data marcada para acabar".


O blog reproduz, na íntegra, o pensamento de Coimbra:


Estamos vivendo, neste começo de ano, um período de inquietação dentro das oposições. Seja em seus representantes políticos e nas lideranças da sociedade civil que se alinham com elas, seja na parcela da opinião pública que não gosta do governo, é nítida a perplexidade. As coisas não estão acontecendo como esperavam. 

Ao lado daqueles que nunca o aceitaram, Lula passou a ter, nos últimos anos, uma aprovação quase que a contragosto, característica da classe média com alguma informação. Na maior parte das vezes, vinda de pessoas que jamais votaram nele, sequer no segundo turno de 2006, mas que se viam como que constrangidas a concordar que seu governo tem lá alguns méritos. 

Talvez se sentissem fora de lugar, quando eram informadas dos recordes de popularidade que Lula batia a cada pesquisa. Talvez colocassem em dúvida suas próprias antipatias, ao saber que nunca antes, na história deste país, um presidente brasileiro fez tanto sucesso mundo afora. 

Daí a aceitar que ele fosse capaz da proeza de eleger alguém como Dilma, no entanto, a distância é grande. Uma coisa é reconhecer, ainda que com várias ressalvas, suas qualidades, outra é se conformar com a possibilidade de ele continuar a ser o que é por mais alguns anos. 

Ou seja, enquanto perdurou, entre essas pessoas, a sensação de que o fim do lulismo estava próximo, o cenário podia ser complicado, mas era suportável. Tudo de que desgostavam ainda existia, mas tinha data marcada para acabar. 

A larga vantagem de Serra nas pesquisas funcionou como uma espécie de seguro de que a hegemonia de Lula na política brasileira, com tudo que dela decorre, não continuaria. Lendo-as apressadamente, muita gente ficou com a impressão de que Dilma estava fadada a perder a eleição. Alguns foram ao ponto de assegurar que isso já estava definido, o que soou como música para os desafetos do governo, mas não era verdade. 

Nenhuma pesquisa nunca disse isso. Ao contrário, todas sempre apontaram o largo potencial de crescimento da ministra, que permanecia atrás nas intenções de voto apenas por ser menos conhecida do que alguns dos outros candidatos e ainda pouco associada a Lula e à ideia de continuidade. 

Enquanto Dilma estava “empacada”, distante de Serra, superada por Ciro, perdendo para Heloísa Helena e Aécio, as oposições não viram motivos para se inquietar. Cada pesquisa nova era recebida com alegria, como se decretasse que a “transferência de Lula para Dilma” era balela, um cálculo político mal feito, fruto da onipotência presidencial.

Agora, no entanto, depois da divulgação das primeiras pesquisas feitas em 2010, o panorama mudou. Nos meios políticos, a discussão deixou de ser a respeito de se Lula vai ou não precisar de um plano B e passou a ser sobre quando Dilma assumirá a dianteira.

Essa mudança de cenário provoca reações compreensíveis nas oposições, nelas incluída a mídia simpática às suas lideranças e propostas. Como tudo na eleição de 2010, também o recrudescimento do debate, típico do clima de reta final de campanha, está sendo antecipado. Os ataques continuados e não-justificados ao Bolsa-Família são um exemplo. 

Talvez tenha sido Lula quem puxou a fila da incivilidade na campanha, mas, muito provavelmente, fez isso de caso pensado. Ao polemizar em tom agressivo com as oposições, ele torna mais difícil para elas poupá-lo de suas críticas e concentrar o fogo em Dilma.

Fazendo o oposto do que fazem alguns governantes, que se orgulham de posar como magistrados e preferem se colocar “acima” da disputa eleitoral, Lula sobe no palanque (quem não o faria, sabendo que é aprovado por mais de 80% da população?). Assim, reitera que a oposição tem que alvejá-lo, coisa que ela preferiria não ser obrigada a fazer.

Enquanto Lula dá mostras de estar a cada dia mais tranquilo, as inquietações da oposição fazem com que ela se confunda e emita sinais errados para a opinião pública. Existe exemplo maior que Aécio ser apresentado como vice de Serra a toda hora? Apenas para que ele o desminta? Apenas para que Serra se fragilize, seja percebido como alguém que só tem chance se Aécio for seu vice.

Perguntinhas, curtinhas & engraçadinhas

Coluna Painel, da Folha de São Paulo, soltou a seguinte nota:

"Termômetro.
Pesquisa realizada pós-Vox Populi e pós-CNT/ Sensus por encomenda do PSDB aponta 12 pontos de vantagem de José Serra sobre Dilma Rousseff (PT) no cenário sem Ciro Gomes (PSB) na cédula. ”


Perguntas do blog: 


1) Por que o PIG está em campanha para que Ciro Gomes (PSB) mantenha sua candidatura à Presidência  da República?

2) Temor à candidatura única das forças governistas?

3) Pavor a disputa plebiscitária?

4)  O Partido da Imprensa Golpista fica sobressaltado com a possibilidade de Ciro encarar a eleição para o governo de São Paulo, e, com isso, ver exposta a candidatura à presidência de Zé "Alagão",  atacada pelos dois fronts, federal e estadual?

5) Teme que Serra desista da disputa ao avaliar que em São Paulo haverá um concorrente com chances de derrotar os tucanos?

6) Ou que, em Serra desistindo da disputa, este tenha que disputar com Ciro Gomes em SP?

Comentários (só os bem articulados),  são bem vindos.

Encarando brutamontes

Entidades populares de São Domingos do Araguaia arregimentam forças para colocar em ignição campanha pela  cassação do prefeito Jaime Modesto, que demitiu 272 servidores concursados do município.

Movimento intitulado "Fora Jaime" já conta com assinatura de oito mil pessoas residentes em São Domingos, conforme informa anônimo comentando neste blog.



Dentre os demitidos estão profissionais da saúde e educação (Médicos, Enfermeiros, Professores, Agentes Comunitário de Saúde, Fisioterapeutas...), e vários outros profissionais, sendo que todos fizeram o concurso, passaram, foram chamados e mais ainda estavam trabalhando a quase 3 anos, para só agora o titulado "Deus e Dono de São Domingos Jaime Modesto", vir aqui e demitir os profissionais e pais de família sem qualquer consideração e respeito deixando toda população enfurecida... os sindicatos SINTESP e SINTEPP estão unidos junto com todos os profissionais da saúde e educação entrando assim em greve. as escolas municipais, hospitais e postos de saúde estão fechados...

O nosso questionamento é. Porque ele não começou a demissão pelos funcionários contratados? e porque ele continua contratando? como é que ele demite médico, enfermeiros, téc. de enfermagem sendo que precisa dos profissionais e agora contrata outros profissionais para assumir os cargos? como é que ele demite Agentes Comunitários de saúde e Agentes de Endemias sendo que o recurso é Federal e não municipal?

É ridiculo o que esse prefeito vem fazendo com a população de São Domingos sem falar na sua péssima administração que até agora só tem levado São Domingos para um buraco sem fundo, onde em vez de conseguir mais recursos estamos é perdendo recursos pela total incompetência administrativa.

Rede estadual de TV

Jeso Carneiro, sempre antenado com tudo o que ocorre no Oeste do Estado, revela que o ex-prefeito de Marabá, Sebastião Miranda (PTB), foi quem venceu a disputa, entre quinze concorrentes, pela concessão de uma geradora de televisão, em Santarém.
O post do blogueiro é reforçado por informação do empresário Nivaldo Pereira, dono do canal do SBT naquela cidade:

Na íntegra, o que diz Jeso:


Filiado ao PTB no Pará, o empresário Tião Miranda (foto), 52 anos, é o dono do novo canal de TV (canal 2) em Santarém, cuja outorga foi liberada pelo governo Lula semana passada.

Quem faz a revelação é o também empresário midiático santareno Nivaldo Pereira (Rádio e TV Ponta Negra/SBT), em comentário enviado ao blog – leia abaixo.

Tião é o atual nº 1 do Sebrae no estado.

É dele também, segundo Nivaldo, os sinais da Rede TV! em Belém e Altamira.

Sua atuação política tem como base o município de Marabá, onde ele já foi prefeito.

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Empresário, Nivaldo Pereira comenta o post Concessões e digitais:

Jeso,

A título de informação, a concorrencia de número 010/02-SSR/MC do canal 2 pra Santarem iniciou-se em 2002, quando entraram para concorrer 19 empresas, sendo habilitadas no dia 18/12/2002 apenas 15, sendo uma de Santarem e o restante (14) de fora. Eis a relação a sequir:

01 – Grupo Paraíba de Comunicação Ltda.

02 – Rádio e TV Nova Era Ltda.

03 – Agencia Prisma S/C Ltda.

04 – SINCO – Sistema Nacional de Comunicação Ltda.

05 – Galassi e Lopes Ltda.

06 – Sistema Alfha de Comunicação Ltda.

07 – Rede Paraiba de Comunicação Ltda.

08 – Jobast Produções Cinematográficas Ltda.

09 – Ledra e Silva Ltda.

10 – X-Mediagroup S.A.

11 – Ellu Comunicação Ltda.

12 – Rádio Tiradendes Ltda.

13 – Rádio e TV Verde e Amarela Ltda. (única empresa de Santarém na concorrência).

14 – Sinal Brasileiro de Comunicação Ltda.

15 – Televisão A Crítica Ltda.

Nesses 8 anos de recursos (guerra), de impugnações para inabilitar e defesas para continuar habilitado na concorrência, a empresa vencedora, de todas as 15 empresas foi a SINCO – Sistema Nacional de Comunicação Ltda., leia-se TIÃO MIRANDA, homem forte da cidade de Marabá e dono do sinal da REDE TV em Belém e Altamira e outras cidades do estado do Pará e agora com o pé em Santarém.

Hoje, a cidade de Santarém conta com 3 canais geradores de TV, 3 canais de rádio FM, 3 de rádio AM e 8 RTVs, outorgados pelo governo federal.

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Atualização às 21:00:

Pode estar havendo equívoco na informação.

Sebastião Miranda Filho é o Tião Miranda, ex-prefeito de Marabá.

Sebastião Miranda Neto, proprietário da Rede-TV e do jornal Público, é o sobrinho do Tião.

É ele, Sebastião Neto, quem estava lutando para obter a outorga da geradora de Tv de Santarém, bem como outros canais de TV e Rádio  liberados pelo governo federal para alguns municípios paraenses.

Mas como o blog desconhece nomes dos acionistas da razão social SINCO – Sistema Nacional de Comunicação Ltda., vencedora da licitação do MC, solicitamos aos leitores receberem com reservas a presente  informação de que Sebastião Miranda Neto é quem seja mesmo o verdadeiro concessionário do canal de TV de Santarém.

Nesta quarta-feira, tentaremos localizar Sebastião Neto para checar as informações.