sábado, fevereiro 03, 2007
Onde andará Stephen Fry?
Gente o Paulo Rocha sumiu das paragens regionais! O homem não dá as caras faz bastante tempo, e tem falado pelo celular com raríssimos contatos. Muitas pessoas reclamam sua falta, deputado! Dizem até que o tamanho do sumiço tem gerado uma série de comentários, principalmente entre aqueles poucos que por aqui seguem a Unidade na Luta, tendência da qual Rocha é o comandante-em-chefe no Pará.
Mexe-mexe
Candidato a presidência da Associação dos Municípios do Araguaia-Tocantins, Darci Lermen (PT) tem dedicado as últimas horas para conversar com seus colegas dos demais 37 municípios do Sul e Sudeste. Como estão garantindo a presença de Ana Julia na assembléia que escolherá a nova mesa diretora, dificilmente alguém se atreverá a disputar chapa com o prefeito de Parauapebas, integrante da DS e amigo pessoal da governadora.
Que vergonha!
Na edição de sexta-feira de minha coluna no Diário do Pará cometi um daqueles erros crassos que um careta de minha idade, e com certa experiência na área de jornalismo, não deveria jamais cometer. Guiado pela informação de uma fonte instalada no plenário da Assembléia Legislativa, também deputado estadual, incluí todos os parlamentares do Sul e Sudeste como se tivessem votados em Domingos Juvenil – conforme garantira o informante.
João Salame, do PPS, eleito por Marabá, seguiu a orientação do partido, optando pela chapa independente.
Faltou uma simples ligação para a correta checagem. Inda mais porque a fonte, parlamentar como Salame, deve ter tido suas razões não explicadas para fazer a garantia que fizera do voto do deputado marabaense.
Erros rudes como esse, e de suma ignorância, fazem mal. Principalmente a quem procura usar os espaços jornalísticos sem intenção de plantar essa ou aquela nota de objetivo duvidoso.
Ao Salame, minhas desculpas sinceras. Aos leitores do Diário, mil perdões.
Registro este fato aqui porque ainda faltam três dias para a coluna de terça-feira circular. E até lá, se não abordasse a questão, morreria de insônia.
João Salame, do PPS, eleito por Marabá, seguiu a orientação do partido, optando pela chapa independente.
Faltou uma simples ligação para a correta checagem. Inda mais porque a fonte, parlamentar como Salame, deve ter tido suas razões não explicadas para fazer a garantia que fizera do voto do deputado marabaense.
Erros rudes como esse, e de suma ignorância, fazem mal. Principalmente a quem procura usar os espaços jornalísticos sem intenção de plantar essa ou aquela nota de objetivo duvidoso.
Ao Salame, minhas desculpas sinceras. Aos leitores do Diário, mil perdões.
Registro este fato aqui porque ainda faltam três dias para a coluna de terça-feira circular. E até lá, se não abordasse a questão, morreria de insônia.
"Adebin Laden"
Sob o título "Tipo assim...", o Ademir Braz não pega leve para contar das formigadas a lhe pertubarem o dia a dia. Em sua página no Correio do Tocantins, tipo assim, ele diz:
Há dias ando meio Bin, meio Laden e vocês podem me chamar de Adebin Laden. Janeiro foi um mês de cão. Os caras da Celpa vieram e cortaram a energia, fiquei uma tarde e uma noite à luz de vela, que romântico, sem vinho tinto, só cerveja e aguardente por companhia. Graças a Deus meu filho não bebe nem fuma, de sorte que tomei todas sozinho. Dinheiro, nenhum. Amores, em recesso. Ando em estado de anorexia sexual, maior jejum. Há zumbidos estranhos no telefone e alguém sugere que pode estar clonado, grampeado, sei lá, o certo é que todo mês sangro algo em torno de R$ 300, fone residencial mais caro do que um de supermercado.
Banhos, só de hissope - banho de inzope, como se diz por aqui. Há quase dois meses a água da Cosanpa vem quando quer. Nessas últimas duas semanas, não veio mais, às vezes de madrugada, quando dá pra encher algumas panelas. A senhora tem poço artesiano? Então é uma mulher feliz! Anos antes também pensei em cavar um, mas as fossas da Nova Marabá são muito próximas, não há espaço para uma obra dessas e, cá pra nós, pelo menos os coliformes fecais da Cosanpa vêm, quando vêm, do Tocantins. O que lhes dá algum ilusório pedigree, ao menos em relação à água da fossa do vizinho.
Quando essas empresas tiverem com o oficial de justiça à porta, bom será para meus colegas advogados.
Dor de cabeça para todos
A edição de final de semana do Correio do Tocantins publica notícia de dar dor de barriga em qualquer guseiro. Pelo menos é essa a disposição dos promotores Júlio César Costa e José Edvaldo Pereira Sales trabalhando fechado para ingressar na Justiça com ação cível pública por dano material e moral coletivo causados ao meio ambiente.
Investimentos
A coluna do poster publicada as terças e sextas no DIÁRIO DO PARÁ informava a dois meses dos investimentos que a Vale do Rio Doce estava fazendo silenciosamente em toda extensão da Estrada de Ferro Carajás com objetivo de ampliar sua capacidade de escoamento da produção em Carajás.
Com texto do jovem jornalista Patrick Roberto, o Correio do Tocantins publica extensa matéria sobre as novidades. Aqui.
Com texto do jovem jornalista Patrick Roberto, o Correio do Tocantins publica extensa matéria sobre as novidades. Aqui.
Meninas grávidas
Gilberto Dimenstein aqui nos conta que cerca de um milhão de mulheres dão à luz muito jovens -, uma das causas da evasão escolar. Inacreditável, mas verdadeira. E poucas ações para reduzir essa anomalia.
terça-feira, janeiro 30, 2007
2008 chegou
Definidos os cargos regionais nos municípios paraenses, será dada a largada para a disputa da eleição municipal em todos os quadrantes. Em Marabá, a sucessão de Sebastião Miranda (PTB) envolve uma série de fatores devido ao contingente maior de pretendentes, a começar pelo próprio prefeito que não pretende entregar seu poderoso patrimônio eleitoral nas mãos de “um qualquer” -, como definiu amigo de Tião.
De sua reserva pessoal de amizade, até o presente momento não se conhece nenhum nome que esteja sendo trabalhado para brevemente ser jogado no processo pelo atual prefeito. Nem mesmo entre seus secretários despontaria alguém que imprimisse em Tião, primeiro, a confiança-, e a certeza de que o ungido seria mesmo capaz de levar à frente o tipo de administração tocada até agora por ele.
Intramuros, às vezes aparece o nome da vereadora Vanda Américo (PV), que havia anos mantém profundos laços de amizade com o prefeito, mas parentes de Miranda garantem de mãos contritas não haver nenhuma possibilidade dessa opção ser concretizada em decorrência do perfil passional da aguerrida parlamentar.
De sua reserva pessoal de amizade, até o presente momento não se conhece nenhum nome que esteja sendo trabalhado para brevemente ser jogado no processo pelo atual prefeito. Nem mesmo entre seus secretários despontaria alguém que imprimisse em Tião, primeiro, a confiança-, e a certeza de que o ungido seria mesmo capaz de levar à frente o tipo de administração tocada até agora por ele.
Intramuros, às vezes aparece o nome da vereadora Vanda Américo (PV), que havia anos mantém profundos laços de amizade com o prefeito, mas parentes de Miranda garantem de mãos contritas não haver nenhuma possibilidade dessa opção ser concretizada em decorrência do perfil passional da aguerrida parlamentar.
Negociação
O que se tem comentado ultimamente, sem, no entanto, essa versão ter sido ouvida do próprio prefeito de Marabá – pessoa de personalidade forte e introspectiva -, é a possibilidade de Sebastião Miranda negociar sua futura candidatura a deputado federal ancorada no apoio ao nome de Asdrúbal Bentes (PMDB), de todos os atuais pretendentes ao cargo, àquele com maior simpatia popular nas pesquisas de opinião. Lenda ou não, a verdade é que nos últimos tempos Tião e Asdrúbal exercitam sadia relação nos bastidores e em público – após dura batalha jurídica travada pelos dois nos tribunais questionando o resultado da eleição de 2004, disputada por ambos e na qual Tião saiu vencedor.
Como ilustração: em recente inauguração de obras, o prefeito fez questão de convidar Asdrúbal para participar das solenidades, com direito a discursos e elogios trocados.
Como ilustração: em recente inauguração de obras, o prefeito fez questão de convidar Asdrúbal para participar das solenidades, com direito a discursos e elogios trocados.
Amarrando a proa
Com ou sem apoio de Sebastião Miranda, o deputado federal do PMDB já está em plena campanha. Aos 65 anos, Asdrúbal sabe que esse é o momento de tentar realizar seu maior sonho político escorado na aglutinação de forças que tem conseguido e o crescimento eleitoral de seu nome no município. Pesquisa qualitativa a qual o poster teve acesso mostra uma consolidação importante do eleitorado de Asdrúbal: dos quase 30 mil votos obtidos em Marabá para deputado federal, 85% são votos dele próprio.
Outro detalhe é que desde quando passou a ser votado no município, a cada pleito Asdrúbal aumenta em 50% a leva de simpatizantes. Números que não podem jamais ser desconsiderados. Além disso, o parlamentar construiu na região estilo de político carismático, de vida simples identificada com as pessoas menos favorecidas – sem no entanto cair para o clientelismo que tanto marca a carreira de Elza Miranda, cujo mandato de deputada estadual termina nesta quinta-feira (31).
Existe a possibilidade – remota, mas existe – de Asdrúbal repetir a dobradinha fechada na eleição de 2004 com o Partido dos Trabalhadores. Só que para esse acordo ser formalizado, haveria de ter aí pelo meio a junção de interesses da governadora Ana Júlia e do deputado Jader Barbalho. Ninguém sabe como a relação dos dois estará daqui a dois anos e se haverá interesse das tendências locais do PT abdicar de candidatura própria.
Outro detalhe é que desde quando passou a ser votado no município, a cada pleito Asdrúbal aumenta em 50% a leva de simpatizantes. Números que não podem jamais ser desconsiderados. Além disso, o parlamentar construiu na região estilo de político carismático, de vida simples identificada com as pessoas menos favorecidas – sem no entanto cair para o clientelismo que tanto marca a carreira de Elza Miranda, cujo mandato de deputada estadual termina nesta quinta-feira (31).
Existe a possibilidade – remota, mas existe – de Asdrúbal repetir a dobradinha fechada na eleição de 2004 com o Partido dos Trabalhadores. Só que para esse acordo ser formalizado, haveria de ter aí pelo meio a junção de interesses da governadora Ana Júlia e do deputado Jader Barbalho. Ninguém sabe como a relação dos dois estará daqui a dois anos e se haverá interesse das tendências locais do PT abdicar de candidatura própria.
Dois bicudos
Ademir Martins, coordenador regional da Democracia Socialista, ligada a Ana Julia, agora à frente de uma diretoria da Secretaria de Integração Regional, tem sinalizado nas entrevistas à imprensa local de que o PT deverá ter candidatura própria em 2008, logicamente desde que o nome não seja o da deputada estadual Bernadete ten Caten (PT), com quem ele disputa o controle do partido.
Por seu turno, nos próximos dois anos, Bernadete tentará se projetar no exercício de seu mandato com intuito de se fortalecer politicamente para viabilizar sua candidatura dentro e fora do PT. Estrategista, ela sabe que o apoio do governo abastece de sustança qualquer nome, principalmente num município onde o empresariado se mantém à distância do processo sempre que sente a mão do Estado abençoando algum preferido.
Se o partido decidir pelo lançamento de candidatura própria, eleitoralmente o nome de Bernadete é o que se mostra mais vigoroso. Na eleição para a Assembléia Legislativa, a ex-superintendente do Incra no Sul do Pará foi a mais votada do PT no estado, superando 38 mil votos.
Ademir Martins, paralelamente, tentará ocupar espaços num governo majoritariamente gerenciado pela DS, tentando emplacar ações de caráter social que o projetem como pessoa realizadora e capaz de administrar o município. Afora esses movimentos, ele conta com o apoio e estímulo de muita gente forte da atual gestão.
Por seu turno, nos próximos dois anos, Bernadete tentará se projetar no exercício de seu mandato com intuito de se fortalecer politicamente para viabilizar sua candidatura dentro e fora do PT. Estrategista, ela sabe que o apoio do governo abastece de sustança qualquer nome, principalmente num município onde o empresariado se mantém à distância do processo sempre que sente a mão do Estado abençoando algum preferido.
Se o partido decidir pelo lançamento de candidatura própria, eleitoralmente o nome de Bernadete é o que se mostra mais vigoroso. Na eleição para a Assembléia Legislativa, a ex-superintendente do Incra no Sul do Pará foi a mais votada do PT no estado, superando 38 mil votos.
Ademir Martins, paralelamente, tentará ocupar espaços num governo majoritariamente gerenciado pela DS, tentando emplacar ações de caráter social que o projetem como pessoa realizadora e capaz de administrar o município. Afora esses movimentos, ele conta com o apoio e estímulo de muita gente forte da atual gestão.
À espreita
Correndo por fora, persistente e com tremenda vocação para buscar apoios onde considerar viáveis e inviáveis, o deputado João Salame (PPS) aposta em seu discurso e no poder de convencimento que lhe é peculiar. Mantém-se até agora calado, quando o tema é eleição municipal -, sem, no entanto, descuidar-se de fazer costuras que levem em futuro próximo a viabilizá-lo candidato à sucessão de Sebastião Miranda. No fundo, Salame quer ser o candidato oficial de Miranda.
Amigo do prefeito de Marabá, o deputado estadual sabe das dificuldades que ele terá para viabilizar um nome facilitador da própria sucessão. Diante disso, se coloca nesse vácuo em busca de movimento gravitacional que lhe apresente resultados positivos na hora certa -, jogando e trabalhando com extrema habilidade a conquista da confiança de Miranda.
Vai dar certo? Há controvérsias. Sebastião Miranda – dizem os mais chegados -, só confia nele mesmo, e às vezes com doses de dúvidas.
Amigo do prefeito de Marabá, o deputado estadual sabe das dificuldades que ele terá para viabilizar um nome facilitador da própria sucessão. Diante disso, se coloca nesse vácuo em busca de movimento gravitacional que lhe apresente resultados positivos na hora certa -, jogando e trabalhando com extrema habilidade a conquista da confiança de Miranda.
Vai dar certo? Há controvérsias. Sebastião Miranda – dizem os mais chegados -, só confia nele mesmo, e às vezes com doses de dúvidas.
Acordos
Em outro cenário, João Salame não descartaria – inviabilizada suas articulações para tornar-se candidato de Sebastião Miranda -, uma composição com Asdrúbal Bentes. Dificilmente, mas não impossível – como tudo em política! -, facilitaria recuos diante de uma negociação com o Partido dos Trabalhadores. Em Marabá, nos últimos anos tem sido sempre assim, os dois partidos – PPS e PT -, andando em campos opostos.
Uma coisa é certa: dependendo de como se comportará na Assembléia Legislativa, João Salame exercerá papel importante na eleição municipal. Se conseguir engrossar fidelidade em torno de seu nome como conseqüência do desempenho legislativo, certamente é um nome a estar na lista de apostas.
Uma coisa é certa: dependendo de como se comportará na Assembléia Legislativa, João Salame exercerá papel importante na eleição municipal. Se conseguir engrossar fidelidade em torno de seu nome como conseqüência do desempenho legislativo, certamente é um nome a estar na lista de apostas.
Setor produtivo
Em todo período pré-eleitoral, a classe empresarial de Marabá ensaia lançar nome para disputar a prefeitura. Tudo fica apenas no ensaio. Pode até ser que em 2008, isso mude e o setor produtivo decida partir pro limpo.
Quais nomes viáveis? Eleitoralmente, hoje, só o de Leonildo Rocha, do Grupo Leolar, que inclusive recebeu dois convites para ser o candidato a vice-governador de Ana Julia e a ambos disse não, surgindo então a opção de Odair Correa, também do PSB, como Leonildo.
Se dessa vez Leonildo resolver aceitar o desafio, tudo muda. Até o numero de pretendentes ao cargo se reduz. Só que ninguém acredita nessa possibilidade. Leonildo estar envolvido na diversificação de seus negócios, investindo numa usina de ferro-gusa e partindo também para criar uma empresa mineradora que exigirá tempo integral dele nos primeiros anos de consolidação dos investimentos.
O empresário Demétrius Ribeiro, primeiro suplente do senador Mário Couto, não descarta um dia disputar a prefeitura. Será em 2008? Ele jura de mãos unidas estar fora de combate, preferindo apoiar a candidatura de Asdrúbal Bentes.
O vice-prefeito de Marabá, Ítalo Ipojucan (PDT), caso Almir Gabriel tivesse conquistado o governo do Estado, seria a bola da vez como representante da classe empresarial. Terminada a eleição, ele mergulhou e revela aos amigos não ter nenhum interesse em se expor. Até porque não há clima para isso.
Quais nomes viáveis? Eleitoralmente, hoje, só o de Leonildo Rocha, do Grupo Leolar, que inclusive recebeu dois convites para ser o candidato a vice-governador de Ana Julia e a ambos disse não, surgindo então a opção de Odair Correa, também do PSB, como Leonildo.
Se dessa vez Leonildo resolver aceitar o desafio, tudo muda. Até o numero de pretendentes ao cargo se reduz. Só que ninguém acredita nessa possibilidade. Leonildo estar envolvido na diversificação de seus negócios, investindo numa usina de ferro-gusa e partindo também para criar uma empresa mineradora que exigirá tempo integral dele nos primeiros anos de consolidação dos investimentos.
O empresário Demétrius Ribeiro, primeiro suplente do senador Mário Couto, não descarta um dia disputar a prefeitura. Será em 2008? Ele jura de mãos unidas estar fora de combate, preferindo apoiar a candidatura de Asdrúbal Bentes.
O vice-prefeito de Marabá, Ítalo Ipojucan (PDT), caso Almir Gabriel tivesse conquistado o governo do Estado, seria a bola da vez como representante da classe empresarial. Terminada a eleição, ele mergulhou e revela aos amigos não ter nenhum interesse em se expor. Até porque não há clima para isso.
Correndo por fora
Ex-presidente da Câmara Municipal, o vereador Maurino Magalhães (PL) é candidato a prefeito, não pede segredo e vem intensificando sua campanha silenciosamente nos bairros e junto às igrejas evangélicas -, confiante ter construído base capaz de sustentar sua candidatura durante os cinco meses que passou à frente da prefeitura municipal, em substituição ao então prefeito eleito, e cassado, Sebastião Miranda. Nesse curto período, Maurino escancarou as portas da prefeitura permitindo que as camadas mais pobres exercessem forte influencia interna que obrigava secretários a atendê-las em quaisquer circunstâncias, criando sérias dificuldades fiscais ao município – dizem técnicos da PMM.
Resumindo: Maurino aposta em sua capacidade de mobilização social e nos diversos nichos influenciados pelas igrejas evangélicas. Ninguém sabe é se daqui a dois anos essa estrutura ainda estará intacta suficiente para lhe encorajar a enfrentar uma eleição que exige mais do que tudo isso, gordas doações financeiras para fazer frente a uma das disputas eleitorais mais caras do Pará.
Resumindo: Maurino aposta em sua capacidade de mobilização social e nos diversos nichos influenciados pelas igrejas evangélicas. Ninguém sabe é se daqui a dois anos essa estrutura ainda estará intacta suficiente para lhe encorajar a enfrentar uma eleição que exige mais do que tudo isso, gordas doações financeiras para fazer frente a uma das disputas eleitorais mais caras do Pará.
Unidade
Pelo andar do carango, Darci Lermen (PT) será conduzido por unanimidade à presidência da Associação dos Municípios do Araguaia- Tocantins. À exceção do prefeito de Tucuruí, Cláudio Furman (PTB), que andou testando a viabilidade de seu nome sem também articular negociações junto a seus colegas, até o presente momento ninguém anunciou disposição de encarar o prefeito de Parauapebas. A eleição será dia 9 de fevereiro, em Marabá, no Hotel Del Príncipe.
Definindo rumos
Valdir Ganzer deverá homologar licitação vencida pela Delta Engenharia, para agilizar a recuperação da Pa-150, cujo processo encontrava-se amarrado em recursos de construtoras perdedoras sob alegação de direitos subtraídos. Bom lembrar que esse edital foi publicado e apurado ainda na gestão anterior. Diante da urgência para a recuperação de mais de 800 km da rodovia, o novo secretário temia perder mais tempo publicando nova licitação, mas encontrou uma solução que pode destravar – como diz o Lula - a questão.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Saga de heróis
A biblioteconomista Maria Virginia Mattos, para nós rara historiadora dos tempos marabaenseses, é quem conta num ensaio publicado no Boletim Técnico No 3 da Fundação Casa da Cultura, a importância do major-aviador carioca Lysias Augusto Rodrigues para a integração de muitos municípios da bacia Araguaia-Tocantins ao transporte aéreo. O texto leve de Virginia nos leva a conhecer a audácia e heroísmo de pessoas que contribuíram para que cidades como Goiás (hoje Goiânia), Porto Nacional, Tocantínia, Pedro Afonso, Carolina, Imperatriz, Marabá, Tucuruí, entre outras, saíssem de seu isolamento secular graças abertura de campos de pouso para a primeira aeronave do recém-criado CAM – Correio Aéreo Militar, cujo vôo pioneiro ocorrera em junho de 1932, na rota São Paulo-Rio de Janeiro.
Longe da civilização
Nunca é cansativo lembrar que a maioria daquelas cidades só conhecia o transporte fluvial. Nem estradas havia. Marabá, por exemplo, só foi interligada por via rodoviária a partir de 1969, com a inauguração da Pa-70, e da Transamazônica, aberta ao tráfego em 1972. Antes disso, para se alcançar outras povoações somente através de canoas, batelões, e, bem mais adiante, usando embarcações motorizadas.
Novas rotas
O artigo de Virginia Mattos, reforçado por depoimentos importantes fisgados de outras publicações, cita o entusiasmo dos jovens pilotos do Correio Aéreo Militar em busca de ampliação do raio de atuação do transporte aéreo, naquela época reservado a raras cidades do sudeste. O maior obstáculo que enfrentavam era a inexistência de aeroportos e a indisponibilidade de mapas confiáveis e de serviços de radiotelegrafia.
Estimulados pelo interesse da Panair do Brasil em diminuir a distância de viagens entre os Estados Unidos e Buenos Aires, normalmente feitas seguindo a curva da costa brasileira, oficiais do CAM decidiram pesquisar pontos do interior do país com objetivo de abrir aeroportos e viabilizar novas rotas, próximas umas das outras para a necessária parada técnica de reabastecimento.
Estimulados pelo interesse da Panair do Brasil em diminuir a distância de viagens entre os Estados Unidos e Buenos Aires, normalmente feitas seguindo a curva da costa brasileira, oficiais do CAM decidiram pesquisar pontos do interior do país com objetivo de abrir aeroportos e viabilizar novas rotas, próximas umas das outras para a necessária parada técnica de reabastecimento.
Bandeirantes
Três desbravadores foram escalados para explorar por terra um longo trecho que saia de São Paulo a Goiás, e daí até Belém: Lysias Augusto Rodrigues e dois representantes da Panair, Félix Blotner e Arnold Lorenz. Missão deles: definir cidades e locais onde os campos de poucos seriam abertos.
Como a maior parte do trajeto não tinha estradas, a exploração terrestre foi uma aventura. Usaram também cavalos e canoas, enfrentando corredeiras perigosas ao longo de igarapés e dos rios Araguaia e Tocantins. A partir de Palma (hoje Paranã) até Belém, a viagem durou 30 dias.
Como a maior parte do trajeto não tinha estradas, a exploração terrestre foi uma aventura. Usaram também cavalos e canoas, enfrentando corredeiras perigosas ao longo de igarapés e dos rios Araguaia e Tocantins. A partir de Palma (hoje Paranã) até Belém, a viagem durou 30 dias.
Aeroportos
A expedição realizada em 1931, em verdade, possibilitou às autoridades municipais receberem dos aviadores orientação para a abertura dos primeiros campos de pouso em Ipameri, Planaltina, Formosa, São João da Aliança, Cavalcante, Paraná, Peixe, Porto Nacional, Tocantínia, Pedro Afonso, Carolina, Imperatriz e Marabá. A dimensão padrão de cada pista deveria ter aberturas mínimas de 200 por 600 metros e as maiores de 1000 por 1000 metros.
Marabá, lá embaixo
Em 1931, o prefeito de Marabá era Ascendino Monteiro Nunes, que não seguiu a orientação dos visitantes quanto as dimensões da pista. Resultado: quatro anos após a exploração terrestre, o major-aviador Lysias Rodrigues espantou-se ao se aproximar da pista de Marabá, vindo de outras cidades onde também inaugurara seus aeroportos, pilotando um pequeno avião Waco C.S.O., “pela possibilidade de curta aterragem, solidez e raio de ação razoável, embora a velocidade de cruzeiro fosse de 160 quilômetros por hora”, conta o piloto em seu livro Roteiro do Tocantins:
Exatamente no dia 17 de novembro de 1935, essa rota era aberta por esse destemido aviador.
"O aeroporto de Marabá é na margem esquerda do rio Itacaiunas (continua no mesmo lugar), afluente do Tocantins, próximo à cidade. Quando sobrevoamos o campo nosso coração sofreu um baque; o campo pronto era pequeníssimo, cercado de árvores gigantescas, e tínhamos que fazer ali nosso reabastecimento de qualquer maneira. Fizemos várias tentativas para aterrar e retomávamos o vôo. Voltar era impossível, a gasolina não dava.
Por fim, resolvemos glissar entre duas gigantescas castanheiras, e chegar ao solo planando, para poder caber no apertado campo. Conseguimos aterrar bem, apenas com um choque um pouco maior que uma aterragem normal. Que alivio!" - conta Lysias em seu livro, que Virginia reproduz no ensaio.
Exatamente no dia 17 de novembro de 1935, essa rota era aberta por esse destemido aviador.
Perto do fim
Até recentemente, mais ou menos dez anos atrás, rota quase idêntica aberta pelo heróico piloto do CAM ainda era usada pela aviação comercial, no trajeto São Paulo- Belém, com escalas em Uberaba, Uberlândia, Brasília, Goiânia, Porto Nacional, Pedro Afonso, Carolina, Imperatriz, Marabá, Belém. Progressivamente, a redução de custos e a necessidade de aplicação de reengenharia nos setores de tráfego das companhias aéreas riscaram do mapa pousos naquelas cidades, permanecendo apenas Marabá e Imperatriz.
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