sábado, janeiro 12, 2008

Duelo socialista

Mais de 300 militantes da Unidade Socialista estiveram presentes no Sítio do Tomé, em Benevides, prestando solidariedade a Maria Aparecida, atual Secretária de Administração, ameaçada de ser demitida do cargo por solicitação da direção do PSB.

A Unidade Socialista entregou cerca de 40 manifestos da região metropolitana e nordeste do estado em apoio a permanência da Maria Aparecida na SEAD. Caso a governadora mantenha-a no cargo, será um derrota do ex-senador Ademir e seu filho Cássio.

A US mantém contato com o vice-governador Odair Corrêa na tentativa de fazê-lo retornar ao Partido Socialista. Hildegardo Nunes, do SEBRAE, também está sendo sondado para ingressar na legenda. Objetivo da US é apresentar ao PSB/Nacional uma comissão provisória interventora para que recoloque novamente o PSB interagindo com a militância.

O ex senador Ademir Andrade, deputado Cássio Andrade e o presidente de honra, Orlando Bordallo, não saem do telefone, ligando para todos dirigentes municipais. Dizem que ameaçando-os caso venham apoiar a permanência da Maria Aparecida na SEAD.

Lado podre

Sou contra os anônimos que, não tendo argumentos, querem só expor os seus tormentos. (Afonso Klautau)

Castigo escolar

Na terça, 8, a Vale foi surpreendida com exigência do Ministério Publico Federal para que a mineradora faça investimentos na criação de um reserva florestal com cerca de 600 hectares, no mínimo, de área trabalhada. A ação civil pública ajuizada cita a Vale e a consultora Geoexplore , esta como responsável pela incêndio que destruiu parte da Floresta Nacional de Carajás, em 2003. Naquela ocasião, a empresa terceirizada realizava serviços topográficos no espaço tomado pelo fogo.

Quem pede à Justiça Federal o sentenciamento é o procurador da República Marco Otavio Mazzoni.

Pau que nasce torto

Cumprindo pena na delegacia de Conceição do Araguaia por latrocínio, Elismar dos Santos recebeu indulto de Natal para permanecer algumas horas ao lado da família.

Nem bem colocou a cabeça à luz do sol, o apenado tomou outra providencia: simulou arma de grosso calibre ao cobrir com pano um pedaço de madeira e foi à luta. O primeiro ônibus interestadual que passou na Pa-150 foi assaltado pelo criminoso.

O poster entende bulhufas de Direito razão maior de evitar emitir pitacos sobre o tema. Mas não deixa de ser intrigante os critérios usados pela Justiça quando define a lista de beneficiários do tal indulto natalino. O rapaz em cena é cumpridor de pena por ter matado alguém, após roubar a vítima. Para qualquer cidadão com o mínimo de entendimento, o cara é, portanto assim, nocivo à sociedade. Mas ganhou o indulto (toma-te!), desmoralizando a Justiça na primeira esquina dobrada.

Intrigante também (por favor, considerem a ignorância do blogger nessas questões jurídicas!) é o benefício da regressão da pena -, perdão, “progressão da pena”. Se o cara é condenado a cumprir 60 anos de cadeia, na verdade ele só terá obrigatoriedade de sofrer 20 anos na penitenciária.

A Justiça, aos olhos deste leigo, nesses casos, condena por ficção.

Ou não?

Peço ajuda aos queridos causídicos (palavrão medonho!!) blogueiros.

Radicalismo privado

Quando a greve foi deflagrada, a direção do frigorífico tentou diversos acordos na tentativa de convencer os 200 funcionários a voltarem aos postos de trabalho, garantindo, inclusive, todos os direitos trabalhistas dos empregados incorporados.
As propostas foram rejeitadas.
Agora, cada um das duas centenas de ex-grevistas receberam aviso de Justa Causa.
Demissão em massa.
O fato ocorre em Redenção, nas dependências de um frigorífico recentemente comprado pelo Grupo Bertin.
A unidade industrial, no entanto, está em plena atividade. Substitui, com extrema rapidez, os demissionários.
Cortando o mal pela raiz, a empresa não quer pegar mais sustos em sua produção de escala, temendo ferir contratos internacionais.

Sobrou pra ela

Imprensa de Redenção informa que a deputada Bernadete Caten (PT) está sendo duramente criticada por não ter comparecido à audiência pública da Comissão dos Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, realizada naquele município, para apurar denúncias de maus-tratos, por parte dos órgãos de segurança pública, durante execução da Operação Paz no Campo.

Segundo os jornais, a bronca maior parte das entidades populares e de trabalhadores rurais que esperavam apoio irrestrito da parlamentar durante a coleta de depoimentos.

Mais duro ainda é a coluna de Dinho Santos, correspondente em Redenção do jornal Opinião:


“Muitos dos colonos que estavam na audiência e nos arredores do local da reunião diziam que a deputada, que se diz forte defensora dos trabalhadores rurais, na hora em que o povo camponês mais precisou do seu apoio, ela tinha outros compromissos.
O fato mais comentado pelos colonos quanto a ausência da deputada, foi devido ela ser presidente da Comissão dos Direitos Humanos da AL, ter provocado a reunião e na ´hora do vamos ver´, fugido da raia”.

Retribuindo conceitos

A chamada Comissão de Estudos Educacionais, criada pelo atual coordenador do Sintepp em Marabá, Dionísio Gonçalves, deve ter sentido o golpe ao tomar conhecimento do parecer técnico do Tribunal de Contas da União, publicado no Diário Oficial, jogando por terra todas as acusações formuladas contra a secretaria de Educação de Marabá.

A 2ª Câmara do TCU julgou improcedente as denúncias da CEE do desvio de R$ 15 milhões do Fundef, existência de servidores fantasmas e alunos inexistentes.

Usadas como bandeira de campanha para elegê-lo coordenador do Sintepp, as denuncias de Dionísio estão sendo pontuadas inversamente, uma a uma, pela prefeitura de Marabá, seja através de notas na imprensa ou entrevistas no Rádio e TV .

Objetivo da contra-campanha é desmoralizar o coordenador do Sintepp junto a classe, mostrando que ele agiu de má fé, mentindo aos educadores com apresentação de números inexistentes.

Está chegando

Em sua tradicional coluna “Repórter Tocantins”, o Correio do Tocantins anuncia estar se preparando para transformar-se em diário, no embalo das comemorações pelos 25 anos do jornal.
Antes, aquecendo tambores, o CT passa de duas para três edições semanais..
A partir da próxima terça-feira, 15, o jornal circulará com nova feição gráfica.
Marabá pede, urgentemente, um diário. Faz tempo.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Todos os pecados

Tenho dito que esse moço não é normal. E basta dizê-lo para aparecerem uns babacas aqui, defendendo-o. Certamente, iguais a ele.

Descobre-se agora no monstrengo outro viés: o de defender o extermínio e a tortura de gentes inocentes.

Caçada no Araguaia

Dantas, ex-mateiro a serviço do Exército para localizar guerrilheiros nas matas do Araguaia, chegou a assistir sessões de torturas comandadas pelo “doutor Curió”, codinome de Sebastião Curió.

Presenciou três na Bacaba (núcleo de amassa-culhão localizado no Km 60 da Transamazônica, sentido Marabá-Araguaia) e duas em Xambioá, do outro lado do rio.

Incrédulo, num final de tarde, sentado num banco, viu a guerrilheira Áurea desafiar Curió em plena audiência de terror.

Porradas. Choques. Aperta-peitos -, ´técnica´ usada para pressionar bicos dos mamilos femininos com um tipo de presilha de chumbo.

Longas noites de pesadelos até hoje lhe despertam.

Suado, ele acorda, e lembra dos olhos revirados de Áurea, aos gritos, encarando o atual prefeito de Curionópolis.

As palavras da jovem ainda estão a lhe perturbar na memória.

- Dedo-duro covarde. Covarde. Corno. Chifrudo. Me dá um revólver com balas que te mostro quem é mulher!

Rever a Lei de Anistia? Não.

Rever princípios. Cobrar ética do voto. Sustar muitos açougueiros ainda na vida pública.

Portfólio

Assessoria do deputado João Salame (PPS) envia e-mail resumido balanço de seu primeiro ano de mandato parlamentar:

“70 projetos apresentados no plenário da Assembléia. Além de conseguir recursos para obras já em andamento, como a drenagem da avenida São Paulo, em Marabá, o deputado comemora conquistas importantes junto ao Governo do Estado, como a retomada das obras, ainda este ano, da Escola de Produção e do estádio de futebol de Marabá. Salame também emplacou emendas ao PPA e à Lei Orçamentária contemplando 17 municípios da região”.

Nódoas do leite

'Estamos criando um sistema de monitoramento por satélite só para a exploração florestal, que seja em tempo real, exatamente para evitar que a gente tenha que depois chorar sobre o leite derramado'. (Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente).

Estados Unidos, países da Europa e Ásia fazem isso há anos.
Por que somente agora o governo se apodera dessa ferramenta tão eficiente, tantos já foram leites derramados floresta à fora?

Olho vivo

Sugestão à secretária Billa Gallo: mande auditar as UREs no Estado.
Não apenas a de Santarém.
Há broncas sérias fluindo por aí. Pelo menos é o que afirmam professores avizinhados do dia a dia das unidades regionais.

Histórias de Alda

A senhora da foto chama-se Alda Ribeiro, 82 anos.
O rapaz da foto emoldurada é filho dela, morto por militares na guerrilha do Araguaia.
Marido e filho mortos pelas balas do Estado na inóspita mata de São Domingos.
Alda tem uma linda História de vida. Triste, mas linda.
Porque ela enfrentou com dignidade os destemperos, sozinha, criando outros seis filhos.
Osvaldão morou na casa dela.
A guerrilheira Fátima foi morta num açaizal que existia na roça dos Ribeiro, onde se encontrava escondida.
Criméia Alice, hoje residente em São Paulo, tirada da guerrilha em estado de gravidez, tempos depois voltou a São Domingos para rever Alda, grande amiga de sua vida.
O poster tem um vídeo extraordinário gravado na casa dessa bela senhora brasileira-paraense-do-roçado.

Pegadas invisíveis

Na Setrans, há algo estranho. Muito estranho.
Turbinado, assim dizendo, por interesses ausentes de interesses de governo.
Novidades à vista?

Poder de síntese

Das duas, uma: a direção de Jornalismo ficou preocupada em deixar claro tratar-se exclusivamente de material jornalístico – sem interesse comercial -, ou, por ter sido exatamente assim, extraiu propositalmente da entrevistada o tempo que ela, como autoridade maior do Estado, merecia ter (como tinham Almir e Jatene), para explicar melhor os tema abordados em 78 rotações.
Moral: Ana Julia, entrevistada pelo competente Salomão Mendes, na TV Liberal, deixou de ser explorada como deveria na abordagem de temas que afligem todo o Estado, um ano depois de assumir o governo.
Salomão e a governadora correram demasiadamente, chegando às vias de se ‘atropelarem’.
Depois da entrevista, o “Bom Dia Pará” seguiu, normalmente, bom tempo no ar.

Clube poderosa

A Rádio Clube AM é ouvida de cabo a rabo no Sudeste do Pará, com sua estação satélite de Marabá. O dia inteiro, show de notícias valorizando fatos regionais.
Para quem teve forte ligação com o Rádio, dá gosto constatar a existência ainda de estação de varejo de excelente qualidade. Mistura boa informação com gosto popular.
Zeca Moreno, de 8 às 12 horas, sóbrio, bom entrevistador (cria aqui do poster), é todo audiência. Sabe intercalar o momento certo de música e notícia, colocando microfone em on como parlatório dos ouvintes.
Sem gritar.
É uma força, a Clube. Poderosa mesmo.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

´Remorando´, sempre

Luiz Fernando, o auditor do TCM, falou grosso.

Detalhes na coluna do poster no Diário do Pará desta sexta-feira, 11.

Imperdível!

Promiscuidade explícita

Vale tudo por dinheiro. Pelo menos para algumas mulheres, como Jaqueline.
Ela é uma das estrelas do BBB-8 disposta a posar nua para a “Playboy”, desde que a revista obedeça a seguinte tabela de preços:

- Só faço por R$ 500 mil. Se o cachê for de R$ 1 milhão, eu mostro mais. Mas se forem R$ 2 milhões, mostro até as trompas.

Baixando a madeira. E bala.

Ainda sobre o post Fábrica de Crimes, jornalista Ademir Braz esclarece o registro de outros assassinatos na invadida “Área da Coca-Cola”.

O assassinato do auto-intitulado chefe do bando que invadiu, ocupou, depreda e vem negociando a propriedade legítima dos herdeiros de Almir Morais, não é o primeiro; é o terceiro conhecido. Antes dele um sujeito foi morto a pauladas e, pouco antes, uma mulher, segundo uma fonte lá residente (que, ao contrário do que diz o anônimo das 11:47 AM, não é bandido, é trabalhador desempregado e com família numerosa). Há uma versão meio insólita de que alguns corpos encontrados na ferrovia seriam de gente daquela área, apenas desovada sobre os trilhos.O surpreendente nisso tudo é que os herdeiros de Morais não gozam de qualquer segurança jurídica para reaver seu bem espoliado, situação decorrente da falta de política pública para a moradia digna.

Para produzir gente feliz

Os governos tucanos passaram doze anos falando em fortalecimento da “base produtiva do Pará”, e esqueceram-se (ou não tinham preocupações com isso) de criar condições para distribuir dignidade no seio da base humana do Estado. À exceção de raríssimos conjuntos habitacionais construídos em algumas cidades para servidores públicos, não se tem conhecimento de investimentos aplicados em gestões passadas cujo (arre, palavra!) foco pretendesse reduzir bolsões de miseráveis da periferia.

Conhecendo detalhamento o Projeto “Cabelo Seco”, idealizado pela secretaria de Desenvolvimento Urbano Regional (Sedurb), dá um prazer danado imaginar cerca de quatro mil pessoas morando em casas dignas, com ruas saneadas e água de qualidade nas torneiras. Mais prazer ainda saber que o bairro a ser beneficiado é o que deu origem a cidade de Marabá, ocupado, desde os primórdios, por famílias pobres de pescadores, com rendimento médio entre 1 e 2 salários, que nem banheiros internos possuem em suas casas caindo aos pedaços, grande maioria sustentada por paredes de sapé.

18% das moradias do ´Cabelo Seco´lançam dejetos sanitários a céu aberto.

Não fica por ai.

O bairro têm como atividade econômica, além da pesca artesanal, conserto de embarcações, lavagem de roupas (as tradicionais lavadeiras do Cabelo Seco), e pequenos comércios. Em função disso, o projeto prevê respeito a esse status quo, ou seja, manutenção do uso compartilhado do espaço público de uma comunidade que utiliza os rios Tocantins e Itacaiunas (ambos se encontram ali) para a complementação de renda.

Ao final de execução dos projetos de extensão da orla na parte do rio Itacaiúnas, em continuidade a orla do Tocantins quase concluída pela prefeitura, construção de habitações e urbanização do bairro, o Pará estará sendo apresentado como Estado que cuida realmente de sua gente periférica-, respeitando tradições, modus vivendi. Habilitando-se, com isso, a conviver com gente feliz disposta a integrar sua verdadeira base produtiva.

Cláudio Puty, secretário de Governo, ativou recentemente start da concorrência das obras de urbanização do Cabelo Seco, orçadas em R$ 15 milhões.

Essa aí merece comemoração. Por um bom tempo.

Território escancarado

Saindo de Marabá até Salinas, pela BR-222, a extensão é de 680 km.
De Salinas a Marabá, retornando por Belém, Alça, Pa-150, percorre-se mais 700 km.
No longo trecho, existem onze postos de Polícias Rodoviária Federal e Estadual.
O poster fez esse trajeto sem parar em nenhuma barreira de fiscalização. Os policiais escalados em seus locais de serviço, por onde passamos, batiam papo entre eles ou simplesmente não se encontravam.
Em cinco postos, completo abandono. Nenhuma viva alma.

Agenda Rêmora

Luís Fernando Gonçalves da Costa, auditor do TCM, dia 22.
Marcelo França Gabriel, filho do ex-governador Almir Gabriel, 24 de janeiro.
Chico Ferreira, mandante das mortes dos irmãos Novelino, dia 29.
Essa a seqüência de tomadas de depoimentos dos principais acusados de crimes contra administração pública, presos na Operação Rêmora, da Polícia Federal.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

E por falar em Justiceiros...

Comentário de anônimo ao post Bandido é Bandido:

Meus caros Juvencio e Hiroshi: Espero que vocês nunca sofram na carne a violência existente.Se o ECA não patrocina a violência pelo menos é tolerante com ela.Vamos perdoar o Champinha pois afinal ele é vitima da sociedade e os pais dela que se danem.Idem os pais da pobre Rayara. (Garota de 15 anos assassinada em Marabá por um menor de 12 anos)

Em resposta ao comentarista defensor dos princípios de Talião, fica uma estorinha aqui, verdadeiramente real, ocorrido no seio de nossa família.

Há dois anos, a filha mais velha do poster, ao sair de casa, na Rui Barbosa, bairro do Reduto, por volta das 19 horas, foi manietada por três bandidos que atravessavam a rua e viram quando ela adentrou no carro do namorado, estava estacionado à frente de nosso prédio.

Tudo rápido. Um dos bandidos colocou o revólver na cabeça do rapaz, ao volante, enquanto os outros entravam no banco traseiro da camionete. Rodaram a cidade parando em caixas eletrônicos, nervosos. Em todos que iam, deixavam um bandido no veículo com a filha do blogger, ameaçada de ser morta caso o namorado procedesse de forma suspeita.

A situação agravava-se a cada parada nos bancos on line, sempre lotados de clientes. O rapaz, publicitário dos mais talentosos de Belém, sempre com um revólver discretamente colocado em sua cintura.

Dentro do carro, o marginal dizia horrores à nossa filha, que chorava, pedia pra não ser morta. E que não fizessem mal também ao seu parceiro.

Passavam das 22 horas. Em nenhum caixa eletrônico os marginais sentiram segurança de aguardar a operação de saque que exigiam do refém. Decidiram então sair da cidade.

Nesse espaço de tempo, começavam a dizer que iam matar os dois, revoltados por não terem sacado grana do banco.

No momento em que os bandidos abordaram o casal na Rui Barbosa, o namorado estava falando ao celular com um amigo, também publicitário, residente em Fortaleza. Ao sentir a arma na cabeça, exatamente quando baixava o vidro do carro para receber a namorada, ele deixou o aparelho de telefone cair no piso do carro, ligado, sem que os assaltantes notassem.

Do outro lado da linha, o amigo ouvia tudo o que se passava pelo celular que estava no piso do carro. Desesperado, sem poder fazer nada, tentava falar -, com a ajuda da esposa cearense fazendo ligações de seu fixo -, com os sócios do colega seqüestrado. Mesmo em Fortaleza, o rapaz conseguiu o telefone do secretário de Segurança que imediatamente acionou a polícia para tentar localizar algum carro supostamente seqüestrado.

Quando passaram pela Polícia Rodoviária Federal, em Ananindeua, sem que o veículo fosse parado, os bandidos alertavam da disposição de dar tantos tiros fossem necessários caso o casal tentasse denunciar o seqüestro no posto da PRF.

Na Alça Viária, próximo à ponte do Guamá, obrigaram o casal a tirar as roupas. Os dois, coitados, não tinham duvidas de que seriam mortos ali.

A sorte de ambos foi que ao longe, provavelmente de cima da ponte, apontou um veículo da polícia que seguia sentido Alça-Belém, com sirene e faróis de alerta ativados. O trio imaginou tratar-se de algum cerco, por terem sido descobertos. Largaram o publicitário à margem da estrada, e entraram em sua camionete, voltando para Belém, conduzindo a filha do poster em seu interior. Mais à frente, a largaram numa rua deserta de Ananindeua. E a camionete próximo ao Shopping Castanheira.

Por volta de uma da madrugada, a filha adentra numa residência, onde pede ajuda, coitada, quase sem roupa. E dali telefona para a mãe, que entra em desespero e comunica ao fato ao blogger, em Marabá. Imaginem o efeito desse tipo de notícia de seqüestro de uma filha, quando você encontra-se dormindo, numa madrugada qualquer da vida. Não é mole.

Vivemos, certamente, os momentos mais terríveis de nossas vidas. A esposa do poster e o filho mais velho, deixaram o apartamento da Rui Barbosa com destino ao endereço onde se encontrava a filha. Não largava o celular falando a cada instante com o blogger. A sensação era de que não encontraríamos nossa menina viva, apesar dos donos da casa que lhe deram guarida, informar do seu bom estado de saúde.

Tempos certeza de que as vidas dos dois publicitários, o ex-namorado e a filha, mudaram depois desse episódio. Ficamos meses acompanhando as investigações da polícia até a prisão dos bandidos, muito tempo depois.

Em nenhum momento, consideramos a justiça pessoal como solução. Nem pensamos em contratar justiceiros. E tínhamos motivos de sobra para isso, baseado na visão de alguns comentaristas.

Dever do Estado
Excerto pelo Juvencio Arruda do post de Francisco Rocha (Flanar), define com precisão esse tema, polêmico e destemperado, quando defendido apaixonadamente por alguns, vítimas da violência:

A vingança privada não é mais um instrumento tolerado pelo Estado. Bandido bom não é bandido morto: bom é bandido preso, em condições humanas, com chances de recuperação e de ressociabilização, após sua saída da cadeia, e com o Estado preservando a dignidade de sua família durante o período de encarceramento. É isso o que fazem os cartéis criminosos, na ausência do Poder Público. É este o papel que o Poder Público tem que exercer, não deixando o futuro sob o controle do crime organizado.

Homens, deleitem-se!

Zé Simão, na Folha de São Paulo, deita e goza sobre três temas:

Três grandes notícias abalaram o planeta

1. Masturbação evita câncer da próstata. Ou seja, mãos à obra! Ops, mãos à cobra! Então, agora quando você se tranca no banheiro com a 'Playboy', não é mais masturbação, é... manutenção!
2. Depois saiu esta: "Pizza evita câncer de estômago".
3. E agora a mais nova: "Cerveja faz bem aos ossos".
Nunca foi tão fácil cuidar da saúde: punheta, pizza e cerveja!".
Falta só falar que TV faz bem pra vista!!
Já imaginou:
Sentado num sofá, "tocando uma", comendo pizza, tomando uma gelada e vendo filme pornô?
Pra que academia???

Regime de Sarapatel

Plena quarta-feira, 9 horas (a tal fase 12:00 Pm), o poster levanta-se ´amarrado´ numa ressaca histórica. A noite foi longa. Nessa situação, somente sarapatel de bode com buchada de boi, na baiúca ambulante do Zezão, como tratamento eficaz.

Mais do que depressa, a barba, o banho, troca rápida de roupa. O dia ficou mais curto, acordando tarde assim. Pedindo por boas novas na Net, o blog espera atualização escassamente feita, nesse período, a demorar-se acabar, de mudança de Ano.

Rápido giro pela cidade e finalmente a baiúca de Zezão acostada próximo à rotatória da Verdes Mares, como sempre, cercado de clientes ávidos por guloseimas gordas e especialmente feita para que estica noturnamente. Ou seja, cerveja.

“De costas pra rua”, o poster toma assento e pede a primeira dose: buchada de boi, com Coca Zero providencialmente comprada na loja de conveniência do posto de gasolina próximo.

Zezão não vende refri. Oferece água bem gelada, de dar dor nos dentes, mas de origem suspeita. Provavelmente retirada de uma das torneiras da casa dele na noite anterior, e, no gelo, infalível para matar a sede de ressaqueiros. Descarto-a, com todo o respeito.

Segunda dose: um prato de sarapatel de bode, pra dar desfecho final à incontida fome de rameiro -, absorvendo sensação de bem estar orgânico. Ilusória, como toda sensação.

São 10:25. Promessa feita pela terceira vez em 2008: amanhã o poster inicia sua dieta radical para perder 8 kg.

Beijos a todos e até mais tarde.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Bandido é bandido

Juvencio Arruda, como Durango Kid, foi mais rápido no gatilho. E nem deu tempo do blogger responder comentário ao post Desejo de Matar de Anônimo ´saudando´ os mata-mata oficiais.
Taí o que o comentarista queria, assinado pelo criador do Quinta Emenda.
Justiceiro sempre é bandido.
Gente desiludida com a inoperancia do estado tem outros meios para exigir justiça.
Senão não é estado, é estado bandido. Quem julga e condena não é o cidadão, é o estado.
Quem age por conta própria é bandido.
Não vale reconhecer o estado para algumas coisas, e negar para outras.
Não é o Estatuto da Criança e do Adolescente que patrocina a violência. É a desigualdade, a pistolagem, a grilagem, a devastação, a permissão de instalação de grandes empreendimentos sem políticas socias que impeçam a migração desordenada.
Justiceiros são a pior espécie de bandidos, pois querem se mostrar, e à sociedade, que são mais justos que o estado.
Não são.
São mais tarados, mais doentes, só isso.

Pedágio indigesto

Para quem faz eventualmente a travessia, R$ 19,50 cobrado por carro pequeno de Belém ao Porto do Arapari, não pesa no bolso do motorista. Mas para aqueles que moram na capital e trabalham em Barcerena, indo e vindo, diariamente pela balsa, é salgado. Bem salgado. Pelo menos a grita existe no porto do monopólio.

Optando em fazer o trajeto pela Alça Viária, distancia de 200 km, ida e volta, o cidadão encarece mais ainda a viagem.

Se correr o bicho pega, se ficar... Perde o emprego.

Raça desnaturada

Os gabirus deixam porque deixam os favelões crescerem, aos olhos escancarados. E nada fazem para impedir. É a tal lógica de quanto mais miséria, melhor pra eles distribuírem Sopão das 6 da Tarde.

Quem passa pelas margens da Pa-150, logo após a ponte sobre o Moju, dentro da cidade, se depara com a pobreza consentida. Porque é institucionalizada sob a desculpa de que as barraquinhas dão sustento aos familiares dos mambembes. E não venham querer jogar o poster na fogueira acusando-o de preconceituoso. Nada disso.

É sacanagem mesmo de prefeitos que a tudo assistem e nada fazem. A favela, cinco anos atrás dava para ser controlada. Agora, não!

Se for para escancarar a miséria verdadeira, então que se construa algo digno e se urbanize o tratamento às pessoas necessitadas.

Moju não tem sorte, não tem. Sai Iran, entra Cardoso; Sai Cardoso, entra Parola; depois Iran. A coisa não muda. Tudo entre eles.

Esses prefeitos desnaturados deveriam sofrer algum tipo de sanção moral, pelo menos isso. Para aprenderem a ofertar cidadania.

Com tetos

Esperto mesmo é o Macarrão, prefeito de Tailândia. O caraíba sacou mais fundo do que os demais prefeitos paraenses e partiu para se transformar no “Pai dos Pobres”, como está sendo chamado em sua cidade.
‘Ciência’ simples: desapropriou área de 10 hectares e empanturrou o espaço de famílias sem-teto, auxiliando-as na construção das moradias oferecendo materiais de construção, além de estimular a participação coletiva no soerguimento das habitações. Ignorou o asfalto, saudando a telha.
Resultado: basta dar uma volta pela cidade e sentir o clima de “divindade”. No céu, Deus. Na área, Marcarrão, o esperto.

Afiando a caneta

Conforme divulgado no RD de hoje, Ana Julia decidiu mesmo passar a régua. Quem é governo, benesses; quem faz de conta, chumbo na canela.
Além do senador José Nery (PSol), outros personagens terão seus apaniguados devidamente retirados da estrutura governamental. São os tais que se declaram da “base aliada”, e à noite conspiram contra.
Nos próximos dias, o Diário Oficial transformar-se-á no best seller da classe política paraense.

Beira de estrada

O blogger permaneceu mais tempo na estrada, nesta terça-feira, 8, do que o previsto, retornando a Marabá. Resultado: somente agora mostramos a cara. De novo.
Desculpem.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Desejo de Matar

No Quinta Emenda do Juvêncio Arruda:

Dois assassinatos em Icoaraci, ontem, podem indicar a existência de um esquadrão da morte em ação na área. Justiceiro, vale lembrar, é sinônimo de bandido. Talvez a pior espécie deles.

Em Marabá, justiceiros atuam também em bairros da cidade. Vez por outra aparecem corpos nas esquinas. Todos, sem exceção, de bandidos.

Eleição à vista

Na avaliação do governo, Marabá aparece como município onde PT e PMDB encontrarão muitas dificuldades de negociar uma postura de não-agressão a aliança que une as duas legendas no Estado.
Parauapebas, não! Ali há possibilidades de composição.
Quem conta é a jornalista Ana Célia Pinheiro, no Perereca da Vizinha.

Tirando o time

Pelo menos dois convidados não estiveram no segundo jantar, sexta-feira, 4, oferecido por Almir Gabriel a grupo de amigos, oficializando, segundo diz, sua saída da vida pública.

Quem passou informação ao blog foi Lúcio Flávio Pinto, que já descobriu, no entanto, as razões da ausência dos dois convidados: “receio do jantar ser um ato político e não sentimental, como foi apresentado”.

E por falar em Lúcio, a primeira edição de 2008 do Jornal Pessoal já está nas bancas.

Emergindo

A estrela de Paulo Tamer pode voltar a brilhar na era Geraldo Araújo. O futuro secretário de Segurança já manteve contato telefônico com o delegado.

Fábrica de crimes

O primeiro assassinato já ocorreu, na chamada invasão da “Área da Coca-Cola”. Outros estão por vir.

A onda de invasões urbanas a tirar o sossego de proprietários e autoridades de Marabá é o maior negócio de especulação que se tem noticia na cidade, comandada por grileiros, jagunços e quadrilhas de malfeitores atreladas entre si até seus negócios pessoais serem atingidos. No meio do banzeiro brabo, o povo pobre sem-teto, usado, sempre, como instrumento de articulação das bandalheiras.

O careta que mataram na tal Área da Coca-Cola era um especulador a serviço de terceiros, rifado do processo por outros especuladores prepostos de quartos e quintos financiadores das invasões.

Pena dessa turma, quem há de ter?

Quase fedendo

Diversas vezes, o poster levantou a lebre na coluna do Diário do Pará. Hoje, o tema volta à tona devido sinais perigosos capturados em determinados setores de decisão de governo: a Delta Construções montou poderosa estrutura de lobistas e influentes intermediários políticos a ponto de não ser nenhuma surpresa a mesma ganhar todas as grandes concorrências a serem publicadas este ano no Pará.

Por onde passa, essa construtora se mete em conflitos legais. Tem de tudo: fraude em licitações públicas, prisão de funcionários sob acusação de fraude em licitação, doações suspeitas para campanhas eleitorais, formação de cartel, uso de dados falsos em concorrência no Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), e graves irregularidades outras de botar medo em cristão comum.

Foi assim no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Ceará, Paraná, Teresina, além de outros estados. No Pará, é questão de tempo.

Em Teresina, como exemplo, a Delta Construções S.A. quis abocanhar o setor de limpeza urbana da cidade. Quase abocanha.

Em última análise da licitação, a mesma terminou sendo desclassificada “por não possuir a qualificação técnica exigida pelo edital e em conformidade com o que disciplina a legislação que rege as licitações públicas, também seria desclassificada por apresentar proposta de preços com valor superior ao valor global para cada Lote, bem como de preço unitário de cada serviço”, diz relatório da prefeitura da capital do Piauí.
Outro fator: entre as cinco empresas que ganharam mais contratos na área de construção no país, a Delta é a única que aparece nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como doadora de R$ 1,72 milhão para campanhas eleitorais. Ou seja: ela solta a grana necessária e a classe política se esbalda em ofertar-lhe o que a mucura mais busca: ricos contratos.

Tem mau cheiro no ar. Tem mau cheiro no ar. Se sair do tubo, intoxicará muita gente.

Olhar e mãos femininas

A mulher é poderosa, no sentido de saber liderar seus associados. Boa de briga e articulada. Não foge de debates. Sabe falar de política e dos segredos do plantio de lavoura, além de excelente dona de casa. Ou dona de barraco, na floresta.

Envolvida atualmente em estruturar o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Geraldo do Araguaia, Rosenete Silva elegeu-se presidente da entidade devido a luta que trava em há anos para transformar a vida de seu povo. O sonho atual é montar uma cooperativa com todos os equipamentos necessários à produção de laticínios e doces.

Frase de Rose, repetida toda vez que defende seus projetos: - O agricultor é produtor de leite e não “peão do leite”. Se olhar desse jeito, ajuda a transformar sua vida. Para melhor.

Rose é protagonista de um dos vinte documentários que a VideoV está produzindo sobre Agricultura familiar. Show de bola.