Um ídolo nacional deve exigir privacidade de casos amorosos mantidos ao longo dos anos sem que os pormenores cheguem à curiosidade pública? Atualmente, com tantas mídias independentes, inclusive os blogs, um artista consegue ter o controle sobre sua imagem? As perguntas surgem a propósito do processo movido contra o historiador Paulo César de Araújo, autor de Roberto Carlos em Detalhes.
O poster está lendo a biografia do Rei. Bem escrita, enriquecida por depoimentos e fatos de domínio público pesquisados pelo autor, o livro com suas 500 páginas oferece apenas o desconforto de seu tamanho fora dos padrões. De resto, a sensação é de estarmos diante de um trabalho honesto e consistente. O insuspeito Nelson Motta, especializado em música brasileira, declarou recentemente ter conversado longamente com Paulo César, considerando-o um cara sério.
Definida pelo autor como “ensaio biográfico”, a obra é importante porque nos mostra, realmente em detalhes, uma trajetória jamais percorrida por qualquer artista nacional. Roberto é único. Precursor do rock no Brasil, surge nos anos 60 rebeldes, passando pelos movimentos hippie, yuppies, cara-pintados até as tribos do You Tube, vendendo ao longo da carreira mais de 100 milhões de discos. Igual a ele, somente Sinatra.
sábado, março 10, 2007
O sonho de todos
Tenho restrições a algumas músicas de Roberto, mas reconheço nele talento inconfundível e autor de belas peças. Tão belas que a maioria recebe tratamento especial em regravações feitas por gente que vai de Chitãozinho/Chororó ao Skank.
Roberto Carlos em Detalhes é uma agradável volta ao tempo com resgate de letras de músicas que marcaram gerações. Fica-se sabendo, por exemplo, que o criativo Sérgio Sampaio - morto prematuramente – sonhava em ter uma musica dele gravada por Roberto. Morreu sem realizá-lo. Mas compôs Meu pobre blues falando desse desejo não realizado:
Sonhos não apenas de Sérgio, mas de uma geração de grandes compositores: Lenine, Luiz Melodia, Falcão (O Rappa), entre outros que não conseguiram ainda ouvir uma canção deles na voz do ídolo.
Roberto Carlos em Detalhes é uma agradável volta ao tempo com resgate de letras de músicas que marcaram gerações. Fica-se sabendo, por exemplo, que o criativo Sérgio Sampaio - morto prematuramente – sonhava em ter uma musica dele gravada por Roberto. Morreu sem realizá-lo. Mas compôs Meu pobre blues falando desse desejo não realizado:
Eu queria tanto ouvi-lo cantar
Eu não preciso de sucesso
Eu só queria ouvi-lo cantar meu pobre blues
E nada mais
Sonhos não apenas de Sérgio, mas de uma geração de grandes compositores: Lenine, Luiz Melodia, Falcão (O Rappa), entre outros que não conseguiram ainda ouvir uma canção deles na voz do ídolo.
Generosidade
A obra de Paulo César revela os compositores preferidos de Roberto, no início da carreira: Pilombeta (Escreva uma carta meu amor), Adilson Silva(Quero me casar contigo), Helena dos Santos (Como é bom saber), Niquinho (Gosto do jeitinho dela), Neneo, Luiz Ayrão (Nossa Canção) -, que tinham em comum a origem pobre e de maioria negra.
Helena dos Santos, por exemplo, uma doméstica, desdentada, sem emprego por onde andava, depois de perambular buscando interessados em gravar suas composições, um dia recebeu a atenção do Rei, para quem mostrou a seguinte letra: Eu vou perguntar se na Lua há/ um broto legal/ pra mim namorar...”
A canção Na Lua não há teve como resultado um twist que estourou nas paradas e ela ganhou grana preta.
Helena dos Santos, por exemplo, uma doméstica, desdentada, sem emprego por onde andava, depois de perambular buscando interessados em gravar suas composições, um dia recebeu a atenção do Rei, para quem mostrou a seguinte letra: Eu vou perguntar se na Lua há/ um broto legal/ pra mim namorar...”
A canção Na Lua não há teve como resultado um twist que estourou nas paradas e ela ganhou grana preta.
Detalhes tão pequenos
Paulo César não consegue definir no livro para quem foi composta “Detalhes”. Há controvérsias. Numa versão contada pelo jornalista Tom Cardoso, autor da biografia de Tarso de Castro, a musa da música seria Sílvia Amélia, neta do cientista Carlos Chagas, com quem Roberto Carlos manteve namoro escondido, e que fora namorada de Tarso de Castro. Os versos “se um outro cabeludo aparecer em sua rua, e isso lhe trouxer saudades minhas..” seriam referência ao próprio Tarso, que como quase todos os homens da geração, usava também cabelos longos.
Em outro plano, aparece Magda Fonseca, belíssima carioca para quem Roberto compusera anteriormente “Quero que vá tudo pro inferno”. Os dois teriam vivido torrencial paixão que se acabaria com a mudança dela para os Estados Unidos.
Em outro plano, aparece Magda Fonseca, belíssima carioca para quem Roberto compusera anteriormente “Quero que vá tudo pro inferno”. Os dois teriam vivido torrencial paixão que se acabaria com a mudança dela para os Estados Unidos.
A história pede
Ninguém sabe no que vai dar a ação judicial interposta pelo advogado de Roberto contra a publicação. Do ponto de vista conceitual, o livro tem sua importância por não ter sido contestada até agora a veracidade das informações. Publicamente, o Rei se diz agredido por ver sua vida, e de outras pessoas, exposta, chegando a perguntar, durante entrevista em que o livro de Paulo César foi abordado pelos jornalistas, se era positivo alguém se apropriar de sua própria história.
O que interessa, nesse particular, é convencer Roberto Carlos da importância de sua vida e obra para a cultura brasileira. E esse compêndio só será construído plenamente no dia em que a biografia dele estiver ao alcance de todos. Escrita pelo próprio cantor ou autorizada.
O que interessa, nesse particular, é convencer Roberto Carlos da importância de sua vida e obra para a cultura brasileira. E esse compêndio só será construído plenamente no dia em que a biografia dele estiver ao alcance de todos. Escrita pelo próprio cantor ou autorizada.
O som do dia
- “Rac-Rac-Rac-Rac-Rac-Rac-Rac-Rac..”
Hugo Chavez dizendo que o discurso de Bush é como um vinil, repetindo a mesma coisa.
Hugo Chavez dizendo que o discurso de Bush é como um vinil, repetindo a mesma coisa.
sexta-feira, março 09, 2007
Não era bem assim
Os mesmos erros dos doze anos de “Cosme & Damião” prosseguem. Ou pelo menos não houve ainda tentativa de mudar o que provoca desilusão e desestímulo a quem gera emprego e renda nos municípios. O Correio do Tocantins desta sexta-feira (9),em sua Ronda Política aborda o tema, em pequenas notas, dando conta das licitações vencidas por construtoras de fora do município para a recuperação de escolas estaduais. Pequenas obras. E quando forem as grandes, os pequenos e médios empreendedores locais não sentirão nem o cheiro, quanto mais prazer de ter acesso aos contratos. Meu deus! De novo, igual?!
quinta-feira, março 08, 2007
A Classe Feminina Vai ao Paraíso
É um momento fascinante do dia, o amanhecer à beira do rio Araguaia. Sem a chuva da noite anterior, a vida que estava em repouso sai de novo, seca. Vem aos pedaços, assuntando aqui e ali, lentamente, como os viventes daquelas paragens, nunca apressados. Em São Geraldo do Araguaia, município fronteiriço, o presente parece não caminhar para o futuro, teima em continuar vinculado ao passado e o nascer do dia tem um encanto especial. O cheiro de água do rio desperta na memória histórias das pelejas do povo sertanejo. A vida acorda com berros de cabras subindo uma ladeira da rua à esquerda do Porto da Balsa e quebrando o silêncio de um grupo de mulheres com rostos sofridos sentadas em um banco do Posto Fiscal da SEFA. Elas aguardam um caminhão que vai levá-las até a sede do clube onde haverá o Grande Encontro das Mulheres da Mata.
A Classe Feminina Vai ao Paraíso 2
O sol já desponta, numa canoa, dois jovens pescam – não sei o que, naquele lugar, àquela hora, com duas balsas indo e vindo carregadas de carros, fazendo barulho ao extremo. Puxam a linha diversas vezes, e nada. Tentam de novo, enquanto contemplam no horizonte, a balsa carregada de caminhões passando ao largo.
Volto a atenção para um ônibus que chega trazendo mais mulheres da zona rural. De repente, outros e outros. E mais mulheres descendo de cada veículo.
As dez horas, a cidade está invadida por camponesas vindo de diversos municípios do sudeste: são Marias, Avelinas, Antonias, Raimundas, Silva, Pereira... O rosto sofrido de cada uma desnuda a realidade perversa da falta de educação, saúde, renda, e até de água potável em seus assentamentos escondidos na mata.
Nesta quinta-feira, Dia Internacional da Mulher – as Mulheres da Mata se reúnem para festejar a festa e garantir o Pronaf-Mulher numa solenidade com dirigentes do governo federal.
Volto a atenção para um ônibus que chega trazendo mais mulheres da zona rural. De repente, outros e outros. E mais mulheres descendo de cada veículo.
As dez horas, a cidade está invadida por camponesas vindo de diversos municípios do sudeste: são Marias, Avelinas, Antonias, Raimundas, Silva, Pereira... O rosto sofrido de cada uma desnuda a realidade perversa da falta de educação, saúde, renda, e até de água potável em seus assentamentos escondidos na mata.
Nesta quinta-feira, Dia Internacional da Mulher – as Mulheres da Mata se reúnem para festejar a festa e garantir o Pronaf-Mulher numa solenidade com dirigentes do governo federal.
A Classe Feminina Vai ao Paraíso 3
O poster viveu o Dia Internacional da Mulher ouvindo suas queixas. Elas reclamam, reivindicam, mas sonham e riem, e dizem ser felizes. Na quinta, receberam garantia do gerente do Banco do Brasil de São Geraldo da liberação da linha de financiamento do Pronaf-Mulher. Festejaram. Cantaram em passeata pelas ruas da cidade.
Acompanhando a passeata das Mulheres da Mata, dá para entender com mais profundidade o quanto Lula está sendo importante para destravar o modelo histórico concentrador. A ação de seus governos nos créditos direcionados à agricultura familiar traz à tona a participação das mulheres nos processos produtivos da agricultura familiar.
Com tendência de aceleração nos últimos anos e predominância feminina, a sindicalização no meio rural cresceu 40% entre 1999 e 2004, quase quatro vezes acima da média de todos os outros setores (11,8%).
Espremidas debaixo da pirâmide salarial brasileira, as trabalhadoras agrícolas são hoje, proporcionalmente, o principal motor da recuperação do sindicalismo no Brasil: 65% mais mulheres no campo se sindicalizaram entre 1999 e 2004.
Hoje, o país tem mais mulheres sindicalizadas na área rural do que homens, segundo levantamento do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), da Unicamp.
Acompanhando a passeata das Mulheres da Mata, dá para entender com mais profundidade o quanto Lula está sendo importante para destravar o modelo histórico concentrador. A ação de seus governos nos créditos direcionados à agricultura familiar traz à tona a participação das mulheres nos processos produtivos da agricultura familiar.
Com tendência de aceleração nos últimos anos e predominância feminina, a sindicalização no meio rural cresceu 40% entre 1999 e 2004, quase quatro vezes acima da média de todos os outros setores (11,8%).
Espremidas debaixo da pirâmide salarial brasileira, as trabalhadoras agrícolas são hoje, proporcionalmente, o principal motor da recuperação do sindicalismo no Brasil: 65% mais mulheres no campo se sindicalizaram entre 1999 e 2004.
Hoje, o país tem mais mulheres sindicalizadas na área rural do que homens, segundo levantamento do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), da Unicamp.
A Classe Feminina Vai ao Paraíso 4
O movimento das Mulheres da Mata em Sao Geraldo gera sentimento de satisfação misturado à crença de transformações profundas da sociedade. O Pronaf-Mulher é um exemplo. Algumas de suas ações visa justamente o fortalecimento da posição feminina.
No Brasil, trabalhadoras brancas ganham 40% menos do que homens brancos. As negras, até 70% menos. Na comparação salarial cidade/campo, a desvantagem é ainda maior.
Assim como no caso dos benefícios financeiros (para quem recebe) e políticos (para o governo) do Bolsa-Família, grande parte do dinheiro do Pronaf para a área rural vai para o Nordeste --onde a verba foi multiplicada por cinco.
Na região Norte – disse Roberto Carlos, gerente do BB de Sao Geraldo -, a participação da mulher nessa linha de financiamento ainda é baixissimo. Mas vai aumentar, porque as Mulheres da Mata reagiram, foram às ruas no Dia Internacional, cantando a liberdade feminina buscada por todas. Observadas, de longe -, e admiradas -, pelos maridos orgulhosos.
No Brasil, trabalhadoras brancas ganham 40% menos do que homens brancos. As negras, até 70% menos. Na comparação salarial cidade/campo, a desvantagem é ainda maior.
Assim como no caso dos benefícios financeiros (para quem recebe) e políticos (para o governo) do Bolsa-Família, grande parte do dinheiro do Pronaf para a área rural vai para o Nordeste --onde a verba foi multiplicada por cinco.
Na região Norte – disse Roberto Carlos, gerente do BB de Sao Geraldo -, a participação da mulher nessa linha de financiamento ainda é baixissimo. Mas vai aumentar, porque as Mulheres da Mata reagiram, foram às ruas no Dia Internacional, cantando a liberdade feminina buscada por todas. Observadas, de longe -, e admiradas -, pelos maridos orgulhosos.
quarta-feira, março 07, 2007
Educação por princípio
Juvencio de Arruda veio em auxílio do poster a propósito de comentário malcriado de um Anônimo ao post “Dia ‘D’ dos usineiros”. O clic de Juvêncio enquadra a situação e seus descontentes. O que ele diz:
A dívida social que o choroso anônimo esgrime contra os críticos da atual matriz energética das siderúrgicas, é resultado exatamente do modelo concentrador e excludente onde elas estão inseridas, e não o contrário.
E aumenta a cada caminhão de carvão ilegal que entra no páteo das guseiras.
A dívida social é anterior às siderúrgicas e estimulada por elas, vide o trabalho escravo e degradação ambiental, esta sim uma dívida social impagável.
Ora senhores,façam o favor de aparecer à sociedade com um pouco mais de conhecimento de causa, e dinheiro para começar a resgatar a grande devastação- social inclusive - que protagonizam desde o final dos 80.
Esse raciocínio de "dívida social" é equivocado, e deve ser entendido como último suspiro.
Prá continuar, o setor tem que se enquadrar. E vai.
Ou então, aí sim, vão fechar as portas.
(...) O mais difícil fica pra os jornalistas e assessores de comunicação, que não conseguem convencer o setor a baixar a bola, nem mantê-la alta.
Nem podem. Não é uma questão de comunicação.
É de educação mesmo, empresarial e política.
terça-feira, março 06, 2007
Dia "D" dos usineiros
Os usineiros do corredor produtor de gusa estão confiantes na desobstrução de gargalos na área ambiental depois da criação do Fundo Florestal de Carajás (FFC). A reserva financeira virá das próprias siderúrgicas com o depósito de 3 dólares por tonelada de minério vendido ao exterior destinada ao financiamento de florestas na região que sai de Carajás até São Luís. O Fundo Florestal será criado nesta quinta-feira (8), em solenidade no Hilton Hotel.
A imprensa de Belém tem diante de si excelente pauta, aproveitando a presença na capital dos donos de usinas e seus principais consultores. A hora é essa de debater todas as pendências originárias do setor.
A imprensa de Belém tem diante de si excelente pauta, aproveitando a presença na capital dos donos de usinas e seus principais consultores. A hora é essa de debater todas as pendências originárias do setor.
Lá no alto da Serra
Os objetivo pragmáticos orientadores da criação da Associação dos Municípios Mineradores do Pará estão levando a Companhia Vale do Rio Doce a nivelar o papo com seus dirigentes. Não foi à toa que o alto comando da mineradora colocou em sua Casa de Hóspedes, lá no alto de Carajás, os diretores da entidade presidida por Sebastião Miranda, prefeito de Marabá.
Pela CVRD, um time hierárquico com fortíssimo poder de decisão -, José Carlos Martins, diretor Executivo da Área de Ferrosos ; Olinta Cardoso, diretora-superintendente da Fundação Vale do Rio Doce; Tito Martins, diretor-executivo de Assuntos Corporativos; e Márcio Godoy, diretor de Não Ferrosos -, deixou claro aos prefeitos o interesse da companhia fortalecer a associação. A Ameppa, por seu turno, quer se fortalecer fortalecendo os municípios. E a fórmula para se chegar a isso é simples: basta a Vale e demais mineradoras recolherem corretamente os impostos originários da extração de minérios do sub-solo paraense.
Pela CVRD, um time hierárquico com fortíssimo poder de decisão -, José Carlos Martins, diretor Executivo da Área de Ferrosos ; Olinta Cardoso, diretora-superintendente da Fundação Vale do Rio Doce; Tito Martins, diretor-executivo de Assuntos Corporativos; e Márcio Godoy, diretor de Não Ferrosos -, deixou claro aos prefeitos o interesse da companhia fortalecer a associação. A Ameppa, por seu turno, quer se fortalecer fortalecendo os municípios. E a fórmula para se chegar a isso é simples: basta a Vale e demais mineradoras recolherem corretamente os impostos originários da extração de minérios do sub-solo paraense.
Sinal verde
O preparo profissional dos atuais executivos da CVRD – nos últimos anos submetidos ao aprendizado político de estreitar relações com as comunidades e treinados para sucumbir crises – captou os riscos de adotar postura alheia a importância da Ameppa, entidade com dois prefeitos fortes politicamente em sua diretoria (Tião Miranda e Darci Lermen) -, assessorada por excelentes consultores da área de mineração.
Sob o arejado clima da Serra, o encontro deve ter servido para o inicio da convergência de interesses e sinalização de que sem uma trajetória de mão dupla, alguém sempre sairá perdendo.
Sob o arejado clima da Serra, o encontro deve ter servido para o inicio da convergência de interesses e sinalização de que sem uma trajetória de mão dupla, alguém sempre sairá perdendo.
Antecipar o futuro
Anos-luz à frente de qualquer estrutura governamental, a CVRD concluiu estudos que projetam o crescimento demográfico da região Sul/Sudeste para os próximos dez anos estimulado pelos grandes projetos da mineradora -, e o que segue à reboque. Projeções mostram ainda as demandas a serem enfrentadas pelas prefeituras municipais e investimentos previstos da companhia para amenizar os impactos oriundos do boom mineral.
Bom saber se a CVRD entregará a cada prefeitura relatório dos estudos realizados e quais ações a serem desenvolvidas para o enfrentamento de questões de graves complexidades.
Bom saber se a CVRD entregará a cada prefeitura relatório dos estudos realizados e quais ações a serem desenvolvidas para o enfrentamento de questões de graves complexidades.
Briga à vista
Jader Barbalho foi comunicado no sábado: o PMDB de Marabá não se conforma e promete reagir com barulho caso se concretize mudança na direção da agência local do Detran sugerida em ofício da Casa Civil encaminhado ao diretor-geral do órgão, Livio de Assis, pedindo a substituição do recém nomeado Aderson Junior por um nome ligado a deputada Bernadete ten Caten (PT)
Desmoralização
Membro do PT Pra Valer e de extrema confiança da deputada Bernadete ten Caten, Antonio Leite era tido como certo novo chefe da Regional da Setran. A repentina mudança de rota pegou muita gente de surpresa, inclusive as demais tendências do PT, e criou uma situação de constrangimento geral ao expor aos comentários mais diversos o empresário Aderson Junior, que acabara de assumir o cargo. O que o PMDB não aceita, sob hipótese alguma, é deixar seu representante exposto à desmoralização.
À exceção da polêmica nomeação de Simone Miranda à diretoria Administrativa da 11ª Regional de Promoção Social, filha da ex-deputada tucana Elza Miranda, até o presente momento a substituição dos dirigentes das regionais vinha ocorrendo sem sobressaltos. Caso se concretize a troca de comando no Detran, o bom relacionamento do PMDB com o PT em Marabá começará a fazer água.
À exceção da polêmica nomeação de Simone Miranda à diretoria Administrativa da 11ª Regional de Promoção Social, filha da ex-deputada tucana Elza Miranda, até o presente momento a substituição dos dirigentes das regionais vinha ocorrendo sem sobressaltos. Caso se concretize a troca de comando no Detran, o bom relacionamento do PMDB com o PT em Marabá começará a fazer água.
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