sábado, agosto 09, 2008

Quietude à sombra

A bruma sopra do Tocantins espalhando lerdeza nas pessoas humildes de Itupiranga -, sentadas à beira rio.

Mansidão interiorana de paz de espírito.

À sombra de uma árvore, o tempo passa sob o tricotar de conversas jogadas fora.

Enquanto o rio desce mansamente em busca do mar, a cidade espia serenidade.

Estado clínico

Gerson Nogueira, Diretor de Redação do Diário do Pará, tranquiliza os amigos do jornalista Euclides Farias, comunicando que ele reagiu e já saiu do coma. A nota de GN destaca ainda teor de boletim da equipe médica do hospital Porto Dias que registra pressão controlada e o coração batendo normalmente.

As plaquetas que estavam em nível baixo devido a hemorragia, estão sendo repostas através de soro. Nesse momento, ainda entubado, Euclides repousa, mas deverá respirar sem ajuda de aparelhos em breve.

Belíssima notícia de sábado.

Polícia sem polícia

A produtora de vídeo do blogger foi invadida esta manhã por dois bandidos armados até os dentes. Exatamente, às 8h05, nem bem o expediente da empresa fora aberto.

Três funcionárias, na sala de Redação, manietadas. O gerente, José de Ribamar, levado aos empurrões até o banheiro, onde ficou preso.

Em menos de três minutos, levaram equipamentos de vídeo, celulares, dinheiro, capacetes de motociclistas, e a moto do gerente. As garotas, assustadas, entraram em estado de choque.

O poster chegou à empresa cinco minutos depois e tomou as providências de praxe.

Primeiro, em ligação para o 190, foi educadamente atendido pelo recepcionista de plantão, garantindo que a polícia estaria em questão de minutos no local “para levantar a situação”.

Até este momento, 09h45, nenhuma autoridade se fez presente para “levantar a situação”.

Como a moto é um bem de um funcionário por quem o blogger tem extremo carinho,a prioridade é localizar a moto roubada. Sem a polícia, o jeito foi apelar para amigos nas emissoras de rádio.

Assim caminhamos todos. Agora, sem muletas.

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atualização às 10:19

A polícia acabou de sair da produtora, com duas horas retardada em relação ao tempo de registro do assalto. Anotadas as características dos dois bandidos fornecidas pelos funcionários da VídeoV, investigadores suspeitam de marginais residentes na Folha 12.

Estão em campo.

Galvão, 'Imperador' do Águia

Maior barato a repercussão das declarações do João Galvão, treinador do Águia de Marabá, ao dizer, com todo o respeito, que o Paissandu escapou de levar uma sonora goleada no Zinho Oliveira.

E não falou inverdades. Deveria ter atiçado mais.

É bom, de vez em quando, o espírito anárquico se sobrepor à hipocrisia.

Cinturas enferrujadas

Os ingleses, decididamente, não gostam de sexo. Ou pelo menos ficam traumatizados diante de casais mais “afoitos”.

Não sabem o que é bom...

sexta-feira, agosto 08, 2008

Reserva sem grileiros

Nunca uma notícia provocou tanta euforia no blogger como o sucesso da operação de retirada de grileiros e boa leva de posseiros da Reserva Ecológica Padre Josino, localizada na antiga fazenda do Bradesco, em Conceição do Araguaia.

Ali ainda resiste um pedaço de nossas florestas (foto), com meia centena de lagos de correntes mornas e frias que conferem às suas águas alta piscosidade. Ao todo, a área mede perto de 60 mil hectares, com metade destinada a assentamentos e o restante de árvores em pé.

A operação bem-sucedida de uma ação conjunta de órgãos dos governos federal e estadual pretende acabar com o uso de motosseras na Reserva.

Notícia melhor que esta, difícil encontrar nos jornais.

Aprendendo na "facul"

Em Marabá, o desempenho no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) de dois cursos universitários:

- Tecnologia em Agroindústria, da Universidade do Estado do Pará, obteve conceito 2.

- Agronomia, da UFPA, nota 3 em conceito.

Crise existencial

O poster fica com uma inveja danada por Marabá não ter um coreto como esse da foto.

Bronca à frente

Gente ligada ao deputado federal Zé Geraldo, em Marabá, garante que ele está preocupado com as conseqüências da denúncia por ato de improbidade administrativa patrocinada pela coligação "Trabalho por Monte Alegre" contra um grupo de políticos do PT, entre eles, o próprio Geraldo, deputado estadual Airton Faleiro (PT), e o secretário de Estado de Transportes, Waldir Ganzer.

Segundo a fonte, advogado do partido teria informado ao parlamentar serem bastante consistentes os documentos anexados a denúncia de crime eleitoral por uso ilegal da estrutura pública.

Grilagem no Pará

No momento em que se discute serem legais ou não as aquisições de terras no Sul do Pará, pela Agropecuária Santa Bárbara, de Daniel Dantas, o poster revisa o livro “Grilagem de terras públicas na Amazônia brasileira”, contendo estudos realizados, em 2006, por técnicos do Ipam e do Museu Emílio Goeldi sobre o perfil da grilagem de terras públicas no Pará. À época, o mapa traçado pesquisou propriedades localizadas nos municípios de Marabá, Xinguara, Castelo dos Sonhos, São Félix do Xingu e Vila Planaltina, Pacajá, Anapu, Altamira, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará, Rurópolis, Itaituba, Trairão e Santarém .

A pesquisa mostra que 30 milhões de hectares são grilados no Estado, detectando ainda o tipo de irregularidade na posse das áreas, a origem dos grileiros, seu modus operandi e medidas de combate a ser adotadas pelo poder público. Um dos autores do trabalho é o atual presidente do Iterpa, José Heder Benatti, à época pesquisador do Ipam.

A vasta pesquisa revela a existência na Amazônia de dois tipos de apropriação ilegal de terras: as grilagens e as ocupações irregulares. As primeiras são grandes áreas, ocupadas por fazendeiros que muitas vezes possuem outras terras, têm antecedentes de apropriação ilegal, comumente utilizaram métodos violentos contra pequenos posseiros ou proprietários para se apossar das áreas, e buscaram fraudar ou forjar documentos junto a funcionários do Incra ou a cartórios.

As ocupações irregulares são caracterizadas por pequenas extensões onde o posseiro reside e produz através do trabalho familiar, e são passíveis de regulamentação legal.

O livro revela 45% do território da Amazônia não têm titulação ou destinação. Já no Pará 67% das terras não têm registro ou têm registro fraudulento. Esta situação favorece o mercado ilegal de terras, que tem sido utilizado em grande medida para acessar financiamentos junto aos bancos.

Atentado contra Jeso

Silenciaram as autoridades quanto ao rumo das investigações em torno do atentado contra o jornalista Jeso Carneiro, em Santarém. E esse silêncio transmite presságios inquietantes de impunidade.

É bom ver, sempre & sempre, como estão os passos da polícia na tentativa de desvendar o crime, apontando mandantes e autores.

Fórum Mundial em Belém

V Fórum Mundial de Juízes acontecerá pela primeira vez em Belém e na Região Norte, nos dias 23, 24 e 25 de janeiro de 2009 no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia, precedendo ao Fórum Social Mundial. Evento objetiva promover a mobilização pela democratização e independência dos sistemas judiciais de todos os povos, e convoca os juízes do mundo comprometidos com as transformações nas relações sociais e que acreditam numa globalização centrada no ser humano e nos mais diversos ambientes em que se vive.

O V Fórum Mundial de Juízes é uma realização da Associação dos Magistrados do Estado do Pará (Amepa); Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 8ª Região; Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), e contará com personalidades do mundo jurídico dentre elas, Jeancarlo Cataldo - procurador da República, em Roma, e Ester Quintela – membro da Anistia Internacional.

terça-feira, agosto 05, 2008

Marginais de sempre

Ao todo, dez pessoas feridas, e um homem preso por porte ilegal de armas.

Taí, um bom saldo! Lucro comensador -, a refrega entre PM e os arruaceiros de um tal Movimento dos Trabalhadores em Mineração, em Serra Pelada.

Poderia ter sido pior. Uma carnificina, no mínimo, caso os policiais não atuassem com profissionalismo ao enfrentamento da barbárie. Os bandidos fizeram de tudo para atiçar a PM a ações de extrema violência. Mas ela não “roeu”corda.

Como o blog tem registrado com freqüência, essa questão de Serra Pelada só será pacificada no dia em que as autoridades indiciarem os marginais que comandam a massa, e os mesmos forem punidos pela Justiça.

Afora isso, apenas confrontos com a PM .

E assassinatos.

Não vai demorar muito para cair mais um corpo vítima da fúria da catrevagem.

Aguardem!

E por falar em 'Tiriricas'...

De um leitor do Jeso Carneiro, sobrepondo comentário ao post A cara do povo santareno:


O blog infestado de Tiriricas. Gente que confunde a crítica a uma parte da sociedade ao município. Por falta de argumento, falam dos rios, das praias e da lua, mas esquecem que a natureza já estava aí, o resto é responsabilidade nossa.

Gente que não sabe a diferença entre ser cidadão e ser oposição. Gente que só tem dois neurônios, um pra ser a favor e outro pra ser contra, sem saber o que tem pelo meio.

Gente que não sabe se expressar. Gente que tem medo de perder emprego. Gente que não tem argumento e parte pra agressão, pra incêndios.

Gente que transforma a cidade num estádio, onde quem é Fluminense não torce pra quem é Vasco e ambos vão pro rebaixamento. Gente mesquinha e pequena.

Gente que diz agir pelo coração, mas sabemos que o órgão é o bolso. Gente que se deslumbra com o rio mas esquece o meio fio.

Gente tiririca. Cidade da gente. Tiriricas por todos os lados. Cidade dos Tiriricas.

Assim como lá, aqui também temos um oceano de tiriricas. Nada a tirar nem excluir do texto.

Lá vem recorde

A Vale anuncia entrevista coletiva nesta quinta-feira, 7, às 14 horas, em sua sede, no Rio de Janeiro, para anunciar os seus resultados da empresa referentes ao segundo trimestre de 2008.

Pela Internet, a coletiva poderá ser acompanhada através do endereço www.vale.com . A transmissão será em português, com tradução simultânea para o inglês e o francês.

Sentindo na pele

De viagem pela rodovia PA-150, Julio de Jesus Monteiro, residente em Belém, à av. Castelo Branco, 4ª Trav. Cs-1, envia e-mail para contar sua aventura:


Viajei de "férias" para Marabá e é lamentável o estado da PA-150 e Alça Viária, onde a quantidade, dimensão e profundidade dos buracos nos deixa REVOLTADO com o descaso do poder público: estadual, federal e municipal. Chega a ser CRIMINOSA a insensatez destes poderes com caminhões e carros de passeio que trafegam a própria sorte, zigzagueando perigosamente na "pista" na tentativa de escaparem dos imensos e inúmeros buracos.
Entre Jacundá e Goianésia já na PA-150 as pontes estão em estado deplorável, com ferros e depressões à mostra (para passar tem que ir para a contramão). Cadê os impostos que pagamos ?? Cadê os políticos e prefeitos desses municípios ?? Cadê o governo desse Estado ?? e só se fala em eleição e bafômetro...
Desculpe o desabafo !
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Julio , sorte sua ter escolhido agora para passar férias em Marabá. Há dois anos, a situação da Pa-150 era desesperadora. Para sermos honestos, você pecorreu uma maravilha agora, comparando a rodovia com o passado.
Mesmo assim, as pontes de Marabá e Goianésia são um convite à morte. A Setran pretende construir outras de concreto, definitivas, através de recursos que tenta liberar no BNDES.

Pobreza, ladeira abaixo

Cerca de 4 milhões de brasileiros saíram da faixa de pobreza, entre 2003 e 2008, período em que Lula preside o país. Antes, o percentual de pobres (famílias com renda mensal de até meio salário mínimo – R$ 207,00) era de 35%. Agora, esse índice é de 24%, quase um terço de queda do percentual.

Já o número de indigentes (renda de até R$ 103,75) caiu pela metade no mesmo período, de 13,7% para 6,6%, uma redução de quase 3 milhões de pessoas nessa condição.

Os dados foram divulgados hoje pelo Ipea.

Lula - o blog tem registrado aqui, com entusiasmo -, é o grande responsável pela inclusão dessa massa de famílias brasileiras com sua política de distribuição de renda.

Dar-lhes, Lula!!!

segunda-feira, agosto 04, 2008

Sem confetes. Nem lantejoulas

A seguir, trechos pinçados pelo blogger de uma nota da Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça do Estado, publicada em jornais de Marabá, contestando criticas da imprensa à queima de grana na construção e seguidas reformas no prédio do Fórum da cidade, que se encontra em estágio de pré-condenação:


1- “O Departamento de Engenharia do TJE está coordenando as ações destinadas a solucionarem definitivamente os problemas estruturais que tem ocorrido no prédio do Fórum de Marabá”.

2- (...) “As fundações do prédio estão sendo submetidas aos procedimento técnicos de engenharia necessários a que sejam reforçadas e, assim, assegurada estabilidade da estrutura. O TJE contratou consultoria especializada em estruturas e fundações, com notórios serviços nessa área, para os estudos e soluções técnicas necessárias.

3- “Os prédios (são dois blocos) foram construídos em observância à funcionalidade e necessidades operacionais das Comarcas, que se situam entre as mais movimentadas do Estado, justificando, assim, plenamente, os investimentos da obra

4- “Nas reformas, readaptações e construções de dependências do Poder Judiciário em todo o Estado, são incorporados os avanços tecnológicos e a melhoria das condições de trabalho de magistrados e servidores, bem como a qualidade na acessibilidade, circulação e atendimento de partes nas Varas. Eventuais manifestações de desagrado, expostas de forma injustificável, por ignorância ou má fé, não encontram acolhimento no bom senso nem nas preocupações e propósitos de melhorar permanentemente a prestação jurisdicional.

5- “Criticas e sugestões serão sempre bem-vindas, quando sérias e responsáveis, objetivando única e exclusivamente a melhoria do funcionamento do Judiciário, tal como desejado por todos quanto nele conhecem o instrumento proporcionado pelo Estado Democrático de Direito para a prevalência de direitos e deveres da cidadania.

6- “Os atos e procedimentos do TJE obedecem os mais rígidos princípios da administração publica e submetidos regularmente à competente apreciação dos órgãos de fiscalização e controle do bom uso dos recursos oriundos dos tributos pagos pela sociedade”.


Aos fatos, obedecendo a numeração de parágrafos para melhor esclarecimento:

1- Por que o Departamento de Engenharia do TJE não fez o dever de casa, acompanhando, à época, todas as etapas de construção da porca obra feita nos dois blocos do Fórum? Se assim tivesse procedido, não evitaria o efeito carcará de uma construtora de fundo de quintal na queima irresponsável de dinheiro publico, exercendo, plenamente, “controle do bom uso dos recursos oriundos dos tributos pagos pela sociedade”?

2- Contratar, somente agora, “consultoria especializada em estruturas e fundações, com notórios serviços nessa área, para os estudos e soluções técnicas necessárias”, é mais uma prova de que, no caso do Fórum de Marabá, essa observância não se processou por ocasião de análise do projeto e do terreno onde os dois blocos foram construídos. Pior: mais recursos “oriundos dos tributos pagos pela sociedade” consumidos extemporaneamente? Quanto se pagará a essa consultoria?

3- Até agora, ninguém questionou a importância dos investimentos aplicados na obra do prédio, demanda antiga da sociedade, portanto, perfeitamente justificados. Injustificável é a forma como se edificou o empreendimento, sem nenhum estudo técnicos preliminar. Se houve esse estudo, não era confiável. E, portanto, que se responsabilize o Departamento de Engenharia do TJE e a construtora respons;avel pelo fiasco.

4- Como sempre, ao se manifestarem em publico, algumas autoridades do Judiciário não perdem a pose imperial e o ranço autoritário de se considerarem acima do Bem e do Mal. Atentem a esse parágrafo da nota:

"Eventuais manifestações de desagrado, expostas de forma injustificável, por ignorância ou má fé, não encontram acolhimento no bom senso nem nas preocupações e propósitos de melhorar permanentemente a prestação jurisdicional".

Ignorância de quem, caraíba? Má fé de quem, bacurau? Os fatos são públicos! Os dois blocos do Fórum edificados em terreno impróprio e a toque de caixa, totalmente pirulitados de rachaduras, chamam a atenção de quem passa até de ônibus. Falta de bom senso de quem, se até um juiz de Direito (Ricardo Skaf), temendo a segurança de servidores e jurisdicionados, foi obrigado a suspender uma sessão de Tribunal do Júri, ao constatar a precariedade das instalações do Fórum?

5- À observação de que “criticas e sugestões serão sempre bem-vindas, quando sérias e responsáveis”- conforme prega a ASCOM do TJE -, um desafio: esclarecer com transparência à acusação feita por um diretor da subseção de Marabá da OAB, advogado Erivaldo Santis , de que o dono da empresa vencedora da licitação e construtora da vergonhosa obra, Engetel Engenharia Ltda, é filho do ex-presidente do Tribunal, José Alberto Soares Maia, á época em que o edital foi publicado.

Finalmente, ao invés de perder tempo com publicações do gênero, a Asessoria de Comunicação do TJE deveria responder ao chamamento de jornalistas que buscam esclarecer a questão sem jogo de palavras. Os fatos existem, são públicos e o prédio está lá às margens da Rodovia Transamazônica, logo após a ponte sobre o Itacaiunas, correndo o risco de cair.

Combatendo a peste

O poster conhece a região que se estende do Iriri ao rio Bala, na Terra do Meio. É formada por majestosa floresta de castanhais, certamente, a última reserva das árvores seculares que tantas riquezas geraram em passado recente do Estado e que foram dizimadas pela fúria gananciosa de madeireiros, fazendeiros e sem-terras.

Percorrer as entranhas daquela mata é voltar ao tempo da extração da castanha, relembrando da andança de castanheiros com seus paneiros nas costas chapados de ouriços, o cheiro gostoso do cigarro pau-ronca feito com dedicada atenção pelo extrativista sentado num pé de castanheira.

Terra do Meio é a ultima fronteira do Pará onde se encontram ainda jabutis zanzando garbosamente pela mata, bandos de caititus, e o cheiro virgem da mata a exalar calmaria e oxigênio puro aos sentidos de quem cruza sua extensão.

Ao tomar conhecimento de que o governo pretende desocupar totalmente a oficializada Estação Ecológica da Terra do Meio, retirando o homem de sua jurisdição - grileiros e posseiros - , o blog manifesta a crença de que ainda é possível salvar santuários, desde que as intenções sejam transformadas mesmo em realidade. Mas, se a transação for destinada apenas a originar factóides, daquela imensa floresta não sairá ninguém.

É preciso tirar todo mundo, não importa o tamanho do alvo.

domingo, agosto 03, 2008

Xingu de águas e pedrais

Quem pensa que as belezas naturais de São Félix do Xingu estão circunscritas às águas exuberantes do rio, engana-se.

Tanto o Xingu como o rio Fresco, seu principal afluente a desaguar em frente a cidade, é marcado por extensos pedrais.
São neles que pescadores buscam tucunarés e carís nas mansas enseadas do pós rebojo.

Boi da cara preta

Tenho amigo em Marabá que conta o drama vivido pela irmã de 22 anos, residente nos Estados Unidos, ao fazer “bico” para ajudar no orçamento, trabalhando de babá numa residência tipicamente classe média da Pensilvânia. O problema aparecia sempre que a jovem colocava para dormir a bebê da família cantarolando músicas de ninar brasileira, por desconhecer a letra das cantigas norte-americanas.

Usava musiquinhas do tipo:

- Boi, boi, boi, boi da cara preta, pega essa menina que tem medo de careta...

- Nana, nanen que a cuca vai pegar...

Com o tempo, a jovem babá descobriu que o bebe dormia logo que ela começava a cantarolar “boi da cara preta”. Isso provocou curiosidade na patroa, impressionada como a filha pegava no sono com facilidade ao ouvir a cantiga do folclore brasileiro. Inevitável, por isso, a dona da casa querer saber o que as palavras em português queriam dizer em inglês.

Como a babá ia explicar para ela que, na verdade, a música “Boi da cara preta” é uma ‘ameaça’, algo como “dorme logo, senão o boi vem te comer”? A jovem ficou temerosa de ser advertida pelos patrões, sabendo que as músicas de ninar preferidas das famílias locais usam letras do tipo “Boa noite, linda menina, durma bem./ Sonhos doces venham para você,/ Sonhos doces por toda noite”...

O amigo conta que sua irmã pensou várias vezes como explicar que ela estava tentando fazer com que a criança dormisse com uma música que incita um bovino de cor negra a pegar uma cândida menina.

Para se safar de qualquer risco, a empregada inventou na hora outro tipo de letra, que provocou risos na patroa.

Num domingo qualquer, a família recebeu amigos de outra cidade, e entre eles encontrava-se um professor universitário norte-americano que dava aulas de português numa cidade do interior.
Na sala, todos se divertiam batendo papo e tomando aperitivos. No quarto,a brasileira tentava dormir a bebe cantarolando “Eu sou pobre, pobre, pobre,/ De marré, marre, marre..

Curiosa com tudo que sua empregada cantava, a dona da casa perguntou ao amigo o significado daquela letra em português. A explicação saiu mais ou menos assim, conforme deduziu a brasileira depois da bronca recebida da patroa -, logo após a saída dos amigos da casa -, proibindo-a de repetir a cantiga “marre, marre”:

- É a origem dos problemas do Brasil, que tem uma população em geral com auto-estima muito baixa. Isso faz com que os brasileiros se sintam sempre inferiores.

Com medo de perder o emprego, nossa heroína optou por cantar apenas as melosas letras do dia a dia norte-americano.

O fato mostra o preconceito aos brasileiros no exterior. Se o professor norte-americano fez a afirmativa de que nossa sociedade tem auto-estima baixa, errou redondamente. Pelo contrário, a elite econômica do Brasil tem mesmo é o nariz bem empinado. E as canções de ninar, nunca causaram nenhum efeito maléfico em nossos bebes.

E, por último, apesar da linguagem politicamente incorreta de nossas canções de ninar e de roda, às vezes, com incentivo à violência, ensinando a maltratar os animais, para azar dos norte-americanos, George W. Bush não foi educado no Brasil.


Meninos
Composição: Juraildes da Cruz
Xangai


Vou pro campo

No campo tem flores
As flores tem mel
Mas a noitinha
Estrelas no céu, no céu, no céu. . .

No céu da boca da onça é escuro
Não cometa não cometa
Não cometa furo
Pimenta malagueta não é
Pimentão tão, tão, tão. . .

Vou pro campo
Acampar no mato
No mato tem pato
Gato, carrapato
Canto de cachoeira
Dentro dÂ’água
Pedrinhas redondas
Quem não sabe nadar
Não caia nessa onda
Que a cachoeira é funda
E afunda

Não sou tanajura
Mas eu crio asas
Com os vagalumes
Eu quero voar, voar, voar. . .
O céu estrelado hoje é minha casa
Fica mais bonita
Quando tem luar, luar, luar. . .
Quero acordar com os passarinhos
Cantar uma canção com o sabiá

Dizem que verrugas são estrelas
Que a gente aponta
Que a gente conta
Antes de dormir, dormir, dormir. . .
Eu tenho contado
Mas não tem nascido
Isso é estória de nariz comprido
Deixe de mentir, mentir, mentir. . .

Os sete anões pequeninos,
Sete corações de meninos
E a alma leve, leve. . .
São folhas e flores ao vento
O sorriso e o sentimento
Da Branca de Neve, neve, neve. . .

Não sou tanajura. . .

À hipocrisia, chineladas

Causa náusea nota da Assessoria de Comunicação do TJE tentando “explicar” o escândalo que se transformou o prédio do fórum de Justiça de Marabá, sobrevivente ninguém sabe até quando, de seguidos cai-não-cai – e sob forte suspeita do processo licitatório da obra ter beneficiado construtora do filho de um ex-presidente do Tribunal de Justiça.

A nota é mais escandalosa do que o escândalo em si.

Amanhã, ponto por ponto, aqui no blog.

Pesquisas suspeitas

Começou a temporada de encomenda de pesquisas, logicamente paga pelos principais envolvidos no processo, voltadas para influir o eleitorado de Marabá.

Na esteira das nem sempre nobres encomendas, a luta jurídica para impedir suas publicações.

Com todo respeito aos demais institutos já contratados, o blog gostaria mesmo de ver os números de um apanhado do instituto do Renato Conduru.

Quem se habilita a contratá-lo?

Buscando os céus

O site do Jeso Carneiro está batendo todos os recordes. No embalo que vai, nem bem chegar setembro supera um milhão de acessos.

Orgulho para a blogosfera paraense.