quinta-feira, maio 29, 2008
Sem procuração
- Se estão dizendo que eu já escolhi meu candidato, é mentira. E ninguém está autorizado a falar em meu nome. Ninguém!
Sebastião Miranda alongou o prazo que dera a si mesmo (final de maio) para anunciar seu candidato. Agora é até o dia 15 de junho.
Quadrilheiros
quarta-feira, maio 28, 2008
Pedras preciosas
Texto de Lúcio Flávio Pinto na edição do Jornal Pessoal, 1a quinzena de junho, já nas bancas.
Mais do que a importância do ato firmado entre BB e o Estado, a observação de Lúcio reflete o refinamento com que ele dá brilho a fatos aparentemente comuns no lusco-fusco, para o público leitor. Até para jornalistas andados.
Greve quase no fim
O Sintepp, ao pedir negociação em separado, criou clima ruim com a Intersindical.
Agora à tarde, Cláudio Puty reúne com as lideranças do Sindicato dos Educadores para tentar fechar a parada.
Calmaria de riacho
Na noite de terça-feira, literalmente, o movimento na orla de Marabá estava morno.Mesas de bares assentadas em sua extensão dormiam ninadas pelo embalo do silencio geral.
Sobre o rio, escondido no manto da escuridão, alguma embarcação navegava deixando rastros de banzeiro manso e o som de um pô-pô-pô capenga. Adocicadamente saudoso.
Quietude passageira, de certo.
Chegando lá
Assim ficaram os educadores de Marabá ao tomarem conhecimento do nível das conversações da Intersindical com o governo, na tarde de ontem. Através de e-mails, os diversos núcleos de greve no interior ficaram sabendo dos avanços das negociações, acreditando estar próximo do fim o movimento paredista.
Carlos Puty, ontem à tarde, cancelou todos os encontros agendados, para dedicar-se exclusivamente à audiência com a Intersindical, ocorrida no CIG.
Nem tudo perdido
Se for de vero, pontos para o parlamentar.
Verde opção
Trio Parada Dura
Com certeza, não discutiram a elaboração da programação de verão do município.
Abrindo caminho
"Tucapeta"
Como se observa, o prefeito Darci Lermen não é nenhum “ patrulheiro” de plantão. Vadinho foi um dos nomes da publicidade dos tucanos, durante doze anos de mandato do PSDB, irmão de Rosa Freitas, ex-auxiliar da extrema confiança de Almir Gabriel.
terça-feira, maio 27, 2008
Rios como ruas
Autor de um projeto que obriga a construção de eclusas e escadas para peixes em rios navegáveis, o senador considera “crime” interromper o fluxo de navegação do rio Tocantins. O PL 3009/97, atualmente, tramita na Câmara Federal, com aprovação referendada pela Comissão de Viação e Transportes.
Duas secretarias (Representação e da Infra-Estrutura) criadas pelo governador Marcelo Miranda (PMDB), especialmente pare este fim, dedicam-se a viabilizar a hidrovia. A viagem experimental de barcaças transportando grãos fará o trecho que vai de Miracema a Aguiarnópolis, numa extensão de 420 km naturalmente navegáveis. “Essa viagem tem o objetivo de fomentar um fato político para comprovarmos que a hidrovia é viável e necessária”, explica.
Sobre a evolução de construção de eclusas no Tocantins, o secretário de Representação constata a existencia de uma equipe de técnicos altamente preparados articulando a construção de passagens de níveis em seis usinas hidrelétricas, com recursos previstos no PAC. Uma delas, a de Lajeado, está com suas obras em execução, com dinheiro empenhado para 2008 da ordem de R$ 50 milhões.
Ruas de menos
Em curto prazo, diz Anísio Simbaúba, engenheiro de tráfego consultor do Conselho Nacional de Trânsito, de passagem pela Região Norte recolhendo dados para estudos encomendados pelo governo federal, a saída é o alargamento de vias públicas, “mas isso requer muito dinheiro”. Sem a participação tripartite (Municípios, Estados e Brasília), dificilmente os grandes centros serão descongestionados.
Anísio Simbaúba explica que propostas como o Binário, defendido pela prefeitura de Belém, “pode ser uma saída, caso haja uma redistribuição das linhas de ônibus urbanas”.
Das quatro cidades visitadas por ele, Belém e Marabá lhe causaram impacto visual e preocupação com o futuro. “Assusta ver a quantidade de carros circulando nas duas cidades com ruas de menos”, disse.
O consultor informa que os futuros prefeitos dos grandes municípios paraenses necessitam passar por um processo de “capacitação técnica” a fim de entenderem a complexidade do sistema viário urbano, priorizando recursos nessa direção, com projetos simples, inteligentes e de imediata aplicação.
No rápido bate-papo com o blogger, Simbaúba diz conhecer dois exemplos opostos de modelos urbanos, “ambos muito impressionantes”: as cidade de Palmas, capital de Tocantins, e Brasília.
Segundo ele, com apenas vinte anos de idade, Palmas segue um modelo sob medida para o automóvel. Só com um detalhe: desconsiderando a escala da pessoa humana, suas possibilidades e necessidades de deslocamento, as imensas avenidas da cidade “são desertos de asfalto, entremeadas por extensos gramados com ilhas de escombros paisagísticos atestando falta de critérios e de planejamento”.
Na visão do consultor, a eliminação da paisagem dos cerrados pré-existentes foi um grave erro, porque se tentou importar modelos adotados no sudeste do País. “Não há prefeitura que possa ter capacidade de manutenção de um sistema tão equivocadamente concebido”, atesta.
Brasília, em outro extremo, com a mesma proposta viária, já se encontra saturada após meio século de existência. “Tornou-se um tormento circular pelo Plano Piloto, em razão das deformações, improvisações e medidas improfícuas que, longe de resolver, agravam o problema ao incentivar mais e mais a circulação de veículos”.
Corja animada
Os “detalhes” éticos afundam juntam com a descarga da sentina.
Babel verde
Paralelamente ao despertar da consciência para a conservação ambiental, os governos comprometeram-se e cumpriram alguma medida de proteção quando isso não significou abrir mão de crescimento econômico, numa atitude imediatista e inconseqüente.
Difícil mesmo é pretender salvar no varejo o que se destruiu no atacado.
Imagem rara de se ver nos dias de hoje: trecho do rio Tocantins com suas margens
protegidas por mata ciliar, entre os limites do Tocantins com o Maranhão. Grande extensão
de terra com seu bioma, ainda, conservado.
segunda-feira, maio 26, 2008
Vivendo e aprendendo..a jogar
Integralmente extraído do Quinta Emenda, o post coincide com ponto de vista do professor Marcelo Sampaio, em rápido bate-papo com o blogger, semana passada, citando o mesmo decreto da época de Carlos Santos, aventado agora pelo Juvêncio.
Na visão de Sampaio, há setores do Sintepp partidarizando o debate, prontamente refugado pela área dura do governo -, resistente aos caminhos enveredados por alguns sindicalistas. No geral, a avaliação do educador é de que o governo Ana Júlia tem gente experimentada capaz de colocar a colher no caldeirão sem riscos de queimar o rango.
Otimista, ele, inclusive, aposta no tempo de academia de Cláudio Puty, Chefe da Casa Civil.
Águas de verão
Quando os níveis dos rios da bacia Araguaia-Tocantins começam a baixar, junto com os ventos gerais chegam também desejos singelos de misturar-se às águas praieiras. Nem bem um cucurute de areia aparece, a invasão de seus pedaços é inevitável.Na praia da Gaivota, em Conceição do Araguaia, corpos flutuam sobre cadeiras que não afundam na água rasa.
O Araguaia começou a ser invadido assim, no último domingo de maio.
Promete muito este verão de 2008.
Pedral abaixo
(Djavan)
Bill The Kid
O “aperto”, de tão grande, inviabiliza o mínimo de qualidade dos serviços nas estradas.
A turma é rápida no gatilho. Afinal, as eleições estão aí na proa.
Western Papa-chibé
Quando exibiram a virulência de Serra Pelada, sinceramente, a imagem de um faroeste real causou tristeza.
Muita tristeza.
Direto de Bertioga
Ele conversou demoradamente com os interlocutores pedindo ampla descrição do cenário.
Portanto, o gesto não condiz com a tão falada inapetência atual de Gabriel pela política paraense.
Terra por cima
Do jeitinho que o poster previu, os usineiros estão puxando cabelos.
Acham que a cova foi aberta.
Pesquisas
A outra concluída, em Redenção, de responsabilidade de instituto local.
Em Redenção, Wagner Fontes (PTB) navega em calmas águas. JPC terá de ralar muito se quiser permanecer no cargo.
A pesquisa de Marabá sai no final de semana, encomendada por grupo de empresários.
De longe, observando
E-mail de Noé Crisóstomo da Silva, marabaense residente no Rio Greande do Sul, enviado ao blogger:Sou de Marabá, mas atualmente estou morando em Santo Ângelo - RS. Leio as notícias de Marabá diariamente pelo seu blog e outros jornais. Ultimamente li sobre o descaso do Fórum de Marabá, para mim uma vergonha, uma cidade com mais de 200.000hab com o Fórum "caindo os pedaços". Mando a esse blog a foto (ao lado) do Fórum de Santo Ângelo - RS, uma cidade com apenas 73.800hab. Gostaria que as autoridades olhassem mais para Marabá e acompanhassem o seu crescimento. Maiores informações sobre a cidade de Santo Ângelo acessar : Santo Ângelo Wikipedia.
domingo, maio 25, 2008
Entrevista
Formado em Administração de Empresa, Eugenio Alegretti, 33 anos, é apontado como um dos principais responsáveis pela gestão de resultados implantado na Unimed Sul do Pará nos últimos cinco anos, transformando a cooperativa numa das que mais avançou em competitividade, entre todas as Unimeds do país.
Com passagem pela Secretaria Municipal de Saúde de Marabá, a convite do prefeito Sebastião Miranda, o Gerente Geral da USP permaneceu apenas dois anos dirigindo o órgão público, decidindo pelo seu retorno definitivo ao mercado.
Ele fala sobre a missão que têm à frente da Unimed Sul do Pará:
A referencia de saúde no Sul do Pará na qual se transformou a Unimed pode ser atribuído falência do Sistema Único de Saúde –SUS?
O guarda chuva social que a constituição Brasileira se propõe a oferecer pelo SUS é muito amplo, daí advêm às dificuldades de se colocar isso em prática, quando comparamos nosso SUS com a saúde pública de alguns países de primeiro mundo como os Estados Unidos vemos o quanto estamos adiantados, pode ser que alguns se surpreendam com minha declaração, mas é a realidade, naquele país ou você tem um seguro saúde ou tem muito dinheiro, não há uma terceira opção, a não ser para alguns pequenos grupos como os esquimós do Alasca, alguns índios e alguns veteranos de guerra. Em alguns pontos nosso SUS é referencia no mundo todo, como no caso dos transplantes e da AIDS, tirando inclusive este peso da saúde suplementar, porém acho que a maior deficiência se encontra na Atenção básica a saúde onde tratamos efeitos e não causas, é ai que perdemos feio para os países de primeiro mundo que tem água de qualidade para população e saneamento. A saúde suplementar cumpre hoje importante papel social quando vem oferecer ao mercado uma alternativa ao SUS, através disso aliviamos a demanda pública e ao mesmo tempo oferecemos uma qualidade, tempo de reposta e uma ampla rede que hoje o poder público esta longe de atingir.
A seu ver, o SUS é uma boa concepção de atendimento de saúde?
Vou usar sua pergunta para responder: A Concepção é maravilhosa, o modelo é esse mesmo, não há uma segunda alternativa, é assim que funciona no mundo todo, você hierarquiza o atendimento, começando pelo programa de saúde da família, onde temos o médico generalista que atua na sua comunidade e conhece sua história, atuando em conjunto com programas como imunização, pré natal, planejamento familiar, combate as doenças prevalentes da infância, Hanseniase, tuberculose, farmácia básica, endemias, prevenção do câncer de colo uterino e outros, quando a uma necessidade de intervenção de um especialista, o médico de bairro fará o encaminhamento para uma unidade de referência. No caso dos hospitais temos os pronto atendimentos e as Unidades de média e alta complexidade, que irão estar dispostas em cada Unidade da Federação conforme um planejamento estratégico a ser desenvolvido com a participação de todos os municípios. Este é um resumo da concepção, agora na prática ainda temos um longo caminho a percorrer.
O cooperativismo pode ser a saída para a solução dos problemas de saúde do País?
Antes de responder queria registrar que a lei 9.656/98 que regulamentou o mercado de saúde suplementar, reconhece o setor como integrante do SUS e como o sistema Cooperativista representa hoje quase 50% do mesmo, começamos a compreender sua importância e impacto no sentido de aliviar as pressões do SUS, não tenho dúvidas que o sistema Cooperativista é a maior das alternativas, não ousaria dizer que é a solução, pois já estive em países como a Suiça onde procurei conhecer através das pessoas com quem tive contato e sei que nem num país como este o sistema público é perfeito e ainda faço aqui mais uma ressalva, o sistema Suiço é cobrado, todos pagam para fazerem parte, mas voltando ao cooperativismo, diria que seria hoje a maior válvula de alívio do sistema público, não consigo imaginar a saúde suplementar no Brasil sem o sistema Cooperativista, que por sua filosofia e modus operante, consegue agregar profissionais da área de saúde em torno de objetivos comuns, num sistema onde não temos patrões e empregados, mas sim sócios em relação de trabalho ombro a ombro.
Quantos cooperados a Unimed têm?
No Brasil mais de 100.000 e em no Sul do Pará 125, isto me referindo só a Cooperados, os donos da Unimed, e esse é o grande diferencial que as pessoas precisam entender, no sistema Cooperativista o cliente e atendido pelo dono do negócio. Nesses número não me referi aos médico que possuem relações comerciais através de pessoa jurídica, ai esse número explode.
Qual o papel dos cooperados da USP na definição da estratégia, no apoio à gestão e no monitoramento dos riscos empresariais?
O Cooperado é o dono do negócio, o mais difícil numa Cooperativa é fazer com que todos absorvam este entendimento, a partir do momento que ele se conscientiza disto, ele tende a se portar como proprietário e esta postura terá reflexos importantes na saúde financeira da organização.
Quais foram as principais metas alcançadas até agora pela USP?
Não tenho dúvida que a confiança e o respeito pelo mercado de maneira geral, clientes, concorrentes, entidades de classe e governo, um reflexo disso é que a Unimed Sul do Pará é hoje a terceira Unimed da Região Norte, estando a frente de várias capitais como São Luiz, Terezina, Macapá e outras.
Quantos funcionários a empresa tem atualmente?
80, sem falar na força de vendas que é terceirizada, acredito que é a única operadora de planos de saúde a gerar empregos diretos no Sul do Pará, os outros só tem representantes comerciais e ai esta outro forte diferencial competitivo, a Unimed é “Cara Crachá”, parodiando o Severino, o cliente sabe onde nos encontrar e não precisa ligar para 0800 na região Sudeste para resolver seus problemas.
A Unimed está presente em todos os municípios do Sul do Pará?
Sim, não só presentes com a parte comercial mas como geradores de renda, sendo a USP a maior compradora de serviços médicos de nossa região.
Observa-se na USP agregações tecnológicas que outras não têm, mesmo que não seja exigência da Agência Nacional de Saúde (ANS). Esse setor é o que mais recebe investimentos da diretoria?
A Tecnologia da Informação esta diretamente ligada a saúde financeira da sua empresa não se trata de uma escolha, é uma necessidade, trabalhamos hoje com o melhor banco de dados do planeta, com um sofisticado programa de inteligência de negócios, somos capazes de fazer infinitos cruzamentos de informações para obter o dado que queremos, são programas como este que descobriram por exemplo que em loja de conveniências a cerveja vende mais a noite se estiver perto das fraldas descartáveis, isto por que o programa identificou uma venda casada para país que saiam para comprar fraldas fora de hora e aproveitavam para levar sua cervejinha, na medicina conseguimos detectar padrões de procedimentos, levantar custo e cruzar informações, tudo isso resultado de anos de investimento nesta área.
Qual o significado do movimento da responsabilidade social para a USP?
Entendemos que a responsabilidade social se desdobra além do social em cultura, esporte e responsabilidade sócio ambiental, nessa visão, o Conselho de Administração da Cooperativa, por iniciativa do Presidente, Dr. Jorge Bichara, desenvolveu um leque de ações visando contemplar todo este contexto, além de apoiar entidades como hemopa, associações de moradores, sindicatos, Polícia Militar, Apae e muitos outros, lançamos em 2007 nosso próprio Programa de Responsabilidade Social, o UNIMED VAI A ESCOLA, um projeto com base científica que atende a mais de 1.000 crianças na zona rural da rede pública de ensino do município de Marabá, cuidando da prevenção a saúde bucal dessas crianças, educando, aplicando flúor e fornecendo kits de saúde bucal e kits escolares de qualidade, na parte ambiental apoiamos as atividades da Fundação Zoobotânica de Marabá, na parte cultural temos apoiado alguns artistas locais como o Dauro Remor e o Neviton, além de termos patrocinado o Maraluar, nossa maior manifestação cultural, no esporte a dois anos figuramos como o principal patrocinador do Águia de Marabá, campeão do primeiro turno do Parazão 2008, e tem muito mais, em Parauapebas por exemplo apoiamos recentemente duas grandes campanhas da Prefeitura daquele município, uma de combate a AIDS e outra contra a Hanseniase, tudo isso demonstra o nosso envolvimento na vida da comunidade Sul Paraense, e esse retorno temos sentido todos os dias.
Conceito de responsabilidade social também pode sintetizar valores da medicina e do cooperativismo?
É acima de tudo um dos princípios mundiais do Cooperativismo, o de interessar-se pela vida da comunidade.
Levando em consideração que o seu presidente é um militante ambientalista, inclusive criador da Fundação Zoobotânica de Marabá, a cooperativa pode caminhar no sentido de investir na gestão ambiental?
Como eu já relatei a pouco, a Unimed Sul do Pará já faz isso, apoiamos as ações da FZM que hoje realiza importante trabalho na preservação de nossa flora e fauna, cuidando hoje em torno de 200 animais e de um patrimônio botânico que são as reservas que estão hoje sob sua guarda, uma inclusive dentro da área urbana do município, e aproveito para fazer referencia aqui a luta diária do incansável Dr. Jorge Bichara, que realiza este trabalho fantástico, digo sempre que nosso município tem que agradecer a existência de um homem como ele, são pessoas assim que fazem a diferença em nosso mundo.
O Hospital da Unimed será uma referencia em saúde no Pará?
Sim, ele será o melhor hospital do Sul e Sudeste Paraense, uma estrutura planejada de mais de 15.000 metros quadrados, com média e alta complexidade para que a população Sul Paraense possa se sentir segura.
O senhor sempre diz que quer transformar a USP na melhor prestadora de serviços de saúde do Estado. O que falta para tingir essa meta?
Realmente, nunca escondi isso de míngüem, trabalhamos com Planejamento e sabemos exatamente onde queremos chegar, a Agencia Nacional de Saúde, ANS, tem editado nos últimos anos inúmeras regras para que as operadoras mantenham seus registros, hoje temos boa parte de nosso efetivo voltado para atender estas determinações, sendo assim, a vários processos a serem implantados nos próximo 12 meses, concluída esta etapa iremos nos concentrar em buscar certificações, o que irá padronizar definitivamente todos nossos processos, garantindo assim a nossos clientes o que há de melhor em atendimento e gerenciamento da saúde de sua família e de sua empresa.
"Tanto esforço baldado"
Prenhe de razão, certamente Cícero deve vibrar com a musicalidade colocada nos versos de “A Aurora”, um dos mais pungentes poemas que o espanhol Federico Garcia Lorca escreveu justamente entre junho de 1929 a março de 1930, quando esteve em Nova Iorque.
Fuzilado pelos fascistas de Franco, em 1936, Lorca deixou uma obra maravilhosa, que continua a ser revisitada e a surpreender.
O CD gravado pela CBD espanhola, e lançado obscuramente no Brasil pela CBS brasileira, apresenta obras de compositores convidados para musicar um dos poemas que Lorca produziu nos meses em que esteve em Nova Iorque, numa fase difícil de sua vida (quando deixou a Espanha em grande crise afetiva), interpretando os textos em sua língua.
O Brasil está representado por Chico Buarque e Raimundo Fagner que dividem o belíssimo "A Aurora". A tradução é do maranhense Ferreira Gullar.
É difícil encontrar o CD nas lojas, pois os comerciantes fonográficos, ignorantes em sua maioria, não se deram conta da preciosidade deste registro em que os nomes mais famosos da música em diferentes países se reuniram para homenagear ao poeta de "Bodas de Sangue".
A aurora de Nova Iorque tem
quatro colunas de lodo
e um furacão de pombas
que explode as águas podres
A aurora de Nova Iorque geme
nas vastas escadarias
a buscar entre as arestas
angústias indefinidas
A aurora chega e ninguém
em sua boca a recebe
porque ali a esperança
nem a manhã são possíveis
E as moedas como enxames
Devoram recém-nascidos
Os que primeiro se erguem
em seus ossos advinham:
não haverá paraíso
nem amores desfolhados
Só números, leis e o lodo
de tanto esforço baldado
A barulheira das ruas
sepulta a luz na cidade
E as pessoas pelos bairros
vão cambaleando insones
como se houvessem saído
de um naufrágio de sangue.
Rebeldia no Xingu
O samba serviu de enredo para a então recém criada Escola de Samba Tradição, ao fim de dissidência da Portela.
De lá até hoje, 23 anos se passaram. O cenário no Xingu, continua o mesmo. Ou pior.
Pintado com tinta de guerra, o índio despertou
Raoni cercou os limites da aldeia
Bordunas e arcos e flexas e facões
De repente eram mais que canhões
Na mão de quem guerreia.
Caraíba quer civilizar o índio nu
Caraíba quer tomar as terras do Xingu.
Caraíba quer civilizar o índio nu
Caraíba quer tomar as terras do Xingu.
Quando o sol resplandece os raios da manhã
Na folha, na fruta, na flor e na cascata
Reclama o pajé pra Tupã
E o curimatã sumiu dos rios
Uirapuru fugiu pro alto da mata
Toda a caça ali se dispersou
Oh, Deus Tupã!
Benze a pedra verde, a muiraquitã
E os índios estão se juntando igual jamais se viu
Pelas terras do pau-brasil.
É kren-akarore, caiabi, kamaiurá
É txukarramãe, é kretire, é carajá
É kren-akarore, caiabi, kamaiurá
É txukarramãe, é kretire, é carajá
Ei, Xingu!
Ouvindo o som do seu tambor
As asas do condor, o pássaro guerreiro,
Também bateram, se juntando ao seu clamor
Na luta em defesa do solo brasileiro.
Um grito de guerra ecoou
Calando o uirapuru lá no alto da serra
A nação Xingu retumbou
Mostrando que ainda é o índio, o dono da terra.

