domingo, dezembro 30, 2007
Sem bússola
O tráfego de veículos na Belém-Brasília com placas de Goiânia, Palmas, Araguaína, Imperatriz, Açailândia e de outras cidades dos três estados é impressionante. Há trechos em que se registra engarrafamento na BR, normalmente ocupada durante o ano pelo tráfego mais intenso de caminhões.
O poster parou nos três postos da Polícia Rodoviária Federal, existentes em Dom Eliseu, Ipixuna e Mãe do Rio, com objetivo de recolher a medição do tráfego. Não conseguiu. Os agentes rodoviários informam que nunca receberam orientação para proceder tal aferição. De repente, as potencialidades disponíveis dos consumidores de lazer são bem maiores do que se presume sem ninguém saber o que está faltando para atendê-los em sua essência.
Alô, deputados e senadores!
Na tarde de sábado, no posto da PRF de Ipixuna, dois agentes se revezavam no trabalho fazia três dias. Sem descanso.
“Fazendo cair toda chuva que há”
Quem pegou carro em Marabá pela BR-222 (antiga Pa-70) rumo às praias do Atlântico, não viu a luz do sol. Água. Muita água.
Eu não sou cachorro, não!
Gravado no Centro Cultural Sesc Luiz Severiano Ribeiro, em Fortaleza, o show bem situado pelas doze câmeras distribuídas pelo pessoal da Anima 1 Produções, não é para quem gosta de merda, não. É coisa boa. Brega, mas boa. Ou pensam que Brega não é bom?!
Num dos bate-papo do making-off, a gente fica sabendo, por exemplo, da participação do maestro Guerra Peixe -, um dos melhores da música pernambucana, apesar de ter nascido no Rio de Janeiro -, na vida do cantor. Comunista conhecido e com militância destemida no Partidão, durante os anos 70, o maestro andou fazendo arranjos para discos de Waldick Soriano, oportunidade em que tentava fazer a cabeça do ídolo da música “brega”. Com seu jeitão desbocado, Waldick conta:
- Ele queria me jogar no comunismo, rapaz. Entendeu? Quase eu entro nessa, já pensou. Não estava mais aqui gravando canções. ( Soltando a risada conhecida)
O homem, quando ele gosta de uma mulher, ele tem que fazer tudo pra ela.. Ela quer um vestido bonito? Dê! Quer uma jóia bonita? Dê! Entendeu?
Quer, quer, quer, quer? DÊ!!!!! Quer, quer, quer, quer? DÊ!!
Aquele cara que só quer sustentar a mulher com feijão e farinha, não dá, né, véi?
Boca da Quartinha
Nem em Sapucaia existe esse tipo de poluição sonora e nos empanturrar com baboseiras diariamente, sem controle.
Tudo a ver com a visão que algumas autoridades têm do futuro de Marabá.
Ouvidos de buriti
O fim!
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Quem sabe, sabe
No lugar de Mário Cardoso, vai mesmo a pró-reitora de Administração da UFPA, Billa Gallo.
O atual diretor de Endemias da SESPA,Walter Amoras, médico sanitarista, ocupará a secretaria Adjunto da SESPA.
Na Sead, a governadora optou pela estratégia do “esfria cuca”: orientou Maria Aparecida, titular do órgão, a tirar férias enquanto a poeira baixa.Isso pra evitar a troca no comando da secretaria. Por enquanto o que é certo, é a saída dos diretores para os próximos dias.
É só conferir.
Em diapasão
Ranking de desempenho
Secretários de resultados: Charles Alcântara (Casa Civil), José Raimundo (Sefa), Cláudio Puty (Governo), Maurílio Monteiro (Sedect), Suely Oliveira (Sedurb).
Atuação mediana: Vandir Ganzer (Setran).
Secretarias desastre: Mário Cardoso (Educação), Vera Tavares (Segurança Pública), e Valdir Ortega (Sema).
Surpresa agradável: Joana Pessoa (Hangar).
Por trás da mira
Algumas restemunhas afirmam que Sebastião Curió teria escalado seu ex-assessor de imprensa, Joãozinho da Parabólica, para contratar alguém com intuito de dar fim no sindicalista que vivia fazendo oposição ao prefeito dentro de Serra Pelada.
Joãozinho da Parabólica contratou Mathias, que contratou Nego Josa, que deu o tiro certeiro em Clênio.
Na época, Nego Josa, um ladrão de roupa de fundo de quintal, ao ser preso, negou sua participação no crime, mas poucos dias antes de ser assassinado, contou aos parentes que teria sido contatado por Mathias para dar fim em Clênio.
Mathias encontra-se foragido e a Justiça de Curionópolis prepara o encaminhamento ao TJE do processo já que Curió tem foro privilegiado.
Conversando
Cartão amarelo
Sem jogos no interior, melhor a FPF cancelar a edição deste ano do torneio, restringindo-o apenas aos clubes da capital. Nenhum time do chamado interland tem condições de cobrir as despesas de seus elencos caso não conte com a vibração de sua torcida.
Se as prefeituras municipais não arregaçarem as mangas para atender as exigências de
segurança, os estádios ficarão do jeito que estão. O poster sabe como isso funciona no interior.
Aviso aos navegantes
Ferraz afirmou que o pagamento foi interrompido em 2005 com a queda do ex-tesoureiro Delúbio Soaresm, apontado como um dos operadores do mensalão. Em agosto deste ano, o STF (Superior Tribunal Federal) abriu processo para apurar a suposta participação de Delúbio e outras 39 pessoas no mensalão. Em novembro, Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva, juiza da 5ª Vara Civil do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, reconhecei o direito do publicitário e condenou o diretório estadual do PT a pagar o que devia. A decisão é de primeira instância e o partido pode recorrer.
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Umas & Outras
Secretaria 1
Diante de crise que se anuncia de forma incontrolável na Sead, Ana Júlia não deixará pedra sobre pedra. De uma canetada, demitirá o secretário Adjunto Alfredo Junior e os diretores Rômulo Amoras, Érica Barbosa e Célia Haber.
No embalo, e a contra-gosto, a governadora passará a borracha também na titular da secretaria, Maria Aparecida, para amainar a ira do senador/filho Ademir-Cássio Andrade.
Secretaria 2
O RD de hoje está corretíssimo: Geraldo Araújo deverá mesmo ir para o lugar de Vera Tavares. Só uma grande zebra o impede de assumir a secretaria de Segurança.
Secretaria 3
Na Educação, sai Mário Cardoso para dar lugar à pró-reitora de Administração da UFPA, Billa Gallo, como diz confiável fonte, “por simples falta de opção”. Aliás, a futura secretária será recebida ainda hoje pela governadora e seus secretários Charles Alcântara e Cláudio Puty.
Dobra do alicate
O prefeito de São João do Araguaia, Marisvaldo Pereira Campos, começará 2008 envolvido com citações. O Ministério Público pedirá seu indiciamento.
Tiro & queda
Sebastião Curió definitivamente encerrará seu mandato nas páginas policiais. Justiça de Curionópolis encaminhará ao TJE processo que apura o assassinato de Antonio Clênio, ex-presidente do Sindicato dos Garimpeiros, tendo o prefeito do município como principal suspeito de mandante do crime.
Conversa de garimpeiro
Nada a ver matéria publicada no sul do país dando conta de que guerrilheiros do Araguaia teriam pedido alvará de lavra para a área onde hoje se instalam alguns dos grandes projetos da Vale. Inclusive Serra Pelada. O blog vai trazer à lume depoimentos de quem viveu a refrega e garante não ter nenhuma procedência esse papo.
Até mais ver
Amanhã, detalhes dos tópicos acima e outras mumunhas.
terça-feira, dezembro 25, 2007
Chaplin e a Vida
Na tela, a vida é mais bela. Com Chaplin.
Nos textos, quatro pensamentos dos milhares deixados por ele, e Smile, inesquecível peça musical de nosso eterno palhaço:
1
"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso".
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos".
"Minha fé é no desconhecido, em tudo que não podemos compreender por meio da razão. Creio que o que está acima do nosso entendimento é apenas um fato em outras dimensões e que no reino do desconhecido há uma infinita reserva de poder".
Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios
Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos
Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz
Natal no Sapecado
Passando pouco mais das 18h30, com voz alta, a convocação geral:
- Madalena... “Ontonio” ... Salvador ... Neguin ... Jurema ...Lucas... Valmira... a comida tá na mesa!!!
Obediente, a meninada chega e é ajuntada em volta da mesa da sala, de madeira, firme, que “Ceará” mesmo fez. São netos do casal de onze filhos procriados. Duas lamparinas são acesas sobre a mesa. Na região do Sapecado onde moram Zé e Maria, ainda não chegou a Luz para Todos. A rede em extensão encontra-se perto. Pode ser que até junho de 2008 ilumine o barraco da família.
No quase anoitecer, o jantar não é de gala, nem de galo. É uma deliciosa galinha caipira morta uma hora antes diante de nossos olhares. As mulheres da família, num total de seis filhas, cuidam das panelas na lenha ainda estalando de queimar. O cheiro de café coado espalha-se pelo ambiente deixando em seu interior agradável satisfação. É tão bom sentir aroma de café feito na roça!
Sentados, já do lado de fora da pau-a-pique, olhamos para o céu cheio de estrelas. Parecem mil-e-tantos vaga-lumes no meio do mato escuro! Sob a claridade que vem do céu, dá pra ver boi Ciço, que tem a graça em homenagem, claro, ao padre santo dos cearenses. O animal fica ali perto da casa toda noite daquele jeito, deitado, “só pensando em coisa ruim”, diz o anfitrião -, sem explicar quais maldades o boi tem.
Já passa das 20 horas. Pelo menos para dona Maria das Graças, a conversa vai finando que nem cigarrinho-de-paia. Observa, fechando os olhos e abrindo-os, vez por outra, certamente na vã tentativa de demonstrar estar atenta a conversa.
Será que o serenozinho que começa a espalhar-se da mata umedece os sonhos de dona Maria? Que sonhos ela tem?
A criançada brinca, correndo e gritando, com a barriga cheia, feliz, sob o luar da Amazônia em seus últimos dias de aparição límpida antes do inverno que promete ser avassalador. Escuto leve ronronar saindo de dona Maria, entregue ao sono. Miudeza de tempo.
Hoje cedo, 25, lembrei-me do dia e noite em que passei com minha equipe da VídeoV, sexta-feira última, gravando externas para um documentário sobre Agricultura Familiar, no assentamento de seu Ceará.
Lembrando, tenho absoluta certeza de que no Sapecado, pelo menos na casa do maravilhoso casal, Papai Noel não passou por lá. Não que o breu da noite tenha escondido o barraco. “Se for pra dar presente prum menino desse aí, tem que dar pra todos senão é uma injustiça de nem Padin Ciço perdoa. Como não temos dinheiro, aqui não tem Papai Noel”
Madalena, 12 anos; Antonio, 10 anos; Salvador, 7 anos; Neguin, 6 anos; Jurema, 8 anos; Lucas, 6 anos; Valmira, 9 anos. Netos de Zé Ceará e dona Maria das Graças, aparentemente pareceram meninos felizes, protegidos pelo carinho e atenção de pais e avós -, morando em lugar a carecer ainda de tudo para se ter vida digna.
Ao vê-los ali brincando e livremente soltos entre bichos e matas (do pouco que ainda resta) deu para perceber o quanto estavam alheios ao Natal. Quem sabe, eles sim, fazendo o Natal de todo dia que sonhamos ter.
Sempre tive a certeza de ser o amor, quando plenamente realizado, o principal fator do processo genético que determina as mutações necessárias para a sobrevivência da espécie humana. Mesmo sendo pobres residentes na zona rural, os netos do casal demonstraram evidente relação entre o ato de serem amados e a ludicidade da existência, pautados por ações que exprimem os grandes prazeres da infância: brincar, correr, cansar e dormir.
Concordando com George Groddeck (médico e pioneiro da psicossomática), o homem é o que ele foi e viveu até o fim da adolescência.
Lá no Sapecado, cada um faz de cada um seu brinquedo sincero. E a meninada é feliz.
Sem papai Noel à porta.
De saco cheio de Papai Noel
Nunca consegui escrever sobre Natal. No fundo, considero a data muito chata. E isso não é coisa de gente rabugenta. É um sentimento sincero dos efeitos de uma data que não me cai bem. E olha que sempre gostei de “inventar” natais diferentes para meus filhos. Ao meu feitio.
Sinto impossível escrever texto até falando mal do Natal. Tipo assim: não cheira e nem fede.
No fim de 1979, eu e meu amigo Osvaldo Alencar, advogado fundador do Partido dos Trabalhadores em Imperatriz (posteriormente primeiro candidato do PT a governador do Maranhão que não chegou a ter 5 mil votos no Estado), lançamos uma revista quinzenal chamada “Momento” que durou exatamente o tempo previsto: três meses. Nessa época, para saudar o Natal, bolamos engraçada entrevista (fictícia, claro!) com Papai Noel que se revelava de “saco cheio” de tanto perambular o mundo distribuindo presentes. Na mesma edição, a quatro mãos, escrevemos bela matéria a respeito da inexistência de Papai Noel. Ou seja, estávamos dispostos a anarquizar!
Em verdade, não havia nada o que escrever: a cultura entre de recesso durante as festas de Natal. É como se todo mundo emburrecesse mais um pouquinho.
A matéria ficou engraçada. A gente inventou lance de uns malucos japoneses fazendo cálculos absurdos da velocidade que o trenó do Papai Noel teria de atingir se quisesse, de fato, entregar presentes a todas as crianças. Eu me lembro de rir muito. Repercutiu tanto o artigo que alguns amigos e parentes resolveram profetizar o risco de sermos castigados por causa da matéria anti-Papai Noel. E nem sabíamos o Bom Velhinho ter tanto poder assim.
Durante anos cheguei a apontar o negro Aziz como culpado de meu distanciamento do espírito natalino. Criado desde pequeno pela minha avó materna, Aziz mais tarde se revelaria um homossexual rejeitado pela sociedade reacionária da Velha Marabá – naquele tempo um amontoado de casas com pouco mais de 30 mil habitantes (A Velha Marabá, mais velha, mais povoada, continua também mais reacionária como nunca se viu).
Todos os anos, a partir de 1º de dezembro, Aziz montava lindo presépio na casa de meus avós. Verdadeiro presépio. Ao lado dele, gigante árvore de Natal. As luzes do presépio, a manjedoura, vaquinhas, burros, pastores, Anjo, Reis Magos, incenso, mirra, a Estrela Guia desenhada no papelão formando céu pairando sobre o cenário da Belém de Nazaré, e a imagem do bebê Jesus. Aquilo me encantava.
Quando chegava 7 de janeiro, data em que a obra de arte era desmontada pelo bom negro Aziz, imensa tristeza me dominava por alguns dias.
O presépio foi destituído da casa de meus avós após o suicídio de Aziz, que resolvera procurar Jesus em outras plagas virando na boca um recipiente cheio de soda cáustica. Nunca mais se fez presépio na gostosa casa de Tufy Gaby e Tunica. Passei mais de uma década maldizendo Aziz pela sua atitude. Ele nos fez falta ao deixar imensa lacuna nos seio da família que muito o amava.
Nos dias atuais, tenho certeza de que meu distanciamento do “sentido” natalino nada tem a ver com a auto-extinção de Aziz. Sinto, sim, verdadeiro incômodo por certa mentira no ar. Pode ser isso: Natal passou a ser “festa” mentirosa. Num clic, tudo de bom parece ocorrer na madrugada de 24 para 25 de dezembro. Como se as infelicidades cessassem, maldades esquecidas, homem virando santo, todos se certificando de serem bons -, e a maldade, durante o resto do ano, apenas resíduo de um desvio de conduta involuntário.
Quem critica o Natal se concentra na perda do sentido religioso e no foco meramente comercial da data. Para isso, dou de ombros. Nada a ver, também.
Incomoda, sim, o torpor impregnado. Fantasia movendo ridículo sorriso passageiro. E a falsidade que faz das pessoas mais abjetas dignas de admiração – só porque é Natal.
Não me sinto melhor por isso. Para ser sincero, até me acho pouco pior. Gostaria, verdadeiramente, de estar envolvido no processo.
Como de todo não faz bem a mim fingir certas coisas, resta-me, pois, como consolo, comer muita rabanada e rezar para que o tempo passe mais rápido. Rumo às resoluções de Ano Novo.
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Um ponto, só.
Por causa do conflito entre Lílian e Ayeda, deputado Cassio Andrade exige a demissão da diretora Ayeda Fontes, irmã de Edilza Fontes, dirigente da Escola de Governo, e pessoa de extrema confiança da governadora. No ritmo da batucada, a direção do PSB (leia-se família Andrade) solicitou a imediata saída da secretária, indicando uma lista com três nomes para substituí-la: Alfredo Junior, secretário Adjunto; Célia Haber, advogada coordenadora jurídica da SEAD e irmã mais velha do chefe de gabinete do deputado Cássio; e o professor Erickson Barbosa, ex- presidente da CDP.
Agora, ninguém se entende dentro do PSB. O pau quebrou de vez. A secretária Maria Aparecida tem telefonado para os militantes do partido solicitando apoio e solidariedade para continuar no cargo e já conseguiu mais de 80 assinaturas dos DAS de sua secretaria – ao mesmo tempo em que luta para expurgar o secretário-Adjunto, Alfredo Junior; o diretor Romulo Amoras (enteado de Ademir); Érica Barbosa, diretora; e Célia Haber, coordenadora Jurídica.
Pequeno já era. No embalo, o grupo de Ademir “Docas” Andrade se transformará num musgo.
Abaetetuba, meu amor!
Depois do caso da menor currada na delegacia de polícia, Abaetetuba ficou sendo a bola da vez. Todo dia o nome da cidade aparece à reboque de fatos negativos.Abaetetuba de meninas bonitas, cabelos longos e lisos; indiazinhas paraenses cheias de hãn-hãn-hãns, pele morena, caboclinhas padrão a querer apenas um pouco de nossas atenções.
Se observarem bem, as mulheres de Abaetetuba são diferentes de todas as outras mulheres paraenses. As de Abaetetuba e Cametá, melhor dizendo: sangue puro feminino com gosto marajoara.
Abaetetuba da feira. A feira de Abaetetuba.
São mais de 1 km de feira margeando o rio Maratauira (afluente do Tocantins) povoado de barcos que trazem e levam de tudo. Até o que não presta. E aí é onde moram os mistérios dessa cidade boêmia, de gentes nascidas com cheiro de água. Bendito ó fruto, entre as cidades.
Na pracinha da Matriz, à noite (foto), depois das 22 horas, sentar em seus bancos tocando violão estimulado pela melhor cachaça da região, feita por alguns amantes de alambiques ainda em atividades.
Vida de Abaetetuba é assim. Melhor do que vida de interior.
Viva Abaetetuba!
Esquentando cadeira
Deus proteja a população de Nova Ipixuna. Em nome do Pai, Filho, Espírito-Santo...
Comendo a franga
Mais ou menos assim é o pensamento de pecuarista amigo do blogger ao comentar a invasão da área de reflorestamento Pioneira, do Grupo Cosipar, promovida pelo mesmo grupo do MST que tomou de assalto há quatro anos a fazenda Peruano. A explicação dele refere-se a necessidade dos proprietários terem sua própria segurança particular armada.
- Até a gente esperar ação dos governos e da Justiça, no sentido de nos restituírem o direito à propriedade, perdemos grande parte do que construímos. Principalmente aquilo mais grato ao ser humano: a auto-estima de estar edificando algo e vê-lo, de repente, destruído.
Perguntinhas: o decreto prevê alguma punição para quem invade e promove idêntica destruição em área reflorestada? Qual a multa a ser aplicada a quem toma de assalto essas áreas? O MST e demais organizações sociais de plano rural responsáveis, hoje, pela destruição de matas e queimadas, também são passíveis de punição ou passam ao largo do decreto presidencial?
Uma coisa é certa: a Pioneira, assaltada por um comboio parido na fazenda Peruano, tem mais de 4 mil hectares plantados, mas corre o risco de ser desapropriada diante da fúria com que os coordenadores da invasão bradam aos quatro ventos.
A Cosipar investiu mais de quinze anos na plantação de 600 alqueires de eucalipto, está fazendo o dever de casa. Se bobear, agora, mesmo sendo agente passivo dos distúrbios em sua propriedade, será punida. De um jeito ou de outro.
Dois mais dois
Ou seja, o reflorestamento da Pioneira invadida está custando para a Cosipar exatamente R$ 32 milhões.
Quem paga esse prejuízo?
Se mal perguto...
Um castigo, acrescente-se, proveniente das ações incompetentes do próprio Ministério do Meio Ambiente comandado pela acreana, que mexe aqui, mexe acolá -, e tudo continua como dantes. Ou pior. Os números dela comprovam. Silva não consegue estabelecer efetivamente uma política preservacionista capaz de evitar danos ao meio ambiente sem desestruturar o setor produtivo.
Não aceitamos de forma alguma a forma predatória com que alguns teimam trabalhar na Amazônia. Da mesma forma, consideramos crime paralisar todos os segmentos de produção como está ocorrendo em alguma regiões, em nome de uma sustentabilidade que o governo não consegue estabelecer.
Não está na hora de Lula fazer um balanço desses anos de Marina Silva à frente do MMA?
Notebook escolar
A coisa promete.
Em tempo: a configuração do laptop até que não o caracteriza como carroça, considerando as especificações mínimas de 256 MB memória RAM, unidade de armazenamento tipo NAND flash com pelo menos 1 GB, sistema operacional baseado em software livre em português, duas portas USB, tela de cristal líquido (LCD) de sete polegadas, teclado com proteção contra derramamento de líquidos, controladora de rede sem fio integrada, suporte para os padrões 802.11 b/g, webcam acoplada ao equipamento e bateria com autonomia de três horas.
Melhor do que muito desktop Celeron disponibilizado no mercado.
Ao cantar do galo
Desde sábado, a fase passou a ser 12:00 Pm, que esperamos se prolonga até o dia 02 de janeiro de 2008, quando então normalizaremos a vida e as atualizações do blogue.
Muito de boa essa fase 12:00 Pm. Muito de boa.
NB- Até o dia 2 de janeiro, o blog será atualizado, a qualquer hora do dia ou noite.
domingo, dezembro 23, 2007
“O melhor presente é sempre o amor”
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia
(Maurício Gateani)
Aqui fala Rádio Tirana...
Como o sono demorava a chegar, eu ligava o receptor na estação de melhor qualidade de sintonia, varando a noite ouvindo locutores de todas as partes do país - , quando não me enfurnava a buscar estações do Líbano que meu avô providencialmente ensinara desde meus sete anos -, “para aprender a falar árabe”, dizia ele com seu sotaque “portulibanês”.
Anos depois, o vício pelo rádio me transformaria num excêntrico colecionador de receptores recém lançados no mercado. Carreguei esse hábito até a predominância das estações FM, que paulatinamente foram invadindo o dial e, provocando também, transformações no perfil dos fabricantes que deixaram de investir em bons receptores. A partir dos anos 90, tornou-se difícil encontrar um aparelho de rádio AM de boa qualidade. Aos poucos, também, fui perdendo o encanto pelo veículo que mais paixão me provocou. E fetiche.
A verdade é que foi o Rádio, numa noite de passeio pelo dial de um receptor Transglobe 2148 (melhor modelo da melhor marca fabricada em todos os tempos) quem me revelou a existência da Guerrilha do Araguaia.
Corria o ano de 1973. Sem querer, naquele lance de pesquisar estações, parei numa freqüência que a cada minuto, entre um sobe e desce de trilha com marchas e hinos marciais, destacava a bonita voz grave de um locutor:
A partir dessa descoberta, o hábito que temos hoje de acessar a Internet, eu tinha de ouvir a Tirana. Toda noite, onde estivesse, haveria um receptor a me acompanhar para a sintonia obrigatória. Em pouco tempo, meus amigos passaram a fazer o mesmo, e criou-se uma corrente de ouvintes da emissora albanesa, país que se manteria por longos anos a última trincheira do comunismo mundial.
Naquele tempo, algo me intrigava: a rapidez com que os fatos ocorridos no front do Bico do Papagaio chegavam ao conhecimento dos redatores do programa dirigido ao Brasil. Notícias fresquinhas de tudo o que acontecia aqui. Não que a gente soubesse dos fatos “fresquinhos” noticiados por alguma emissora de rádio brasileira. Impossível. A ditadura jamais permitira. A Tirana, em verdade, era o único meio pelo qual podíamos saber o que estava acontecendo no Brasil.
Nosso herói anônimo
A resposta para a minha curiosidade obtive somente mês passado, trinta e quatro anos depois. Mais precisamente depois de descobrir o endereço de certo alguém, filho de ex-mecânico de veículos bastante conhecido na Xambioá dos anos 60/70.
Nas longas entrevistas com as vítimas da Guerrilha do Araguaia, seu nome foi sugerido como a de outra pessoa conhecedora do confronto. Todavia, recebi duas orientações, se pretendesse obter sucesso em minha empreitada:
1- Não revelar o nome do personagem nas matérias a publicar;
2- Ocultar também a localidade onde reside atualmente o senhor com sua família, ainda temerosos de perseguição. Saldo do trauma da guerrilha.
Parei numa oficina no centro da cidade com a desculpa de tentar descobrir ruído estranho que de repente surgira no carro. Em verdade, o barulho irritante aparecera cinco dias antes -, resultante de uma borracha do amortecedor danificada.
Um educado e brincalhão mecânico, dono da assistência, enquanto vasculhava o veículo, revelou-se profundo conhecedor da região. Só isso já me bastava para, com habilidade, forçar o cidadão – 59 anos, 5 filhos -, a falar sobre o surgimento das cidades do Sul do Pará que ele revelava surpreendentemente um expert. Em pouco mais de 40 minutos estávamos familiarizados. E ele não teve dificuldades em se abrir mais ainda quando tomou conhecimento de minha identidade:
Passava das 18 horas quando o problema do carro foi solucionado com a troca da borracha do amortecedor direito. Na oficina, mais três rapazes o ajudavam – um deles, o filho caçula. Como não podia perder a oportunidade de sugar informações de meu mais novo amigo já que decidira permanecer o dia seguinte na cidade, convidei-o para jantarmos. Ele foi mais insistente: queria a qualquer custo me levar à sua casa para conhecer a família, dizendo que providenciaria algo para comermos.
Depois do banho e troca de roupa no hotel, Manoel chegou no seu carro, modelo Gol/1999, muito bem conservado, numa comprovação de que nem toda casa de ferreiro, o espeto é de pau. Em sua casa, nos aguardavam a mulher e o filho mecânico. O restante da família mora em outras cidades. O jantar já estava posto, bem simples, servido numa grande mesa no fundo do quintal. O papou de alongou até bem tarde.
O pai dele era técnico em eletrônica. “De mão cheia, consertava rádio que não se via igual”, contou orgulhoso. Como fizera com todos os demais filhos homens, “seu” Nivaldo ensinou a profissão a Manoel, que na realidade gostava mesmo era de ver mecânicos consertando carros. E o sonho era alimentado toda vez que ele passava em frente à oficina do Tonho, cujo proprietário fazia dois anos chegara a Xambioá, montando o negócio que se diferenciava dos demais do ramo devido a organização e a fama conquistada, pelo dono, de ser um mecânico sério -, “e que não era careiro como os outros da cidade e das oficinas existentes em São Geraldo, do outro lado do Araguaia”.
Exatamente no dia em que completara 25 anos -, ele nunca esquece a data -, Toninho chegou cedo na Eletrônica de seu Nivaldo, naquele dia viajando para Araguaína.
- Meu pai não está. Em que posso ajudá-lo?
- Só seu pai mesmo. Disseram que somente ele é capaz de consertar um equipamento meu que pifou.
Manoel sentiu ali a oportunidade de fazer amizade com Toninho, abrindo, consequentemente, a chance de aprender os passos iniciais da profissão que tanto sonhava.
- Ele deve voltar dentro de três dias. Se não for tanto urgente, prometo que nem bem ele chegue vou avisá-lo de seu retorno -, mentiu, na tentativa de forçar o cliente a pedir sua ajuda.
Tecnologia alemã
Nos fundo da oficina, três cômodos de madeira transformados em residência ocupavam o pequeno quintal. Sobre a mesa de refeição da cozinha, havia um transreceptor miniaturizado jamais visto pelo técnico.
- Não. Mas isso deve ser um transmissor. Não sei o modelo. Qual o problema?
Fabricada na Alemanha, a pequena engenhoca seria de um primo de Toninho que ali deixara fazia cinco meses com objetivo do dono da oficina vendê-la a algum interessado em Araguaína ou Imperatriz, cidades para onde o mecânico sempre viajava. Toninho dissera que com o tempo aprendera a operar o retransmissor, falando à noite com rádio amadores - muito comum àquela época.
O certo é que Manoel, depois de três horas, colocou o aparelho para funcionar. Festejado pela operação bem sucedida, o preço cobrado pelo conserto foi deixá-lo aprender os ofícios da mecânica. Em quatro meses, os dois se tornaram mais amigos do que patrão e empregado. Seu Nivaldo perdera o filho na eletrônica, agora espécie de sócio de Toninho.
Ao mesmo tempo em que tudo isso acontecia, o pequeno povoado de Xambioá já se transformara numa das bases de operação mais importantes das Forças Armadas, com a implantação de acampamentos e sobe e desce de aviões de todo tamanho. A conversa que se ouvia era de que “os fardados” (na verdade nunca chegaram a usar fardas, mas isso é outra história) buscavam “os paulistas”. Os “homens da mata”. Os “subversivos”.
Já se passara quase um ano do novo emprego de Manoel. A amizade consolidada com seu patrão só não permitia a ele acompanhar Toninho em suas estranhas pescarias pelo rio Araguaia.
- Eu nunca entendia aquilo. Sempre disposto a ter amigos em sua volta, na hora em que saía para pescar, Toninho jamais permitia companhia. Um dia perguntei se podia pilotar sua lancha motorizada com um johnson 25hp, raro naquela região, já que eu conhecia todos os canais dos pedrais do Bico do Papagaio, principalmente os mais perigosos em torno da Serra das Andorinhas. Ele não aceitou, dizendo que pescava sozinho, desde criança, e que o hábito lhe dava sorte para pegar bons peixes.
Efervescência militar
Primeiro trimestre do ano de 1974. Numa tarde chuvosa correu informação de ‘batidas’ residenciais a serem realizadas pelos “homens da Agropecuária” (denominação de um dos alojamentos da duas supostas construtoras instaladas ali desde o ano anterior. O outro se chamava “Mineradora”). A ordem era prender quem estivesse com rádio sintonizada numa “estação comunista”.
A repressão militar ocorreu. Dezenas de homens e mulheres foram presos, libertados cinco dias depois com a recomendação de que se tentassem ouvir novamente a estação seriam recambiados para Brasília. A partir desse fato, “a rádio do locutor que falava da guerrilha” era sintonizada clandestinamente, às escondidas em quartos fechados ou no fundo de quintais.
Até o dia da primeira ‘batida’ dos militares nas residências de Xambioá, Manoel jamais se interessara pela “rádio dos comunistas”. Nesse período, eventualmente ele dormia na casa de Toninho quando ambos ficavam até tarde na oficina adiantando serviços. Deitados em redes atadas uma ao lado da outra, vez por outra o patrão perguntava ao empregado o que ele achava dos comentários dando conta de que os militares estavam prendendo e torturando agricultores para que eles denunciassem esconderijos dos “paulistas”. Como não achava nada, Manoel disse que pouco entendia do que estava acontecendo. Estavam nesse nível de conversa quando, de repente, bateram à porta lateral da casa que dava para uma esquina escura. Era Zé Mandi, seu ajudante de mecânico.
- Seu Toninho, o senhor já soube que ‘os home’ espancaram tanto o Gilberto da Baleia, lá na Bacaba (lugarejo a 50 km do então Estado do Goiás sentido Marabá às margens da rodovia Transamazônica) que ele não resistiu, vindo a falecer? Não escapou ninguém. Nem crianças. Todos entraram na taca.
O relógio marcava pouco mais das 22 horas.
“Desconhecido destino prisioneiros”
Passava das 4 da manhã quando, deitado em sua rede, Manoel ouviu o ruído do motor johnson 25hp se aproximando do porto, ora acelerado, ora sendo desacelecerado – movimento comum em toda operação de aportar barcos.
Do alto da ribanceira, sem o patrão vê-lo protegido pela escuridão da madrugada, o curioso rapaz ficou observando os movimentos do mecânico saindo da lancha com os apetrechos de pesca, dirigindo-se em seguida a uma barraca havia vários anos situada entre os arbustos altos à direita do porto de Xambioá.
Toninho, antes de entrar no casebre, olhava para todos os pontos da beira-rio como para certificar-se de que não estava sendo observado. Demorou uns cinco minutos lá dentro, e saiu apressado subindo ladeira.
Corroída pelo tempo, mas bem conservada numa caixa de papelão, a folha de papel tem o seguinte texto escrito à mão com uma caneta provavelmente de tinta azul:
A partir desse dia, Manoel era um dos raríssimos brasileiros sabedores de que em Xambioá havia alguém transmitindo para a Albânia mensagens sempre num código alfanumérico narrando as barbaridades da Guerrilha do Araguaia. Toninho lhe revelara o segredo com a recomendação de que se alguém ligada ao governo soubesse daquela operação, não sobraria ninguém vivo. O segredo ficou até hoje.
“Me deixa fora disso”
Toninho, que na verdade tinha outro nome, deixou Xambioá tão logo ele enviou mensagem narrando o assassinato da guerrilheira “Dina” e da fuga sem sucesso de dois padres franceses, presos, torturados e mortos na Bacaba no final de outubro de 1974.
Ou seja, do jeito misterioso que chegou, Toninho sumiu de Xambioá. Até hoje Manoel não sabe o seu paradeiro, mas têm certeza de que as forças do SNI não puseram as mãos nele.
Manoel conta que por duas vezes foi levado ao ponto onde o rádio-telegrafista tirava do fundo da terra três potentes transmissores – inclusive o que ele consertara no dia de seu aniversário. Descendo 20 minutos de lancha o Araguaia, numa parte da Serra das Andorinhas acessada através de uma ponta de riacho que nascia do igarapé Xambioazinho, Toninho fizera sua base, protegida por mata fechada. No local, depois da retirada de excessiva quantidade de mato, via-se imensa vala fechada com uma tampa bem protegida de concreto. Lá dentro, o buraco de 1,5 X 1,5 metros, todo revestido de cimento, para proteger os equipamentos das intempéries. Cada transmissor ficava enrolado a imensos plásticos de cor preta.
Manoel não soube responder se as ‘pescarias’ de Toninho rendiam algum peixe. Ele lembra, no entanto, que o rapaz retornava de suas repentinas viagens sempre ostentando, orgulhoso, os pescados do dia.
Demonstrando profundo conhecimento do assunto, Manoel disse que Toninho operava numa freqüência de seu transreceptor FM acima de cento e trinta megahertz, bem distante da faixa usada pelos militares que tentavam localizar o ponto de transmissão de alguma base comunista, sem sucesso.
Um dia, conta Manoel, o ‘mecânico’ lhe mostrou um rádio de tecnologia mais avançada. “O equipamento lhe permitia captar sinais dos aviões militares que sobrevoavam a região em busca dos guerrilheiros. Só tinha um problema. Toninho ouvia o que a tripulação dos aviões comunicava, mas não conseguia obter a resposta das tropas em terra. Se ele tivesse conseguido isso, a história da guerrilha poderia ter sido outra”, acredita, sonhador, Manoel.
sábado, dezembro 22, 2007
MST invade reserva natural
Área de 4.000 hectares da Cosipar, na chamada região do Centrão, a 20 km de Marabá, acaba de ser invadida por um subgrupo de guerrilha do MST. O blogger viu com os olhos que um dia a terra, sem dono, há de comer. Viu de perto e ficou revoltado.
Um belo canteiro de árvores plantadas para atender a produção de carvão vegetal da usina de ferro gusa mais antiga do Pará, começará a ser jogada ao chão ao som de motosserras e da raivosa proteção dos leões-de-chácara do Movimento dos Sem-Terra.
Os coordenadores da invasão da Fazenda Peruano escalaram um comboio precursor de mal encarados jagunços e bandoleiros para fazer o batismo de fogo da área tomada de assalto.
Dá pena, muita pena, ver tantos anos de plantio e esforços jogados ao leu. Sem folhas de papel para registrar o crime.
Detalhe: não invadiram tão-somente a área de 600 alqueires de eucalipto da Pioneira. Os criminosos adentraram também a RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural) da Cosipar, não deixando folha sobre folha.
A RPPN, para quem não sabe, é uma reserva doada por particulares ao governo federal com objetivo de ampliar as áreas preservadas no país.
Quando o MST deixa.
Coisas que não fizeram Niemeyer falar
Eu escrevo outro
Você me prende vivo
Eu escapo morto
(Pesadelo - Paulo César Pinheiro)
A semana passada foi rica em Oscar Niemeyer. O poster, por afazeres em demasia, não teve tempo de comentar os cem anos de nossa rara espécie de comunista verdadeiramente comunista. Ato contínuo passo a fazê-lo agora, até como fonte de reflexão.
Em quase todos os canais de informação, Niemeyer se apresentou falando de seus cem anos. De todos os depoimentos dele o que mais me impressionou foi no Especial da TV Câmara. Ali deu para medir o vasto conhecimento acumulado por Oscar no período mais fecundo da história do Homem.
Não deixa de ser sedutor fazer-se uma reflexão sobre o século XX, vivido intensamente pelo nosso Arquiteto Maior, mesmo sabendo-se da complexidade de tentar entendê-lo ou explicá-lo por completo.
Se formos analisar cuidadosamente, de fato, todas as facilidades dos dias atuais, que tornam nossa vida muito mais prática, confortável, e repleta de novos acontecimentos, inclusive o fato de o planeta ter-se transformado não numa “aldeia global”, mas numa simples tecla de computador, têm a ver com as conquistas daquele século, mais transformador que todo o restante da história da humanidade junta.
Na entrevista à TV Câmara, Oscar Niemeyer disse, com todas as letras, que viveu intensamente as mudanças registradas, acompanhando-as quase ao vivo, na Europa, morando no Velho Continente ou apenas em viagens por ali. Como sempre, a sensibilidade do arquiteto pode ser medida quando ele questiona se o Homem, no período de 1.900 a 1.999, procurou também aprofundar seus sentimentos, passando a preocupar-se mais com o próximo.
Não é o caso. Apesar das genialidades surgidas no período, o ser humano não melhorou. Apesar de vivermos relativamente em paz, presenciando-se apenas alguns conflitos localizados e os inevitáveis confrontos tribais africanos, foi nesse século que aconteceram os maiores genocídios. Mas não resta a menor duvida de que foi nele também que o talento humano mostrou do que é capaz.
Ao se referir ao fato de que, no inicio do século XX, quando ele acabara de nascer, poucas cidades do mundo possuíam luz elétrica, Niemeyer esqueceu de acrescentar que, no final do mesmo século, ele também presencia a utilidade de um chip de computador do tamanho de uma aspirina armazenando em sua memória todas as imagens da história do cinema. Um paralelo -, para se ter idéia do que ocorreu de surpreendente e efetivamente genial no período de vida centenária do arquiteto.
A mesa redonda que questionou Oscar, na TV Câmara, apesar da competência de seus integrantes, perdeu excelente oportunidade de forçar o entrevistado a fazer um rápido balanço da situação social, tecnológica e cultural no desenrolar do século niemeyano. Deixaram até mesmo de sugar do genial brasileiro como ele viu de perto o surgimento da mais ousada experiência de associação humana, a partir da revolução de outubro de 1917, quando se iniciava a tentativa de criar uma sociedade não baseada na competitividade, no lucro, na vitória do mais esperto – métodos do capitalismo – e sim na solidariedade.
Não resta a menor dúvida de que a coisa caminhava com algum êxito. Apesar de tais idéias subverterem aquilo que o animal tem de mais natural e brutal em seu instinto, o desejo do sucesso individual, o do mais forte sobrepujar o mais fraco, o socialismo foi adotado por um sexto da humanidade na primeira metade do século e por um terço no segundo pós-guerra - e defendido com fervor pelo jovem comunista então com 40 anos de idade.
Dava para ter tirado muito mais coisa do depoimento de Niemeyer, ele que viveu em constantes viagens pela URSS, China, Europa Oriental, exatamente nesse período em que bilhões de chineses aprenderam a comer e na Europa Oriental a vida era modesta, mas nada faltava em termos de emprego, moradia, saúde, educação e cultura. Sem esquecer que a União Soviética chegou a ser o segundo pólo de poder do planeta...
E todas essas mudanças impressionaram muito Niemeyer, tanto que ele se converteu ao comunismo mantendo sua crença nele até hoje.
Tão bom seria ouvir de Niemeyer seu ponto de vista a respeito do porque nada daquilo ter dado certo.
Ao invés de dar flexibilidade, oxigenar o socialismo estabelecendo relacionamento com o resto do mundo, modernizar idéias e métodos à medida que um mínimo ia sendo conquistado, as lideranças da Europa Oriental continuavam impondo o regime fechado, quase escravagista, , vociferavam conceitos pseudo-humanísticos aos quatro cantos, postando-se como profetas redentores da humanidade. Muito mais que a complexidade da idéia socialista, a incompetência desses líderes é que fez ruir, no final dos anos 80, na Europa, essa arrojada e humanitária experiência social seculovinteana.
Aliás, se a inteligentzia que dirigiu o socialismo na Europa Oriental viesse para o Ocidente comandar nossa política e nossas empresas, o capitalismo iria à bancarrota em muito menos tempo...
Com a sinceridade que o caracteriza, Oscar Niemeyer fez um belíssimo apanhado de um vetor na evolução do século XX: o da tecnologia. Ele lembrou que nos primeiros anos dessa era, os feitos da primeira revolução industrial já tinham 150 anos, “e estavam devidamente sedimentados”. Os visionários, porém, que apontavam no sentido de uma segunda reviravolta, a da eletrônica, da automação, da inteligência artificial, “que viria a ocorrer com grande dinâmica, não eram sequer levados a sério” – lembrou nosso arquiteto.
É verdade. Só faltou Niemeyer fazer citações, e talvez não os tenha feito em razão da memória um pouco desgastada pelo tempo. Mas Einstein, ainda que com sua teoria da relatividade e Max Planck com a quântica, tivessem vislumbrado, já no inicio do século, as maiores revoluções científicas de nossa era, um prêmio Nobel de física afirmava, simultaneamente, que “o homem jamais seria capaz de liberar o poder do átomo”. Os próprios irmãos Lumière, vivendo no embalo da delirante Paris do fin-de-siécle, ao inventarem um aparelho que projetava imagens em movimento na parede, chegaram a declarar que aquela engenhoca não tinha o menor futuro. Talvez alguma utilidade na área jornalística... Meliès, que tentou criar uma linguagem dramatúrgica para o cinema, acabou seus dias vendendo balas numa gare de Paris.
Não esqueçamos que um pouco antes, na América do Norte, país que soube entender o século XX como poucos -, se não me falha a memória, lá pelos idos 1895 (bom dar uma checada nessa data) -, o diretor do departamento de patentes enviou seu pedido de demissão ao secretário de estado e comércio, pois, segundo ele, não havia mais nada a ser inventado. Henry Ford lutou para conseguir financiamento para seus projetos de produção em linha de seu carro e o que ouvia dos banqueiros era que “o automóvel é uma coisa passageira e que a carruagem é que é eterna e insubstituível”. Já os irmãos Writgh, após incessantes tentativas no sentido de fazer seu engenho e o homem saírem do chão, 3 anos antes do bem-sucedido projeto de Santos Dumont, declararam que o ser humano não voaria nos próximos mil anos.
A propósito de Santos Dumont, é bom que se diga que, para ele convencer seus contemporâneos na extasiante Belle Époque, que sua máquina voadora era uma realidade, teve que exibi-la, não num campo de provas próximo a um laboratório de pesquisas para uma equipe de cientistas, mas na capital francesa, em forma de happening, dando voltas em torno da Torre Eiffel, com toda a cidade a seus pés, sendo em seguida freneticamente aplaudido, como se fosse intérprete de um gigantesco espetáculo artístico.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Parada total
Muitos compromissos a serem entregues até este sábado impedem o poster de trabalhar a redação de textos. Textos somente da produtora.
Os comentários serão atualizados também a partir daquela data.
Semana que vem tudo se normaliza.
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Fogo amigo beneficia Cosipar
A empresa tenta confundir a opinião pública ao dizer que o interdito não tem relação com a morte de peixes verificada na área onde opera, no Distrito Industrial de Barcarena. Não tem mesmo: a interdição se deu por outras irregularidades.
Hoje a empresa recebe uma séria de “instituições”, mas na quarta, 12, impediu os técnicos da Sema de realizar seus trabalhos integralmente. Detalhe: só tinham autonomia para obstruir o trabalho do órgão ambiental, mas a gerência alegou não ter autorização para receber os autos de infração aplicados, cinco no total.
Ontem a turma do deixa disso entrou em campo. A defesa partiu de um deputado federal Paulo Rocha, que para pressionar a governadora Ana Júlia alega que o PSDB de Brasília está dizendo que o interdito ocorreu por causa da derrota da CPMF, ou seja, seria uma retaliação ao tucanato. Pode?
O que será que levou à Vale suspender o fornecimento de minério para o grupo Cosipar? Algum motivo político também?
O grupo aposta que a governadora vai se render à pressão que vem de Brasília e determinar a suspensão do interdito. Enquanto isso o meio ambiente...Ora o meio ambiente!
Fantasma no ar
A guerra preparada em São Domingos para a campanha que se avizinha tem vários personagens, principalmente o irmão do criminoso -, flor que não se cheire. A turma do contra vai bater duro, inclusive responsabilizando Giovanni pela candidatura do comerciante que supostamente teria também interesse na morte do ex-parlamentar.
Jaime Modesto já foi candidato três vezes a prefeito de Xambioá, no Estado do Tocantins, perdendo todos os embates. Lá do outro lado do Araguaia quando se fala no nome dele, o assassinato de “Santin” ganha a preferência dos papos.
Bronca, muita bronca à vista.
Tudo pela divisão
O ato solene de assinatura de convênios com as prefeituras marcado para Belém, amanhã, 20, é uma dessas ações que só fomentam divisão. Está todo mundo pôrraqui, até pela data imprópria de deslocamento dos mandatários municipais, envolvidos em suas festas de confraternização e juntando os cacos para fechar 13º salário e a folha de dezembro do funcionalismo. Com agravante de que os horários dos vôos para a capital não batem com as agendas previamente elaboradas.
Como dizem os prefeitos, a Superintendência do Sul do Pará do Incra tem sede – e que sede! -, em Marabá, ao longo dos anos as solenidades de assinatura de convênios sempre ocorreram ali, razão suficiente para não se entender o deslocamento de tanta gente para Belém.
As capitanias estão iradas. E com muita razão.
Bambu lá
É ali onde se faz a melhor peixada do Brasil. Quiçá do planeta.
Perdoem distintos brasileiros. Igual ao Bambu -, Uuuuuuú -, não existe.
Dizem que sou louco...
Sem entrar no mérito do choque provocado pela assassinato de Matheus Costa de Souza, o caso desnuda os valores reais de uma administração pública.
Sebastião Miranda (o blogueiro já registrou por diversas vezes esse ponto de vista) é um excelente tocador de obras e gestor fiscal dos mais qualificados. Só não gosta de mobilizas um centavo a mais do que é destinado obrigatoriamente aos setores de saúde e assistência social. Desde o primeiro dia de seu governo, o prefeito priorizou a pavimentação urbana como foco geral e único.
As ruas de Marabá são povoadas de deficientes mentais a perambular sem rumo e colocando em risco integridade física e vida das pessoas. Sebastião Miranda está à frente da administração pública desde 1983 – nomeado secretário de Obras pelo prefeito Haroldo Bezerra, e ficando no poder até hoje-, portanto, tempo suficiente para que algo referencial fosse feito nessa área.
Nada foi feito.
Nossos loucos agora não se contentam apenas em fazer loucuras de loucos de ruas. Viraram assassinos. Potencialmente, criminosos insanos.
Chegando junto
Muito pouco, mas ajuda.
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Atualização às 12:15
O comandante da PM, coronel Luiz Ruffeil, acaba de avisar ao comando da PM de Marabá que não poderá estar amanhã na cidade para a solenidade de entrega das viaturas/motocicletas e formatura dos militares. Transferiu para sexta, 21, depois de convites distribuídos entre autoridades, representantes da sociedade e avisos em emissoras de Rádio e TV. Uma bagunça na agenda de muitas cabeças.
Êta gente a gostar de fazer trapalhadas!
Dente-de-leite
Portando um revolver 38, o criminoso tem apenas... 12 anos.
Faca cega
Especialistas falam das dificuldades do governo em obter êxito tentando fechar as contas mexendo tão-somente nos gastos do Executivo.
Ora, ora, pombas, então que se mexa nos gastos do Judiciário e do Legislativo.
Tesoura nesses caras, meu!
terça-feira, dezembro 18, 2007
Distribuição de renda
Com o governo Lula, dona Maria Rangel, proprietária do comércio, notou que sua clientela passara a disponibilizar de maiores valores na hora de efetuar suas compras. O público consumidor também foi crescendo em sua loja, encorajando-lhe a solicitar FNO ao Banco da Amazônia para ampliação do prédio anteriormente de duas portas.
Hoje, o supermercado Dular é o segundo maior de Marabá, disputando com o Grupo Alvorada a liderança local.
Dona Maria, capixaba arraigada em valores patriarcais onde o direito de propriedade é bem sagrado do ser humano, no início via o governo Lula ressabiada. Atualmente, não! É defensora intransigente do presidente e do PT:
A migração mais forte ocorreu aonde? Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O dinheiro passou a circular mais para as bandas de cá do que para as de lá – onde reinam Fiesp e seus agregados gulosos por investimentos em seus nichos poderosos. Por isso não gostam de Lula.
Ah, antes algum engraçadinho questione o súbito crescimento dos negócios de dona Maria: ela é uma viúva que educou seus quatro filhos, formando a maioria, e sempre primou pela honestidade em suas atividades comerciais. Por isso é super respeitada em Marabá.
Transposição do Jejum
Cristãos, deixem o sacerdote em seu jejum samaritano! Deixem!
Contra a correnteza
O povo local quer porque quer o nome de “Hidrelétrica de São João do Araguaia”. Mesmo que a maioria seja sucumbida pelas águas do Tocantins/Araguaia.
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Stopping total
Atualização mesmo somente a partir desta terça-feira.
Sorry.
sábado, dezembro 15, 2007
Suburbano coração
Uma batida de voz ferminina no meio do samba ou da canção. Que nem O Velho Francisco diferente, bem diferente, na voz de Salmaso.
Li jornal
Bula e prefácio
Freqüentei palácio
Sem fazer feio
Vida veio
E me levou
No “sebo”, ineditismo
Ouvir CDs em lojas de sebo é uma delicia. Ficar horas a fio, tira e bota, repete a mesma faixa, ler ficha técnica, relíquias diante dos olhos (e ouvidos) como uma dose energizante de alma.
Bem verdade que as lojas de sebo dos tempos atuais não são como aquelas do vinil. Perderam o charme, a chiadeira gostosa das faixas do LP riscado. Mas não deixam de passar a mágica sensação de se escutar o que por muito tempo ficou pra trás e que, de repente, vira coisa inédita, como se fosse a primeira vez sua execução.
Na pressa, já aconteceu do pôster quebrar a cara levando pra casa cheiro de fossa. E sentir-se mal, ouvindo na calmaria doméstica, descobrir tratar-se de verdadeiro trash. Na mesma hora a ‘coisa’ vai pro mato – porque o jogo não é de campeonato. Não serve nem pra presentear.
Se o disco é muito ruim, você está fazendo mal de dar aquilo para uma pessoa. É como dar veneno. E olha que 90% da música produzida hoje - samba, rock, pagode, pop, sertanejo -, pode envenenar. Mas isso é normal. É uma depuração. Se tem uma boa produção de samba, há sempre também uma grande mediocridade. Coisa copiada, porcaria feita por gente que nem é do ramo.
E em todos os gêneros acontece isso. Não são criminosos, só estão na profissão errada.
Tocando em frente
Dia desses, deparamos com uma relíquia de deixar arrepios em todo o corpo. O primeiro LP de Renato Teixeira, santista criado em Taubaté, descoberto por Elis Regina -, entre tantos outros que ela revelou, inclusive João Bosco.
A Pimentinha (apelido carinhoso da mãe de Maria Rita) não errava. Ela enxergou nele um autor que sabia, como poucos, retratar a verdadeira alma do homem do campo, ao mesmo tempo em que estava conectado com o urbano.
O primeiro trabalho de Renato é irrepreensível. Estão, entre outras belíssimas canções de lançamento do compositor, Amora, Amizade Sincera, Um Violeiro Toca e Cavalo Bravo.
Tocando Em Frente, não. Tocando foi mais à frente.
My Friends, Charles
As crise, inevitavelmente, sempre aportam na sala do Chefe da Casa Civil. E ele vem sabendo domá-las.
Formando boa parceria com o colega Cláudio Puty, secretário de Governo, Alcântara é hoje o auxiliar de Ana Julia mais requisitado.
Na maciota
Tem sido assim o day after day das andanças de Ana Julia pelas cidades mais importantes.
As rebeldes Marabá e Santarém deram trégua. Na capital do Oeste, por exemplo, o anúncio da oficialização da Universidade Federal do Oeste do Pará -, feito em Brasília pelo presidente Lula, ao lado de uma empolgada governadora, elevou moral e auto estima da população regional.
Até as contrariedades provocadas pelo Hospital Regional, ainda surfando à meia-água, deixaram de receber tratamento prioritário da mídia.
Gosto de mel
Considerada a “Capital do Mel”, a cidade pequena estranha tanta gente. Mas gosta, ganha dinheiro com os ´turistas´. Cada rosto ´de fora´ é um comentário novo na boca dos nativos. Gentes de todos os municípios do entorno perambulam pelo Parque de Exposição.
Lá dentro, assuntos variados centralizam os debates, nas palestras e painéis expostos: produção de bioenergia, criação de abelhas, difusão de conhecimentos tecnológicos, mercado e comercialização de produtos e subprodutos apícolas, políticas de incentivo á agricultura, e por aí vai.
Programação termina neste domingo, 16.
Encantamento Niemeyer
Quase 50 anos depois de colocar na prancheta o Palácio do Congresso, e ao festejar seus 100 anos, Oscar deve às vezes se perguntar ter valido a pena construir obra tão significativa para hospedar "hospedeiros" do vírus da corrupção.
Em todo caso, gente, hoje é 15 de dezembro. Dia em que nosso arquiteto maior faz cem anos.
Salve, jovem, Niemeyer!
"Vitória política"
Tem muito mais papo político. Em cada banca há um (a) "especialista" (a) no tema, majoritariamente favoráveis a Lula. Quem quiser saber a média do pensamento do povão, encontra andando pela Feira da 28.
Rápida passada, parando aqui e ali, levando papo com a "elite" dos feirantes, deu pra sentir que o PSDB e o DEM se ferraram rejeitando a CPMF. Ferrada daquelas de fazer xuuuuuuuu quando o ferro quente encosta no costado.
Feirante Manoel - Esse pessoal todo só faz o que aquele Fernando Henrique manda. O presidente do ricos;
Feirante Maria - Eu soube que o Bolsa-Família pode até acabar, sem o dinheiro que o Lula mandava pra gente e que esses safados não querem mais;
Feirante Salvador - Se eu fosse o Lula fechava esse Congresso de políticos ladrões. Os caras tem raiva de pobre;
Firante Raimundão - A minha filha disse que o governo nao vai dar mais aumento para os funcionários da Funasa sem o dinheiro da CPMF.
Feirante Zeca Piauí - Eles nao queriam a CPMF por causa do cheque que servia pro governo ver quem paga imposto. Eles não querem pagar imposto, são ladrões velhacos.
Entre 20 feirantes, vinte malharam "os políticos ladrões". E, se observarem bem, o discurso da arraia-miúda segue a linha das falas do presidente Lula.
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Asdrúbal, sem lantejoulas
O poster conhece o assunto em profusão. E vai meter a colher na panela.
Nem bem passava das dez
Numa curva da estrada, de repente avistamos dezenas de pessoas e cerca de seis carros parados. Vinte minutos antes, quatro bandidos os haviam assaltados naquele ponto, deixando como vítimas, três carros particulares, dirigidos por duas famílias e um executivo de medicamentos.
Depois da curva, uma ponte mal-cuidada. Diante dela, não resta outra alternativa senão reduzir a velocidade do carro, quase parando, ou bater de cara com a morte. Na redução de velocidade quatro bandidos foram parando os veículos. Jogo rápido. Tiros pra cima, revólver na cabeça e a limpeza geral.
A “ feira” dos meliantes foi gorda: levaram quase R$ 3 mil, celulares, máquina digital e um laptop.
Moratória à vista
Demétrius Ribeiro teria dado entrada no Fórum de Marabá de pedido de concordata em nome da Usimar. O corre-corre entre credores é grande. Até às 13 horas desta sexta-feira, nos cartórios nada se confirmava. A atualização atrasada do blog, hoje, tem um pouco a ver com o assunto, diante dos esforços do poster em tentar checar a informação.
Desde segunda-feira passada, aliás, a questão vinha sendo comentada nos meios empresariais.
Fonte segura até bem pouco tempo funcionária da Usimar garante que o pedido de concordada foi formalizado pelos advogados da siderúrgica.
Quem vê, não acredita
Como se diz por lá, ficou “um tapete”.
Raridades
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Esses jovens teimosos
- Não reajam, entreguem tudo o que pedirem. A vida de vocês é o que basta. Os anéis se vão, os dedos ficam.
São recados endereçados aos três filhos residentes em Belém, orientando-os como se comportar diante de um assalto.
Nada disso basta. Eles sempre acham que “sabem” tudo, tem seus próprios conceitos de “enfrentamento”, esquecendo-se de que herói é todo aquele indivíduo que não teve tempo de correr.
Pois bem, o filho mais velho do poster, ao descer do carro dele diante da empresa que possui no centro da capital, às 13 horas, foi abordado por um truculento jovem a lhe apontar para a cabeça trabuco assustador.
- Passa o dinheiro, depressa, que está dentro do carro.
- Não tenho dinheiro.
- Passa logo, porra!
Só então a ficha caiu.
O filho decidiu abrir o carro e apanhar envelope com R$ 2 mil que terminara de pegar numa agencia bancária.
A atitude dele foi desinteligente. Priorizou o dinheiro ao invés da vida, correndo sério risco de ter levado um tiro, como levaram Lauande e tantos outros.
Como estaria a família hoje, sem nosso filho? Nem pensar. Nem pensar. R$ 2 mil, o que vale isso?
Nada paga o riso e jeito carinhoso de Thiago – porrinha teimoso que nos deu um susto dos diabos ao contar sua reação inicial ao assalto. Maior do que o próprio experimentado por ele na hora da abordagem.
Fica, outra vez, o aviso. Entreguem tudo: carro, bolsa, tênis, roupa, o que pedirem. Não queremos, jamais, enterrar nossos garotos. Sao eles que têm essa missão de nos levar à ultima morada.
B. O
2- Mais um ônibus assaltado na Pa-150, próximo a Eldorado. A abordagem de três bandidos ocorreu às 3 horas da madrugada desta quinta-feira, 13. Teve pancadaria e todo tipo de humilhação.
Destranca a cela
De que vale tudo isso se daqui a pouco todos estarão soltos?
‘Intransitado’ julgado
Do jeito que tudo se processa no escurinho do cinema, o distinto público já está se preparando para topar a qualquer hora com Chico Ferreira zanzando por restaurantes e gabinetes das “otôridades” gerais.
Sabedoria nordestina
Pelos idos 1957, o Rei do Baião compôs, ao lado do inseparável amigo Humberto Teixeira, esses versos:
“Seu” doutor não dê esmola a um homem que é são
Ou lhe mata de vergonha
Ou vicia o cidadão.”
50 anos depois, o esmoléu continua vestindo seu melhor terno. Não apenas criou raízes. Intsirucionalizou-se.
De onde estiver olhando o País Tropical, Gonzagão deve sentir puta tristeza por tudo continuar pior como dantes.
Claridade
Dia de Santa Luzia, a santa dos cegos -, como dizem os antigos.
Bem que a santinha deveria ser colocada, como colírio, nos olhos da classe política.
Até onde ir
Chama o “Especialista”
Para dar certo, exige-se a presença de um foragido de Justiça, Roquevam Alves -, aquele um chegado a lances de terrorismo em instalações hidroelétricas, incendiário e especialista em preparar explosivos para detonar produtos químicos no Tocantins -, que teve sua prisão decretada pelo juiz de Tucuruí.
quarta-feira, dezembro 12, 2007
Questão de confiança
- Estamos nos retirando estrategicamente do local em confiança a Ana Julia. Mais precisamente por confiarmos no Charles Alcântara, uma pessoa honesta nos contatos com os movimentos sociais. Mas isso não quer dizer que nossa decisão represente um cheque em branco. Não confiamos na Eletronorte.
O restante da história ficou para hoje, em Belém, numa reunião do MAB com representantes dos governos estadual e federal. Dependendo do que for negociado, guerra ou calmaria voltará a se instalar em Tucuruí.
Portas fechadas
O episódio da menor L de Abaetetuba rifou o marabaense da sucessão de Raimundo Benassuly.
O governo já sabe, inclusive, que os correspondentes em Belém da imprensa nacional estão de bote armado esperando apenas o nome de Cunha sair no Diário Oficial para saltar com todo o gás.
Sem prepostos
A Central das Colônias dos Pescadores da Bacia Hidrográfica Araguaia – Tocantins (CECOAT), representante única e legítima das Colônias de Pescadores em torno do Lago de Tucuruí, nas quais estão incluídas as colônias Z-32 de Tucuruí, Novo Repartimento Z-78, Itupitanga Z-44, Nova Ipixuna Z-58, Goianésia Z-61, Breu Branco Z-53 e Jacundá Z-42, englobando 13 mil pescadores no entorno do Lago, vem por meio desta nota esclarecer e repudiar publicamente as ações de vandalismo, terrorismo e destruição causados pelo Movimento dos Atingidos pelas Barragens, que tem utilizado os pescadores como justificativa para seus atos e denegrindo, pois, a imagem dos pescadores. Todavia, os pescadores possuem seus representantes legítimos das negociações sobre as demandas existentes na área.
Papai Noel de Toga
Afastados da função de auditor fiscal desde quando foram presos durante a Operação Rêmora, Luiz Fernando e Rogério Rivelino poderão agora exercê-las, juntamente com as desempenhadas atualmente de inspetores regionais.
Em nome da impunidade, um presentão de Natal!
Ferramentas essenciais
Melechete
Tentarão, por todo o dia, audiência com o quase-novo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB), a quem pedirão urgência na aprovação do estatuto das classe.
DNA esquisito
Formação política, nem pensar. Talvez o lugar onde tenha vivido até hoje, desde quando nasceu, contribuiu para o desvio de conceitos e visão de mundo.
O pai é apontado pelos historiadores como o mais famoso dos guerrilheiros. Certamente, precursor do movimento desde os primórdios 1968, quando botou o pé nas matas do Bico do Papagaio abrindo caminho para os futuros colegas de luta.
Em ponto extremo, Silmar Alves Rodrigues não sabe uma linha da trajetória de Lênin, inspirador do pai. Condena invasões de “terras produtivas”, acha a Reforma Agrária impraticável no país “porque a maioria dos invasores só quer negociar lotes de terra, ganhar dinheiro revendendo-as”.
Ironia da História: politicamente, pertence ao DEM, Meca do pensamento da direita brasileira.
Em Xambioá, o filho de Osvaldão nasceu e reside. Histórias do pai, sua mãe “Baleia”sempre as contou com orgulho.
Muitas delas gravadas pelo poster em demorado bate papo com Silmar.
Histórias e causos a serem reproduzidas futuramente no blog.
De novo, a censura
Primeiro foi o senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG) com o tal projeto que pretendia não só exigir a identificação do usuário na criação de um blog, mas para todas as operações que envolvessem interatividade.
Agora é um deputado do Paraná. Pelo menos ele anda medindo a temperatura de seus colegas na Câmara Federal para apresentar algo idêntico ao do " mensaleiro" Azeredo, restringindo a liberdade da Net.
Condenamos pedofilia e qualquer tipo de crime. Mas devemos também reagir com determinação a qualquer iniciativa que privilegie o controle prévio da Internet. Quem pensa em controlar, pensa como um ditador. Pensa como Chavez. A Internet surgiu liberta e deve ficar assim para sempre de todos os sempre, amém.
Por onde anda, o criminoso sempre deixa pegadas. Até na Rede. As autoridades que o procurem na própria Net, como vem fazendo a Interpol em diversos países, tendo como resultado extraordinário o resgate de mais de 700 vítima de abuso sexual e apreensão de aproximadamente meio milhão de fotos de crianças nuas.
A Internet foi a primeira mídia a surgir totalmente livre. E poderosa. E assim deve ficar.
Investigar a fundo todo link suspeito, defendemos à profusão. Censura prévia, Jamais.
Selvageria profissional
Não havia nenhum policial no Zinho Oliveira, que recebeu público de 3 mil pessoas.
Coincidentemente, a comissão especial que avalia as condições de segurança dos estádios paraenses, formada por membros do Corpo de Bombeiros, Ministério Público, Polícia Militar e Agentes de Saúde, deve estar desembarcando em Marabá para analisar o Zinho.
terça-feira, dezembro 11, 2007
Quietinhas, no Pará
Manja: de 200 bandalheiras graves localizadas pela TCU em obras publicas fiscalizadas até o dia
30 de novembro, 35% referem-se a superfaturamento e sobrepreço.
Sabe quais as campeãs de irregularidades? Delta Construções – atualmente recuperando a pavimentação da Pa-150 – e a Egesa Engenharia, com diversas obras no Sul do Pará, inclusive vencedora de grande trechos de pavimentação da Rodovia Transamazônica.
A Egesa, para quem não sabe, é filha da falida Mendes Junior. Foi criada exatamente para cntinuar mamando nas tetas da Viúva depois do fechamento da mãe de todas as construtoras corruptoras do país.
Pra comemorar
Quanto mais rápido começarem as obras, menos sufoco o povo da região terá pela frente. Insuportável cruzar a área urbana de Marabá, pela BR-230, numa extensão de 6 km. Engarrafamentos e acidentes são o que mais se registram, diariamente.
Charlatanice ao vivo
Ontem, Marilene, assessora de afazeres domésticos deste poster, chegou na sala da casa dizendo:
- Se eu morasse em Belém, iria levar uma chave de casa pra ganhar uma casa própria que o bispo Sérgio Corrêa está dando.
Sem entender a que se referia, Marilene disse que o bispo estava na TV Record explicando como ganhar um carro ou uma casa própria.
Interessado em ganhar também uma, o poster correu pra ver a novidade. Espanto incontido quando na TV se apresentava a figura de um pastor, exibindo “testemunhos” cretinos de outros não menos cretinos coadjuvantes da malandragem. Abaixo da imagem, em CG: “Hoje o Bispo Sérgio Correa estará ungindo todos os automóveis com óleo consagrado”.
Com a cara mais limpa, Sérgio Corrêa pegava em um recipiente cheio de óleo amarelado, para onde apontava com a mão dizendo estar ali a possibilidade de todos “ganharem uma casa, carro ou apartamento”.
O óleo milagroso de Sérgio impressionou Marlene, como deve impressionar muitas outras Marlenes desinformadas. No mínimo, pra se levar a meleca pra casa, algum ônus o pastor cobra na hora de seus clientes.
Decididamente, não é possível ficar vendo mansamente esses verdugos promesseiros expondo mentiras na TV, diante de crianças e adultos ignorantes. Verdadeiros charlatães agindo impunemente.
Sem apelação
Não é bem assim.
O ex-governador do Pará é uma figura polêmica, mas justa. E sincera. Diz o que pensa. Muitos podem até não gostar do jeito dele dizer sem fazer cena.
E o que escreveu Hélio Gueiros foi embasado numa verdade consagrada em quase todos os municípios maranhenses, onde é comum alguns prefeitos publicarem avisos oferecendo “trem e Van de graça para quem quiser tentar a vida no Pará”. Em alguns casos, as prefeituras chegam a disponibilizar “ajuda de custo” para os infaustos moradores locais -, desempregados e atores de ônus social aos combalidos cofres de município dirigidos por prefeitos bandalhos -, chegarem ao destino.
Normalmente, Marabá ou Parauapebas.
Sete fôlegos
Trinta dias atrás, chegou-se a discutir sobre o futuro incerto da Cosipar diante do corte de fornecimento de minério anunciado pela Vale, processos e multas contra a empresa nas áreas de produção de carvão e trabalhista. Sem falar nos problemas operacionais dos Altos Fornos da Usipar, em Barcarena.
Os jornais de hoje amanhecem com matéria positiva da assessoria de comunicação do Grupo Cosipar dando conta do interesse da siderúrgica chinesa Minmetals Corporation em investir pesado na planta industrial da Usipar, em Barcarena.
Não apenas isso. Disposição em oferecer suporte para a criação de um Centro de Qualificação, com a participação de professores da China para repassar informações aos jovens paraenses, “resolvendo assim o problema da mão-de-obra qualificada para a siderurgia”, explicou Zhang Yuan Rong, vice-presidente da Minmetals Corporation.