quinta-feira, abril 01, 2010

Spíndola assume secretaria no TO

Márcio Godoy Spíndola , ex-diretor de Mercado da Cosanpa, agora é secretário secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano do Estado do Tocantins.

Neste endereço, a lista dos novos secretários do governador Carlos Gaguim (PMDB), empossados na quarta-feira, 31, em Palmas.

Zanzando nos bastidores

Antes do inicio da solenidade de entrega da Licença de Operação, no quilometro 14 da Transamazônica, local onde a Alpa será construída, Ana Júlia sobrevoou de helicóptero o Distrito Industrial III e visitou as obras de ampliação do Distrito Industrial 1, fiscalizando pavimentação de vias e a edificação do Centro de Convivência.

Posteriormente encontrou-se com Roger Agnelli numa chácara localizada próximo ao evento. Ambos chegaram quase ao mesmo tempo em helicópteros da Vale.

Depois de conversações gerais na varanda da sede da propriedade rural, às margens do rio Tocantins, Ana e Roger pediram licença ao reduzido público e conversaram a sós, numa sala reservada.

O papo durou quinze minutos.

Ausente notada
Entre integrantes da reduzida comitiva de representantes do governo do Estado e da Vale, reunidos na chácara, o ex Chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, conversava demoradamente com Raimundo Oliveira, ex-superintendente do Incra do Sul do Pará.

Bernadete Caten (PT), adversário raivosa de Raimundo, não estava no local. Ela aguardava a comitiva entre milhares de convidados, no quilometro 14.

Requeijão quentinho
Antes do encontro reservado com Ana, numa sala privativa da chácara, Roger Agnelli fez questão, pessoalmente, de servir a governadora um pedaço de requeijão, feito ali, na hora,pelos empregados da chácara.

O gesto cavalheiresco do presidente da Vale foi observado por todos.

Desenho virtual do porto
Responsável pela implantação de grande parte das instalações da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio de Janeiro, o atual diretor da área de Siderurgia da Vale, Aristides Corbellini, se afastou um pouco da comitiva de Roger Agnelli, dirigindo-se até às margens do Tocantins, onde permaneceu alguns minutos contemplando a dimensão do rio, em frente a chácara.

É ali onde a Vale construirá seu porto para embarcar o aço produzido pela Alpa.

Festa na tenda
Quando Ana e Roger chegaram ao local do evento, imediatamente adentraram imensa instalação em forma de tenda, onde aproximadamente 1.200 pessoas os aguardavam, dedicando-lhes aplausos ruidosos.

O universo de espectadores,  informado pela gerente da empresa que montou a cobertura, baseia-se na distribuição de oitocentas cadeiras (todas ocupadas) e espaço para outras 500 pessoas de pé.

Dentro da tenda, a lotação extrema não permitia a trafegabilidade de pessoas.

Na parte externa, outras seiscentas pessoas se acomodavam debaixo de árvores e em  pontos diversos não menos desconfortáveis.

O DMTU registrou 438 carros estacionados, sem contar dezenas de outros vistos em acostamento da Transamazônica e nas imediações dos imóveis desapropriados pelo governo do Estado. 36 ônibus também margeavam a área.

Alegria geral
Roger Agnelli, pela primeira vez desembarcou em Marabá bem humorado. Muito bem humorado.

Brincava a todo instante com Ana Júlia, sentados sobre o palco, ao lado de políticos, empresários e lideranças sindicais.

Aprovação
Quando Maurílio Monteiro abriu as falas, Roger não tirou os olhos dele.

O secretário da SEDECT fez um apanhado da luta até aquele momento travada, com a entrega da LO, e da importância do aço para o desenvolvimento do Pará e do país.

Agnelli assentia a todo instante.

Tete-a-tete
Paulo Rocha e Asdrubal Bentes, sentados ao lado, conversaram muito tempo ao ouvido.

Curiosidade tomou conta de grande parte dos presentes quando Ana Júlia abraçou Asdrubal Bentes, cochichando ao seu ouvido. Até agora ninguém sabe o que a governadora disse ao deputado federal, que apenas balançava a cabeça afirmativamente.

Outro que recebeu atenção especial, durante discurso de Ana Júlia, foi o deputado Paulo Rocha, apontado como parceiro de toda hora, em Brasília, para concretização da Alpa.

No gogó
Roger Agnelli fez um discurso solto, ao contrário de vezes anteriores em que demonstrava  má vontdade e nenhum apetite para se expressar publicamente.

Relaxado, se deu ao direito de orientar a classe pol[itico de como proceder para obter o braço amigo da mineradora. (assista vídeo abaixo)

Fez um resumo do calendário de investimentos da Vale, este ano no Pará, e até 2014.

Os projetos de Cobre (Salobo) e Níquel (Ourilândia) terão muita grana, já a parttir do segundo semestre.

As obras da Alpa estão assim definidas: a partir dessa próxima terça-feora, 6, a Andrade Gutierrez inicia o desmatamento da área.

Dia 30 de junho, as obras físicas serão ativadas.

Jader
Quem marcou presença à solenidade de entrega da LO foi o diretor-presidente do Diário do Pará, Jader Barbalho Filho.

Amabilidades
Cláudio Puty e Paulo Rocha, sobre o palanque, se abraçaram demoradamente, sorridentes.
Segundo assessor unha e carne com Duciomar, "só se um cometa cair no Palácio Antonio Lemos Dudu deixa o cargo para ser candidato a alguma coisa neste ano"
Ou seja, olhos para o céu gente.

Vale e o Governo

Um dos trechos da fala de Roger Agnelli, durante solenidade de entrega da Licença Prévia de Operação da Alpa:

“Mas uma coisa eu quero deixar registrado aqui: somente após uma conversa, um diálogo franco, conversa aberta através de parcerias, é que a gente conseguiu construir alguma coisa. Por que simplesmente criticar, simplesmente falar mal, simplesmente usar a imprensa pra plataforma política, Ana Júlia, não serve pra nada.

Nós estamos construindo agora. E a Vale tem tido o maior desempenho em termos de investimentos, no governo da governadora Ana Júlia. E é incrível a gente imaginar que uma empresa, como a Vale, num governo petista pudesse estar, realmente, realizando os maiores investimentos no Estado”.


Clique no vídeo abaixo:

Princípio da Isonomia

- A única possibilidade (para aprovação do empréstimo de R$ 366 mil na AL) é o Governo fazer uma grande pactuação com todos os partidos, afinal estamos em um ano eleitoral e todo esse recurso nas mãos de um só grupo desequilibra o jogo.
A declaração acima é atribuída, pelo Bacana, ao representante de Marabá na Assembléia Legislativa, deputado João Salame (PPS).

Se for verdadeira, o poster invoca a sabedoria de uma vizinha da família, Dona Gumercinda, em sua extrema ignorância, lá no Marabazinho dos anos 60, que adorava dizer:
- Para meio-entendedor, pouca palavras basta.

Reaproximando extremos

Em ato solene de ações da área de Segurança Pública do Estado, lá em Augusto Correa, o diretor de Polícia do Interior, Miguel Cunha, conseguiu colocar num mesmo palanque, trocando amabilidades, o prefeito Amós Bezerra da Silva (PMDB) e o deputado Luiz Cunha (PDT).

Entreposto fluvial

Durante Audiência Pública da hidrovia Marabá-Barcarena, realizada quarta-feira, em Itupiranga, o prefeito Benjamin Tasca (PT) defendeu a construção de um porto na cidade, mesma reivindicação apresentada pelo deputado federal Wandenkolk Gonçalves (PSDB), ambos adversários políticos.

Representando o Dnit, Flávio Acatauassú se manifestou favoravelmente ao pleito, considerando a importância do município como entreposto.

O Eia-Rima do derrocamento do Tocantins deverá ser apresentado à Sema até o final de maio.

Um dia histórico

Daqui a pouco, o blogger volta para contar lances de bastidores da solenidade de entrega da licença prévia de operação da Alpa. Dia histórico, vivido pela  classe política e o povo de Marabá, com a população do Sul do Estado representada pelos seus prefeitos e vereadores.

Depois das 11 horas.

Até lá.

quarta-feira, março 31, 2010

Na tela, paraensismo puro

Ideia bem sacada o lance de colocar a jovem atriz paraense Eunice Baia, nascida em Barcarena, protagonista do premiado filme "Tainá", âncora do comercial propagando a entrega da licença de operação da Alpa.

Descendente de índios, os traços físicos de Eunice expressam o paraensismo, o jeito de ser paraense, a marca registrada de nossa gente.

A peça publicitária pegou todo mundo de surpresa.

Alpa vai gerar mais de 30 mil empregos

Media realease enviado pela Assessoria de Comunicação da Vale:


A Vale recebeu, nesta quarta-feira, 31 de março, a Licença Prévia do Projeto Aços Laminados do Pará (Alpa). O documento foi entregue pela Governadora Ana Julia Carepa ao diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli, em Marabá, local onde será instalada a siderúrgica. O empreendimento faz parte da estratégia da Vale na siderurgia, de promover o desenvolvimento do setor no Brasil, agregando valor ao minério e gerando riqueza e desenvolvimento para o País. "O nosso papel é fomentar o crescimento da produção siderúrgica no Brasil e, para isso, estamos buscando as melhores tecnologias, os melhores processos", acrescenta o diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli.

A Aços Laminados do Pará terá investimentos de cerca de R$ 5,2 bilhões, com uma previsão de capacidade anual de produção de 2 milhões de toneladas métricas de aços semiacabados (placas) e 500 mil toneladas de aços laminados (bobinas a quente e chapas grossas). A siderúrgica da Vale trará vantagens competitivas para o Estado, uma vez que agregará valor ao minério de ferro extraído das minas de Carajás, no município de Parauapebas (PA), gerando na região cerca de 16 mil empregos durante a implantação e, na fase de operação, mais de 5.300 empregos diretos (entre próprios e terceirizados) e 16 mil indiretos.

A expectativa é de que os serviços de terraplenagem iniciem em junho de 2010 e, as demais etapas das obras, em outubro. A entrada em operação da usina (alto forno, aciaria e laminação) tem previsão para novembro de 2013. O empreendimento compreende a instalação de um sistema totalmente integrado: uma usina siderúrgica, para produzir aços laminados e placas; a construção de um acesso ferroviário, para receber o minério de ferro de Carajás; e a construção de um terminal fluvial no rio Tocantins, para receber o carvão mineral e fazer o escoamento da produção siderúrgica até o Terminal Portuário de Vila do Conde, em Barcarena (PA). Além de atender à produção da siderúrgica, a futura hidrovia deverá servir a outras atividades socioeconômicas da região.

Foco na formação de profissionais da região
Para a capacitação de profissionais especializados para o empreendimento, a Vale e os Governos Federal, do Estado do Pará e do município de Marabá desenvolverão programas de formação, capacitação e qualificação voltados para a comunidade regional. Nesse sentindo, o primeiro passo foi dado com o lançamento do Programa de Preparação para o Mercado de Trabalho, em novembro do ano passado, com o objetivo de qualificar moradores residentes na área de influência do projeto para que possam concorrer aos postos de trabalho que serão gerados na região em função da implantação da nova siderúrgica e de outros empreendimentos.

Em janeiro deste ano foram iniciadas as aulas do Programa direcionado, prioritariamente, à Aços Laminados do Pará. O programa conta com parceiros, como o Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (S Em janeiro deste ano foram iniciadas as aulas do Programa direcionado, prioritariamente, à Aços Laminados do Pará. O programa conta com parceiros, como o Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (Senai), Sistema Nacional de Emprego (Sine), Obra Kolping do Brasil, Inove, além dos governos federal, estadual e municipal. Dezessete cursos de formação fazem parte do Programa de Preparação para o Mercado de Trabalho, que abrange, também, as áreas de ajudante de obra civil, mecânico montador, mecânico ajustador, carpinteiro, montador de andaimes, auxiliar de topografia, soldador e eletricista. Os treinamentos acontecerão ao longo de 2010 e 2011.

Além disso, com o apoio do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF), do Governo do Pará, e do Programa Inove, coordenado pela Vale, a empresa continuará estimulando os fornecedores locais a buscarem alternativas competitivas para atender às futuras demandas da Vale por produtos e serviços.

Gestão socioambiental
O empreendimento utilizou a melhor tecnologia existente para o estudo de engenharia conceitual de projetos e de redução de impactos, tudo em conformidade com a legislação ambiental brasileira e demais legislações aplicáveis. O projeto prevê a destinação adequada dos resíduos oriundos de cada processo. A planta conta também com Estação de Tratamento de Efluente Industrial, reuso de água e sistema de controle de emissões.

Com relação aos aspectos sociais, a Vale já traçou um planejamento com ações a serem desenvolvidas para controle e mitigação de possíveis impactos nesta área. Foram mapeados mais de 25 programas e projetos que são parte integrante do EIA/RIMA e cujo desenvolvimento será em conjunto com comunidades, poder público, instituições e parceiros da Alpa. As iniciativas incluem ações de apoio à gestão municipal nas áreas de infraestrutura, habitação, desenvolvimento humano e econômico, apoio ao migrante, política de desmobilização de mão de obra, com definição de regras, procedimentos e orientações de conduta a serem seguidas pelas empreiteiras e subcontratadas, ações na área de educação ambiental e fomento ao desenvolvimento local.

Os projetos em desenvolvimento
Atualmente, a Vale está diretamente envolvida na viabilização de quatro grandes projetos siderúrgicos. Em 2008, a indústria siderúrgica brasileira produziu 34 milhões de toneladas de aço bruto. Os quatro projetos em desenvolvimento podem agregar 18,5 milhões de toneladas de aço à capacidade do setor, ou seja, ampliação de mais de 50% da capacidade de produção nacional atual.

A expectativa é de que cada um desses projetos siderúrgicos contribua para a criação de cerca de 10 mil a 25 mil empregos durante a construção, dependendo da fase de implementação. Na fase de operação, cada projeto pode gerar em torno de 3 mil empregos diretos e outros 15 mil indiretos. Além da Alpa, a Vale investe nos seguintes projetos siderúrgicos:

CSU (Companhia Siderúrgica Ubu) - O projeto, com capacidade de produção de 5 milhões de toneladas de placas anuais, deverá ser instalado no Estado do Espírito Santo. A expectativa é de que a planta entre em operação em 2014.

ThyssenKrupp CSA - Em construção em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, é o maior investimento na área siderúrgica em andamento no Brasil. A nova usina terá capacidade de produção anual de 5 milhões de toneladas métricas de placas de aço. O projeto engloba ainda porto, coqueria e térmica. O início das operações da planta está previsto para o primeiro semestre de 2010.

CSP (Companhia Siderúrgica do Pecém) - A usina, em parceria com a coreana Dongkuk, terá capacidade de produção anual de 3 milhões/ano na primeira fase, podendo ser expandida para 6 milhões de toneladas de placas de aço para exportação por ano em uma segunda fase. O projeto, no Estado do Ceará, deverá entrar em operação em 2013.

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atualização às 21:10

A governadora Ana Júlia Carepa entregou na tarde desta quarta-feira, 31, a licença prévia da Siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa) que será erguida no município de Marabá, região sudeste do Estado, a partir do investimento de RS$ 3, 7 bilhões de dólares. A solenidade foi comparada a um momento histórico presenciado por centenas de pessoas que chegaram ao local de caravanas. Políticos, empresários, prefeitos e lideranças comunitárias prestigiaram o evento realizado numa tenda armada no futuro pátio de minérios da siderúrgica. A governadora Ana Júlia Carepa chegou ao local acompanhada do presidente da Vale S.A. Roger Agnelli e foi bastante saudada pelo público.

A partir da licença prévia, a Vale S.A vai poder iniciar as obras de terraplanagem na futura área da Alpa daqui a dois meses. Falando sobre a importância da obra, o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, disse que o Governo do Povo está fazendo história à medida que oferece oportunidade para instalação de empreendimentos do porte da Alpa, que irá refletir em toda a economia das regiões Norte e Centro Oeste do País. Maurílio Magalhães também recordou a criação da Companhia Siderúrgica Nacional, no governo do presidente Getúlio Vargas como fato primordial para a instalação da indústria no Brasil, mas com o diferencial de utilizar recursos do tesouro nacional.

No caso da Alpa, segundo o secretário, os investimentos são da área privada; o que não compromete diretamente os cofres do Governo que continuará investindo nas áreas da educação, segurança, transporte entre outros segmentos importantes para o desenvolvimento sócio-econômico do Estado. O empreendimento também terá o potencial de gerar de empregos com a transformação do minério em riquezas. O secretário disse ainda que, a obra da Alpa está associada ao término das obras das eclusas de Tucuruí que vai tornar realidade a hidrovia Araguaia-Tocantins.

“Estamos num Estado democrático que atraí o investimento e a confiança do empresariado. A instalação da Alpa é resultado de uma articulação de interesse do Governo que resultou num investimento de seis bilhões de reais. Por isso, não temos dúvida de que esta solenidade é um divisor de água na história da indústria do Pará”, disse.

A dona-de-casa Carla Andressa Silva, 34 anos, recebeu o diploma do curso de cozinha industrial e disse que já está trabalhando preparando almoços e jantares para ocasiões festivas. “Estou muito feliz. Isso é a realização de um sonho”, disse. Única mulher da turma de almoxarifado, AndisKley Gomes Santos, 31 anos, contou que o curso foi maravilhoso e que agora ela está mais preparada para enfrentar o mercado de trabalho. E quem já está trabalhando é a jovem Doracilda da Silva. Ela fez o curso de assistente administrativo e conseguiu uma vaga no Sine de Marabá. “Só tenho que agradecer a governadora por tudo que ela tem feito por nós”, disse.

Outro que saiu de casa cedo para prestigiar a governadora foi o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Itupiranga Raimundo Costa Oliveira. “Fretamos dois ônibus para ver nossa governadora, pois este empreendimento vai trazer muita gente para nosso povo. Governadora, a senhora está de parabéns”, disse, completando ainda que nesta quarta-feira, o município de Itupiranga realizou a audiência pública sobre a hidrovia Araguaia-Tocantins.

Outras caravanas de políticos e empresários também estavam presentes. Os secretários de Estado André Farias, da Integração Regional, Aníbal Picanço, do Meio Ambiente e Maurílio Monteiro, do Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia também fizeram parte da comitiva da governadora Ana Júlia Carepa. Os deputados Bernadete Tem Caten, Paulo Rocha, José Geraldo, Asdrúbal Bentes, Gerson Peres e Gabriel Guerreiro também prestigiaram o evento, sendo lembrados pela governadora como partes importantes no processo de desenvolvimento do Estado.

Inúmeros prefeitos da região, liderados pelo prefeito de Marabá Maurino Magalhães, acompanharam a solenidade. Para a maioria deles o momento foi de agradecimento e cumprimentos à governadora pela obra da Alpa. Em seu discurso a governadora fez um breve balanço das obras que o Governo Popular está realizando em Marabá, com destaque para a ampliação e revitalização do Distrito Industrial da cidade, no qual será erguido o novo polo metal-mecânico da região. “No Distrito Industrial nós teremos a verdadeira verticalização mineral do Estado e assim abrindo um novo ciclo da economia paraense”, disse.

A governadora também adiantou que esteve em Brasília durante o lançamento do PAC-2, onde estão previstos mais investimentos para a região de Carajás. “Nunca o Pará recebeu tanto recurso e a cidade de Marabá está incluída com mais projetos estruturais e de benefício para povo”, destacou, acrescentando ainda que, o governo está realizando obras de ampliação do sistema de abastecimento de água, duplicação da ponte sobre o rio Itacaiúnas, revitalização do bairro do Cabelo Seco, instalação de Infocentros entre outras ações que estão ajudando a melhorar o quadro sócio-econômico do município.

  Fonte: Secom

Ana entrega LO da ALPA

Sonho  dos marabaenses, finalmente, começa a ser desenhado a partir das 16 horas desta quarta-feira, 31.
A entrega  da licença prévia da siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa), pela governadora Ana Júlia ao presidente da Vale, Roger Agnelli, legalizando  o início das obras do empreendimento celebra a construção de uma nova história para o desenvolvimento regional.

Antes da entrega da LO, Ana visita as obras de ampliação e revitalização do Distrito Industrial de Marabá.

Desde o anúncio da LP da Alpa que a cidade de Marabá está se mobilizando para a programação oficial desta quarta-feira. O prefeito do município, Maurino Magalhães, também não esconde sua alegria num momento que ele considera muito importante para a região. O prefeito destaca as parcerias com o Governo do Estado no sentido de preparar a cidade para enfrentar os impactos sócio-econômicos da obra.

"Hoje a prefeitura é um agente ativo no processo de desenvolvimento da cidade. É importante para Marabá receber um investimento desse porte. Por isso, estamos buscando parcerias com Vale, Governo do Estado e governo federal para que a cidade ofereça a infraestrutura que o projeto necessita", disse.

Para o prefeito Maurino Magalhães, a entrega da licença prévia também corresponde à realização de um sonho dos moradores de Marabá, que esperavam há anos pela promessa da chamada verticalização do minério de ferro. "Agora, com a entrega da Licença Prévia, estamos confirmando que a Vale está de acordo com as leis do município e do Estado. Esse novo projeto vai contribuir para geração de emprego e renda ao povo de Marabá, assim como da região sul e sudeste do Pará", destacou.

Emprego - A siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa) deve entrar em operação num prazo estimado de três anos, mas a preparação da cidade e sobretudo da mão-de-obra já está em andamento em Marabá. Em janeiro deste ano se iniciaram os cursos de capacitação para atender o empreendimento que, no pico, deve gerar cerca de 18 mil empregos diretos e indiretos.

Os primeiros trabalhadores da Alpa deverão ser os pedreiros, carpinteiros, ferreiros - profissionais da indústria da construção civil que vão dar as primeiras formas ao empreendimento avaliado em US$ 3,7 bilhões. Os futuros operários estão fazendo curso profissionalizante no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e devem entrar no mercado de trabalho já em junho deste ano, quando começam as obras de terraplenagem do terreno da Alpa.

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Gilberto Leite, o município de Marabá viverá uma nova era. Para ele, a renda per capita da população deve ultrapassar os R$ 15 mil, considerando o saldo positivo da balança comercial do minério de ferro no mundo inteiro e a retomada do segmento em Marabá.

Pelos cálculos de Gilberto Leite, o parque industrial de Marabá deve retomar o fôlego após a crise econômica mundial, que comprometeu uma linha de produção que representava 30% do ferro-gusa no Brasil. Com a entrada da Sinobrás, Alpa e a revitalização do DI de Marabá, haverá injeção financeira com valores acima de R$ 2,5 bilhões e com oferta de milhares de empregos para os trabalhadores da região. "Portanto, queremos parabenizar a governadora pelo conjunto de ações de valores sócio-econômicos fantásticos para a nossa região", destacou.

   Com a participação da jornalista Selma Amaral

A vez do Pará

Jornal O Liberal, desta quarta-feira, 31, publica artigo assinado pelo  secretário estadual de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, fazendo resumo retrospectivo da história da indústria do aço, no país, ao mesmo tempo em que expõe a implantação da Alpa, em Marabá, como "um divisor de águas na história da indústria do Pará, não apenas para a atual geração: por agora, serão 16 mil empregos na construção e 21mil (diretos e indiretos), na operação; para as próximas décadas".

Excelente artigo, na íntegra, a seguir:




História feita de aço



*Maurílio Monteiro







O governo do Estado entrega hoje, em Marabá, a licença ambiental para a construção, pela Vale, da Siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa). Uma obra que, sob vários aspectos, terá, para as regiões Norte e Centro-Oeste, a mesma importância que teve, para o Brasil, 70 anos atrás, a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).



Em 1939, a United States Steel, após negociar com o governo Getúlio Vargas a construção de uma siderúrgica, simplesmente voltou atrás e desistiu da obra. A recusa irritou tanto o presidente que quase interfere na posição que o Brasil assumiria durante a Segunda Guerra. A revolta de Vargas geraria a CSN, criada, em 1941, sob os auspícios não de uma multinacional norte-americana, mas do governo federal brasileiro.



De todas as realizações da era Vargas, a Companhia Siderúrgica Nacional é uma das mais louvadas. Basta lembrar que, sem a CSN, o Brasil não teria indústria naval ou automobilística. Um divisor de águas, portanto, na história do país, com conseqüências diretas até hoje na vida de cada um de nós.



Da mesma forma, a Aços Laminados do Pará será um divisor de águas na história da indústria do Pará, não apenas para a atual geração: por agora, serão 16 mil empregos na construção e 21mil (diretos e indiretos), na operação; para as próximas décadas, a Alpa representa o início e a consolidação de um polo industrial no interior do Pará, gerando não apenas impostos e emprego e renda, mas mão-de-obra altamente qualificada, integração estadual via desenvolvimento, atração e construção de novas empresas, verticalização da cadeia do minério, afirmação de Marabá e região como centros regionais, enfim: um novo Pará, com desdobramentos positivos para todo o Centro-Oeste brasileiro.



A CSN e a Alpa também são marcos e resultado de duas formas de governar, ou de duas maneiras de se construir a presença do Estado na vida de um país.



O Estado getulista, como sabemos, tinha orientação nacionalista e a construção da CSN no interior do Rio de Janeiro (em Volta Redonda) inseria-se nesse projeto de nação, como forma de reduzir as desigualdades regionais.



A viabilização da Alpa, com esforços dos governos federal e estadual, se insere num novo programa de nação e de presença do Estado na economia: a do Estado indutor, que promove a concertação de entes com o fim de gerar desenvolvimento, que cria infraestrutura para atrair os investimentos e dá garantia institucional para que os esforços tenham êxito.



Após os últimos governos (do Brasil e do Pará), em que o PSDB, segundo a cartilha neoliberal, pregava a lógica do “Estado mínimo”, entregando as questões econômicas, por exemplo, para a própria dinâmica do mercado, o presidente Lula e a governadora Ana Júlia Carepa tornaram o Pará um palco privilegiado da lógica do Estado indutor: operaram em cooperação com o setor privado, garantindo infraestrutura, segurança institucional, mercado, ganhos sociais, no âmbito de projetos profundos de desenvolvimento como contrapartida aos altos investimentos reivindicados.



Vejam-se algumas dessas obras: eclusas de Tucuruí; hidrovia do Tocantins; ampliação e melhorias do porto de Vila-do-Conde; asfaltamento de rodovias importantes (Transamazônica, PA-150); construção e ampliação de Distritos Industriais (só em Marabá, investimentos de mais de R$ 100 milhões, pelo governo do Estado); federalização da PA-150, de Marabá a Redenção; investimentos em saneamento, habitação, energia.



A Alpa será a primeira siderúrgica de grande porte construída no interior do Brasil (não no litoral) desde o governo militar. Isso porque o governo do Estado não queria apenas uma siderúrgica, mas gerar um polo industrial, sobretudo em torno do segmento metal-mecânico. Para tanto, garantiu incentivos, infraestrutura, parceiros, mercado (o grupo Aço Cearense, por exemplo, a pedido da governadora, formatou o projeto Aline, para produzir em Marabá, a investimentos de R$ 1,5 bilhão, a partir do aço disponibilizado pela Alpa).



Nosso governo também atua diretamente no município de Marabá, para que os investimentos cheguem imediatamente à população: nunca o município recebeu tantas obras de saneamento, habitação e ordenamento territorial.



Por tudo isso, o dia de hoje é um marco. Na história do Pará e do Brasil.

terça-feira, março 30, 2010

Prudentemente cronista

Estilo leve e irônico faz de Gerson Nogueira um dos mais alinhados cronistas esportivos do Pará.

Se não o melhor, pelo menos aquele envolvido com a ética e o bom senso, num tema envolvente e apaixonante como o futebol

Cuidadoso em suas análises, ele costuma medir palavras, prudentemente distante da emoção clubística,  buscando a leitura correta e mais próximo possível da realidade.

Dificilmente Nogueira é flagrado intitulando-se dono da verdade.

Trabalhando em reduzido espaço do "Bola", mesmo assim o cronista valoriza a interação com seus leitores, publicando comentários individuais.

Ele faz, no papel, o que já é consagrado na blogosfera.

Hoje, no último tópico de sua coluna, a ironia finíssima de Gerson, fulmina Dunga:

                  - O segundo gol do Santos, de Paulo Henrique Ganso, diante do Monte Azul, ajuda a explicar porque se defende tanto a sua convocação para a Copa. Coisa de craque, mas é claro que Dunga não viu o lance.

Maurino credita a Ana Júlia Alpa em Marabá

Prefeito Maurino Magalhães (PR) decretou ponto facultativo no município de Marabá por conta do ato de licença précia da Alpa, programada para esta quarta-feira, 31, no quilômetro 14 da Rodovia Transamazônica.

Ele declarou que "ninguém pode tirar o mérito da governadora Ana Júlia pela luta em favor da siderúrgica em Marabá. Se ela quisesse, poderia facilitar para que o empreendimento fosse instalado em Parauapebas ou em Vila do Conde (Barcarena), como inicialmente se projetava,  mas a governadora firmou posição´pelo projeto em nossa cidade, o que muito nos orgulho e nos fortalece, cabendo, agora, a cada um de nós, fazer justiça reconhecendo a determinação de Ana Júlia em defesa da Alpa no município", disse o prefeito, em entrevista.

carvão vegetal será leiloado em Marabá

A Assessoria de Comunivação da decretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema)  distribui nota  informando que mais de 67,5 mil metros cúbicos de carvão vegetal, divididos em cinco lotes, serão arrematados em leilão nos próximos dias 8 e 9 de abril em Marabá.
O subproduto vegetal é resultado de apreensões feitas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em anos anteriores, e que, depois de doados à Sema, terão destinação adequada.

De acordo com o Gerente de Licitação da Sema, Almir Figueiredo Filho, nesses dois dias, os lotes de carvão serão vendidos a quem oferecer o maior lance. “Ou com mínimo de 30% de entrada durante a realização do evento e o restante em até 24 horas após a realização do leilão na conta do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema)”, informa.

Os cinco lotes de carvão que serão vendidos tem volumes e valores mínimos por metro cúbico diferenciados. Todos foram conferidos por técnicos ambientais do Ibama e estão cuidadosamente depositados em uma empresa de Marabá, prontos para serem leiloados.

Diz ainda a nota que o dinheiro dessa licitação, que irá para o Fema, será revestido em atividades de combate aos crimes ambientais no Pará.

Os editais com a descrição completa dos leilões estão disponíveis no link Licitações, no portal http://www.sema.pa.gov.br/.

segunda-feira, março 29, 2010

Pisando no terreno da gente

Lúcio Flávio Pinto conta o hábito que têm de pedir aos participantes de suas palestras para levantar as mãos, todos aqueles nascidos no Pará. O jornalista faz isso para medir a temperatura de uns e outros acostumados a ensaiar discursos sobre a Amazônia sem realmente conhecê-la -  percorrendo suas entranhas -,  mas que adoram arvorar-se "para ditar regras, com a tábua das leis sobre a decifração da Amazônia nas mãos poderosas".

Lúcio toca num tema que o poster sempre cobra de quem  peita a querer falar do Sul do Estado, mandar comentários cheio de viéis rancorosos, sem nunca ter pisado na beirada de seus rios ou pelo menos sobrevoado ou percorrido estradas de nossas terras.

Flávio Pinto, sim, como diz no artigo publicado no Yahoo, estuda e percorre a Amazônia, "há mais de 40 anos e o que posso afirmar é que minha ignorância sobre a região diminuiu nesse período".

Artigo  que trata o tema  ( "O conhecimento que decide") está  na seção Meio Ambiente, do portal Yahoo, que Lúcio Flávio passou a integrar, de uns tempos pra cá.
 
Clique para ler a matéria completa.

Coema libera LO pra ALPA

O Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) concedeu a Licença Prévia (LP) para a instalação da siderúrgica Aços Laminados e Planos do Pará (Alpa), empreendimento sob a responsabilidade da mineradora Vale, a ser instalado no município de Marabá.  (Leia mais)

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atualização às 16:21:

Nove integrantes do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) decidiram não acatar novo pedido do Ministério Público do Estado do Pará (MPE) com vista à ampliação do prazo em 15 dias úteis, a fim de que o MPE pudesse analisar o chamado EIA/RIMA, (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental), do projeto da futura siderúrgica Aços Laminados do Pará (ALPA), empreendimento da responsabilidade da VALE.

A decisão foi tomada na 40ª Reunião do Coema, nesta segunda-feira, 29, após consulta do presidente em exercício ao plenário do conselho, o Secretário Adjunto da Secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema), Cláudio Cunha, já que o titular, Aníbal Picanço, está cumprindo agenda em Brasília (DF).

Na mesma sessão, 10 dos 13 membros que compõem o Coema, também decidiram fazer nova votação do Parecer da Câmara Técnica do Coema, que na última reunião do conselho, no dia 26 deste mês, já havia recomendado ao plenário a concessão da Licença Prévia (LP), com 35 condicionantes e 8 recomendações, para ampliar o eixo de segurança sócioambiental do EIA/RIMA.

Na reunião desta terça-feira, o Relator do Parecer Técnico do EIA/RIMA da siderúrgica ALPA, o representante da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Justiniano Neto, voltou a elogiar o trabalho de campo e análise da equipe multidisciplinar de 14 profissionais da Sema, anteriormente reconhecidos por outros integrantes do conselho na reunião do dia 26 de março.

Reação – Entre os conselheiros presentes à sessão desta manhã na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Pará (OAB-PA), três reagiram à tentativa do MPE em conquistar novo prazo.

O primeiro foi o geólogo e Deputado Estadual (PV-PA), Gabriel Guerreiro, representante da Assembléia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), no Coema.

Guerreiro disse que o pedido do MPE “é extemporâneo”, e que o mesmo deveria ter sido feito na 39ª reunião do Coema. “Não cabe mais ao MPE pedir os 15 dias”, esculpidos na letra do Art. 31 do Regimento do Coema, sustentou o parlamentar, ex-secretário estadual de Meio Ambiente.

“Gostaria que o MPE estivesse aqui. É obrigação do Ministério Público fazer isso,desde 1998. Ele (MPE) é o guardião da Lei”, disse na qualidade de quem foi Deputado Constituinte em 1988.

Logo em seguida, solicitaram a palavra os representantes da Fiepa, Justiniano Neto, e da Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa), Rosa Keyla. “Entendo que a ausência do Ministério Público é um desrespeito a este Conselho”, protestou.

Já o Presidente em exercício do Coema, Cláudio Cunha, reiterou a preocupação do atual governo de dar “bastante notoriedade e publicidade à Audiência Pública da ALPA, em Marabá, dia 7 de janeiro, entre outros atos. Já que o processo de licenciamento ambiental é público, pode ser consultado a qualquer momento, e a dinâmica do estado não pode parar, por isso a recomendação à Sema de celeridade com respeito às leis”, afirmou Cunha.

Ofício – O ofício de nº100/NUMA/MP do Ministério Público do Estado, assinado pelos Promotores de Justiça, Raimundo Moraes e Nilton Gurjão, representantes do MPE no Coema, o pedido ao secretário da Sema, Aníbal Picanço, “em face do direito regimental e do processo de licenciamento do Projeto ALPA, solicitamos a ampliação do prazo de vistas dos autos”.

Os Promotores de Justiça sustentam que “é impossível a avaliação serena e responsável de seus aspectos em apenas dois dias úteis do prazo, pois a documentação dos autos foi protocolada somente no dia 25 de março”.

“Essa flexibilização está relacionada à complexidade e importância da matéria em discussão para permitir um tratamento adequado (...)”, ressalta o Ofício encaminhado ao Coema.

O Presidente em exercício do Coema, Cláudio Cunha, finalizou a reunião afirmando que ainda nesta segunda-feira, vai encaminhar ofício ao MPE informando a decisão do Conselho Estadual de Meio Ambiente.

Votos – Votaram pela concessão da Licença Prévia ao projeto da ALPA os representantes no Coema da Secretaria de Estado e Saúde Pública do Pará (Sespa), Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), Assembléia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Pará (Fetipa), Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), ONG IDA e Sema.

Estiveram ausentes da votação as representações da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Pará (Fetagri), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA), que já havia manifestado seu voto a favor do empreendimento na reunião do dia 26 de março e o Ministério Público do Estado (MPE). A sessão do Coema durou cerca de 35 minutos.

Fonte: Ascom SEMA

Brasil perde ícone da crônica esportiva

O Brasil vai demorar a ter um cronista esportivo igual a ele.

A morte de Armando Nogueira, idealizador do Jornal Nacional e seu primeiro Diretor-Geral, deixa a todos os profissionais do ramo entristecidos e desamparados do bom texto.

Armando escrevia maravilhosamente bem, faiscando sentimentos e estimulando a leitura de qualidade insuspeita.

Muita gente decidiu fazer jornalismo, neste país, empolgada com o que lia de Armando.

Sua partida, esperada desde o ano passado quando os médicos constataram a extensão do câncer que lhe consumia sem esperanças de uma sobrevida extensa, empobrece espíritos amantes das palavras bem colocadas.

Àqueles mais jovens com pouco conhecimento do que representava Nogueira para todos nós, o blog lhe presta homenagem reproduzindo entrevista concedida a José Reinaldo Marques, em janeiro de 2007, pouco antes do jornalista saber que estava com câncer.

Pela sua importância histórica, o depoimento narra passagens significativas da vida  de Armando Nogueira no Jornalismo brasileiro, inclusive trecho onde ele conta como viu o atentado ao jornalista Carlos Lacerda.


Nota:  Nogueira, nessa entrevista, confirma a adulteração do debate entre Lula e Fernando Collor, quando a emissora editou favoravelmente a Collor, parte dos depoimentos dos dois candidatos a Presidência da República. Ele era o chefão de Jornalismo da Globo, à época, e, entre o maior salário que um jornalista brasileiro recebia e  a decisão de demitir-se do cargo, Armando manteve seus princípios, desligando-se da emissora. 

 "Preciso escrever por necessidade profissional e existencial” 




Reinaldo — Em que ano você chegou ao Rio de Janeiro?

Armando Nogueira — Cheguei aqui em setembro de 1944, com 17 anos de idade, vindo diretamente de Rio Branco, num vôo da Cruzeiro do Sul que levava dois dias do Acre ao Rio.

Reinaldo  — Qual foi a primeira impressão que teve da cidade?

Armando — Mais que um deslumbramento, foi um choque emocional, porque nunca tinha visto o mar, asfalto, bonde e automóvel — até aquela altura, só tinha conhecido um carro na minha vida. A sensação física era de que eu estava respirando um ar que pertencia a outros e não a mim. Que eu estava usurpando um meio físico de um carioca. Isso me dava um desconforto e uma insegurança muito grande.

Reinaldo —Por quê?

Armando — Eu me sentia muito intimidado e afrontado com a maravilha que era a vida urbana, com todos os ingredientes que naquela época eram sedutores. Rio de Janeiro era uma cidade sem violência e muito cordial que soprava a brisa do poder, por ser a Capital da República.

Reinaldo — O que mais o impressionava era a estrutura urbana da cidade grande ou a postura do povo carioca?

Armando — Todos esses elementos juntos. Sofri forte impacto com a beleza da cidade e também com as manifestações das pessoas, que, de certa maneira, me deixavam inibido pelo olhar, o sorriso e o ar sisudo com que me assustavam no bonde.

Reinaldo — Demorou muito para se adaptar à nova realidade?

Armando — Demais. Era impressionante como eu, um jovem interiorano, me sentia muito órfão. Nessa época o Brasil era um arquipélago urbano, as cidades pouco se intercomunicavam. Consegui superar essa fase graças à rotina do Instituto Lafayete, onde me matriculei para complementar os estudos.

Reinaldo —Como se deu esse processo?

Armando — A convivência com os colegas de turma foi decisiva para eu conquistar um lugar na cidade. Mas um dado muito curioso contribuiu para a minha adaptação: a simpatia que as pessoas demonstravam por alguém com uma procedência tão exótica de acreano como eu; quando ninguém sabia que o Acre existia. Isso despertava muito interesse, era como se eles dissessem “descobrimos um kaxinauá, um apurinã”, para citar as duas tribos indígenas mais conhecidas do estado.

Reinaldo — E por que você resolveu sair de Xapuri, sua cidade natal?

Armando — Achava que estava sem horizonte no Acre. Minha intenção era continuar a carreira de pilotagem, iniciada no aeroclube de Rio Branco.

Reinaldo — Então seu gosto por aeronaves é antigo?

Armando — É um devaneio desde que eu tinha 5 anos de idade, quando tinha freqüentes sonhos de que estava voando nas asas de um regador de jardim. Voar de ultraleve, como faço atualmente, não é um acaso na minha vida. Eu diria que faz parte de uma predestinação.

Reinaldo — Por que você decidiu estudar Direito?

Armando — Esse era o desejo do meu pai. Acabei me formando, mas nunca fui buscar o diploma.

Reinaldo — A vontade de ser jornalista já era mais forte?

Armando — Quando eu estava no segundo ano de Direito, abriu-se uma oportunidade para eu exercer o jornalismo. Experiência — muito incipiente — que eu já tinha tido quando estava no colegial e redigia notícias para o jornal O Acre. Meu sonho oscilava entre ser aviador ou jornalista, nunca bacharel, porque já estava no pleno exercício da atividade de imprensa.

Reinaldo —Onde foi o seu primeiro emprego como jornalista?

Armando — Num jornal que já desapareceu do mapa, chamado Diário Carioca, mas não sumiu da História, porque foi um veículo muito importante no Rio de Janeiro.

Reinaldo —Como profissional, você já começou atuando na editoria de Esportes?

Armando — Sim, fazendo a cobertura das equipes que vieram ao Brasil disputar a Copa do Mundo de 1950.

Reinaldo —Nessa época o Diário Carioca contava com uma equipe de jornalistas de primeira linha, que incluía Prudente de Moraes, neto e Carlos Castello Branco. Como foi conviver com eles?

Armando — Eu era um garoto extremamente comunicativo, isso facilitou demais o meu acesso a essa geração de monstros sagrados do jornalismo, entre os quais faço questão de citar o legendário jornalista Jota Efegê, que foi crítico musical. Conheci também Pompeu de Souza e Sábato Magaldi, que eram críticos de teatro; Oto Lara Resende, repórter político; Fernando Sabino, colunista e cronista. Essa elite me adotou, inclusive me chamava carinhosamente de Armando Doidinho.

Reinaldo — Por que este apelido?

Armando — Porque eu era muito safo e elétrico e eles achavam que eu tinha uma espontaneidade que atribuíam à magnanimidade da floresta acreana. Tanto que ao me apresentar a seus amigos da boemia, quando saíamos à noite do jornal, o Rubem Braga dizia: “Esse aqui é o Armando Nogueira, recém-chegado do Acre, onde vivia da caça, da pesca e da coleta de frutos naturais, como um bom nativo.”

Reinaldo — O Diário Carioca foi, então, a sua escola de jornalismo?

Armando — Foi a minha escola definitiva, onde me preparei do ponto de vista técnico e, sobretudo, ético para exercer a profissão.

Reinaldo —Você ainda trabalhava no Diário quando testemunhou o atentado ao jornalista Carlos Lacerda?

Armando — Sim, e fiz a matéria principal. Eu estava entrando em casa quando presenciei o atentado (na noite de 5 de agosto de 1954). A primeira coisa que fiz foi correr para uma esquina, entrar num bar em busca de um telefone e ligar para o jornal. Pedi ao secretário de Redação, que era o Pompeu de Souza, para não fechar a edição, porque eu tinha acabado de assistir a um atentado contra o Carlos Lacerda, ia apurar os últimos dados e voltaria correndo para lá.

Reinaldo — O que aconteceu em seguida?

Armando — Ele pôs todo mundo de plantão e me deu a instrução para redigir a reportagem na primeira pessoa do singular, ato que acabaria se tornando um fato quase histórico na técnica de escrever notícias de jornal.

Reinaldo — O texto é considerado um marco no jornalismo brasileiro.

Armando — Foi uma grande jogada do Pompeu me transformou de repórter em testemunha.

Reinaldo —Diz-se que todo repórter é testemunha dos fatos.

Armando — Isso é uma metáfora, mas no meu caso, não. O Pompeu, deliberadamente, me lançou na condição de testemunha. No inquérito que corria no 2º Distrito Policial, me incluíram como peça do processo. Com isso, passei a ter acesso aos personagens principais do episódio, como o Climério (investigador Climério Eurides de Almeida, apontado como integrante da guarda pessoal de Getúlio Vargas) e o Alcino (João Alcino do Nascimento, que confessou ter matado o Major Rubens Vaz), que eu entrevistei tirando partido da minha condição de testemunha processual.

Reinaldo — Então o repórter esportivo acabou se transformando num privilegiado repórter policial?

Armando — Na verdade, um repórter político-policial.

Reinaldo — Em algum momento pensou em trocar de editoria?

Armando — Fiquei tentado. No Diário Carioca, segui uma carreira que passava, paralelamente, pela Política e os Esportes. Só que fazer matérias em duas frentes era quase impossível. Então eu me mantive como repórter político e o jornal criou para mim uma coluna chamada “Bola pra frente”, que eu assinava com o pseudônimo de Arno.
Reinaldo —Quanto tempo durou essa coluna?

Armando — Três anos. Depois apareceu um liquidificador da marca Arno, que inviabilizou o meu pseudônimo, e eu passei a assinar a coluna com o meu verdadeiro nome, Armando Nogueira.

Reinaldo — Quando o esporte dominou de vez sua trajetória no jornalismo?

Armando — Nunca deixei a editoria. Continuei sendo cronista esportivo do Diário Carioca, ao mesmo tempo em que era redator-copidesque do jornal e redator principal da revista Manchete, de 1954 a 55, sob a direção de Oto Lara Resende. Fiz o mesmo quando virei repórter de Geral em O Cruzeiro e quando fui trabalhar no Jornal do Brasil em 59, logo após a reforma.
Reinaldo — Fale de sua passagem pelo JB.

Armando — Eu me transferi para lá a convite do Carlos Lemos, que estava criando uma nova figura na redação, que tive o privilégio de estrear na imprensa carioca: a de pauteiro. Eu chegava às 4h, lia todos os jornais, fazia um pré-roteiro de matérias, e ia embora às 7h. Como meus companheiros me viam apenas no dia do pagamento, surgiu um movimento dizendo que eu era protegido da Direção e só aparecia para pegar o dinheiro.

Reinaldo —Como você reagiu?

Armando — Para neutralizar essa maledicência e mostrar às pessoas que eu começava no batente de madrugada, morto de sono, num horário que nem contínuo pegava, criei uma marca para o meu trabalho. Na primeira lauda, punha o título: “Balanço do dia”. Embaixo, escrevia: “Não leva a vida na flauta quem vive de fazer pauta.” E assinava: “Armando Nogueira, o filho da pauta”.

Reinaldo —Qual foi sua função seguinte no jornal?

Armando — Copidesque da editoria de Esportes, por sugestão também do Carlos Lemos. Na época, o Nascimento Brito, então dono do JB, havia comprado a Tribuna da Imprensa do Carlos Lacerda. O Alberto Dines, que era editor-chefe do JB, me convidou para escrever na Tribuna uma coluna que batizou de “Na grande área”. A estréia foi logo após o Mundial de 62, no Chile, mas, três meses depois, houve um desentendimento entre o Nascimento Brito e o Hélio Fernandes, que retomou o jornal. Então a coluna “Na grande área” passou a ser publicada no Jornal do Brasil, juntamente com a “Coluna do Castello”, do Carlos Reinaldo — Por quanto tempo a coluna ficou no JB?

Armando — Até 1973, quando me desliguei do jornal e fui ser exclusivo da recém-inaugurada TV Globo, como Diretor de Jornalismo.

Reinaldo — Antes de falarmos da Globo, poderia comentar o furo que você deu na Copa de 1954, na Suíça, e que o projetou definitivamente como repórter esportivo?

Armando — Fotografei uma briga entre brasileiros e húngaros, cena que entraria para a história dos sururus dos Mundiais de futebol. Enfiei uma câmera pelo basculante do vestiário e fotografei, sem querer, o Zezé Moreira, que era técnico da nossa seleção, arremessando uma chuteira no rosto do então Ministro de Esportes da Hungria. O flagrante me deu grande popularidade no meio profissional e ainda ganhei uns trocadinhos, porque alguns veículos — como a revista El Gráfico, de Buenos Aires — compraram a foto.

Reinaldo — Você se considera um jornalista de sorte?

Armando — Na verdade, eu estava onde tinha que estar para ser beneficiado com a sorte. Picasso dizia: “Eu tenho sorte porque, toda vez que ela me procura, me encontra no meu ateliê, trabalhando.” Quando a sorte me procurou, no dia do atentado contra o Carlos Lacerda, eu estava no exercício profissional; assim como na Copa, em que fiz uma foto que não esperava.
Reinaldo — Você foi apurador, repórter, redator e comentarista de Esportes. O quanto essa experiência significou para o exercício da crônica?

Armando — Foi fundamental. O melhor caminho para a formação de um profissional de jornalismo, de qualquer editoria, vai do estágio na Reportagem até o ponto de passar a assinar matérias, especialmente para quem deseja ser comentarista ou cronista.

Reinaldo —Quem é o melhor cronista esportivo brasileiro?

Armando — Para mim, Nelson Rodrigues era o maior do mundo. Ele não tinha olhos para ver as partidas, porque enxergava pouco. No entanto, ninguém jamais escreveu crônicas como ele sobre a seleção, os ídolos da bola e o Fluminense do seu coração. O Nelson via o futebol por meio da alma. Era um extraordinário dramaturgo que se transformou em cronista, função que nos permite viajar e recriar, com direito a devaneios.

Reinaldo —Suas crônicas ficaram famosas devido ao estilo poético. O futebol lhe inspira poesia?

Armando — Se fosse escrever sobre aviação, outra das minhas paixões, o faria com o mesmo enfoque. Para mim, a poesia é uma janela que me permite debruçar sobre a vida. Haja o que houver na minha paisagem, eu descreverei sempre com um toque de poesia. Se eu sou poeta, não sei; mas poético, tenho certeza.

Reinaldo — A crônica valoriza o jornalismo esportivo ou o contrário?

Armando — A crônica veio dar um toque literário ao jornalismo esportivo, que é seguramente a vertente mais fecunda para alimentar os ideais de um poeta ou grande trovador.

Reinaldo — Por quê?

Armando — Porque, numa partida de futebol ou vôlei ou numa corrida de 100m, você vê concentrados todos os sentimentos que regem a existência humana, dos mais subalternos aos mais sublimes. No esporte, convivemos com ódio, paixão, soberba, frustração, lágrima, sorriso, ironia... Todas as emoções e qualidades que enaltecem ou aviltam o ser humano se encontram na grande alegoria do esporte. Então, é um prato cheio para um poeta.

Reinaldo —Nos anos 60, você foi um dos coringas do programa “Mesa-redonda Facit”, da TV Rio, hoje extinta. Ele foi realmente um dos melhores debates esportivos da televisão brasileira?

Armando — O programa contava com grandes personalidades, como o Nelson Rodrigues, o João Saldanha, que era uma figura sedutora, e o Luiz Mendes, grande narrador. Foi a melhor porta de entrada para o debate esportivo na TV, revestido, ao mesmo tempo, de inteligência e de paixão. Esse binômio foi irresistível para perenizar a atração, dirigida pelo saudoso companheiro Augusto Melo Pinto, que deu forma a uma idéia de Walter Clark.

Reinaldo —O que mais o atrai na televisão?

Armando — Gosto muito de fazer TV. Outro dia o Otávio Florisbal, Diretor-geral da Globo, me perguntou: “Armando, onde é que você se sente melhor, por trás das câmeras ou diante delas?” Respondi que me sinto muito mais motivado atrás das câmeras. Devo reconhecer que tenho que ir pra frente delas para me valorizar no mercado, mas o meu ideal é atuar nos bastidores. É um desafio quase neurótico comandar uma cobertura, seja de uma partida de futebol ou de um buraco na rua.

Reinaldo — Seus colegas e o público dizem que você é um craque do jornalismo esportivo. Por que você mesmo acha que ainda não atingiu a valorização profissional desejada?

Armando — Se eu sentisse que não precisava dessa valorização, estaria correndo um risco muito grande de morrer antes do tempo, porque perderia essa coisa fundamental na existência humana que é se sentir desafiado pela própria vida.

Reinaldo —Você foi um dos responsáveis pela implementação do Departamento de Jornalismo da Globo. O que foi mais significativo em sua passagem pela emissora?

Armando — Essa implantação foi, antes de tudo, uma obra coletiva. Agora, se eu pudesse destacar o ponto mais louvável desse trabalho, eu diria que foi a criação de um padrão ético no tratamento da notícia, no respeito à responsabilidade social do veículo e na configuração de todos os elementos do telejornalismo, do produtor ao locutor, criados sob o rótulo de operários e não de artistas. Se eu dei uma contribuição relevante, foi essa. Porque notícia se apura por fontes, que podem ser qualificadas ou não, mas o revestimento moral da informação só é preservado se existir um modelo ético inflexível. De tal maneira que, mesmo quando atravessamos todo o período da ditadura militar, fazendo um noticioso como o “Jornal nacional”, ainda assim conseguimos implantar um padrão de credibilidade, porque tínhamos o apoio da Direção da Rede Globo de então, da qual faço questão de citar o Walter Clark e o Boni.

Reinaldo — Você chegou a ter alguma dificuldade na Direção do Jornalismo da emissora?

Armando — Naquela época, vivia-se uma briga de cão e gato entre a área comercial e a editorial, com pessoas ligadas às agências de publicidade querendo interferir de maneira tendenciosa para distorcer a verdade dos fatos.

Reinaldo —E qual era a posição do Roberto Marinho?

Armando — Com ele tive menos dificuldade, porque encontrei apoio total. Toda a Direção da emissora costumava me dizer que eu estava no caminho certo. “Deve ser assim mesmo, tem que ser ético”, incentivavam eles.

Reinaldo —Alguém tentou contrariar esse processo?

Armando — Havia um sujeito de uma agência de propaganda, ligada ao patrocinador do primeiro telejornal que fizemos, o “Ultranotícias”. Quando assumi o Jornalismo, ele passou a ser o primeiro a receber o script do jornal e o censurava seguindo instruções da sua empresa. Até que eu lhe disse: “Você vai continuar sendo o primeiro a receber o espelho do jornal, mas o último a opinar sobre ele.” A partir daí, estabeleceu-se uma guerra com a agência e o anunciante. Mas eu banquei, a Direção da Globo ficou do meu lado e nós acabamos com a interferência da publicidade na confecção dos jornais da emissora.

Reinaldo — Na campanha presidencial de 1989, como você reagiu ao episódio da edição do debate entre Lula e Collor, favorecendo este último no “Jornal nacional”?

Armando — Fiquei muito decepcionado, mas não com meus superiores e sim com os meus subordinados, que se portaram de maneira muito equivocada na adulteração do debate. Isso contribuiu, definitivamente, para eu sair da emissora.

Reinaldo —Gostaria que você falasse sobre Copa do Mundo, evento esportivo que acompanha desde 1950.

Armando — É uma mera circunstância — pelas oportunidades profissionais que os veículos me deram de acompanhar os Mundiais — e um pouco de obstinação — por eu gostar muito de futebol e de viver a adrenalina do esporte. Acabei transformando isso num patrimônio que, além de profissional, é sentimental.

Reinaldo — Na Copa de 1954, Nelson Rodrigues implicou com suas reportagens sobre a seleção húngara, dizendo que os textos eram pura ficção. Você chegou a questioná-lo sobre isso?

Armando — Cheguei a romper relações com o Nelson, preocupado com a minha reputação profissional. Com a autoridade ele que tinha, ao criar uma ficção para questionar o talento da seleção húngara, de certa forma desvalorizava o meu trabalho, numa fase da minha carreira em que eu precisava me afirmar perante o público. Depois percebi que ele não me havia feito mal algum; tinha até me promovido. Ainda contribuiu para dar respeitabilidade a tudo que eu fazia e, sobretudo, ao jornalismo esportivo brasileiro. Hoje, sou muito grato ao Nelson.

Reinaldo —Quais foram as melhores Copas a que você assistiu?

Armando — Esquecendo as derrotas e pensando nas equipes, elejo a de 1950 — pelo futebol do mais alto nível jogado pelo Brasil, principalmente nas partidas memoráveis contra Espanha, Suécia e Iugoslávia — e a de 1958 — quando as seleções do Brasil e da França me impressionaram muito, sendo que a nossa foi o extremo da excelência em matéria de futebol-arte.

Reinaldo —O que o fez chegar a essa conclusão?

Armando — Em 58 aconteceu a libertação do futebol brasileiro, que passou uma década inteira atrelado a esquemas europeus de jogar, até aparecerem Garrincha e Pelé, fazendo uma revolução para impor a vitória do drible.

Reinaldo —Outras Copas lhe agradaram?

Armando — A de 1974, na Alemanha, foi admirável, pelo fenômeno do “carrossel holandês”. Gostei da de 82, na qual o Brasil foi desclassificado talvez num exemplo de injustiça maior do que em 1950, porque fomos desbancados pela Itália, que não jogava o futebol que o Uruguai jogou aqui, e porque a seleção montada pelo Telê era mais brilhante que a outra.

Reinaldo —E os melhores jogadores que você viu jogar em Mundiais?

Armando — Eu poderia citar uma dinastia, pois vi Puskas, Di Stéfano, Masopust, Nilton Santos, Djalma Santos, Nestor Rossi, Maradona, Didi, Zizinho, Danilo, Rui, Zito, Pelé, Garrincha, uma galeria em que, se estiver faltando algum nome, autorizo qualquer pessoa de bom gosto a acrescentar o jogador ausente.

Reinaldo —Hoje o futebol explora mais o conjunto. Neste contexto, Garrincha ainda seria considerado um gênio?

Armando — Com o poder de drible que tinha, acho que sim, mas ele precisaria de muito mais condições físicas para defender o seu repertório.

Reinaldo —Como você virou torcedor do Botafogo?

Armando — Descobri o time pela estrela solitária que brilhava no peito de Heleno de Freitas, o primeiro jogador que mexeu comigo. Assistindo a uma partida entre o Botafogo e o Flamengo, em General Severiano, vi o Heleno fazer uma exibição épica, me apaixonei por seu futebol e, conseqüentemente, pelo clube.

Reinaldo —Você é autor de dez livros sobre futebol. Pretende escrever outros?

Armando — É minha sina e minha sobrevivência. Preciso escrever por necessidade profissional e existencial, embora eu sofra muito no processo, a ponto de dizer que melhor que escrever é ter escrito. Vou continuar a escrever, para ter a alegria de depois poder dizer: “Escrevi, confesso que escrevi!”

Reinaldo — Como é chegar aos 80 com qualidade de vida, fazendo o que aprecia e sendo reverenciado como um ícone do jornalismo brasileiro?

Armando — Basta ser otimista e continuar tendo projetos de vida, que é o que eu faço. Quero aprender a tocar gaita, a pilotar melhor os meus aviõezinhos e aumentar meu círculo de amigos, porque, quanto mais eu os tiver, mais testemunhas terei da minha vida.

Dieta religiosa sem caranguejo

Quem gosta de consumir caranguejo  durante a Semana Santa, pode descartar o cardápio.

Como o último período de defeso do crustáceo coincidirá com o calendário religioso, está proibida a comercialização do mesmo entre os dias 31 de março e 5 de abril.

Conforme nota da Sema, "a  proibição da pesca dos caranguejos, sempre em períodos de seis dias, desde o início do ano, é para proteger a espécie e sua reprodução: influenciados pelas luas nova e cheia, eles saem das tocas e andam nos manguezais para acasalamento".
 
Para 2010, o defeso do caranguejo termina em 5 de abril.

Coema: Batendo martelo

O Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) está reunido, neste momento, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PA),  deliberando a  concessão da Licença Prévia para a Aço Laminados do Pará (Alpa), indústria de laminados a frio, siderúrgica a ser implantada no município de Marabá.

Questão de segurança

Decisão  da diretoria do Águia: pelo menos até a quarta rodada do segundo turno, as partidas do time serão apitadas por árbitros da CBF. Esse é o tempo previsto para a equipe definir sua classificação.

Educadores analisam Ciberbullying” e outros riscos

Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal no Pará é quem informa:

Dirigentes e professores de escolas públicas e particulares de Belém discutem nesta segunda e terça-feira, dias 29 e 30 de março, metodologias para debater em sala de aula medidas de proteção e prevenção aos perigos existentes na internet. Pesquisa realizada em 2009 para avaliar o grau de conhecimento que professores e estudantes de Belém têm sobre os riscos que a internet oferece apontou que metade dos educadores da capital paraense conhece casos nas escolas de violência psicológica praticada na web e que 15% dos professores já tiveram conhecimento de algum caso de aluno que foi aliciado sexualmente pela internet. Dos estudantes, quase 30% nunca se sentiram seguros ao navegar na rede de computadores e 28% já foram vítimas de roubos de dados virtuais.

domingo, março 28, 2010

Meu nome é Gal

- Sou uma mulher que já passou dos 60 anos e meu grande trunfo é minha voz, que continua inteira, cristalina, jovem. Acompanha minha alma, meu coração e meu espírito. Canto com o mesmo tesão. Quando eu estrear, você vai dizer se assina embaixo do que estou dizendo.

Revela-se, totalmente sincera, a inigualável Gal Costa, prometendo uma turnê pelo país.

Assinamos embaixo, sim, antes do show.

Ninguém, no Brasil,  com a voz pura da sempre sensual baiana.

Entrevista dela a Marcus Preto.

                                           (Foto Márcio Lima/Folha Imagem)

As atitudes de Meg

De vez em quando, presente em minha casa, acompanho o trabalho da Meg Barros nos bairros de Belém, colado na RBA, assistindo, aos sábados, pela parte da manhã, o programa Atitude.

O de ontem, estava muito gostoso.

A Meg completou um ano de programa no ar, registrando suas ações em favor dos menos assistidos.

A advogada e jornalista faz um trabalho que eu, você, e, certamente, 99,9% da população não fazemos.

Não cumprimos com nossa obrigação cidadã.

Jovem, mãe, bonita, extratificada naquela faixa de classe média, Meg bem que poderia dedicar seu tempo, nos fins de semana, a questões de cunho pessoal ou familiar.

Não, ela cumpre suas obrigações profissionais e, sem perda de tempo, corre para os bairros, levando benefícios ou conduzindo alguma autoridade capaz de ajudá-la, também, a resolver pendências sociais de difícil transposição, caso não haja alguém com atitude semelhante.

Ao comemorar um ano de programa, o blogger registra sua admiração às atitudes dessa garota.

Todo menino, por toda a vida


Todo menino é um rei

Eu também já fui rei
Mas quá...despertei

Por cima do mar (da ilusão)
Eu naveguei (só em vão)
Não encontrei
O amor que eu eu sonhei
Nos meus tempos de menino
Porém menino sonha de mais
Menino sonha com coisas
Que a gente cresce e não vê jamais

Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá...despertei

A vida que eu sonhei
No tempo que eu era só
Nada mais do que menino
Menino pensando só
No reino do amanhã
Na deusa do amor maior
Nas caminhadas sem pedras
No rumo sem ter um nó.