A tentativa de assalto a ônibus da Transbrasiliana próximo a Goianésia, resultando até agora na morte de quatro pessoas – podendo esse número aumentar devido ao estado grave de outras vítimas em hospitais da região – só ocorreu porque o motorista é obrigado a reduzir a velocidade do veículo próximo às pontes com lombadas construídas em grande parte da Pa-150. Os obstáculos surgiram durante a gestão dos governos do PSDB para arrefecer os efeitos da velocidade dos carros sobre as pontes supostamente de “concreto”, construídas à época.
Até hoje, a população do Sul do Pará não engole o mico aplicado pela Setrans no aproveitamento da base da estrutura metálica das velhas pontes caindo aos pedaços, sobre as quais aplicou camadas de concreto com a providencial fixação posterior de altas lombadas em cada cabeça de ponte. São esses obstáculos de cimento, os verdadeiros causadores da livre ação dos bandidos na estrada.
Por ocasião do surgimento das “obras”, experientes engenheiros denunciaram o governo tucano de torrar dinheiro (expressão politicamente usada para não bater de frente com o termo desvio de recursos) ao pagar empreiteiras na construção de tantas porcarias. E, tecnicamente, explicavam a necessidade das lombadas: sem elas, a vibração constante de carros passando em alta velocidade reduziria à pó, o concreto espalhado sobre as estruturas metálicas. Ou seja, era preciso ganhar tempo, enquanto se deliciavam consumindo dinheiro excedente de obras pagas abaixo dos preços anunciados nas placas exaustivamente espalhadas ao longo da Pa-150.
De lá pra cá, centenas de vidas se perderam acidentadas na cabeça das pontes com seus protetores criminosos, e a indústria dos piratas de rodovia passou a ganhar musculatura até se transformar num dos negócios mais rentáveis, à custa de vidas e da integridade física de inocentes motoristas e passageiros.
A pergunta: o governo do PT vai acabar com os perversos alçapões, construindo pontes verdadeiramente de concreto e sem as lombadas parceiras do mundo criminoso?
sábado, novembro 24, 2007
Fecha o pano
Os movimentos sociais estão sendo dominados por malfeitores e organizações criminosas, ou estes se utilizam daquelas bandeiras para facilitar trânsito e operacionalização de suas ações violentas no Sul do Pará?
A pergunta se faz necessária diante de algumas situações a seguir descritas:
1- Ao fazer, em Marabá, balanço da Operação Paz no Campo que resultou na prisão de dezenas de invasores de terra, o comandante da PM, coronel Luiz Cláudio Ruffeil, disse que os líderes presos da chamada Liga dos Camponeses Pobres se utilizam dos movimentos sociais para atuarem à margem da lei, não fazendo parte, no entanto, de qualquer movimento pela posse legítima da terra. l
2- Quase que dizendo não ser bem assim, a Fetagri prontamente emitiu nota denunciando abusos na ação dos órgãos de segurança durante as prisões. O núcleo de Redenção da entidade deixa claro que os policiais militares, durante a Operação Paz no Campo, “teriam torturado os trabalhadores rurais”. E isso não é verdade, porque muitos repórteres acompanharam a operação, atestando não ter sido disparado um tiro pelas forças governamentais, além do procedimento pacífico de transferencia dos presos das fazendas até Redenção.
3- Ora, se a PM garante não serem integrantes dos movimentos de defesa da Reforma Agrária, os personagens presos, por que a Fetagri, utilizando-se de palavras duras, condena a operação supostamente feita "torturando trabalhadores rurais”?
4- Se a questão se encaixa em ser ou não ser, a Fetagri se desgastaria a tal ponto de publicar nota oficial defendendo gentes alheias ao seu quadro social -, flagradas em suas casas, portando armas de uso exclusivo das forças armadas?
5- Não é de causar profunda preocupação o comandante da PM do Estado do Pará fazer tal declaração, mesmo tendo diante de si panfletos e folderes com a logomarca da LCP apreendidos em diversos pontos das fazendas onde ocorreram a Operação, com textos incitando à invasão de terras?
6- Mais perigoso ainda quando se descobre que a Liga dos Camponeses Pobres é apoiada pela histórica Liga Operária?
7- E, finalmente, para que se desgastar escondendo o sol com a peneira com tanta dialética chifrin? A quem interessa isso?
A pergunta se faz necessária diante de algumas situações a seguir descritas:
1- Ao fazer, em Marabá, balanço da Operação Paz no Campo que resultou na prisão de dezenas de invasores de terra, o comandante da PM, coronel Luiz Cláudio Ruffeil, disse que os líderes presos da chamada Liga dos Camponeses Pobres se utilizam dos movimentos sociais para atuarem à margem da lei, não fazendo parte, no entanto, de qualquer movimento pela posse legítima da terra. l
2- Quase que dizendo não ser bem assim, a Fetagri prontamente emitiu nota denunciando abusos na ação dos órgãos de segurança durante as prisões. O núcleo de Redenção da entidade deixa claro que os policiais militares, durante a Operação Paz no Campo, “teriam torturado os trabalhadores rurais”. E isso não é verdade, porque muitos repórteres acompanharam a operação, atestando não ter sido disparado um tiro pelas forças governamentais, além do procedimento pacífico de transferencia dos presos das fazendas até Redenção.
3- Ora, se a PM garante não serem integrantes dos movimentos de defesa da Reforma Agrária, os personagens presos, por que a Fetagri, utilizando-se de palavras duras, condena a operação supostamente feita "torturando trabalhadores rurais”?
4- Se a questão se encaixa em ser ou não ser, a Fetagri se desgastaria a tal ponto de publicar nota oficial defendendo gentes alheias ao seu quadro social -, flagradas em suas casas, portando armas de uso exclusivo das forças armadas?
5- Não é de causar profunda preocupação o comandante da PM do Estado do Pará fazer tal declaração, mesmo tendo diante de si panfletos e folderes com a logomarca da LCP apreendidos em diversos pontos das fazendas onde ocorreram a Operação, com textos incitando à invasão de terras?
6- Mais perigoso ainda quando se descobre que a Liga dos Camponeses Pobres é apoiada pela histórica Liga Operária?
7- E, finalmente, para que se desgastar escondendo o sol com a peneira com tanta dialética chifrin? A quem interessa isso?
Agricultura familiar
Em quase todo o Sul do Pará, a suspensão da liminar proibindo a concessão de licenciamentos ambientais pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado, está sendo festejada pela Fetraf, entidade que teve cerca de 420 assentamentos prejudicados com a decisão anterior.
Por pouco. Muito pouco
Por um triz, Marabá escapou de estar agora no olho do furacão.
Jornal Opinião deste sábado, 24, em matéria de Edinaldo Sousa, informa:
Jornal Opinião deste sábado, 24, em matéria de Edinaldo Sousa, informa:
A vendedora ambulante Raimunda Conceição de Araújo, presa no último domingo (18), poderia ter o mesmo destino que a menor de 16 anos apreendida em Abaetetuba e obrigada a manter relações sexuais com 20 detentos. Poderia, pois o delegado regional Vicente Ferreira Gomes impediu que ela fosse recolhida na carceragem da Ala de Transição do Centro de Recuperação de Marabá.
A mulher, segundo o delegado, já tinha sido recolhida e depois de ter percebido tamanha falha determinou que ela ficasse detida na ante sala da superintendência até que a direção do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) abrisse uma vaga pra ela, o que foi feito somente na terça-feira.
Lula chama Ana
Ao meio-dia de sexta-feira, 23, a governadora Ana Júlia recebeu estimulante telefonema do presidente da República. Além de ouvir exposição detalhada dos episódios envolvendo mulheres presas em celas com detentos, Lula aproveitou para reforçar seu apoio ao governo do Pará. E não perdeu tempo: pediu para Ana se encontrar com ele terça-feira, em Brasília, levando um plano de ação para enfrentar o problema detectado em diversas delegacias do interior do Estado.
Um dia antes da audiência com o presidente, Ana Júlia será recebida pela ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. A governadora viaja na madrugada de segunda-feira.
Um dia antes da audiência com o presidente, Ana Júlia será recebida pela ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. A governadora viaja na madrugada de segunda-feira.
Dever de casa
Deputado João Salame (PPS) emplaca emendas no PPA para corrigir distorções e contemplar municípios do sul do Pará. Marabá, por exemplo, que receberia apenas 10 km de pavimentação de ruas, agora vai receber 20 km. O mesmo que Santarém e Ananindeua.
Estádio de futebol, Escola de Produção e o Hospital Materno-Infantil também receberão recursos.
Medicina
Assessoria do deputado João Salame informa: José Júlio, da Seplan, assumiu compromisso com o parlamentar de que o governo vai dar partida para a implantação do curso de Medicina da UEPA, em Marabá.
Estádio de futebol, Escola de Produção e o Hospital Materno-Infantil também receberão recursos.
Medicina
Assessoria do deputado João Salame informa: José Júlio, da Seplan, assumiu compromisso com o parlamentar de que o governo vai dar partida para a implantação do curso de Medicina da UEPA, em Marabá.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Pé na estrada
Na tarde deste sábado, Ana Júlia desembarca em Marabá para participar de dois compromissos. Um de caráter administrativo; o outro, político.
No primeiro, acompanhada da secretária de Segurança, Vera Tavares, reúne-se com o alto comando da Operação Paz no Campo para avaliação das ações empreendidas no Sul do Pará.
À noite, desloca-se 50 km até Nova Ipixuna, onde participa de comício em apoio ao candidato do PT, Cloves Avelino Ribeiro, o Clovinho, para a eleição suplementar do município, marcado pela Justiça Eleitoral, em razão da cassação do mandato do ex-prefeito Zezão (PT).
No primeiro, acompanhada da secretária de Segurança, Vera Tavares, reúne-se com o alto comando da Operação Paz no Campo para avaliação das ações empreendidas no Sul do Pará.
À noite, desloca-se 50 km até Nova Ipixuna, onde participa de comício em apoio ao candidato do PT, Cloves Avelino Ribeiro, o Clovinho, para a eleição suplementar do município, marcado pela Justiça Eleitoral, em razão da cassação do mandato do ex-prefeito Zezão (PT).
Língua inquieta
O Ministério Público não tem um calendário de visitas às delegacias de polícia para verificar a situação dos detentos? Em Abaetetuba, isso ocorreu alguma vez? E se ocorreu, no período de 30 dias em que a menor de 15 anos ficou sendo currada por vinte presos, nenhum promotor tomou conhecimento da presença da garota no ´motel´ do Estado? Ou visitas corriqueiras se resumem às perguntas de praxe ao delegado de plantao, sem necessidade do MP botar os olhos no mundo-cão existente além das grades?
Sem ofender. Sem ofender.
Sem ofender. Sem ofender.
Umas & Outras
Correndo liso
Nem tudo é escândalo, no Pará.
Para quem andava coberto de poeira e embalado por solavancos antes de trombar em algum obstáculo na estrada de chão, deliciosamente gostoso sentir o deslizar pela Pa-279. O asfalto passa um sentimento de algo novo no ar. E no horizonte.
----------
Violência
São 11h05. Aqui por Conceição corre informação de que bandidos teriam matado um motorista de ônibus que fazia o trecho Jacundá-Goianésia, numa abordagem de assalto. Verdadeira a notícia, é a primeira vez que ocorre morte de motorista em assaltos na Pa-150.
----------
Sem remédio
Por mais esforço que o prefeito de Conceição do Araguaia faça para melhorar o grau de satisfação da comunidade em relação a administração municipal, não pega. Não progride.
O Álvaro Xavier está mal. Parece mal sem cura.
-----------
Perfil urbano
Atuando como consultor do prefeito de Água Azul do Norte, o engenheiro Dário Veloso, filho do ex-prefeito de Marabá, Geraldo Veloso, tem oferecido boas idéias ao administrador. Pelo menos o desenho urbano traçado para a cidade segue uma lógica de quem entende do traçado. Só falta agora aparecer grana para a execução de obras e serviços capazes de conter os impactos sociais aguardados pelo advento dos mega projetos da CVRD na região.
-----------
O cara. De novo
O nome dele está correndo assim meio fora da raia, mas que já esteve bem mais longe. Como os motoristas de táxi são informantes confiáveis das cidades, é um deles que afirma: Wagner Fontes voltou a empolgar setores de Redenção. Pode se credenciar a disputar a eleição de 2008.
Porralouca? Desmiolado? Esperto demais? Fora de compasso?
Tudo se diz dele. Só não se pode esquecer do poder de reação sempre demonstrado pelo rapaz ao longo de sua carreira política.
Particularmente, Redenção não merece tanto.
Nem tudo é escândalo, no Pará.
Para quem andava coberto de poeira e embalado por solavancos antes de trombar em algum obstáculo na estrada de chão, deliciosamente gostoso sentir o deslizar pela Pa-279. O asfalto passa um sentimento de algo novo no ar. E no horizonte.
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Violência
São 11h05. Aqui por Conceição corre informação de que bandidos teriam matado um motorista de ônibus que fazia o trecho Jacundá-Goianésia, numa abordagem de assalto. Verdadeira a notícia, é a primeira vez que ocorre morte de motorista em assaltos na Pa-150.
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Sem remédio
Por mais esforço que o prefeito de Conceição do Araguaia faça para melhorar o grau de satisfação da comunidade em relação a administração municipal, não pega. Não progride.
O Álvaro Xavier está mal. Parece mal sem cura.
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Perfil urbano
Atuando como consultor do prefeito de Água Azul do Norte, o engenheiro Dário Veloso, filho do ex-prefeito de Marabá, Geraldo Veloso, tem oferecido boas idéias ao administrador. Pelo menos o desenho urbano traçado para a cidade segue uma lógica de quem entende do traçado. Só falta agora aparecer grana para a execução de obras e serviços capazes de conter os impactos sociais aguardados pelo advento dos mega projetos da CVRD na região.
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O cara. De novo
O nome dele está correndo assim meio fora da raia, mas que já esteve bem mais longe. Como os motoristas de táxi são informantes confiáveis das cidades, é um deles que afirma: Wagner Fontes voltou a empolgar setores de Redenção. Pode se credenciar a disputar a eleição de 2008.
Porralouca? Desmiolado? Esperto demais? Fora de compasso?
Tudo se diz dele. Só não se pode esquecer do poder de reação sempre demonstrado pelo rapaz ao longo de sua carreira política.
Particularmente, Redenção não merece tanto.
O outro
Ausente de Marabá uns dias, o poster não tem feito leitura diárias, como sempre faz, de jornais e publicações outras do Pará. Por este motivo, pede desconsiderações caso algum veículo – ou blogueiro – tenha esmiuçado o tema.
Ao que tudo indica, apenas o Cláudio Guimarães, essa figura símbolo dos esportes paraenses, citou em sua coluna do Bola, edição de quinta-feira, 22: “Nome de Vanderley Luxemburgo, notório sócio de Chico Ferreira, chegou a ser citado no julgamento dos irmãos Novelino”.
Pois é. O grande Luxemburgo, em suas andanças triunfais por Tucuruí e Parauapebas, ao lado do Ferreira, verdadeiramente tinha alguma ligação comercial com o chefe da troupe que matou os irmãos do deputado Alessandro Novelino (PMDB). O treinador pode até ter sido envolvido pelos argumentos “ encantadores” de Chico, mas que ele também não é lá boa bisca, isso se evidenciou quando ele foi investigado pelas CPIs da Câmara e do Senado que apuraram irregularidades no futebol brasileiro e teve que se defender das acusações de sonegação de impostos, falsidade ideológica e participação em negociatas envolvendo a compra e venda de jogadores de futebol.
Autêntica folha corrida.
Ao que tudo indica, apenas o Cláudio Guimarães, essa figura símbolo dos esportes paraenses, citou em sua coluna do Bola, edição de quinta-feira, 22: “Nome de Vanderley Luxemburgo, notório sócio de Chico Ferreira, chegou a ser citado no julgamento dos irmãos Novelino”.
Pois é. O grande Luxemburgo, em suas andanças triunfais por Tucuruí e Parauapebas, ao lado do Ferreira, verdadeiramente tinha alguma ligação comercial com o chefe da troupe que matou os irmãos do deputado Alessandro Novelino (PMDB). O treinador pode até ter sido envolvido pelos argumentos “ encantadores” de Chico, mas que ele também não é lá boa bisca, isso se evidenciou quando ele foi investigado pelas CPIs da Câmara e do Senado que apuraram irregularidades no futebol brasileiro e teve que se defender das acusações de sonegação de impostos, falsidade ideológica e participação em negociatas envolvendo a compra e venda de jogadores de futebol.
Autêntica folha corrida.
Freme a freme
Atualização do blog ocorrerá durante o dia, em doses lentas. Aqui no Sul do Estado, o tempo está curto, mas onde um link da TIM permitir no laptop, surge novo post.
quinta-feira, novembro 22, 2007
É de vero?
Se for mesmo pra valer, ainda dá para conter a sangria. Agora, se for apenas jogo de cena preservando o espírito de corpo da “ tropa” -, o resultado vai ser pior do que as consequências do drama vivido pela jovem nas mãos de vinte tarados numa cela de 12 m2, em Abaetetuba.
Parauapebas
O poster encontra-se em Conceição do Araguaia. Na tarde de ontem, durante quatro horas em que permaneceu em Parauapebas, conseguiu apurar não ter nenhuma procedência notícias de que outra garota teria sido colocada numa cela acompanhada de dezenas de detentos. A mulher, que também não é de menor, ficou aguns dias em cela individual.
Parauapebas
O poster encontra-se em Conceição do Araguaia. Na tarde de ontem, durante quatro horas em que permaneceu em Parauapebas, conseguiu apurar não ter nenhuma procedência notícias de que outra garota teria sido colocada numa cela acompanhada de dezenas de detentos. A mulher, que também não é de menor, ficou aguns dias em cela individual.
Festa Imodesta
Vamos homenagear
Todo aquele que nos empresta sua festa
Construindo coisas pra se cantar
Tudo aquilo que o malandro pronuncia
E o otário silência
Tudo aquilo que se dá ou não se dá
Passa pela fresta da cesta e resta a vida
Acima do coração
Que sofre com razão
A razão que volta do coração
E acima da razão a rima
E acima da rima a nota da canção
Bemol natural sustenida no ar
Viva aquele que se presta a esta ocupação
Salve o compositor popular.
Nos versos da canção de Chico Buarque, o bloger abraça todos os Músicos brasileiros. Hoje é dia de não esquecer o Músico como expressão criadora.
Salve, salve!
Todo aquele que nos empresta sua festa
Construindo coisas pra se cantar
Tudo aquilo que o malandro pronuncia
E o otário silência
Tudo aquilo que se dá ou não se dá
Passa pela fresta da cesta e resta a vida
Acima do coração
Que sofre com razão
A razão que volta do coração
E acima da razão a rima
E acima da rima a nota da canção
Bemol natural sustenida no ar
Viva aquele que se presta a esta ocupação
Salve o compositor popular.
Nos versos da canção de Chico Buarque, o bloger abraça todos os Músicos brasileiros. Hoje é dia de não esquecer o Músico como expressão criadora.
Salve, salve!
Caixa dos Caixas
O zum zum zum está correndo animado.
Determinado prefeito teria colocado caríssimo advogado em Belém para acompanhar pormenores dos depoimentos dos personagens arrolados no Caso Novelino. Teme que termine sobrando pra ele a história de R$ 4 milhões supostamente passado pelas mãos dele durante a campanha para o governo estadual.
Determinado prefeito teria colocado caríssimo advogado em Belém para acompanhar pormenores dos depoimentos dos personagens arrolados no Caso Novelino. Teme que termine sobrando pra ele a história de R$ 4 milhões supostamente passado pelas mãos dele durante a campanha para o governo estadual.
Dois pesos....
A semana, paradoxalmente, começou com dois fatos que estão marcando o governo do Estado em pontos opostos. O primeiro, a bem-sucedida Operação Paz no Campo de cumprimento de reintegração de pose, com a prisão de chefes de gangues de bandoleiros, sem registro de qualquer tipo de incidente.
Com os cuidados que um governo de inspiração popular deve ter no trato da questão, a ação dos 450 policiais em diversas fazendas está ocorrendo pacificamente. O governo cumpre com sua função institucional de dispor a força à manutenção do Estado de Direito, respeitando a integridade física das pessoas envolvidas na aventura de transgressão às leis -, estimuladas por milicianos fundamentalistas.
Com os cuidados que um governo de inspiração popular deve ter no trato da questão, a ação dos 450 policiais em diversas fazendas está ocorrendo pacificamente. O governo cumpre com sua função institucional de dispor a força à manutenção do Estado de Direito, respeitando a integridade física das pessoas envolvidas na aventura de transgressão às leis -, estimuladas por milicianos fundamentalistas.
...E várias medidas
O outro fato, por conta e graça do despreparo de policiais, transformado em escândalo nacional: o caso da garota de Abaetetuba jogada aos vinte presos para “consumo” literalmente interno.
A intensidade de sadismo dos protagonistas do ato criminoso, por si, revolta qualquer pessoa. Sob o aspecto político, um prato recheado de quitutes constatar a sua consumação em pleno governo do PT comandado por mulher, historicamente, defensora dos direitos das pessoas.
Pior de tudo é que até agora a gestão de Ana Júlia está perdendo a guerra de comunicação. Ficou como que num processo de letargia, limitando-se praticamente a divulgação de uma nota oficial quando o fato requer a participação maciça de secretários e parlamentares da base aliada explicando com veemência as atitudes de governo tomadas - se realmente foram tomadas e estão em andamento - em relação ao caso da garota violentada sexualmente.
O imobilismo lembra aquela velha expressão cabocla: “o carro se atolou-se: nem pra frente e nem pra trás”.
Ou seja, deixou de explorar positivamente o restabelecimento da ordem na zona rural e não explica de forma convincente quais decisões assumidas para esclarecer o caso de Abaetetuba e punir exemplarmente os responsáveis pelo desumano ato.
A intensidade de sadismo dos protagonistas do ato criminoso, por si, revolta qualquer pessoa. Sob o aspecto político, um prato recheado de quitutes constatar a sua consumação em pleno governo do PT comandado por mulher, historicamente, defensora dos direitos das pessoas.
Pior de tudo é que até agora a gestão de Ana Júlia está perdendo a guerra de comunicação. Ficou como que num processo de letargia, limitando-se praticamente a divulgação de uma nota oficial quando o fato requer a participação maciça de secretários e parlamentares da base aliada explicando com veemência as atitudes de governo tomadas - se realmente foram tomadas e estão em andamento - em relação ao caso da garota violentada sexualmente.
O imobilismo lembra aquela velha expressão cabocla: “o carro se atolou-se: nem pra frente e nem pra trás”.
Ou seja, deixou de explorar positivamente o restabelecimento da ordem na zona rural e não explica de forma convincente quais decisões assumidas para esclarecer o caso de Abaetetuba e punir exemplarmente os responsáveis pelo desumano ato.
Front sem defesa
Ontem, no Senado, a oposição fez a festa. A começar pelo senador José Nery (Psol), em seu duro, mas procedente discurso de apresentação do requerimento pedindo explicações ao governo sobre do crime de Abaetetuba. Como filho da terra, o político paraense deitou e rolou.
Pior foi a cena de desmantelo patrocinada pelo senador Mário Couto (PSDB), num ping-pong coadjuvado pelos seus colegas Tasso Jereissati, Jéferson Peres e Mão-Santa. Irônico, Couto bateu com violência várias vezes na base de leitura do parlatório, repetindo: - "O Pará é uma terra sem Lei".
Por exatamente 37 minutos marcados no relógio do blogger, ao assistir de madrugada a sessão gravada, os senadores desfilaram críticas. O autodidata leitor de almanaques, Mão-Santa (PMDB), fazendo comparações históricas muitas vezes distantes da realidade, chegou a dizer que “nem os nazistas chegaram a tanto de entregar uma garota judia para a virulência dos soldados de Hitler”.
A única voz tentar brecar a sede dos oposicionistas foi a do presidente interino Tião Viana
(PT). Aliás, voz, não, dedos. Com os quais o presidente em exercício cortava discursos e apartes apertando o botão de alerta ao esgoatamento de tempo dos pronunciamentos.
Ninguém defendeu a governadora.
Pior foi a cena de desmantelo patrocinada pelo senador Mário Couto (PSDB), num ping-pong coadjuvado pelos seus colegas Tasso Jereissati, Jéferson Peres e Mão-Santa. Irônico, Couto bateu com violência várias vezes na base de leitura do parlatório, repetindo: - "O Pará é uma terra sem Lei".
Por exatamente 37 minutos marcados no relógio do blogger, ao assistir de madrugada a sessão gravada, os senadores desfilaram críticas. O autodidata leitor de almanaques, Mão-Santa (PMDB), fazendo comparações históricas muitas vezes distantes da realidade, chegou a dizer que “nem os nazistas chegaram a tanto de entregar uma garota judia para a virulência dos soldados de Hitler”.
A única voz tentar brecar a sede dos oposicionistas foi a do presidente interino Tião Viana
(PT). Aliás, voz, não, dedos. Com os quais o presidente em exercício cortava discursos e apartes apertando o botão de alerta ao esgoatamento de tempo dos pronunciamentos.
Ninguém defendeu a governadora.
Aprendendo a jogar
Dia desses, o poster ouviu confissão sincera de alto membro da gestão do PT no Estado, explicando as dificuldades para decidir o rumo certo de atitudes diante dos confrontos envolvendo o setor produtivo e movimentos sociais.
- Estamos aprendendo a lidar com isso. Quase todos nós que auxiliamos a governadora, fiéis seguidores da carreira política dela, temos formação de esquerda, aprendemos a respeitar tudo o que vem das camadas populares. Diante disso, não posso negar que titubeamos quando nos defrontamos com situações em que, de um lado estão os sem-terra e, do outro, os proprietários. Temos consciência de que o governo não deve permitir o desrespeito ao direito de propriedade. Mas sabemos que esse processo não pode ser através da força irresponsável, tipo mandar bater em nossos companheiros.
Tirando capuz
Os movimentos sociais no campo estão sendo chamuscados pelo avanço de ações criminosas dos grupos radicais emergidos da esquerda. A prova disso são os métodos violentos utilizados pela chamada Liga Camponesa dos Pobres, apoiada por uma estrutura de divulgação sem precedentes. Nem o MST, em seus gloriosos tempos de maciços aportes financeiros, propagou-se utilizando tantos meios como esse movimento inspirado na LOC - Liga Operária e Camponesa -, que tem sua origem no MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro). Por todos os municípios do Sul do Pará, distribuem-se panfletos e folderes incitando agricultores a reagirem com violência contra qualquer proprietário rural.
Campanha nacional
A Liga Camponesa dos Pobres recebe apoio financeiro e de marketing da Liga Operária e Camponesa. Desde segunda-feira, o site da LOC passou a bater forte na governadora Ana Julia, responsabilizando-a por suposta violência aos invasores em Santa Maria das Barreiras. Um dos trechos da nota:
A Liga Operária repudia as violências, prisões e arbitrariedades cometidas contra os camponeses pobres do Pará. A mando da governadora Ana Júlia Carepa – PT, foi deflagrada uma operação criminosa contra o povo da região denominada “Operação Paz no Campo”, verdadeira “Operação Violência no Campo”, desencadeada desde a última segunda-feira, dia 19, pelo governo do estado, polícia militar, com apoio do exército e policia rodoviária federal.
Repudiamos as prisões violentas e arbitrárias de mais de 100 camponeses e de lideranças sindicais. Repudiamos a campanha de criminalização da Liga dos Camponeses Pobres e a campanha de terror realizada pelas hostes policiais à serviço do latifúndio.
Repudiamos veementemente a campanha histérica e reacionária movida pela imprensa burguesa, como a revista Veja e jornal Folha de São Paulo, porta-vozes dos bandidos latifundiários, da grande burguesia e bancos.
quarta-feira, novembro 21, 2007
A Liga dos pobres ricos
Nivaldo Cunha. Este o nome da fera que comanda a LCP - Liga Camponesa dos Pobres -, devidamente encarcerado no presídio de Redenção, juntamente com outras 22 pessoas ligadas ao movimento.
Manja aí, o arsenal apreendido no Sul do Pará pela Operação Paz no Campo:
37 motocicletas, a maioria sem documentos. Provavelmente roubadas;
01 caminhonete L200;
04 motosserras;
Algemas de plástico;
01 aparelho de comunicação via satélite;
Rádios transmissores;
Dezenas de capuzes;
Uniformes camuflados das forças armadas;
Silhuetas para tiro ao alvo (base de treinamento de guerrilha)
12 escopetas;
04 pistolas exclusivas da polícia;
1.500 munições dos três calibres;
03 fuzis de última geração;
Folders e panfletos da LCP com propaganda ideológica incitando à revolução agrária.
Os caras da tal liga estavam faturando grana de respeito. Por cada família, cobravam mensalmente R$ 50,00 com a promessa de fornecer-lhes segurança contra qualquer investida dos proprietários das áreas invadidas, além de recebimento de um “sinal” de mesmo valor por ocasião do cadastramento dos interessados.
Uma gang de bandidos usando a força dos movimentos sociais para grilarem terras e espalhar o terror às propriedades produtivas, desestabilizando o já inseguro negócio no campo.
Vai ver agora aparecerão entidades de defesa dos Direitos Humanos pressionando autoridades pela libertação dos bandidos, em sua maioria proprietários de terras na região.
Manja aí, o arsenal apreendido no Sul do Pará pela Operação Paz no Campo:
37 motocicletas, a maioria sem documentos. Provavelmente roubadas;
01 caminhonete L200;
04 motosserras;
Algemas de plástico;
01 aparelho de comunicação via satélite;
Rádios transmissores;
Dezenas de capuzes;
Uniformes camuflados das forças armadas;
Silhuetas para tiro ao alvo (base de treinamento de guerrilha)
12 escopetas;
04 pistolas exclusivas da polícia;
1.500 munições dos três calibres;
03 fuzis de última geração;
Folders e panfletos da LCP com propaganda ideológica incitando à revolução agrária.
Os caras da tal liga estavam faturando grana de respeito. Por cada família, cobravam mensalmente R$ 50,00 com a promessa de fornecer-lhes segurança contra qualquer investida dos proprietários das áreas invadidas, além de recebimento de um “sinal” de mesmo valor por ocasião do cadastramento dos interessados.
Uma gang de bandidos usando a força dos movimentos sociais para grilarem terras e espalhar o terror às propriedades produtivas, desestabilizando o já inseguro negócio no campo.
Vai ver agora aparecerão entidades de defesa dos Direitos Humanos pressionando autoridades pela libertação dos bandidos, em sua maioria proprietários de terras na região.
Fuuuiii!
“Quem ti conhece, não te compra”.
A máxima popular pode explicar, sem maiores delongas, o que motivou os integrantes de uma comissão da Assembléia Legislativa a não comparecem à sessão do júri que julgou os criminosos dos irmãos Novelino.
A máxima popular pode explicar, sem maiores delongas, o que motivou os integrantes de uma comissão da Assembléia Legislativa a não comparecem à sessão do júri que julgou os criminosos dos irmãos Novelino.
A cara do monstro
Outro detalhe interessante é que, no depoimento ao promotor Paulo Godinho, em 23 de outubro, Cardias também falou sobre um suposto envolvimento dos Novelino com a pistolagem, roubo de carros e adulteração de combustíveis.
Além disso, é preciso juntar a esses ingredientes as relações que Chico Ferreira possuía com uma certa igreja evangélica. E o fato de que teria até inaugurado um “templo” desses, em Belém, conforme uma fonte da Service Brasil – e algumas denominações religiosas, como se sabe, dão excelentes “lavanderias” financeiras.
Quer dizer, só a pontinha do véu já permite vislumbrar um leque de crimes: financiamento ilegal de campanhas eleitorais, por gente ligada a fraudes licitatórias e previdenciárias, que mantinha excelentes relações com suspeitos de pistolagem, roubo de carros e adulteração de combustíveis e com banquinha de jogo do bicho ligada a um dos maiores grupos paraenses do setor. Tudo temperado pelo possível “branqueamento” em nome de Deus...
Quatro parágrafos acima compõem texto da jornalista Ana Célia Pinheiro, analisando as implicações do “Caso Novelino”. Com a autoridade de quem investiga os crimes desde sua consecução, Ana se posiciona sempre à frente dos demais, seguindo pegadas e indo às entranhas do submundo. Querendo respostas a diversas indagações. Principalmente, à inquietante pergunta por ela mesmo formulada ao final de seu post, no blog Perereca da Vizinha: que monstro, afinal, se oculta debaixo desse véu?
Livre pensar, é só pensar
Afonso Klautau faz sete perguntas pertinentes, em seu blog, logicamente sem querer provocar ninguém, para quem quiser pensar no “Caso Novelino”.
01 - Quem são os advogados de defesa dos réus e os promotores e assistentes de acusação ? Não falo em nomes, falo em importância das figuras.
02 - Os irmãos Novelino - que Deus dê paz à família deles - eram ou não bandidos ?
03 - O que o Wilmar Freire fazia na casa do Luíz Araújo - genro dele - um dia após o crime ?
04 - Por que o Paulo Rocha e o Waldyr Ganzer - AINDA considero-os - não abrem a boca e fazem questão de ficar calados ?
05 - Qual o motivo do Marcelo Gabriel ter sumido ?
06 - Chico Ferreira, vizinho dos de Benfica, vai morrer? Quando ?
07 - O que o PT e o PSDB tem a ver com essa História ?
01 - Quem são os advogados de defesa dos réus e os promotores e assistentes de acusação ? Não falo em nomes, falo em importância das figuras.
02 - Os irmãos Novelino - que Deus dê paz à família deles - eram ou não bandidos ?
03 - O que o Wilmar Freire fazia na casa do Luíz Araújo - genro dele - um dia após o crime ?
04 - Por que o Paulo Rocha e o Waldyr Ganzer - AINDA considero-os - não abrem a boca e fazem questão de ficar calados ?
05 - Qual o motivo do Marcelo Gabriel ter sumido ?
06 - Chico Ferreira, vizinho dos de Benfica, vai morrer? Quando ?
07 - O que o PT e o PSDB tem a ver com essa História ?
Chega de saudades
A ida a Brasília de diretores do Sindicato Rural de Redenção pedir ao governo intervenção federal no Pará é piada de mau gosto. Pura provocação tentar retinir a corda sem ter consciência para qual lado ela vai quebrar.
Se há demora nas ações policiais para o cumprimento das reintegrações de posse, isso é perfeitamente indiscutível. Só que o Estado já promoveu diversas operações no interior das propriedades, retirando invasores que posteriormente voltaram a ocupá-las. Esta semana mesmo, cerca de 450 homens estão no Sul operando cuidadosamente o desmonte de acampamentos em terras alheias. Somente na segunda-feira, cerca de 130 pessoas foram presas em Santa Maria das Barreiras, num balanço sem precedente favorável ao Estado de Direito.
Durante doze anos de domínios tucanos, o cenário foi o mesmo. Ou pior. Quantas vezes dirigentes de sindicatos dos produtores reuniram-se para achincalhar, intramuros, Almir Gabriel e Simão Jatene... Foram várias! O poster chegou, inclusive, a assistir a alguns encontros permeados de choradeira e raivosas acusações contra “os governantes de esquerda atrelados ao MST”, diziam.
Aos desavisados, é sempre bom lembrar: o regime militar acabou exatamente quando o povo brasileiro voltou a eleger seu Presidente da República pelo voto livre da democracia. A extemporaneidade do arbítrio cheira que nem carne podre de restos de burrego deixados pelo carcará na imensidão do pasto.
Se há demora nas ações policiais para o cumprimento das reintegrações de posse, isso é perfeitamente indiscutível. Só que o Estado já promoveu diversas operações no interior das propriedades, retirando invasores que posteriormente voltaram a ocupá-las. Esta semana mesmo, cerca de 450 homens estão no Sul operando cuidadosamente o desmonte de acampamentos em terras alheias. Somente na segunda-feira, cerca de 130 pessoas foram presas em Santa Maria das Barreiras, num balanço sem precedente favorável ao Estado de Direito.
Durante doze anos de domínios tucanos, o cenário foi o mesmo. Ou pior. Quantas vezes dirigentes de sindicatos dos produtores reuniram-se para achincalhar, intramuros, Almir Gabriel e Simão Jatene... Foram várias! O poster chegou, inclusive, a assistir a alguns encontros permeados de choradeira e raivosas acusações contra “os governantes de esquerda atrelados ao MST”, diziam.
Aos desavisados, é sempre bom lembrar: o regime militar acabou exatamente quando o povo brasileiro voltou a eleger seu Presidente da República pelo voto livre da democracia. A extemporaneidade do arbítrio cheira que nem carne podre de restos de burrego deixados pelo carcará na imensidão do pasto.
Segurando o ímpeto
Há indícios de uma pause na escalada de violência. Pelo menos em algumas cidades do Sudeste, seu ímpeto arrefeceu. Se o governo do Estado conseguir viabilizar ainda este ano recursos para deslanchar operação planejada pelos setores de inteligência e guardada a sete chaves pelos órgãos de segurança, o bicho pode ser enfrentado com boas perspectivas.
terça-feira, novembro 20, 2007
Preto & Branco
Pesquisa da acadêmica catarinense Marjorie Basso concluiu que os jornais estampam pouco negros e pardos em suas fotografias. Menos do que eles representam como população no país. Pior: esses personagens aparecem, em geral, em editorias que ajudam a reforçar os preconceitos que rondam. Quase nunca se vêem fotos de negros em editorias como a de Política ou de Economia, ou mesmo nas colunas sociais.
Os jornais são racistas? Certamente, não. A sociedade é racista, discrimina, segrega.
O jornalismo de calendário redime a todos? Também não. Mas destacar as lutas por uma sociedade mais justa e equilibrada é uma pauta da qual nenhum jornal pode se desviar.
O Brasil, último país do mundo a abolir a escravidão em 1888, continua tratando mal sua população negra: menos anos de educação que os brancos, menor salário, maior desemprego, mais delinqüência, mais presos nos cárceres e menos mobilidade social.
Os descendentes dos quatro milhões de africanos que chegaram durante três séculos ao Brasil representam 48% da população, isto é, cerca de 79 milhões, mas seu lugar na sociedade está bem abaixo dos brancos. A ausência de redes pessoais impede melhor acesso a melhores oportunidades de trabalho.
Esta situação supõe um obstáculo para a mobilização social. Os jovens pobres brasileiros, em sua maioria negros, se encontram diante de escassas alternativas que lhes permitam qualquer tipo de mobilidade social ou simplesmente a sobrevivência.
Em consequência disso, a probabilidade de que um negro seja preso é 5,4 vezes maior do que um branco e 3 vezes mais do que mulato.
No Dia da Consciência Negra, é sempre bom lembrar: as cores preto e branca formam a base para a formação de todas as outras cores.
Os jornais são racistas? Certamente, não. A sociedade é racista, discrimina, segrega.
O jornalismo de calendário redime a todos? Também não. Mas destacar as lutas por uma sociedade mais justa e equilibrada é uma pauta da qual nenhum jornal pode se desviar.
O Brasil, último país do mundo a abolir a escravidão em 1888, continua tratando mal sua população negra: menos anos de educação que os brancos, menor salário, maior desemprego, mais delinqüência, mais presos nos cárceres e menos mobilidade social.
Os descendentes dos quatro milhões de africanos que chegaram durante três séculos ao Brasil representam 48% da população, isto é, cerca de 79 milhões, mas seu lugar na sociedade está bem abaixo dos brancos. A ausência de redes pessoais impede melhor acesso a melhores oportunidades de trabalho.
Esta situação supõe um obstáculo para a mobilização social. Os jovens pobres brasileiros, em sua maioria negros, se encontram diante de escassas alternativas que lhes permitam qualquer tipo de mobilidade social ou simplesmente a sobrevivência.
Em consequência disso, a probabilidade de que um negro seja preso é 5,4 vezes maior do que um branco e 3 vezes mais do que mulato.
No Dia da Consciência Negra, é sempre bom lembrar: as cores preto e branca formam a base para a formação de todas as outras cores.
Não é bem assim
Jornal O Liberal cada dia mais impossível com suas diatribes.
Sem nenhum fundamento nota dando conta de que caravana de políticos ficou falando sozinha nos corredores do Congresso ao serem ignorados, durante contatos pela agilização de tramitação do projeto do plebiscito para a criação do Estado do Carajás.
Além de apoio do presidente em exercício do Senado, Tião Viana (PT-AC), a comitiva foi incentivada pelas lideranças do PMDB, PT, e sinalização simpática de Arthur Virgilio. O líder do PSDB disse que conversará com Flexa Ribeiro sobre a questão. Como o senador paraense se mostra favorável à aprovação do plebiscito, deixando o mérito a posteriori, o líder amazonenese não deverá fazer obstáculos para colocar em pauta a matéria.
Sem nenhum fundamento nota dando conta de que caravana de políticos ficou falando sozinha nos corredores do Congresso ao serem ignorados, durante contatos pela agilização de tramitação do projeto do plebiscito para a criação do Estado do Carajás.
Além de apoio do presidente em exercício do Senado, Tião Viana (PT-AC), a comitiva foi incentivada pelas lideranças do PMDB, PT, e sinalização simpática de Arthur Virgilio. O líder do PSDB disse que conversará com Flexa Ribeiro sobre a questão. Como o senador paraense se mostra favorável à aprovação do plebiscito, deixando o mérito a posteriori, o líder amazonenese não deverá fazer obstáculos para colocar em pauta a matéria.
Nas ondas da boiada
Donos de frigoríficos terão encontro em Belém com autoridades portuárias e representantes de empresas de seguro para analisarem o que originou o afundamento de um navio em mares da Venezuela, transportando boi vivo para o Líbano, originando prejuízos de R$ 2, 2 milhões.
Borrão do epitáfio
O estoque de minério está raquítico. Para alguns, não dura 20 dias. Otimistas vão além, cravando até um mês.
Dos três alto-fornos que funcionavam a todo vapor, apenas um emite sinais de vida. A construção da quarta unidade produtiva ficou no meio da estrada, transformando-se num amontoado de ferros enferrujados.
À frente da usina, o movimento frenético de antes de centenas de caminhoneiros animando rodadas de bate papo, deu lugar ao desânimo de uns poucos gatos pingados esperando a hora de descarregar o carvão vegetal.
O principal sinal de que a Usimar arqueja, veio do setor administrativo com o anúncio da demissão dos dois principais executivos da empresa: a toda poderosa Superintendente Jane Ladeira, salário de R$ 12 mil -, além de outros benefícios não menos rendosos; e do Gerente de Compras, Moraes, salário de R$ 9 mil.
Sem contar as mais de 280 demissões ocorridas nos últimos 30 dias.
Correndo contra o tempo, Demétrius Ribeiro, diretor-presidente, luta para conseguir apresentar a documentação exigida pela Companhia Vale do Rio Doce credenciando a empresa a demonstrar sua aptidão ambiental. E não está fácil colocar as mãos na papelada.
Dos três alto-fornos que funcionavam a todo vapor, apenas um emite sinais de vida. A construção da quarta unidade produtiva ficou no meio da estrada, transformando-se num amontoado de ferros enferrujados.
À frente da usina, o movimento frenético de antes de centenas de caminhoneiros animando rodadas de bate papo, deu lugar ao desânimo de uns poucos gatos pingados esperando a hora de descarregar o carvão vegetal.
O principal sinal de que a Usimar arqueja, veio do setor administrativo com o anúncio da demissão dos dois principais executivos da empresa: a toda poderosa Superintendente Jane Ladeira, salário de R$ 12 mil -, além de outros benefícios não menos rendosos; e do Gerente de Compras, Moraes, salário de R$ 9 mil.
Sem contar as mais de 280 demissões ocorridas nos últimos 30 dias.
Correndo contra o tempo, Demétrius Ribeiro, diretor-presidente, luta para conseguir apresentar a documentação exigida pela Companhia Vale do Rio Doce credenciando a empresa a demonstrar sua aptidão ambiental. E não está fácil colocar as mãos na papelada.
Suspeitas insuspeitas
A fala da fala
O que acontecerá depois do depoimento de Marcelo Gabriel à Polícia Civil, é uma expectativa apavorante para alguns políticos paraenses.
Como foi divulgado, as datas escolhidas para a oitiva do filho do ex-governador Almir Gabriel, são 26 e 27 de novembro -, caso o MP não peça adiamento.
--------
Olhar Pinel
“Cara de Doido”. Apelido atribuído a Chico Ferreira pelo ex-fuzileiro José Marroquim.
Olhando bem, alguma dúvida?!
---------
Sentido anti-horário
A roda-viva e seus agentes vivos: irmãos Novelino emprestavam dinheiro a Chico Ferreira que emprestava aos políticos que se prestavam ao fortalecimento do lobby incestuoso de Chico Ferreira.
Nem Capone. Nem Corleone. Mais pra Bandido da Luz Vermelha.
--------
Mandamento violado
Dito por Cárdias, perante o juiz:
Deputados Paulo Rocha, Valdir Ganzer e o prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, todos do PT, seriam assassinados por não terem dado “nenhum retorno a Chico Ferreira”.
Em outras palavras: financio as campanhas, mas em troca quero isto e aquilo. Feito?
Nada feito.
---------
Made in Service
Baseado no depoimento de Marrroquin, a logística foi previamente providenciada. Na sede da Service Brasil, quando os dois criminosos chegaram “limpos”, os instrumentos cirúrgicos do crime os aguardavam: mangueiras usadas no estrangulamento, tambores e armas.
O que acontecerá depois do depoimento de Marcelo Gabriel à Polícia Civil, é uma expectativa apavorante para alguns políticos paraenses.
Como foi divulgado, as datas escolhidas para a oitiva do filho do ex-governador Almir Gabriel, são 26 e 27 de novembro -, caso o MP não peça adiamento.
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Olhar Pinel
“Cara de Doido”. Apelido atribuído a Chico Ferreira pelo ex-fuzileiro José Marroquim.
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Sentido anti-horário
A roda-viva e seus agentes vivos: irmãos Novelino emprestavam dinheiro a Chico Ferreira que emprestava aos políticos que se prestavam ao fortalecimento do lobby incestuoso de Chico Ferreira.
Nem Capone. Nem Corleone. Mais pra Bandido da Luz Vermelha.
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Mandamento violado
Dito por Cárdias, perante o juiz:
Deputados Paulo Rocha, Valdir Ganzer e o prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, todos do PT, seriam assassinados por não terem dado “nenhum retorno a Chico Ferreira”.
Em outras palavras: financio as campanhas, mas em troca quero isto e aquilo. Feito?
Nada feito.
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Made in Service
Baseado no depoimento de Marrroquin, a logística foi previamente providenciada. Na sede da Service Brasil, quando os dois criminosos chegaram “limpos”, os instrumentos cirúrgicos do crime os aguardavam: mangueiras usadas no estrangulamento, tambores e armas.
O que pode dizer uma carta
Fazia muito tempo o poster não via uma carta, essa nostálgica e poética mídia escrita ainda sobrevivendo em plena Era Digital. No final da tarde de segunda-feira, 19, o homem lia uma com muita dificuldade, auxiliado pelo colega sentado ao lado, debaixo de uma árvore.
Aguardando a chegada de um amigo no alpendre de sua residência rural, enquanto o mesmo vinha de São Domingos do Araguaia, ali perto, o blogger contemplava a cena. Dava pra ver que o destinatário é semi-analfabeto. Rosto cheio de rusgas e uma grossa barba branca por fazer, soletrando as palavras, ele terminou entregando as duas folhas de papel ao colega mais jovem, que se aventurou a decifrar as mal traçadas linhas, também com dificuldades.
Os olhos fundos do senhor fitavam um ponto qualquer, enquanto ouvia, puxando longas tragadas do pau-ronca feito minutos antes.
- ... Porque desde quando tu foi embora, só Deus e eu sabe o que nós passa.
Pigarreou, meio sem jeito, antes de dizer:
- Só agora ela diz isso, depois do que fez...
Os olhos do rapaz mais novo se fixaram por um instante na face barbada do destinatário da carta, e depois tornaram vagos, para a extensão da rodovia Transamazônica, na tarde que partia, devagar. Um suspiro profundo do colega provocou comoção constrangida ao senhor, depois de ouvir a observação:
- Acho que ela só quer que tu vá lá ver ela e os filhos.
Pegando a carta, o homem de barbas brancas voltou sobre seus passos e se foi, lento e curvado, quase abstrato, em direção ao curral, enquanto, numa árvore na lateral direita da casa, um passarinho emitia um canto cinzento. Sonora solidão.
Aguardando a chegada de um amigo no alpendre de sua residência rural, enquanto o mesmo vinha de São Domingos do Araguaia, ali perto, o blogger contemplava a cena. Dava pra ver que o destinatário é semi-analfabeto. Rosto cheio de rusgas e uma grossa barba branca por fazer, soletrando as palavras, ele terminou entregando as duas folhas de papel ao colega mais jovem, que se aventurou a decifrar as mal traçadas linhas, também com dificuldades.
Os olhos fundos do senhor fitavam um ponto qualquer, enquanto ouvia, puxando longas tragadas do pau-ronca feito minutos antes.
- ... Porque desde quando tu foi embora, só Deus e eu sabe o que nós passa.
Pigarreou, meio sem jeito, antes de dizer:
- Só agora ela diz isso, depois do que fez...
Os olhos do rapaz mais novo se fixaram por um instante na face barbada do destinatário da carta, e depois tornaram vagos, para a extensão da rodovia Transamazônica, na tarde que partia, devagar. Um suspiro profundo do colega provocou comoção constrangida ao senhor, depois de ouvir a observação:
- Acho que ela só quer que tu vá lá ver ela e os filhos.
Pegando a carta, o homem de barbas brancas voltou sobre seus passos e se foi, lento e curvado, quase abstrato, em direção ao curral, enquanto, numa árvore na lateral direita da casa, um passarinho emitia um canto cinzento. Sonora solidão.
segunda-feira, novembro 19, 2007
Armados até os cabelos
A Liga dos Camponeses Pobres começou a ser desbaratada. O saldo da Operação Paz no Campo é grande.
A coluna do poster no Diário do Pará desta terça-feira conta detalhes de como foi o primeiro dia da ação dos órgãos de segurança no conjunto de cinco fazendas que integram a Forkilha, em Santa Maria das Barreiras.
Tem muita gente presa. E armamentos pesados.
Escândalo nacional!
A coluna do poster no Diário do Pará desta terça-feira conta detalhes de como foi o primeiro dia da ação dos órgãos de segurança no conjunto de cinco fazendas que integram a Forkilha, em Santa Maria das Barreiras.
Tem muita gente presa. E armamentos pesados.
Escândalo nacional!
"Mula" de agiota
Pela primeira vez se toma conhecimento de uma prática ´criada´ pelo obscuro submundo dos agiotas: o atravessador da operação. É o que acabou de contar o réu Chico Ferreira ao juiz Raimundo Moisés Flexa, no tribunal do Júri, em Belém, descrevendo como funcionava o mecanismo de empréstimo de grana para financiar campanhas eleitorais.
O mais incrível que se pode tirar do depoimento do acusado de ter mandado matar os irmãos Novelino era a sua intenção, em conjunto com os assassinados, de montar uma factoring - empresa constituída legalmente para emprestar dinheiro.
Fácil deduzir o quanto os três (Chico e os dois irmãos) mantinham relações comerciais de sólidas ramificações.
Como se diz popularmente: farinha do mesmo saco.
O mais incrível que se pode tirar do depoimento do acusado de ter mandado matar os irmãos Novelino era a sua intenção, em conjunto com os assassinados, de montar uma factoring - empresa constituída legalmente para emprestar dinheiro.
Fácil deduzir o quanto os três (Chico e os dois irmãos) mantinham relações comerciais de sólidas ramificações.
Como se diz popularmente: farinha do mesmo saco.
Estado combate terrorismo
Começou às primeiras horas da manhã desta segunda-feira a Operação Paz no Campo, desenvolvida pelos órgãos de segurança com um contingente de 450 homens na fazenda Forkilha, no município de Santa Maria das Barreiras. Até às 10h10, já haviam sido presos sete invasores integrantes da chamada Liga dos Camponeses Pobres, supostamente treinada por remanescentes do Sendero Luminoso, portando armas e capuzes utilizados nas ações terroristas.
Pelo menos, 30 mandados de prisão deverão ser cumpridos até o final do dia na fazenda, transformada em símbolo de afirmação dos movimentos de ocupação -, conforme registra o site “A Nova Democracia”, de apoio às invasões, ao descrever que “a tomada foi planejada. (...) As famílias de camponeses sem terra ou com pouca terra foram cadastradas e organizadas em grupos, principalmente na cidade paraense de Redenção. Foram dezenas de reuniões de grupos, assembléias e reuniões de estudo para preparar a entrada na área. E 1100 famílias se cadastraram”.
Pelo menos, 30 mandados de prisão deverão ser cumpridos até o final do dia na fazenda, transformada em símbolo de afirmação dos movimentos de ocupação -, conforme registra o site “A Nova Democracia”, de apoio às invasões, ao descrever que “a tomada foi planejada. (...) As famílias de camponeses sem terra ou com pouca terra foram cadastradas e organizadas em grupos, principalmente na cidade paraense de Redenção. Foram dezenas de reuniões de grupos, assembléias e reuniões de estudo para preparar a entrada na área. E 1100 famílias se cadastraram”.
Inteligência em campo
O sucesso até agora da Operação Paz no Campo segue planejamento dos serviços de inteligência da Polícia Civil, cujos agentes permaneceram na região do entorno de Redenção levantando os focos de atuação da chamada Liga dos Camponeses Pobres.
Na sexta-feira, o blog antecipou que não seria surpresa “se novos fatos ocorressem nas próximas horas na região”, omitindo, logicamente pelo seu caráter sigiloso, detalhes da operação que já estava sendo deslanchada naquele momento.
O blogger tem um colaborador no meio dos órgãos de segurança para informar detalhes da ação que tem por objetivo prender os integrantes da liga camponesa.
Na sexta-feira, o blog antecipou que não seria surpresa “se novos fatos ocorressem nas próximas horas na região”, omitindo, logicamente pelo seu caráter sigiloso, detalhes da operação que já estava sendo deslanchada naquele momento.
O blogger tem um colaborador no meio dos órgãos de segurança para informar detalhes da ação que tem por objetivo prender os integrantes da liga camponesa.
Junte tudo o que é seu...
Bernardino Santos é quem diz na edição de domingo de O Liberal: “Acabou mesmo, o romance da governadora Ana Julia com o aviador Mário Teixeira. Por enquanto, ela não pensa em novo relacionamento amoroso”.
Degradação em Carajás
Com fotos ilustrando pequenos textos intermediários, o blog Kuarto Poder denuncia a Companhia Vale do Rio Doce de praticar crime ambiental em Carajás.
Se as imagens correrem o mundo...
Se as imagens correrem o mundo...
Sensibilidade feminina
Quem conhece a contextualização do pensamento da deputada federal Bel Mesquita (PMDB) não estranha depoimento como o que ela concedeu ao Diário do Pará a respeito da explosão demográfica esperada para os próximos três anos em Parauapebas, Canaã dos Carajás, Marabá e entorno, à reboque dos grandes projetos da Companhia Vale do Rio Doce:
“Se, de um lado, os grandes projetos trazem a chance de crescimento, por outro é inegável o grande vazio de investimentos sociais. Precisamos de uma sensibilidade que está além do investimento financeiro. O Pará precisa investir em educação para que o saber faça a diferença no dia que acabar o minério”.
Bel Mesquita sempre defendeu esse ponto de vista. O blogger conhece a sua preocupação com a questão educacional. Observem quando ela diz: (...) para que o saber faça a diferença no dia que acabar o minério.
É a preocupação com o futuro das atuais gerações.
Quando foi prefeita, Bel investiu muito em Educação. Consolidou o Centro Universitário local e levou dignidade às salas de aulas do Ensino Fundamental.
Seus opositores negam isso. Os fatos, não!
“Se, de um lado, os grandes projetos trazem a chance de crescimento, por outro é inegável o grande vazio de investimentos sociais. Precisamos de uma sensibilidade que está além do investimento financeiro. O Pará precisa investir em educação para que o saber faça a diferença no dia que acabar o minério”.
Bel Mesquita sempre defendeu esse ponto de vista. O blogger conhece a sua preocupação com a questão educacional. Observem quando ela diz: (...) para que o saber faça a diferença no dia que acabar o minério.
É a preocupação com o futuro das atuais gerações.
Quando foi prefeita, Bel investiu muito em Educação. Consolidou o Centro Universitário local e levou dignidade às salas de aulas do Ensino Fundamental.
Seus opositores negam isso. Os fatos, não!
domingo, novembro 18, 2007
Na parede, uma fotografia
Muito já se escreveu sobre a Guerrilha do Araguaia, a mais extensa e prolongada obra de resistência ao regime militar. De todos os ângulos, há versões de quem viveu a luta de um lado e de outro. Ninguém tem dúvidas: a Guerrilha do Araguaia se encadeia a muitas outras lutas de nosso povo ao longo dos tempos, entre as quais se incluem passagens memoráveis como a Revolta da Chibata, Quilombo dos Palmares, Cabanagem, Contestado, Canudos, Guararapes, Revolução dos Alfaiates, o Levante de 1935 e, atualmente, os movimentos dos que lutam por terra.
O tema vem à baila depois que vi, neste sábado, antiga foto mostrada por amigo contemporâneo em que aparecemos, ao lado de outros cinco colegas da mesma idade, com cara de espantados, assistindo na Praça Duque de Caxias, em Marabá, dois militares do Exército e um colegial hasteando o Pavilhão Nacional diante do busto de Caxias.
A foto registra um período em que os fatos, ocorridos à época, despertaram em mim a curiosidade de descobrir as razões que levavam nossa pequena e isolada cidadezinha, protegida no máximo por um destacamento de dez PMs, a ser invadida por milhares de soldados das três Forças Armadas. No verso da fotografia escrito com bonitas letras, a data de 25 de novembro de 1970.
Forçando a memória deu para lembrar daquela distante manhã, uma hora antes da solenidade na praça, em que estávamos sentados na beira-rio observando com olhares de incredulidade o que se passava do outro lado do Tocantins. A cidade toda estava ali.
De uma aeronave da Força Aérea Brasileira pára-quedistas se lançavam ao espaço tendo como destino a Praia do Tucunaré, reduzida a um pequeno banco de areia devido a cheia do rio que começava a tufar naquele mês de novembro. Antes de pisarem em solo, um dos saltadores, provavelmente o líder do grupo, desfralda uma bandeira do Brasil, que depois é conduzida até uma embarcação onde um outro militar a recebe dos pára-quedistas. O barco atravessa o rio e pára bem no porto onde nos encontrávamos assistindo tudo sem saber o que realmente se passava.
Solenemente, um militar desce da embarcação e entrega a bandeira a um oficial do Exército, que se desloca então em direção à praça Duque de Caxias. Nós e o restante da cidade, seguindo-o de perto.
Em frente ao prédio onde hoje funciona a Câmara Municipal, a bandeira é repassada a um estudante de um escola do município que, ao som do Hino Nacional, procede ao hasteamento do Pavilhão. Neste momento, alguém bateu a foto que eu nem sabia de sua existência.
Muitos anos depois tomei conhecimento: aquela solenidade de significado cívico materializou o fim da primeira grande operação militar realizada pelas forças armadas brasileiras na Amazônia, empregando efetivos das três Armas de várias unidades do país, na chamada Operação Carajás 70. A movimentação se constituiu numa espécie de adestramento conjunto dos militares e numa ação de presença e de dissuasão.
O general Emilio Médici tinha informações superficiais da presença de um foco de guerrilha rural na região conhecida como "Bico do Papagaio".
Um ano e meio depois, em abril de 1972, os jovens e sonhadores militantes do PCdoB passaram a ser combatidos na região.
O tema vem à baila depois que vi, neste sábado, antiga foto mostrada por amigo contemporâneo em que aparecemos, ao lado de outros cinco colegas da mesma idade, com cara de espantados, assistindo na Praça Duque de Caxias, em Marabá, dois militares do Exército e um colegial hasteando o Pavilhão Nacional diante do busto de Caxias.
A foto registra um período em que os fatos, ocorridos à época, despertaram em mim a curiosidade de descobrir as razões que levavam nossa pequena e isolada cidadezinha, protegida no máximo por um destacamento de dez PMs, a ser invadida por milhares de soldados das três Forças Armadas. No verso da fotografia escrito com bonitas letras, a data de 25 de novembro de 1970.
Forçando a memória deu para lembrar daquela distante manhã, uma hora antes da solenidade na praça, em que estávamos sentados na beira-rio observando com olhares de incredulidade o que se passava do outro lado do Tocantins. A cidade toda estava ali.
De uma aeronave da Força Aérea Brasileira pára-quedistas se lançavam ao espaço tendo como destino a Praia do Tucunaré, reduzida a um pequeno banco de areia devido a cheia do rio que começava a tufar naquele mês de novembro. Antes de pisarem em solo, um dos saltadores, provavelmente o líder do grupo, desfralda uma bandeira do Brasil, que depois é conduzida até uma embarcação onde um outro militar a recebe dos pára-quedistas. O barco atravessa o rio e pára bem no porto onde nos encontrávamos assistindo tudo sem saber o que realmente se passava.
Solenemente, um militar desce da embarcação e entrega a bandeira a um oficial do Exército, que se desloca então em direção à praça Duque de Caxias. Nós e o restante da cidade, seguindo-o de perto.
Em frente ao prédio onde hoje funciona a Câmara Municipal, a bandeira é repassada a um estudante de um escola do município que, ao som do Hino Nacional, procede ao hasteamento do Pavilhão. Neste momento, alguém bateu a foto que eu nem sabia de sua existência.
Muitos anos depois tomei conhecimento: aquela solenidade de significado cívico materializou o fim da primeira grande operação militar realizada pelas forças armadas brasileiras na Amazônia, empregando efetivos das três Armas de várias unidades do país, na chamada Operação Carajás 70. A movimentação se constituiu numa espécie de adestramento conjunto dos militares e numa ação de presença e de dissuasão.
O general Emilio Médici tinha informações superficiais da presença de um foco de guerrilha rural na região conhecida como "Bico do Papagaio".
Um ano e meio depois, em abril de 1972, os jovens e sonhadores militantes do PCdoB passaram a ser combatidos na região.
Genoíno delatou?
Em 2004, Sebastião Curió, personagem ativo da Guerrilha do Araguaia, durante entrevista a mim concedida em seu gabinete de prefeito de Curionópolis, concluída a pauta, contou que prendeu José Genoíno, no Bico do Papagaio, ao encontrá-lo perambulando numa estrada, maltrapilho e esfomeado. Cansado, o atual deputado federal do PT não teria ensaiado qualquer reação.
Em seu depoimento, Curió conta que depois de dar refeição ao prisioneiro, o obrigou a escrever numa folha de papel os nomes dos guerrilheiros que ainda se encontravam vivos na mata. Genoíno atendeu às ordens e, de próprio punho, entregou os sobreviventes.
A prisão e eliminação de outros guerrilheiros teriam ocorrido posteriormente em função da Carta-Delação de José Genoíno, disse o prefeito.
A carta, em poder até hoje do ex-major Luquini – codinome de Curió na guerrilha -, teria sido, inclusive, usada durante um pronunciamento que Genoíno faria da tribuna da Câmara Federal, desancando o passado do então também deputado federal Sebastião Curió.
Ao tomar conhecimento, através de outro parlamentar, do discurso do ex-guerrilheiro, Curió teria puxado a carta do fundo do baú e mostrado a mesma a Genoíno, com a observação de que seu conteúdo seria lido tão logo o petista concluísse o anunciado pronunciamento. Que não teve.
Em seu depoimento, Curió conta que depois de dar refeição ao prisioneiro, o obrigou a escrever numa folha de papel os nomes dos guerrilheiros que ainda se encontravam vivos na mata. Genoíno atendeu às ordens e, de próprio punho, entregou os sobreviventes.
A prisão e eliminação de outros guerrilheiros teriam ocorrido posteriormente em função da Carta-Delação de José Genoíno, disse o prefeito.
A carta, em poder até hoje do ex-major Luquini – codinome de Curió na guerrilha -, teria sido, inclusive, usada durante um pronunciamento que Genoíno faria da tribuna da Câmara Federal, desancando o passado do então também deputado federal Sebastião Curió.
Ao tomar conhecimento, através de outro parlamentar, do discurso do ex-guerrilheiro, Curió teria puxado a carta do fundo do baú e mostrado a mesma a Genoíno, com a observação de que seu conteúdo seria lido tão logo o petista concluísse o anunciado pronunciamento. Que não teve.
O que dá pra rir, dá pra chorar
A partir de 1º de janeiro próximo, o governo do Tocantins ativará em praça pública um grande calendário com mostragem diária da contagem regressiva da chegada a Palmas da Ferrovia Norte Sul, cuja construção segue em ritmo acelerado à altura de Colinas. O chamado Corredor Centro Norte envolve todos os segmentos sociais do vizinho Estado em torno de debates sobre o desenvolvimento estratégico e indução da economia local ao longo da FNS.
A propaganda oficial é ufanista: “O Tocantins vive um novo tempo”.
A configuração do crescimento econômico tem como suporte central a confiabilidade no Estado através do aumento da geração de energia elétrica, início da produção de biodiesel e da implementação de um sistema de transporte multimodal. Em quatro anos, investiu-se ali R$ 2,7 bilhões em obras e equipamentos, equivalente a 43% da receita estadual, a maior entre os estados da federação.
Recentemente, durante Fórum de Crescimento do Estado realizado em Araguatins, debatedores expuseram cenários da geração hidrelétrica, o multiuso dos reservatórios, perspectivas da produção de álcool e biodiesel, projetos hidroagrícolas, visão de mercado para o biodiesel, além das propostas de desenvolvimento sustentável. A Ferrovia Norte-Sul e seu papel indutor de desenvolvimento foram abordados como temas específicos, inseridos também como alternativas multimodais de logística do Tocantins para o Corredor Centro Norte.
O otimismo de lá faz contraponto ao pessimismo de cá. Pelo menos no Sul do Estado, onde todos as atividades econômicas denunciam explicitamente a perda de rotas. Os planos de expansão das plantas produtivas deram lugar ao desalento.
A reação precisa ser urgente. Ou o fardo a ser carregado exigirá pelo menos décadas de reconstruçao.
A propaganda oficial é ufanista: “O Tocantins vive um novo tempo”.
A configuração do crescimento econômico tem como suporte central a confiabilidade no Estado através do aumento da geração de energia elétrica, início da produção de biodiesel e da implementação de um sistema de transporte multimodal. Em quatro anos, investiu-se ali R$ 2,7 bilhões em obras e equipamentos, equivalente a 43% da receita estadual, a maior entre os estados da federação.
Recentemente, durante Fórum de Crescimento do Estado realizado em Araguatins, debatedores expuseram cenários da geração hidrelétrica, o multiuso dos reservatórios, perspectivas da produção de álcool e biodiesel, projetos hidroagrícolas, visão de mercado para o biodiesel, além das propostas de desenvolvimento sustentável. A Ferrovia Norte-Sul e seu papel indutor de desenvolvimento foram abordados como temas específicos, inseridos também como alternativas multimodais de logística do Tocantins para o Corredor Centro Norte.
O otimismo de lá faz contraponto ao pessimismo de cá. Pelo menos no Sul do Estado, onde todos as atividades econômicas denunciam explicitamente a perda de rotas. Os planos de expansão das plantas produtivas deram lugar ao desalento.
A reação precisa ser urgente. Ou o fardo a ser carregado exigirá pelo menos décadas de reconstruçao.
Miragem nos trilhos
Lúcio Flávio Pinto, em edição do Jornal Pessoal da primeira quinzena de novembro, denuncia pessimismo em relacão a construção do trecho Açailândia-Belém da Ferrovia Norte-Sul. Ao analisar a compra pela Companhia Vale do Rio Doce da concessão da FNS, o jornalista diz:
"Pelo andar do trem, ele (o trecho) não chegará a Belém, ao contrário do que se previa (ou se queria por aqui). Dificilmente também no discurso oficial, só de fachada a Norte-Sul é um projeto do governo. Quem a concebeu foi a Valec, originalmente uma empresa controlada pela CVRD, depois repassada, com mala e cuia, para a administração federal. Ficou a marca dos interesses da Vale, que monta um sistema de transporte ferroviário sem similar no país, todovoltado para drenar as riquezas do país".
Na sexta-feira, o blogger ouviu influente técnico da Ahitar (Administraçao da Hidrovia Araguaia-Tocantins), aqui no anonimato para preservá-lo de pressões políticas, reforçar as preocupações contidas no artigo de LFP.
O corredor multimodal de transporte do Vale do Araguaia está se consolidando como uma das principais estratégias para o desenvolvimento da Região Nordeste do Tocantins, incluída rapidamente no processo de produção agrícola de larga escala.
As principais alternativas para acelerar a consolidação do corredor são compostas pela BR-158, as Hidrovias Araguaia - Rio das Mortes e Tocantins e a Ferrovia Norte-Sul.
O colaborador diz que antes da Companhia Vale do Rio Doce adquirir a concessão da ferrovia, o projeto de esticá-la até Belém aparecia como objetivo principal da maioria dos debates até então realizados. “Estranhamente, na última semana, recebemos sinalização de gente importante do Ministério dos Transportes de que provavelmente alguns aspectos do traçado da FNS podem ser rediscutidos”, conta.
O governo reforçou, no entanto, a disposição de continuar acelerando a liberação de recursos para a conclusão da BR-158, que permitirá o transporte da produção até o Porto de Itaqui, no Maranhão; a ligação da Ferronorte com a ferrovia Norte Sul, cuja conclusão fará a ligação com o Porto de Santos (SP). Agora com a participação direta da CVRD.
Do jeitinho que o Lúcio conta na extensão da matéria do JP.
"Pelo andar do trem, ele (o trecho) não chegará a Belém, ao contrário do que se previa (ou se queria por aqui). Dificilmente também no discurso oficial, só de fachada a Norte-Sul é um projeto do governo. Quem a concebeu foi a Valec, originalmente uma empresa controlada pela CVRD, depois repassada, com mala e cuia, para a administração federal. Ficou a marca dos interesses da Vale, que monta um sistema de transporte ferroviário sem similar no país, todovoltado para drenar as riquezas do país".
Na sexta-feira, o blogger ouviu influente técnico da Ahitar (Administraçao da Hidrovia Araguaia-Tocantins), aqui no anonimato para preservá-lo de pressões políticas, reforçar as preocupações contidas no artigo de LFP.
O corredor multimodal de transporte do Vale do Araguaia está se consolidando como uma das principais estratégias para o desenvolvimento da Região Nordeste do Tocantins, incluída rapidamente no processo de produção agrícola de larga escala.
As principais alternativas para acelerar a consolidação do corredor são compostas pela BR-158, as Hidrovias Araguaia - Rio das Mortes e Tocantins e a Ferrovia Norte-Sul.
O colaborador diz que antes da Companhia Vale do Rio Doce adquirir a concessão da ferrovia, o projeto de esticá-la até Belém aparecia como objetivo principal da maioria dos debates até então realizados. “Estranhamente, na última semana, recebemos sinalização de gente importante do Ministério dos Transportes de que provavelmente alguns aspectos do traçado da FNS podem ser rediscutidos”, conta.
O governo reforçou, no entanto, a disposição de continuar acelerando a liberação de recursos para a conclusão da BR-158, que permitirá o transporte da produção até o Porto de Itaqui, no Maranhão; a ligação da Ferronorte com a ferrovia Norte Sul, cuja conclusão fará a ligação com o Porto de Santos (SP). Agora com a participação direta da CVRD.
Do jeitinho que o Lúcio conta na extensão da matéria do JP.
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