sexta-feira, janeiro 19, 2007

Pânico

Empresário do sudeste do Pará de forte relação com o deputado Alessandro Novelino está preocupado com a decisão do parlamentar de peitar o processo de escolha da futura mesa diretora da Assembléia. Textualmente, a frase aí é dele, empresário:

- O Alessandro está parecendo menino-do-buchão comprando essa briga besta que só problemas trará a todos nós, inclusive a seus familiares.


Em tempo: o empresário tem muitos negócios na região e depende hoje da força política de Alessandro junto ao governo do Estado e ao PMDB, para continuar nadando de braçadas.

Cara feia

O ex-deputado Joércio Barbalho não está nada satisfeito com a demora de sua nomeação a um cargo no Detran. Consta que na manha de hoje ele teria subido os baldes, “puto da vida”, como conta a fonte.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Travessia

Frederico Morbach, filho de Augusto, é pai de Wilson, Mirtes, Marise, Augusto, Helena e Tatiana – uma talentosa prole divinamente escalada para vivenciar a vida com a alma coberta de paixão, inteligência e vocação pra fazer o bem.
Frederico herdou a arte de criar do pai Augusto, para mim, um dos maiores artistas plásticos do mundo. Com Fred tomei todos os porres homéricos num tempo em que a Internet não havia chegado e nossas conspirações noturnas nem tinham pressa de acabar. Escrevemos declarações de amor, cantamos Milton, divagamos sobre poemas de Augusto dos Anjos remoendo os versos “Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga. Escarra nesta boca que te beija!".
Vivíamos felizes nossa boemia e nem sabíamos que ela uma hora teria fim.
Um dia Frederico se foi, e deixou órfã uma leva de gente que aprendeu a amar aquele carinha fisicamente frágil, mas bom de briga na caneta. Frederico representou muito na minha formação profissional.
Esta semana tomei conhecimento de que a sua musa amada, mulher e amante - dona Íris, está dodói. Ela que não podia dar um espirro mais alterado que deixaria o marido em sobressaltos, dodói de ficar agora na cama -, causando preocupações aos filhotes paparicas. E a todos nós seus amigos. Daqui – como adorava fazer Frederico brincando com as palavras -, me manifesto torcendo para que tudo não passe apenas de um susto. Daquele que nos toma de assalto pra deixar depois todo mundo morrendo de rir do espanto.

Os ventos sopram

Em Maraba, o Correio do Tocantins, desta terça-feira deu a seguinte informação:

Apesar de inédita, cena ocorrida na noite da última sexta-feira não surpreendeu pessoas do meio político: o prefeito Sebastião Miranda e o deputado federal Asdrúbal Bentes no mesmo palanque. Foi na inauguração da Praça Menino Jesus, na Folha 33. Os dois, primeiro, trocaram um abraço e em seguida discursaram no palanque armado no novo logradouro, diante de centenas de populares e, lógico, do grupo político do prefeito, entre eles a maioria dos vereadores.
Consultado sobre a cena inusitada, Asdrúbal respondeu: "Quero dizer a vocês que a minha política é dessa forma. Nós somos adversários políticos até o momento da eleição, depois disso, eleito o prefeito e os vereadores, para mim - é claro que os partidos continuam- mas o único partido existente na verdade é o município de Marabá".
Não é de hoje que se fala em reaproximação entre os dois políticos, mas esse clima amistoso, dizem os mais próximos, tem raiz em outra esfera: a estadual. Segundo essa teoria, Tião - hoje no PTB - estaria de malas prontas para se filiar ao PMDB, a convite de Jader Barbalho. Com isso, Asdrúbal Bentes ingressaria na próxima disputa para prefeito de Marabá não mais como oposição e sim como candidato à sucessão, com total apoio da máquina administrativa, e com Tião no seu palanque. Em troca, Tião receberia apoio para a disputa a deputado federal em 2010, completando-se assim a inversão de papéis.
Ainda na Folha 33, Asdrúbal lembrou ter garantido R$ 487 mil para obras de drenagem e calçamento, da qual faz parte trecho naquela folha e citou Josué Bengtson (PTB) como responsável pela verba da praça.

Cocada preta

A ser verdade o que disse Dionísio Gonçalves, professor de São Domingos do Araguaia que em menos de dois anos passou a ser a “estrela” de setores educacionais de Marabá, as tendências do PT não tiveram nenhuma ingerência na indicação de Irene Ribeiro para a 4ª URE. Em entrevista à imprensa local, o rapaz cantou de galo, garantindo ser de responsabilidade da chamada Comissão de Estudos Educacionais de Marabá, a qual ele é o dirigente-mor, o controle do órgão. “Nossa Comissão está ligada diretamente a governadora Ana Julia, sem que tenhamos qualquer vínculo com a Democracia Socialista ou PT pra Valer”, disse.

Deslocamento de liderança

Empolgado por ser agora “responsável pelo controle da 4ª URE”, Dionísio Gonçalves discursou na posse de Irene Ribeiro revelando que formou base em 87 municípios paraenses durante visitas que fez a 107, em 2006, razão maior de seu prestígio atual junto a governadora paraense. Ele se considera tão fortalecido, à frente da chamada Comissão de Estudos Educacionais, que esperava indicar dirigentes para dirigir pelo menos dez das dezoito Unidades Regionais, mas que está se dando por satisfeito em controlar seis unidades.
Pelo que deduz das palavras de Dionísio Gonçalves, as tradicionais lideranças do Partido dos Trabalhadores perderam qualquer tipo de influência junto a governadora, entre elas a deputada Bernadete Caten e Ademir Martins, um dos fundadores do partido no Sul do Pará.

"Primeiro-Ministro"

Já batizado por alguns professores de “Primeiro-Ministro” da governadora Ana Julia no Sul do Pará, Dionísio Gonçalves anunciou que exerce influência até em Redenção, onde a Comissão de Estudos indicou dois secretários municipais na recente reforma administrativa promovido pelo prefeito JPC, inclusive o de Educação.
Na velocidade que está indo, o rapaz chega logo-logo a cargos bem mais altos do que imaginam os petistas de plantão.

Todo prosa

Dionísio Gonçalves desceu em Marabá, procedente de Belém para dar posse à Irene Ribeiro, cercado de “auxiliares” não menos empolgados do que ele, anunciando que o professor atualmente é o aliado de Ana Julia com mais prestígio no governo. Provocada, uma professora confessou que Dionísio pode se candidatar à prefeitura de Marabá ou aguardar um pouco mais para disputar uma cadeira à Assembléia Legislativa. Quem se mostrava mais contagiada com o surgimento da “nova liderança”era a professora Bertolina Santos, integrante da Comissão de Estudos Educacionais e indicada para integrar o grupo que fará avaliação da aplicação do Fundeb no Estado – conforme revelou. Para ela, Dionísio é a liderança que os professores tanto sonhavam e que pode ser um futuro representante da classe em algum cargo político de Marabá.

domingo, janeiro 14, 2007

Submergindo

Quem mergulhou foi a deputada estadual Bernadete ten Caten (PT) após mal-sucedidos contatos para a nomeação de pessoas de sua confiança a cargos do primeiro e segundo escalões. Ligada ao PT Pra Valer, Caten enfrenta a oposição de Ademir Martins, da DS, com quem vem travando queda-de-braço pelo controle dos principais órgãos do governo no Sul do Pará. Pelo menos em Marabá, Ademir leva ligeira vantagem ao nomear a professora Irene para a 4ª Unidade de Ensino. Com apoio de Valdir Ganzer, secretário de Transportes e da mesma corrente, Bernadete pode ganhar a chefia da Setran em Marabá.

Candidatíssima

Bernadete Caten, apoiada pelo marido Luiz Carlos Pies, secretário-adjunto da Sepof, monta estrutura para disputar a prefeitura de Marabá, em 2008, enfrentando o favoritismo do deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB), que atualmente aparece em todas as pesquisas como o preferido dos marabaenses. Se as eleições fossem já, não haveria adversário para suplantá-lo. Duas vezes candidata derrotada a prefeita, Caten acha que chegou a vez de disputar a prefeitura em condições de igualdade, caso receba apoio de Ana Júlia. Como ninguém sabe as relações futuras de PMDB e PT na coalizão em fase de montagem pela governadora, tudo pode acontecer – menos Bernadete chegar em 2008 com sua candidatura plenamente abençoada pelo atual governo: Ademir Martins, da DS, tem pretensões de disputar a prefeitura, ou pelo menos influir no processo, desde que os ventos não soprem favoráveis a Caten.