Agosto de 2006. N a cabeceira de uma mesa, encontra-se Almir Gabriel, recém confirmado em convenção candidato a governador do Pará com a fácil missão de vencer em primeiro turno. Completando a rodada, cinco empresários do Sul do Pará. O assunto gira em torno da importância da candidatura do tucano para o desenvolvimento do Estado e contribuição para a campanha de cada um dos convidados.
Arrogante e dono da situação, Gabriel deixa claro que não quer doação através de Caixa Dois. “Quem quiser contribuir que o faça legalmente, mas mesmo assim não quero nada para a minha campanha e sim ajuda aos nossos candidatos proporcionais”.
Os convidados quase nada falam, apenas ouvem. E saem do encontro até certo ponto tranqüilos por não terem sido pressionados a ralar o bucho buscando dinheiro para o poderoso Almir. Mais: saem também impressionadas com a segurança do candidato quanto a vitória tranqüila que lhe aguarda dentro de 60 dias.
sábado, dezembro 16, 2006
Cena Dois
Cinco dias depois do resultado do primeiro turno. Em uma sala de escritório em Belém, ao lado de Sérgio Leão, um nervoso Almir Gabriel recebe cinco empresários do Sul do Pará - quase os mesmos integrante da reunião de agosto. Depois de uma análise rápida da eleição, tenso e desapontado, Gabriel pede licença para, em sala ao lado, atender outra comitiva do interior que lhe aguarda
Sérgio Leão toca a audiência pedindo empenho a todos e o que puderem arrecadar em dinheiro. “Sem dinheiro, corremos o risco de perder; e perder para uma pessoa despreparada e sem equipe para dirigir este Estado. O que será de vocês investidores e desse projeto de desenvolvimento do Pará?”, pergunta, com intenção de processar lavagem cerebral.
Sérgio Leão toca a audiência pedindo empenho a todos e o que puderem arrecadar em dinheiro. “Sem dinheiro, corremos o risco de perder; e perder para uma pessoa despreparada e sem equipe para dirigir este Estado. O que será de vocês investidores e desse projeto de desenvolvimento do Pará?”, pergunta, com intenção de processar lavagem cerebral.
Cena Três
Naquele momento da reunião tensa, a “União pelo Pará” necessitava de R$ 1 milhão para quitar compromissos inadiáveis. Ao ser revelado o valor da “mala preta”, de repente, um dos convivas dispara:
- “Mas apenas R$ 1 milhão? Isso é uma vergonha. Temos condições de dar cada um é esse valor, e não ficar correndo atrás de mixaria!!!”, brada, com firme propósito de impressionar, o audacioso investidor.
- “Se tu quiseres dar R$ 1 milhão, tu tiras do teu bolso, que eu não vou dar esse valor. Tu tiras do teu, do teu!” Reage mais nervoso ainda outro empresário, com dedo em riste do parrudo provocador.
O mal estar se instala. Sérgio Leão desajeitado na cabeceira tenta colocar a situação sob controle. Minutos depois o encontro chega ao final com o grupo se responsabilizando de arrecadar, pelo menos, R$ 500 mil.
- “Mas apenas R$ 1 milhão? Isso é uma vergonha. Temos condições de dar cada um é esse valor, e não ficar correndo atrás de mixaria!!!”, brada, com firme propósito de impressionar, o audacioso investidor.
- “Se tu quiseres dar R$ 1 milhão, tu tiras do teu bolso, que eu não vou dar esse valor. Tu tiras do teu, do teu!” Reage mais nervoso ainda outro empresário, com dedo em riste do parrudo provocador.
O mal estar se instala. Sérgio Leão desajeitado na cabeceira tenta colocar a situação sob controle. Minutos depois o encontro chega ao final com o grupo se responsabilizando de arrecadar, pelo menos, R$ 500 mil.
Cena Quatro
Fora do escritório do PSDB, os cinco investidores realizam encontro para articular a arrecadação da grana. Na discussão um terceiro empresário decide mudar o rumo dos fatos ao fazer a seguinte colocação:
- Vocês acham que estamos agindo com sensatez de levantar R$ 500 mil só para o Almir? Esses caras estão desesperados porque sentem que perderam a eleição. Eu só libero minha cota se for levantado o mesmo valor de R$ 500 mil para a Ana Julia. Se vocês não concordarem, minha participação na campanha do Almir está suspensa.
Dois dias depois o grupo levanta R$ 1 milhão e divide em cotas iguais: R$ 500 mil para Ana Júlia e o mesmo valor para o candidato tucano.
- Vocês acham que estamos agindo com sensatez de levantar R$ 500 mil só para o Almir? Esses caras estão desesperados porque sentem que perderam a eleição. Eu só libero minha cota se for levantado o mesmo valor de R$ 500 mil para a Ana Julia. Se vocês não concordarem, minha participação na campanha do Almir está suspensa.
Dois dias depois o grupo levanta R$ 1 milhão e divide em cotas iguais: R$ 500 mil para Ana Júlia e o mesmo valor para o candidato tucano.
JCP, o breve
Ninguém deve prognosticar resultados eleitorais com bastante tempo de antecedência de qualquer disputa, nem mesmo próximo a ela. O dinamismo dos fatos e os humores voláteis do eleitorado costumam desdizer previsões. Mas há situações em que a ojeriza popular ganha proporções tão grandiosas que o futuro de determinados homens públicos fica selado preaturamente. A incompetência estigmatiza-se.
É o caso de Jorge Paulo, administrador de Redenção, mais conhecido por JPC, filiado ao PMDB. O distinto prefeito está se transformando na Geni do Sul e levando à reboque o restinho de respeito que tinha ainda até mesmo de alguns vereadores, tanto que dentro da Câmara não se fala em outra coisa senão na cassação de seu mandato.
A má gestão do prefeito-fazendeiro é, de longe, a pior de todas da região. Para quem assumiu o cargo garantindo que ficaria ali oito anos e depois elegeria sem dificuldades o próprio sucessor, pelo andar da carruagem o estouvado alcaide se terminar seus quatro anos será por puro milagre.
É o caso de Jorge Paulo, administrador de Redenção, mais conhecido por JPC, filiado ao PMDB. O distinto prefeito está se transformando na Geni do Sul e levando à reboque o restinho de respeito que tinha ainda até mesmo de alguns vereadores, tanto que dentro da Câmara não se fala em outra coisa senão na cassação de seu mandato.
A má gestão do prefeito-fazendeiro é, de longe, a pior de todas da região. Para quem assumiu o cargo garantindo que ficaria ali oito anos e depois elegeria sem dificuldades o próprio sucessor, pelo andar da carruagem o estouvado alcaide se terminar seus quatro anos será por puro milagre.
Quem me quer
Ao final de mandato dos atuais parlamentares que não conseguiram reeleger-se, restará inicialmente à deputada Elza Miranda (PSDB) enfrentar o difícil processo de ressocialização, traumático caminho de readaptação ao dia a dia dos mortais de políticos que deixam a vida pública pela vontade popular. Quem já passou por isso, diz que é o pior dos calvários.
Mas como o mundo é hoje e o amanhã é só um amanhã, Elza iniciou mobilização para dar seus primeiros passos da vida sem mandato. Que não quer dizer vida sem partido. Tanto que a deputada pensa seriamente em ir para o PMDB.
Mas como o mundo é hoje e o amanhã é só um amanhã, Elza iniciou mobilização para dar seus primeiros passos da vida sem mandato. Que não quer dizer vida sem partido. Tanto que a deputada pensa seriamente em ir para o PMDB.
Será o Benedito?
Tem aquela bem antiga segundo a qual “onde há fumaça, existe fogo”. Pois não é que está crescendo a falação de que o prefeito de Marabá estaria com o pé no PMDB? O blog anda checando esse furdunço, mas até agora não confirmou nada. Nem Jader Barbalho foi sondado sobre o assunto. Pelo menos é a garantia de uma fonte ligada ao presidente do PMDB -, como se fosse do estilo de Barbalho conversar com os próximos sobre suas estratégias.
Verdade ou mentira, os rumores estão na praça. E Sebastião Miranda (PTB) “tô nem aí pro que der e vier”.
Verdade ou mentira, os rumores estão na praça. E Sebastião Miranda (PTB) “tô nem aí pro que der e vier”.
Prefeito-asfalto
É bom dizer também que Sebastião Miranda não é chegado a aventuras. O status quo dele é restrito praticamente a ele mesmo e só ele. Entre deixar o PTB que ele domina e faz o que bem entende para assentar-se em qualquer outro partido normalmente cheio de “generais”, o prefeito prefere ficar de bubuia onde está. Até porque não disputa nada na eleição de 2008.
Fora desse quadro, viabilizar sua migração para outra legenda só mesmo diante de facilidades de obtenção de recursos para sua administração, preferencialmente, dinheiro, muita grana, para pavimentação de ruas. O “prefeito-asfalto” quer ser deputado federal e até 2010, muito chão ainda tem por pisar.
Fora desse quadro, viabilizar sua migração para outra legenda só mesmo diante de facilidades de obtenção de recursos para sua administração, preferencialmente, dinheiro, muita grana, para pavimentação de ruas. O “prefeito-asfalto” quer ser deputado federal e até 2010, muito chão ainda tem por pisar.
Duas frentes
Carro-chefe das pretensões dos governos do PSDB no Sudeste do Pará, Sebastião Miranda sempre teve uma relação conflituosa com Almir Gabriel e Simão Jatene. Mais com o segundo, é verdade. Entre tapas e beijos, convivia antiga aproximação com Almir desde os tempos da campanha deste para o Senado. Mas os três, por questão de sobrevivência, se aturavam. E se queriam como nas relações “bandidas” dos cabarés -, onde, na manhã seguinte, “já não se vale nada, página virada, descartada do folhetim’-nos lembra bem Chico.
Implodido o projeto de 20 anos de poder dos tucanos, o prefeito de Marabá carregará por muito tempo julgamento crítico consensual de seus aliados e adversários, segundo os quais Tião só trabalha para ele mesmo, e o resto é detalhe.
Nesse jogo em que o prefeito de Marabá tentará sobreviver politicamente, a partir de janeiro, quando um governo de coalizão assume o controle do Pará, de um lado, ele terá o irmão Newton Miranda, proeminência da direção do PCdoB, partido aliado de primeira hora de Ana Júlia, a lhe socorrer nos contatos institucionais; de outro, a reaproximação cada vez mais consolidada com seu recente adversário Asdrúbal Bentes, deputado federal reeleito e dono de quase 30 mil votos em Marabá.
Asdrúbal não nega respeito à atuação de Sebastião Miranda como prefeito realizador de obras e que por isso não hesitaria em levá-lo para o PMDB ou fazer todo sacrifício para ajudá-lo a terminar os dois anos que ainda lhe restam à frente da prefeitura.
Poderoso padrinho de políticos até a última eleição de outubro, Tião passa agora à condição de humilde afilhado, mas com a poderosa arma de ser ainda o maior eleitor do município.
Implodido o projeto de 20 anos de poder dos tucanos, o prefeito de Marabá carregará por muito tempo julgamento crítico consensual de seus aliados e adversários, segundo os quais Tião só trabalha para ele mesmo, e o resto é detalhe.
Nesse jogo em que o prefeito de Marabá tentará sobreviver politicamente, a partir de janeiro, quando um governo de coalizão assume o controle do Pará, de um lado, ele terá o irmão Newton Miranda, proeminência da direção do PCdoB, partido aliado de primeira hora de Ana Júlia, a lhe socorrer nos contatos institucionais; de outro, a reaproximação cada vez mais consolidada com seu recente adversário Asdrúbal Bentes, deputado federal reeleito e dono de quase 30 mil votos em Marabá.
Asdrúbal não nega respeito à atuação de Sebastião Miranda como prefeito realizador de obras e que por isso não hesitaria em levá-lo para o PMDB ou fazer todo sacrifício para ajudá-lo a terminar os dois anos que ainda lhe restam à frente da prefeitura.
Poderoso padrinho de políticos até a última eleição de outubro, Tião passa agora à condição de humilde afilhado, mas com a poderosa arma de ser ainda o maior eleitor do município.
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Peba emplaca dois secretários
Milton Schneider e André Farias representarão Parauapebas no primeiro escalão do governo Ana Júlia. Como já foi amplamente divulgado, o primeiro ocupará a Emater, e André a estratégica secretaria de Integração Regional. Milton foi candidato a deputado estadual do prefeito Darci Lermen enquanto Farias até bem pouco tempo dirigia a Seplan do município.
Darci consegue emplacar dois secretários e se fortalece como prefeito de acesso fácil a futura governadora.
Darci consegue emplacar dois secretários e se fortalece como prefeito de acesso fácil a futura governadora.
Prefeituras fechadas
As prefeituras de Parauapebas e Marabá entrarão de recesso dia 20 de dezembro. O retorno às atividades ocorre dia 3 de janeiro. Esta nota é mais voltada aquelas pessoas que tem negócios em órgãos ligados a essas prefeituras, e que moram em outras localidades.
João & Maria & Sivuca
Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no meu mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim
(Sivuca–Chico Buarque)
Sou obrigado a parar tudo, em pleno meio-dia desta sexta-feira (15) para prestar minha homenagem a Sivuca, um dos poucos ídolos que ainda preservo da música brasileira – inclua-se aí também João Bosco. Tomei um susto quando me disseram da morte dele em João Pessoa, aos 76 anos.
Antes de sentar-aqui aqui diante do laptop quis ouvir o CD “Terra Esperança” onde o mestre do acordeom se encontra magistralmente com seu ídolo Valtinho do Acordeom, também paraibano, e mostram a versatilidade instrumental nos foles dos sete ou 120 baixos tocando juntos pela primeira e única vez, “De Bom Grado”, composição de Sivuca e Glória Gadelha, obra que deu a ele o Prêmio Tim de Música de 2005 na categoria de melhor arranjador.
Ouço de olhos fechados, e viajo no tempo imaginando como esse inigualável sanfoneiro (instrumentista ou compositor) contribuiu para alçar a música nordestina às salas de conserto do mundo inteiro, se apresentando nos Estados Unidos, Europa e Ásia, com a mesma simplicidade com que soube consagrá-la nas feiras de mangaio e nos pés-de-serra deste Brasil-de-Meu-Deus.
O som que vem de Deus
Ouvir o toque sanfoneiro de Severino Dias de Oliveira, nascido em Itabaiana, é incorporar dentro da gente uma pluralidade sonora que somente gênios do quilate de Sivuca conseguem organizar -, ponteando rica variedade de ritmos e vozes, que vão de Clara Nunes, Chico Buarque e outros cantores ao sopro dos metais do Quinteto da Paraíba ou da Metalúrgica Filipéia, com seus trombones, teclados e percussão.
Você que está me lendo aí agora experimenta ouvir “Visitando Zabelê” (CD “Terra Esperança”) e me diz se não há na imensa floresta de sons do mestre de Itabaina o trotar de um xote pé-de-serra! Só ele faz isso, misturando acordeom, violinos e violoncelos, em fragmentos de tudo: baião, modinha, maracatu, xaxado, molejo de um samba, tom moleque de nordestino raspapé, tocando o rebanho de suas origens.
Vai mais adiante. Escuta todo o CD e também me diz, depois que os instrumentos se calam, ao fim de incríveis diálogos, se não vem a certeza de que com Sivuca é assim: tocou, tem harmonia. Pode ser flauta com pandeiro, pífano com sax-tenor, sanfona com violoncelo, percussão com viola, não importa.
A alma musical de Sivuca nasceu para viver nas esferas da harmonia com o mundo e a arte.
Meus respeitos e adoração, saudoso mestre.
Você que está me lendo aí agora experimenta ouvir “Visitando Zabelê” (CD “Terra Esperança”) e me diz se não há na imensa floresta de sons do mestre de Itabaina o trotar de um xote pé-de-serra! Só ele faz isso, misturando acordeom, violinos e violoncelos, em fragmentos de tudo: baião, modinha, maracatu, xaxado, molejo de um samba, tom moleque de nordestino raspapé, tocando o rebanho de suas origens.
Vai mais adiante. Escuta todo o CD e também me diz, depois que os instrumentos se calam, ao fim de incríveis diálogos, se não vem a certeza de que com Sivuca é assim: tocou, tem harmonia. Pode ser flauta com pandeiro, pífano com sax-tenor, sanfona com violoncelo, percussão com viola, não importa.
A alma musical de Sivuca nasceu para viver nas esferas da harmonia com o mundo e a arte.
Meus respeitos e adoração, saudoso mestre.
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Volta triunfal
O estilo “generoso” de governar dos tucanos, entre tantas maldades praticadas durante doze anos, alcançou em plano segundo turno da eleição o cargo do Cel. Henrique Coelho, que dirigia o policiamento da PM no sudeste do Pará, lotado em Marabá. O oficial foi demitido da função acusado de fazer campanha para a então candidata Ana Júlia. Puxa-sacos de plantão, desesperados diante da derrota que se anunciava, viram na postura profissional do coronel alguém que não se mostrava disposto a sair pelos quartéis pedindo votos para Gabriel.
Agora, justiça se faz: Henrique Coelho ocupará a Casa Militar da futura governadora.
Agora, justiça se faz: Henrique Coelho ocupará a Casa Militar da futura governadora.
Pelo menos um
Milton do PT, candidato a deputado estadual não eleito, deve assumir a Emater. Pelo menos é o que se anuncia entre assessores do prefeito Darci Lermen depois do encontro deste com a governadora eleita Ana Júlia no início da noite de quarta-feira. Para quem lutava por espaço no primeiro escalão, sem sucesso, a hipotética ida de Milton para o órgão não deixa de ser uma vitória do prefeito de Parauapebas considerando que o Sul do Pará até agora não foi contemplado com nenhuma nomeação de vulto - à exceção da entrega da coordenação do programa "Pará Rural" ao ex-gerente Regional do Ibama, Ademir Martins, também ainda não confirmada.
Carne podre
Até bem pouco tempo orgulhosos dirigentes do PSDB de Marabá, envergonhados agora eles se escondem e dizem não ter nada a ver com a legenda. Fazem questão de anunciar não pertencer mais ao quadro e, no escurinho das reuniões escondidas, procuram nomes a quem entregar o partido. Quem se habilita?
Força para dividir
A confirmação de Francisco das Chagas para a secretaria de Obras do Estado reforçará o time dos deputados estaduais defensores do Estado de Carajás, na futura Assembléia Legislativa. Primeiro suplente, Parsifal Pontes (PMDB), com seu discurso vibrante, estenderá a luta divisionista para a tribuna. Os defensores do Estado de Carajás vibram com mais um soldado no parlamento.
Decepção
Se Ademir Martins não for confirmado na coordenação do “Pará Rural, uma coisa é certa: o Sul do Pará cobrará falta de representativa na equipe de governo. O que faltou? Articulação das lideranças regionais junto à governadora eleita?
Sem um pio
A Câmara de Marabá elegeu sua nova mesa diretora, nesta quarta-feira, cantando o estribilho “sem choro e nem vela”. Durante a semana que antecedeu a eleição a imprensa anunciou o interesse de quatro vereadores disputar a presidência: Miguelito Gomes (candidato de Sebastião Miranda, o prefeito), Julia Rosa, Leodato Marques e Sebastião Ferreira. Na hora do “vamos ver”, só uma chapa registrou participação. De quem? Ora, a de Miguelito, com as bênçãos do prefeito de Marabá. A “oposição” escafedeu-se.
Pará Rural
Até as 19 horas, era dado como certo o nome do ex-gerente do Ibama no Sul do Pará, Ademir Martins, para gerenciar o programa “Pará Rural”, ambicioso projeto de distribuição de benefícios para o campo com recursos da ordem de cem milhões de dólares garantidos pelo governo federal. Caso seja confirmada mesmo a escolha de Ademir, será este o único representante do Sul do Pará em área estratégica do governo Ana Julia.
Amizade antiga
Ademir Martins é amigo de longas datas de Ana Júlia e coordenador no Sul do Pará da DS, corrente do PT liderada no Estado pela futura governadora, e um dos raros remanescentes dos grupos de luta que enfrentaram a ditadura na região. Fundador do MDB e depois do PT no sudeste do Pará, Ademir Martins tem perfil discreto e é, comprovadamente, político honesto refratário a qualquer tipo de bandalheira que envolva dinheiro público. Em todos os cargos pelos quais passou, esse comportamento dele é avalizado por correligionários e adversários.
Ser escolhido para coordenar programa da magnitude do”Pará Rural” é a prova de que Ademir Martins goza da confiança irrestrita de Ana Júlia, não só pelas suas qualidades morais mas, principalmente, pela firmeza de propósitos com que sempre defendeu o nome da governadora eleita no Sul do Pará.
Ser escolhido para coordenar programa da magnitude do”Pará Rural” é a prova de que Ademir Martins goza da confiança irrestrita de Ana Júlia, não só pelas suas qualidades morais mas, principalmente, pela firmeza de propósitos com que sempre defendeu o nome da governadora eleita no Sul do Pará.
Sintonia geral
Caso seja realmente confirmado no cargo, Ademir Martins conhece filosoficamente a base do programa “Pará Rural” devido a sua estreita ligação com o futuro secretário de Planejamento Carlos Guedes, com quem trocou figurinhas nos últimos cinco meses a respeito da dimensão do projeto e de seus efeitos para o desenvolvimento das comunidades agrícolas do Estado. Delegado no Pará do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Guedes é um dos ideólogos do programa e seu defensor intrínseco.
Parauapebas
Até as 18 horas de hoje o prefeito de Parauapebas articulava gestões para tentar emplacar o ex-candidato a deputado estadual Milton do PT no primeiro escalão de governo. Darci Lermen jogava todas as fichas apostando na força do cargo que ocupa e na amizade que tem com Ana Julia.
terça-feira, dezembro 12, 2006
Temporários temporão
A encrenca judicial surgida da negociação do Ministério Público com o governo do Estado sobre os servidores temporários é antiga, vem vindo aí aos trancos e barrancos -, mas para a futura administração do Pará o caso não poderia ser mais extemporâneo devido as circunstância que Ana Júlia pegará o barco. Primeiro, na área educacional, devido a displicência com que Simão Jatene e trupe “gerenciaram” o imbróglio, sem avançar a necessária urgência que o caso exigia para a substituição dos temporários pelo concursados, a bomba explodirá no colo de Ana Júlia.
Aulas sem professores
Falta de professores foi a tônica do governo Jatene. Nos municípios cujas escolas estão sob a gestão da 4ª Unidade Regional de Educação, o ano letivo está terminando na marra. Há casos de turmas que tiveram matérias ministradas por até cinco professores, contratados de forma improvisada e muitos até com serviços prestados em sala de aula sem receber até hoje pelo trabalho oferecido. Uma bagunça herdada da gestão Rosa Cunha, decididamente a pior secretária de Educação dos últimos tempos, que deu uma significativa contribuição para piorar os níveis da baixíssima qualidade do ensino paraense.
Anarquia institucionalizada
Não se conhece município no sudeste que não tenha vivido as agruras de presenciar seus jovens desmotivados em sala de aula por ausência de professor, apesar do esforço de diretores em busca de apoio na capital sem, no entanto, obter resultados. Atualmente, é grande o numero de escolas do ensino básico com seu corpo docente formado basicamente por temporários. Pergunta-se: a negativa da Justiça de prorrogar prazo para as demissões destes e conseqüente contratação dos concursados não pode provocar um caos no setor educacional, agravando ainda mais a sua débil realidade? Haverá tempo suficiente para a Seduc, a partir de janeiro, cobrir todos os flancos abertos até o inicio do período letivo-2007? E se essas demandas não forem resolvidas a tempo, mais uma vez a juventude paraense é quem pagará o pato? Ou a “gazeta” involuntária?
Não é bem assim
A militância da deputada estadual eleita Bernadete Caten (PT) esbarra o porter numa churrascaria de Nova Ipixuna para desdizer o que não foi dito aqui no blog quanto a provável não ida da futura parlamentar para a secretaria de Educação. Nem mesmo a assessoria de Ana Júlia oficializou ainda quem ficará no cargo, a não ser notas de jornais e blogueiros fundamentadas em fontes, certamente ligadas ao futuro governo. Os pit bulls de Bernadete garantem que exigiram de Zé Geraldo e Valdir Ganzer pressão total para a secretaria ser destinada a ela. Mas como a caneta está na mão de Ana Júlia, somente esta pode dar a palavra final.
Cena municipal
Lideranças comunitárias ligadas à base política de Bernadete ten (“t” minúsculo mesmo) Caten ratificaram ao blog que ela tem um projeto educacional pronto para ser executado, caso assuma a Seduc e que Ana Júlia cometeria grave erro político se não colocasse no primeiro escalão um representante do Sul do Pará, região que lhe deu vitórias indiscutíveis na maioria dos 38 municípios. Segundo aquelas lideranças, no momento, Bernadete é o nome de maior densidade do PT para ocupar um cargo.
Fidelidade
Só tem um detalhe: no Sudeste do Pará, a liderança de maior trânsito junto a Ana Júlia é o ex-gerente do Ibama, Ademir Martins, amigo de longas datas da governadora eleita e coordenador regional da DS. Não seria surpresa se Ademir aparecesse de última hora representando a região no primeiro escalão. As divergências históricas do grupo de Ademir com o de Bernadete contribuem também para a animosidade dessa disputa de espaço,que tem foco principal voltado para a disputa da prefeitura de Marabá, em 2008.
Ver para crer
Tem gente do PT dizendo que as listas dos prováveis secretários de Ana Júlia divulgadas em jornais e blogs ainda podem aparecer com nomes substituindo os que já foram revelados. Uma fonte faz a seguinte previsão: a DS deverá ter no mínimo doze secretarias. A ver.
E agora?
Uma pausa para inclusão deste post depois da vitória de Zeca Araújo para a vaga do TCM, em eleição realizada agora a pouco na AL. A derrota de Mário Cardoso deverá colocar a Unidade na Luta de arma em punho, exigindo de novo a secretaria de Educação que estaria praticamente reservada a Edilza Fontes (DS). Meio campo embolado.
Óia eu, aqui de novo!
Mais de uma semana sem atualizar o blog, é passar dos limites e correr o risco de não permitir a decolagem deste espaço como mais um hábito de leitura de todos aqueles que adoram informação. O diabo é que o porter estava fora de circuito atendendo compromissos profissionais inadiáveis. Aos poucos, tentarei colocar a casa em ordem, pontificando, sempre, pedidos de desculpas.
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