sábado, outubro 02, 2010
E os outros?!
No bojo das preocupações do Ministério Público com a falada "falsidade ideológica" supotamente representada na candidatura a deputado federal do palhaço Tiririca, Ademir Braz, no Quaradouro, reproduz sugestões do Altamiro Borges encaminhadas ao respeitado parquet.
Comitê de Ana Júlia é atacado
O comitê central da candidata à reeleição ao governo, Ana Júlia Carepa (PT), foi atacado na madrugada de hoje. Homens armados ameaçaram seguranças e quebraram três vidraças do prédio, por volta de 4h30. Neste momento, a perícia da Polícia Civil está no prédio, que fica entre as avenidas Nove de Janeiro e Gentil. Está sendo verificado se foi levado material de campanha. Os homens chegaram em duas motos, com as placas encobertas, seguidas de um veículo Pálio, que lhes dava cobertura. A imprensa poderá obter mais informações no local, neste momento.
Fonte: Assessoria de imprensa da candidata
Flamengo rumo à Série B
Quando Zico assumiu a diretoria Executiva de Futebol do Flamengo, comentando a nova contratação rubro-negra em rodada de cerva com dois irmãos, fiz um prognóstico pessimista:
- O Zico não tem estrutura emocional para suportar as bandalheiras que a banda podre do Flamengo tem em suas entranhas.
Eu tinha convicção disso.
Tanto tinha, não fiz um comentário de esperança aqui no blog, quando ele assumiu o cargo.
Mais longe que cheguei, foi reproduzir, sem incluir nenhum comentário, uma longa entrevista dele.
A presidência de Patrícia Amorim, ao contrário, me deu mais esperança de transformação do Mengão em um clube moderno, do que a chegada de Zico.
Sua vitória nos encheu de satisfação, e alguns atos dela saudei aqui, alegremente.
Patrícia vinha demonstrando sensibilidade política e coragem para enfrentar a máfia formada dentro do clube por conselheiros e ex´dirigentes da gang de Márcio Braga e Kleber Leite.
Esse perfil destemido, ela revelou no rastro de uma campanha eleitoral suja, na qual a moça enfrentou preconceitos e ataques nojentos construídos pelos comissários da bandalha rubro-negra, culminando sua retumbante vitória.
Só que nem bem durou seu mandato, Patrícia sucumbe às pressões, agindo de forma dúbia, e deixando Zico ao relento, cercado pelas feras.
Zico não tem traquejo político, não manuseia os fatos ao sabor de interesses que não sejam aqueles traçados para atingir objetivos concretos. E honestos.
Quando o Conselho Fiscal, presidido por um arremedo de gente chamado Leonardo Ribeiro - malandramente alcunhado de "Capitão Leo" -, decidiu peitar a liderança de Zico, a querida Patrícia tirou o tapete do galinho.
Sacanagem de potentosa grandeza.
A saída de Zico antecipa problemas bem mais graves que ele enfrentaria dentro de um clube com múltiplas tendências internas (é o PT dos clubes brasileiros), quase todas construídas a partir da patifaria-malandra-cariosa responsável pelos rombos milionários causando à saúde financeira rubro-negra.
Com débitos próximos a R$ 800 milhões, o clube está quebrado e seus ex-dirigentes ricos.
Decididamente, Zico não deveria estar no meio dessa podridão.
Inda mais desprotegido por aquela que deveria lhe dar todo apoio para ajudar o clube a sanear moralmente suas entranhas.
O Flamengo só se salva se cair à Série B do Brasileiro.
Esse é o caminho.
Porque com a queda, podem cair também a catrevagem e a esmorecida Patrícia, agora assinante de um atestado de decepção diante da Nação Rubro-Negra, ajoelhando-se, covarde, aos pés da máfia mandatária.
- O Zico não tem estrutura emocional para suportar as bandalheiras que a banda podre do Flamengo tem em suas entranhas.
Eu tinha convicção disso.
Tanto tinha, não fiz um comentário de esperança aqui no blog, quando ele assumiu o cargo.
Mais longe que cheguei, foi reproduzir, sem incluir nenhum comentário, uma longa entrevista dele.
A presidência de Patrícia Amorim, ao contrário, me deu mais esperança de transformação do Mengão em um clube moderno, do que a chegada de Zico.
Sua vitória nos encheu de satisfação, e alguns atos dela saudei aqui, alegremente.
Patrícia vinha demonstrando sensibilidade política e coragem para enfrentar a máfia formada dentro do clube por conselheiros e ex´dirigentes da gang de Márcio Braga e Kleber Leite.
Esse perfil destemido, ela revelou no rastro de uma campanha eleitoral suja, na qual a moça enfrentou preconceitos e ataques nojentos construídos pelos comissários da bandalha rubro-negra, culminando sua retumbante vitória.
Só que nem bem durou seu mandato, Patrícia sucumbe às pressões, agindo de forma dúbia, e deixando Zico ao relento, cercado pelas feras.
Zico não tem traquejo político, não manuseia os fatos ao sabor de interesses que não sejam aqueles traçados para atingir objetivos concretos. E honestos.
Quando o Conselho Fiscal, presidido por um arremedo de gente chamado Leonardo Ribeiro - malandramente alcunhado de "Capitão Leo" -, decidiu peitar a liderança de Zico, a querida Patrícia tirou o tapete do galinho.
Sacanagem de potentosa grandeza.
A saída de Zico antecipa problemas bem mais graves que ele enfrentaria dentro de um clube com múltiplas tendências internas (é o PT dos clubes brasileiros), quase todas construídas a partir da patifaria-malandra-cariosa responsável pelos rombos milionários causando à saúde financeira rubro-negra.
Com débitos próximos a R$ 800 milhões, o clube está quebrado e seus ex-dirigentes ricos.
Decididamente, Zico não deveria estar no meio dessa podridão.
Inda mais desprotegido por aquela que deveria lhe dar todo apoio para ajudar o clube a sanear moralmente suas entranhas.
O Flamengo só se salva se cair à Série B do Brasileiro.
Esse é o caminho.
Porque com a queda, podem cair também a catrevagem e a esmorecida Patrícia, agora assinante de um atestado de decepção diante da Nação Rubro-Negra, ajoelhando-se, covarde, aos pés da máfia mandatária.
Qual Marina, é a verdadeira?
Sociólogo-político, Emir Sader faz algumas considerações pertinentes acerca das intenções de Marina Silva. Segundo ele, " a mídia está passando uma imagem platônica da Marina, que não tem nada a ver. Na hora em que teve de enfrentar uma luta concreta, a Marina ficou contra os povos indígenas.
E explica, referindo-se a acusação de biopirataria praticada pela Natura, cujo presidente (Guilherme Leal) é vice na chapa presidencial da acreaca:
À pergunta da repórter Conceição Lemes, da Viomundo, "quem é a Marina real, a resposta de Emir:
Para ler a entrevista inteira, aqui.
E explica, referindo-se a acusação de biopirataria praticada pela Natura, cujo presidente (Guilherme Leal) é vice na chapa presidencial da acreaca:
- O registro de frutas tropicais da Amazônia feito, com fins comerciais, pela Natura, cujo presidente Guilherme Leal é o vice da chapa verde. A Marina ficou do lado dele contra os interesses e os saberes naturais dos povos indígenas, dos povos da Amazônia, ao dizer que a Justiça é que decidiria.
Tenho dúvidas sobre a “preocupação” ecológica da empresa. Qual a política salarial dela? Qual a política para exploração dos recursos naturais? Qual a política da propriedade intelectual? Eu não vejo nada de significativo na prática social dela, que pudesse ter um caráter ecológico. A questão ecológica não é só preservar a floresta e os animais em extinção. Essa visão é muito pobre, reducionista.
Curiosamente, até sair do governo Lula, a Marina era o diabo para a imprensa. Dizia que ela era quem mais prejudicava os projetos econômicos com suas picuinhas ideológicas. Essa mesma mídia, agora, exalta a Marina, numa clara instrumentalização, que ela aceita de bom grado. Quando se fala da Marina real, do Serra real, aí é que se vê a verdadeira dimensão deles.
À pergunta da repórter Conceição Lemes, da Viomundo, "quem é a Marina real, a resposta de Emir:
No Fórum Social Mundial, ouvimos o tempo todo que a questão ecológica é transversal. Ou seja, assim como na época anterior da esquerda se achava que a questão capital-trabalho cruzava tudo, a ecologia cruzaria tudo.
Logo, a graça da campanha da Marina seria fazer uma campanha em que ecologia cruzasse tudo. Só que ela deixou de ter uma agenda própria, passou a reagir a partir do denuncismo da direita, do bloco tucano-udenista. Chegou a dizer que a violação dos sigilos bancários da filha e do genro do Serra provocava fragilidade na sociedade brasileira. Tomara que fosse essa a nossa fragilidade. Para nós, o que fragiliza a sociedade brasileira é a violência, o desemprego, a miséria, a injustiça…
Nessa campanha, Marina só assumiu posições equidistantes do cerne da questão ecológica. Ela não desenvolveu no governo nem fora uma concepção ecológica do desenvolvimento. O discurso dela não quer dizer nada.
Ao falar de Belo Monte, por exemplo, ela emenda “mas a energia limpa…” Só que Belo Monte é energia limpa. A Marina não tem coragem de se colocar a favor de projetos como Belo Monte, mas também não tem capacidade de elaborar projetos alternativos. Acho que a Marina é a falência do movimento ecológico brasileiro.
Para ler a entrevista inteira, aqui.
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Marina Silva,
Meio Ambiente
Votos serão contados
Não há mais dúvidas.
Os votos dos candidatos barrados pela Justiça serão computados, conforme decisão do TSE.
Os votos dos candidatos barrados pela Justiça serão computados, conforme decisão do TSE.
Factóide Dantas
A assessoria de imprensa do Grupo Agro Santa Bárbara está enfiando emeios nas caixas postais das redações paraenses, informando sobre uma suposta onda de invasões às vésperas das eleições.
Diz trecho do texto:
Por não apontar quem seriam os responsáveis pela “onda de invasões”, a nota da assessoria é nitidamente voltada a processar, na cabeça de incautos, terrorismo psicológico, à véspera do pleito eleitoral.
Daniel Dantas nutre ódio descontrolado pela governadora Ana Júlia, a quem responsabiliza, ao lado de Kátia Abreu, pela tomada de grande parte de suas terras pelos movimentos sociais, escondendo, simultaneamente, o outro lado dos fatos, de que foi Ana quem amortizou, através de seus contatos junto a lideranças de sem-terras, número bem maior de invasões programadas, tempos atrás.
Ontem à noite, conversando com Chico da Cib, coordenador da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar, o pôster ficou sabendo que a Fetraf, bem como MST e Fetagri, não tem nenhum planejamento agendado para invasão de áreas rurais, e que desconhece os objetivos da nota da assessoria do Grupo Agro Santa Bárbara, assinada por Altair Albuquerque.
Diz trecho do texto:
Movimentos autodemoninados de sem terra, que já ocupam várias propriedades rurais no Pará, preparam nova onda de invasões no Sudeste do Estado, de acordo com informações que circulam pelos municípios da região.
As fontes são diversas, mas o receio de represálias as impedem de apontar os responsáveis pela preparação dos ataques a fazendas, atentando contra o direito à propriedade e à segurança das pessoas. A lei do silêncio e o medo imperam.
Por não apontar quem seriam os responsáveis pela “onda de invasões”, a nota da assessoria é nitidamente voltada a processar, na cabeça de incautos, terrorismo psicológico, à véspera do pleito eleitoral.
Daniel Dantas nutre ódio descontrolado pela governadora Ana Júlia, a quem responsabiliza, ao lado de Kátia Abreu, pela tomada de grande parte de suas terras pelos movimentos sociais, escondendo, simultaneamente, o outro lado dos fatos, de que foi Ana quem amortizou, através de seus contatos junto a lideranças de sem-terras, número bem maior de invasões programadas, tempos atrás.
Ontem à noite, conversando com Chico da Cib, coordenador da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar, o pôster ficou sabendo que a Fetraf, bem como MST e Fetagri, não tem nenhum planejamento agendado para invasão de áreas rurais, e que desconhece os objetivos da nota da assessoria do Grupo Agro Santa Bárbara, assinada por Altair Albuquerque.
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sexta-feira, outubro 01, 2010
O trem é o caminho
Nos próximos cinco anos, o Brasil precisa investir 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura de transportes.
Grande parte dos recursos, necessariamente para o setor ferroviário..
Grande parte dos recursos, necessariamente para o setor ferroviário..
Sinais trocados
Procede a preocupação dos coordenadores da campanha de Ana Júlia, em Marabá e n´algumas cidades próximas, e o esforço desencadeado, nas últimas horas, para tentar desfazer boatos de que os votos destinados a Paulo Rocha e Jader Barbalho, não serão computados.
De muitos lugares, surgem informaçóes de que o eleitor simpatizante das duas candidaturas, está decidido a votar em branco, anular ou desviar seu votos.
Há registro de telefonemas de lideranças de bairros e vilas registrando preocupação nesse sentido.
O PT regional está fazendo esforços para desmentir os boatos.
De muitos lugares, surgem informaçóes de que o eleitor simpatizante das duas candidaturas, está decidido a votar em branco, anular ou desviar seu votos.
Há registro de telefonemas de lideranças de bairros e vilas registrando preocupação nesse sentido.
O PT regional está fazendo esforços para desmentir os boatos.
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Jader Barbalho,
Paulo Rocha
"Macarrão", um fantasma na estrada
Nos meios políticos de Marabá, mistura de ciumeira, preocupação e pavor com a presença de Paulo Jásper (PMDB) na campanha eleitoral.
Paulo é "Macarrão", ex-prefeito de Tailândia, que deverá encaçapar muitos votos num município que não consegue construir lideranças políticas.
As "lideranças" existentes, efèmeras e desbotadas, vivem das aparências de uma ou outra ação de interesse público, mas nunca como consequencia de um projeto inteligente, convergente e duradouro.
"Macarrão", com se fosse um motoscraper rasgando obstáculos nos bairros e zona rural do município, colocou todo o peso de sua estrutura empresarial a favor da própria candidatura, atropelando o favoritismo dos medalhões políticos atuais, construindo cenário arremessador da ideia de que o ex-prefeito de Tailândia não almeja tão somente conquistar, no município, grande carrada de votos para eleger-se deputado estadual.
Há, em cada passada de "Macarrão", a sensação de que ele quer mais.
Tanto isso deve ser verdade que já se fala da busca dele pela compra de um imóvel para fixar residência num dos bairros marabaenses.
Estratégia de Paulo é simples. E perfeitamente plausível.
Tailândia, onde ele é a maior liderança política desde a criação do município, não será deixada de lado.
Hígia, jovem esposa do candidato a deputado estadual, deverá consolidar o controle político-administrativo de Tailândia, candidatando-se francamente favorita a prefeita, no rastro do reconhecido trabalho social que ela desenvolve há mais de dez anos.
Somente a 300 km dali, Paulo Jásper poderá jogar seu poder de mobilização na disputa pela prefeitura de Marabá, amplamente apoiado pelo PMDB, que tem hoje no deputado federal Asdrubal Bentes seu principal ancoradouro de votos.
Esse cenário já é visto com muita preocupação pelos políticos incolores e inodoros da cidade.
A votação em Marabá de "Macarrão", dia 3, sinalizará quais passos serão percorridos pelo ex-prefeito de Tailândia.
Paulo é "Macarrão", ex-prefeito de Tailândia, que deverá encaçapar muitos votos num município que não consegue construir lideranças políticas.
As "lideranças" existentes, efèmeras e desbotadas, vivem das aparências de uma ou outra ação de interesse público, mas nunca como consequencia de um projeto inteligente, convergente e duradouro.
"Macarrão", com se fosse um motoscraper rasgando obstáculos nos bairros e zona rural do município, colocou todo o peso de sua estrutura empresarial a favor da própria candidatura, atropelando o favoritismo dos medalhões políticos atuais, construindo cenário arremessador da ideia de que o ex-prefeito de Tailândia não almeja tão somente conquistar, no município, grande carrada de votos para eleger-se deputado estadual.
Há, em cada passada de "Macarrão", a sensação de que ele quer mais.
Tanto isso deve ser verdade que já se fala da busca dele pela compra de um imóvel para fixar residência num dos bairros marabaenses.
Estratégia de Paulo é simples. E perfeitamente plausível.
Tailândia, onde ele é a maior liderança política desde a criação do município, não será deixada de lado.
Hígia, jovem esposa do candidato a deputado estadual, deverá consolidar o controle político-administrativo de Tailândia, candidatando-se francamente favorita a prefeita, no rastro do reconhecido trabalho social que ela desenvolve há mais de dez anos.
Somente a 300 km dali, Paulo Jásper poderá jogar seu poder de mobilização na disputa pela prefeitura de Marabá, amplamente apoiado pelo PMDB, que tem hoje no deputado federal Asdrubal Bentes seu principal ancoradouro de votos.
Esse cenário já é visto com muita preocupação pelos políticos incolores e inodoros da cidade.
A votação em Marabá de "Macarrão", dia 3, sinalizará quais passos serão percorridos pelo ex-prefeito de Tailândia.
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Municípios do Pará,
Políticos do Pará
Os votos de Ferreirinha
Depois da decisão do TSE de rejeitar recurso especial pedindo a manutenção do registro de candidatura de Sebastião Ferreirinha (PT), acusado de manter dupla filiação partidária, incógnita na eleição de Marabá é saber qual o comportamento dos eleitores do candidato a deputado estadual marabaense.
Adversários dele, tão logo tomaram conhecimento da decisão do Tribunal Superior Eleitoral, espalham nas ruas que não resta mais nenhum recurso ao candidato do PT, estando sua campanha definitivamente sepultada.
Em verdade, advogados de Ferrerinha ainda tentarão outra saída jurídica no STF.
Hoje pela manhã, tranquilo diante da decisão, Sebastião Ferreira disse continuar firme na luta, seguro de uma votação expressiva que espera ter no domingo.
Adversários dele, tão logo tomaram conhecimento da decisão do Tribunal Superior Eleitoral, espalham nas ruas que não resta mais nenhum recurso ao candidato do PT, estando sua campanha definitivamente sepultada.
Em verdade, advogados de Ferrerinha ainda tentarão outra saída jurídica no STF.
Hoje pela manhã, tranquilo diante da decisão, Sebastião Ferreira disse continuar firme na luta, seguro de uma votação expressiva que espera ter no domingo.
quinta-feira, setembro 30, 2010
A Vale e os mineiros
Com propriedade, José Alencar faz a lembrança em seu blog, amplificando matéria publicada no Valor Econômico: a ausência, nos debates eleitorais do Pará, do tema das golden share da Vale.
Aqui não se abordou a questão, mas em Minas Gerais, ganhou espaço.
Aqui não se abordou a questão, mas em Minas Gerais, ganhou espaço.
Alô, é o Serra!
Madame Cureau, vai ou não pedir pedir o escancaramento das ligações telefônicas de Serra e do Mister Mendes?
Pede, madame, pede!
Pede, madame, pede!
Mapa de pavimentação da cidade
Prometido, aí está, bairro por bairro, a quilometragem de pavimentação das ruas de Marabá.
Voltaremos ao assunto.
Para visualizar melhor, clic na imagem. Depois de aberta, aplique um zoom nela, clicando de novo.
Voltaremos ao assunto.
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quarta-feira, setembro 29, 2010
A conta do Tião
O ex-prefeito Tião Miranda (PTB) está há vários dias sendo mostrado em comercial de TV, nos horários designados pela Justiça Eleitoral, em plena campanha para deputado estadual.
Como comprova o VT abaixo, Tião garante que fez mais de duzentos quilômetros de asfalto na cidade, durante os sete anos em que administrou o município.
O pôster achou o numero um tanto exagerado, e, como sempre faz, procurou checar a informação para poder se manifestar.
Durante uma semana, pesquisando mapas urbanos atualizadíssimos da secretaria de obras de Marabá, o blog estava certo ao desconfiar de que Tião pesara na caneta, ao passar a régua em sua conta.
Senão, vejamos:
Os três núcleos populacionais de Marabá (Cidade Velha, Nova Marabá e Cidade Nova) possuem 384,8 Km de ruas. Desse total, apenas 155,2 km estão pavimentados.
O restante é poeira pura, transformada em lamaçal, no inverno.
Por mais “esticasse” esforço sobrenatural para chegar à conta de Miranda, o pôster não conseguiu a prova dos nove.
Mesmo atravessando o rio Tocantins, pela ponte rodoferroviária, percorrendo os bairros de São Félix (I, II e III) e Morada Nova, não deu liga.
Melhor dizendo, o dois mais dois da conta do Tião, não bate quatro.
Passa longe.
Estourando, os quatro bairros do outro lado da cidade não possuem nem 15 km de asfalto.
Ademais, esclareça-se: os 155,2 km de asfalto existentes em todas as ruas de Marabá são obras realizadas pelos prefeitos anteriores a Tião, por ele próprio, e pelo atual, Maurino Magalhães, que é responsável por 70% da pavimentação colocada em São Félix e Morada Nova.
Desse modo, não pega bem um candidato ir à televisão usar números incompatíveis com a realidade.
Não se discute, aqui, quem fez mais.
O importante é medir o grau de comprometimento do candidato com a transparência durante uma campanha, principalmente em VT gravado para o horário eleitoral.
Ou alguém vai negar que grande parte da pavimentação de concreto existente nos bairros da Cidade Nova, Laranjeiras, Novo e Belo Horizonte não é resultante de obras de Nagib Mutran Neto e Haroldo Bezerra?
Quem há de desmentir o fenomenal conjunto de ruas asfaltadas pelo ex-prefeito Geraldo Veloso, quando iniciou-se, verdadeiramente, a transformação urbanística da cidade, até então amarrada a conceitos de lugar provinciano?
A duplicação da Transamazônica, da ponte sobre o Itacaiúnas até o acesso ao aeroporto, foi ou não concebida pelo saudoso Veloso?
Se o ex-prefeito Miranda refazer suas contas, deve encontrar números bem mais reais do que o dito na TV.
E para que não haja nenhuma dúvida sobre isso, o pôster já iniciou pesquisa para dizer quem fez o que.
De Nagib a Maurino, levantamento será publicado neste espaço.
Quilometragem por quilometragem.
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Notas do Blog:
Como comprova o VT abaixo, Tião garante que fez mais de duzentos quilômetros de asfalto na cidade, durante os sete anos em que administrou o município.
O pôster achou o numero um tanto exagerado, e, como sempre faz, procurou checar a informação para poder se manifestar.
Durante uma semana, pesquisando mapas urbanos atualizadíssimos da secretaria de obras de Marabá, o blog estava certo ao desconfiar de que Tião pesara na caneta, ao passar a régua em sua conta.
Senão, vejamos:
Os três núcleos populacionais de Marabá (Cidade Velha, Nova Marabá e Cidade Nova) possuem 384,8 Km de ruas. Desse total, apenas 155,2 km estão pavimentados.
O restante é poeira pura, transformada em lamaçal, no inverno.
Por mais “esticasse” esforço sobrenatural para chegar à conta de Miranda, o pôster não conseguiu a prova dos nove.
Mesmo atravessando o rio Tocantins, pela ponte rodoferroviária, percorrendo os bairros de São Félix (I, II e III) e Morada Nova, não deu liga.
Melhor dizendo, o dois mais dois da conta do Tião, não bate quatro.
Passa longe.
Estourando, os quatro bairros do outro lado da cidade não possuem nem 15 km de asfalto.
Ademais, esclareça-se: os 155,2 km de asfalto existentes em todas as ruas de Marabá são obras realizadas pelos prefeitos anteriores a Tião, por ele próprio, e pelo atual, Maurino Magalhães, que é responsável por 70% da pavimentação colocada em São Félix e Morada Nova.
Desse modo, não pega bem um candidato ir à televisão usar números incompatíveis com a realidade.
Não se discute, aqui, quem fez mais.
O importante é medir o grau de comprometimento do candidato com a transparência durante uma campanha, principalmente em VT gravado para o horário eleitoral.
Ou alguém vai negar que grande parte da pavimentação de concreto existente nos bairros da Cidade Nova, Laranjeiras, Novo e Belo Horizonte não é resultante de obras de Nagib Mutran Neto e Haroldo Bezerra?
Quem há de desmentir o fenomenal conjunto de ruas asfaltadas pelo ex-prefeito Geraldo Veloso, quando iniciou-se, verdadeiramente, a transformação urbanística da cidade, até então amarrada a conceitos de lugar provinciano?
A duplicação da Transamazônica, da ponte sobre o Itacaiúnas até o acesso ao aeroporto, foi ou não concebida pelo saudoso Veloso?
Se o ex-prefeito Miranda refazer suas contas, deve encontrar números bem mais reais do que o dito na TV.
E para que não haja nenhuma dúvida sobre isso, o pôster já iniciou pesquisa para dizer quem fez o que.
De Nagib a Maurino, levantamento será publicado neste espaço.
Quilometragem por quilometragem.
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Notas do Blog:
1) Sem incluir cerca de 20 bairros novos formados a partir de áreas invadidas, os três núcleos populacionais de Marabá carecem de pavimentação em 230 Km de ruas.
2) E antes de alguém vir apedrejar a verdade deste post, elaborei um quadro com a totalidade da quilometragem de vias públicas locais, bairro por bairro, mostrando quanto cada um tem de asfalto e o que falta para a vida das pessoas se tornar mais digna. Como a publicação ficou toda fora de ordem, providenciaremos a postagem do quadro em formatação compatível com o blogspot.
Amanhã, será publicada aqui.
Eclusas e hidrovia
De Brasília, Flávio Acatauassú, coordenador de Manutenção e Operação do Dnit, informa que o canal intermediário das eclusas de Tucuruí já esta enchendo e se encontra na cota 41m, devendo prosseguir sua elevação até a cota operacional de 64m.
O presidente Lula deverá realizar a 1ª eclusagem completa, no dia 18 de novembro.
Sobre o derrocamento dos pedrais, entre Marabá e o Lago de Tucuruí, para viabilizar a hidrovia do Tocantins, o edital da obra já esta na praça e sería aberto amanhã, dia 30. "Ocorre que devido ao grande número de perguntas e respostas, o mesmo sofreu errata, e teve seu prazo dilatado para abertura no próximo mês de outubro, com as bençãos da Virgem de Nazaré", informa.
O presidente Lula deverá realizar a 1ª eclusagem completa, no dia 18 de novembro.
Sobre o derrocamento dos pedrais, entre Marabá e o Lago de Tucuruí, para viabilizar a hidrovia do Tocantins, o edital da obra já esta na praça e sería aberto amanhã, dia 30. "Ocorre que devido ao grande número de perguntas e respostas, o mesmo sofreu errata, e teve seu prazo dilatado para abertura no próximo mês de outubro, com as bençãos da Virgem de Nazaré", informa.
terça-feira, setembro 28, 2010
Sem onda verde
Marcos Coimbra, em entrevista ao IG, garante eleição de Dilma no primeiro turno.
“Para ter segundo turno, Dilma teria de perder 8 milhões de votos em seis dias”, disse o diretor do Vox Populi.
Leia entrevista completa no Azenha.
“Para ter segundo turno, Dilma teria de perder 8 milhões de votos em seis dias”, disse o diretor do Vox Populi.
P- Quantos votos, de fato, Dilma precisa perder para que haja segundo turno?
– Nos dados de nosso tracking (corroborados por vários outros que temos de pesquisas desenvolvidas em paralelo), a vantagem dela para a soma dos outros estava em 12 pontos percentuais ontem. Se 6 pontos passassem dela para os outros, a eleição empataria e o prognóstico de vitória no primeiro turno seria impossível. Como cada ponto equivale a mais ou menos 1,35 milhão de eleitores, isso seria igual a 8 milhoes de eleitores (sem raciocinar com abstenções).
P-Qual o quadro que o senhor acha mais provável?
- Vitória de Dilma no primeiro turno.
Leia entrevista completa no Azenha.
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Dilma Roussef,
Eleição 2010,
Pesquisa presidencial
Yes, o canyon é nosso!
Não é igual a nenhum Grand Canyon norte-americano.
Mas é um canyon tupiniquim.
Mais precisamente na divida dos Estados de Goiás e Matogrosso.
Ele traça a sequencia do rio Araguaia, cruzando os municípios de Ponte Branca, Araguaínha e Alta Araguaia.
Qualquer hora dessas, o pôster pega a estrada e chega aí nesse cenário mais do que extraordinário.
As fotos foram enviada pelo Tarson Lima, de Ponte Branca.
Mas é um canyon tupiniquim.
Mais precisamente na divida dos Estados de Goiás e Matogrosso.
Ele traça a sequencia do rio Araguaia, cruzando os municípios de Ponte Branca, Araguaínha e Alta Araguaia.
Qualquer hora dessas, o pôster pega a estrada e chega aí nesse cenário mais do que extraordinário.
As fotos foram enviada pelo Tarson Lima, de Ponte Branca.
Bomba armada
Quem conta é o blog do Professor Alan:
Conforme sugere o próprio Alan, ler matéria do jurista Walter Maierovitch
O jurista Walter Maierovitch, em seu Sem Fronteiras, está afirmando com todas as letras: amanhã o STF vai dizer que a Lei da Ficha Limpa vale já para estas eleições.
Se fizer isso, o Supremo estará desferindo um duro golpe em Lula e Dilma. Lula já mencionou que considera importante fazer uma maioria no Senado, para que Dilma governe sem os sobressaltos que ele teve. No Pará as pesquisas dão como certas as eleições de Jader Barbalho (PMDB) e Paulo Rocha (PT) ao Senado - ambos aliados de Lula e ambos barrados no TSE, com base na Ficha Limpa.
Caso o STF decrete a validade da Lei para estas eleições, o mais provável é que ambos, Barbalho e Rocha, sigam o caminho aberto por Joaquim Roriz no DF, renunciando às suas candidaturas e indicando substitutos. O problema é que isso geraria um questionamento judicial sobre a valdiade dessa manobra - como de fato gerou no caso Roriz, sob a alegação que o registro da candidatura já estava indeferido quando o STF iniciou o julgamento da Ficha Limpa.
Logo, o prazo da Resolução TSE nº 22.717/2008 para o candidato majoritário renunciar e indicar substituto (dez dias) deveria ser contado a partir da decisão do TSE, e não da decisão do STF.
E caso esse entendimento vingue, devem ganhar a vaga no Pará Flexa Ribeiro (PSDB) e Marinor Brito (PSOL). Ambos inimigos de fígado do PT...
Conforme sugere o próprio Alan, ler matéria do jurista Walter Maierovitch
Novo Brasil
"Os rostos do novo Brasil" é o título de um suplemento especial que chega às bancas nesta terça-feira (28) no jornal francês Libération, que ilustra sua primeira página com uma foto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a cinco dias das eleições gerais brasileiras.
"Lula, o Brasil reiventado", afirma a manchete do diário francês, que na margem superior traz as cores da bandeira brasileira.
Através de 10 figuras conhecidas e de cidadãos anônimos, o suplemento de 16 páginas apresenta "os rostos do novo Brasil", um país que Lula "transformou profundamente".
Captou?
A propaganda criativa de Jorge Panzera (PCdoB) o credencia como revelação dessa campanha eleitoral, definitivamente em sua reta final.
O cara mexeu com sentimentos de quem vive cansado da rotina de nossos candidatos iguais.
O cara mexeu com sentimentos de quem vive cansado da rotina de nossos candidatos iguais.
Sobe nível do canal
Já se encontra com nível bastante elevado o enchimento do canal de navegação que interliga as eclusas da Hidrelétrica de Tucuruí. Quem passa de carro sobre a estrutura da barragem já pode perceber uma novo cenário sendo formatado nas imediações da cidade.
O canal é elo entre a jusante e montante da hidrelétrica, antes de cada embarcação ser acessada no elevador hidráulico para transpor a altura de 72 metros de nível das águas represadas.
O Dnit mantém 18 de novembro como data para a inauguração da obra.
O canal é elo entre a jusante e montante da hidrelétrica, antes de cada embarcação ser acessada no elevador hidráulico para transpor a altura de 72 metros de nível das águas represadas.
O Dnit mantém 18 de novembro como data para a inauguração da obra.
Fé no que não virá
Marina será a capa da revista Veja?
Por Altamiro Borges
Se bobear, a última edição da revista Veja antes do pleito deste domingo terá estampada na capa uma enorme e simpática foto de Marina Silva. Já o Jornal Nacional, da TV Globo, aproveitará os últimos dias da campanha para expor imagens positivas da candidata. Tudo isto porque a direita ficou animadinha com a última pesquisa Datafolha, que aponta o crescimento da presidenciável verde como única chance possível para forçar o segundo turno das eleições.
O resultado nem é tão alentador assim. Os números variam na chamada margem de erro. Dilma caiu um ponto, Serra ficou estagnado e Marina subiu um ponto, na comparação com a pesquisa anterior do Datafolha. Mas o desespero da direita é tão grande que isto foi suficiente para animá-la. Pouco importa que este instituto, ligado à famíglia Frias, já tenha sido denunciado por fraudar pesquisas para beneficiar o demotucano – tanto que foi apelidado de Datafraude ou DataSerra.
A queridinha da mídia
A direita vai apostar todas as suas fichas na tática de insuflar a candidata verde. Esta é sua única alternativa. No último domingo, Marina Silva foi capa da Folha, abordando um tema tão caro aos falsos moralistas: o “mensalão”. Quando ministra do Meio Ambiente, o mesmo jornal fez várias acusações de corrupção contra a sua gestão. Quase toda semana saiam denúncias nos jornalões envolvendo a sua pasta – na maioria, plantadas por ruralistas devastadores da natureza. Agora, a mídia venal simplesmente arquivou as acusações. Não interessa aos seus propósitos.
Para incendiar a “onda verde”, colunistas ligados à direita agora derramam elogios à ex-ministra. Merval Pereira, Lúcia Hipólito, Josias de Souza e outros enxergam na sua campanha o serra que pode podar o ciclo político aberto pelo presidente Lula. Todos viraram eco-capitalistas, como ironizou o candidato Plínio de Arruda ao criticar a verde. A manobra é escancarada. “A seis dias da eleição, Marina não exibe musculatura eleitoral capaz de içá-la ao segundo turno... Porém, ao escalar sobre Dilma, Marina termina por favorecer José Serra”, confessa Josias de Souza.
Fazendo o jogo da direita
Para quem achava que a sucessão presidencial já estava decidida, os últimos dias da campanha serão de muita emoção e adrenalina. O que está em disputa no pleito não é pouca coisa. O Brasil desperta muitos interesses e a direita não está para brincadeira; não tem nada de verde! Marina Silva só virou a “queridinha da mídia”, segundo alertou o sociólogo Emir Sader, porque ela serve – conscientemente ou não, apesar de que tudo indica que sim – aos interesses dos demotucanos.
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Ânimos reaquecidos
Dentro da campanha de Ana Júlia, ninguém tem mais dúvidas de que a eleição será decidida mesmo no segundo turno.
Paulo Rocha também amanheceu a terça-feira, 28, mais aliviado.
Afastou-se bem mais de seu concorrente mais próximo.
A própria governadora está decidida a mudar muita coisa para a campanha do segundo turno.
Vai haver troca-troca de comandos.
O PT está se organizando para realizar a maior mobilização já realizada no estado, em tempo de eleição, no próximo domingo.
Paulo Rocha também amanheceu a terça-feira, 28, mais aliviado.
Afastou-se bem mais de seu concorrente mais próximo.
A própria governadora está decidida a mudar muita coisa para a campanha do segundo turno.
Vai haver troca-troca de comandos.
O PT está se organizando para realizar a maior mobilização já realizada no estado, em tempo de eleição, no próximo domingo.
segunda-feira, setembro 27, 2010
No pé do Flexa
A logo abre o blog Flexa no Pé, criado para rememorar a atuação do senador Flexa Ribeiro, dentro e fora do Congresso Nacional.
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Firme como Rocha
Paulo Rocha desmente retirada de candidatura, num emeio enviado ao blog:
"Faltam cinco dias para as eleições. Até lá vão surgir muitos boatos. Os adversários da nossa candidatura ao Senado Federal estão desesperados e tentam, de todas as formas, baixar o moral da nossa aguerrida militância. Quem não tem proposta, parte para a baixaria. Esse é o jogo que eles sabem jogar. Mas nós não aceitamos ser representados por pessoas que votaram contra todos os projetos do governo Lula. Nós somos diferentes e amamos a terra em que vivemos. Eles não vão nos intimidar. Ao contrário, vamos reagir da mesma forma como sempre fizemos: intensificando a nossa presença nas ruas, jamais vou desistir desta disputa. Tenho cinco mandatos como deputado federal, que trabalha pelo desenvolvimento do nosso Estado. E agora chegou a hora de avançarmos mais em busca de justiça social e distribuição de renda".
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Atualização às 19:30
Jader Barbalho já havia desmentido, também, no twitter, a nota do Noblat, reproduzida aqui.
"Sou candidato ao Senado e o meu julgamento será feito pelo povo do Pará. Serei o senador mais votado do meu Estado.Não há fundamento sobre notícias de retirada de minha candidatura. Sou candidato ao Senado e o trabalho continua. Participo hoje de comícios em São Miguel do Guamá e Irituia. E agradeço o carinho do povo do Pará em todos os municípios".
BR-153 interditada pelos Suruí
Índios Suruí comunicaram ao DNIT, através de ofício, no meio da tarde desta segunda-feira, 26, a interdição da BR-153, ligando Marabá e São Geraldo do Araguaia.
Bloqueio ocorreu à altura do KM 60.
Decisão é em protesto pela queimada de grande parte da reserva florestal da aldeia Sororó, que há mais de dez dias foi coberta pelo fogo surgido em diversos pontos da área indígena.
Polícia Federal Polícia Rodoviária Federal e demais órgaõs de segurança estão se deslocando para o local.
Bloqueio ocorreu à altura do KM 60.
Decisão é em protesto pela queimada de grande parte da reserva florestal da aldeia Sororó, que há mais de dez dias foi coberta pelo fogo surgido em diversos pontos da área indígena.
Polícia Federal Polícia Rodoviária Federal e demais órgaõs de segurança estão se deslocando para o local.
Ingleses exaltam Dilma
O poderoso jornal inglês ”The Independent” publicou, domingo, matéria sobre a eleição de 3 de outubro, escrita pelo jornalista Hugh O’Shaughnessy.
O artigo, por ter duras críticas a grande imprensa brasileira, não teve uma nota sequer reproduzida.
Quem fez a sua tradução foi Katarina Peixoto, para Carta Maior:
A grande imprensa não publica, mas a blogosfera a substitui.
Eis o artigo:
O artigo, por ter duras críticas a grande imprensa brasileira, não teve uma nota sequer reproduzida.
Quem fez a sua tradução foi Katarina Peixoto, para Carta Maior:
A grande imprensa não publica, mas a blogosfera a substitui.
Eis o artigo:
A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.
Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff irá se tornar mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.
Sua ampla vitória prevista para a próxima eleição presidencial será comemorada com encantamento por milhões. Marca a demolição final do “estado de segurança nacional”, um arranjo que os governos conservadores, nos EUA e na Europa uma vez tomaram como seu melhor artifício para limitar a democracia e a reforma. Ele sustenta um status quo corrompido que mantém a imensa maioria na pobreza na América Latina, enquanto favorece seus amigos ricos.
A senhora Rousseff, a filha de um imigrante búlgaro no Brasil e de sua esposa, professora primária, foi beneficiada por ser, de fato, a primeira ministra do imensamente popular Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical. Mas com uma história de determinação e sucesso (que inclui ter se curado de um câncer linfático), essa companheira, mãe e avó será mulher por si mesma. As pesquisas mostram que ela construiu uma posição inexpugnável – de mais de 50%, comparado com menos de 30% – sobre o seu rival mais próximo, homem enfadonho de centro, chamado José Serra. Há pouca dúvida de que ela estará instalada no Palácio Presidencial Alvorada de Brasília, em janeiro.
Assim como o Presidente Jose Mujica do Uruguai, vizinho do Brasil, a senhora Rousseff não se constrange com um passado numa guerrilha urbana, que incluiu o combate a generais e um tempo na cadeia como prisioneira política.
Quando menina, na provinciana cidade de Belo Horizonte, ela diz que sonhava respectivamente em se tornar bailarina, bombeira e uma artista de trapézio. As freiras de sua escola levavam suas turmas para as áreas pobres para mostrá-las a grande desigualdade entre a minoria de classe média e a vasta maioria de pobres. Ela lembra que quando um menino pobre de olhos tristes chegou à porta da casa de sua família ela rasgou uma nota de dinheiro pela metade e dividiu com ele, sem saber que metade de uma nota não tinha valor.
Seu pai, Pedro, morreu quando ela tinha 14 anos, mas a essas alturas ele já tinha apresentado a Dilma os romances de Zola e Dostoiévski. Depois disso, ela e seus irmãos tiveram de batalhar duro com sua mãe para alcançar seus objetivos. Aos 16 anos ela estava na POLOP (Política Operária), um grupo organizado por fora do tradicional Partido Comunista Brasileiro que buscava trazer o socialismo para quem pouco sabia a seu respeito.
Os generais tomaram o poder em 1964 e instauraram um reino de terror para defender o que chamaram “segurança nacional”. Ela se juntou aos grupos radicais secretos que não viam nada de errado em pegar em armas para combater um regime militar ilegítimo. Além de agradarem aos ricos e esmagar sindicatos e classes baixas, os generais censuraram a imprensa, proibindo editores de deixarem espaços vazios nos jornais para mostrar onde as notícias tinham sido suprimidas.
A senhora Rousseff terminou na clandestina VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Nos anos 60 e 70, os membros dessas organizações sequestravam diplomatas estrangeiros para resgatar prisioneiros: um embaixador dos EUA foi trocado por uma dúzia de prisioneiros políticos; um embaixador alemão foi trocado por 40 militantes; um representante suíço, trocado por 70. Eles também balearam torturadores especialistas estrangeiros enviados para treinar os esquadrões da morte dos generais. Embora diga que nunca usou armas, ela chegou a ser capturada e torturada pela polícia secreta na equivalente brasileira de Abu Ghraib, o presídio Tiradentes, em São Paulo. Ela recebeu uma sentença de 25 meses por “subversão” e foi libertada depois de três anos. Hoje ela confessa abertamente ter “querido mudar o mundo”.
Em 1973 ela se mudou para o próspero estado do sul, o Rio Grande do Sul, onde seu segundo marido, um advogado, estava terminando de cumprir sua pena como prisioneiro político (seu primeiro casamento com um jovem militante de esquerda, Claudio Galeno, não sobreviveu às tensões de duas pessoas na correria, em cidades diferentes). Ela voltou à universidade, começou a trabalhar para o governo do estado em 1975, e teve uma filha, Paula.
Em 1986 ela foi nomeada secretária de finanças da cidade de Porto Alegre, a capital do estado, onde seus talentos políticos começaram a florescer. Os anos 1990 foram anos de bons ventos para ela. Em 1993 ela foi nomeada secretária de minas e energia do estado, e impulsionou amplamente o aumento da produção de energia, assegurando que o estado enfrentasse o racionamento de energia de que o resto do país padeceu.
Ela tinha mil quilômetros de novas linhas de energia elétrica, novas barragens e estações de energia térmica construídas, enquanto persuadia os cidadãos a desligarem as luzes sempre que pudessem. Sua estrela política começou a brilhar muito. Mas em 1994, depois de 24 anos juntos, ela se separou do Senhor Araújo, aparentemente de maneira amigável. Ao mesmo tempo ela se voltou à vida acadêmica e política, mas sua tentativa de concluir o doutorado em ciências sociais fracassou em 1998.
Em 2000 ela adquiriu seu espaço com Lula e seu Partido dos Trabalhadores, que se volta sucessivamente para a combinação de crescimento econômico com o ataque à pobreza. Os dois se deram bem imediatamente e ela se tornou sua primeira ministra de energia em 2003. Dois anos depois ele a tornou chefe da casa civil e desde então passou a apostar nela para a sua sucessão. Ela estava ao lado de Lula quando o Brasil encontrou uma vasta camada de petróleo, ajudando o líder que muitos da mídia européia e estadunidense denunciaram uma década atrás como um militante da extrema esquerda a retirar 24 milhões de brasileiros da pobreza. Lula estava com ela em abril do ano passado quando foi diagnosticada com um câncer linfático, uma condição declarada sob controle há um ano. Denúncias recentes de irregularidades financeiras entre membros de sua equipe quando estava no governo não parecem ter abalado a popularidade da candidata.
A Senhora Rousseff provavelmente convidará o Presidente Mujica do Uruguai para sua posse no Ano Novo. O Presidente Evo Morales, da Bolívia, o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela e o Presidente Lugo, do Paraguai – outros líderes bem sucedidos da América do Sul que, como ela, têm sofrido ataques de campanhas impiedosas de degradação na mídia ocidental – certamente também estarão lá. Será uma celebração da decência política – e do feminismo.
Lula cá
Agendada no Palácio do Planalto, viagem de Lula ao Pará, dia 11 de outubro, para inauguração da ponte sobre o rio Araguaia, ligando as cidades de Palestina (Pará) e Araguatins (Tocantins).
As obras de encabeçamento da ponte serão concluídas até sexta-feira, 1.
As obras de encabeçamento da ponte serão concluídas até sexta-feira, 1.
Palhaço que incomoda
A sensibilidade político-social de Leonel Brizola Neto encontra humanizada forma de entender a candidatura do Tiririca, brasileiro lá de baixo, que está causando fedentina aos narizes empinados dos comissários da intelectualidade deste país.
Irretocável o post publicado por ele, hoje, no Tijolaço, um dos melhores blogs do país, Tiririca e a massa cheirosa.
Irretocável o post publicado por ele, hoje, no Tijolaço, um dos melhores blogs do país, Tiririca e a massa cheirosa.
Ó quão dessemelhante
Colaborador vip do blog, Plínio Pinheiro Neto faz considerações pouco animadoras sobre a impactante situação da praça da República, transformada em feira pública, aos domingos:
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado
Tanto negócio, e tanto negociante
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote
A Praça da República, um dos mais belos conjuntos arquitetonicos do mundo, ao longo dos anos vem sendo destruída pela insensibilidade dos governantes municipais de Belém, os quais, sob o manto de um populismo eleitoreiro, entregam-na à sanha devastadora de uma parcela da população que não está nem aí, como se diz, para a memória e tradição de nossa capital.Transformaram-na em bazar, restaurante e mictório ao ar livre. Seus verdes gramados morreram pelo pisoteio, as placas indicativas da forca que ali existiu, do paiol de polvora que deu a ela no passado o nome de Largo da Pólvora, desapareceram.
Os belos coretos trazidos da Europa estão desabando, a estátua doada pelos franceses sofre com o desleixo e o lago, no qual uma teimosa e corajosa garça ainda pousa, é repositório de mosquitos da dengue.
Mando-te esta foto (abaixo) tirada do alto, para que tenhas uma visão de um domingo na praça.Creio que ela é tombada pelo patrimonio histórico e o Ministério Público bem que poderia acionar o Prefeito pela sua recuperação.
Poderia ser o nosso Parque do Ibirapuera, não achas?
NB: concordo plenamente com as observações. A desumanização da praça acabou com seu glamour histórico, entristecendo as belas manhãs de domingos àqueles que a procuravam para usufruir de suas belezas arquitetônicas.
Ao vê-la, aos domingos, vem à mente (e ao coração!), versos do Gregório de Matos:
A ti tocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado
Tanto negócio, e tanto negociante
(...)
Oh se quisera Deus, que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote
Jornalismo sério
Blog reproduz emeio do jornalista André Santos, enviado ao assinante deste espaço:
Olá, Hiroshi!
Aproveito a minha rápida passagem por teu blog para dizer que fiquei muito feliz e senti-me honrado em ler a menção que fizeste a mim, acerca de uma reportagem que produzi para o Correio do Tocantins no ano passado. Uma colega minha – ao “espionar” minha vida certa vez, a fim de preparar um currículo para enviar à Folha de SP – foi quem descobriu teu post e me comunicou. O link é http://hiroshibogea.blogspot.com/2009/07/jornalismo-de-qualidade.html.
É gratificando ver o reconhecimento de nosso trabalho, quando avaliado pelos colegas de profissão, especialmente por quem está há anos no batente e cuja experiência é instigadora. E, mais ainda, quando esse alguém é uma notoriedade no que faz – como tu o és.
Obrigado pela menção e espero que tenhamos a oportunidade de nos esbarrar por aí ou, quem sabe, trabalhar juntos, nestas esquinas jornalísticas da vida – muito embora, cara, eu tenha feito o possível para mudar de profissão, uma vez que é muito trabalho e sacrifício e pouca remuneração; quero ter o Jornalismo apenas como a primeira graduação e hobby, se me for possível.
Obrigado, um grande abraço e continues a informar o Brasil.
André Santos
Nota do blog: o André é generoso com suas palavras. O que o poster comentou, à época, foi a constatação de um jornalismo sério processado por ele, em trabalhos produzidos para o Correio do Tocantins.
Jovens talentosos, como ele, são os diferenciais raros nas Redações atuais dos veículos
O fantasma da indecisão
Pesquisas "internas" encomendadas por candidatos e partidos políticos apresentam número apavorante para quem busca uma cadeira no parlamento: média de 60% do eleitorado ainda não decidiu em quem votar para cargos proporcionais - estadual e federal.
domingo, setembro 26, 2010
Seguindo Roriz?
Paulo Rocha (PT), Jader Barbalho (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB) deverão renunciar às suas candidaturas ao Senado?
Tem gente afirmando isso na blogosfera.
Tem gente afirmando isso na blogosfera.
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Ficha Limpa e sua constitucionalidade
A constitucionalidade da nova lei
(*) Por Dalmo de Abreu Dallari
Em breve o Supremo Tribunal Federal deverá julgar um caso que envolve uma decisão sobre a constitucionalidade da Lei Complementar nº 135, a chamada Lei da Ficha Limpa. A fim de que se tenha clareza quanto ao que vai ser decidido pela Suprema Corte, é oportuno apresentar uma síntese da situação jurídica e dos questionamentos que deverão ser objeto da decisão do Judiciário.
Em primeiro lugar, é importante assinalar que o Capítulo IV da Constituição trata "Dos Direitos Políticos" e ali se encontra o artigo 14 que, no parágrafo terceiro, faz a enumeração das condições de elegibilidade, ou seja, os requisitos para que alguém possa ser eleito para um cargo político, recebendo o mandato do povo. O parágrafo 7º trata expressamente das situações que tornam uma pessoa inelegível, como, por exemplo, os parentes próximos de uma autoridade, que não podem ser eleitos para substituí-la. E o parágrafo 9º dispõe, com minúcia, sobre as inelegibilidades numa visão mais ampla, prevendo textualmente: "Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta."
Com base nesse dispositivo constitucional foi aprovada a Lei Complementar número 64, de 18 de maio de 1990, estabelecendo outros casos de inelegibilidade, lei que passou a ser conhecida como Lei das Inelegibilidades e que foi parcialmente alterada pela Lei Complementar número 81, de 13 de abril de 1994. Mais recentemente, a partir de iniciativas de segmentos da sociedade brasileira, foi aprovada pelo Congresso Nacional uma nova lei fixando outros casos de inelegibilidade, como previsto na Constituição. Trata-se da Lei Complementar número 135, de 4 de junho de 2010. Desde logo se verifica que o estabelecimento de novos casos de inelegibilidade por meio dessa lei é de inquestionável constitucionalidade, pois essa hipótese está expressamente prevista no artigo 14, parágrafo 9º, da Constituição.
Exigência de moralidade
As dúvidas suscitadas pelos interessados, e que deverão ser dirimidas pelo Supremo Tribunal Federal, referem-se aos casos de condenação em órgão judicial colegiado, ou seja, em órgão com mais de um julgador, num processo de apuração de abuso do poder econômico ou político. Uma das alegações é que a Lei Complementar nº 35 não poderia ser aplicada às eleições deste ano porque a Constituição proíbe a aplicação de uma nova lei a uma eleição que ocorra até um ano depois de sua entrada em vigor. Como a Lei da Ficha Limpa entrou em vigor no dia 7 de junho deste ano, que foi a data de sua publicação, seria inconstitucional aplicá-la às eleições do próximo dia 3 de outubro.
Na realidade, a proibição constitucional não tem a extensão que se pretende dar a essa interdição e não impede a aplicação imediata, nestas eleições, da Lei da Ficha Limpa. Com efeito, o que diz, textualmente, o artigo 16 da Constituição é que "a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até 1 (um) ano da data de sua vigência". Ora, processo, como bem esclarece o notável processualista José Frederico Marques, é um conjunto de atos concatenados, que devem ser praticados numa sequência pré-estabelecida, servindo de instrumento para o exercício da função jurisdicional. Ora, o que a Lei da Ficha Limpa faz é, simplesmente, estabelecer condições de inelegibilidade, sem qualquer interferência no processo eleitoral, que continua a ser exatamente o mesmo anteriormente fixado por lei. Não há, portanto, qualquer inconstitucionalidade.
Outra alegação é que a aplicação da Lei da Ficha Limpa a situações estabelecidas anteriormente seria contrária à regra constitucional que proíbe a retroatividade. Também nesse caso está ocorrendo um equívoco. De fato, a Constituição proíbe a aplicação retroativa da lei penal, encontrando-se essa interdição em disposição expressa do artigo 5º, inciso XL, segundo o qual "a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu". Ora, não há como confundir uma lei que estabelece condições de inelegibilidade, uma lei sobre as condições para o exercício de direitos políticos, com uma lei penal. Veja-se que a própria Constituição, no já referido artigo 14, parágrafo 9º, manda que seja considerada a vida pregressa do candidato, ou seja, o que ele fez no passado, para avaliação de suas condições de elegibilidade. Assim, pois, não ocorre a alegada inconstitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, porque ela não fixa pena, mas apenas torna explícito um dos aspectos da vida pregressa que podem gerar a inelegibilidade.
Em conclusão, a Lei da Ficha Limpa não afronta qualquer disposição constitucional e, mais do que isso, complementa a exigência constitucional de moralidade para o exercício do mandato.
(*) Jurista, Professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo
Caminhando pra vitória
Hoje, Dilma lidera em todas as regiões do país, jogando por terra as análises que imaginavam que as eleições consagrariam um fosso entre o Brasil "moderno" e o "atrasado". Era o que supunham aqueles que leram, sem maior profundidade, as pesquisas, e acreditavam que Serra sairia vitorioso no Sul e no Sudeste, ficando com Dilma o voto do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste. Não é isso que estamos vendo.
Ela deve vencer em todos os estados, em alguns com três vezes mais votos que a soma dos adversários. Vence na cidade de São Paulo, na sua região metropolitana e no interior do estado. Lidera o voto das capitais, das cidades médias e das pequenas. É a preferida dos eleitores que residem em áreas rurais.
As pesquisas dão a Dilma vantagem em todos os segmentos socioeconômicos relevantes. É a preferida de mulheres e homens (sepultando bobagens como as que ouvimos sobre as dificuldades que teria para conquistar o voto feminino), de jovens e velhos, de negros e brancos. Está na frente entre católicos, evangélicos, espíritas e praticantes de religiões afro-brasileiras.Vence entre pobres, na classe média e entre os ricos (embora fique atrás de Serra entre os muito ricos). Lidera entre beneficiários do Bolsa Família e entre quem não recebe qualquer benefício do governo. Analfabetos e pessoas que estudaram, do primário à universidade, votam majoritariamente nela.
Trecho integra análise de Marcos Coimbra, dono do Vox Populi, sobre a a eleição presidencial, uma semana do Dia D.
AQUI, para ler a íntegra do artigo, via Luiz Nassif.
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