A seguir, resumo de uma conversa que este poster teve com Carlos Guedes, ex-secretário da Sepof:
Sem tempo para mágoas.
É como ele se sente. Entende que guardar mágoas não ajuda a construir uma vida superior. O sentimento é de desilusão por causa dos sonhos de ajudar a construir um Estado melhor, desfeitos prematuramente. “O Pará é um estado lindo, gigante, com adversidades vistas em poucos lugares do planeta. O desafio de trabalhar a sua transformação é envolvente. Temos sonhos, ideais e juventude para gastar na busca desse tempo. Como não deu de seguir a estrada que traçamos ao lado da governadora, fica a sensação de desilusão. Mágoas, não tenho de ninguém”.
De onde partiram os ataques.
Guedes diz que a disputa por espaço dentro de qualquer administração pública, é comum. Como também no setor privado. Só que ele não estava com o espírito predeterminado a ocupar espaços de ninguém, olhava tão-somente para as metas a serem buscadas na Sepof. “Não quero fazer ilação sobre de onde surgiram os ataques à minha presença na administração, até porque a governadora precisa de calmaria interna para executar seu programa de governo, e eu torço para que ela seja a melhor governadora do Pará.
Quem errou.
Carlos Guedes vive momento de reflexão como forma de entender os prós e contra dos fatos ocorridos. “Considero as agressões e mal entendidos como um processo educativo. Erramos todos, eu, meus ex-colegas de governo e quem esteve no entorno dos acontecimentos. Mas tudo o que ocorreu serve como ponto de partida para nos orientar, é um processo de reordenamento de caminhos. Acho até que se erramos foi com a preocupação voltada para acertar”.
O futuro.
O ex-secretário da Sepof está aguardando a poeira assentar. Manteve contatos com dirigentes do governo Lula, em Brasília, tem algumas alternativas para voltar a trabalhar, e acha que até o final do mês estará ocupando alguma função, dentro ou fora do Incra, órgão ao qual é vinculado.
Governo Ana Julia
Quando passou a falar sobre o governo do PT no Pará, Guedes denunciou sua admiração pela governadora. “Ela é uma pessoa carismática de profundo sentimento humano e preocupações com as causas sociais. Temos responsabilidades a compartilhar no atual momento político do Pará. Se o governo do PT falhar, haverá grande decepção no seio da comunidade com fortes possibilidades de retorno do atraso. Eu acredito sinceramente no sucesso da governadora, ela fará uma grande gestão. Os programas administrativos, tão logo comecem a ser colocados em prática, darão um ritmo diferenciado à visão que se tem atualmente do Estado”.
sábado, junho 16, 2007
Os caminhos do PT
Se Ana estiver bem daqui a um ano, pode ser que a situação administrativa vexatória dos atuais prefeitos petistas seja amenizada pela presença dela na campanha. Só que está difícil reconfigurar a imagem dos caras junto ao eleitorado.
À exceção de Davi Passos em Xinguara, cuja avaliação indica regularidade, o time do PT no sul, sudeste e oeste, vai de mal a pior em Parauapebas (Darci), Conceição do Araguaia (Álvaro Brito), Canaã dos Carajás (Ribita) e Piçarra (Jairo Luiz Lunardi) – parece até que ele se desligou do partido. Sem falar no grande golpe que foi a cassação de Zezão, ex-prefeito de Nova Ipixuna, cuja administração também estava um desastre.
Juvêncio Arruda, no Quinta, mostra pesquisa indicando rejeição altíssima de Maria do Carmo, prefeita petista do terceiro colégio eleitoral do Estado: 72%.
À exceção de Davi Passos em Xinguara, cuja avaliação indica regularidade, o time do PT no sul, sudeste e oeste, vai de mal a pior em Parauapebas (Darci), Conceição do Araguaia (Álvaro Brito), Canaã dos Carajás (Ribita) e Piçarra (Jairo Luiz Lunardi) – parece até que ele se desligou do partido. Sem falar no grande golpe que foi a cassação de Zezão, ex-prefeito de Nova Ipixuna, cuja administração também estava um desastre.
Juvêncio Arruda, no Quinta, mostra pesquisa indicando rejeição altíssima de Maria do Carmo, prefeita petista do terceiro colégio eleitoral do Estado: 72%.
sexta-feira, junho 15, 2007
Quem é quem
Durante sua palestra, deputado Giovanni Queiroz (PDT) revelou que os deputados Vladimir Costa (PMDB), Beto da Tetagri e Zé Geraldo (PT) apóiam a criação dos Estados do Carajás e Tapajós, além dos parlamentares eleitos pelas regiões interessadas.
Maranhão do Sul
Presidente da Comissão Pró-Criação do Estado do Maranhão do Sul, o empresário de Imperatriz, Fernando Antunes, ocupa também a secretaria Especial de Desenvolvimento Regional do Estado, criada pelo atual governador Jackson Lago para fortalecer o movimento de emancipação da região. “ Em nosso estado, o governador apóia a divisão, consciente de que esse direcionamento é o melhor caminho para se encontrar a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, revelou. Além de Jackson Lago, o projeto de emancipação do Maranhão do Sul é apoiado pelos senadores Edison Lobão e José Sarney.
Um milhão de desafios
A partir da próxima semana, as comissões organizadoras dos movimentos pró-criação dos Estados do Tapajós e Carajás iniciarão trabalho de recolhimento de assinaturas pedindo ao Congresso Nacional aprovação dos plebiscitos. Meta é recolher um milhão de assinaturas.
Passou de 1.000
Às 15h35, o blog recolheu o número exato de pessoas inscritas no I Simpósio Pró-Criação dos Estados do Carajás e do Tapajós: 1.076 participantes.
Miguelito Gomes e Vanda Américo, vereadores organizadores do evento, comemoravam o feito.
Miguelito Gomes e Vanda Américo, vereadores organizadores do evento, comemoravam o feito.
Balançando o pau da barraca
Uma intervenção do empresário Demétrius Ribeiro provocou treme-treme nas imediações da mesa diretora dos trabalhos do I Simpósio Pró-Criação dos Estados do Pará e do Tapajós.
O destempero começou depois que o presidente da Câmara Municipal, Miguelito Gomes, criticou o distanciamento dos empresários de Marabá em relação ao movimento divisionista, “temerosos de que seus negócios pontuais sejam afetados por ações do governo estadual”.
As criticas se tornaram mais duras a partir do momento em que a deputada estadual Bernadete Caten (PT) responsabilizou os empresários locais de se preocuparem tão-somente em desenvolver investimentos voltados à concentração de renda sem vínculos sociais.
Demétrius Ribeiro que se encontrava compondo a mesa como suplente de senador, após os dois discursos, pediu a palavra e escureceu o tempo ao defender o empresariado. Reagiu usando expressões que atingiram em cheio a classe política, da qual ele faz parte também. Não se conteve e endereçou petardos contra a administração de Sebastião Miranda, acusando-o de não mover uma palha em defesa do setor guseiro – além de deixar ao relento o Distrito Industrial. “Se não fosse os empresários, esse distrito já teria fechado por desleixo da gestão pública”. Na mesa, Tião Miranda a tudo ouvia sem mover um músculo do rosto.
Quando se dirigia ao local onde estava sentado, depois do desabafo, Demétrius foi recebido ainda no palco pelo prefeito de Marabá de dedo em riste.
- O teu problema comigo parece ser pessoal. Então vamos lá pra fora que ti ensinarei como se resolve isso, reagiu enérgico Sebastião Miranda, que quando perde a calma não costuma levar desaforos para seus aposentos. O caldo só não entornou de vez por causa da intervenção providencial dos demais participantes do centro de trabalhos.
O destempero começou depois que o presidente da Câmara Municipal, Miguelito Gomes, criticou o distanciamento dos empresários de Marabá em relação ao movimento divisionista, “temerosos de que seus negócios pontuais sejam afetados por ações do governo estadual”.
As criticas se tornaram mais duras a partir do momento em que a deputada estadual Bernadete Caten (PT) responsabilizou os empresários locais de se preocuparem tão-somente em desenvolver investimentos voltados à concentração de renda sem vínculos sociais.
Demétrius Ribeiro que se encontrava compondo a mesa como suplente de senador, após os dois discursos, pediu a palavra e escureceu o tempo ao defender o empresariado. Reagiu usando expressões que atingiram em cheio a classe política, da qual ele faz parte também. Não se conteve e endereçou petardos contra a administração de Sebastião Miranda, acusando-o de não mover uma palha em defesa do setor guseiro – além de deixar ao relento o Distrito Industrial. “Se não fosse os empresários, esse distrito já teria fechado por desleixo da gestão pública”. Na mesa, Tião Miranda a tudo ouvia sem mover um músculo do rosto.
Quando se dirigia ao local onde estava sentado, depois do desabafo, Demétrius foi recebido ainda no palco pelo prefeito de Marabá de dedo em riste.
- O teu problema comigo parece ser pessoal. Então vamos lá pra fora que ti ensinarei como se resolve isso, reagiu enérgico Sebastião Miranda, que quando perde a calma não costuma levar desaforos para seus aposentos. O caldo só não entornou de vez por causa da intervenção providencial dos demais participantes do centro de trabalhos.
Ecos do I Simpósio
No auditório da secretaria de Saúde, cerca de 800 pessoas assistem às palestras do I Simpósio Pró-Criação dos Estados do Tapajós e do Carajás, organizado pela Câmara Municipal de Marabá. O vice-governador Odair Correa já passou pelo recinto e se mandou antes do meio-dia, para cumprir agenda em outro município.
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Em seu discurso, Odair procurou se equilibrar em espaço limitado pelo cargo. Disse que ele e Ana Julia são obrigados a manter posturas de magistrados diante do movimento de redivisão territorial. “Como governantes, procuraremos implantar as agências de desenvolvimento regional em Marabá e Santarém, no entanto minha história mostra que estou na militância pela independência política do Oeste do Pará há 22 anos, porque quando se fala em soberania da Amazônia a questão perpassa pela emancipação de várias regiões”.
Correa declarou seu apoio integral à realização do plebiscito
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Muito aplaudida a leitura de ofício encaminhado pelo gabinete do senador Flexa Ribeiro (PSDB) declarando apoio ao plebiscito.Dirigindo os trabalhos, o presidente da Câmara Municipal, Miguelito Gomes (PP), depois da leitura do documento do parlamentar paraense, não deixou de registrar comentário:
- Isso é muito bom. Como o senador Flexa Ribeiro sempre se mostrou contra os Estados do Carajás e Tapajós, e garante votar agora favorável ao plebiscito, é muito bom, muito bom.
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Outro representante do time tucano, a deputada estadual Suleima Pegado não compareceu ao encontro, mas mandou ofício garantindo ser favorável ao plebiscito.
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Um dos pronunciamentos mais inflamados foi o do deputado estadual Parsifal Pontes (PMDB), encerrado com a seguinte expressão:
- O povo da região quer criar um Estado para chamar de seu. Além disso, desejamos um adjetivo gentílico porque queremos ser carajaenses.
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Representante do Oeste do Pará, mais precisamente dos municípios de Monte Alegre, Prainha e Almerim, o deputado Junior Hage defendeu com determinação a criação dos estados de Tapajós e Carajás. O isolamento de sua região através da ausência do governo estadual cada vez mais freqüente foi definida pelo parlamentar com a seguinte revelação:
- No Oeste a única estrada asfaltada que temos para transitar liga Santarém a um balneário. O resto é barro, buracos, poeira, lama e muito sofrimento.
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Ao tentar passar seu “comercial”, o deputado Miriquinha Batista (PT) não fez o comercial e nem saiu do muro. Ficou no chove-não-molha, valorizando abobrinhas. Estava bastante zen, naquela de não sou a favor nem contra, muito pelo contrário. Depois da fala, o mesmo silencio que o saudou quando foi chamado para discursar embalou a distancia que o separava do microfone à cadeira onde se encontrava. Nenhuma palma. Nenhuma manifestação. Recepção mais fria do que o conteúdo do discurso.
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A deputada Bernadete Caten (PT) foi incisiva: defende integralmente o Estado de Carajás, mas considera que não se avançará bulhufas em termos de conquistas sociais, mesmo com a criação dos novos estados, caso o modelo centralizador de investimentos seja mantido. “Ou se muda o modelo ou de nada adiantará a divisão territorial do país”.
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A partir das 14 horas, será aberto o painel de palestras. O blog está ligado.
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Em seu discurso, Odair procurou se equilibrar em espaço limitado pelo cargo. Disse que ele e Ana Julia são obrigados a manter posturas de magistrados diante do movimento de redivisão territorial. “Como governantes, procuraremos implantar as agências de desenvolvimento regional em Marabá e Santarém, no entanto minha história mostra que estou na militância pela independência política do Oeste do Pará há 22 anos, porque quando se fala em soberania da Amazônia a questão perpassa pela emancipação de várias regiões”.
Correa declarou seu apoio integral à realização do plebiscito
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Muito aplaudida a leitura de ofício encaminhado pelo gabinete do senador Flexa Ribeiro (PSDB) declarando apoio ao plebiscito.Dirigindo os trabalhos, o presidente da Câmara Municipal, Miguelito Gomes (PP), depois da leitura do documento do parlamentar paraense, não deixou de registrar comentário:
- Isso é muito bom. Como o senador Flexa Ribeiro sempre se mostrou contra os Estados do Carajás e Tapajós, e garante votar agora favorável ao plebiscito, é muito bom, muito bom.
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Outro representante do time tucano, a deputada estadual Suleima Pegado não compareceu ao encontro, mas mandou ofício garantindo ser favorável ao plebiscito.
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Um dos pronunciamentos mais inflamados foi o do deputado estadual Parsifal Pontes (PMDB), encerrado com a seguinte expressão:
- O povo da região quer criar um Estado para chamar de seu. Além disso, desejamos um adjetivo gentílico porque queremos ser carajaenses.
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Representante do Oeste do Pará, mais precisamente dos municípios de Monte Alegre, Prainha e Almerim, o deputado Junior Hage defendeu com determinação a criação dos estados de Tapajós e Carajás. O isolamento de sua região através da ausência do governo estadual cada vez mais freqüente foi definida pelo parlamentar com a seguinte revelação:
- No Oeste a única estrada asfaltada que temos para transitar liga Santarém a um balneário. O resto é barro, buracos, poeira, lama e muito sofrimento.
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Ao tentar passar seu “comercial”, o deputado Miriquinha Batista (PT) não fez o comercial e nem saiu do muro. Ficou no chove-não-molha, valorizando abobrinhas. Estava bastante zen, naquela de não sou a favor nem contra, muito pelo contrário. Depois da fala, o mesmo silencio que o saudou quando foi chamado para discursar embalou a distancia que o separava do microfone à cadeira onde se encontrava. Nenhuma palma. Nenhuma manifestação. Recepção mais fria do que o conteúdo do discurso.
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A deputada Bernadete Caten (PT) foi incisiva: defende integralmente o Estado de Carajás, mas considera que não se avançará bulhufas em termos de conquistas sociais, mesmo com a criação dos novos estados, caso o modelo centralizador de investimentos seja mantido. “Ou se muda o modelo ou de nada adiantará a divisão territorial do país”.
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A partir das 14 horas, será aberto o painel de palestras. O blog está ligado.
quarta-feira, junho 13, 2007
Era o que faltava
São 15h05.
Aqui em Redenção tomo conhecimento de que a Colônia de Pescadores Z-44 botou a boca no mundo ameaçando interditar o rio Tocantins, caso as barcaças da Cosipar transportando gusa para Barcarena continuem a navegar pelo lago de Tucuruí. Na versão do presidente da entidade, cujo nome não foi repassado a este poster, a presença do comboio de balsas da empresa está afugentando as espécies e conseqüente queda na produção de pescado.
Isso é uma barbaridade! Não existe nenhuma possibilidade da navegação de barcaças afetar a produção de peixes. Na verdade, com seu porte volumoso e calado idem, as balsas devem estar é destruindo o sistema de pescaria predatória denominado de “Amarrador” , extensas malhadeiras responsáveis pela pesca ceriminosa -denunciada por este poster.
Vou continuar mexendo nessa casa de marimbondo -, apesar das ameaças a mim dirigidas. Esses presidentes de colônias estão se transformando em empresários do setor, aproveitando-se do cargo que ocupam e usando os associados desinformados como isca de seus negócios.
Aqui em Redenção tomo conhecimento de que a Colônia de Pescadores Z-44 botou a boca no mundo ameaçando interditar o rio Tocantins, caso as barcaças da Cosipar transportando gusa para Barcarena continuem a navegar pelo lago de Tucuruí. Na versão do presidente da entidade, cujo nome não foi repassado a este poster, a presença do comboio de balsas da empresa está afugentando as espécies e conseqüente queda na produção de pescado.
Isso é uma barbaridade! Não existe nenhuma possibilidade da navegação de barcaças afetar a produção de peixes. Na verdade, com seu porte volumoso e calado idem, as balsas devem estar é destruindo o sistema de pescaria predatória denominado de “Amarrador” , extensas malhadeiras responsáveis pela pesca ceriminosa -denunciada por este poster.
Vou continuar mexendo nessa casa de marimbondo -, apesar das ameaças a mim dirigidas. Esses presidentes de colônias estão se transformando em empresários do setor, aproveitando-se do cargo que ocupam e usando os associados desinformados como isca de seus negócios.
Reação coletiva
A Polícia Federal, Ibama, Ministério Público, Polícia Militar e todos os setores responsáveis pela ordem e fiscalização precisam olhar o Lago de Tucuruí com prioridade. Faz tempo ali se infiltram grupos organizados do crime. Essa reação à navegação de balsas no Tocantins é sintomática.
O que está acabando com a produção de espécies no lago é a pesca predatória e criminosa -, que tem como seus principais cabeças presidentes de colônias e empresários do Maranhão.
Todos devem reagir com dureza à ameaça feita pelo diretor da Z-44. Se ele disse que vai interditar o Tocantins, acreditem. Ele vai interditar o Tocantins, juntando-se a outra rolha que há muitos anos impede a sua navegação, a barragem. Teremos então duas rolhas: uma de concreto e uma rolha formada pela boçalidade e prepotência de alguém que já deve contar com o apoio de outros financiadores da bandalheira que transformaram o antes tranqüilo e poético Lago de Tucuruí.
O que está acabando com a produção de espécies no lago é a pesca predatória e criminosa -, que tem como seus principais cabeças presidentes de colônias e empresários do Maranhão.
Todos devem reagir com dureza à ameaça feita pelo diretor da Z-44. Se ele disse que vai interditar o Tocantins, acreditem. Ele vai interditar o Tocantins, juntando-se a outra rolha que há muitos anos impede a sua navegação, a barragem. Teremos então duas rolhas: uma de concreto e uma rolha formada pela boçalidade e prepotência de alguém que já deve contar com o apoio de outros financiadores da bandalheira que transformaram o antes tranqüilo e poético Lago de Tucuruí.
Lata d´água na cabeça
Na tarde de ontem (12), quando este porter passou por Parauapebas, a população estava revoltada. Havia no semblante de cada morador a sensação de que um terremoto atingira suas residências tal o desespero acossando cada cidadão. Motivo: falta de água em todos os domicílios. Nos postos de gasolina, lanchonetes, pontos de táxis e nas lojas comerciais o assunto era de total recriminação a gestão de Darci Lermen. A expressão “ pior prefeito da história do município” foi ouvida por onde passamos.
Foi fichinha o que se leu nos comentários durante a enquete “Qual o Pior Prefeito”, realizada por este blog.
A fotografia do Darci está totalmente desfocada.
Foi fichinha o que se leu nos comentários durante a enquete “Qual o Pior Prefeito”, realizada por este blog.
A fotografia do Darci está totalmente desfocada.
A impressão que fica...
... É sempre a primeira. Inda mais quando se entra numa cidade, chegando por rodovia, tendo como cartão de boas vindas o lixo de lado e outro da pista e de ruas. Pega mal, pacas.
Pois é assim que se encontra Redenção. Um caos. Quem não a conhece imagina estar adentrando alguma cidade abandonada por farofeiros festivos. Não existe uma via limpa. O prédio da prefeitura municipal, casa oficial do mandatário-mor do município, é um “piseiro” , como se expressam os mais antigos.
Pelo menos nas vias principais do centro, o asfalto está todo esburacado e não há movimento de máquinas trabalhando nas imediações. Não sei como se encontra o subúrbio.
Deus, responda pela misericordiosa Santíssima Trindade, o que faz o JPC com o dinheiro de Redenção?
Pois é assim que se encontra Redenção. Um caos. Quem não a conhece imagina estar adentrando alguma cidade abandonada por farofeiros festivos. Não existe uma via limpa. O prédio da prefeitura municipal, casa oficial do mandatário-mor do município, é um “piseiro” , como se expressam os mais antigos.
Pelo menos nas vias principais do centro, o asfalto está todo esburacado e não há movimento de máquinas trabalhando nas imediações. Não sei como se encontra o subúrbio.
Deus, responda pela misericordiosa Santíssima Trindade, o que faz o JPC com o dinheiro de Redenção?
Arranjo produtivo
Duas placas mal pintadas dão boas vindas a quem chega em Pau D´arco, “ a capital do mel” -, localizada a 190 km de Marabá, entre Rio Maria e Redenção. Com orgulho, as gentes de lá enchem a boca para dizer a frase.
Através de incentivos de órgãos oficiais abrangendo um conjunto de assentamentos de reforma agrária localizados nos municípios de Redenção e Pau D´arco, ações diversas desenvolvem a estruturação de arranjos produtivos da agricultura familiar, tendo como carro-chefe a apicultura.
Pau D´arco saiu na frente contemplando desde a capacitação de produtores, passando pelo processamento de produção e chegando à definição de estratégias de comercialização. Inicialmente, o projeto beneficiou 150 famílias com claros indicativos de expansão dos benefícios sobre a economia dos municípios envolvidos. Hoje tem muito mais gente envolvida no processo, sem o poder público para atrapalhar. Quem comanda sao eles mesmos os produtores, através de associações.
Através de incentivos de órgãos oficiais abrangendo um conjunto de assentamentos de reforma agrária localizados nos municípios de Redenção e Pau D´arco, ações diversas desenvolvem a estruturação de arranjos produtivos da agricultura familiar, tendo como carro-chefe a apicultura.
Pau D´arco saiu na frente contemplando desde a capacitação de produtores, passando pelo processamento de produção e chegando à definição de estratégias de comercialização. Inicialmente, o projeto beneficiou 150 famílias com claros indicativos de expansão dos benefícios sobre a economia dos municípios envolvidos. Hoje tem muito mais gente envolvida no processo, sem o poder público para atrapalhar. Quem comanda sao eles mesmos os produtores, através de associações.
Mel com fel
Se comparado ao município pernambucano de Manari que tem o menor índice do Brasil ( 0,467) -, o IDH de Pau D'arco ( 0,664) faz inveja. Esse patamar ainda baixíssimo de cidadania é conseqüência da melhor distribuição de renda oriunda dos lotes produtores de mel. Só com uma nota dissonante do prefeito Mariosval Dueti Rezende Silva: o caraíba não calçou até agora um palmo de rua. É poeira pra todo lado, no verão; e lama nos sapatos e calças, durante inverno. O infeliz alcaide faz de tudo para afugentar do município quem quer trabalhar e ajudar a desenvolvê-lo.
Pau d'Arco hoje tenta ser uma cidade turística, porque nela passa o Rio Pau D'Arco com várias espécies de peixe. Todos os finais de semana os balneários lotam com pessoas da cidade e turistas visitando o rio.
O diabo é que tem um prefeito assim acolaiado com o Furta-Cão. Cruz-Credo!
Pau d'Arco hoje tenta ser uma cidade turística, porque nela passa o Rio Pau D'Arco com várias espécies de peixe. Todos os finais de semana os balneários lotam com pessoas da cidade e turistas visitando o rio.
O diabo é que tem um prefeito assim acolaiado com o Furta-Cão. Cruz-Credo!
terça-feira, junho 12, 2007
Pausa curta
Compromissos no interior do Sudeste me impedirão atualizar o site nas próximas 48 horas. Prometo retorno com muitas novidades.
segunda-feira, junho 11, 2007
Bolsa-Dentadura
Que tal o governo Ana Julia lançar mais uma programa-bolsa? O Bolsa-Dentadura.Seria bem vindo, principalmente no sul-sudeste onde a massa pobre e desorientada tem 70% sem parte dos 32 dentes da boca. No Pará, a média é de 57% de pessoas na faixa de 35 a 44 anos sem metade dos instrumentos de mordida.
Estado rico e de futuro este que se constrói.
Almoxarifado do mal
Em Tailândia, sétimo lugar entre os 100 municípios brasileiros mais violentos, é fácil encontrar uma lógica nas ruas. Ao olhar da maioria dos moradores, “os bandidos gostam de morar na cidade porque os governos do Pará só se preocupam em proteger o povo de Belém”.
Preconceito originário da ingenuidade de gentes acostumadas a pegar porrada geral sem encontrar proteção da exígua estrutura policial insuficiente para resguardar a segurança pública.
Preconceito originário da ingenuidade de gentes acostumadas a pegar porrada geral sem encontrar proteção da exígua estrutura policial insuficiente para resguardar a segurança pública.
Viva os fora-da-lei!
As imagens mostraram o bacurau liderando o tumulto e ameaçando enfiar a mão num painel de controle geral da usina com intenção de provocar o desligamento do sistema de distribuição de energia. Transformou-se em “ídolo” da esquerda festiva raivosa, quando na realidade não passa de uma empulhação como tantas espalhadas pelos movimentos sociais e patronais deste país de medonhos falsos líderes. O país inteiro reprovou a invasão da hidrelétrica de Tucuruí e seus riscos para o funcionamento da Nação.
A Justiça Federal de Marabá não viu nada disso. Resultado: negou o pedido de prisão feito pela Polícia Federal para quem já estão chamando de ‘Cocaleiro Brasileiro’, Roquivan Alves, comandante da invasão. Exemplar decisão para continuar estimulando a anarquia e a desordem neste Brasil sem lei.
A Justiça Federal de Marabá não viu nada disso. Resultado: negou o pedido de prisão feito pela Polícia Federal para quem já estão chamando de ‘Cocaleiro Brasileiro’, Roquivan Alves, comandante da invasão. Exemplar decisão para continuar estimulando a anarquia e a desordem neste Brasil sem lei.
Olho por olho
A Lex talion deriva de decisões da Justiça favoráveis à impunidade. Ou para ser mais claro, a Lei de talião consiste na justa reciprocidade do crime e da pena, freqüentemente simbolizada pela expressão ‘olho por olho, dente por dente’. Agora mesmo em Tailândia ela prosperou sob o comando de um vereador fascínora responsaveis por 78 assassinatos. A pena de morte disfarçada.
Pior: se alguem se der à paciente missão de sair pelas ruas daquele município conversando com a comunidade, descobrirá que ela, em seus momentos de revolta latente mercê da alta criminalidade, sem que haja respostas à altura das autoridades, só fala em vingança, ousando em sua ira declamar que “bandido bom é bandido morto”.Considerando a frase apenas como um aforismo de desabafo já que sabemos não existir no coração da grande maioria do povo brasileiro sentimento de querer ser senhor da vida alheia, por mais desprezível esta possa parecer, a aprovação aos atos da gang de exterminadores é a fotografia desse tempo de impunidades. Estimulados pela própria Justiça.
Pior: se alguem se der à paciente missão de sair pelas ruas daquele município conversando com a comunidade, descobrirá que ela, em seus momentos de revolta latente mercê da alta criminalidade, sem que haja respostas à altura das autoridades, só fala em vingança, ousando em sua ira declamar que “bandido bom é bandido morto”.Considerando a frase apenas como um aforismo de desabafo já que sabemos não existir no coração da grande maioria do povo brasileiro sentimento de querer ser senhor da vida alheia, por mais desprezível esta possa parecer, a aprovação aos atos da gang de exterminadores é a fotografia desse tempo de impunidades. Estimulados pela própria Justiça.
A primeira impressão ...
Marabá ostenta a garbosa denominação de município paraense que mais oferece oportunidades de trabalho e renda. Há controvérsias, no entanto, quanto aos efeitos na realidade desse fato.
Nos últimos seis anos como não se mediu de novo o IDH brasileiro, Marabá é uma decepção quando se pega a última medida comparativa de pobreza, esperança de vida, educação, alfabetização e outros fatores que compõem o seu Índice de Desenvolvimento Humano. O município se nivela a outros como Curuçá, Chaves, Magalhães Barata, Marituba, Medicilândia, São Félix do Xingu, Uruará e Terra Alta, estacionados em 0,71. Bem abaixo da média nacional que é de 0,76 e inferior a outros 18 municípios paraenses -, cujo melhor índice encontra-se em Belém com 0,81.
São fatores dessa natureza que impacientam este poster. O desenvolvimento de uma comunidade não pode ser medido apenas pelo volume de massa asfáltica distribuída ou pelo elevado número de obras de concreto propagandeado.
Se o próximo IDH de Marabá a ser medido pelo IBGE apontar diferenças positivas em relação ao índice medido em 2000, a gestão de Sebastião Miranda pode ser um marco. Caso contrário, será fiasco misturado a mico.
Nos últimos seis anos como não se mediu de novo o IDH brasileiro, Marabá é uma decepção quando se pega a última medida comparativa de pobreza, esperança de vida, educação, alfabetização e outros fatores que compõem o seu Índice de Desenvolvimento Humano. O município se nivela a outros como Curuçá, Chaves, Magalhães Barata, Marituba, Medicilândia, São Félix do Xingu, Uruará e Terra Alta, estacionados em 0,71. Bem abaixo da média nacional que é de 0,76 e inferior a outros 18 municípios paraenses -, cujo melhor índice encontra-se em Belém com 0,81.
São fatores dessa natureza que impacientam este poster. O desenvolvimento de uma comunidade não pode ser medido apenas pelo volume de massa asfáltica distribuída ou pelo elevado número de obras de concreto propagandeado.
Se o próximo IDH de Marabá a ser medido pelo IBGE apontar diferenças positivas em relação ao índice medido em 2000, a gestão de Sebastião Miranda pode ser um marco. Caso contrário, será fiasco misturado a mico.
Delegado sob suspeição
O ex-superintendente de Polícia Civil do Sudeste Marco Antonio Duarte deixa o cargo sob acusação de ter liberado de forma irregular um caminhão que se encontrava preso nas dependências da delegacia, em Marabá, com suspeita de chassi adulterado. A acusação contra o ex-superintendente foi feita por um policial civil à corregedora de PC na Região, delegada Ana Indira. Só que ela não segurou a batata quente, repassando-a à corregedoria geral em Belém. O novo superintendente da PCS é o delegado Vicente Gomes.
O Correio do Tocantins conta detalhes.
O Correio do Tocantins conta detalhes.
E por falar em Simpósio
Na próxima sexta-feira (15) as delegações participantes do I Simpósio Pró-Estado de Carajás tomarão conhecimento que o atual estado do Pará tem um PIB per capita (em 2003) de R$ 3,3 mil reais (em valores constantes de 2000) e um PIB total da ordem de R$ 21,5 bilhões em 2003 (em valores constantes de 2000).
Com a divisão do estado do Pará em novos três estados, a distribuição do PIB total e per capita ficaria concentrada no novo estado do Pará que teria um PIB total de cerca R$ 12,3 bilhões. Entretanto, ele ficaria com o menor PIB per capita (R$ 2,86 mil). O estado de Carajás teria um PIB de R$ 6 bilhões e Tapajós em torno de R$ 3 bilhões em 2003. Por sua vez, o maior PIB per capita seria do estado de Carajás, em torno de R$ 5 mil.
Na atual configuração geográfica do Estado do Pará, o Ipea constatou uma grande variância no PIB per capita, visto que o menor é de cerca de R$ 800 e o maior de R$ 21 mil.
Com a divisão do estado do Pará em novos três estados, a distribuição do PIB total e per capita ficaria concentrada no novo estado do Pará que teria um PIB total de cerca R$ 12,3 bilhões. Entretanto, ele ficaria com o menor PIB per capita (R$ 2,86 mil). O estado de Carajás teria um PIB de R$ 6 bilhões e Tapajós em torno de R$ 3 bilhões em 2003. Por sua vez, o maior PIB per capita seria do estado de Carajás, em torno de R$ 5 mil.
Na atual configuração geográfica do Estado do Pará, o Ipea constatou uma grande variância no PIB per capita, visto que o menor é de cerca de R$ 800 e o maior de R$ 21 mil.
O PIB no contexto
O mapa mostra a distribuição do PIB e PIB per capita em 2004 (último ano disponibilizado pelo IBGE, diferentemente dos PIBs de outros anos analisados anteriormente, este PIB de 2004 está em valores correntes de 2004), caso os estados do Pará (novo), Carajás e Tapajós tivessem sido criados.
Na soma, observem que o atual estado do Pará tinha um PIB de cerca de R$ 34 bilhões.
A distribuição do PIB total ficaria concentrada no novo estado do Pará em cerca R$ 19,4 bilhões. Isso representa 57% do PIB do antigo estado do Pará. Entretanto, ele ficaria com o segundo PIB per capita (R$ 4,3 mil). O estado de Carajás teria um PIB de R$ 10,1 bilhões e Tapajós, em torno de R$ 4,6 bilhões em 2004. Isso significa, respectivamente, 30% e 13% do PIB do antigo estado do Pará. Ademais, o maior PIB per capita seria do estado de Carajás, em torno de R$ 8 mil.
Na soma, observem que o atual estado do Pará tinha um PIB de cerca de R$ 34 bilhões.
domingo, junho 10, 2007
IDH como referência
Importante indicador sintético a ser analisado, já que resume a performance de diversos índices, tais como renda, educaçao e esperança de vida, o mapa acima mostra como seria o IDH (2000) para os três estados que podem ser criados a partir do desmembramento do atual estado do Pará.
É importante ressaltar que o IDH varia de 0 a 1, sendo que quando maior o índice melhores são as condições de vida da população. É possível observar que o novo estado do Pará teria o maior IDH, isto é, 0,72. Por sua vez, Carajás e Tapajós apresentariam índices idênticos, IDH de 0,70.
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