Beta Moreira, mulher de Ademir Martins, ex-vereador de Marabá e ex-Gerente Regional do Ibama, lutou até o fim. Não se abateu jamais. A briga que travava contra o câncer foi consistente, sem trégua. Conversando com os amigos, ela nao demonstrava haver dentro de si um monstro a consumir seus ideais de vida. E como foi idealista essa mulher corajosa!
No dia a dia, ela e Ademir, unos. Dois em um, como siamêses buscando a respiração de umbigos dependentes de si.
Contra a ditadura, defendendo os direitos humanos, lutando pela melhoria da qualidade de vida, cúmplices de propostas de transformação da sociedade dentro das salas de aula - onde ele tocava a sobrevivência ajudando o marido a manter a bela família edificada no prolongamento de outras duas vidas: Luciana e Rita, as filhas.
A história dos dois leva a uma bifurcação, como moto-contínuo, guiando ao mesmo ponto, mesmo ao ocaso da distância física.
sábado, novembro 11, 2006
sexta-feira, novembro 10, 2006
As voltas que o mundo dá
Jader Barbalho desembarca neste sábado, 11, em Marabá, às 16 horas, para participar do encerramento do ciclo de palestras sobre mineração promovido pela recém criada Associação dos Municípios Mineradores do Pará. Depois prestigia, à noite, a posse da diretoria da entidade que tem como presidente o prefeito Sebastião Miranda (PTB).
Jader volta a pontificar no meio de empresários e classe política da região.
Jader volta a pontificar no meio de empresários e classe política da região.
Como uma onda
Depois do encontro com a bancada do PT na Assembléia Legislativa, acompanhado de Arnaldo Jordy, a leitura do atual processo político feita pelo deputado estadual eleito por Marabá, João Salame, é de que o PPS, diante do resultado das urnas, foi colocado na oposição. Como tal, deve ter a responsabilidade de não cometer erros de avaliação sobre um provável ou não relacionamento com o governo de Ana Júlia, a ser empossado em janeiro.
Diante do convite feito pelos parlamentares petistas no sentido do PPS integrar a base aliada do futuro governo, Salame conta que ele e Jordy reiteraram a posição de que os socialistas nao devem assumir postura de oposição sistemática, mas também não podem passar recibo de adesismo automático. "O recado das urnas foi claro, nos obrigando, portanto, a ter consciência dos limites de uma negociaçao política de apoio parlamentar", explica.
Isso também não quer dizer que o PPS esteja indisponível a conversações. A partir da evolução do diálogo aberto na tarde desta sexta-feira (10), em Belém, o partido poderá ou nao compor com o governo de Ana Júlia.
Diante do convite feito pelos parlamentares petistas no sentido do PPS integrar a base aliada do futuro governo, Salame conta que ele e Jordy reiteraram a posição de que os socialistas nao devem assumir postura de oposição sistemática, mas também não podem passar recibo de adesismo automático. "O recado das urnas foi claro, nos obrigando, portanto, a ter consciência dos limites de uma negociaçao política de apoio parlamentar", explica.
Isso também não quer dizer que o PPS esteja indisponível a conversações. A partir da evolução do diálogo aberto na tarde desta sexta-feira (10), em Belém, o partido poderá ou nao compor com o governo de Ana Júlia.
Almas belas
Extraio da página "Política & Desenvolvimento" publicada toda sexta-feira no Correio do Tocantins, sob responsabilidade do meu guru Ademir Braz:
Escritor, jornalista e membro da Academia Paraense de Letras, o cametaense Salomão Larêdo doou dois exemplares de sua longa produção literária para a biblioteca e arquivo público da Fundação Casa da Cultura de Marabá. Com isso, ele atende a um pedido do prof. Noé Atzingen, presidente da fundação.“Pelo apreço e admiração que tenho a você, seu trabalho, ao seu pessoal, ao meu amigo e colega Ademir Braz, e pelo carinho que tenho ao povo de Marabá, faço a oferta com a alegria pelo interesse demonstrado e porque é um dever meu, como escritor, disponibilizar exemplares às bibliotecas para possibilitar acesso ao maior número de leitores. E como é minha missão, sei que é a sua também, a de Ademir e de muitos outros, promover o livro e a leitura, formando leitor crítico para ver se algum dia conseguimos diminuir as desigualdades, conseguindo também a justiça e a melhor distribuição da renda nessa mudança da sociedade para melhor que todos queremos, apresso-me em responder a carta, rogando ao amigo que veja se é possível mandar apanhar os livros em meu endereço em Belém”, reitera Salomão Larêdo.
Seria tão bom se todos fizessem um pouquinho desse gesto. A Fundação Casa da Cultura de Marabá é uma das coisas belas construídas neste Pará, nos últimos 20 anos.
Escritor, jornalista e membro da Academia Paraense de Letras, o cametaense Salomão Larêdo doou dois exemplares de sua longa produção literária para a biblioteca e arquivo público da Fundação Casa da Cultura de Marabá. Com isso, ele atende a um pedido do prof. Noé Atzingen, presidente da fundação.“Pelo apreço e admiração que tenho a você, seu trabalho, ao seu pessoal, ao meu amigo e colega Ademir Braz, e pelo carinho que tenho ao povo de Marabá, faço a oferta com a alegria pelo interesse demonstrado e porque é um dever meu, como escritor, disponibilizar exemplares às bibliotecas para possibilitar acesso ao maior número de leitores. E como é minha missão, sei que é a sua também, a de Ademir e de muitos outros, promover o livro e a leitura, formando leitor crítico para ver se algum dia conseguimos diminuir as desigualdades, conseguindo também a justiça e a melhor distribuição da renda nessa mudança da sociedade para melhor que todos queremos, apresso-me em responder a carta, rogando ao amigo que veja se é possível mandar apanhar os livros em meu endereço em Belém”, reitera Salomão Larêdo.
Seria tão bom se todos fizessem um pouquinho desse gesto. A Fundação Casa da Cultura de Marabá é uma das coisas belas construídas neste Pará, nos últimos 20 anos.
Novo dono
Poderoso grupo siderúrgico do Ceará comprou os 51% restantes das cotas da família Salvador de Souza que controlava a Siderúrgica Marabá (Simara), no distrito industrial do município. A empresa, até o final do ano passada, era propriedade dos irmãos Divaldo e Dilermando Salvador de Souza, que entraram em conflito numa disputa que provocou a saíde de Dilermando da sociedade. Meses depois, Divaldo vendeu 49% de suas ações para um grupo cearense.
Envolvido em diversas encrencas com a Receita Federal que provocaram, inclusive, a sua prisao pela Polícia Federal de Marabá, Divaldo decidiu agora vender ao mesmo investidor o que lhe restava da usina de ferro gusa.
Envolvido em diversas encrencas com a Receita Federal que provocaram, inclusive, a sua prisao pela Polícia Federal de Marabá, Divaldo decidiu agora vender ao mesmo investidor o que lhe restava da usina de ferro gusa.
Caindo na real
De vez em quando o prefeito de Marabá, Sebastião Miranda (PTB) gosta de inflamar seu relacionamento pessoal adotando política de fundo de quintal com setores do município. A briga que ele trava com seu xará vereador Sebastião Ferreira (PSB) extrapola os limites do bom senso, gerando ranço e desserviço à própria sociedade.
Presidente do Águia de Marabá, Ferreira não consegue qualquer tipo de apoio da prefeitura quando necessita colocar o time em campo para disputas oficiais., desde quando Miranda foi eleito, em em 2004. Nesse interim, o Águia disputou duas edições do campeonato de futebol do Pará recebendo patrocínio do setor privado e de prefeituras da região, cujos prefeitos inteligentemente usam a griffo do clube para universalizar também o nome de seus municípios já que o Águia é um time querido no Sul do Estado.
A prefeitura de Jacundá, como exemplo, nos anos de 2004 e 2005, cobriu diversas despesas dos jogos do time de Marabá, além de ter cedido o estádio da cidade para as partidas do Águia. Este ano, quando tudo se caminhava para a equipe ser apadrinhada pela prefeitura de Rondon do Pará, Sebastião Miranda perece que sentiu a ficha cair, voltando a raciocinar como prefeito do município que tem um time disputando o Parazão como orgulho de todos.
O Águia voltará a receber apoio da prefeitura, começando pela recuperaçao das dependencias parciais do estádio Zinho Oliveira.
Já é um bom recomeço.
Presidente do Águia de Marabá, Ferreira não consegue qualquer tipo de apoio da prefeitura quando necessita colocar o time em campo para disputas oficiais., desde quando Miranda foi eleito, em em 2004. Nesse interim, o Águia disputou duas edições do campeonato de futebol do Pará recebendo patrocínio do setor privado e de prefeituras da região, cujos prefeitos inteligentemente usam a griffo do clube para universalizar também o nome de seus municípios já que o Águia é um time querido no Sul do Estado.
A prefeitura de Jacundá, como exemplo, nos anos de 2004 e 2005, cobriu diversas despesas dos jogos do time de Marabá, além de ter cedido o estádio da cidade para as partidas do Águia. Este ano, quando tudo se caminhava para a equipe ser apadrinhada pela prefeitura de Rondon do Pará, Sebastião Miranda perece que sentiu a ficha cair, voltando a raciocinar como prefeito do município que tem um time disputando o Parazão como orgulho de todos.
O Águia voltará a receber apoio da prefeitura, começando pela recuperaçao das dependencias parciais do estádio Zinho Oliveira.
Já é um bom recomeço.
Jogo duro
Deputada federal Bel Mesquita (PMDB) não cogita nenhum tipo de aproximação política com o prefeito Darci Lermen (PT), seu adversário em Parauapebas. No entanto, ao assumir a Câmara Federal, em 2007, Bel terá uma postura institucional com a prefeitura, vabilizando recursos e tratando das coisas pública sem nenhuma alimentaçao restrição de qualquer espécie. Ela deixou isso bem claro aos seus aliados.
Chega pra lá
A deputada Socorro Gomes (PCdoB/PA), com a seriedade que se impôs na vida pública, chega firme para se manifestar coerentemente sobre a proposta do governador Simão Jatene de incluir representantes do TJ e MPE/PA na Comissão de Transição:
"Em que pese o enorme respeito que temos pelas duas instituições, é preciso lembrar que a transição é no Executivo, que os poderes são independentes e que não podemos passar à sociedade a idéia de que o MPE e o Judiciário funcionam no Pará como correia de transmissão do governo estadual".
Bem dito.
"Em que pese o enorme respeito que temos pelas duas instituições, é preciso lembrar que a transição é no Executivo, que os poderes são independentes e que não podemos passar à sociedade a idéia de que o MPE e o Judiciário funcionam no Pará como correia de transmissão do governo estadual".
Bem dito.
quarta-feira, novembro 08, 2006
Lá e cá
"O povo americano votou pela mudança. Hoje, nós fizemos história, agora, faremos progresso". ( Nancy Pelosi, líder da minoria democrata na Câmara, ao conhecer o resultado da eleiçao norte-americana que deu vitória ao Partido Democrata).
A frase nos arremete ao Pará que ouviu isso em todos os cantos do Estado depois da vitória de Ana Júlia. "Fazer o progresso" é o que esperamos todos agora, por aqui.
A frase nos arremete ao Pará que ouviu isso em todos os cantos do Estado depois da vitória de Ana Júlia. "Fazer o progresso" é o que esperamos todos agora, por aqui.
O texto de Ana
Gostoso acompanhar a série de matérias investigativas da Ana Célia Pinheiro, no DIÁRIO DO PARÁ. Em tempos de vacas magérrimas nessa área do jornalismo, a persistência dela em passar a limpo o nebuloso período do governo tucano gera alento em quem acredita ainda na magnitude da verdade.
O texto enxuto escancarando números oficiais das bandalheiras de gabinetes devassa qualquer tentativa de desmentido da corte palaciana. Persistente, preocupada em não deixar vácuo em suas denuncias, corajosamente profissional, Ana multiplica as virtudes do jornalismo perseguidor da verdade, sem entremeios de panos quentes.
Ler Ana faz bem à alma e ao caráter das pessoas de bem. É como tody. Energizante.
O texto enxuto escancarando números oficiais das bandalheiras de gabinetes devassa qualquer tentativa de desmentido da corte palaciana. Persistente, preocupada em não deixar vácuo em suas denuncias, corajosamente profissional, Ana multiplica as virtudes do jornalismo perseguidor da verdade, sem entremeios de panos quentes.
Ler Ana faz bem à alma e ao caráter das pessoas de bem. É como tody. Energizante.
Riscos de mais mortes
De repente, o Hospital Regional Geraldo Veloso, construído em Marabá para atender 21 municípios do Sudeste, pode se transformar em palco de tragédias jamais vistas. A secretaria executiva de Saúde, à frente Fernando Dourado, dentro do plano eleitoral de manipulação da opinião pública, formou um quadro técnico composto de enfermeiras e páramédicos inexperientes, médicos com salários abaixo do que se paga em qualquer lugar do país -, portanto, descaracterizando a própria referencia de média e alta complexidade do hospital.
Há o temor se generalizando de que novas mortes ocorram no Hospital Geraldo Veloso por omissão ou causadas pela inexperiencia de jovens profissionais contratados à toque de caixa, às vésperas da eleição.
Há o temor se generalizando de que novas mortes ocorram no Hospital Geraldo Veloso por omissão ou causadas pela inexperiencia de jovens profissionais contratados à toque de caixa, às vésperas da eleição.
Omissão de socorro
No caso da morte de Maria José de Oliveira, ao chegar na recepçao do hospital, seus familiares ouviram que ali não existia cardiologista de plantão, e que o atendimento só poderia ser feito dia seguinte. Baseado em laudo encaminhado ao Hospital Geraldo Veloso pelo clínico-geral Mauro Guimarães, a idosa encontrava-se em perigo de vida, urgentemente precisando de especialista cardíaco. Certamemte, a doença nao esperaria 24 horas pelo socorro médico. De fato, às 5h40 da manhã seguinte, a senhora morreria por falta de atendimento no hospital "inaugurado" para evitar que tais fatos ocorressem na região.
A morte de Maria José
A irresponsabilidade pontificada na decisao de inaugurar o Hospital Regional Geraldo Veloso sem nenhuma condição técnica, e carencia de equipamentos supostamente adquiridos mas ainda não instalados, é a causa política atribuída à morte da senhora Maria José de Oliveira, 69 anos. Ela morreu porque o HRS nao tinha cardiologista e endocrinologista em disponibilidade, para atendimento de média comlexidade o qual necessitava a enferma.
Passados três dias da morte de Maria José, graves problemas até entao ocultos começam a pipocar, desmascarando a farsa que foi o ato de inauguraçao de um hospital que nao estava apto a atender ninguem. Simão Jatene e seus assessores usaram o evento para criar cenário positivo à candidatura entao moribunda de Almir Gabriel.
Passados três dias da morte de Maria José, graves problemas até entao ocultos começam a pipocar, desmascarando a farsa que foi o ato de inauguraçao de um hospital que nao estava apto a atender ninguem. Simão Jatene e seus assessores usaram o evento para criar cenário positivo à candidatura entao moribunda de Almir Gabriel.
Natimorto
Se tiver procedência informação de que Almir Gabriel deverá assumir a presidência regional do PSDB ainda este ano, taí um fato que por si já nos leva a prever o inevitável: o partido de FHC fadado a desaparecer tal como a candidatura ao governo de Gabriel. Não existe uma liderança política do interior disposta a conversar com o “velho”Almir. Entre prefeitos, vereadores e líderes comunitários, todos estão ressabiados dos métodos estressantes e nada educados do ex-governador. Dias negros se anunciam na seara tucana paraense.
terça-feira, novembro 07, 2006
Estado mata senhora
Não há cardiologista e nem endocrinologista no Hospital Regional Geraldo Veloso. Por esta razão, Maria José de Oliveira, 69, faleceu por falta de atendimento médico, 16 dias após a inauguração por Simão Jatene do Hospital Regional do Sudeste, localizado em Marabá.
A inauguração desse hospital, conforme anotei em minha coluna no DIÁRIO DO PARÁ, ocorreu extemporaneamente para atender exigências do então candidato tucano Almir Gabriel, na louca tentativa de reverter uma derrota humilhantemente anunciada na região.
Como o Pará é servido por um Ministério Público avesso a investigar o próprio Estado, não podemos esperar nenhuma investigação que venha desse setor. Indignar-se, não resolve nada. Como ficar também lamentando -, é outra saída inócua para essa situação criminosa.
O que fazer? Mobilizar a sociedade para exigir medidas justas, buscando responsabilidade pela morte da senhora.
Suspeitos não existem. Há um culpado único em toda essa sacanagem de desrespeito às pessoas pobres: o governo do Pará.
A inauguração desse hospital, conforme anotei em minha coluna no DIÁRIO DO PARÁ, ocorreu extemporaneamente para atender exigências do então candidato tucano Almir Gabriel, na louca tentativa de reverter uma derrota humilhantemente anunciada na região.
Como o Pará é servido por um Ministério Público avesso a investigar o próprio Estado, não podemos esperar nenhuma investigação que venha desse setor. Indignar-se, não resolve nada. Como ficar também lamentando -, é outra saída inócua para essa situação criminosa.
O que fazer? Mobilizar a sociedade para exigir medidas justas, buscando responsabilidade pela morte da senhora.
Suspeitos não existem. Há um culpado único em toda essa sacanagem de desrespeito às pessoas pobres: o governo do Pará.
Só eles não sabiam
Repórter 70 diz que “o Serviço de Inteligência da Polícia Civil está registrando o aumento de furtos de carros, assaltos a ônibus e venda de maconha no sudeste do Estado”. Jornal ou a PC chegou atrasada na constatação de uma realidade que o povo do sudeste está cansado de saber desse primórdios do ano em curso. Na região, assaltos, furtos de veículos e distribuição acentuada de drogas são uma constante.
Até o Papa sabe disso.
Até o Papa sabe disso.
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