Luiz Flávio, coordenador da equipe da secretaria estadual de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia responsável pela auditagem realizada em seis usinas siderúrgicas de Marabá, retornou a Belém com uma convicção: os usineiros não investiram até agora em reflorestamento porque nunca levaram isso a sério. Pior: os lucros que obtiveram ao longo desses anos superaram todos os prognósticos sem que houvesse, paralelamente a isso, o mínimo de preocupação com cuidados ambientais.
Ele diz ser uma “falácia” o discurso de que a 60% da economia de Marabá depende do Distrito Industrial.
sábado, março 24, 2007
Fazenda Curuá
Alvo de serenos e incontestáveis artigos assinados pelo jornalista Lucio Flávio Pinto, que lhe valeram, inclusive, processos judiciais, a grande área formadora da chamada Fazenda Curuá, supostamente de propriedade do empresário Cecílio Almeida, teve esta semana a sua desocupação formalizada pela Justiça Federal. Isso quer dizer ser possível adotar agora medidas de ordenamento daquela imensa área cheia de conflitos.
Saudar essa decisão, mas com reservas. Ali existe sempre alguém com o diabo no couro querendo desmoralizar as representações legítimas do Estado.
Saudar essa decisão, mas com reservas. Ali existe sempre alguém com o diabo no couro querendo desmoralizar as representações legítimas do Estado.
Quando se governa
Sem medo de errar, o poster considera a medida mais importante tomada nesses quase 90 dias de governo a assinatura de decreto de intervenção no território da Terra do Meio, área localizada em ponto estratégico englobando os municípios de Novo Progresso e Altamira, com influência até São Félix do Xingu.
É ali onde mora o perigo porque se desenvolvem ações de grilagem e formação de bandos invasores com suspeita até de treinamento militar em algumas propriedades fechadas.
Ao anunciar o controle administrativo de quase 700 mil hectares daquele território emblemático, o governo Ana Julia manifesta clara direção de estar mesmo disposta a governar o Estado, e, finalmente, coloca o Iterpa no foco do gerenciamento de demandas causadoras de muitos conflitos.
Esse é o caminho. Resta saber agora se vai funcionar. Se funcionar, Ana Julia resolve um grave problema de ordem fundiária.
É ali onde mora o perigo porque se desenvolvem ações de grilagem e formação de bandos invasores com suspeita até de treinamento militar em algumas propriedades fechadas.
Ao anunciar o controle administrativo de quase 700 mil hectares daquele território emblemático, o governo Ana Julia manifesta clara direção de estar mesmo disposta a governar o Estado, e, finalmente, coloca o Iterpa no foco do gerenciamento de demandas causadoras de muitos conflitos.
Esse é o caminho. Resta saber agora se vai funcionar. Se funcionar, Ana Julia resolve um grave problema de ordem fundiária.
Chame o ladrão! Chame o ladrão!
Não tem jeito mesmo. É um escândalo atrás do outro, tudo o que emana do Congresso Nacional. Agora deveremos ser contemplados com aprovação de um projeto que tem em seu bojo o escancaramento da impunidade ao conceder foro privilegiado a políticos engalfinhados em bandalheiras gerais. Em seu blog, Josias de Souza conta tudo.
quinta-feira, março 22, 2007
Destino o povo quem faz
E olha que Jackson Lago está defendendo a redução do território maranhense tirando de São Luís o chão mais rico do Estado. Já conversou com a maioria dos deputados estaduais alertando que ninguém pode ser contra a vontade popular. Ninguém! Ou seja, acendeu a luz verde sinalizando que estará ao lado dele todos aqueles favoráveis a criação do Maranhão do Sul.
Cheirando a povo
Quem tem voto não teme o julgamento popular. Está sempre disponibilizado a avaliação eleitoral. Jackson Lago, governador do Maranhão, comprova isso ao se definir ostensivamente favorável à criação do Estado Maranhão do Sul, desembarcando em Brasília para pedir apoio do Congresso à proposta de divisão territorial da terra de Gonçalves Dias. Leia aqui
para ver com os próprios olhos.
para ver com os próprios olhos.
quarta-feira, março 21, 2007
Apoio às vítimas do massacre
Ana Julia determinou e o secretário Halmélio Sobral entrou em cena pontuando o diretor da 11ª Regional de Promoção Social, Ademir Viana, para localizar os 47 sobreviventes da “Chacina de Eldorado dos Carajás”. Missão: realizar exames de tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultra-sonografia, eletrocardiograma e demais procedimentos naqueles que escaparam da morte na chamada “Curva do S”.
Por ocasião do 11º aniversário do massacre de Eldorado dos Carajás, dia 17 de abril, a governadora Ana Julia pretende oficializar apoio do seu governo às pessoas vítimadas da maior violência promovida no país contra trabalhadores rurais. A assistência na área de saúde foi priorizada.
Ademir Viana disse ao blog que mandará ainda esta semana equipe de assistentes sociais ao Assentamento 17 de Abril para conversar com os sobreviventes da chacina e agendar a vinda deles a Marabá a fim de serem submetidos no Hospital Regional a procedimentos laboratoriais e clínicos.
Por ocasião do 11º aniversário do massacre de Eldorado dos Carajás, dia 17 de abril, a governadora Ana Julia pretende oficializar apoio do seu governo às pessoas vítimadas da maior violência promovida no país contra trabalhadores rurais. A assistência na área de saúde foi priorizada.
Ademir Viana disse ao blog que mandará ainda esta semana equipe de assistentes sociais ao Assentamento 17 de Abril para conversar com os sobreviventes da chacina e agendar a vinda deles a Marabá a fim de serem submetidos no Hospital Regional a procedimentos laboratoriais e clínicos.
Bichos do mato
Como não recebem atendimento em domicílio, os moradores das ilhas espalhadas no Lago de Tucuruí são acometidos de todo tipo de enfermidade; e por ali mesmo ficam -, esperando a morte chegar ou na esperança de algum milagre que os salvem do Juízo Final. É assim a vida de quem mora embrenhado nas matas e onde o governo não dá a mínima para espalhar assistência médica.
Além de malária e dengue, a “boa nova” no Lago é o surgimento de casos de hepatite. Um cidadão desembarcou no porto de Marabá buscando ajuda médica para se tratar de dengue, mas ao realizar exames descobriu-se que ele está com hepatite. Se tem um caso, pode ter vários e muitos outros de centenas.
Esse é o quadro. Que o secretário de Saúde de Tucuruí desconhece e diz estar tudo “sob controle”.
Além de malária e dengue, a “boa nova” no Lago é o surgimento de casos de hepatite. Um cidadão desembarcou no porto de Marabá buscando ajuda médica para se tratar de dengue, mas ao realizar exames descobriu-se que ele está com hepatite. Se tem um caso, pode ter vários e muitos outros de centenas.
Esse é o quadro. Que o secretário de Saúde de Tucuruí desconhece e diz estar tudo “sob controle”.
terça-feira, março 20, 2007
Para quem é da terra
Bastou o governo do Estado ter alguem em sua estrutura com sensibilidade e conhecimento de causas regionais para se resolver antiga pendência na área cultura. A decisão da secretaria estadual de Cultura incorporar o Museu da Guerrilha do Araguaia ao programa de recuperaçao dos museus e memoriais (SIM)é consequencia de esforços do ex-vereador Ademir Martins, atualmente na secretaria de Integração Regional.
Durante visita a São Geraldo do Araguaia, Ademir levou equipe da Coordenadoria de Comunicação Social para conhecer o museu - juntamente com este poster. Fotografias e registro em vídeo feitos no local foram usados na confecção de um relatório entregue a governadora Ana Júlia pela coordenadora da CCS, Fátima Gonçalves, relatando a situação do acervo. Não demorou 15 dias saiu o resultado: a a Secult puxou para si a responsabilidade pela preservaçao do museu.
Durante visita a São Geraldo do Araguaia, Ademir levou equipe da Coordenadoria de Comunicação Social para conhecer o museu - juntamente com este poster. Fotografias e registro em vídeo feitos no local foram usados na confecção de um relatório entregue a governadora Ana Júlia pela coordenadora da CCS, Fátima Gonçalves, relatando a situação do acervo. Não demorou 15 dias saiu o resultado: a a Secult puxou para si a responsabilidade pela preservaçao do museu.
Macarrão em maus lençóis
Mais uma cravada do Ministério Público pós-tempo tucano: Ana Maria Magalhães, promotora da Comarca de Tailândia, denunciou ao juiz Carlos Márcio Melo Queiroz o prefeito Paulo Liberte Jasper – conhecido “Macarrão”, e a esposa, Higia Frota.
Ação civil pública com pedido de liminar enquadra o prefeito por ato de improbidade administrativa, acusado de pintar em prédios, bens públicos, “e até uniformes de estudantes de escolas públicas para promoverem seus nomes, apelidos, imagens e slogans pessoais”.Quem conta essa história é o jornalista Patrick Roberto, do Correio do Tocantins.
Ação civil pública com pedido de liminar enquadra o prefeito por ato de improbidade administrativa, acusado de pintar em prédios, bens públicos, “e até uniformes de estudantes de escolas públicas para promoverem seus nomes, apelidos, imagens e slogans pessoais”.Quem conta essa história é o jornalista Patrick Roberto, do Correio do Tocantins.
segunda-feira, março 19, 2007
Bom senso é bom
O clima de nervosismo e radicalização previsto por algumas lideranças de entidades do setor produtivo para estourar a qualquer momento em Marabá e no seu entorno, não se justifica-, se considerarmos a necessidade inadiável dos industriais guseiros, junto com os governos estadual e federal, ordenar a origem do carvão vegetal utilizado na cadeia industrial. Basta analisar os números oficiais retirados do cesto.
Vícios de origem
Quando os 23 alto fornos estiverem operando com a inauguração de mais quatro em fase de conclusão no Distrito Industrial de Marabá, o consumo de carvão deverá superar a cifra de 6 milhões de metros cúbicos/ano. Isso significa a utilização de 16 milhões de metros cúbicos de madeira ou a necessidade de se plantar aproximadamente 65 mil hectares, anualmente.
Durante palestra em Marabá, semana passada, Maurílio Monteiro, secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), disse existirem, por baixo, cerca de 25 mil pequenos fornos queimando madeira, mas apenas 20% dessa totalidade estão na legalidade.
Típico cenário de esdrúxula situação do Pará criando uma cultura de pessoas fora da lei, porque habituadas a trabalhar sem honrar impostos e à margem da legislação que ordena as florestas. Sem contar que mais de 20 mil vivem em condições insalubres.
Durante palestra em Marabá, semana passada, Maurílio Monteiro, secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), disse existirem, por baixo, cerca de 25 mil pequenos fornos queimando madeira, mas apenas 20% dessa totalidade estão na legalidade.
Típico cenário de esdrúxula situação do Pará criando uma cultura de pessoas fora da lei, porque habituadas a trabalhar sem honrar impostos e à margem da legislação que ordena as florestas. Sem contar que mais de 20 mil vivem em condições insalubres.
Regulamentação
No momento em que escrevo este post, não sei ainda resultado da sessão da Assembléia Legislativa que reuniu políticos, industriais guseiros e representantes de órgãos públicos para debater a questão. Seja lá o que se discutiu, de nada adianta querer encobrir o sol com a peneira. Há uma situação de irregularidade no DI que precisa ser resolvida com a participação de todos. Buscando sua consolidação, existe um setor produtivo gerando emprego, impostos e distribuindo renda. Só que isso não pode vir a reboque da ganância do capitalismo selvagem e do desinteresse pela busca da qualidade de vida de milhares de pessoas. Envolve também o respeito ao ecossistema e à preservação da floresta amazônica.
Nas quebradas da soleira...
Posso começar me auxiliando em versos da poetisa Marise Cardoso Lomba:
Ou simplesmente buscando a expressão da palavra nas explicações de Mestre Aurélio:
A verdade é que Quaradouro reluz para deleite de todos nós. O mais novo blog do pedaço, de responsabilidade do Ademir Braz.
Quem bom!
A roupa de quem não usa a verdade...
A verdade em quem não usa roupa...
As diversas roupas de uma verdade...
Quem sempre usou uma só roupa e nunca usou a verdade,
E, quem usa muitas roupas e poucas verdades...
Uma verdade em cada roupa, ou uma roupa para cada verdade?
Ou simplesmente buscando a expressão da palavra nas explicações de Mestre Aurélio:
Quarar ou corar
Branquear, expondo ao sol.
Denunciar vergonha, pudor, prazer ou embaraço.
Quaradouro: lugar onde se põe a roupa a corar
A verdade é que Quaradouro reluz para deleite de todos nós. O mais novo blog do pedaço, de responsabilidade do Ademir Braz.
Quem bom!
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