sábado, julho 25, 2009

Negócios da fé

Pela disposição demonstrada em público de querer montar a própria igreja evangélica pra chamar de sua, a enfadonha esposa do jogador Kaká, agora consagrada e ungida pastora, leva mesmo, ao pé da letra, a doutrina da chamada teologia da prosperidade segundo a qual, os que são verdadeiramente fieis a Deus, devem desfrutar de uma excelente situação na área financeira.

Dizem que essa crença está na interpretação de alguns trechos bíblicos: Gênesis 17.7, Marcos 11.23-24 e Lucas 11.9-10.

O resto é perfumaria.

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atualização:

Sobre o tema, Raquel Rosa comenta:


Caro Hiroshi, algumas considerações sobre as passagens biblicas citadas. Em Gênesis se refere a uma promessa de Deus a Abrão. O que já se cumpriu pois se tratava de abençoar a descedencia de do Patriarca. Quem conhece a historia dos povos orientais sabe disso. Em Marcos 11: 23-24 Jesus ensina o poder da oração com fé e o mesmo se repete na passagem de Lucas. Portanto, não tem a ver com tal teologia. O evangelho pregado por Jesus é simples, belo, profundo e dificil de ser verdadeiramente praticado. Nas palavra do proprio Jesus: Não julgueis, para que não sejais julgados. Mt 7:01

Teve tiroteio, sim

Hoje, na coluna do Diário do Pará, o poster publicou o seguinte:


Resposta rápida
O sequestro relâmpago ocorreu por volta de 16 horas dessa quinta-feira, 23. A polícia de Marabá foi avisada somente uma hora depois. Às sete da noite, os bandidos que sequestraram o filho de um médico próximo a residência dele, quando a vítima saiu de camionete para resolver negócios da família, já estavam presos, e o rapaz entregue seguro aos pais. As duas polícias, PM e Civil, coordenadas pelo setor de inteligência, chegaram rápido à quadrilha. Sem fazer alarde. Sem disparar um tiro.


Na verdade, houve troca de tiros entre a polícia e os bandidos. A fonte, preocupada em colocar a notícia na coluna de sexta-feira que só saiu hoje, e sabendo que às 19 horas de quinta o colunista já estava enviando o material para a editoria, em Belém, inicialmente fora informada de que a vítima do sequestro relâmpago havia sido libertada sem que houvesse qualquer tipo de confronto direto entre as polícias e os bandidos.

O fato fica, portanto, retificado.

quinta-feira, julho 23, 2009

A Xêpa da feira

Cena doída e revoltante.

No inicio da tarde, não passava das 15 horas, no meio da rua, na Folha 31, um senhor com deficiência (ler sub-título abaixo), sob sol fulminante, dirigia o olhar a quem passava próximo, sem dizer uma palavra, suplicando ajuda para acessar sua cadeira de rodas a uma calçada bem mais alta do que o piso da rua asfaltada onde trafegava vindo de algum lugar.

Insensíveis ao olhar pedinte do senhor quase em desespero, pedestres passavam por ele apressados.

Ninguém chegava junto.

De longe, ao avistar a cena, mais do que depressa o poster dirigiu-se até o cidadão solitário sobre a cadeira de rodas, oferecendo-lhe ajuda. Com o apoio de duas outras pessoas chamadas, com muito esforço conseguimos colocá-lo na calçada por onde o cidadão, ofegante e suando forte, seguiu o seu trajeto, até onde ninguém sabe.

Marabá é cantada em prosa pelas suas potencialidades econômicas de futuro, sem desenvolvimento humano.

Não aparece um prefeito sequer preocupado em estabelecer normas e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Todo alcaide, católico ou protestante, só quer saber de fazer assistencialismo ou espalhar asfalto na cidade, fechando os olhos (e o coração) para a prática de políticas de natureza eminentemente humana.

Fazem de conta desconhecer a obrigatoriedade de que o sistema de transporte coletivo do município tem de passar por uma grande revolução, adiando o quanto podem a aplicação de uma lei federal de 2000 que visa promover a acessibilidade de pessoas com deficiência nas vias e nos espaços públicos, no mobiliário urbano, nos edifícios e nos meios de transporte e de comunicação

Nenhum caratonha se presta a convocar seus assessores para implantação de uma diretriz urbana em que as calçadas sejam niveladas e com sinalização necessária a quem não tem visão ou transita em cadeiras de roda.

Exigir a dotação de taxis acessíveis para o transporte de pessoas com deficiência, especialmente aquelas que usam cadeiras de roda. Inicialmente, pra conta não ficar alta (já que é isso que soma), fazer circular pelo menos os cinco iniciais veículos adaptados com equipamentos que possibilitam a entrada do passageiro com a própria cadeira para ser transportado em segurança.

Cidade sem alma.

Cidade fria e desumana.

Assim, desse jeitinho, constroem Marabá -, “a cidade do futuro”.

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Ser ou não deficiente

É preciso acabar com a ideia de que a palavra "deficiente" é uma associação pejorativa ou preconceituosa. A expressão não pode, jamais, causar sentimento de incapacidade ou inadequação à sociedade.

É sempre bom lembrar que a pessoa não é deficiente, ela “tem uma deficiência”.

A propósito, sobre o mesmo tema, todas as entidades mundiais envolvidas com o assunto, definiram, por convenção, a expressão correta universalizada: pessoa com deficiência.

É bom dizer, também, que esse termo integra texto aprovado, em 2006, na ONU, durante Convenção Internacional para Proteção e Promoção dos Direitos e Dignidades das Pessoas com Deficiência. Também ratificada pelo Brasil, dois anos depois.

Fonte sobre o tema "pessoa com deficiência"

Retratos da deficiência no Brasil / Fonte: Fundação Getúlio Vargas - FGV

Vamor conferir?!

Assessoria de imprensa da Setran manda boletim informando que:

1- As obras e recuperação da alça viária ficam prontas neste final de semana. Depois começam as obras complementares;

2- Asfalto de Cuiarana, segundo a AI, também fica pronto na próxima semana;

3- O asfalto de Baião até Mocajuba começa em agosto, com previsão até final do ano de pavimentação de metade dos cerca de 30 quilômetros;
4- Apesar de federalizada, diz a nota, a rodovia PA - 150, entre Marabá/Redenção, ainda vai custar muito aos cofres do estado. A SETRAN é responsável pela recuperação da pista e das pontes e de manter a rodovia em boas condições de tráfego até que os trâmites sejam concluídos e o DNIT assuma de vez a direção das obras.

5- Assessor explica que “das seis passagens de tubos de drenagem da PA - 275 (Eldorado-Parauaoebas), levados pelas chuvas há três meses, duas serão transformadas em pontes. Quando foram dimensionadas, a região era coberta de floresta que agora deu lugar ao capim. As enxurradas aumentaram de tal forma que somente as pontes poderão dar vazão sem comprometimento da pista de rodagem.

Garante também que as obras da PA-275 iniciam ainda essa semana;

6- A SETRAN vai melhorar a rodovia de acesso ao município de Maracanã, a PA – 430, cujos trechos, até Penhalonga e de lá até Colares, também estão em obras de tapa-buraco e capa selante. Previsão de conclusão: 30 dias.

Em decorrência dessas garantias da SETRAN, o blog pede aos moradores das áreas a serem beneficiadas com intervenções do Estado, informarem o cumprimento ou não do calendário enunciado de obras.

Engana outra vez

A previsão é mais ou menos assim.

Pelo menos doze pré-candidatos a deputados estaduais em Marabá e o mesmo número de pretendentes em Paurauapebas.

No frigir dos ovos, com toda boa vontade do eleitor, os votos disponibilizados conduzirão no máximo um representante de cada município para a Assembléia Legislativa.

Tem sido assim ao longo de todo período eleitoral.

O bom debate

Pela disposição do leitor em contestar um posicionamento do deputado Ítalo Mácola (PSDB), e respeito à crença de seu ponto de vista, o blog faz questão de alimentar o debate entre Paulo de Tasso e o parlamentar do PSDB, que gentilmente não deixou seu interlocutor sem resposta.

Mandou ver e recebeu mais um comentário de volta.

A resposta do deputado:

Paulo de Tarso,
Soluções aparentes para problemas complexos.Tenho encontrado ao longo de minha vida publica pouca inteligência na tomada das decisões em problemas que poderiam ser precedidos de ações do estado para adequar as regras as necessidades, nesse caso o simples fechamento dos matadouros não impedirá o longo Índice de consequências postadas.
A simplicidade da solução com absoluta certeza não impedirá o abate nos longinquos e diversificados lugarejos do nosso imenso Pará.
O fechamento de matadouros pode ser eficaz pirotecnicamente mas é de longe a solução, existem uma série de aportes e ações necessárias que dariam mais trabalho, entretanto ao que parece não existe interesse ou literatura suficiente ao alcance do governo.
Dep. Italo Mácola



Paulo de Tasso insiste, respondendo na bucha:


Bom dia Deputado,

Desculpe discordar, mas não concebo ser a interdição dos ilegais uma simples solução, reputo como sendo o simples cumprimento da lei.
De que adianta as leis se quando em raríssimas ocasiões, como é o caso supra, em que o deficitário Estado se propõe a agir correta e eficientemente, vem o senhor como fiscal da lei, repreender as ações perfeitamente aplicadas ao caso?
Imagino que interesses pessoais ou individuais, não devem e não podem prevalecer em detrimento dos interesses da coletividade, principalmente em se tratando de saúde publica.
Gostaria de enfatizar ao senhor, que tal "pirotecnia" no meu ponto de vista, é tratar assunto tão relevante, justificando literatura insuficiente ao alcance do governo. Para tanto, basta ir ao www.google.com.br e pesquisar sobre "carne clandestina", "abate clandestino", "interdição de abatedouros clandestinos".... Desta forma confirmaremos que sua proposta esta na contra mão do que o mundo entende como prioridade, em se tratando da clandestinidade da carne.
Vou mais além Deputado. Abomino toda e qualquer clandestinidade, desde a venda de cd´s piratas á remédios e principalmente alimentos, que como os especialistas afirmam, podem matar ou deixar sequelas sérias e irreversíveis.

Gostaria de ter o privilegio de debater o assunto com v. senhoria. Tenho certeza que o senhor repensará sobre o assunto, e vestirá a mesma camisa, sobre tolerância zero á toda e qualquer clandestinidade.

Cordialmente.

Paulo de Tarso

terça-feira, julho 21, 2009

Meu pirão primeiro

Xavier Rosa é quem manda a foto.

O pirarucu foi fisgado num lago à margem esquerda do Araguaia, próximo de Piçarra.

Tamanho do troféu? 2,32 metros, cercado na lagoa pelo Mário Vitalino, pescador do lugar.

Quem conhece na boca, sabe: pirarucu salgado com uma boa dosagem de sol na carne, é melhor do que bacalhau.

Deu água na boca.

Darci na blogosfera

Darci Lermen (PT) aderiu de vez à comunicação digital, assinando um blog pessoal e o Twitter.

Quem quiser interagir com Darci, o endereço: www.pautacidada.blogspot.com

Desde o dia 15 de julho publicado, o blog do prefeito de Parauapebas promete abordar temas relevantes.

Velozes narcotraficantes

Vídeo distribuído pela agencia AP mostra Mono "Jojoy" garantindo ter dado grana para a campanha presidencial de Rafael Correa.

Se tiver paciência e quiser sacar o babado, o vídeo não passa de dois minutos.

Aqui está o link: http://www.youtube.com/watch?v=bdLfsbQbY6s

Papa-microfone

Mais uma patifaria patrocinada pela classe política

O Blog do Alencar registra publicação no Diário Oficial da União de mais três concessões à famosa Beija-Flor Radiodifusão Ltda, de propriedade do formiguento senador Gilvan Borges, do PMDB do Amapá.

Somente este ano, as empresas de Gilvan paparam emissoras FM, OM e TV nos municípios paraenses de Dom Eliseu, Curionópolis, Portel, Juriti e Tomé Açu – além das três anotadas pelo Alencar

Pesquisando portal do Ministério das Comunicações, dá pra descobrir que o caraíba amapaense possui mais de 150 emissoras de Rádio e TV nos Estados do Amapá, Amazonas e Pará.

O papa-canal usa sempre três empresas para não publicizar descaradamente seus atos secretos: a Beija Flor Radiodifusão Ltda, em nome do senador; Tropical Radiodifusão Ltda e SBC Radiodifusão, tendo como prepostos os irmãos Geová e Reginaldo Borges.

Como ninguém é trouxa para imaginar Gilvan Borges instalando todas as emissoras até agora conquistadas, por conta de sua amizade com José Sarney, o destino da maioria das estações é a comercialização junto a terceiros.

Bacana na areia

A garantia é de quem esteve final de semana no Sal: chiquérrima a sacada do Marcelo Marques instalar a sua casa de peito pro mar.

Acontece de tudo no pedaço: gente bonita, som geral, vento à vontade, bebida gelada e bom papo.

Papos universais.

Na outra semana, o poster aparece por lá.

Pra ninguém esquecer

Não tão emocionante quanto à volta do irmão do Henfil, mas historicamente simbólico, é o retorno de nosso último exilado. Pelo que pode representar didaticamente, junto aos mais jovens, a repercussão do ato.

É necessário, sempre, avivar na memória das novas gerações o que foi o exílio e seus efeitos dolorosos na vida da família brasileira vítima da ditadura militar.

Fatias do bolo

Dados são da Folha de São Paulo.

A Rede Globo cresceu 5% no primeiro semestre, atingindo cerca de R$ 3,5 bilhões de faturamento. A meta para o ano é de 8%, mas deverá ficar em torno de 5%. Na média as emissoras de TV cresceram entre 3% e 4% no primeiro semestre. O mercado de mídia em geral (que inclui jornais, revistas e internet) cresceu 1%.

Os fantasmas de Catingueiro

Aberto o baú de registros de Sebastião Curió sobre o movimento guerrilheiro do PCdoB no Araguaia, “Zé Catingueiro” é o alvo preferencial da grande mídia.

Aos 72 anos, o antigo mateiro do Exército deve estar assustado com o assédio de jornalistas em seu terreiro.

Mais assustado do que revela sua origem humilde e carregada de histórias fantasmagóricas da guerrilha.

Semana passada, Catingueiro voltou às matas de Brejo Grande do Araguaia, seguido de um séquito de observadores, para localizar a Clareira do Cabo Rosa, apontada por Curió como um dos pontos de execução sumária dos guerrilheiros.

O poster conheceu o ex-guia do Exército em 2005, nas andanças que fazia pelo Bico do Papagaio gravando depoimentos de antigos moradores e torturados por agentes da ditadura.

Mais precisamente num final de semana quando Catingueiro apareceu nos arredores do rio Araguaia, acompanhado de um neto, para comprar peixe vendido aos sábados, em São Geraldo, a preços módicos, quando ainda o sol nem dá sua cara, nascendo a partir de Xambioá, do outro lado do rio.

Quem tornou a conversa possível entre o blogger e o ex-mateiro foi um amigo dele “do tempo dos castanhais”, Zeca do Didi, piloto do barco Santo Onofre (foto acima), que faz trajetos diversos pelo Araguaia, levando e trazendo cargas. E gente.

Cumpade, você sabe que eu não posso falar dessas coisas, esquivou-se, de cara, um desconfiado Catingueiro ao amigo que sentado na proa da embarcação estimulava-o a gravar entrevista contando alguns fatos dos quais ele fora protagonista, no inicio dos anos 70.

O jornalista aqui é filho de um grande amigo meu, lá de Marabá, pessoa que não tem interesse em lhe prejudicar, só está tentando ajudar pra ver se aquelas indenizações o governo paga, insistia Zeca do Didi, ex-castanheiro de meu pai quando eles trabalharam juntos no Sapecado.

Quando o poster perguntou-lhe se permitia tirar sua fotografia ao lado de Zeca, Catingueiro franziu a testa, fechando a cara, seguido de um sonoro não.

Nem outro tipo de prosa o velho mateiro atreveu-se ensaiar.

Comprou o peixe numa embarcação próxima, retirado-se depois sem cumprir o ritual sagrado de se despedir do amigo, tão corriqueiro no interior do interior.

Zeca do Didi pediu desculpas, explicando em seguida ao poster o medo de Catingueiro ser morto.

- Ele já me disse que tem vontade de contar tudo, tirar um peso das costas, mas acha que alguém pode lhe matar se fizer isso.

De onde vinham as ameaças? Curió, um dos principais operadores da campanha final de execução sumária dos jovens guerrilheiros?

Se agora, Catingueiro decidiu embrenhar-se nas matas de São Geraldo para desenterrar seus fantasmas, alguém lhe deu sinal verde para assim proceder.

Alguém lhe deu garantias de que o silencio dos executores não vale mais.

Resposta ao deputado Mácola

Há reações ao teor de justificativa de um requerimento apresentado na Assembléia Legislativa pelo deputado Ítalo Mácola convocando Reunião Especial, para tratar da interdição de matadouros nos municípios de Abaetetuba, Igarapé Miri, Mocajuba, Baião, Mojú e Barcarena.

Comentário assinado por Paulo de Tasso, enviado direto ao email do poster, contesta os argumentos do parlamentar tucano.

O que diz o leitor:


Deputado Ítalo Mácola,


Reputo esta a pior mácula em sua historia política.
Tenho como INADMISSIVEL vosso argumento. Sejamos, no mínimo, racionais em se tratando da saúde da população. Será que o senhor ao menos atentou ao que significa pessoas inocentes ingerindo carnes contaminadas por fezes, mulheres perdendo a fertilidade, devido ao consumo de carne proveniente de vacas com brucelose, ou quem sabe, crianças e idosos sendo internados por paralisia de funcionamento dos seus rins, fígado e outros órgãos vitais, pelo consumo de carne com botulismo? Ou pessoas agora internadas em sanatórios, com distúrbios seríssimos neurológicos (retardo mental)? Ou inocentes cegos devido ao alojamento de protozoários (toxoplasmose) em seus globos oculares...
Me pergunto, alias te pergunto, onde chegaremos, transgredindo a legislação, DEPUTADO?
A ADEPARÁ e o Ministério Público estão de parabéns e corretíssimos por se importarem com a saúde de seres humanos -, e em preservar principalmente os pobres, ignorantes e desinformados.
O respeito pelo cargo que ocupa, mas repudio sua postura, em favorecimento à ilegalidade. Ao final deixo todos os meus contatos para caso deseje desmistificar o que significa CARNE CLANDESTINA, DOENÇAS GRAVISSIMAS e fatais, EVASÃO FISCAL (responsável pela falta de recursos a serem destinados em obras, saneamento, educação,etc), CRIMES CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO, FURTOS DE GADO NAS FAZENDAS, CRIMES AMBIENTAIS, e muitas outras mazelas provenientes da clandestinidade no nosso Estado.

Respeitosamente.
Paulo de Tarso.

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domingo, julho 19, 2009

Por que eu te amo

Suor, ânsia, pura entrega, energia correspondida,

O clic registra as razoes que provam Lula amor maior do povo brasileiro.

O resto é estrebucho.

Serra: rumo à UTI

O "Último Suspiro de Serra", assinado por Luiz Nassif, expõe, passo a passo, os riscos que corre sua candidatura a presidente da República. É uma análise fria e atualizada.

Acompanhe:



Entenda melhor o que está por trás dessa escalada de CPIs, escândalos e tapiocas da mídia.

A candidatura José Serra naufragou. Seus eleitores ainda não sabem, seus aliados desconfiam, Serra está quase convencido, mas naufragou.

Política e economia têm pontos em comum. Algumas forças determinam o rumo do processo, que ganha uma dinâmica que a maioria das pessoas demora em perceber. Depois, torna-se quase impossível reverter, a não ser por alguma hecatombe - um grande escândalo.

O início da derrocada

O início da derrocada de Serra ocorreu simultaneamente com sua posse como novo governador de São Paulo. Oportunamente abordarei as razões desse fracasso.

Basicamente:

1. O estilo autoritário-centralizador e a falta de punch para a gestão. O Serra do Ministério da Saúde cedeu lugar a um político vazio, obcecado com a política rasteira. Seu tempo é utilizado para planejar maldades, utilizar a mão-de-gato para atingir adversários, jornalistas atacando colegas e adversários e sua tropa de choque atuando permanentemente para desestabilizar o governo.

2. Fechou-se a qualquer demanda da sociedade, de empresários, trabalhadores ou movimentos sociais.

3. Trocou programas e ideias pelo modo tradicional de fazer política: grandes gastos publicitários, obras viárias, intervenções suspeitíssimas no zoneamento municipal (comandado por Andrea Matarazzo), personalismo absurdo, a ponto de esconder o trabalho individual de cada secretário, uso de verbas da educação para agradar jornais. Ao contrário de Franco Montoro, apesar de ter alguns pesos-pesados em seu secretariado, só Serra aparece. Em vez de um estado-maior, passou a comandar um exército de cabos e sargentos em que só o general pode se pronunciar.

4. Abandonando qualquer veleidade de inovar na gestão, qual a marca de Serra? Perdeu a de bom gestor, perdeu a do sujeito aberto ao contato com linhas de pensamento diversas (que consolidou na Saúde), firmou a de um autoritário ameaçador (vide as pressões constantes sobre qualquer jornalista que ouse lhe fazer uma crítica).

5. No meio empresarial (indústria, construção civil), perdeu boa parte da base de apoio. O mercado o encara com um pé atrás. Setores industriais conseguem portas abertas para dialogar no governo federal, mas não são sequer recebidos no estadual. Há uma expectativa latente de guerra permanente com os movimentos sociais. Sobraram, para sua base de apoio, a mídia velha e alguns grandes grupos empresariais de São Paulo - mas que também (os grupos) vêem a candidatura Dilma Rousseff com bons olhos.

A rede de interesses
O PSDB já sabe que o único candidato capaz de surpreender na campanha é Aécio Neves. Deixou marca de boa gestão, mostrou espírito conciliador, tem-se apresentado como continuidade aprimorada do governo Lula - não como um governo de ruptura, imagem que pegou em Serra.

Será bem sucedido? Provavelmente não. Entre a herança autêntica de Lula - Dilma - e o genérico - Aécio - o eleitor ficará com o autêntico. Além disso, se Serra se tornou uma incógnita em relação ao financismo da economia, Aécio é uma certeza: com ele, voltaria com tudo o estilo Malan-Armínio de política econômica, momentaneamente derrotado pela crise global. Mas, em caso de qualquer desgaste maior da candidatura oficial, quem tem muito mais probabilidade de se beneficiar é Aécio, que representa o novo, não Serra, que passou a encarnar o velho.

Acontece que Serra tem três trunfos que estão amarrando o PSDB ao abraço de afogado com ele.

O primeiro, caixa fornida para bancar campanhas de aliados. O segundo, o controle da Executiva do partido. O terceiro, o apoio (até agora irrestrito) da mídia, que sonha com o salvador que, eleito, barrará a entrada de novos competidores no mercado.

Se desiste da candidatura, todos os que passaram a orbitar em torno dele terão trabalho redobrado para se recolocarem ante outro candidato. Os que deram apoio de primeira hora sempre terão a preferência.

Fica-se, então, nessa, de apelar para os escândalos como último recurso capaz de inverter a dinâmica descendente de sua candidatura. E aí sobressai o pior de Serra.

Ressuscitando o caso Lunus

Em 2002, por exemplo, a candidatura Roseana Sarney estava ganhando essa dinâmica de crescimento. Ganhara a simpatia da mídia, o mercado ainda não confiava em Serra. Mas não tinha consistência. Não havia uma base orgânica garantindo-a junto à mídia e ao eleitorado do centro-sul. E havia a herança Sarney.

Serra acionou, então, o Delegado Federal Marcelo Itagiba, procuradores de sua confiança no episódio que ficou conhecido como Caso Lunus - um flagrante sobre contribuições de campanha, fartamente divulgado pelo Jornal Nacional. Matou a candidatura Roseana. Ficou com a imagem de um chefe de KGB.

A dinâmica atual da candidatura Dilma Rousseff é muito mais sólida que a de Roseana.

1. É apoiada pelo mais popular presidente da história moderna do país.

2. Fixou imagem de boa gestora. Conquistou diversos setores empresariais colocando-se à disposição para conversas e soluções. O Plano Habitacional saiu dessas conversas.

3. Dilma avança sobre as bases empresariais de Serra, e Serra se indispôs com todos os movimentos sociais por seu estilo autoritário.

4. Grande parte dessa loucura midiática de pretender desestabilizar o governo se deve ao receio de que Dilma não tenha o mesmo comportamento pacífico de Lula quando atacada. Mas ela tem acenado para a mídia, mostrando-se disposta a uma convivência pacífica. Não se sabe até que ponto será bem sucedida, mas mostrou jogo de cintura. Já Serra, embora tenha fechado com os proprietários de grupos de mídia, tem assustado cada vez mais com sua obsessão em pedir a cabeça de jornalistas, retaliar, responder agressivamente a qualquer crítica, por mais amena que seja. Se já tinha pendores autoritários, o exercício da governança de São Paulo mexeu definitivamente com sua cabeça. No poder, não terá a bonomia de FHC ou de Lula para encarar qualquer crítica da mídia ou de outros setores da economia.

5. A grande aposta de Serra - o agravamento da crise - não se confirmou. 2010 promete ser um ano de crescimento razoável.

Com esse quadro desfavorável, decidiu-se apertar o botão vermelho da CPI da Petrobrás.

O caso Petrobras
Com a CPI da Petrobras todos perderão, especialmente a empresa. Há um vasto acervo de escândalos escondidos do governo FHC, da passagem de Joel Rennó na presidência, aos gastos de marketing especialmente no período final do governo FHC.

Todos esses fatos foram escondidos devido ao acordo celebrado entre FHC e José Dirceu, visando garantir a governabilidade para Lula no início de seu governo. A um escândalo, real ou imaginário, aqui se devolverá um escândalo lá. A mídia perdeu o monopólio da escandalização. Até que grau de fervura ambos os lados suportarão? Lá sei eu.

O que dá para prever é que essa guerra poderá impor perdas para o governo; mas não haverá a menor possibilidade de Serra se beneficiar. Apenas consolidará a convicção de que, com ele presidente, se terá um país conflagrado.

Dependendo da CPI da Petrobras, aguarde nos próximos meses uma virada gradual da mídia e de seus aliados em direção a Aécio.

De olho nas chagas

Com texto do jornalista Carlos Tautz, o blog do Noblat amanheceu hoje repercutindo a decisão ditatorial do juiz Raimundo Chagas na tentativa de calar Lúcio Flávio Pinto.

Em tempo: Carlos Tautz é jornalista dedicado às questões ambientais. Já cobriu duas cúpulas da ONU sobre meio ambiente e desenvolvimento e uma Cúpula Mundial da Água, para a Folha de S. Paulo e o Jornal do Brasil, trabalhou na revista Ecologia e Desenvolvimento e, atualmente, está no Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, o Ibase, ONG fundada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho

Vamos ao texto:



Em 6 de julho, um juiz de Belém, o da 4a Vara Cível, Raimundo das Chagas Filho, convocou os espíritos de uma certa reunião ocorrida no Palácio Laranjeiras, Rio de Janeiro, em 13 de dezembro de 1968. Em sentença à ação proposta por Rômulo e Ronaldo Maiorana, controladores do Grupo Maiorana de Comunicação, o Juiz impôs ao jornalista Lúcio Flávio Pinto, editor do Jornal Pessoal, medida que acerta Lúcio e atinge toda a democracia brasileira, ao fazer lembrar o Ato Institucional - 5. Atendendo aos Maiorana do Pará, Chagas Filho impôs a Lúcio tutela inibitória antecipada e o impediu de mencionar em seu Jornal Pessoal Rômulo Maiorana, pai, e seus filhos. Na prática, o juiz de Belém ressuscitou a censura prévia a um meio de comunicação 41 anos após a fatídica reunião do “às favas com os escrúpulos de consciência”.
O fato, porém, passou em branco nos noticiários das empresas de comunicação. Aquelas mesmas que há algumas semanas faziam campanha pela desregulamentação profissional para o exercício do jornalismo, apontado com estardalhaço interesseiro como um entulho autoritário dos tempos de AI-5, agora não se interessam por denunciar a censura prévia ao Jornal Pessoal.
Os Maiorana dizem que Lúcio atingiu a honra de seu pai, Rômulo, em artigo publicado no Jornal Pessoal em setembro de 2005. Lúcio argumenta em nota que “A leitura isenta da matéria (...) revela que se trata de um pequeno trecho inserido em um texto mais amplo, sobre as origens do império de comunicação formado por Rômulo Maiorana. Antes de comprar uma empresa jornalística, desenvolvendo-a a partir de 1966, ele estivera envolvido em contrabando, prática comum no Pará até 1964. Esse fato é de conhecimento público, porque o contrabando fazia parte dos hábitos e costumes de uma região isolada por terra do restante do país”.
A potencialidade antidemocrática da sentença do juiz de Belém se esconde aí, atrás do biombo dos danos morais. Ela vai pressionar as opções editorias do Jornal Pessoal, que cobre sistematicamente a economia política do modelo de crescimento econômico instalado na Amazônia. Amordaçá-lo agora será ainda pior no futuro breve, porque justamente nos próximos anos se inicia um novo ciclo de um ve poder deletérias e causadores de todos os tipos de impactos sociais e ambientais negativos e irreversíveis nas áreas em que se instalam.
As críticas do Jornal Pessoal a essa opção econômica têm sido tão certeiras que os seus três mil exemplares atraem a atenção e a preocupação das autoridades paraenses e dos executivos dos maiores conglomerados instalados na Amazônia. Por exemplo, Roger Agnelli, presidente da Vale, a mineradora que controla boa parte do subsolo brasileiro, sempre abre o olho quando um artigo do Jornal Pessoal cita a Vale.
A sentença do juiz de Belém é ainda mais grave se observado o cenário da mineração no Pará. O Estado receberá novos grandes projetos a partir de 2010, quando deverá entrar em vigor a normatização da mineração em terras indígenas. Repositórios de incalculáveis volumes já instaladas no Brasil e de outras gigantes (como as chinesas) que nesse momento estão fechando as estratégias para entrarem um terreno amplamente dominado pela Vale e suas conexões com o Estado brasileiro.
A atuação desimpedida de jornalistas como Lúcio Flávio Pinto ajudaria a revelar para a sociedade essa nova fase do modelo primário-exportador na Amazônia. Por isso é urgente restaurar o Estado democrático de direito e retirar de cima da cabeça de todos os jornalistas independentes a espada da censura prévia imposta por um juiz de Belém.