sábado, junho 06, 2009

Abel Figueiredo

A folha corrida do prefeito de Abel Figueiredo está numa comunidade do Orkut.

Dêem-se a gentileza de conhecê-la!

Só nos 38 municípios

O também advogado Ademir Braz, em comentário ao blog, esclarece a qual espaço geográfico se restringe uma consulta plebiscitária para a criação de novos Estados da Federação:


Vejo os comentários e me desiludo. A emancipação do sul do Pará não pode ser tratada ao sabor de paixões miúdas. Quem é contra deve fundamentar sua contradita; quem é a favor tem a obrigação de se esclarecer.Respondendo aí a um anônimo (um assunto desses, o da criação de um Estado, deveria ser tratado às claras, não assim sob o manto do anonimato), o plebiscito deverá ser feito apenas nos municípios interessados na emancipação, ou seja, naqueles que integrarão a nova unidade administrativa.Não faria sentido consultar, por exemplo, Trairão, a Ilha de Marajó, ou Medicilândia. Em que os afetaria a emancipação?Aos interessados,sugiro dar uma olhada no texto aprovado e no entendimento do STF sobre o assunto.

Opções de mídia

Pesquisa da FSB Comunicações mostra que o PIG é a leitura preferencial de grande parte dos deputados federais:

Resumo do que foi encontrado entre 235 parlamentares

Jornal que leem: FSP 78%, OG 38% e ESP 29%

Revistas: Veja 73% / JN-TVG 57%

Credibilidade: Valor 7,5. FSP 7,2. ESP 7. OG 6,5.

Colunistas: Miriam Leitão (OG) 63%. Dora Kramer (ESP) 61%. Eliane Catanhade (FSP) 56%. Claudio Humberto 50%. Renata Lo Prete (FSP) 49%.

Principal fonte de informação: JornaI 65% (eram 70% ano passado); Internet 17% (eram 13%).

Não dão nenhuma atenção à mídia 22%.

Dão a máxima atenção à mídia 2%.

Sem voto eletrônico

Vejam a profundidade de análise do politólogo da Universidade de Córdoba/Andaluzia e doutor na Universidade de Hamburgo, Manfredo Koessi, a respeito de decisão da Corte Alemã contrária ao voto eletrônico:

"A Corte Constitucional alemã acaba de dar um duro golpe no voto eletrônico, ao proibir seu uso. Seus defensores não convenceram os juízes de que a antecipação e seguranças compensavam o perigo de softwares manipulados para gerar fraude eleitoral. Ou que a economia com funcionários eleitorais compensasse. Os juízes entenderam que o voto eletrônico debilita o caráter público da eleição e o eleitor comum não entende o processo e não vê garantias que o voto emitido seja o mesmo do captado pelo computador. A Corte afirma algo que muitos políticos e consultores esquecem: ‘Na República, a eleição é coisa de todo o povo e assunto comunitário de todos os cidadãos e que a função do processo eleitoral é a delegação de poder do Estado à representação popular’. Por isso, a sua legitimidade não pode ser sacrificada em função da comodidade dos funcionários e da ansiedade dos políticos. A sentença teve amplo respaldo da opinião pública".

Rabo-de-saia

Por isto que o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, é considerado incorrigível cantador de fêmeas.

O autor do acervo aí linkado conta por que tem mais medo do poderoso político italiano do que da guerrilha colombiana.

Ainda há esperança

Se o presidente Lula não vetar os três artigos da Medida Provisória 458, aprovados pelos destruidores de florestas, ele será responsabilizado pela História por ter contribuído para o aniquilamento do que ainda resta de matas na Amazônia.

quinta-feira, junho 04, 2009

A volta de Maria

Por 6X 4, o STF  votou favoravelmente ao retorno de Maria do Carmo à prefeitura de Santarém.


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atualização às 18:03

Na bucha, Jeso Carneiro acompanhou voto a voto a sessão do STF que resgatou o mandato de Maria do Carmo (PT),  concedido a ela democratiacemnte pelo povo de Santarém. 

quarta-feira, junho 03, 2009

Desfilando que só ela

Neste momento (21h12), Miss Desmatamento faz seu showzinho à parte da tribuna do Senado, defendendo os grileiros. Dificilmente, a turminha da casa deixará de alterar, transformando-a em colcha de retalhos, a regularização fundiária proposta pelo governo.

É bom todos de olho nos votos dos dois senadores paraenses patrocinados pelo agronegócio.

Primeira vitória

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado colocou na pauta e votou favoravelmente à realização de plebiscito para a populaçào do Estado do Pará dizer se quer ou não a criação o Estado de Carajás. 

Matéria se desloca agora para apreciação do plenário do Senado.

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atualização às 19:07



A população do Pará poderá decidir em plebiscito sobre a criação do estado de Carajás. AComissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (4), voto favorável do relator a projeto de decreto legislativo (PDS 52/07) que estabelece a realização de plebiscito para a criação do novo estado, que deverá ser realizado no prazo de seis meses a contar da data da publicação do decreto.

A matéria agora será votada pelo Plenário do Senado e, se aprovada, será ainda submetida à votação da Câmara dos Deputados. O projeto é de autoria do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO) e foi relatado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). A aprovação da proposta foi recebida com euforia e aplausos por dezenas de prefeitos e vereadores do Pará que participaram da reunião.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) expedirá instruções ao Tribunal Eleitoral do Pará para organizar, realizar, apurar, fiscalizar e proclamar o resultado do plebiscito, segundo o projeto. No prazo de dois meses, a contar da proclamação do resultado do plebiscito, se favorável à criação do novo estado, a Assembléia Legislativa do Pará deverá proceder ao questionamento dos seus membros sobre a medida, que desmembraria o sudeste do estado, participando o resultado em três dias úteis ao Congresso Nacional, conforme manda a Constituição.

Na justificativa do projeto, Quintanilha disse que a proximidade entre governantes e governados é um fator decisivo para a solução de problemas que afetam a população e a economia.

- As enormes distâncias dentro de uma mesma unidade federada, no caso específico do Pará, dificultam demasiadamente as ações da administração pública estadual, resultando, dessa maneira, na impossibilidade de implantação e gerenciamento de programas e projetos de interiorização do desenvolvimento - afirmou o senador.

Durante a discussão da matéria, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) disse queo projeto não pode ser usado como bandeira política e que deverá haver um processo de conscientização da população. Ele ressaltou que o povo do Pará tem o direito de ser ouvido sobre se concorda ou não com a criação do estado de Carajás.

A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) observou que, embora seja relutante à criação de novos estados e municípios, votava a favor da matéria, justamente porque se trata de um plebiscito, que dará direito à população de decidir sobre o assunto. Sua relutância quanto ao tema, explicou Ideli, se deve ao fato de a criação de novos entes federados acarretarem custos vultosos à máquina pública.

Já o senador Osmar Dias (PDT-PR) observou que a criação do novo estado poderá trazer maior desenvolvimento para o Pará, lembrando que o desmembramento de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul trouxe progresso para àquela região.

Os senadores Valter Pereira (PMDB-MS), Edison Lobão (DEM-MA), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Romeu Tuma (DEM-SP) também elogiaram a medida. Valter Pereira disse que o projeto aprovado significa que os senadores estão desenhando "uma nova estrela para colocar no pavilhão nacional". Tuma lembrou que as diligências policiais são feitas com dificuldade no Pará, por ser um estado muito grande.

Mais, aqui.

JF paralisa licenciamento de Belo Monte

A Justiça Federal em Altamira aceitou parcialmente os argumentos do Ministério Público Federal e mandou suspender, ontem, a aceitação dos Estudos de Impacto Ambiental da hidrelétrica de Belo Monte.

O Ibama havia aceitado os Estudos no último dia 25 de maio, mesmo com seus próprios técnicos apontando falhas no trabalho. Com a decisão, o licenciamento fica paralisado até que o Ibama explique a situação. O principal argumento do MPF ao solicitar a paralisação é a falta de parcela dos documentos exigidos, dentre os quais parte fundamental dos estudos antropológicos do impacto sobre os indígenas.

As empreiteiras Camargo Corrêa, Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez,
responsáveis pelos Estudos,  não apresentaram todos os levantamentos antropológicos necessários. Para o MPF, sem isso, o licenciamento não pode prosseguir.

Falta completar o estudo justamente da questão que mais suscitou debates e polêmicas na sociedade nos últimos 30 anos, desde que se falou pela primeira vez em barramento do rio Xingu. "É inadmissível que o Ibama aceite os Estudos com uma lacuna dessa gravidade", explica o procurador da República Rodrigo Timóteo, de Altamira, responsável pela ação judicial.

A falta dos estudos antropológicos foi apontada pelos próprios técnicos do Ibama, em pareceres anteriores à aceitação do Estudo, que parecem ter sido ignorados pela direção do Instituto.

Os técnicos notaram outras deficiências graves e solicitaram, por exemplo, que fosse refeito o Relatório de Impacto Ambiental - parte do Estudo em que se apresentam de forma simplificada as conclusões, para compreensão da população.

O MPF também apontou outras irregularidades na forma como vem sendo conduzido o licenciamento. Aceitar os estudos com essas falhas demonstram o açodamento do órgão licenciador, diz Rodrigo Timóteo. O processo é de responsabilidade do juiz Antonio Carlos de Almeida Campelo e tramita com o número 2009.39.03.000326-2


Assessoria de Comunicação da PRP

Força da Natureza

3  de junho de 2009. São 15h30.

Chove muito em Marabá. Toró de inverno grosso, como se estivesse bem no seu período mais intenso.

Nunca, em toda a história deste município, como diria o querido presdente Lula, o inverno se prolongou até esta data.

Todo ano, inicio de junho já está aberto para o sol forte resplandecer,  grande parte da Praia do Tucunaré de fora.

A natureza está se rebelando, intensamente. 

Tomara seja do jeito previsto pelo Paulo César Pinheiro, ao compor nos anos 80, "A força da Natureza", descrevendo a reaçao do Universo à fome devstadora de destruiçao do homem:

(...)
Os palácios vão desabar
Sob a força de um temporal
E os ventos vão sufocar o barulho infernal
Os homens vão se rebelar
Dessa farsa descomunal
Vai voltar tudo ao seu lugar

Vai resplandecer
Uma chuva de prata do céu vai descer

O
esplendor da mata vai renascer
E o ar de novo vai ser natural
Vai florir
Cada grande cidade o mato vai cobrir, ê, ê
Das ruínas um novo povo vai surgir
E vai cantar afinal

As pragas e as ervas daninhas
As armas e os homens de mal
Vão desaparecer nas cinzas de um carnava
l.

Fugindo do pau

Pegou mal, muito mal, a ausência de Valdir Ganzer na sessão da Assembléia Legislativa marcada para debater a questão das rodovias e estradas paraenses. 

Ana Júlia, particularmente, não gostou

Acha foi descortesia para com o Legislativo e momento, não aproveitado, do governo mostrar o que pode  fazer para recuperar a malha rodoviária.

Panela de pressão

"A receptividade foi excelente e acho que a nossa luta está sendo bem recebida pelos senadores que conhecem nossos problemas", disse o prefeito de Marabá, Maurino Magalhães que liderou a maior comitiva vinda do sul/sudeste do Pará, Estado que terá sua área revista caso o Projeto de Decreto Legislativo seja aprovado na Câmara e Senado e, posteriormente a realização de um plebiscito popular, a população paraense vote "sim" à criação do Estado do Carajás.


Informação extraída do blog de Val-André, onde se pode acompanhar o bate-portas de gabinetes, em Brasília, dos prefeitos e vereadores buscando apoio para inclusão na pauta desta tarde,  da Comissão de Constituição e Justiça, do decreto legislativa autorizando a realização de plebiscito para a criação do Estado de Carajás.

Pelo telefone, o blog ouviu, agora há pouco, integrantes das comitivas. Estão otimistas quanto a possibilidade da matéria ir à votação até o final da sessão.

terça-feira, junho 02, 2009

O taxista preferido do Walter

Júlio é um conhecido motorista de taxi estacionado no ponto da Doca, com a Tiradentes, próximo à sede da Secretaria Estadual de Planejamento. Ele trabalha apenas à noite, de 19 as seis da matina. Conhece como poucos, os noturnos passos do lado oposto do dia, seus segredos, suas gentes, suas curvas perigosas em cada bairro da linda Belém.

Júlio, gente boa, papo bom, conhece, também como poucos, Walter Bandeira.

No taxi de Júlio, o cantor mais completo que o Pará já produziu – é minha, a avaliação –amava percorrer a noite, atrás de um canto cheio de cantos, buscando, às vezes aflito e desorientado, namorados que lhe viravam as costas. Walter fazia seu tour sem dar  “bandeira”, silencioso, distante do  alarde característico da porralouquice. “Nunca vi o Walter beijando alguém, brigando com alguém, fazia tudo na dele”, relembrava Júlio, tempos desses ao levar o poster de casa, na Rui Barbosa, até o aeroporto. Sempre a ele recorria, quando optava pelo uso de taxi.

Não havia corrida feita pelo nosso taxista preferido,  sem que eu não fizesse a pergunta infalível:

 

     - E o Walter?

Julio dava informações, preocupado com o estado de saúde do amigo, a aflição dos parentes, impotentes para  segurá-lo em casa, o cigarro progressivamente mais intenso na boca, os sintomas de que algo não ia bem com o organismo do artista.

Júlio tem respeito imenso por Walter, cliente-amigo há mais de vinte anos dele, sempre à noite, parando aqui e ali, escarafunchando  nos bares

Quando falava dele, denunciava admiração. E orgulho por tê-lo como amigo, há tanto tempo nas madrugadas. Mas, também, escapava sempre desalentador prognóstico o que estava por vir.

 

          - Pior, o Walter não se cuida, não pensa nele...

Júlio às vezes descrevia Walter em sonos profundos e serenos, revoltado em pesadelos. Mas, também, desejando, sonhando, idealizando, sentindo. Provavelmente,  Bandeira tinha na figura do taxista, o porto seguro, a amizade sincera e pronta pro  que der e vier.

Longos caminhos, às vezes estranhos e conhecidos, os ligavam nas andanças noturnas.

 

         - Ih, muitas noites, fico esperando ele dentro do taxi, sem pressa, porque sei da demora que ele precisa pra cantar ou escutar seus cantos, revelou certa vez Júlio.


Por volta de 17 horas desta terça-feira, daqui de Marabá o poster ligou para o celular de Júlio, precisava ouvi-lo antes de escrever qualquer coisa, medir a dor que ele sente. O celular está fora da área.

Mas sempre que se tenta falar de dia com  Júlio, o aparelho está desligado. É o tempo tirado para descanso. O aparelho volta a ser reativado  depois das 19 horas. Pelo menos foi sempre assim.

Ou será, hoje, ele não atendeu por se encontrar, neste momento,  levando seu último abraço ao amigo?

Jordy nega encontro

Do deputado Arnaldo Jordy (PPS), o blog recebe comentário ao post Arregaçando as mangas, mais abaixo. 


Não estive com o Sérgio Leão e não haveria nenhuma desonra se tivesse estado.

Aos comentaristas das 10:25 e das 10:35, declaro que meus compromissos e tarefas são transparentes, na defesa de um projeto de desenvolvimento social para o Pará.

Não há segredos quanto à aproximação nacional entre o PPS e o PSDB e isso, a nivel regional será ampla e democraticamente discutido, quando for o momento.

Quanto ao crescimento do PPS, nas eleições municipais de 2008, nosso partido teve o quarto maior crescimento no estado (176%) e na capital crescemos 130% em relação à eleição anterior. Ampliamos o número de prefeitos, vereadores, além de dois deputados na bancada. Isso é crescimento real, e não "aquecimento", como a erisipela, que incha na doença e fenece na cura.

Mãe vendedora de filhas está presa

Edna Baleeiro dos Santos, 48 anos, foi presa pela Polícia Civil, em Portel.

Ela é a desalmada mãe que nao pensou duas vezes em vender as filhas menores, quando lhe foi proposta por um repórter da Rede Globo investigando a proliferaçào de crime sexual naquele município da Ilha do Marajó.  Quem assistiu no JN, lembra.

Por uma das menores (12 anos), Edna aceitou receber R$ 500,00.  A outra de 17 anos, dava pra pechincar pelos R$  200 mangos. Ou até por quatro cervejas.

Polícia nela!

segunda-feira, junho 01, 2009

Arregaçando mangas

O deputado Arnaldo Jordy já sabe o que vai fazer, daqui pra frente: calçou botinas, respirou fundo e entrou de cabeça na  pré-campanha do PSDB ao governo do Estado.

Na casa do economista Sérgio Leão, depois de demorada conversa com o ex-secretário de Almir Gabriel e Simão Jatene, o deputado do PPS recebeu a primeira missão:  trabalhar o apoio dos pequenos partidos à candidatura de Simão Jatene.

Jordy já está a postos. 

O Cara é o Cara

Observaram bem a Data-Folha divulgada no inicio da semana? Deve ter caído como chumbo sobre os defensores da tese de que Lula não conseguiria transferir votos à sua candidata presidencial.

Uma rápida pincelada.

A avaliação de Lula ter voltado a crescer (agora 69% de ótimo+bom) confirma os dados sobre sua avaliação (GPP), nas capitais mais importantes. E da mesma forma que a crise econômica não o afetou, apesar de ter se intensificado.

Data-Folha mostra as seguintes respostas entre março e maio de 2009: a) a situação do país vai melhorar de 31% para 41%. b) O desemprego vai aumentar, cai de 59% para 43%. c) Inflação vai aumentar cai de 48% para 36%.


Os que estão de acordo com um terceiro mandato passam de 34% para 63%.

Dá pra notar claramente que o aumento da capacidade do presidente transferir votos.

Lula (na induzida) tem 47% das intenções de voto e Serra 25%, caindo 13 pontos. Essa é uma boa e má notícia. Boa porque define um piso para Serra. Má porque ele ainda pode perder 1/3 de suas intenções de voto se Lula mantiver capacidade de transferi-los.


Lula tem na espontânea 27% ou 57% da induzida. Serra tem 5% ou 13% da induzida sem Lula. Dilma tem 4% (e com Lula marcado), ou 25% de seus 16%.

Sem SP (supondo diferença aqui pró-Serra de 40 pontos), o resultado seria Serra 32% e Dilma 20%.

Lá se vão oito meses da crise econômica. O Brasil, neste período, ficou entre os países com dados mais acentuados de queda na indústria, no PIB e no comércio exterior. Por que razão a máxima (“é a economia estúpido”) de Carville, assessor de Clinton na época, que relaciona a economia à política, não atingiu Lula?

Alguém pode responder?

Como se fosse ele

O plano B do  PSDB transitou por Marabá, sábado 30, como se fosse o titular da candidatura majoritária ao Governo do Estado, em 2010. Foi durante a Ação Global, transcorrida durate todo o dia, na sede do SESI.

Chamada de passageiro

Em primeira mão, o Quinta Emenda confirma: Vic Pires Franco não está no avião francês até agora desaparecido na rota Brasil-Paris.

Aprendendo a jogar

Intitulada "Nem sempre quem joga melhor vence o jogo", nota conjunta assinada pelo Governo do Estado e Prefeitura de Belém oficializa a reação das autoridades a respeito da  exclusão de Belém da relação  das cidades sedes da Copa do Mundo de 2014. 



O município de Belém e o Estado do Pará recebem a exclusão de Belém entre as cidades sedes da Copa 2014 com tristeza. Tudo que o Governo do Estado do Pará e a Prefeitura de Belém  poderiam fazer foi feito. Nosso projeto para receber a Copa 2014 foi considerado por especialistas o terceiro melhor entre as dezessete cidades candidatas. Estivemos presentes nas etapas de seleção e cumprimos todas as exigências impostas pela Fifa .

Belém está estruturada para sediar mega eventos. Sua localização geográfica facilita o acesso através de todos os meios de transporte. O Círio de Nazaré, anualmente, reúne mais de 1 milhão de pessoas. Só em 2009 a cidade recebeu mais de 100 mil pessoas de todas as partes do mundo, no Fórum Social Mundial; e o GP de Atletismo, que anualmente traz  para Belém os melhores atletas do mundo, arrasta milhares de expectadores ao nosso Estádio Olímpico .

Ao deixar Belém de fora, a Fifa não levou  em consideração os critérios técnicos, a tradição e a paixão do povo paraense pelo futebol, que gera uma das mais elevadas rendas nos jogos do campeonato brasileiro. Temos um dos melhores estádios do País, que precisa de apenas 25% de obras de adaptação para cumprir os critérios técnicos dos organizadores do evento. 

A grande surpresa para nós é que a chamada “Copa do Meio Ambiente” inclui apenas uma cidade da região que representa mais da metade do território brasileiro. Enquanto o  Nordeste ficou com quatro cidades; o Sudeste três, o Centro Oeste e Sul do Brasil, com duas cada.  Mas nem sempre o time que joga melhor vence o jogo.  Quem perde com isso é o mundo, que não terá oportunidade de conhecer uma das mais belas e acolhedoras cidades do Brasil.

Já a população de Belém vai continuar ganhando com as obras iniciadas e planejadas na Região Metropolitana, que serão mantidas e executadas: duplicação da rodovia Transmangueirão; a ampliação da avenida Independência; a recuperação da rodovia Arthur Bernardes, da Perimetral; elevado da avenida Júlio César; Portal da Amazônia, Binário da Senador Lemos/Pedro Álvares Cabral ; ampliação da avenida João Paulo II; e Pórtico Metrópole.

Nós, o Governo do Pará e o Município de Belém, cumprimos todos os critérios e exigências técnicas para trazer a Copa a Belém. E até nos antecipamos com o estudo de pré-viabilidade de gestão do Estádio Mangueirão.  Portanto, a exclusão de Belém, foi uma INJUSTIÇA com o povo paraense. Mas nós vamos continuar torcendo pelo Brasil e trabalhando pelo Desenvolvimento de Belém e do Estado do Pará. 

Governo do Estado do Pará

Prefeitura Municipal de Belém

domingo, maio 31, 2009

"Elefante branco" passa por cima

Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Salvador, Recife e Natal. São essas as cidades sedes da Copa do Mundo de 2014, do jeitinho que o Ancelmo Góis antecipou 48 horas do anúncio oficial.

A escolha de Manaus, aliás, já é conhecido desde o mês passado, quando o jornalista Juca Kfoury deu o furo.

Os dois fatos provocaram reação irada de alguns paraenses, uns inclusive coleguinhas, desconsiderando a seriedade dos autores das noticias. Se pudessem sacrificá-los ao pé de uma fogueira, não pensariam duas vezes. Esqueceram a privilegiada posição adquirida ao longo dos anos por  gente do naipe de Juca e Ancelmo, com fontes seguras em todo canto deste país.

A escolha de Manaus, é verdade, vem a reboque daquilo que a FIFA mais respeita na hora de organizar uma Copa  do Mundo: atrair turistas endinheirados, ou não, do mundo inteiro. A marca Amazônia, uma das mais pronunciadas no Planeta, além da atração natural que suas florestas pontuam, é o que interessa aos especialistas em gerar dinheiro, dentro da Federação Internacional de Futebol.

Durante todos esses tempos em  que se debateu internamente a escolha ou não de Belém como a provável escolhida, falou-se muito na posição geográfica da nossa capital, tradição futebolística que a cidade possui graças ao amor da população por Remo e Paissandu, e na existência do estádio Mangueirão, como armas poderosas para abater as pretensões manauarenses. Esqueceram de que a FIFA busca isso, mas  preferencialmente só quer encher as sedes de turistas internacionais, aqueles que gastam mesmo numa Copa, sem dor na consciência.

No inicio deste mês terminando hoje, John Howkins,  consultor inglês de uma empresa terceirizada da  FIFA, deixou bem claro numa mesa redonda esportiva de uma TV paulista, da qual participou pelo telefone, o fascínio que o Estado do Amazonas estava contaminando os principais executivos da entidade internacional, chegando, inclusive, a considerar os jogos em Manaus tão competitivos quanto aqueles que ocorrerão na sede do Rio de Janeiro.

O consultor chegou a contestar um dos debatedores – se não me engano o ex-goleiro Raul, que jogou no Flamengo -, que citava as vantagens técnicas de Belém, falando das qualidades do Mangueirão, em contraponto a inexistência de estádio em Manaus. Ele disse que a FIFA já está acostumada a exigir construção de novos estádios em grande parte dos países onde se realizou mundiais, e que se a capital amazonense não possui uma praça de jogos à altura, passaria a ter, em quatro anos, após escolhida como sede.

Daquele noite do debate,  passei a não ter mais dúvidas da exclusão de Belém das pretensões da FIFA.

E não adianta agora ficar estribuchando.

Saída é arregaçar as mangas e tentar tirar proveito da condição, agora subalterna, de sermos o Estado vizinho de uma futura sede da Copa do Mundo de 2014, investindo no que for possível para Belém ganhar alguma coisa.