quinta-feira, agosto 12, 2010

Fogo domina rodovia

Poster acaba de chegar (são 20h32) de viagem que fez a Parauapebas e Curionópolis.

Na Pa-150 (agora BR-155), entre a Curva do S, em Eldorado, e a fazenda Cedro (Km 50), imensas labaredas de fogo cobrem pastos das fazendas e assentamentos localizados no entorno do trajeto.

Desde às primeiras horas da tarde, o sinistro invade terras, salta igarapés e segue, firme, destruindo à frente.

À noite, vê-se clarões ao longe, espraiados entre matas e o que delas restou.

Dá uma tristeza da peste observar de dentro do carro, o quadro em decomposição.

Historiador reage

Intitulando-se historiador que acompanha as ações do MST “há muito tempo”, Leonidas Mendes Filho refuga post que aponta corrente do PSol integrada ao MST, responsável pelo recrudescimento dos conflito agrários no Sudeste do Estado.


A nota do blog, claro, baseada em depoimento de importante membro do MST, foi recebida com indiganada manifestação do comentarista, cujo teor vem “pra fora”, conforme segue:



Hiroshi...

espero que, em respeito a liberdade de opinião, voce publique este breve comentário. Mas, ou voce, ou quem lhe informou, está faltando com a verdade quando se trata da mobilização do MST aqui, na região sudeste do Pará. Primeiro, a tese do admirável gado novo, isto é, que o povo é sempre conduzido, que é preciso alguém mais alto pra lhe guiar, é preconceituosa e trata nosso povo como gado pra ser tocado. Devo lhe dizer que, como historiador, um dos méritos do MST foi ter escapado a esta lógica e primar pelo debate e pela opinião de todos os seus membros; seus líderes não são "novos Düces", são pessoas comuns e discutem tudo com os participantes, da segurança à saúde de seus assentamentos/acampamentos. Segundo, um eterno problema de quem não vem viver de perto o movimento de luta pela terra no Brasil, quando não tenta a criminalização (a tese da invasão de propriedade, diga-se de passagem, nem os fazendeiros crêem mais nela, pois, há muito o MST só promove ocupação em grandes fazendas sabidamente grilhadas vez que não querem aumentar o desgaste natural junto a opinião pública e sabem que qualquer juiz certamente determinaria a reintegração de posse. Meu caro Hiroshi, veja que os fazendeiros já perceberam isso, não só mudaram seu discurso como mudaram seus métodos: foram eles que fecharam a PA e não os sem-terras)

ou tentam a politização, isto é, há sempre pessoas e interesses político-partidários exogenos no movimento, enganando o povo. Ah! Hiroshi, tenha dó! Você se lembra que antes diziam que era o PT que conduzia o movimento? Agora é "lideranças ligadas ao PSOL. Vocâ só pode está de brincadeira! Venha ao acampamento, voce verá que algumas lideranças até nutrem simpatia pelo PT (o PT de Lula e Dilma, entenda bem; não o PT de Ana Júlia e Cláudio Puty), outros pelo PSOL (da Heloisa Helena e do Edimilson Rodrigues), outros pelo PCdoB, outros pelo PSTU, etc, etc, etc. Mas, também verá que há quem tenha simpatia pelo PMDB (isso mesmo, pelo PMDB e pelo Jadér, que aliás, terá muitos votos entres os militantes do movimento, provavelmente mais do que o candidato do PSOL; e eu, lhe garanto, lamento muito por isso). Como venho acompanhando, como historiador que sou o MST e suas mobilizações, tenho conversado muito com seus integrantes, e posso lhe assegurar, convido-o mesmo a vir ver de perto, é aberto, está à beira da estrada: muitos, inclusive, afirmam que vão votar no tal do Jatene (e uma vez mais posso lhe garantir que lamento). Pois é, meu caro Hiroshi, não é gado, não se trata de crianças, nem de soldados, são pessoas, seres humanos comuns, como eu e você, têm opiniões, gostos, desejos, sonhos, vontades e não são tangidos.

Espero que voce tenha lido a excelente entrevista do Charles Trocate no blog do Zé Dudu; se não, leia. Você verá que porque o MST vem resistindo às perseguições (inclusive da grande mídia, do PIG, segundo PHA), aos massacres, aos assassinatos de seus líderes; e notará quão importante foi escapar da lógica do admirável gado novo.

(Devo lhe dizer que enviarei cópia deste texto para outros blogs; que não sou membro do MST; que não tenho delegação para falar em seu nome; que não sou dono da verdade, mas estou acompanhando, como historiador, as ações do movimento há muito tempo)

Sem mais, agradeço pelo espaço,
Leonidas Mendes Filho

(Parauapebas/PA)

Palestra sobre a Alpa

O Clube de Engenharia realiza evento para falar das oportunidades criadas pela implantação da Aços Laminados do Pará (Alpa) às empresas e aos profissionais locais. O engenheiro José Carlos Gomes Soares, diretor da Alpa é o convidado para falar sobre o tema. A palestra será às 19 horas desta terça, na sede do Clube de Engenharia, na Avenida Nazaré.

quarta-feira, agosto 11, 2010

Datafolha: ajustando margens

Outro post do blog de melhor projeção analítica do país, sobre o que o Datafolha arquiteta para a próxima pesquisa presidencial:

No pé da coluna de hoje da insuspeita Dora Kramer, do Estadão, está a informação que só alguém bem próxima do demotucanato poderia obter de que houve mudança de planos na campanha de José Serra de começar o horário eleitoral em empate técnico com Dilma Rousseff. Escreve a colunista, que os tucanos já esperam que a pesquisa Datafolha, “para eles a única totalmente confiável”, aponte uns cinco pontos percentuais de vantagem para Dilma.

O número bate com o do Ibope e o presidente do instituto, Carlos Augusto Montenegro, já cantara que o Datafolha iria se alinhar. Ficou difícil tapar o sol com a peneira, já que cada pesquisa estadual mostra Dilma na frente, e, nacionalmente, só o Datafolha, com suas miraculosas ponderações, sustentava um fantasioso empate técnico.

Ontem já tinha comentado aqui outra nota, de Ilimar Franco, em O Globo, que dava informação semelhante, dizendo que um integrante do comando da campanha de Serra já encontrava explicação para uma eventual vantagem de Dilma no Datafolha.

Mas como os colunistas pró-Serra costumam soltar balões de ensaio é melhor não esperar nenhum mea culpa do Datafolha. Afinal, essa é a última pesquisa que poderá segurar Serra, já que com o início da propaganda eleitoral, Dilma tende a disparar, enquanto o tucano deve descer a ladeira. Assim, o Datafolha pode extrair mais uma ponderação extraordinária, ao menos mantendo Serra ainda próximo de Dilma,e os colunistas dirão, “surpresos”, que o horário eleitoral começa em igualdade de condições.

Como aconteceu em 2002 e 2006, a grande imprensa se encaminha para mais uma grande derrota, o que revela sua perda de poder na formação da opinião política do povo brasileiro, que hoje conta com outras ferramentas de informação, além de saber distinguir, sem que ninguém lhe diga, quem está a seu lado de quem sempre o ignorou.

Compreendendo o PIG

Ainda quentinho, post liberado agora pelo Brizola:


"Me perdoe, me perdoe"... "Eu compreendo"

Pena que eu gastei a foto no post anterior. Porque ela ilustraria perfeitamente o tom da entrevista de José Serra a William Bonner, hoje, no Jornal Nacional.

Começou com uma “levantada de bola” para o personagem “Serrinha Paz e Amor” dizer que “a discussão não é o Lula”. Não, não é o Lula: é o governo Lula e a reversão dos rumos que o governo FHC-Serra deu ao país durante oito anos.

Daí em diante foi uma partida de vôlei, num clima de convescote. “O senhor me permita”, dizia Bonner, ao interromper o candidato tucano, ao contrário das interrupções grosseiras que fez com Dilma. E Serra teve todo o espaço para falar da saúde, da saúde, da saúde, sem sequer ter sido confrontado com os números de sua gestão no ministério.

A escalada para questionar – até porque é uma pessoa mais educada que Bonner – foi Fátima Bernardes, que foi infinitamente mais civilizada que o marido na entrevista de Dilma. Ela o desempenhou moderadamente, é verdade, mas não partilhou dos esparramos carinhoso de Bonner para com Serra.

Ao questionar o apoio de Roberto Jefferson, o problema com ele era estar no “mensalão petista”. Os pedágios viraram escada para falar das estradas federais e da CIDE, “esquecendo” que o tal superávit primário vem da gênese tucana do pagamento de juros dos quais nos faltam forças políticas para fugir.

No final, quando Serra estourou o tempo, William Bonner era um outro homem, totalmente diferente do truculento de segunda-feira. O diálogo, que reproduzo acima, retrata o clima de compadrio com que transcorreu a entrevista:

Bonner: – “Me perdoe, me perdoe”…

Serra: “Eu compreendo”…

Nós também compreendemos, faz tempo.

 Nota do blog: E bota tempo nisso, Brizola.

Noves fora

Sem nenhuma chance para os "plantadores" de plantão, a liberação de comentários explicitamente dirigidos à queimação de candidatos a cargos eletivos nas próximas eleições.

Quem quiser fazer esse papel aqui, coloque seu CPF, nome completo e email, para checagem à posteriori.

Também não vale, viu?, neguinho entrar na caixa de comentários contestando posts do blog informando o desenrolar da campanha. O que está sendo publicado aqui pode ser confirmado no meio das ruas por qualquer pessoa.

Não preciso de ombudsman.

Aqui, o ombudsman sou eu mesmo, e os leitores bem intenciosnados que entram na caixa de comentários sem nenhum  vínculo partidário.

Alpa, a todo vapor

Poster percorreu toda a área onde a Alpa executa obras de terraplenagem para a construção  da usina siderúrgica em sociedade com a Sinobrás. Serviços já empregam 380 pessoas, com mais de 70 maquinários, entre pequenos e grandes equipamentos.







Antes das obras de terraplenagem, a empresa Traterra foi contratada pela Vale para executar serviços de supressão vegetal, cujas etapas tiveram seus prazos cumpridos. 

Trabalhando dia e noite, a empresa U & M - Mineração e Construção, mineira de Juiz de Fora, vencedora de última hora da concorrência em que a Andrade Gutierrez já estava praticamente anunciada como vencedora, tem espalhado por diversos pontos da área trabalhada dezenas de geradores móveis de energia.

À jusante de Marabá, cuja cidade aparece ao fundo numa emblemática imagem que mistura beleza natural com os rigores do desenvolvimento, a área da Alpa é acompanhada paralelamente pelo rio Tocantins.


Outra empresa, a Foco Ambiental, espalhou veterinários e biólogos por toda a área para o recolhimento de animais e aves eventualmente localizadas em trechos desmatados. Espécies são recolhidas, tratadas e reconduzidas ao habitat em outros pontos da floresta.
Em frente a futura Alpa, do outro lado do rio, a histórica praia do Carrapato, onde antigamente os pescadores profissionais que saiam dos bairros Cabelo Seco, Santa Rosa e Amapá, costumavam passar noites mariscando.

Peixe ali, hoje, só nas conversar de  boca da noite.




Na foto abaixo, a direita da ribanceira, será construído o porto da Vale.

Mais abaixo, uma ilha onde se encontra a praia Croa Pelada.

Observando os dois lados da ilha: à esquerda, o eixo principal do Tocantins, correndo rumo a Itupiranga.

Á direita da ilha, um “furo (espécie de desvio do rio entrecortando a ilha, para se jundar mais abaixo com o eixo principal do Tocantins) que leva até ao Lago Preto, imensa lagoa anteriormente povoada de peixes, principalmente pescada.
João Alessandro, engenheiro da U & M responsável pela execução da terraplenagem, cumpre rigorosamente  organograma formalizada junto a Vale para entregar a área apta a receber as obras físicas, até o dia 31 de janeiro próximo.
 
O trabalho em três turnos deverá possibilitar a antecipação da conclusão da terraplenagem, para a elevação da estrutura física da siderúrgica, a partir de janeiro de 2011.

Freio de arrumação

Se o MST aprofundar sua agenda de invasões na Pa-275, a Força de Segurança Nacional desembarca no Pará.

Ministério da Justiça e Governo do Estado trocaram figurinhas, no início desta semana, a  respeito.

Tropa de Polícia Militar de prontidão entre Curionópolis e Parauapebas está autorizada pela governadora Ana Júlia a desocupar,  na mesma hora em que ocorrer o fato, qualquer fazenda invadida.

Choques internos

A decisão do MST radicalizar ações no chamado "Triângulo das Bermudas", área agrícola potencialmente conflitada abrangendo os municípios de Eldorado dos Carajás, Curionópolis, Parauapebas e Canaã dos Carajás, não tem unanimidade entre as principais cabeças do movimento.

As recentes escaramuças com fazendeiros patrocinadas na Pa-275, entre Curionópolis e Parauapebas, são resultantes de uma ala ligada ao PSol.

Lideranças do movimento mais afinadas com o  PT se posicionaram contra  o recrudescimento da ameaça de invasões.

Pedindo votos

Até o momento, já se observa com nitidez a distância a separar o vigor de duas candidaturas a deputado estadual dos demais concorrentes, em Marabá.

Sebastião Ferreirinha (PT)  e Tião Miranda (PTB) colocaram o bloco nas ruas, ofuscando seus concorrentes.

Ferreirinha padronizou a campanha dele escanchado em Dilma, Ana Júlia e Cláudio Puty. Divulga-os com a mesma intensidade da própria candidatura.

Tião Miranda só fala dele.

E PTB saudações.

Os outros candidatos a deputados federal e estadual ainda não deram as caras com visibilidade.

"Macarrão" não é sopa

Além de Sebastião Miranda (PTB) e Sebastião Ferreira (PT), estes chamados "candidatos da terra", o ex-prefeito de Tailândia Paulo Liberte Jasper, popularmente chamado de  "Macarrão", invadiu a seara marabaense botando dinheiro pela janela, literalmente.

Distribuindo potentes carros de propaganda pelos cinco núcleos populacionais (Nova Marabá, Velha Marabá, Cidade Nova, São Félix e Morada Nova), o candidato a deputado estadual pelo PMDB causa ciumeira e arregaço, por onde passa.

Em dois grandes bairros de Marabá, "Macarrão"  colocou patrulhas mecanizadas executando serviços de arruamento de ruas, distribuição de piçarra para aterro de quintais e outras generosidades típicas de canidato rico e expert na arte de comprar votos.

No embalo que vai, o ex-prefeito de Tailândia  sairá de Marabá com votação idêntica ou superior a alguns candidatos da terra considerados bons de votos.

A conferir.

terça-feira, agosto 10, 2010

Melhor prefeito

De três institutos de pesquisa recentemente percorrendo o Sul do Pará realizando pesquisas não registradas, o que se sabe é aquilo que já se sabia.

Ou em doses mais fortes.

O prefeito mais bem avaliado do Brasil é Wenderson Chamon, de Curionópolis.

Nas três, a popularidade do rapaz junto a sua comunidade chega a 92%.

Somente 5% consideram péssima a sua administração.

3% não quiseram opinar.

Na última avaliação feita há três meses, a aprovação do governo de Chamin era de 82%.

Com mais  dez quilômetros de asfalto que ele está esoalhando na cidade, deu no que deu.

domingo, agosto 08, 2010

MST descumpre acordo

                            - Isso é provocação!


Reação é do advogado Haroldo Junior, presidente da Subseção da OAB de Marabá, comentando decisão do MST de montar acampamento em frente a uma fazenda próximo a Curionópolis, 24 horas depois de cansativas e tensas negociações que resultaram no anúncio de acordo entre lideranças do movimento, fazendeiros, OAB, INCRA, além de outras entidades.

Conversando agora há pouco com o pôster, Haroldo entende que o MST descumpriu o acordo.


                          - Durante a reunião da qual eu participei como um dos mediadores, o próprio Charles Trocate (coordenador regional do MST) deixou claro que o MST não estava programando invadir a fazenda Marambaia já que a propriedade encontra-se em processo de vistoria, pelo INCRA, e se uma invasão a ela for perpetrada, o processo de desapropriação fica paralisado.

Segundo Haroldo, que  permaneceu durante todo sábado integrado à comissão de mediação formada às pressas pelo governo do Estado para buscar solução pro iminente conflito, ficou acordado que o MST não invadiria nenhuma fazenda, seguiria em marcha pela PA-275 em busca de um local menos tenso para montar acampamento e a rodovia seria desobstruída pelos sem-terra e fazendeiros.

Ao ser comunicado de que o movimento decidiu montar acampamento em frente a fazenda Marambaia,  próxima a Curionópolis, durante este sábado, Haroldo Junior mostrou-se preocupado com o tensionamento de posições e conseqüente agravamento do quadro.

Por pouco, no final de semana, não ocorreu confronto armado entre pecuaristas e o MST.

As medidas tomadas, ainda na madrugada de sexta-feira, pelo governo do Estado, impediram que o fato se consumasse.

A Polícia Militar permanece na área pronta para intervir a qualquer hora.

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atualização às 21:11

Poster falou pelo telefone, minutos atrás, com o Ouvidor Agrário Regional, Edson Luís Bonetti, sobre o prazo de entrega do laudo de vistoria da fazenda Marambaia, estimado por ele para os próximos 40 dias.

Revelou ter retornado esta manhâ ao local onde o MST montou acampamento, em frente da própria  fazenda, e que não encontrou indicadores de que os sem-terra estejam interessados em radicalizar. Na visão dele, a presençla ostentiva de policiais militares no entorno da propriedade é um fator tranqulizador e que o acordo deverá ser cumprido sem ocorrência de invasão.