sábado, maio 10, 2008
Botando fé
- "Acho que sim,com o seu apoio meu nome tem chances reais de vitória".
Leia mais aqui.
Chapa pronta
Especulação ou não, gente de confiabilidade anda contando essa história.
Sem testemunhas
A escolha do dia (sábado) e a hora de pouca afluência de clientes na loja fazem crer a potencialidade do tema discutido: sucessão municipal.
O prefeito de Marabá, em entrevistas concedidas mês passado, deixou claro que até o final de maio definiria o nome do candidato à sua sucessão. Dois nomes, ele jamais apoiaria: o do vereador Maurino Magalhães (PR) e o da deputada estadual Bernadete Caten (PT), os quais Miranda considera sem nenhum comprometimento com a gestão fiscal e com projetos de interesse macro do município.
As outras pré-candidaturas da base aliada de Sebastião Miranda são a do próprio vice-prefeito Ítalo Ipojucan (PDT) e dos deputados federal Asdrúbal Bentes (PMDB) e estadual João Salame (PPS).
Nos últimos dias, fala-se numa outra via: a do médico Jorge Bichara, presidente da Fundação Zoobotânica de Marabá e da Unimed Sul do Pará.
Aquele Abraço....
Toque de recolher
“Sem alarde, a bancada estadual do PT e o Diretório Regional do partido fizeram ontem reunião secreta e de emergência para avaliar a postura do governo Ana Júlia frente à greve dos professores. Por unanimidade, os deputados petistas decidiram não chancelar a criminalização da greve, como deseja o governo, que ajuizou ação pedindo a decretação de ilegalidade. O presidente do partido, João Batista Silva, ficou encarregado de convencer a governadora a recuar. Além da convicção, pesou na condenação petista à mordaça a repressão ao movimento grevista na porta do Palácio dos Despachos com bombas de efeito moral e spray de pimenta”.
Do ponto de vista da governabilidade, está certíssimo o secretário Cláudio Puty, ao declarar que “o governo não vai tolerar intransigências que prejudiquem estudantes da rede pública e a população em geral."
Na boca do povo
“Uma pesquisa de opinião pública realizada pelo Ibope em Juruti, no oeste do Pará, demonstra que a quase totalidade (89%) da população do município encara de forma positiva o empreendimento de instalação de uma nova mina de bauxita da Alcoa no local. A maioria absoluta (54%) é expressamente favorável à iniciativa e outros 35% a aceitam e não manifestam restrições”.
Quer saber mais? Vai lá no site do botafoguense vice-campeão Jeso Carneiro.
sexta-feira, maio 09, 2008
Na manha
Convênio denunciado
A foto mostra a grande área e a placa recentemente colocada pela prefeitura, registrando o valor de R$ 1.091.295,00 de recursos próprios para a construção da escola, cujas obras foram iniciadas.
A Arca pede passagem
Água de assustar sapo.
Bandalha nos trilhos
Por volta das 9 horas, o pôster estava em São Domingos do Araguaia quando recebeu telefonema de uma fonte residente em Parauapebas, comunicando detalhes da ação do chamado Movimento dos Trabalhadores na Mineração.
Dias atrás (podem ver aí nos arquivos do blog), cantamos a bola quanto às conseqüências da união desse MTM com o MST. Repetimos: o pior ainda está por vir.
Nota do blog: Josimar Elízio Barbosa foi morto a mando dos próprios garimpeiros integrantes dessas entidades criadas supostamente para representar a classe. Em Curionópolis ninguém tem dúvidas disso.
quinta-feira, maio 08, 2008
Sepulturas festejadas
O poster sempre bate na tecla de que o governo jamais arredondará os interesses nefastos agigantados em Serra Pelada porque nenhum dos grupos em conflito deseja isso. Cada qual quer apenas tudo para si.
A morte de Josimar é a seqüência de muitas outras mortes surgidas no entorno do tema Serra Pelada, enredo a avolumar-se com o tempo na destruiçào de vidas de gente honesta e safada. O governo precisa fazer gestões para afastar os gangsters que volteiam o garimpo.
Muitas outras mortes ainda virão por aí, caso medida dessa naturzea não seja tomada.
Duas vertentes
1- A ausência do prefeito de Marabá, Sebastião Miranda Filho (PTB), foi percebida ontem (7) durante a agenda da governadora e virou assunto nos bastidores da programação, principalmente pela falta de um representante da prefeitura na inauguração do Infocentro do Estado, instalado no prédio do Arquivo Público de Marabá.
Sem prefeito, sem representante e sem o vice-prefeito, Ítalo Costa (PDT), que não anda recusando convite a nenhum tipo de evento, na comitiva da governadora o que se falava era em boicote à visita.
Na PMM a versão oficial era de que o prefeito Tião viajara para Brasília (DF) em companhia da secretária de Educação Kátia Américo atrás de recursos para o município. Ele teria voltado ontem mesmo.
O gestor não esconde que anda contrariado com o governo Ana Júlia e já vem aumentando o tom do discurso desde o último encontro com a governadora em solenidade no Incra. Na ocasião, ele bradou contra um dos principais problemas do Estado hoje, o sistema de Segurança Pública.
O único aliado do prefeito que acompanhou a governadora foi o presidente da Câmara Municipal, Miguel Gomes Filho, o qual aproveitou para pedir liberação de mais recursos no convênio já existente com o Estado para as obras da nova sede do Legislativo.
2- Esta semana, numa sala de reuniões de dar inveja aos executivos da Vale, com direito a quadro com a foto do presidente Lula ao lado da sua, o prefeito Darci Lermen reuniu a imprensa de Parauapebas para uma coletiva em que falaria sobre o aniversário de 20 anos do município.
Dali a pouco aproveitou para dar uma de sensor dos jornais e pediu claramente para que não publicassem mais fotos de mortos nos seus noticiários policiais. Pelo menos um dos folhetins editados em Parauapebas não estava representado no referido encontro, o Martelada, de Chico Brito. Este, aliás, continua firme em sua linha editorial: levantar polêmica quanto ao governo municipal.
Na edição de abril, o Martelada chega a dizer que Darci anda atrás não apenas do apoio e prestígio de Ana Júlia para o seu palanque nas eleições municipais, mas principalmente de dinheiro para equilibrar as contas do município.
quarta-feira, maio 07, 2008
Nome leve
Prova dos nove
Atividades da Cosipar interditadas
Estranhamente, o Ibama, até agora, não levou ao conhecimento público a interdição dos alto fornos da Cosipar, ocorrida ontem, 06. A empresa vinha operando na clandestinidade depois da suspensão de liminar pedida pela Procuradoria Geral do Estado que lhe garantia sobrevida.
É muito estranho esse silêncio considerando o Ibama um órgão público federal com suas atividade mantidas com dinheiro do contribuinte e que deveria, portanto, prestar contas de seus atos.
A interdição dos altos fornos da Cosipar ocorreu pela parte da manhã, depois de longas marchas e contra-marchas dentro da empresa, em Marabá, e apelos comoventes de Executivo da usina no sentido do Ibama manter a decisão sob sigilo -, “a fim de não prejudicar a imagem da empresa junto aos seus clientes no exterior”.
O blog sustenta: a Cosipar está com suas atividades interditadas. As unidades de produção de ferro gusa operam apenas tecnicamente.
Dá-lhe, Dilma!
José Agripino Maia, coronel da política potiguar, surfando como uma das vozes morais do Congresso Nacional.
Para presidente, Dilma!
Bida, o “herói”.
Isso dói, porque a impunidade continuará alimentando a violência e o cenário de pistolagem a contaminar historicamente o Estado.
Ana na terra
Agora às dez horas, inaugura o Infocentro Comunitário do Programa NavegaPará e o Centro de Integração Regional, além de lançar o programa “Pará, Terra de Direitos”.
O cerimonial do Palácio dos Despachos não conseguiu incluir na apertada agenda de Ana Júlia visita a aciaria da Sinobrás, ativada em regime experimental.
Depois da inauguração do CIR, Carepa retorna a Belém. Às 15 horas, abre, no Centro de Convenções da Amazônia (Hangar), o Seminário "Pará, Terra de Direitos", com todo secretariado presente.
segunda-feira, maio 05, 2008
Nas ondas piratas
Alô, alô, Anatel...
Essas mulheres...
Primeiro os meus
1- - 'A orientação do governo e a ordem de Puty era de que agendasse conversações primeiro com os partidos e depois o G10. Não que isso signifique ignorar a presença do bloco, até porque eles têm hoje um número expressivo de deputados na Casa'. (Airton Faleiro, líder do governo);
2- - 'Não resta a menor dúvida de que somos um grupo importante, que o G10 é hoje um grupo forte, consolidado, que não dá para ser ignorado. Assim como acontece com qualquer outra bancada. Representamos um quarto do parlamento. Mas não temos pretensão de brigar com ninguém, nem com o governo e nem os outros partidos. Queremos é aprofundar a discussão sobre temas relevantes e ações importantes para a sociedade'. ( João Salame, um dos líderes do G10);
3- - 'Se de G8 virou G10, é sinal de que ele pode crescer ainda mais. Pode virar G12 em breve”. ( Adamor Aires, líder do PR).
Nota do blog: o futuro dirá se o G-10 se tornará mais obeso ou será submetido a dieta por suspensão estratégica de “alimento”. Uma coisa está decidida dentro do governo: a relação partidária será respeitada pelo secretário Cláudio Puty.
Políticas de integração
Na quarta-feira, Ana Júlia participa de encerramento e inaugura a sede do Centro de Integração Regional, espaço de gerenciamento e integração das políticas públicas do estado, idealizado pela secretaria de Integraçào Regional.
domingo, maio 04, 2008
Com todo o respeito
É...mais um ano na fila do gargarejo.
Parabéns ao campeão!
Pobrezas iguais

Depois das águas de Abril, as casas alagadas, agora descobertas, ficam assim no bairro Santa Rosa. Que nem espaço de peregrinos fantasmas a afugentar quem para elas pensa em retornar.
Por falta de uma política habitacional, a população ainda mora em casebres localizados em bairros nem tão mais esquecidos assim.
Marabá precisa trilhar nova rota de urbanidade.
O poder do tempo
Mistérios do tempo, quem há de descobri-los? Ninguém.
Ao contrário, pelo tempo, somos descobertos.
Banca murcha
Eu conheço duas formas de lidar com arrogantes e preconceituosos. A primeira, devolver na mesma moeda, reagindo mais forte do que a ação. Bateu, devolve.
A outra, simplesmente, sumir do convívio deles.
Quando um arrogante cai, eles sempre caem – como agora! -, eu solto fogos.
Eu, você, nós dois, já temos um passado...
Bossa Nova e Tropicalismo causaram certa perplexidade no público em geral e em boa parte dos observadores mais qualificados.
De características opostas, já que a Bossa Nova significava uma implosão de nossos valores culturais, expressos através de uma sofisticada forma de música de câmara, o Tropicalismo foi uma explosão de idéias as mais diversas e até mesmo deliberadamente contraditórias.
Bossa Nova e Tropicalismo representaram, sim, abertura e encerramento de um dos momentos mais férteis e criativos de nossa imaginação popular – situado, mais precisamente, entre o grito silencioso de João Gilberto em “Chega de Saudade”(1959) e o grito estrangulado de Cateano, Gil e “Os Mutantes” em “É proibido proibir” (1968).
A Bossa Nova foi um autêntico fruto dos valores do seu tempo e da geração que a cultivou. Na realidade, a filosofia da encantadora Nação Woodstock que abrigava os jovens da época em todo o mundo, tinha como sigla a expressão “paz e amor”, e quanto mais, ao passar do tempo, os amplificadores aumentavam o número de decibéis, mais essa geração voltava-se para dentro de si mesma, em repúdio aos valores da geração anterior e burguesa.
Ainda que os líderes principais do movimento (Caetano e Gil) fossem egressos do camerismo da Bossa Nova e tivessem como guru o introvertido João Gilberto, ao contrário da compactação daquela música, o Tropicalismo abriu-se para a diversidade, mesclando fervilhamento os mais inusitados componentes culturais num projeto cultural de impacto, deixando pessoas confusas – inclusive os críticos -, diante da parafernália de elementos os mais antagônicos que formavam aquele impulso criador.
Do arsenal sonoro e literário do Tropicalismo faziam parte a Bossa Nova e a Velha, a guitarra elétrica e o bandolim, a música medieval e a eletrônica, a música fina e a cafona, o portunhol e o latim, a música de vanguarda e a do passado, o baião e o benguine, o berimbau e o teremim, o celestial Debussy e Vicente Celestino, os versos de Cuíca de Santo Amaro e a Poesia Concreta, o som e o ruído, o canto e o grito, indo provocar terremotos, por extensão, no artístico e no cultural, no político e no social.
Curiosamente, aqueles que jamais falaram em “a terra deve ser do povo” e, ao contrário, cantavam as águas azuis de Amaralina e o passeio no parque de José, o rei da brincadeira, é que foram presos e humilhados pela ditadura.
Ouvir “Saudosismo”, na voz de Caetano, durante show na Boate Sucata, em 1968, cantando ao lado de Os Mutantes, nos remete a todas essas considerações.
Sem escangotar
Fizeram bem os tribunais de Justiça. Vias públicas não são locais adequados para a discussão de tema tão polêmico.

