sábado, agosto 25, 2007

Entre balas e caras, o som

Quando o invisível sonho se esvai, chamo-te pelo antinome.
Nesta noite de sábado que se vai, enquanto a saudade consome.

Setor guseiro grogue

Declaração de executivo de uma grande empresa de Marabá:
- A decisão da Vale de suspender o fornecimento de minério a Usimar e Cosipar provocará o estancamento dos investimentos do setor siderúrgico. Isso representa muita coisa para a economia regional. A Sidepar vinha planejando investir U$ 19 milhões na sinterização. A aciaria em fase de construção pela Simara é da ordem de U$ 80 milhões, podendo a mesma agora não ser concluída no prazo previsto.
A ordem é suspender investimentos até que as incertezas geradas pelas decisão da CVRD sejam esclarecidas.

Batendo cabeças
O blog ouviu também de empresário siderúrgico que um dos entraves na atividade é a queda de braços entre o Ibama e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente. As medidas arbitradas pelos dois órgãos em relação ao setor não teriam qualquer sintonia a ponto da própria Justiça julgar algumas inconstitucionais.
O mesmo interlocutor informa que a decisão administrativa da CVRD só se estenderá, em futuro próximo, às empresas condenadas em ação criminal. Nesse caso, atualmente, além de Cosipar e Usimar, as demais siderúrgicas não chegaram a esse estágio.

Opinião pública
Pesquisa qualitativa realizada no município de Marabá para avaliar o desempenho da atividade guseira no seio da comunidade, revelou detalhes interessantes.

* Grande parcela da população que veio de outros estados tinha um alvo específico: trabalho e renda. Cerca de 40% encontraram.
* Consultados apontam a siderurgia como principal geradora de emprego no município. Citada mais do que o poder público.
* Mais de 60% da população daria nota de 08 a 10 para o setor.

Com esses números em mãos, surpreendentes até para os donos de usinas, as empresas acham que a população transformou-se na principal aliada do Distrito Industrial, “e que responderá à altura, se convocada” (sic).
Um executivo, ao lado do empresário, aproveita o gancho para configurar a idéia de que o governo pauta suas ações baseado na opinião pública. “Se essa lógica é real, qualquer ação da Vale que venha representar uma ameaça a geração de emprego, pode conflitar a relação entre a população e a mineradora que tem um dos maiores investimentos previstos aqui na área que é o Salobo”, raciocina o rapaz.

Investindo no social
Empresários partirão agora para a expansão de programas sociais, ampliando também a oferta de mão de obra no plantio de eucaliptos em áreas localizadas em pelo menos 12 fazendas adquiridas recentemente.

Celular diz qual dia mulher está mais fértil

Depois dos japonês, agora são os coreanos impossíveis! Não têm mais o que fazer!
A Samsung registrou a patente de um conceito tecnológico, no mínimo inusitado. Um celular capaz de indicar qual o dia mais propício para sua dona "fabricar bebês". Por outro lado, essa informação pode ajudá-la a evitar exatamente isso.
A engenhoca, um par de sensores ( um ultra-sônico, ou baseado em laser, e o outro sensível à luz infravermelha), faria leitura térmica do canal auditivo da garota. A partir dos dados coletados, um software instalado no telefone analisaria sua temperatura interna e julgaria se ela estaria ovulando naquele dia ou não.
A pergunta que estão fazendo é se o namorado da garota resolver telefonar. O aparelho teria condições de saber que o usuário não é uma fêmea e simplesmente se desligaria?
Abaixo a ilustração da patente registrada.

O dito de quem sabe

Dois dias após a equipe móvel do Ministério do Trabalhado ter promovido aquela lambança na usina Pagrisa, este poster conversou com importante consultor de uma empresa de fruticultura de São Paulo que se encontrava no Sudeste do Pará conhecendo áreas degradadas na região de Jacundá. Questionado sobre a fiscalização dos auditores do MT na propriedade localizada em Ulianópolis, o rapaz foi curto e grosso:
- Empresas modernas que buscam mercado para o etanol não procedem dessa forma expressivamente irregular. Aí tem o dedo de concorrentes que vêem a
produção de álcool na Amazônia o grande entrave para a expansão de seus
negócios.

Nota no RD de hoje percorre esse mesmo caminho apontado pelo consultor.

Reage, Marabá!

Suely Oliveira, pela primeira vez no atual governo do PT, trouxe notícia positiva para Marabá. E prática. O anuncio de parceria na urbanização do bairro do Cabelo Seco resgata a auto-estima dos moradores pobres do bairro. É inclusão social da avantajda musculação. A cidade, de tão baixo astral com as ultimas notícias de violência e ameaça de paralisação de parte do setor produtivo, está precisando de algo assim. Vamos ver se sai logo a obra.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Com a força da Rede

O vice-governador Odair Corrêa festejou hoje, 24, seu aniversário, com direito a mais de 3 minutos de reportagem na edição noturna do Jornal da RBA, assistido em cerca de 85 municípios. Canjas de Alaci Corrêia (Supermercados Nazaré), Helder Barbalho e da cada vez mais bela vereadora Vanessa Vanconcelos potencializando as origens de interior do político santareno, realçaram o extenso tempo do telejornal.
Tapete vermelho e tanto para o vice, com o pé no PMDB.

O longo braço da quadrilha

A quadrilha instalada dentro da prefeitura de Altamira está mesmo com seus dias contados. Uma dica ao poster da Alcinéa Cavalcante nos permite conhecer a extensão do bando que fraudava licitações de medicamentos no Amapá e Altamira, desarticulada através da “Operação Antídoto”.

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atualizado às 13:44 :

Os ladrões chupadores dos recursos da saúde são em grande parte os verdadeiros responsáveis pelo seu estado de acefalia. Em Macapá, como exemplo, até gaze falta num dos principais hospitais da comunidade.

O crime que compensa

A recente apreensão pelo Ibama de filhotes de jacarés em porto próximo a Tucuruí é apenas um close do estado de depredação do lago formado pela hidrelétrica. Este poster conhece o problema de perto. Os filhotes de jacarés apreendidos pelo menos estão vivos e podem ser reinseridos em seu habitat natural, logicamente sob riscos futuros dos criminosos de plantão.
Existem no Lago de Tucuruí caçadores de jacarés armados até os dentes que saem todas as noites porongando em lanchas. O silêncio da madrugada é cortado frequentemente por tiros ecoando entre matas e águas detonados pelos predadores. Quando o dia amanhece, basta pegar uma embarcação e dar uma breve volta no entorno para constatar o rastro de maldade espalhada. Os criminosos matam os jacarés, tiram a parte da carne que lhes interessa para venda e deixam couro e outros resíduos para trás.
Em muitos casos, ocorre deles atirarem nos animais e não os encontrarem na escuridão. Sob a luz do dia, jacarés amanhecem boiando com marcas de tiros na cabeça ou em outras partes do corpo.
A foto acima foi batida por este poster. É um jacaré de três metros de comprimento morto por caçadores no Lago de Tucuruí.

Perigo em duas rodas

O blogger conhece esse filme. Decorado.
Em todos os municípios eles se organizam, entre bons e maus. A última tranquinagem foi em Tucuruí.
A delinqüência usa a atividade para atuar camuflada e ninguém sabe aonde isso vai parar. A única certeza é de que eles prometem fazer uma revolução, nem que seja contra as leis. Pior é o comportamento da classe política diante do improvável. Que o diga o deputado Zé Geraldo (PT).

Espírito leve. E verde

Nesta sexta-feira, 24, o poster viu o dia nascer na Fundação Zoobotânica de Marabá, entre cantos de pássaros e o cheiro gostoso de mato verdade orvalhado. À convite do ambientalista Jorge Bichara, estimado amigo presidente da Unimed Sul do Pará, percorremos trilha ouvindo agradáveis conversas dos agentes da FZM, da qual Bichara é presidente.
Estamos prontos para enfrentar o final de semana. Que promete.

Anarquia na estrada

Quem viveu o desconforto de mais de 12 horas preso na rodovia Pa-150, entre Jacundá e Goianésia, bloqueada por trabalhadores rurais, refere-se aos manifestante com expressões do tipo “arruaceiros, delinqüentes e marginais”. Pelo menos essa a reação de uma senhora de 62 anos, que seguia rumo a Belém para tratamento de saúde e teve seu estado agravado à beira da estrada. Quem a salvou foi um comerciante de Jacundá ao colocá-la no interior de seu carro e retornar por cerca de 30 minutos de marcha à ré (o congestionamento de 3 km impedia manobras no leito da rodovia), até posicionar o veículo em condições normal para fazer a viagem de emergência até Marabá, onde a enferma foi atendida no Hospital Regional.

A estrada foi desobstruída... por enquanto.
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Goianésia deixou claro que se o Incra não enviar representante, até segunda (27), para analisar as reivindicações dos assentados, a Pa-150 volta a ser fechada pelos donos do pedaço.
O gostoso de tudo isso é que as autoridades adoram assistir ao circo. Batendo palmas.

Bola da vez

Depois de Santarém, o ex-governador Simão Jatene pousará em Marabá para fechar a candidatura a prefeito do empresário Demétrius Ribeiro, dono da Usimar. A pergunta rolando agora é se Demétrius continuará com todo o fôlego político a partir do momento (1º de setembro) em que sua empresa deixar de receber minério da Vale do Rio Doce para produzir ferro gusa.

Tem saída

A prisão de quase 50 assaltantes de banco em menos de 30 dias evidencia a expectativa de que as Polícias Civil e Militar, estruturadas, tem possibilidade de reduzir o nível da violência no Estado. Priorizar recursos para o setor, é esse o caminho. Priorizar.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Pesquisa Target- Esclarecimento

Analisando a pesquisa realizada pelo Target, o blog chegou à conclusão de que a mesma apresenta uma série de equívocos:

1- O principal é quanto à inclusão do nome do prefeito Sebastião Miranda no disco de consulta sem que haja outra configuração com a mesma pergunta quanto a preferência do eleitorado, se as eleição fosse hoje, excluindo-o. Como o atual prefeito não pode ser candidato e na citada pesquisa aparece com 17%, essas indicações conferidas a ele iriam para qual provável candidato? Do jeito que foi feita, sem outras simulações, o resultado não é confiável;

2- No relatório final, não existe diferenciação da resposta espontânea da estimulada. Há dois gráficos. Um mostrando os candidatos preferidos da classe feminina e o outro do sexo oposto. Todavia, no questionário entregue aos entrevistadores, as duas situações foram aplicadas;

3- Inexistência de indicação da metodologia usada, razão pela qual se desconhece a margem de erro, ocultada no relatório;

Por esses motivos, o blog se nega a prosseguir divulgando o resultado da consulta. Pede também para se desconsiderar os dados do post "A Pesquisa do Target".

A pesquisa do Target

Ouvindo 559 pessoas, o Target realizou pesquisa em Marabá no período de 10 a 14 de agosto levantando série de questionamentos. Durante o dia, estaremos postando dados liberados pelo cliente do instituto marabaense. Iniciamos com a avaliação da governo municipal à pergunta “Como você avalia o prefeito Sebastião Miranda?”

Excelente - 6 %
Boa - 33 %
Regular - 38 %
Ruim - 7,5%
Péssima - 12 %
Não Sabe - 2,5 %
Não Respondeu - 1 %

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O que as mulheres acham da administração Sebastião Miranda (desconsiderando Não Sabe e Não respondeu):

Excelente - 7 %
Boa - 31 %
Regular - 38 %
Ruim – 7 %
Péssima - 13 %

O que os homens acham da administração Sebastião Miranda (desconsiderando Não Sabe e Não respondeu):

Excelente - 5 %
Boa - 36 %
Regular - 38 %
Ruim – 9 %
Péssima - 11 %

Nova pesquisa para prefeito

Por todo o dia de hoje o poster publica números da mais recente pesquisa realizada em Marabá. Mudança significativa de intenção de votos do primeiro para o segundo lugar. O post inicial vem com a apuração espontânea.
559 pessoas foram consultadas pelo instituto Target, contratado por um grupo empresarial.

Paixão pela informação

O blog teve uma quarta-feira, 22, rica em notícias de primeira. O furo da suspensão do fornecimento do granulado anunciado pela CVRD e a exclusividade do artigo do ministro do MDA contestando o Greenpeace provam que a busca pela informação séria é algo prazeroso e confortante para quem faz jornalismo com paixão. É gostoso viver isso.
Pode ser que surja alguma novidade hoje no Ibama. O cenário dentro do instituto é voltado para algum fato novo.
Se pintar, o blog também antecipou.

Nervos à flor de tudo

A quinta-feira (23) promete. Principalmente entre os diretores das siderúrgicas do Pólo Carajás. É provável que haja paralisação geral dos alto-fornos como prenúncio de protestos e radicalização do setor contra a suspensão pela CVRD do fornecimento de minério e a anunciada patada a ser desferida pelo Ibama nas próximas horas.
De novo, Marabá respira insatisfação. O clima está pesado. Pesadíssimo.

O Vic fica fora?

Deu no blog do Jeso:

O vereador cipoalense Erasmo Maia (DEM) prometeu, para os próximos dias, apresentar uma moção no parlamento santareno que concede ao deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB) o título de "Persona Non Grata" para o município.Conseqüência da posição contrária do tucano - com arroubos até de criar uma tal de frente parlamentar anti-separatista - à consulta plebiscitária para criação de novos estados no Pará.Na moção, Erasmo pretende também incluir o deputado federal petista Zé Geraldo, zenaldista à esquerda.O vereador, contudo, fraquejou na hora de fazer a inclusão do nome, na matéria, do deputado Vic Pires, zenaldista à direita. Vic é aquele que mandou os tapajônicos enfiar no ... o abaixo-assinador com as 50 mil assinaturas colhidas em Manaus em favor do plebiscito.Vic é presidente estadual do partido ao qual Erasmo está atualmente filiado.

O poder das bananas

Já se sabe que a banana é um alimento rico em carboidratos, fornecendo energia de forma rápida ao organismo. Tem potássio, mineral importante para o bom funcionamento dos músculos, inclusive o cardíaco; vitamina B6, essencial para a formação de células do sangue e de substâncias para o cérebro.
Pois a nossa tropicalíssima banana, pode ajudar os geeks de plantão a acessarem dados importantes armazenados em CDs ou DVDs que, por terem algumas manchas e pequenos riscos, vivem dando pau nos drivers de leitura. Duvida?
O vídeo acima mostra como é possível limpar a superfície de mídias ópticas utilizando o óleo presente na fruta, o qual é parcialmente limpo com a casca da mesma.

quarta-feira, agosto 22, 2007

A chibatada agora é do Ibama

O blog assegura que por todo o dia de amanhã, 23, o Ibama deverá entrar com uma ação na Justiça Federal amarrando num mesmo processo todas as multas e condenações impostas as siderúrgicas do Pólo Carajás. Neste momento (20h06), o poster conversa com um advogado de Brasília para checar o tipo de medida judicial preparada pelo instituto. A informação já chegou ao conhecimento de alguns executivos das usinas de Marabá que se mostram apreensivos.
O sindicato dos trabalhadores metalúrgicos está sendo mobilizado agora mesmo para participar de reuniões com o alto comando das siderúrgicas com objetivo de avaliar quais rumos o setor tomará a partir do cerco do Ibama.
De concreto mesmo, uma banca advocatícia se prepara para dar entrada num mandado de segurança para resguardar o funcionamento coletivo dos alto-fornos construídos em Marabá, Açailândia e Santa Inês, no Maranhão.
O pagamento de multas superiores a R$ 700 milhões aplicadas pelo Ibama no Pólo Carajás até o presente momento vinha sendo postergado através de recursos jurídicos. O governo federal quer passar a régua em tudo de uma só vez.

Cosipar se manifesta à decisão

Através de sua Assessoria de Imprensa, a Cosipar acaba de fazer esclarecimento a respeito da decisão da Companhia Vale do Rio Doce em suspender o fornecimento de minério de ferro. Diz a nota:

"A Cosipar informa que foi comunicada no final da tarde do dia 21 de Agosto de 2007 pela Companhia Vale do Rio Doce da rescisão unilateral do contrato de fornecimento de minério de ferro a partir de 01 de setembro de 2007.

A Cosipar emprega diretamente 949 trabalhadores que estão com salários e encargos sociais rigorosamente em dia, respeitando a legislação trabalhista. A Empresa também exige a mesma conduta por parte de seus fornecedores. Como signatária do Instituto Carvão Cidadão realiza auditorias regulamente nas carvoarias para verificação das condições das estruturas e quanto ao registro em carteira de trabalho e as condições de higiene e segurança do trabalho.

Em relação à Ação Civil Pública do IBAMA mencionada em nota pela CVRD , a COSIPAR não foi citada pela Justiça Federal.

Sobre as fiscalizações mencionadas, a COSIPAR está recorrendo no âmbito administrativo sem qualquer conclusão do órgão. Com a decisão do Ibama de levar a questão para a esfera judicial, a Empresa vai apresentar sua defesa quando for formalmente citada por determinação judicial, fato até o momento não ocorrido.

Ao contrário do que aponta o Ibama, o consumo de carvão vegetal da Cosipar não corresponde aos números levantados. Nesse sentido a Empresa está esgotando todos os meios de defesa administrativa, demonstrando que a metodologia é errônea pelos seguintes motivos, a saber: o índice de conversão utilizado pelo Ibama esta inadequado; não leva em conta os projetos de reflorestamento implantados pela empresa, o carvão vegetal oriundo de reflorestamento; o uso de novas tecnologias que reduzem o consumo de carvão vegetal como a utilização de sinter na carga metálica, a injeção de finos de carvão pulverizado; a substituição de 12% do carvão vegetal por coque metalúrgico, como também em nenhum momento são consideradas as ações implementadas do Plano de Auto-Sustentabilidade Ambiental 2005-2015, aprovado pelo Conselho de Administração da COSIPAR, apresentado ao Ibama e em execução.

A Cosipar afirma que está REGULAR perante os órgãos ambientais Federal e Estadual e que acredita no entendimento com a CVRD para manter o seu relacionamento comercial existente há 21 anos.

A Cosipar reafirma que está compromissada com as autoridades federais, estaduais, municipais e órgãos não governamentais na implementação de políticas que assegurem a sustentabilidade ambiental e social da empresa".
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Nota do blog: A Usimar até o presente momento não se manifestou sobre a questão.

Usimar e Cosipar, as primeiras

Agora a pouco o blog conseguiu obter mais informações a respeito da decisão da Companhia Vale do Rio Doce em suspender o fornecimento de minério granulado ao Pólo Carajás de produção de gusa. Em verdade, oficio da mineradora atinge inicialmente apenas as usinas Cosipar e Usimar. Dia seguinte a 30 de agosto próximo, quando vence o contrato entre as partes, as duas siderúrgicas deixarão de receber o principal insumo para a sua produção.

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atualizado às 19h16:
A CVRD formalizou em abril passado a sua diposição de radicalizar contra as guseiras que descumprissem as legislações trabalhista e ambiental, após suspeita de uso de trabalho escravo em municípios da divisa entre Pará e Maranhão. Essa é a primeira vez que a companhia toma medida dessa natureza.
Conversando minutos atrás com executivo da mineradora ele sustenta que a Vale “nunca tolerou trabalho escravo” e que , com essa medida, a empresa vai se antecipar à ação dos órgãos de governo, correndo, inclusive, o risco de sofrer penalidades.
No ano passado, a CVRD vendeu para os guseiros do Norte 6 milhões de toneladas de minério de ferro. O volume corresponde a 2% do total produzido pela companhia.

Reunião de emergência
O deputado estadual João Salame (PPS) agendou reuniões, amanhã, 23, com o presidente da Assembléia Legislativa, Domingos Juvenil (PMDB), e com o secretário estadual do Meio Ambiente, Valmir Ortega, com quem pretende discutir uma saída política para a questão.
Consultado pelo poster se existe alguma possibilidade da Companhia Vale do Rio Doce recuar diante de negociações políticas, o executivo foi incisivo em garantir a "natureza de ordem interna e de caráter iminentemente administrativo da medida, sem espaço para outros tipos de manifestações".

Ministro responde ao greenpeace

Em primeira mão, o blog publica o artigo "Amazônia: respeito ao povo e à floresta", assinado pelo ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, respondendo às denúncias do Greenpeace de que os assentamentos da reforma agrária estariam acelerando o desmatamento na Amazônia.
Somente amanhã este texto será publicado em folhas nacionais:

Amazônia: respeito ao povo e à floresta
Logo após a divulgação de um levantamento do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE) apontando a redução do desmatamento na Amazônia, começaram a surgir matérias atacando a política de Reforma Agrária do governo federal, utilizando-se de dados imprecisos, comparações equivocadas e conclusões falaciosas. Algumas delas criticaram a própria idéia de Reforma Agrária, que chegou a ser qualificada como um mito que representaria um entrave para a agricultura e para o meio ambiente. Tais críticas não vieram acompanhadas de dados e argumentos consistentes, incorrendo, não raro, em manipulações grosseiras. Assentamentos de Reforma Agrária e pequenas propriedades foram apresentados como sinônimo de atraso. Grandes fazendas transformaram-se em critério único da modernidade. Por fim, fez-se de conta que a Amazônia não é habitada por milhões de pessoas.

Vamos aos fatos. O Brasil possui 4,8 milhões de estabelecimentos rurais. Destes, cerca de 4,1 milhões são estabelecimentos de agricultura familiar (84% do total), responsáveis por 77% dos empregos rurais e por 60% da produção de alimentos do país. Em 2003, segundo estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), as cadeias produtivas da agricultura familiar responderam por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o que equivale a R$ 157 bilhões, em valores daquele ano. A agricultura familiar, em conjunto com os assentamentos de Reforma Agrária, é responsável por cerca de 40% do valor bruto da produção agropecuária do Brasil, 30% da área total, pela produção dos principais alimentos que compõem a dieta da população, como mandioca, feijão, leite, milho, aves e ovos. Esses dados podem ser considerados como expressão de atraso?

Os assentamentos de Reforma Agrária foram acusados de serem responsáveis por 15% do desmatamento da Amazônia. Não foi apresentada a origem deste número, mas sim uma acusação genérica de destruição ambiental. Além disso, curiosamente, não foi feita qualquer referência aos problemas ambientais causados por setores do agronegócio. Mais uma vez, vamos aos fatos. A Amazônia, historicamente, é pressionada por atividades irregulares de extração ilegal de madeira, grilagem de áreas públicas e exploração carvoeira, e pela expansão da fronteira agrícola e dos grandes projetos agropecuários. Preocupado com essa situação, a partir de 2003, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) iniciou a construção de uma nova política fundiária para a Amazônia Legal, inscrita no Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia.

Os dados mais recentes, divulgados este mês pelo INPE, revelaram que o desmatamento nos assentamentos da Amazônia caiu pelo quarto ano consecutivo, chegando a uma redução de 52% no último ano. É um índice de queda equivalente ao dobro da média geral da região. Os dados apresentados para sustentar a tese de que os assentamentos contribuem para o desmatamento da Amazônia referem-se a assentamentos de 1970 a 2002, ou seja, nenhum criado no atual governo e nenhum de acordo com o novo modelo de assentamento para a região.

Outra critica ignora que a Amazônia é habitada por 6,7 milhões de pessoas na área rural, que representam 21% da população rural brasileira. Não é um detalhe menor. Desde o ciclo da borracha, passando por fracassados programas de colonização durante a ditadura e por processos de migração forçada em virtude de secas no Nordeste, milhões de pessoas foram abandonadas na região. Considerando essa realidade, recusamos dois modelos: o da floresta sem povo, que ignora a existência de milhões de pessoas na região, e o modelo predatório baseado na monocultura, na pecuária extensiva, na expulsão de milhares de famílias do meio rural e no uso intensivo de insumos químicos e dos recursos naturais. Ao recusar tais modelos, estamos construindo um novo padrão de desenvolvimento na região, que respeita o povo que lá habita, que combate a grilagem de terras, que estimula uma agricultura sustentável, com geração de emprego e renda e preservação do meio ambiente. Quem sobrevoa a Amazônia, tem apenas a visão de um tapete verde. Quem caminha por ela, enxerga milhões de brasileiros e brasileiras que lutam por uma vida digna e pela preservação do ambiente em que vivem. Este é o caminho que decidimos percorrer.

Guilherme Cassel
Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário

A volta do bumerangue

Deputado paraense Zenaldo Coutinho foi desmoralizado pelo seu próprio partido ao ser destituído da liderança do DEM. Principal motivo: liderar movimento pela aprovação do “Trem da Alegria” que busca estabilidade aos servidores temporários do país. No blog do ValAndré, tem mais.

Respondendo à "Veja"

Comentário ao post As razões são várias, assinado pelo jornalista Edmilson Sanchez, de Imperatriz, é um artigo abordando razões históricas, econômicas e sociais para a criação do estado do Maranhão do Sul, em resposta às críticas do jornalista da revista “Veja”, Roberto Pompeu de Toledo. Edmilson é consultor e pesquisador, autor de livros nas áreas de Administração, Comunicação e Desenvolvimento. A seguir


Quando o assunto é redivisão territorial do Brasil, as pessoas que são contra sacam logo do bolso dois únicos argumentos: 1) vai aumentar a roubalheira, a corrupção; e 2) o País não tem dinheiro para pagar a sua parte da conta (construção, instalações, equipamentos e manutenção de órgãos governamentais e remuneração de servidores).
Sou defensor da redivisão, mas não é isso o que me leva a concluir o quanto esses argumentos são frágeis, ou, no mínimo, apressados. Em relação à corrupção e roubalheira em novos estados, vale lembrar que elas têm a idade do ser humano -- que sempre quer mais, mesmo quando se encontra no Paraíso. Se o volume de roubalheira e corrupção, calculado em reais ou em dólares, fosse vinculado à redução das endodivisões (redivisão dos Estados), São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília sequer existiriam, ou tornariam ao estado de natureza. Neste país se rouba do povo desde sua descoberta -- basta citar os quase R$ 700 bilhões em corrupção e desperdício levantados em reportagens do jornal “O Dia” (RJ) em 2002.
Quanto à inexistência de recursos para implantação dos novos estados, diga-se que grande parte do dinheiro que a União investiria (é isso mesmo: investimento, não gasto) retornaria aos cofres do Tesouro Nacional. São altos os impostos incidentes sobre os materiais de construção (perto de 40% no cimento, na tinta e no vaso sanitário e 37% no tijolo). E mais impostos sobre os móveis, as instalações e até o material de expediente e, em especial, sobre a folha de pagamento dos funcionários. Em uma casa popular de R$ 45 mil os impostos “comem” R$ 22.275,00. Some-se a isso o custo do consumo, os tributos embutidos nos preços dos bens, produtos e serviços pagos com a massa salarial e outros ganhos -- impostos que vão de 18% na carne e no feijão, 40,5% no açúcar, a até 56% na cerveja e 83% no litro de cachaça.
Portanto, vale repetir, se o Governo Federal investir R$ 1,9 bilhão em cada novo estado, ele teria esse valor de volta logo logo, e com “juros”, pois a nova dinâmica econômica que se desenvolveria na nova unidade federativa aumentaria o bolo dos impostos para os cofres públicos, sem falar nos ganhos indiretos, que viriam com a redução de gastos em assistência social, saúde, bolsas-issos e vales-aquilo, já que grande parte da população ficaria ao abrigo de atividades produtivas (assalariados, autônomos, empresários e empreendedores, além de parte no Serviço Público).
Economistas, sociólogos e outros pesquisadores e estudiosos têm um campo desafiador nesse assunto: o quanto retorna, para a União, do dinheiro investido na instalação de um novo Estado. O economista Roberto Limeira (raro caso de razão e paixão na pesquisa e estudos sobre o tema) mostra por A + B, ou melhor, com todos os números: menos de dois e meio por cento (R$ 12 bilhões) do meio trilhão de reais do Programa de Aceleração do Crescimento (o PAC, do Governo Federal), aplicados na criação de seis estados (Araguaia, Carajás, Gurguéia, Maranhão do Sul, São Francisco e Tapajós), gerariam nessa área (incluindo-se o estado do Tocantins) um milhão de empregos e riqueza (PIB) de R$ 60 bilhões (atualmente, já são gerados R$ 40 bilhões). Somente com os impostos e divisas de exportação, em apenas dois anos a União teria o retorno de todo o investimento feito, sem falar nos ganhos sociais, políticos, de auto-estima, de consolidação do território nacional e a repercussão econômica e social nos demais estados, sobretudo os do Sul-Sudeste, que venderiam mais para os novos “irmãos” e “desinchariam” parte de sua população, com a volta de muitos brasileiros para suas origens nortistas e nordestinas.
Geopoliticamente, dividir não é fragmentar, mas consolidar. Se a sede de dinheiro e poder, se os sem-moral e os sem-vergonha da política se aproveitam do sonho da redivisão territorial para cometer seus crimes, onde está a culpa: no sonho ou no vagabundo político que sordidamente se assenhoreia dele? Ora!... Contra a corrupção (e outros crimes) devem agir Justiça, Polícia, Ministério Público... e a cidadania vigilante. Se essas estruturas não são eficazes a ponto de prender esses políticos bandidos, reaver o dinheiro e conter a sangria desatada que vitima o povo, então é bom diagnosticar as razões da ineficácia, receitar o remédio e controlar sua administração (sem trocadilho).
Dividir mais para administrar melhor tem sido tendência e realidade no mundo inteiro. Só os que não se dedicam um pouco mais ao estudo, acompanhamento e análise podem se assentar em bases tão pouco sólidas quanto as alegações de falta de dinheiro e excesso de corrupção como fatores inibidores da redivisão territorial.
Nem o nosso planeta agüentou ser uma terra só. Saiu da condição de Pangéia, dividiu-se em dois supercontinentes e, no momento, são seis continentes. Até o começo do século 20 existiam pouco mais de 70 países. Agora, são quase duzentos. O que a Geologia começou, a Geografia confirmou: dividir faz bem - e a Religião e a Filosofia ratificam. Divisão não é o mesmo que apropriação, corrupção. A redivisão territorial é a mais rápida e mais segura forma de promoção do desenvolvimento, de inclusão social. Com roubos e tudo.
A França, país quase do tamanho da Bahia, tem hoje 96 estados (départements), mais quatro além-mar e mais de 36 mil municípios (comunas). Quase 16 vezes maior do que o território francês, o Brasil existe com seus 26 estados e um distrito federal e menos de 5.700 municípios. Os Estados Unidos, com apenas 9% a mais de área que o Brasil, têm 51 unidades federativas e cerca de 30 mil cidades. A Alemanha, com 356 mil km2 (apenas 7% a mais que o Maranhão), tem 16 estados e mais de 12 mil cidades. A Espanha, com 505 mil km2 (bem menor que Minas Gerais), tem 50 estados (províncias) e oito mil cidades, total este semelhante ao da Itália, país com 301 mil km2, bem menor do que o Goiás.
Do “A” do Afeganistão ao “Z” do Zimbábue, a correlação entre área territorial e quantidade de estados (ou similares) encontra no Brasil o país de mais injusto desequilíbrio, especialmente quando a isso se juntam as desigualdades socioeconômicas.
A revista "Veja", que trouxe em 15/08/2007 um texto do paulista e paulistano Roberto Pompeu de Toledo (“O Maranhão do Sul na Wikipédia”), talvez não abrigue réplicas em igual espaço -- é a força da “ditadura” e do monólogo dos veículos de comunicação bem sucedidos, que impõem, quase sem reserva, o poder de sua mensagem para o resto do país e para leitores nos quatro cantos do mundo, ouvindo quase nada a população, mesmo quando o assunto tem importância vital sobre o presente e futuro dela.
O articulista Toledo talvez não saiba que a luta pela redivisão do lado sul do Maranhão tem mais de 180 anos. Que nossas riquezas naturais e culturais, a capacidade desbravadora e empreendedora de brasileiros de todo o país e de estrangeiros de todos os continentes fizeram progredir esta região e ainda vão transformá-la em referência de desenvolvimento. É o “estado de espírito” enriquecido com o “espírito de estado”.
Além de estarem incorretas as referências do artigo do sr. Toledo, elas pecam ao afirmar que o Estado do Maranhão do Sul, quando criado, “irá para a rabeira [sic]”. Não irá. Como também não foram o Tocantins e o Mato Grosso do Sul. Pois saiba que a parte sul do Maranhão tem riquezas naturais, geografia estratégica e outras vantagens comparativas e competitivas. O que falta - e disso o Brasil é cheio - é decisão política para promover o desenvolvimento regional com envolvimento do capital humano intelectual e social aqui formado ou que para aqui se transferiu.
Falar de pólos agrograneleiros e agroenergéticos, recursos minerais e florestais, pecuária e indústria, comércio e agricultura, infra-estruturas etc. é necessário, mas, aqui, seria cansativo. Talvez em outra oportunidade.
Quem é contra a redivisão talvez deseje que o Brasil volte a ser um conjunto de capitanias. Talvez a paulista e paulistana “Veja” e o paulista e paulistano Toledo não se opusessem ao retorno de São Paulo ao território do Rio de Janeiro, a cujo governo “ficou sujeito, tanto administrativamente como no Judiciário”, como anotou Ildefonso Escobar. Ou, alternativamente, São Paulo reintegre-se ao território da Bahia, de cujo governo “ficou dependente” também. Talvez os paranaenses não se importem se seu estado voltar a pertencer a São Paulo. Talvez os paulistas não se incomodem (afinal, tudo é Brasil) de devolver ou buscar consideráveis glebas dos territórios de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Talvez a capital Curitiba e o estado de Santa Catarina voltem correndo para se reincorporar ao estado paulista. Talvez o Rio de Janeiro queira de volta a São Paulo que por algumas vezes lhe tiraram, em um puxa-encolhe que, como sanfona, resfolegou, veio e voltou do século 16 ao século 18.
O Maranhão do Sul será uma realidade - não por força de “jogadas” de enfraquecimento político que nunca existiram. O Maranhão do Sul, mais dias menos dias, virá - não por birra inútil ou vontade fútil. Não. Ele acontecerá como parte do debate nacional e da tendência e prática internacional de dividir mais (o território) para dividir melhor (seus recursos entre os cidadãos). Nestes momentos -- e também nos demais --, a corrupção não deve ser entendida como regra, mas como anomalia. Ela é um desvio do caráter humano, não uma característica da gestão da coisa pública, da Ciência Administrativa.
Em sonho, em lutas, em riquezas materiais, em potencialidades de toda ordem, o Maranhão do Sul é grande. É maior do que a ignorância daqueles que, por falta de interesse ou oportunidade, ainda não sabem do que estão falando.
Ou escrevendo.

A reação do Ministro

O blog posta dentro de alguns minutos artigo assinado pelo ministro do Desenvolvimento Agrária contestando o greenpeace a respeito dos desmatamentos no projetos de assentamento.

CVRD suspende fornecimento de minério

A Companhia Vale do Rio Doce oficializou às siderurgicas do Pólo Carajás, sem distinção, a suspensão do fornecimento de minério granulado usado por elas na producão de gusa. O corte do insumo foi comunicado através de oficio datado do dia 7 de agosto. Até o presente momento os dirigentes usineiros guardavam a questão a sete chaves. O blog conseguiu checar o fato depois de intensa movimentaçao de bastidores.
À exceção da Sidepar, empresa que possui jazida própria de minério em Floresta do Araguaia, a suspensao do granulado pára a atividade siderúrgica.
A decisão da CVRD é o desfecho da queda-de-braços da mineradora com o parque industrial de ferro gusa do Pólo Carajás no rastro de irreparáveis danos ao meio ambiente.
O blog está buscando mais informações sobre essa decisão de extraordinária repercussão.

Segurança em Capanema

A prefeitura de Capanema reforça a segurança de seu município apresentando nesta quarta-feira a guarda municipal, com 42 pessoas no efetivo, submetidos por mais de 50 dias a treinamento, aulas de segurança pública, noções de direito constitucional e civil, defesa pessoal e preparação física, aplicadas pelo Superintendente da Polícia Civil Delegado Rilmar, e pelo ex- comandante do 11º BPM, Major Dílson.
Tudo o que se fizer hoje para colocar mais segurança nas ruas, é bem vindo.

Trabalho escravo

Nesta sexta, 24, às 14 horas, no auditório do Campus 1 da UFPA de Marabá, audiência pública da Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo do Senado, com objetivo de "levantar avanços e dificuldades do combate do trabalho escravo nas regiões mais críticas do país, sensibilizar opinião pública para o problema e acertar compromissos das autoridades locais", conforme convite enviado pela assessoria do senador José Nery (PSOL), que estará presente.

Nau sem rumo

O delegado-geral Raimundo Benassuly tem esboçado em sua mesa o planejamento de operações destinadas a desmantelar quadrilhas organizadas e ninhos de bandidos espalhados pelos municípios mais importantes. Falta o essencial para qualquer iniciativa: dinheiro.
Vereador de Marabá presente à reunião ocorrida em Belém, sexta-feira passada, na qual se debateu as formas com as quais a polícia idealiza atacar a violência, diz ter ouvido o delegado fazer revelação angustiante diante da falta de estrutura do aparato de segurança estadual, confessando uma realidade comprovada no dia a dia pelo cidadão comum: -

- Nós estamos reféns do crime sem condições de combatê-lo, declarou sem meias-palavras a autoridade policial.

Em conta gotas

1- De dez veículos disponibilizados à polícia de Marabá, cinco podem ser considerados sucatas, dois trabalham normalmente e o restante carece de assistência técnica. Falta dinheiro.

2- A polícia não está conseguindo nem fazer funcionar delegacias já existentes em diversos municípios. Imaginar ampliar suas estruturas, essa necessidade não se cogita dentro da Segup – exatamente por falta de grana. O esforço é voltado apenas para fazer funcionar o que tem.

3- No estado maior do setor de segurança a preocupação também é saber com quem contar nas ações de emergência, seguindo estratégias do Núcleo de Inteligência. O vazamento de informações é freqüente. Ou seja, elementos da própria policia, na capital e interior, sustentam o lado preventivo da bandidagem comunicando-a quando, onde e como serão feitas as investidas de rua.

4- Miguel Cunha, diretor de Polícia do Interior, nasceu em Marabá. Profissional da mais alta competência e intelectualmente uma das melhores inteligência da polícia paraense teria revelado a um vereador, durante encontro da Segup, que se sente frustrado por não estar conseguindo obter resultados que reduzam o índice de violência no município onde nasceu. Chegou a revelar intimamente estar decido a entregar o cargo caso ele e demais colegas não consigam a estrutura necessária para trabalhar com eficiência.

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Enquanto isso..

* Em dois dias, sábado e domingo, oito corpos passaram pelo IML de Marabá.

* Na segunda-feira, no mesmo instante em que uma quadrilha tentava assaltar a filial da Big Ben com troca de tiros e morte de um facínora, o marido da vereadora Júlia Rosa (PDT) foi abordado na entrada de sua residência por um elemento segurando um trabuco. Empurrado para o interior da casa, foi obrigado a entregar o dinheiro que acabara de retirar de uma agência bancária.

* Na estrada do Rio Preto, que liga Marabá aos distritos rurais, também na segunda, três assaltos a carros e caminhões, num período de duas horas.

terça-feira, agosto 21, 2007

Reage, Tião!

O prefeito de Marabá, Sebastião Miranda (PTB), tem o dever moral de reagir publicamente exigindo presença efetiva do governo no combate à violência. É irresponsavelmente cômodo o dirigente máximo do município cruzar os braços e repetir a velha expressão de que "isso é problema do Estado". Não! É obrigação do prefeito tomar atitudes, defender seu povo, cerrar fileiras pelo menos para provar a honradez do mandato.

Nunca abandonei meu chão

Eita! Tempos bons quando a gente ficava das 10 da noite às 7 da manhã, com um violão nos braços, conspirando, sob o som gostoso de Vandré:

No terreiro lá de casa
Não se varre com vassoura
Varre com ponta de sabre
Bala de metralhadora.

Passando o pires

De Belém, na noite de ontem informaram ao blog que a Segup necessita tão-somente de R$ 300 mil para colocar em execução um plano emergencial de combater a violência, totalmente fora de controle, em Marabá. E esse dinheiro não existe “em disponibilidade orçamentária”. A fonte, indignada por considerar a quantia tão ínfima diante da seriedade do problema, rogou praga em todas as direções ao lembrar, com propriedade, que a administração gasta muito mais do que isso mensalmente com o PTP.
Enquanto “seu” Lobo vem chegando comendo chapeuzinhos, a barbárie está aí se ampliando.

As razões são várias

Como jovens estudantes combatendo noturnamente o nazismo nos guetos de Paris, pipocam por todos os lados argumentos favoráveis à criação dos Estados do Carajás e Tapajós. A jornalista e professora de Comunicação Social Fernanda Vasques (*) escreveu artigo sob título "Estado do Carajás: o Estado do futuro" :

Descentralizar a administração da região, melhorar a qualidade de vida da população, proporcionar um melhor dimensionamento territorial, melhorar o controle ambiental, aumentar os investimentos dentro do eixo Araguaia/Tocantins, identificar, evidenciar e explorar de maneira sustentável as peculiaridades geopolíticas dos 38 municípios que compõe os mais de 280 mil quilômetros quadrados do futuro estado do Carajás, ou melhor, do estado do futuro.
A criação do Estado do Carajás é, portanto, uma dentre as diversas propostas contemporâneas de divisão territorial apresentadas como solução para os problemas de desenvolvimento regional do imenso estado do Pará que possui 1.248.000 quilômetros quadrados.
Neste sentido, é defensável a divisão do Estado já que em uma vasta extensão territorial, fica complicado, se não, quase impossível, administrar a região, uma vez que o Estado do Carajás constituído ficaria a cerca de 500 quilômetros da capital, Belém. O entendimento que se tem a partir da grandeza do Pará, não apenas em dimensões geográficas, mas também no que diz respeito à cultura, a sua gente e aos recursos naturais, traz a reflexão sobre o desmembramento e a criação do Estado do Carajás no sentido de atender à demanda por infra-estrutura, cada vez mais alargada pela distância geográfica, e promover políticas públicas efetivas para transformar estes 38 municípios em um pólo de desenvolvimento.
É imprescindível que a população entenda o verdadeiro significado da criação de um novo estado, fortalecido, com administração pública próxima, com a exploração de suas potencialidades e aproveitamento de seus recursos naturais de maneira sustentável, social e ambientalmente responsável. Deve-se refletir: onde não há administração eficiente, não há, por sua vez, regras e leis; onde não existem leis, não há formas de controle sobre o que entra e sai da região.
Desta forma, defendo com veemência, a aprovação do PDL (projeto de decreto legislativo) no Congresso Nacional, que sugere a realização de um plebiscito para que o povo decida entre criar ou não um estado que vai gerar riquezas, desenvolvimento e projeção para todos os paraenses, o Estado do Carajás. Neste sentido, a mídia, de uma forma geral, deve contribuir para o debate público com o objetivo de esclarecer a população sobre este plebiscito, onde a vontade do povo será soberana e efetiva.
Cabe, então, uma reflexão: agora não é o momento de se ater a “perrengues” políticos, mas de se ater e pensar, em primeiro lugar, na população e no desenvolvimento da região. Por isto, é necessário aprovar o plebiscito, um instrumento democrático que fará uma avaliação do posicionamento da opinião pública sobre um modelo geográfico de mais de 390 anos, herança dos nossos colonizadores, mas que não atende mais às necessidades da população, diante da nova realidade. É de suma importância que se redesenhe esta região para que ela tenha maior eficiência.
Ao falar em eficiência, vale salientar a necessidade de, ao criar o Estado do Carajás, instaurar uma máquina pública nova, enxuta e eficiente capaz de fortalecer politicamente a região. Isto geraria mais custos? Sem dúvida alguma. Entretanto, todos sabem que investimentos geram custos, mas quando bem aplicados, geram resultados que superam os custos. Isto ocorre quando, na relação custo/benefício, este último é preponderante. Ao se criar o novo Estado, a região contará com administração direta, com representantes próximos nos três poderes, capazes de lutar pelas causas da população destes municípios. Por isto, a minha defesa para que se ouça a vontade do povo e para que o povo possa sabiamente escolher pelo melhor, a criação de um novo Estado, o Estado do futuro: Estado do Carajás!
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* Jornalista, assessora de imprensa, professora do curso de Comunicação Social em Brasília e Mestre em Comunicação pela UnB – Universidade de Brasília

Mate que eu garanto

Não vi televisão ontem. Como não vi, lógico, não sei se as TVs trataram do assunto.
Dia 20 completou sete anos que a jornalista Sandra Gomide foi assassinada pelo também jornalista Pimenta Neves.
Sete anos de impunidade. Pimenta continua livre zanzando pela avenida Paulista.
Matar, neste país, é um gesto extremamente banalizado. A Justiça faz crer valer a pena tirar a vida de alguem.

Fala sério!

O homem está perdendo suas características e tende a se transformar numa figura sexualmente ambígua, enquanto a mulher está se tornando mais masculina. Dessa forma a sociedade evolui para um modelo único. O bissexual.
Querem saber quem disse isso? Aqui.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Ministério Público esclarece

Da Assessoria de Imprensa do Ministério Público, o blog recebeu a seguinte nota:

"Em relação à nota publicada na coluna Repórter 70, de 19.08.2007 (domingo), com o título Promotora (Xenofobia-Reação), a Promotora de Justiça Eliane Moreira esclarece que o papel do Ministério Público é resguardar os direitos constitucionais do cidadão, inclusive o direito de ir e vir, por esta razão em nenhum momento defendeu a adoção de medidas para evitar a vinda de pessoas de outros estados em decorrência do Projeto Serra Leste, ao contrário, a crítica que têm sido feita ao Estudo de Impacto Ambiental apresentado diz respeito à ausência de medidas compensatórias para os impactos socio-ambientais que vão decorrer do grande fluxo migratório que ocorrerá na região. Neste sentido é necessário prever os impactos decorrentes do Projeto Serra Leste nas contas públicas dos Municípios afetados e do Estado, sobretudo considerando o aumento da demanda por políticas públicas tais como educação, saúde e segurança.O posicionamento da Promotora nas audiências públicas foi no sentido de que a empresa apresente alternativas para amenizar os impactos sociais do projetos a fim de que se garanta o desenvolvimento sustentável da região com efetiva justiça social".
Assessoria de Imprensa do Ministério Público do Estado

Morte e pânico em assalto na Big Ben

Quatro assaltantes tentam roubar o caixa dentro da loja que naquele momento estava sendo esvaziado pelos guardas da Norsergel. A reação da equipe de segurança é fulminante. Dentro e fora da maior filial da Big Ben no interior do Estado os guardas, heroicamente, enfrentam a quadrilha usando fuzis e escopetas de repetição. Os bandidos reagem com descargas de metralhadoras.
Correria na principal avenida da cidade, gritos, pânico generalizado. No meio da pista o trânsito entra em pandemônio: pessoas se jogam ao chão de motos, motoristas param seus carros e os abandonam atravessando o canteiro central a pés, balas ricochetam em paredes de lojas localizadas do outro lado da pista paralela.
Dentro do estabelecimento, funcionários gritam desesperados, escondendo-se em banheiros ou em salas. Os bandidos conseguem furar o cerco na luta para fugir do local. Um deles, segurando uma metralhadora, pula na garupa de uma moto, obrigando o condutor a conduzi-lo. Outros dois encostam armas na cabeça de um senhor que se encontra com seu carro parado no meio da confusão e fogem em louca disparada, empurrando com violência o condutor para fora do veículo.
O quarto bandido não sai da loja. Respirando com dificuldades sobre uma poça de sangue, balbucia algo ininteligível e morre, com estilhaços de bala na cabeça. Há informações seguras de que um dos assaltantes em fuga no carro roubado à porta da loja encontra-se seriamente ferido. Marcas de sangue em diversos locais evidenciam isso.
A cena descrita não faz parte de nenhum roteiro cinematográfico. O fato ocorreu no final da manhã desta segunda-feira na loja Big Ben.
Em menos de quinze dias, usando idêntico modus operandi, o crime organizado assaltou em Marabá pela segunda vez a rede de drugstore. Na primeira, levaram mais de R$ 200 mil. Hoje, apenas a vida de um comparsa e a instauração definitiva na cidade da violência descontrolada -, diante de um polícia atônita. Perdida.

Rasgando fantasias

A blogueira Bia, também conhecida por Adelina Braglia, comentando o post "Em todos os sentidos", acredita que o atual governo "não tem a menor generosidade política". O que diz integralmente:

Talvez você seja a primeira pessoa a quem, publicamente, manifesto minha opinião. E ao fazer isto, depois de oito meses, não temo ser leviana.

Fiz parte do governo que você chama de império tucano e, assim como muitos, não me considerava parte do império. Deixei de ser "tucana" em 1992, mesmo tendo participado ativamente da fundação do PSDB no Pará. E não me envergonho disto, assim como não me envergonho de ter sido defensora e eleitora de Jader em 1982. Nós somos nós e as circunstâncias que nos envolvem, né?

Mas fiz parte, sem nenhum constrangimento, de um governo que me permitiu desenvolver um projeto democrático de política pública, desde 1996, e que hoje está abandonado,infelizmente. O atual governo não tem a menor generosidade política e partiu do arrogante princípio de que tudo o que era do governo anterior não merecia ser avaliado com seriedade para ser criticado, substituído ou aprimorado. Deu um del!

O PT no poder tem o vício de reinventar a roda, mas a reinventa quadrada. E até que ela tenha suas quinas abauladas, haja paralização e mesquinharia, para depois cair na mesmice!Veja o exemplo nacional: o PT quebrou o único patrimônio que até a direita respeitava. Acreditava-se numa esquerda onde a ética - e a honestidade - eram baluartes de um projeto de estado. Era um princípio intransigível. Mas, quem conviveu aqui no Pará com os esquemas petistas de aparelhamento de entidades sindicais e populares, com a proliferação de entidades divisionaistas quando não conseguiam a hegemonia do poder, não se surpreendeu tanto assim. Mas, eu tinha esperança num projeto de nação.

Sou eleitora de Lula desde a sua candidatura ao governo de São Paulo, em mil novecentos e nada e só não votei nele duas vezes: uma quando Mário Covas foi candidato à presidência(votei em Lula no segundo turno) e em 2006, quando não votei em ninguém, por decisão de consciência. Lula e Alckmin já eram o prenúncio de um Brasil infeliz.

Estamos aí há seis anos, com escândalos que se sucedem sem conclusões, a política econômica está mantida integralmente, o desemprego afeta diretamente cerca de 9 milhões de brasileiros e 25 milhões vivem no subemprego.O PT tem, na verdade, um frágil projeto de poder e não um projeto de estado. E ainda que permaneça no governo 30 anos, será sempre frágil, será sempre capitaneado pela mesma elite política e econômica que domina há décadas as rédeas. Aliás, devíamos parar de chamá-los de elite, conceito que traz em si o entendimento de uma coisa superior, mesmo que criticável. Eles são uma choldra e é com ela que o PT governa. Lá e cá.

Lula mantém o modelo concentrador de renda, o sistema financeiro jamais lucrou tanto e cristaliza-se no Brasil a idéia de que produzir é para os tolos. Os espertos, especulam. Ou locupletam-se.Para equilibrar o crescimento da miséria, num quadro de estagnação política, amplia-se o Bolsa Família, um acolchoado para evitar a crise maior. A cidadania amortece. Confunde-se direito com assistência. E espero que ninguém imagine que acho que não se deve fazer política social que atinja diretamente a miséria e a fome.Mas, sem investimentos produtivos, sem a crição de postos de trabalho, vamos conseguir manter as famílias na expectativa de um milagre? Econômico ou político?

Vejo hoje o Brasil como o país que aprofunda cada vez mais o fosso entre os que não comem e os que comem demais.Não vejo perpectiva diferente no estado do Pará. Infelizmente. Seremos alvo de muita pirotecnia ainda. E, como sei que você me conhece um pouco, jamais imagine que eu sou da turma do quanto pior melhor. Eu sou da turma que sempre acreditou que quanto pior, pior mesmo. O erro do outro jamais me estimula.

O olhar crítico de Juvencio

Duro quando tem de ser. Racional e sensível, ao mesmo tempo.
Assim a conduta de Juvêncio Arruda ao abordar temas polêmicos como a divisão territorial e a necessidade de se conter o ímpeto imigratório diante das porteiras escancaradas do Sul e Sudeste pela Estrada de Ferro Carajás. O Quinta de hoje está irresistível, principalmente ao contestar o jornal O Liberal, em duas situações.
Na primeira, defende com propriedade a promotora Eliane Moreira, também apoiada aqui no post “Bem Intencionada”.
Na segunda, Juvêncio acusa a cega investida do jornal contra a criação dos Estados do Carajás e Tapajós utilizando terceiros em depoimentos que só reforçam a radicalização do movimento emancipacionista.
Competência do Juvencio. Sagacidade. Só isso.

Novidades no front

Nova pesquisa no pedaço. Desta vez foi empresário do setor de construção civil quem financiou o levantamento realizado nas zonas urbana e rural de Marabá. Como o blog não está ainda autorizado a liberar dados da consulta, pelo menos uma descoberta pode ser publicada agora: os eleitores disseram que se a eleição fosse hoje, 60% deles votaria em candidato indicado pelo prefeito Sebastião Miranda (PTB).
Detalhe: a diferença do primeiro para o segundo da relação de nomes pesquisados é grande. Registra-se alteração significativa dos dados revelados nas consultas feitas no município há três meses.

GPS político

Coincidentemente, concluída a pesquisa, nas ultimas horas o deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB) passou a ser bastante assediado por lideranças políticas. No sábado, como exemplo, ele foi visto em restaurante de Marabá almoçando com dois vereadores de forte influencia política junto ao prefeito Sebastião Miranda.

Insensatez no Acre

O blogueiro Altino Machado, mais acessado do Estado do Acre, corre o risco de ser condenado pela publicação em seu sítio dessa foto ao lado. O fato passou a ter repercussão nacional e o blog agora com mais de 3.000 acessos. Antes da ameaça de censura, a média era de 700 visitantes/dia. A foto postada por Altino já se encontrava publicada no Orkut. Ou seja, o Ministério Público, autor da denúncia, desconheceu a situaçao de que o rapaz, também na rede de relacionamento, seria menor de idade, uma das razões da ação.

Boas intenções

Quem se encontrava numa das audiências publicas (Parauapebas) em que a promotora de Justiça Eliane Moreira se referiu à possibilidade de implantação de um programa de filtragem imigratório, garante que ela não teve a intenção de propor nenhuma medida coercitiva contra o desembarque de pessoas no Sul e Sudeste do Pará. “A postura dela foi voltada para a concepção de um plano de desestímulo às centenas de famílias que desembarcam do Maranhão e Piauí em busca de oportunidades aventadas pelos projetos da Vale do Rio Doce”, informa.
A proposta da promotora vinculava, inclusive, a presença de assistentes sociais e psicólogas, contratados pelas prefeituras, em ações de corpo a corpo, com a responsabilidade de convencer os chegantes a retornarem às suas terras, com passagens e hospedagem por conta dos municípios e CVRD, por não haver emprego suficiente para todos.
“Tudo o que ela disse pode ser perfeitamente executado, desde que haja o interesse dos prefeitos e da própria mineradora em investir num programa dessa magnitude”, comenta o freelancer do blogger.

Agora vai?

Belém faz parte de uma das 11 regiões metropolitanas consideradas pelo Ministério da Justiça as mais violentas do país. Por causa disso, deverá se beneficiar com parte dos R$ 6,7 bilhões destinados a essas áreas pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, a ser lançado hoje pelo presidente Lula. Para este ano consta a garantia de aplicação de R$ 483 milhões.
Tomara dessa vez funcione, já que o PAC está aí sonolento, sonolento...

De arma em punho

A disposição de Bernadete Caten (PT) questionar abertamente a Companhia Vale do Rio Doce acerca da propalada instalação em Parauapebas da estrutura do Projeto Salobo ainda vai render. A deputada não abre mão do direito do município onde se encontram as jazidas do minério usufruir dos benefícios diretos de sua exploração. “O ônus desse projeto é inevitável, agora ficar sem algum benefício, é o fim”, revela pessoa próxima a parlamentar.
O assunto foi levantado diante de 270 moradores do distrito de Rio Preto, em Marabá - onde fica a mina de cobre - que participaram da audiência pública com a deputada estadual Bernadete ten Caten (PT) e o deputado federal Zé Geraldo (PT), semana retrasada.
Bom dizer que a Vale e o prefeito Sebastião Miranda não compareceram ao encontro.
Essa bandeira a parlamentar deverá segurar com baionetas e fuzis.

Alargando leque

Com a missão de aumentar a competitividade das empresas paraenses, será lançado a segunda fase do Programa de Certificação de Empresas, coordenado pelo Instituto Euvaldo Lodi, e Programa de Desenvolvimento de Fornecedores. O Procem passará a atuar em vinte municípios do Estado, abrindo chances de fornecedoras paraenses ampliarem participação nas grandes indústrias.
Quarta-feira, 22, no auditório da Fiepa,

Fonte: Temple Comunicação

A conta não bate

Duas pesquisas divulgadas apresentam diferença de 10 milhões. A primeira, captada pelo Datafolha, aponta a existência de 49 milhões de brasileiros com mais de 16 anos navegando na Internet. Agora saiu a apuração do Ibope NetRatings, somando 39,9 milhões na mesma faixa etária de internautas. Sugere-se a um dos institutos, ou ambos, refazer as contas. O bom disso aí é a revelação da agência McCann de que o Brasil tem 5,9 milhões de leitores de blogs - o quinto maior grupo do planeta.

domingo, agosto 19, 2007

Desagradando multidões

Foi decepcionante o resultado da reunião da cúpula de segurança publica com políticos e sociedade organizada de Marabá, solicitada às pressas pelo deputado estadual João Salame(PPS) diante do descontrole da violência na região. Pelo menos para olhos e sentidos do público externo, as autoridades do setor demonstram estar levando com a barriga essa grave situação, verdadeiramente a exigir recursos pesados do Estado.
Senão vejamos, ao que se pode deduzir das “medidas” noticiadas pelo jornal Opinião:

1- O delegado-geral Raimundo Benassuly repetiu a velha desculpa de que o Estado não tem policiais em numero adequado para atender aos municípios do Sul e Sudeste;

2- Exemplificou, inclusive: a Superintendência Civil de Marabá, que agrega 21 municípios, carece em torno de 450 novos policiais, mas só tem disponível 150;

3- A Polícia Militar, através do 4º BPM, atua com 450 homens numa área a exigir apressadamente pelo menos mil policiais militares;

4- O Sudeste, segundo palavras de Benassuly, deverá receber “reforço policial quando os novos agentes concluírem o período na Academia de Policia”, lá pra final de setembro. A autoridade não disse quantas pessoas serão efetivadas;

5-
De imediato, relatou o deputado João Salame, “algumas medidas serão tomadas”. Quais medidas? O parlamentar, conforme o jornal, não as revelou, “tendo em vista que não surtiria efeito caso chegassem ao conhecimento público.”

Será que vão inventar a roda? Ou mais uma vez tudo se resumirá às blitzen de ruas movimentadas das cidades com a certeza de que as quadrilhas organizadas antecipadamente saberão locais e horários das ações paliativas?

Não existe segredo no combate ao banditismo. O segredo é dar prioridade à questão encarando-a como política de governo, botar dinheiro nos órgãos de segurança pública, contratar efetivo policial. Capacitar. Expandir pelo interior os núcleos de Inteligência. Equipar cada delegacia. Pagar salários compatíveis com a natureza da profissão.

Por entre os dedos

Exemplo de como a reunião em Belém apenas reforçou o zelo em se criar prosélitos tão comuns nessas situações de estrada sem rumo: o vice-prefeito de Marabá, Ítalo Ipojucan, pessoa prática e avessa a embromações, mais uma vez disponibilizou a classe empresarial para participar de operações de logística apoiando consertos de viaturas e outras demandas do setor.
Sinceramente, está errado! Errado! A sociedade está sacrificada demais e a função de levar segurança às comunidades é do governo. Governo! Bom parar com a desculpa esfarrapada de que a segurança pública “é dever de todos”, como da mais alta boa fé colocou o vice-prefeito. Passa a ser um dever de todos na mobilização de entidades, no envolvimento de consciências.
O desembolso financeiro é a parte governamental que cabe neste latifúndio. Até porque a classe produtiva não pode elevar custos de suas atividades privadas nesse fim. Tem, sim, de participar com seu lastro de responsabilidade social financiando projetos educacionais, assistindo crianças abandonadas , ampliando as atividades de cultura nos bairros, etc. Financiar a segurança pública, não!

Em todos os sentidos

Este poster já deixou bem claro a sua torcida ardorosa pelo sucesso do governo Ana Julia.
Este poster fez oposição radical contra o império tucano centralizador, responsável por essas agravantes acumuladas ao longo de doze anos.
Este poster sempre acreditou na sensibilidade feminina para fazer frente aos imensos problemas da humanidade. E continua acreditando.
Só que começa a surgir um hiato torturante entre a esperança e a ‘nova realidade’, entre o que se disse e o que se faz, entre o real e a fantasia.
Reticências a se prolongar sem a perspectiva visível de algo concreto sendo construído.

E tome lenha...

Sem falar nos impostos que já paga, a sociedade financiar mais uma vez o Estado para enfrentar a insegurança pública soa como cânticos para os emancipacionistas. Se não tem condições de resolver um problema dos centenas existentes, como querer chegar às regiões esquecidas de forma competente e agregadora?
João do Vale, analfabeto maranhense autor de canções belíssimas, tem uma obra-prima chamada “De Teresina a São Luis” na qual ele canta a viagem de trem entre os dois lugares. Um gostoso estribilho diz assim:

O trem danou-se naquelas brenhas
Soltando brasa, comendo lenha
Comendo lenha e soltando brasa
Tanto queima como atrasa
Tanto queima como atrasa

O trem do PT está assim. Tanto queima como atrasa.

Ausência anunciada

A deputada Bernadete Caten (PT) justificou sua ausência da reunião dos órgãos de segurança pública à agenda prévia de compromissos em Tucuruí. Quem conhece a perspicácia da parlamentar fica com pulga escondida dentro de cabelos porque sabe da mobilidade dela para faturar politicamente quando o barato promete. Agenda prévia o político cancela apressadamente em favor de outra frutificada. Entre Tucuruí e Belém, onde se debatia a desesperadora questão da violência em total fase de descontrole, a distância pode ser medida pelo tamanho das intenções de cada ator envolvido.
Bernadete sabia, previamente, do resultado do encontro exatamente do jeito que foi. Zero noves fora.