sexta-feira, novembro 12, 2010

Coordenação de Transição nega "polêmica"

Coordenação do governo Ana Júlia na transição administrativa no Estado do Pará  responde à matéria publicada na Agência Estado, nesta quinta-feira, 11:




"O secretário de Governo do Estado do Pará, Edilson Rodrigues, destacado pela governadora Ana Júlia Carepa (PT) para coordenar a transição de governo, não foi procurado para tratar do Projeto da Lei Orçamentária 2011, em trâmite na Assembleia Legislativa.

Ao contrário, em reunião realizada com o coordenador indicado pelo governador eleito Simão Jatene (PSDB), Sérgio Leão, na última quarta-feira, 10, o peessedebista falou da possibilidade de tratar do tema orçamento na transição, ao que Rodrigues acenou com a possibilidade de discutirem propostas de emenda de autoria do Executivo.

Portanto, não há polêmica entre as coordenações de transição como afirma a matéria publicada pela Agência Estado, na tarde desta quinta-feira, 11. Qualquer afirmação em contrário não passa de mera especulação".

João Salame: - "Tião tomou a decisão de dividir nosso grupo político"

Reeleito deputado estadual, João Salame (PPS) reconhece a necessidade de trabalhar projeto de formação de um novo bloco político que dê sustentação às lutas que a população de Marabá precisa empreender para superar suas adversidades, agora cada vez mais multiplicadas com o surgimento de grandes empreendimentos siderúrgicos em seu entorno.

De maneira discreta, o anúncio revela postura do parlamentar de expressar seu afastamento do grupo ao qual pertence o ex-prefeito de Marabá, Sebastião Miranda (PTB),  eleito deputado estadual, e que se tornou seu  principal adversário na disputa eleitoral  que ambos travaram buscando vaga à AL.

A entrevista de João Salame, concedida hoje ao blog:


P- 75% dos 22.127 votos que o povo paraense lhe conferiu, reelegendo-o deputado estadual, foram obtidos fora de Marabá, seu reduto eleitoral. Em decorrência dessa votação “fora de casa”, pressupõe-se que você planejou sua campanha preocupado com o efeito Tião Miranda (PTB)- que saiu de Marabá com 35% dos votos, enquanto sua votação não passou de 5% -, ou o resultado é conseqüência de trabalho parlamentar realizado nesses quatro anos em outros municípios?


JS- As duas coisas. Quando percebi, pelas pesquisas que tinha, que o Tião ia estourar de votos em Marabá, decidi priorizar a campanha nos outros municípios. Dos sessenta dias de campanha fiz apenas dezoito em Marabá. Colaborou também o trabalho que realizei em outros municípios.

P- Você ficou decepcionado com a votação obtida em Marabá?

JS- Esperava um pouco mais, mas não fiquei decepcionado. Os erros cometidos são de minha responsabilidade. Fiquei ausente em função de dedicar muito tempo a outros municípios, não coloquei equipes de rua, fiz poucas caminhadas e investi poucos recursos na estruturação da campanha em Marabá. Uma opção que fiz para não sair endividado. Acho também que me distanciei das lutas da comunidade e foi falha a comunicação de tudo o que fiz e consegui para Marabá. Mas é bom lembrar que as candidaturas do Tião e do Ferreirinha atingiram em cheio um eleitorado que poderia votar em mim. Sem contar que a estrutura financeira da campanha deles, da Irismar e da Bernadete eram muito maiores que a minha. No resto os erros são de minha responsabilidade e eu vou procurar corrigi-los. Diante de tudo isso, hoje analiso que quase seis mil votos não é pouco. Diante de todas as adversidades e erros é muita gente acreditando em você. Eu tenho que valorizar e ampliar isso.

P- Meses antes da realização das convenções partidárias que definiriam as candidaturas majoritárias e proporcionais, você tentou, várias vezes, convencer Tião Miranda a concorrer a uma vaga a deputado federal, numa estratégia de dobradinha. Em todas as tentativas, consta que Miranda as recusou peremptoriamente, havendo inclusive, em decorrência, o atritamento das relações entre vocês dois. Passada a eleição, quem estava certo, você ou ele? Tião conseguiria eleger-se deputado federal?

JS- Nunca houve atrito entre nós. O projeto principal nosso era indicá-lo para vice-governador. Ele queria apoiar o Jatene e o partido dele, o PTB, decidiu apoiar a Ana Júlia. Isso inviabilizou esse projeto. Ele manifestava simpatia pela candidatura de deputado federal, mas achava que não tinha chances. Mas só soube da candidatura dele a deputado estadual uma semana antes das convenções. Nesse dia tivemos um diálogo duro. Disse a ele tudo o que pensava. Que ele não estava agindo de maneira correta. Que ele não queria ser deputado estadual, mas apenas fazer uma ponte para a prefeitura. Que ele poderia me prejudicar, que tinha que pensar no nosso grupo, mas nada disso adiantou. Ele argumentou que tinha que proteger seus interesses políticos conquistando um mandato e as pesquisas que ele tinha diziam que ele se elegia para estadual. Achava que nós dois tínhamos chances de eleição. Como vi que não adiantava argumentar lhe desejei boa sorte. Hoje, avalio, como avaliava, que ele se elegeria deputado federal. Mas ele é muito pragmático e não quis arriscar.

P- Esse grupo ao qual você se refere ainda existe?

JS- Não. Ele tomou a decisão de dividi-lo. Temos muitos amigos em comum, nossas relações são cordiais, mas não posso mais dizer que pertenço ao grupo que ele liderava, como era antes. Talvez nesse aspecto ele tenha me feito um bem. Muitos diziam que meu primeiro mandato só foi conquistado por causa dele. Agora eu conquistei esse mandato contra ele. E apesar de ter diminuído os votos em Marabá, cresci minha votação em quase 50% em todo o estado. Eu sou um cara determinado. Agora vou trabalhar duro pra reconquistar espaço em Marabá e sei que vou conseguir. Sem raiva. Sem rancor. Na prática o Tião me libertou da decisão que eu tinha de acompanhá-lo em todas as circunstâncias. Agora só vamos estar juntos novamente se isso for bom pra Marabá, se for bom pra ele, pra mim e para as lideranças que me acompanham.

P-Sabe-se também que meses antes das convenções você convidou o presidente do Águia de Marabá, Sebastião Ferreira, a filiar-se ao PPS, abdicando da candidatura dele a deputado estadual pelo PT para coordenar a sua campanha pela reeleição. Pelo acordo, na eleição para Prefeitura de Marabá em 2012, você ou ele seria o candidato do PPS a prefeito, dependendo de quem aparecesse melhor nas pesquisas. Essa manobra, rejeitada pelo Ferreirinha, já fazia parte de sua estratégia de evitar a dispersão de votos na cidade num embate direto com Tião Miranda?

JS-Eu temia que Marabá ficasse sem deputado com tanta divisão. Comentava-se sobre o desgaste da Bernadete e que o Tião precisava de muitos votos. E eu e o Ferreirinha disputávamos o mesmo eleitorado. Ainda bem que elegemos três deputados, mas se as coisas dessem errado poderíamos não ter eleito nenhum. Além disso temos uma boa relação. Eu avaliava que seria difícil para ele emplacar uma vaga no PT, que tinha nomes muito fortes. Por isso lhe fiz uma proposta de aliança. Incluía ele coordenar minha campanha, se filiar ao PPS e a gente reforçar o time do Águia. Seria minha última disputa para estadual. Nas próximas eleições ele se candidataria com o meu apoio. Significava, evidentemente, que estaríamos juntos nas eleições para prefeito. Apoiando alguém ou lançando candidatura. Mas ele não aceitou. Avaliava que se elegia deputado com o apoio da governadora.


P-Vou mais adiante: reeleito deputado estadual, o seu nome, logicamente, em 2012, estaria intensamente mais exposto na mídia do que o de Ferreirinha, havendo, portanto, um forte recall a seu favor. Essa não é daquelas propostas “pensando em mim” que lhe dava a certeza de que as pesquisas dois anos depois seriam favoráveis a você?

JS-Não. O nome mais forte já era o do Tião Miranda. Pra ganhar a eleição o mais provável seria apoiá-lo. No PPS o nome do Ferreirinha passaria a ser forte para compor a chapa como vice e se preparar para deputado em 2014. Se fosse para disputar sem muitas chances, para fortalecer um nome, ele poderia ser o candidato a prefeito. Eu não precisava mais disso, só disputaria se fosse com reais chances de vitória, o que seria muito difícil com a força da candidatura do Tião e a máquina a favor do Maurino. Por outro lado, pela chapa que nós montamos, eu tinha quase certeza que me reelegeria e sabia que as chances do Ferreirinha eram menores por causa do grau de dificuldade da chapa do PT. Se fosse visto de forma racional o acordo era bom pra ambos. Aliás, a vida demonstrou que a experiência não foi boa para ele.

P- O governador eleito Simão Jatene ofereceu ao PPS a vice-governadoria. Com objetivo estratégico de melhorar o desempenho dele no Sul do Pará, sabe-se que você teria sido convidado, sem sucesso, a ocupar o cargo. Fracassada a tentativa de lhe colocar na chapa de Jatene, o PSDB partiu pra Santarém, convidando o Helenilson Pontes, agora vice-governador. Ao recusar o desafio de fazer parte da chapa do governador eleito, você temia pelo sucesso da empreitada , preferindo lutar pela sua reeleição, ou a história não é bem assim como está sendo contada?

JS-Não é bem assim. Eu não fui convidado para ser vice. Houve especulações de bastidores, mas o PPS definiu com muita antecedência que o Helenilson seria nosso candidato a vice. Ele não queria ser candidato a deputado. E nós tínhamos a avaliação que o Jordy era o único de nós que tinha chances de se eleger deputado federal e eu tinha uma eleição tranqüila para deputado estadual. Por isso o partido preferiu não arriscar. O Jatene aceitou a indicação do partido. Diga-se de passagem o Helenilson é um bom companheiro e um cara super preparado. Vai representar bem o PPS.

P- Em 2006, Ana Júlia convidou, também sem sucesso, o empresário Leonildo Rocha, dono do Grupo Leolar, a fazer parte da chapa dela como candidato a vice-governador . Deu que outro santareno, Odair Correa, tornou-se vice-governador. Em duas seguidas oportunidades Marabá perdeu a chance de colocar um representante no Governo Estadual. Falta mais audácia ou astúcia, aos políticos marabaenses, quando o assunto é ampliar sua representatividade política?

JS-A sorte não está conspirando a nosso favor. O Tião poderia ter sido o vice, mas o prefeito de Belém, Duciomar Costa, preferiu colocar o PTB na base de apoio da Ana Júlia. Eu já expliquei minha situação. Mas a hora de Marabá e da nossa região está amadurecendo. Nós estamos crescendo muito econômica e politicamente. Não é à toa que Marabá elegeu três deputados estaduais e um federal. Nenhum deles na sobra.

P-Ainda sobre esse assunto: entra ano, sai ano, e mais uma vez não se consumou a presença de importantes nomes dos chamados setores produtivos de Marabá no cenário político. Por que os empresários reclamam tanto, mas na hora da onça beber água, saem faceiros, sem assumir algum tipo de candidatura aos diversos cargos oferecidos pela democracia?

JS-A maioria dos empresários que gosta da política quer acender uma vela pra Deus outra pro Diabo. Quer estar bem com o prefeito, com o governador e quando há disputa com os candidatos. A maioria tem medo de se expor e ser perseguida caso o candidato que está apoiando perca a eleição. Uns tem medo do fisco. Outros porque querem entabular negócios com o governo. Querem ganhar sempre. Mas aos poucos começam a aparecer os que topam arriscar. Os que se preocupam com as questões coletivas que exigem participação política.

P-Daqui a dois anos, de novo, Marabá escolherá seu prefeito. De cara, nem bem terminaram as eleições, o deputado estadual eleito Tião Miranda já está em campanha rasgada, cooptando cabos eleitorais de outros políticos e lideranças comunitárias. Uma delas, o Aurélio, irmão do presidente do Águia, Ferreirinha, já recebeu convite dele para disputar uma vaga à Câmara Municipal. Esse posicionamento do Tião não denota certo tipo de estelionato eleitoral, já que ele acaba de se eleger deputado, visando exclusivamente voltar à Prefeitura de Marabá?

JS-O Tião nunca negou pra ninguém que seu principal objetivo é voltar a ser prefeito. A maioria das pessoas que votou nele sabe disso. Aliás, muitos votaram achando que estavam escolhendo um prefeito em protesto contra a administração do Maurino. Portanto não se pode falar de estelionato quando o povo quer. O mesmo povo que quis o Maurino decidiu agora ter um deputado provavelmente de dois anos. Ou que talvez nem assuma o mandato, pois está sendo cotado para assumir uma secretaria de Estado.

P- E nesse cenário de Tião Miranda já pré-candidato a prefeito, ele pode ser considerado imbatível nas urnas ou uma boa engenharia político-partidária, com você dentro dela, pode perfeitamente derrotá-lo?

JS-É preciso ter humildade diante do recado claro das urnas. O povo votou no Tião pra deputado como se estivesse votando pra prefeito. A candidatura dele, portanto, é fortíssima. Claro que não existe ninguém imbatível com dois anos de antecedência. O bonito da política é que ela é dinâmica. Quem diria que a Ana Júlia derrotada para prefeitura de Belém seria governadora dois anos depois? Que o Jatene ganharia a eleição, com o PSDB dividido, com o Almir Gabriel atirando nele, o DEM sem o Vic e a Valéria; a Ana com 14 partidos, a máquina do governo e o apoio do Lula do lado dela? Quem diria que o Duciomar, com a rejeição altíssima que tinha, seria reeleito prefeito de Belém? São os imponderáveis da política. O próprio Maurino, que faz um governo muito ruim, conseguiu dar mais de 11 mil votos pra candidata dele a deputada estadual dentro de Marabá. Ele está muito desgastado, mas não está morto. Nada impede que ele possa corrigir rumos e se torne um candidato competitivo. A lógica hoje não é essa. É a do retorno do Tião. Mas vai depender de como ele, o Maurino e os outros agentes políticos vão se comportar nestes dois anos. Quanto a mim vou corrigir rumos e fortalecer o mandato, especialmente em Marabá. Quero estar mais ligado nas lutas da sociedade. Em 2012 quero influenciar no processo, sendo ou não candidato. Não para costurar frentes contra essa ou outra candidatura, mas articulando um bloco de forças em favor de Marabá. Para a formação de um governo que seja acessível, que dialogue com a sociedade, mas que tenha competência e seriedade na aplicação dos recursos públicos.

P- É dada como favas contadas a nomeação de Tião Miranda para a Secretaria Estadual de Transportes. Se isto realmente ocorrer, não há dúvidas de que ele se tornará mais poderoso, com armas de “persuasão” fulminantes para a montagem de uma estratégia eleitoral localizada no município. E a você, pra contrabalançar o coreto, não está reservada nenhuma secretaria, no governo Simão Jatene?

JS-É bom lembrar que antes do PSDB definir quem era o seu candidato (Jatene, Mário Couto ou Almir Gabriel), o PPS já tinha aprovado que o Jatene deveria ser o candidato e contaria com o nosso apoio. Foi o primeiro partido a definir isso de forma clara. Temos o vice-governador e o deputado federal mais votado da coligação. Em 2006 esse bloco elegeu 24 deputados estaduais e só 8 retornaram para a Assembléia. Eu sou um deles. A Bia Cardoso, minha esposa, é suplente de senadora do Flexa Ribeiro e se destacou na campanha. Um nome que surge. Portanto, mostramos força. O governador já me assegurou que o PPS terá espaço importante no governo e meu mandato será muito prestigiado. Eu confio nele. Ficamos de conversar novamente no final do mês sobre essa participação. Quanto ao Tião assumir uma secretaria considero que é bom pra Marabá e região. Sempre defendi a tese de que devemos ocupar esses espaços. Não posso agora pensar diferente em função do nome que está sendo indicado. Até porque ele tem competência nessa área.

P- Passados quase 15 quinze dias da eleição, quero uma avaliação sua, apesar das várias análises tornadas públicas de algumas personalidades, sobre o tema. Ana Júlia perdeu pra ela mesmo, ou para o governador eleito Simão Jatene?

JS-Eu sempre disse que quem fosse para o segundo turno contra a governadora ganharia. Ela perdeu para seus próprios erros. O próprio Jatene diz que se o governo dela tivesse sido razoável ele não disputaria a eleição. É evidente que a candidatura do Jatene, que tem muitos serviços prestados ao Estado e é um dos técnicos mais capacitados de sua geração ajudaram na vitória tucana, além do marketing perfeito que teve. Eu acho a Ana uma boa pessoa, mas ela fez quase tudo errado. Se cercou de um grupo sem experiência política; se isolou do próprio PT; na prática expulsou o PMDB do governo; teve uma relação arrogante e enganadora com os deputados e perdeu a maioria na Assembléia Legislativa; não teve controle sobre setores vitais do governo, como as secretarias de educação, saúde, segurança, meio ambiente e transportes e se comunicou mal com a sociedade. Essa combinação foi explosiva e levou sua rejeição à estratosfera. Não tinha como ganhar.

P- Poucas pessoas estão atentas a essa percepção que te passarei agora. Marabá atravessa o momento mais delicado de toda a sua história, vivendo expectativas diversas diante da implantação de projetos como a siderúrgica da Alpa, Hidrovia do Tocantins, início real da pavimentação da rodovia Transamazônica, etc. Momento delicado por que, se considerarmos o que todas essas intervenções provocam no seio da sociedade sem que haja ações paralelas para a contenção do caldo marginal,l nada está sendo feito. Ao contrário, há um estado cego de contemplação perigosíssimo capaz de ampliar mazelas. Por exemplo, o boom imobiliário já estourou na cidade, com praticamente todos os projetos voltados às classes média e alta. A periferia está encharcada, até o talo, de pessoas sem teto e desqualificadas para a conquista de empregos. Há um cenário perigoso em volta do “bolo enfeitado” que precisa ser diagnosticado urgentemente para possíveis soluções. O que o deputado João Salame, reeleito, desenha como meta de atuação parlamentar diante dessa bolha explosiva?

JS-Por isso que digo que devemos nos unir em torno de um projeto a favor de Marabá e não contra esse ou aquele político. Um novo bloco de forças que entenda que o poder público municipal não pode ser aprisionado pelos interesses de um pequeno grupo. Que os recursos devem ser otimizados para diminuir o gigantesco déficit social que existe. Que as prioridades precisam ser discutidas com a população. Que a aplicação dos recursos deve ser feita não só de forma competente, mas, sobretudo, de forma transparente, para que a sociedade saiba onde está sendo gasto cada centavo de seu dinheiro, impedindo assim que o erário público se transforme em fonte de enriquecimento dos governantes de plantão. Um projeto que encare sem demagogia e sem autoritarismo o grave problemas das áreas de ocupação e a questão da moradia popular; que invista pesado em educação e formação de mão-de-obra, com a implantação de escolas técnicas, novas faculdades e fortalecimento do ensino fundamental e médio. Uma política para saúde que deixe de ser a enganação que perdura há anos e transforma o usuário do sistema num estorvo. Uma política de geração de emprego e qualificação dos trabalhadores que diminua a brutal concentração de renda que existe no município. Esses são os desafios. Eu vou me dedicar mais a isso. Vou usar toda a minha capacidade de trabalho e a influência que conquistar no próximo governo para caminhar nessa direção. Olhando pra frente. Procurando unir a sociedade marabaense em torno de um projeto. Essa será a minha contribuição.

Invasões em massa

Simão Jatene deverá  assumir o governo sob forte tensionamento na área rural.

Mais precisamente no Sul do Pará.

Durante encontro da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, criada há dez anos com o objetivo de mediar os conflitos no campo, o MST comunicou que deverá dar início a novo ciclo de invasões de fazendas na região.

As operações serão deflagradas em diversas áreas, ao mesmo tempo, a partir de 5 de janeiro de 2011.

Fazendas poderão sofrer embargo judicial

Fazendas que haviam sido embargadas administrativamente pelo Ibama, mas que foram autorizadas a continuar a atividade pecuária poderão agora sofrer embargo judicial no sul e sudeste do PA.

Elas deveriam obedecer as regras da pecuária sustentável, previstas em acordos entre o MPF e os frigoríficos. Não poderiam, por exemplo, fazer novos desmatamentos sem autorização.

Mas a Procuradoria da República em Marabá recebeu denúncias, em setembro passado, de que pelo menos uma das empresas teria causado um grande desmatamento esse ano.

O MPF solicitou a fiscalização do Ibama e o dano foi constatado em uma propriedade da Agropecuária Santa Bárbara em São Felix do Xingu, a fazenda Lagoa do Triunfo. O Ibama autuou 13 desmatamentos não autorizados que somaram 2,3 mil hectares de floresta destruídos.

Assim que receber os documentos e informações da fiscalização oficialmente, o MPF deve encaminhar a questão ao juiz federal Carlos Henrique Borlido Haddad e pedir a execução do embargo judicial, que poderá impedir a Agropecuária Santa Bárbara de vender gado.

A Agropecuária Santa Bárbara e outros grandes produtores de gado da região sul do Pará mantinhan as atividades pecuárias com base na suspensão de processos judiciais de responsabilização por danos ambientais, iniciados pelo MPF no ano passado.

A suspensão foi uma tentativa de entendimento, mas não houve acordo do MPF e do Ibama com os produtores. O procurador da República em Marabá, Tiago Modesto Rabelo, pediu então o prosseguimento dos processos e a imposição imediata de diversas obrigações de respeito à pecuária sustentável, o que foi acolhido pela Justiça Federal em Marabá. Quem não cumpriu as obrigações está sujeito agora ao embargo judicial.

Entenda o caso -

O Termo de Ajuste de Conduta da pecuária sustentável foi assinado em 2009 com vários frigoríficos e pelo governo paraense. Mesmo não assinando, várias fazendas que estavam sendo processadas por danos ambientais acabaram beneficiadas: pediram à Justiça para continuar as atividades alegando justamente a existência do compromisso entre MPF e frigoríficos.

O MPF não se opôs à suspensão dos embargos do Ibama, mas pediu a imposição imediata de condições: as fazendas também deveriam cumprir as regras da pecuária sustentável, inclusive a obrigação de não desmatar ilegalmente novas áreas.

A Justiça Federal de Marabá determinou então que empresas como a Agropecuária Santa Bárbara, Grupo Quagliato, Companhia Agropecuária do Arame e Alcobaça Consultoria e Participações “não poderão desmatar de forma ilegal qualquer nova área, nem figurar entre aquelas que estejam ou venham a ser processadas por trabalho escravo e/ou por desmatamento”.

Além disso, teriam que fazer inscrição no Cadastro Ambiental Rural, pedido de Licença Ambiental e apresentar o Plano de Recuperação Ambiental.

Ou seja, as fazendas obtiveram permissão para continuar a atividade pecuária, mas deveriam caminhar para a regularização. Só que, em setembro de 2010, o MPF em Marabá recebeu as denúncias de novos desmatamentos. Avisou à Justiça Federal e pediu que o Ibama fosse a campo fiscalizar. Agora, quem fez novos desmatamentos está ameaçado de embargo judicial.

Veja os documentos do caso

Julho de 2009 – MPF e frigoríficos assinam Termo de Ajuste de Conduta estabelecendo prazos e obrigações para que a pecuária passe a ser legalizada no Pará. Termo de Ajuste: http://ven.to/drH


Fazendas processadas por danos ambientais e proibidas de vender gado vão à Justiça Federal de Marabá e pedem suspensão do embargo administrativo do Ibama. Decisão de suspensão do embargo com condições: http://ven.to/drG


Setembro de 2010 - Como os produtores não assinam o TAC, depois de meses de negociações, o MPF adita os pedidos liminares, dando prosseguimento aos processos judiciais, e pedindo imposição imediata de obrigações, como condição para a continuidade da atividade. O MPF também recebe denúncias de novos desmatamentos em terras de uma das empresas. Comunica à Justiça Federal e solicita fiscalização do Ibama. Pedido do MPF: http://ven.to/drF


Outubro/Novembro de 2010 – A Justiça Federal de Marabá responde dando prazo para que os pecuaristas comprovem a obediência às regras da pecuária sustentável e questiona o Ibama sobre novos desmatamentos ilegais. Decisão judicial: http://ven.to/drE


Novembro de 2010 - O Ibama certifica novos desmatamentos não autorizados e autua a Agropecuária Santa Bárbara. Nota do Ibama: http://ven.to/drD

Fonte: Ascom  MPF

Vic vai falar

Semanalmente, o deputado federal Vic Pires Franco (DEM) se desloca para São Paulo a fim de ser submetido à sequencia de um tratamento de saúde que vem fazendo.

Numa das viagens, durante escala em Brasília, Vic passou mal dentro da aeronave, de onde foi retirado às pressas direto para um hospital.

Solidária e preocupada com a saúde do marido, a ex-vice-governadora  Valéria Franco está sempre acompanhando-o.

No meio desta semana, não foi diferente. Vic fez nova viagem à capital paulista.

Em contato com o parlamentar, o poster constatou, no entanto, que o estado de saúde geral dele é bom, apesar  do tratamento sequencial.
 
Solícito,  como sempre, Vic Pires Franco assumiu compromisso com o titular deste espaço de conceder, futuramente, entrevista sobre temas gerais.
 
Se isto realmente ocorrer, será a primeira vez que Franco falará sobre sua decisão de abandonar, temporariamente o cenário político.

Classe política

Colaborador vip do blog, Plínio Pinheiro analisa o resultado da eleição presidencial.


A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL




 Plínio Pinheiro Neto



Fui um crítico mordaz da candidatura Dilma, por considerá-la sem luz própria e extremamente dependente do Presidente Lula. Apesar da colaboração dada por ela, é inegável que a vitória deve ser creditada ao carisma e poder influenciador de massas que Lula detém como poucos o tiveram em nossa história política. Lula, com seu jeito simples e linguajar fácil, ganhou o coração dos mais oprimidos e descrentes de tantas promessas. Lembro-me do Ministro de Divulgação de Hitler, Joseph Paul Goebbels, que dizia "Pode ser bom possuir o poder baseado na força, mas é melhor ganhar e segurar o coração das pessoas".Hitler não o ouviu e teve trágico fim.Lula, talvez sem conhecer a citação, trabalhou neste sentido e terá vida política longa, sem dúvida alguma.

Os pronunciamentos da Presidenta eleita, logo após o resultado e nos dias seguintes, surpreenderam-me de modo agradável. Ela revela querer dar um tom próprio ao seu governo e não se curvar às pressões, venham de onde vierem. No entanto, foi triste constatar, mais uma vez, a prevalência dos simulacros, tanto de Serra como de Dilma, que após a exploração do tema aborto no primeiro turno, apressaram-se a reunir-se com católicos e evangélicos, beijaram os anéis dos bispos, ajoelharam-se em Aparecida, tiraram fotos com imagens nas mãos, tentaram demonstrar a todos que tinham um viver cristão e após o resultado, nem Serra nem Dilma, sequer mencionaram o nome de DEUS em seus pronunciamentos. Tudo era superficial, interesseiro e momentâneo. Agiram como muitos que não se agradam do SENHOR, para quem DEUS é um meio e não o fim que deve ser. Agora, não podemos deixar de considerar que esta eleição presidencial revelou um quadro extremamente preocupante. Vejamos:

Dilma teve 55.752.259 votos. Serra teve 43.711.388 votos. Em branco votaram 2.452.594 eleitores. Anularam seus votos 4.689.397 eleitores e 29.196.864 eleitores se abstiveram de votar. Somando brancos, nulos e abstenções, temos um total de 36.338.855 eleitores que não votaram em Dilma e nem em Serra. Se dividirmos esta totalização pelos dois candidatos, teremos 18.169.427 eleitores para cada um. Somemos estes 18.169.427 aos 55.752.259 de Dilma e teremos 73.921.686 eleitores que repudiaram totalmente a Serra e se somarmos os 18.169.427 aos 43.711.388 de Serra, teremos 61.880.815 eleitores que repudiaram totalmente a Dilma. Muito mais do que os dois tiveram individualmente. Vê-se, pois, que a esmagadora maioria dos eleitores não queria nem um nem outro. Isso é a demonstração cabal do descrédito da classe política.

No entanto, concretizado o resultado, vamos torcer pelo sucesso da Presidenta que será a mandatária suprema do Brasil temporal, pelos próximos quatro anos. Ela será, obrigatoriamente, Presidenta de todos e para o bem do Brasil e de todos nós, povo brasileiro, é bom que seja bem sucedida.

Que DEUS a abençoe!

  Plínio Pinheiro Neto, edvogado, e ex-deputado estadual por três mandatos. 





quinta-feira, novembro 11, 2010

Silenciaram a Ilha do Papagaio

Vista da baia do Guajará sentido Belém-Porto do Arapari (foto), a "Ilha do Papagaio" exibe-se próxima a outras ilhas tão ou mais castigadas do que ela, pela mão do homem.

Apresentado à sua antiga beleza há mais de quinze anos pelo ambientalista e médico Jorge Bichara, numa viagem de carro que fizemos juntos de Marabá à capital, a ilha tinha no seu encanto de passaredos  a mais completa tradução de bioma restrito à vida ribeirinha.

Para sentí-lo na pele, com direito a arrepios, bastava passar de balsa próximo ao seu entorno  por volta de  seis da manhã e ao entardecer.

Em bandos, lá estavam os papagaios sobrevoando a ilha.

Milhares de papagaios, pintando de sons e cores o cenário quase intocável da  ilha em ventos,  avidamente  acompanhados de outros pássaros em gorjeios ensurdecedores.

Numa bela manhã de um dia qualquer, quando Jorge Bichara apresentou a ilha ao poster, a energia que ela irradiava de árvores frutíferas e da cantoria desenfreada da passarada liberta e segura, despertou aurora da vida  -, na alma em contemplação.

O cenário nunca mais saiu da memória.

Na última terça-feira, 9, quando se deslocava de Belém pra Marabá, optando por cruzar a baia no centro de uma balsa para fugir do perigoso trajeto da Alça Viária depenada, o blogger singrou  a mistura de águas de rios na esperança de ouvir a passarada da Ilha do Pagagaio.

Os papagios rarefeitos não circulavam em bandos.

Em verdade, não há festa, nem cantos alegres.

A extinção das aves ao longo da baia do Guajará fez desaparecer, das alvoradas coloridas, sinfonias matinais, deixando o céu sem graça, em reclamações desatinadas.

Frutos do extermínio, vidas banidas do nada pelo prazer da chacina.

A Ilha do Papagaio agora é apenas um retrato, em preto e branco, sem a poesia cantada do Guajará.

 A ilha de um plano inverso: ao fundo, Belém

A via crucis de Bernadete

Dado importante, não repercutido, sobre a cassação do registro da candidatura da deputada Bernadete ten Caten (PT): a decisão do TRE foi tomada pela unanimidade de seus membros

O voto de minerva do presidente do tribunal, João Maroja, deveu-se ao impasse formado pela votação do tempo de inegebilidade da parlamentar, que teve empate em três votos nas duas teses defendidas entre oito ou três anos.

Detalhes aqui.

Nota do Blog: dois advogados consultados informam que dificilmente o TSE revogará decisão unânime do TRE.

TRE homologa resultado das eleições

Na manhã desta quinta-feira, 11, o Pleno do TRE-PA homologou o resultado e proclamou os eleitos na eleição de 2010, marcando para o dia 17 de dezembro a diplomação dos candidatos vencedores tanto para os cargos majoritários quanto proporcionais.

Ato solene ocorrerá no Hangar.

Por outro lado, o TRE informa  que, até o momento, nenhum pedido de impugnação ou qualquer provocação referente ao resultado dos eleitos para o Senado Federal foi protocolada no TRE.

quarta-feira, novembro 10, 2010

Giovanni denuncia Celpa

O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) encaminhou na última semana ofício de seu gabinete ao presidente da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), Nelson Hubner, onde denuncia de forma veemente as falhas operacionais da Celpa (Companhia de Energia Elétrica do Pará) no sul do Estado.

De acordo com o parlamentar, ele próprio já reclamou diversas vezes com a concessionária, que não toma nenhuma atitude que ponha fim aos inúmeros apagões que a região sul-paraense é vitimada de maneira diária. "Tanto governos municipais como empresas que lá querem investir, crescer, gerar emprego e renda se vêem completamente amarrados de prosperar", disse Giovanni.

A intenção do ofício, segundo o deputado paraense, é encontrar uma solução definitiva para a situação. "Lá nos municípios da região, estão todos, prefeitos, vereadores, empresários, trabalhadores e comunidades em geral, angustiados por ver o dia em que a Celpa irá regularizar a situação e oferecer um serviço de qualidade sem cortes de energia", anotou.

O estopim para que o deputado pedetista se cansasse de procurar a empresa concessionária e denunciar formalmente a Celpa à ANEEL foi um encontro que o parlamentar teve na semana passada em seu gabinete na Câmara dos Deputados com o presidente da Câmara Municipal de Parauapebas, José Adelson Fernandes, também do PDT, que reclamou que as constantes falhas de energia impedem que o novo distrito industrial do município possa receber novas empresas porque a Celpa ainda não levou eletricidade até lá.

Após o envio do ofício-denúncia, o deputado Giovanni Queiroz afirmou que aguardará um posicionamento da ANEEL sobre a questão. "Vou aguardar o posicionamento da Agência para a partir daí tomar alguma iniciativa", disse. O parlamentar acredita que dentro de três a quatro meses será o tempo necessário para que a instituição que regula as empresas concessionárias tome alguma providência. Giovanni Queiroz descartou por agora o pedido de uma audiência com o presidente da ANEEL. "Vou aguardar a apuração da denúncia e uma resposta", finalizou.

Fonte:Assessoria de Imprensa Parlamentar 

BB: máquina de enlouquecer

A Agência do BB de Parauapebas é uma máquina de enlouquecer clientes e bancários. Tão sem condições de trabalho que foi denunciada pelo Procon e interditada pelo Corpo de Bombeiros.

Quem viu de perto o pardieiro foi Heidiany Katrine, diretora do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá e que atua na subsede de Marabá.

Inspecionando a agência do município, Heidiany conatatou a área de autoatendimento sem ar condicionado, abafada por cerca de cem 100 pessoas se espremendo entre si. Do lado de fora do prédio, a fila dando volta na rua.

Num plano geral da agência do BB de Parauapebas: entram de 30 em 30 pessoas para um ambiente refrigerado. Os bancários, trabalhando sem parar e fora do horário, sem condições mínimas de trabalho. Tetos da agências mal cuidados, rachados, uma obra improvisada que atende pelo nome do banco.


Em Marabá, depois de um mês de sufoco, paralisação da agência e denúncia à sociedade, ontem foi consertada a porta eletrônica, além da entrega de novas centrais de ar refrigerado. Os bancários da agência, entretanto, têm varado a noite e trabalhado até próximo das 11 horas para atualizar o serviço.

Essa extrapolação da jornada está devidamente anotada pelo Sindicato dos Bancários pois, como assegura Heidiany, "Sindicato é pra sindicatear".

A diretora do Sindicato diz que a entidade vai intensificar a fiscalização nos bancos da região e que já consta do planejamento da diretoria verificar as condições de trabalho, saúde e segurança dos bancários e o atendimento que os bancos têm prestado à população. Afinal, informa, "a prestação de serviço bancário é uma concessão pública e precisa respeitar os consumidores, clientes e usuários. E dar condições de trabalho aos bancários. Do jeito que estão as agências da Região Sul e Sudeste, é impossível exigir produtividade dos bancários", finaliza Heidiany Katrine.

Derrocagem: Dnit abre envelopes

O  edital de licitação de derrocagem do rio Tocantins entre Marabá e o lago de Tucuruí será aberto na próxima terça-feira,16.

Devido a mobilização dos serviços associado ao defeso da pesca, as obras serão iniciadas somente em 2011.


O canal intermediario das eclusas já está cheio, depois de ter atingido o teto de 62 metros.

O DNIT está preparando a programação do start da primeira eclusagem, que ocorrerá dia 30 de novembro, com a presença do presidente Lula.

Derrocagem, dragagem e transposição da barragem de Tucuruí ,agora viabilizada com a conclusão das eclusas, são intervenções necessárias à viabilização da hidrovia de Marabá a Barcarena.
O paraense Flávio Acatauassú é quem comanda, em Brasília, a Coordenadoria de Hidrovias do DNIT, imprimindo  em regime full-time ações para viabilizar o início das obras. Estudioso do assunto, o executivo vislumbra a navegação no Tocantins,  de Barcarena até a cidade tocantinense de Peixe, a 1.080km a montante de Marabá, perfazendo um total de 1.525km, com a inauguração da primeira fase do projeto, entre Marabá e Vila do Conde, num percurso de 445 km.
 
A retomada das obras da Eclusa de Lajeado ,na barragem da Usina Hidrelétrica Luiz Eduardo Magalhães, entre as cidades de Palmas e Miracema do Tocantins, e a publicação de edital para o projeto da eclusa de Estreito, MA, integram conjunto de ações do governo Lula para usar o potencial hidroviário de nossos rios.
 
Além da conclusão da transposição da barragem de Tucuruí, o governo   se voltará agora para a construção de três novas eclusas nas regiões norte/nordeste: Estreito (MA),  Lajeado e Peixe, ambos de Tocantins, com  investimentos do PAC.

Escândalo! Escândalo!

Um deputado federal e um juiz fazem parte de uma rede de podofilia, investigada pelos orgãos de segurança, que desde julho aguardam o pronunciamento da justiça ao pedido de indiciamento de empresários, um delegado de polícia, um advogado de grande prestígio na área política, uma jornalista, aliciadores e até familiares que colaboravam com a rede, comandada por um ex-candidato a prefeito da região do Baixo-Tocantins. Todos os diálogos entre os membros da quadrilha foram gravados, com ordem judicial e os diálogos são estarrecedores, principalmente as artimanhas utilizadas para interferir na investigação e evitar que as notícias vazassem para a mídia.

Aguardemos.

Idosos serão orientados contra acidentes

Com apoio do Corpo de Bombeiros, a Secretaria de Assistência Social de Marabá realiza, na quinta-feira, 18, palestra sobre acidentes em casa e na rua, para idosos do Projeto Conviver.

Evento chega em boa hora.

Dados oficiais apontam que 75%  dos acidentes com idosos ocorrem dentro de casa. E são acidentes de efeitos arradores para  estruturas físicas fragilizadas!

Além de ferimentos com faca na cozinha e queimaduras, as quedas quedas na terceira idade são as principais causas de morte acidental em pessoas com mais de 65 anos, com estimativa de que 30% das pessoas acima dessa faixa etária sofrem quedas ao menos uma vez por ano no Brasil - informa a Seasp.

Estima-se que 30% das pessoas acima dessa faixa etária sofrem quedas ao menos uma vez por ano no Brasil.

"Basa Cultural" recebe crítica

Engenheiro e excelente músico, Ricardo Smith dá seu berro contra os procedimentos inseridos no edital de licitação do projeto "Basa Cultural".

Emeio do colaborador:


BASA CULTURA ?


Por obra do acaso, tomei conhecimento do projeto Basa Cultural. Por acaso sim, pois não houve divulgação suficiente para que todos tomassem conhecimento dos R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais) disponíveis para todos e quaisquer projetos culturais na região amazônica. Isso é suficiente para montagem de várias peças teatrais, gravação de CDs, shows musicais, incentivos a projetos culturais em Escolas Públicas, edição de livros com coquetel de lançamento e tudo, e até filmes.

O Edital normativo para tal modalidade se iniciou em outubro do corrente e se encerrará em novembro, mais precisamente no dia 13. O Julgamento das propostas será em fevereiro do ano que vem, e os pré-requisitos para participação são no mínimo ridículos, pra não dizer coisa pior. Lá no tal Edital existem alguns fatores que vedam a concessão do patrocínio pelo Banco da Amazônia, à projetos:

a) Que evidenciem discriminação de raça, credo, orientação sexual ou preconceito de qualquer natureza;

b) Que possam denegrir a imagem do Banco da Amazônia;

c) Contrários às disposições constitucionais... Ora meus caros estou tentando participar do certame com um livro que intitula-se: “AMAZONIA ... em algum lugar”, um romance de ficção , apoiado em fatos que não são novidade alguma para nenhum brasileiro. Temas como:

a) exploração de mão-de-obra, de certa forma, similar a escravismo;

b) exploração não sustentável dos recursos naturais na Amazônia;

c) conflitos agrários do sul do Pará, que longe estão de satisfazer as disposições constitucionais.

Entendo que, ainda que não existisse o óbice do cadastramento na SERASA, encontraríamos como causa impeditiva essas condicionantes. Eu pergunto: o que seria denegrir a imagem do Banco da Amazônia? Acho isso de uma subjetividade inexplicável. O que poderia fazer ou não fazer um escritor; um artesão; um artista;um cineasta ou dançarino que não fosse passível desse enquadramento? Esses caras estão é restabelecendo a censura!

Destaco o seguinte:

a) não é tão raro as pessoas terem problemas com inadimplência que redundam em cadastramento nos órgãos de defesa dos credores (lojistas; bancos; etc.). E a meu ver isso não deva ser parâmetro para excluir um escritor; um artesão ou músico;

b)Os critérios de seleção dos projetos são extremamente inibidores e limitadores da arte e/ou cultura, pois estabelecem pontuação a cada item, variando de 0 a 5 e priorizam dentre outros: 1) Inovação; 3)fortalecimento da imagem do Banco; 6) retorno negocial. A meu ver isso só será satisfeito se a obra ou projeto foi concebido já direcionado a satisfazer essas exigências.

Por fim, desta feita,não vejo como seriam patrocinadas obras de: Paulo Coelho; Caio Fernando Abreu; Ken Follet ou Sidney Sheldon.

Afinal a dinheirama toda é para incentivar a cultura ou para direciona-la num único sentido o da sub-cultura?

Ricardo Smith

O vai e vem de Tião

O post Cenário de Guerra avocou a participação do advogado Plínio Pinheiro Neto, um dos colaboradores vips do blog e  conhecedor privilegiado da política do Estado do Pará:


Infelizmente politica, no Brasil, se faz desta maneira.Os partidos são meros figurantes e os filiados a eles fazem o que bem entendem, desobedecendo os compromissos partidários e indo em busca, tão somente, da consecução de seus interesses pessoais.Ana Júlia bateu de frente com todo o empresariado da capital para prestigiar e colocar Tião Miranda no SEBRAE.Isso teve um alto preço para ela e Tião apunhalou-a pelas costas quando viu que o seu (dela) barco estava fazendo água desde o primeiro turno.Agora, Jatene quer nos fazer refens de alguém que tem demonstrado à saciedade, que não honra compromissos e que coloca seus projetos pessoais acima de tudo e de todos.O narcisismo politico de Tião faz com que ele seja um desagregador nato.Passou oito anos na prefeitura e não formou um grupo politico.Não fosse a péssima performance do Maurino, dificilmente conseguiria se eleger, pois este foi o seu maior cabo eleitoral.As pessoas não votaram no Tião e sim votaram contra o Maurino.Marabá e o sudeste do Pará são grandes e importantes demais e são bem maiores do que o Tião.Espero que o Governador eleito reflita e coloque o Tião dentro da sua exata dimensão, prestigiando-o, não mais do que merece dentro do contextp político advindo do último pleito.

Passando a régua

Leitor anônimo coloca a colher ma panela fervida, ainda sobre a entrevista de Chico Cavalcante concedida a Rita Soares, com citações aqui no blog:


Não foi a Comunicação Social do governo Ana Júlia que brigou com Jader Barbalho para colocar Tião Miranda no Sebrae. E no final, Tião apoiou Jatene. Não foi a Comunicação que fez acordo com o PMDB, que funcionou como um cavalo de Tróia dentro do governo. Não foi a Secom que fez acordo com Wladimir Costa, que inaugurava obras junto com Ana Júlia e depois passou para o lado do Jatene. Não foi a Secom responsável pela troca de quatro secretários na Seduc e quatro na Sespa. Não foi a Secom que trouxe a Link para fazer a campanha eleitoral da candidata Ana Júlia. O Chico Cavalcante está certo quando diz que eleição se ganha na campanha. Duciomar Costa tinha 70% de rejeição e foi reeleito prefeito de Belém. Os três governos tucanos no Pará terminaram bem avaliados, mas perderam a eleição para Ana Júlia, em 2006. A arrogância e a soberba do dirigente da Link é que sepultou a candidatura da Ana Júlia.Mas é bom que se diga, a Link veio pra Belém pelas mãos da DS, a atendência minoritária no PT, quen isolou todos os outros grupos e governou de costa para o partido.

terça-feira, novembro 09, 2010

Começa a transição

Imagem de Tarso Sarraf registra o governador eleito  Simão Jatene (PSDB) sendo recebido no Palácio dos Despachos pela governadora Ana Júlia (PT)

O encontro, ocorrido esta tarde, em Belém,  oficializa o início da transição de governo.

Bernadete fora

Pelo menos até o TSE não se pronunciar, a deputada estadual reeleira Bernadete ten Caten (PT) não será diplomada pelo TRE.

O registro da candidatura dela foi cassado.

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atualização às 21:51

Deputado Bernadete ten Caten comunica, em nota distribuída à imprensa, que recorrerá da decisão do TRE.

Na íntegra, a NE da parlamentar marabaense:


Convicta do equívoco na decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que nos termos da ação de investigação judicial eleitoral decidiu condenar-me a três anos de inelegibilidade é que venho a público prestar alguns esclarecimentos:

1) Em primeiro lugar, cabe ressaltar que em toda minha vida política dediquei-me fielmente a defesa das mudanças sociais e da melhoria da qualidade de vida da população deste Estado sempre balizada por princípios éticos e de justiça.

2) O objeto desta ação é tão somente a comemoração de um aniversário que para aqueles que não conhecem a verdade dos fatos e mais do que isso a minha militância e minha vida pública denotou abuso de poder econômico.

3) Tal evento foi realizado em fevereiro de 2008 muito antes prazo devido para anúncio dos candidatos ao pleito municipal de Marabá (junho de 2008, conforme Resolução 22.579/TSE) e serviu para comemorar aniversário de 28 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores com a posse de seus dirigentes locais num espaço que foi alugado sendo a consumação de bebida e de comida paga pelos participantes.

4) O que pode-se perceber nesta decisão e na divulgação feita da mesma em diversos blogs no dia de hoje é uma verdadeira perseguição política levada a cabo contra mim, cidadã que representa uma região historicamente sofrida e que dedicou anos de sua vida a defesa intransigente dos menos favorecidos.

5) Tal condenação não relaciona-se em nada com a Lei da Ficha Limpa nem significou a cassação de meu mandato. Também está longe de representar uma decisão definitiva pois recorremos desta com a certeza de que os mais de 33 mil votos recebidos por mim serão respeitados e honrados em mais um mandato de luta com o povo.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Menos habitantes

Treze municípios paraenses tiveram redução no número de habitantes entre os anos de 2000 e 2010.

São eles:


MUNICÍPIO                  CENSO 2010         CENSO 2000
Almeirim                                 33.301                  33.957
Bannach                                   3.409                    3.780
Brasil Novo                            15.401                  17.193
Brejo Grande do Araguaia      7.300                     7.464
Curionópolis                           18.212                 19.486
Faro                                         7.858                 10.037
Monte Alegre                          54.238                61.334
Novo Progresso                      24.820                24.948
Palestina do Pará                      7.411                   7.544
Pau D'Arco                               6.027                  7.124
São Geraldo do Araguaia        25.306                27.646
São João do Araguaia             12.232                12.247
Senador José Porfírio              12.743                15.721


Curiosidade:  O município de Santa Luzia do Pará, segundo o IBGE, ganhou apenas três habitantes a mais do que foi medido durante o Censo de 2000.

Naquele ano, a população local era de  19.400 habitantes.

Agora, passou para em 19.403 habitantes.

Um cenário de guerra

O controle do PSDB no Sudeste do Pará deverá ser entregue a pessoas de confiança do deputado estadual eleito Sebastião Miranda (PTB).

É impensável a  migração de Tião para o partido do governador eleito Simão Jatane, considerando os rigores da legislação  da fidelidade partidária.

Mas o ex-prefeito de Marabá terá à sua disposição poder de vetar ou indicar nomes para o controle do PSDB nos municípios da micorregião.

Em Marabá, especialmete, Miranda revela a amigos próximos que ajustará contas com o empresário Demétrius Ribeiro, suplente do senador Mário Couto (PSDB), e um dos  influentes tucanos no município.

Os dois, Tião e Demétrius, nutrem sentimentos fratricidas mútuos. Há, inclusive, na justiça de Marabá, ações cíveis e criminais movidas por Miranda contra Demétrius.

O clima beligerante alimentado ao longo dos meses, e, crescente durante a campanha eleitoral pelas críticas diretas do empresário contra o deputado eleito,  num programa de TV que Ribeiro  mantém na emissora de sua propriedade, só fez crescer o abismo.

Pelo andar da carruagem, dificilmente Sebastião Miranda aceitará Demétrius Ribeiro filiado ao PSDB.

A guerra está apenas começando.

Quem sabe, sabe

Ainda em 9 de setembro, o blog divulgava a ida do deputado estadual eleito Sebastião Miranda (PTB) para a Secretaria Estadual de Transportes.

O que se noticia agora, é tudo consequencia do que o poster já sabia: negociações de bastidores antecipadas por quem tem fonte por todo o canto deste Estado.

O resto, perfumarias.

NB- Pode até dar em nada a nomeação de Miranda para a Setran, mas que a  conversa existe, existe!

Amazônia: as cidades mais habitadas

O bioma Amazônia ocupa cerca de 40% do território nacional. Nele estão localizados os estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia e Roraima e algumas partes do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. Também inclui terras de países próximos ao Brasil, como as Guianas, Suriname, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia.


Com a conclusão do Censo -2010, é possível saber quem é quem nessa área.

Como exemplo, a região possui 21 cidades com população superior a 100 mil habitantes.

O Pará lidera o ranking com 10 cidades na lista, seguido do Maranhão (2), Tocantins (2), Rondônia (2), Amapá (1), Amazonas (1), Acre (1), Roraima (1) e Mato Grosso (1)

Por ordem mais populosa, as 21 cidades: 


1-   Manaus (AM) 1.718.584
2-   Belém (PA)1.351.618
3-   Ananindeua (PA) 456.316
4-   Porto Velho (RO) 410.520
5-   Macapá (AP) 387.539
6-   Rio Branco (AC) 319.825
7-   Santarém (PA) 291.122
8-   Boa Vista (RR) 277.684
9-   Imperatriz (MA) 245.509
10- Marabá (PA) 224.014
11- Palmas (TO) 223.817
12- Castanhal  (PA)168.559
13- Parauapebas (PA) 149.411
14- Araguaína (TO) 149.313
15- Abaetetuba (PA) 139.749
16- Cametá (PA) 120.897
17- Ji-Paraná (RO) 115.593
18- Bragança (PA) 112.285
19- Sinop (MT) 111.643
20-Marituba (PA) 108.223
21- Açailândia (MA) 101.022

Observem: Marabá supera demograficamente Palmas, a capital do Estado do Tocantins, por apenas 197 habitantes.

Desvendada votação de Ferreirinha

Finalmente, o blog conseguiu os números verdadeiros da votação Sebastião Ferreira (PT), candidato a deputado estadual com registro de candidatura cassada pela justiça.

Em Marbá, o presidente do Águia obteve exatos 4.399 votos.

Em todo o Estado, 7.627 votos.


Por município, eis a votação de Ferreirinha:

Marabá                                4.399
São Geraldo do Araguaia          13
São João do Araguaia               84
São Miguel do Guamá              16
Senador José Porfírio                 1
Soure                                       29
Tailândia                                    3
Terra Santa                                3
Tucumã                                      4
Tucuruí                                    36
Ulianópolis                              11
Uruará                                      9
Vigia                                         1
Xinguara                                 30


Em Marabá, a votação do candidato impugnado, por bairro:

Aeroporto                                       18
Amapá                                          510
Belo Horizonte                              395
Bom Planalto                                142
Cidade Nova                                138
Independência                              245
Laranjeiras                                   467
Liberdade                                    442
Marabá Pioneira (Cidade Velha)  308
Morada Nova                               78
Nova Marabá                          1.188
Novo Horizonte                          239
Novo São Félix                            73
São Félix                                      25
Zona Rural                                 131

Nota do Blog - Para quem passou a campanha eleitoral subjudice, perdendo lideranças a cada notícia na imprensa sobre as dificuldades jurídicas da candidatura, a votação de Ferreirinha, principalmente em Marabá, superou expectativas.

No município, ele obteve em torno de 4.500 votos, pouco abaixo de Bernadete Caten (PT) e João Salame (PPS), que ficaram com pouco mais de cinco mil votos.

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Atualização às 11:55

A seguir, relação restante dos municípios onde Sebastião Ferreira obteve votação:


Abel Figueiredo                                     12

Acará                                                      1
Alenquer                                                  1
Altamira                                                   3
Ananindeua                                            70
Anapu                                                    15
Augusto Correa                                        1
Baião                                                        1
Barcarena                                                 3
Belém                                                   288
Benevides                                                 1
Bom Jesus do Tocantins                          20
Bonito                                                     10
Bragança                                                 18
Brejo Grande do Araguaia                     107
Breu Branco                                             1
Breves                                                      1
Bujaru                                                       1
Cametá                                                     2
Canaã dos Carajás                                    2
Castanhal                                                11
Conceição do Araguaia                             1
Curionópolis                                           82
Dom Eliseu                                           183
Eldorado dos Carajás                             95
Garrafão do Norte                                    1
Goianésia                                                 6
Igarapé-Açu                                             3
Inhangapi                                                  1
Irituia                                                        3
Itaituba                                                     2
Itupiranga                                             274
Jacundá                                                  29
Limoeiro do Ajuru                                    1
Marapanim                                             13
Marituba                                                 85
Mocajuba                                                 6
Muaná                                                      1
Nova Ipixuna                                        169
Novo Repartimento                              402
Ourém                                                   10
Ourilândia do Norte                                 9
Pacajá                                                     9
Palestina do Pará                                   37
Paragominas                                            3
Parauapebas                                          45
Peixe-Boi                                                 1
Piçarra                                                   14
Ponta de Pedras                                       5
Porto de Moz                                           1
Redenção                                                 4
Rio Maria                                                 5
Rondon do Pará                                   754
Salvaterra                                                 1
Santa Bárbata do Pará                              1
Santa Isabel do Pará                                 1
Santa Maria das Barreiras                         5
Santana do Araguaia                                 2
Santarém                                                22
São Caetano de Odivelas                         4
São Domingos do Capim                         1
São Félix do Xingu                                  1
São Francisco do Pará                            1

Vagas de emprego abertas

Termina dia 21 de novembro o prazo para inscrição ao concurso público da Prefeitura de Marabá para preenchimento de vagas de nível Fundamental, Médio e Superior.

De acordo com o edital, as inscrições são feitas somente pela Internet.

O valor da taxa de inscrição para nível fundamental é de R$ 40,00; médio, R$ 50; e superior, R$ 60,00.

São oferecidas 3.095 vagas de emprego.

Salários variam de R$ 510 a R$ 4,5 mil.


A prova objetiva acontece no dia 18 de dezembro de 2010, já o teste de aptidão física, específico para os cargos de Guarda e Inspetor Municipal, acontecerão entre os dias 21 e 23 de janeiro de 2011.

Inscrições no site  http://www.cetapnet.com.br/

Doações eleitorais

Deputado e blogueiro Parsifal Pontes (PMDB), aproveitando os dados que o TSE está liberando sobre doações eleitorais, toca num assunto que não pode mais passar  em branco, a partir da próxima legislatura do Congresso Nacional: o financiamento público de campanha.

O blog de Parsifal.

domingo, novembro 07, 2010

Sobre bodes expiatórios

Sempre que um governo é destronado pelo voto popular, a secretaria de Comunicação do mesmo é quem  paga o pato.

Não  está sendo diferente, agora, com a derrota de Ana Júlia para Simão Jatene.

Em algumas oportunidades, o poster tem lido em jornais e na blogosfera afirmativas naquele sentido.

O tema recorrente de buscar bodes expiatórios para responsabilizá-los de uma calamidade  que não lhes cabe qualquer culpa, no fundo é um importante instrumento de propaganda para esconder os verdadeiros responsáveis pela derrota.

Isso já ocorreu no período nazista quando os judeus foram apontados como culpados pelo colapso político e pelos problemas econômicos da Alemanha.

Ao longo da História, os grupos usados como bode expiatórios variavam de acordo com o local e o período. Os negros, os imigrantes, os comunistas, os capitalistas, os "nordestinos no Brasil", as "bruxas", as mulheres, os pobres, os judeus, os leprosos, os homossexuais, os deficientes, os ciganos etc.

Agora, aqui no Pará, quando alguns dedos se voltam para responsabilizar a Secom pela derrota de AJ, o uso desse costume é rejeitado, de forma cristalina e convicta, pelo publicitário Chico Cavalcante, um dos mais consagrados marqueiros da região.

Em entrevista a Rita Soares, no Diário do Pará, Chico analisa os equívocos do governo Ana Júlia e rejeita, coberto de razão, erros de comunicação dos três secretários que passaram pela Secom:
               
                  - Fátima Gonçalves, Fávio Castro e Paulo Roberto não têm qualquer responsabilidade por esse resultado. A linha, se é que havia, era definida pelo comando próximo à governadora, especialmente pelo gaúcho Paulo Heineck, ex-assessor de Ana no Senado, que trouxe a Link (agência da Bahia) para cá no começo de 2010,como salvação da lavoura, a partir do entendimento e que nós, os índios, não teríamos capacidade para afzer comunicação "profissional".

Em outra parte da entrevista, Chico Cavalcante vai ao ponto nevrálgico de erros de comunicação da campanha eleitoral dirigida pela agência baiana:

               - Enquanto insistia em falar da Siderúrgica de Marabá, a campanha da Link deixava descobertas outras regiões, parecendo que privilegiou uma cidade ou região em detrimento de outras. Isso explica a derrota acachapante em Santarém. especialmente para um candidato do PT, um partido com origem no movimento social, o centro do discurso tem que ser o fator humano, que é universal; Ana teria de insistir no sicial. Esse é um reduto. De costas para ele e guiada por estranhos, se perdeu. Já o erro de posicionamento de imagem foi o que fez consolidar a rejeição da governadora, A imagem apresentada ao eleitor aumentava a rejeição. Era a entítese da guerreira, da lutadora, da mulher destemida, da mulher sintonizada com o povo, da mulher que fez uma trajetória a partir dos movimentos sociais.

É uma leitura recomendável, a  entrevista de Chico Cavalcante.

Na edição de domingo do Diário do Pará.