Sonolento, ao ritmo da maciez das águas, o par de sandálias descia o rio, sem deixar rastros.
Apenas a sombra refletida entre a superfície e o banco de areia.
A luz do Sol a tudo focava.
Espaço dedicado à informação e ao questionamento de fatos políticos, culturais e cotidianos do Pará, com amplo destaque à regiao Sul do Estado.
Por mais tentemos desvisualizar traços de criminalização nas ações do MST , fica difícil suportar a pressão em contrário, exercida, principalmente, pelos exemplos de banditismo de setores do movimento social.
O que fizeram agora, em Palmares II, com a tomada de 50 trabalhadores que se dirigiam às suas residências depois de mais um dia de labuta, agride a boa fé e paciência dos mais franciscanos dos jornalistas.
É inadmissível, sob qualquer aspecto, aceitar o rapto de pessoas desprotegidas. Torná-las reféns de atitudes criminosas.
Ou o Estado dá um basta de vez nessa anarquia, ou o campo se transformará, logo, logo, em zona de batalha sangrenta.

Céu ficando azul, em contraste com o contorcionismo da natureza morta.
Poses possíveis de serem construídas pela maldade da mão humana.
Desafiando a elasticidade do espaço azulzinho, a árvore dá seus últimos suspiros.
Há indícios de que Maurino Magalhães (PR), candidato a prefeito de Marabá, tenha sido alertado por alguma pesquisa de que a presença de Sebastião Miranda (PTB), nos programas de Rádio e TV, estaria mudando, drasticamente contra o favoritismo dele, o humor do eleitorado marabaense.
Não pode ser outra razão da inusitada decisão do candidato do PR pedir a proibição, à Justiça Eleitoral, da participação do prefeito no horário do TRE, pedindo votos para João Salame (PPS), candidato do prefeito municipal.
Esclarecedora, sob todos os ângulos, a entrevista que o pecuarista Bené Mutran concedeu a Mauro Bonna, segunda-feira, na RBA O industrial marabaense não refugou nenhuma resposta às perguntas do entrevistador, abordando, inclusive, as fofocas em torno da participação do filho de Lula nos negócios do Opportunity, no Sul do Pará.
Conforme o blogger tem garantido nos últimos meses, os boatos envolvendo Lulinha na compra de terras na região, como todo boato, são maldades exclusivas inventadas por fazendeiros que não gostam do Presidente da República.

Somente por volta de meio-dia de sábado último, a coordenação da campanha de Darci Lermen (PT) deu conta de que não estava pegando bem, até àquele momento, a circulação de dezenas de carros-volantes pedindo votos para o recandidato a prefeito. É que na madrugada daquele dia, havia falecido Milton Alves Martins, Milton ‘da Coca’, ex-vice-prefeito e por duas vezes presidente da Câmara Municipal, vítima de ataque cardíaco.
Enquanto os carros de propaganda da adversária do prefeito, a deputada federal Bel Mesquita (PMDB), amanheceram sábado comunicando a morte do político e convidando a população para o velório na Câmara Municipal, habilmente oficializava, também, a suspensão da agenda, naquele dia, da candidata.
Milton foi vice-prefeito de Bel Mesquita, e, atualmente, seu partido, o PP, integra a coligação que apóia Darci.
As ações distintas repercutiram na cidade.
A lenda conta que os Karajás viviam no Rio Araguaia, em forma do peixe Aruanã. Certa feita, percorrendo águas muito frias do rio, alguns Aruanãs resolveram procurar um lugar mais quente pra viver. Na busca desse lugar, descobriram um buraco por entre as raízes de um Jatobá e ao passar por lá se transformaram em Karajás.