Comerciantes e empresários do Oeste do Pará necessitam exercitar com calma e competência política articulações junto a alta cúpula da Alcoa para o alargamento e convergência de interesses mútuos. Dá para ajustar nível de conduta satisfatório sem precisar de factóides como o armado pelo vice-governador em Santarém.
Os empresários do sudeste, com a participação ativa da Associação Comercial de Marabá, nos últimos anos obtiveram avanços significativos nos embates sadios com Vale do Rio Doce. Só para medir o nível de interlocução da empresa com o setor privado da região, na sexta-feira (23), executivos da CVRD estiverem em Marabá analisarndo a evolução de suas compras em território paraense. O Correio do Tocantins conta tudo.
sábado, fevereiro 24, 2007
Eu tenho a força!!!
Comunicação estanque? Discurso para agradar platéia? Quebra de prerrogativas atinentes ao cargo? Ou, em última análise, bobeira mesmo de momento?
Um desses motivos levou o vice-governador a garantir em Santarém que “suspenderia as licenças que a secretaria de Meio Ambiente teria emitido ao Projeto Juriti” -, conforme publicou neste sábado o Diário do Pará?
Um desses motivos levou o vice-governador a garantir em Santarém que “suspenderia as licenças que a secretaria de Meio Ambiente teria emitido ao Projeto Juriti” -, conforme publicou neste sábado o Diário do Pará?
Perguntas pertinentes
Caso sério, porque na mesma edição, o jornal teve o cuidado de ouvir a própria Sectam declarar estar em plena vigência - “sem nenhuma ameaça de suspensão”, disse Valmir Ortega, do órgão -, as licenças prévia e de instalação. Ou seja, a situação torna-se conflituosa considerando a gravidade de uma autoridade fazer depoimentos públicos sem embasamento técnico de determinadas situações. E se a Sectam disser a Odair Corrêa da inviabilidade legal de tornar sem efeito os documentos? O vice-governador exigirá, assim mesmo, para não ser desmoralizado, o cumprimento da solicitação da anulação das duas licenças?
Em outro plano, Odair conversou com a titular do cargo sobre seu desejo de encostar a Alcoa na parede, em atendimento às pressões do empresariado de sua terra? E se Ana Júlia não concordar? Vai peitá-la de frente? Ou silenciosamente passar a plantar rastilhos para motivação de futuras discórdias?
Em outro plano, Odair conversou com a titular do cargo sobre seu desejo de encostar a Alcoa na parede, em atendimento às pressões do empresariado de sua terra? E se Ana Júlia não concordar? Vai peitá-la de frente? Ou silenciosamente passar a plantar rastilhos para motivação de futuras discórdias?
Filme antigo
É de bom modo supor que as relações do Estado com uma empresa do porte da Alcoa necessitam ser assentadas na dimensão lógica da negociação equilibrada, sem arrufos. Nem esturros populistas que parecem, em primeiro ângulo, ser o método preferido de “gestão” do nosso já quase folclórico vice – apesar de muitíssimo simpático. E bom de salão, conforme contou dia desses o Quinta Emenda, elogiando nosso pé-de-valsa mocorongo.
Não funciona esse lance de sair por aí ameaçando os grandes investidores. Isso não quer dizer que não devam ser enquadrados para seguirem a lógica da mão-dupla, recebendo benefícios e contribuindo para a expansão dos negócios gerais – inclusive a valorização justa do comércio da região Oeste do Estado, que acusa estar sendo esquecida nas prioridades de compras da empresa.
Não funciona esse lance de sair por aí ameaçando os grandes investidores. Isso não quer dizer que não devam ser enquadrados para seguirem a lógica da mão-dupla, recebendo benefícios e contribuindo para a expansão dos negócios gerais – inclusive a valorização justa do comércio da região Oeste do Estado, que acusa estar sendo esquecida nas prioridades de compras da empresa.
Distensão
Eficiente a reação dos secretários de Ana Julia desmentindo declarações de dirigentes dos movimentos sociais de que a governadora estaria apoiando o ciclo de invasões reaberto-, pelo menos para reduzir a tensão entre os produtores rurais do Sul e Sudeste.
Aparecido Coelho, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá, ficou surpreso com o efeito psicológico positivo juntos aos seus associados das declarações de José Benatti, presidente do Iterpa, e de Cristiano Martins, superintendente regional do Incra, desautorizando qualquer representante das entidades dos sem-terra usar o nome daquelas instituições “em ações de responsabilidade de seus autores”.
Na compreensão de Aparecido Coelho a reação do governo estadual não tem o poder de acabar com as invasões, mas sinaliza a certeza de que o respeito ao direito de propriedade, bem inalienável da democracia assegurado pela Constituição, será chancelado também pela gestão do PT – indiferente à identificação ideológica que Ana Julia e seus principais assessores preservem em favor de avanços sociais.
Aparecido Coelho, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá, ficou surpreso com o efeito psicológico positivo juntos aos seus associados das declarações de José Benatti, presidente do Iterpa, e de Cristiano Martins, superintendente regional do Incra, desautorizando qualquer representante das entidades dos sem-terra usar o nome daquelas instituições “em ações de responsabilidade de seus autores”.
- Pelo menos a gente não tem dúvidas, agora, da extensão de seriedade do governo do PT. Até eclodir essas invasões, estava todo mundo apreensivo, achando que a doutora Ana Julia iria permitir o afrouxamento das investidas radicais de alguns membros dos movimentos sociais. Essa desautorização pública feita pelos principais nomes das entidades governamentais nivela tudo e nos deixa mais tranqüilos em relação a disposição que temos de continuar trabalhando para desenvolver o agronegócio paraense, hoje um dos mais evoluídos do país.
Na compreensão de Aparecido Coelho a reação do governo estadual não tem o poder de acabar com as invasões, mas sinaliza a certeza de que o respeito ao direito de propriedade, bem inalienável da democracia assegurado pela Constituição, será chancelado também pela gestão do PT – indiferente à identificação ideológica que Ana Julia e seus principais assessores preservem em favor de avanços sociais.
Desinteligência
O Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá realizará encontro com seus associados durante a semana para debater o ciclo de invasões. A mensagem de Aparecido Coelho será de orientar os pecuaristas a colaborarem com o governo do PT, desarticulando qualquer iniciativa de radicalização. “Se a governadora está dando exemplo de respeito às leis, nenhum de nós tem o direito de querer resolver problemas de invasão com às próprias mãos. A Justiça é a instância civilizada para se buscar a manutenção de nossos bens”, lembra.
O presidente do sindicato não entende como os sem-terra tentam desestabilizar a vida no campo, exatamente no momento em que os menos favorecidos tem à disposição uma governadora plenamente identificada com as causas sociais. “Este é o momento singular de todos contribuírem para a doutora Ana Julia viabilizar financeiramente o Estado para as conquistas futuras de uma vida melhor na zona rural”, finalizou.
O presidente do sindicato não entende como os sem-terra tentam desestabilizar a vida no campo, exatamente no momento em que os menos favorecidos tem à disposição uma governadora plenamente identificada com as causas sociais. “Este é o momento singular de todos contribuírem para a doutora Ana Julia viabilizar financeiramente o Estado para as conquistas futuras de uma vida melhor na zona rural”, finalizou.
Blogueiro federal
Assessoria de Asdrúbal Bentes anuncia para o dia 17 de março apresentação da estratégia de divulgação dos trabalhos do parlamentar, inclusive com lançamento de seu blog. Destaca a priorização de prestação de contas e assistência dele aos municípios de área de influência. Promete inovação.
Brucutus
No Diário do Pará deste sábado (24), o secretário de Saúde de Tucuruí diz que a malária está sob controle. Controle de quem, bacurau? Exclusivamente dos números frios dos postos de saúde da cidade quase sempre nunca alcançados pelos moradores das ilhas que se multiplicam no lago. Essa é a verdade.
Com toda certeza, o secretário Luís Nelson Fontenelles pouco conhece do dia a dia dos abandonados moradores das ilhas, caso contrário evitaria declaração de tamanha irresponsabilidade.
Os casos de malária crescem sim, atingindo moradores ribeirinhos de Tucuruí e dos outros seis municípios espraiados no imenso conservatório de água formado a partir do fechamento da barragem. O poster vem alertando para essa questão em sua coluna no Diário, avalizado pelos fatos e pela ausência do poder público na cobertura da imensa área desassistida.
Com toda certeza, o secretário Luís Nelson Fontenelles pouco conhece do dia a dia dos abandonados moradores das ilhas, caso contrário evitaria declaração de tamanha irresponsabilidade.
Os casos de malária crescem sim, atingindo moradores ribeirinhos de Tucuruí e dos outros seis municípios espraiados no imenso conservatório de água formado a partir do fechamento da barragem. O poster vem alertando para essa questão em sua coluna no Diário, avalizado pelos fatos e pela ausência do poder público na cobertura da imensa área desassistida.
Presença oportunista
Na mesma matéria, a secretaria de Saúde de Tucuruí revela estar presente na zona rural e região das ilhas, “realizando palestras, microscopia para diagnóstico, tratamento e distribuição de medicamentos de várias doenças”.
Medidas paliativas, ocasionais, repetidas sempre quando a cheia começa a bater a porta. Não aparece uma “mente iluminada” disposta a encarar a coisa de frente, executando políticas de saúde mesmo, planejadas, com assiduidade presencial.
Medidas paliativas, ocasionais, repetidas sempre quando a cheia começa a bater a porta. Não aparece uma “mente iluminada” disposta a encarar a coisa de frente, executando políticas de saúde mesmo, planejadas, com assiduidade presencial.
Presença constante
No Lago de Tucuruí só tem um caminho: governo do Estado, prefeitura e Eletronorte investirem na implantação de dois barcos, um grande e outro de porte menor, para assistência permanente. O barco grande, ancorado em pontos estratégicos do lago, oferecendo suporte logístico; o menor, com pelo menos cinco lanchas equipadas com motor de 15c, circulando pelas áreas mais densas transportando gente treinada, médicos, biomédicos, enfermeiras e medicamentos. Consultar mesmo de casa em casa.
Na infra-estrutura do barco, incluir laboratório de exames, e até mesmo sala para pequenas cirurgias de emergência. Dá para executar esse programa, sim. Basta querer e haver articulação de vozes e de comando. Dinheiro existe disponível. Só que os bacuraus querem aplicar menos no povo para ganhar a mais no bolso.
O poster não descansará enquanto não ver navegando pelo Lago de Tucuruí essa estrutura de atendimento de saúde. O governo Ana Julia chegou anunciando disposição de fazer mudanças. Pois ela começa por ai, incluindo socialmente aquela gente sofrida das ilhas.
Na infra-estrutura do barco, incluir laboratório de exames, e até mesmo sala para pequenas cirurgias de emergência. Dá para executar esse programa, sim. Basta querer e haver articulação de vozes e de comando. Dinheiro existe disponível. Só que os bacuraus querem aplicar menos no povo para ganhar a mais no bolso.
O poster não descansará enquanto não ver navegando pelo Lago de Tucuruí essa estrutura de atendimento de saúde. O governo Ana Julia chegou anunciando disposição de fazer mudanças. Pois ela começa por ai, incluindo socialmente aquela gente sofrida das ilhas.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Eu, nao!
No final da tarde desta sexta-feira (23), durante posse do novo diretor da 11ª Regional de Promoção Social, Ademir Soares Viana, discurso do deputado federal Asdrubal Bentes (PMDB) foi recheado de recado subliminar. Em um trecho:
O recado de Asdrúbal oficializava sua neutralidade com relação a indicação da filha da ex-deputada Elza Miranda para a Divisão Administrativa da unidade. Em Marabá, setores da imprensa insinuaram durante a semana ser ele o autor da manutenção de Simone Miranda na estrutura da 11ª Regional.
“Quero registrar que minha participação na formação do novo quadro de diretores da Regional de Saúde se limitou apenas à nomeação do médico Ademir Viana. Qualquer especulação em contrário, faz parte daqueles que querem instalar a cizânia na coligação que tanto lutamos construí-la em favor da governabilidade de Ana Julia”.
O recado de Asdrúbal oficializava sua neutralidade com relação a indicação da filha da ex-deputada Elza Miranda para a Divisão Administrativa da unidade. Em Marabá, setores da imprensa insinuaram durante a semana ser ele o autor da manutenção de Simone Miranda na estrutura da 11ª Regional.
Público alvo
Mais adiante, Asdrúbal Bentes dirigiu-se ao novo diretor:
Outro recado, agora para uma platéia de petistas que passou a semana cuspindo fel condenando a migração de Simone Miranda da direção para a área administrativa da unidade. Nas críticas, que prometem tufar a partir da próxima semana caso sua nomeação seja mantida, o PT denunciou abertamente a nova diretora Administrativa de praticar atos desabonadores à frente do órgão.
“Você tem a missão e responsabilidade de tocar este órgão primando por princípios da honestidade e transparência, para respaldar os compromissos assumidos pela governadora Ana Júlia de levar atendimento de qualidade na área da saúde pública sem nunca descuidar do comportamento ético”.
Outro recado, agora para uma platéia de petistas que passou a semana cuspindo fel condenando a migração de Simone Miranda da direção para a área administrativa da unidade. Nas críticas, que prometem tufar a partir da próxima semana caso sua nomeação seja mantida, o PT denunciou abertamente a nova diretora Administrativa de praticar atos desabonadores à frente do órgão.
Platéia seleta
Avesso às solenidades públicas e a encontros sociais, o prefeito Sebastião Miranda causou frisson ao participar da posse do novo diretor da 11ª Regional de Saúde, acompanhado do presidente da Câmara Municipal, Miguelito Gomes (PP). A presença do prefeito, como não poderia deixar de ser, provocou comentários de naipes distintos, fortalecendo especulações de que ele e o deputado federal Asdrúbal Bentes consolidam amiúde reaproximação estratégica, sinalizando alguma composição para a eleição de 2008. Também passaram por lá o vice-presidente municipal do PT, advogado Ronaldo Giusti, e o sindicalista Demerval Silva, presidente do Conselho Municipal de Saúde e, provavelmente, novo diretor da Divisão Técnica da instituição, caso Simone Miranda seja defenestrada do cargo que nem chegou ainda a ocupar.
Arrocha a matraca
"Nós não ficamos satisfeitos com as informações, absolutamente insuficientes e, portanto, estamos encaminhando um questionário para a empresa e marcamos uma outra reunião para o dia 5 de março"
(Socorro Gomes, secretária de Justiça, comentando resultado das conversações com executivos da Amazônia Celular tratando da desativação do serviço de call center da empresa que funcionava em Belém.)
Com todo respeito, secretária, apelando à sensibilidade feminina que a senhora sempre demonstrou ao longo de sua vida pública, cacete nessa empresa! Preferencialmente, usando cipó de arueira. Não há tempo a perder, porque esses bacuraus querem levar autoridades e a população com a barriga, indiferente ao chute já dado, grosseiramente, na canela dos usuários.
O procurador geral do Estado, Ibrahim Rocha, garante que a empresa pode ser alcançada por uma ação civil pública caso os direitos do consumidor sejam violados. Então, para não perder tempo, acione-se a AC, porque os direitos de cada usuário já foram lesados.
A casa da mãe Joana é aqui mesmo. Desativaram os serviços locais de atendimento sem nenhum aviso prévio à população e ainda tentam justificar o injustificável garantindo vir pela frente, conseqüência da mal-criada decisão, melhoria na qualidade de atendimento. Como, verdugos, deixando o consumidor com ouvidos colocados em um aparelho, esperando o descongestionamento de linhas, naturalmente bloqueadas pelo excesso de ligações concentradas em apenas um núcleo de telemarketing?
Ou se joga pesado, passando o trator por cima dos interesses maiores dessa malfadada “redução de custos” da empresa mineira, ou seremos mais uma vez desmoralizados pelos fatos. E pela deselegante atitude de grupos econômicos a nos olhar sempre com olhar de caçadores, como se fossemos mesmo jacarés no meio das ruas da Amazônia.
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Sinal vermelho
Se os belemitas já não tinham paz no trânsito, vão ver o que é bom agora enfrentando a selvageria dos mototaxistas. Se ainda houver tempo de impedir a autorização dessa atividade “insalubre” na capital, se apressem em tomar providências.
No interior, apesar dos serviços que prestam às camadas menos favorecidas, a atividade provou gerar mais violência no trânsito, aumento da criminalidade dada a facilidade com que os bandidos utilizam o escopo das cooperativas para ampliar suas ações criminosas, e desestímulo a novos investimentos para a melhoria dos transportes coletivos convencionais.
No interior, apesar dos serviços que prestam às camadas menos favorecidas, a atividade provou gerar mais violência no trânsito, aumento da criminalidade dada a facilidade com que os bandidos utilizam o escopo das cooperativas para ampliar suas ações criminosas, e desestímulo a novos investimentos para a melhoria dos transportes coletivos convencionais.
Chupa-chupa
Para o ensaio geral, falta pouco. A senha foi dada na edição desta terça-feira de O Liberal:
“Entidades empresariais reagirão contra a possível criação dos estados de Carajás e do Tapajós. Uma grande campanha será lançada contra a divisão.”
Agora saber se O Liberal se dispõe a colocar suas páginas para debater as mazelas do Sul e Oeste do Pará, analisar a inversão de prioridades e o percentual exato dos investimentos aplicados pelo Estado nas regiões mais esquecidas , em relação a Metropolitana ... du-vi-dê-ó-dó.
“Entidades empresariais reagirão contra a possível criação dos estados de Carajás e do Tapajós. Uma grande campanha será lançada contra a divisão.”
Agora saber se O Liberal se dispõe a colocar suas páginas para debater as mazelas do Sul e Oeste do Pará, analisar a inversão de prioridades e o percentual exato dos investimentos aplicados pelo Estado nas regiões mais esquecidas , em relação a Metropolitana ... du-vi-dê-ó-dó.
Pampas
Aguarda-se a qualquer momento a divulgação de que Simão Jatene foi convidado para oferecer consultoria ao presidente Néstor Kirchner, na área de tributação. Tem coisa, com certeza tem, nessa mudança abrupta de rota do ex-governador, trocando o samba pelo tango – conforme destaca O Liberal.
E aeê?!
A propósito, como ficou aquela estória (com É mesmo) da ida da ex-vice-governadora para prestar consultoria ao governo do PSDB de Brasília, na área de promoção social? Foi balão sem cerol?!
Definhando
Amigo comum contemporâneo, com forte tráfego pelos corredores das Organizações Rômulo Maiorana, contou, nesta manhã de terça-feira (20), que atualmente a tiragem do Amazônia Hoje, não passa de quatro mil exemplares. Muito pouco, pouco mesmo.
Stand-bye
Com habilidade, Charles Alcântara não pretende desconsiderar a portaria de nomeação a diretor da Divisão Técnica da 11ª Regional de Promoção Social do sindicalista Demerval Silva, cuja devolução do cargo foi oficializada, em requerimento, pelo próprio presidente do Conselho Municipal de Saúde de Marabá. O Chefe da Casa Civil do governo pretende dar tempo ao tempo, enquanto encontra brecha para acalmar os ânimos em Marabá.
Uma coisa o poster pode garantir: a configuração do quadro de diretores da unidade de Saúde sofrerá modificação. Alguém vai dançar.
Uma coisa o poster pode garantir: a configuração do quadro de diretores da unidade de Saúde sofrerá modificação. Alguém vai dançar.
Buraco é mais embaixo
Avalista da indicação de Demerval Silva para a direção da 11ª Regional, sem sucesso, a Democracia Socialista pode até aceitar seu representante na função nomeada, mas não abre mão de afastar a filha da ex-deputada Elza Miranda do cargo de diretora de Administração. Para a DS, Simone Miranda continuaria usufruindo benesses que o poder lhe vem concedendo ao longo desses doze anos em detrimento de uma concepção de mudança defendida à exaustão, durante a ultima campanha eleitoral que levou Ana Julia ao governo estadual.
Questão de ética
Segundo a fonte privilegiada da Democracia Socialista, já está causando grande decepção ao eleitorado de Ana Julia, no Sul do Pará, a simples divulgação de que a filha da ex-deputada Elza Miranda continuará na direção da 11ª Regional. “A ex-deputada representa tudo que existe de atraso dentro das repartições públicas estaduais, ela que foi fomentadora das piores gestões que se tem conhecimento dentro do Detran, Regionais de Saúde e Educação, e na Cosanpa – sem falarmos nas ligações perigosas que ela mantinha com os órgãos de segurança pública”, fulmina, indignado, integrante da coordenação da Democracia Socialista.
A bronca de quem enxerga, sente e ouve
Recebo de Arnaldo Silva, seguinte e-mail:
O Sebrae de Marabá órgão oficial poderia muito bem dar sua parcela de ajuda ao governo de Ana Júlia, promovendo o desenvolvimento regional, poderia. No Sebrae de cá a turma de tucanos é bem antiga. Qual o trabalho prestado por este grupo? É silencioso. Pouco se vê o que essa turma faz. E faz para quem? O município que pretende se desenvolver não pode prescindir de uma estrutura como a do Sebrae. Só para constar, este poderia, digo poderia, impulsionar o turismo regional.
O Departamento de Turismo criado recentemente dificilmente conseguirá dar mostras de seu trabalho. Mesmo com a criação de um fórum eles dependerão de recursos e este, aliás, não é o forte do atual prefeito, a liberação de recursos. Não se investe em uma identidade cultural. As praças que são inauguradas todos os meses, a cara de uma é a cara da outra e são pontos de insegurança que a polícia não tem ainda como ofertar seus trabalhos, por possuir pouco contingente. Diga-se de passagem, que segurança e turismo ainda não são políticas públicas consistentes.
A continuar com o expressivo trabalho dos agentes de trânsito, do DMTU, não demorará muito e teremos receita para fazer desta cidade uma potência econômica. Fontes do DMTU confirmam que existe uma meta de 4.800 multas mensais. É muito dinheiro. A coisa é tão interessante que há dias em que há 4 ou 6 agentes em locais estratégicos em área de pouco mais de 200 metros (escondidos), de preferência aonde o sinal de trânsito não funciona regularmente.
Diferente do proposto pela governadora da criação das secretarias de desenvolvimento regionais, agora ficou o silêncio. Uma novidade na política estadual, uma forma de ver e agir dos órgãos públicos parece que ficou apenas na campanha. Políticos de peso poderiam muito bem trazer esses “olhos” para os problemas de uma região rica e pobre ao mesmo tempo.
Ao mesmo tempo em que valoriza a região, a indicação de políticos ao governo do estado pode ser uma faca de dois gumes aos escolhidos. Muitos políticos desaparecem e sequer e depois nem botam os pés na região. Que fique o alerta para nossos representantes não ficarem aprisionados em seus gabinetes. A região vai cobrar a fatura depois.
Sobre os recursos mensais do DMTU uma pergunta: para onde vai toda a dinheirama se a cidade pouco tem de sinalização? A destinação correta seria, em grande parte, para sinalização e a realização de campanhas presenciais a fim de educar o povo para o trânsito. O contraste entre a riqueza desse órgão é que nem os semáforos funcionam regularmente? Quem vai responder?
A escolha da atual diretoria da ACIM parece que não foi uma das melhores. Sua única atuação foi uma visita à governadora eleita, Ana Júlia, para defender os interesses dos industriais do setor siderúrgico, em crise. Mas, se esqueceu do comércio. Faltou denunciar pelo menos os altos impostos que devoram o já parco faturamento, sem esquecer a não realização da Feira do Comércio, que já foi uma tradição e ainda mais, uma decoração alusiva ao Natal capaz de revigorar o comércio. Tá devendo.
A sociedade marabaense de um modo geral, bem que poderia discutir e aprovar uma pauta mínima, que seja, em prol do desenvolvimento regional. Precisamos de investimentos na educação, na saúde, de investimentos externos, de indústrias e etc. É preciso encontrar também uma forma de promover o turismo regional. Ficar calado é uma demonstração de que está tudo muito bem. E isso não é verdade.
Arnaldo Silva
O Sebrae de Marabá órgão oficial poderia muito bem dar sua parcela de ajuda ao governo de Ana Júlia, promovendo o desenvolvimento regional, poderia. No Sebrae de cá a turma de tucanos é bem antiga. Qual o trabalho prestado por este grupo? É silencioso. Pouco se vê o que essa turma faz. E faz para quem? O município que pretende se desenvolver não pode prescindir de uma estrutura como a do Sebrae. Só para constar, este poderia, digo poderia, impulsionar o turismo regional.
O Departamento de Turismo criado recentemente dificilmente conseguirá dar mostras de seu trabalho. Mesmo com a criação de um fórum eles dependerão de recursos e este, aliás, não é o forte do atual prefeito, a liberação de recursos. Não se investe em uma identidade cultural. As praças que são inauguradas todos os meses, a cara de uma é a cara da outra e são pontos de insegurança que a polícia não tem ainda como ofertar seus trabalhos, por possuir pouco contingente. Diga-se de passagem, que segurança e turismo ainda não são políticas públicas consistentes.
A continuar com o expressivo trabalho dos agentes de trânsito, do DMTU, não demorará muito e teremos receita para fazer desta cidade uma potência econômica. Fontes do DMTU confirmam que existe uma meta de 4.800 multas mensais. É muito dinheiro. A coisa é tão interessante que há dias em que há 4 ou 6 agentes em locais estratégicos em área de pouco mais de 200 metros (escondidos), de preferência aonde o sinal de trânsito não funciona regularmente.
Diferente do proposto pela governadora da criação das secretarias de desenvolvimento regionais, agora ficou o silêncio. Uma novidade na política estadual, uma forma de ver e agir dos órgãos públicos parece que ficou apenas na campanha. Políticos de peso poderiam muito bem trazer esses “olhos” para os problemas de uma região rica e pobre ao mesmo tempo.
Ao mesmo tempo em que valoriza a região, a indicação de políticos ao governo do estado pode ser uma faca de dois gumes aos escolhidos. Muitos políticos desaparecem e sequer e depois nem botam os pés na região. Que fique o alerta para nossos representantes não ficarem aprisionados em seus gabinetes. A região vai cobrar a fatura depois.
Sobre os recursos mensais do DMTU uma pergunta: para onde vai toda a dinheirama se a cidade pouco tem de sinalização? A destinação correta seria, em grande parte, para sinalização e a realização de campanhas presenciais a fim de educar o povo para o trânsito. O contraste entre a riqueza desse órgão é que nem os semáforos funcionam regularmente? Quem vai responder?
A escolha da atual diretoria da ACIM parece que não foi uma das melhores. Sua única atuação foi uma visita à governadora eleita, Ana Júlia, para defender os interesses dos industriais do setor siderúrgico, em crise. Mas, se esqueceu do comércio. Faltou denunciar pelo menos os altos impostos que devoram o já parco faturamento, sem esquecer a não realização da Feira do Comércio, que já foi uma tradição e ainda mais, uma decoração alusiva ao Natal capaz de revigorar o comércio. Tá devendo.
A sociedade marabaense de um modo geral, bem que poderia discutir e aprovar uma pauta mínima, que seja, em prol do desenvolvimento regional. Precisamos de investimentos na educação, na saúde, de investimentos externos, de indústrias e etc. É preciso encontrar também uma forma de promover o turismo regional. Ficar calado é uma demonstração de que está tudo muito bem. E isso não é verdade.
Arnaldo Silva
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