sábado, agosto 15, 2009

Mulheres avançam nas Redações

O Clube do Bolinha no topo da pirâmide jornalística tem se mantido dominante desde 2003, a despeito dos enxugamentos e demissões. Os dados extraídos da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho) mostram que as posições mais bem pagas estão cada vez mais raras nas redações. Havia quase 3 mil cargos com salários acima de 20 s.m. em 2003. No ano passado essas posições não chegavam a 2,1 mil.

As mulheres formam uma maioria cada vez mais ampla nas redações brasileiras, mas não estão podendo tanto assim. Elas ainda ganham, em média, 19,5% menos do que seus colegas do sexo masculino. Embora a diferença salarial já tenha sido maior, a dificuldade de acesso aos postos mais altos na hierarquia se manteve constante nos últimos anos e é a principal responsável por essa discrepância.

As repórteres, redatoras e editoras são uma maioria crescente em praticamente todas as faixas salariais, menos na mais alta. A partir de 20 salários mínimos mensais, a proporção é de 58 homens para 42 mulheres. No total dos jornalistas com emprego formal, as mulheres são 54%.

Retomando a Adesa

Só pra refrescar a memória dos que não páram na História.

O texto é de Raphael Freire, da Assessoria de Comunicação da UFPA:



15 de Agosto de 1823, o Pará adere à Independência do Brasil. Em reunião em Belém, o governo local decide unir-se ao Brasil independente. A mudança ficou conhecida como "Adesão do Pará", proclamada por D. Romualdo Coelho. O fato que determinou a história recente do Estado é o foco da pesquisa intitulada "Viva a Liberté!": cultura, política popular, revolução e sentimento patriótico na independência do Grão-Pará, 1790-1824, do professor Adilson Brito do Campus de Cametá.

De acordo com o historiador, as pesquisas sobre o século XIX estavam muito concentradas na Cabanagem e os trabalhos mais representativos sobre a independência no extremo norte apontavam para o conceito de "adesão" que sugeria uma espécie de acordo ou pacto abstrato e relativamente pacífico que os historiadores clássicos enfatizavam. “É, no mínimo, simplista e ingênuo considerar o processo pacífico, vindo de fora e fruto de um tácito acordo entre as elites, como formulado no conceito de ‘adesão’, que é a expressão oficial relacionada à independência”, afirma Adilson.

A pesquisa realizada pelo historiador mostra, ainda, que a população se opunha contra as decisões do Estado e lutavam para garantir suas concepções de liberdade e cidadania. O estudo também constata que índios, mestiços e negros tinham conhecimento sobre os debates travados pelas autoridades e participaram ativamente de tal processo político. Essa participação efetiva de populares da época provocou um aumento expressivo, por parte do Estado, da violência sobre as camadas pobres, tendo maior controle sobre os escravos, realizando mais recrutamentos violentos e reforçando a vigilância das ruas, becos e portos da cidade, entre outras medidas amplamente impopulares.

Segundo o autor da pesquisa, as lutas emancipacionistas no Pará foram tão ou até mais violentas do que em outras partes, como na Bahia e em Pernambuco, onde as camadas de cor também se manifestaram de forma violenta pela mudança das relações sociais, quando o rompimento com Lisboa se tornara certo. “A independência não resolveu as questões internas de desigualdade social e racial, persistindo, assim, como um tipo de poder centralizado e elitista, herdado do antigo regime colonial”, conclui Adilson.

Dica pra conversão

Às vezes você quer guardar uma página da web para colocar num PowerPoint ou para consultar depois, offline. Ou você tem um blog e quer fazer um arquivo de todo o seu conteúdo, mas mantendo a cara do site. Os usos e situações podem variar, mas é bom saber que há uma maneira fácil e eficiente de transformar uma página de web em PDF:


Vá até este site e experimente.

Sem fazer, acerta

A revelação de Krugman, um dos hits da economia mundial.

Provavelmente o aspecto mais importante do papel do governo nesta crise não é o que fez, mas o que não fez. À diferença do setor privado, o governo federal não recortou o gasto quando caíam suas receitas. Ao contrário, impôs ajuda governamental na hora de resgatar o setor financeiro e o plano de estímulo de presidente Barack Obama. O governo dos EUA salvou o país de uma "repetição completa" da Grande Depressão.


Para quem não sabe, Paul Krugman já ganhou um Nobel.

Krugman escreve às segundas uma coluna no New York Times.

sexta-feira, agosto 14, 2009

Águas de ribeirão

Conhecer esses meninos de águas de igarapés, zanzando sonhos de peixe.

Meninos de ribeirão.

A cada mergulho, na fria água, surge um canto brasileiro com letras cheirando a terra.

Meninos de ribeirão.

No encalço da pedofilia

A juíza da 4ª Vara Penal de Marabá decretou agora à tarde a prisão do cover de jornalista Bira Ramos, colunista do jornal Opinião, e locutor esportivo da Rádio Itacaiúnas .

Há vários anos o rapaz vinha sendo investigado de acusação de pedofilia junto aos garotos inscritos na escolinha de futebol “ Camisa 10” , da qual ele é proprietário.

Bira Ramos foi encaminhado à Penitenciária Mariano Antunes.

TJE fora do ar

Incrível (ou inacreditável?) ! O site do Tribunal de Justiça do Estado do Pará está fora do ar.

São 18 horas, sexta-feira, 14 de agosto.

Quem localizá-lo, favor informar ao blogueiro, com urgência.

Taís, bem brasileira

Taís Morais conhece bem a região do Araguaia-Tocantins. Para escrever “Operação Araguaia”, um dos livros mais completos sobre o movimento do PCdoB contra a ditadura militar nas matas do `Bico do Papagaio´, ela percorreu metro por metro a extensão de vilas, distritos, lugarejos, vicinais, pinicadas, daquela imensa região, coletando informações que vissem descontinuar a versão mentirosa aos fatos, oferecida desde muito tempo pelos militares e seus prepostos.

Taís conhece bem o Araguaia. Ama Marabá. Tem saudades de nossa gente, residindo em Brasília.


Neste final de semana, o poster sugere aos seus leitores (do blog e do Diário do Pará) um pouco da poesia de Taís e a compra de seu livro, que o poster já leu duas vezes, para não perder a oportunidade de indignar-se, mais ainda, diante do terror vivido por um grupo de jovens brasileiros idealistas -, e os familiares de agricultores sitiados no meio da mata pelas forças do Exército.