sábado, agosto 15, 2009
Mulheres avançam nas Redações
As mulheres formam uma maioria cada vez mais ampla nas redações brasileiras, mas não estão podendo tanto assim. Elas ainda ganham, em média, 19,5% menos do que seus colegas do sexo masculino. Embora a diferença salarial já tenha sido maior, a dificuldade de acesso aos postos mais altos na hierarquia se manteve constante nos últimos anos e é a principal responsável por essa discrepância.
As repórteres, redatoras e editoras são uma maioria crescente em praticamente todas as faixas salariais, menos na mais alta. A partir de 20 salários mínimos mensais, a proporção é de 58 homens para 42 mulheres. No total dos jornalistas com emprego formal, as mulheres são 54%.
Retomando a Adesa
O texto é de Raphael Freire, da Assessoria de Comunicação da UFPA:
15 de Agosto de 1823, o Pará adere à Independência do Brasil. Em reunião em Belém, o governo local decide unir-se ao Brasil independente. A mudança ficou conhecida como "Adesão do Pará", proclamada por D. Romualdo Coelho. O fato que determinou a história recente do Estado é o foco da pesquisa intitulada "Viva a Liberté!": cultura, política popular, revolução e sentimento patriótico na independência do Grão-Pará, 1790-1824, do professor Adilson Brito do Campus de Cametá.
De acordo com o historiador, as pesquisas sobre o século XIX estavam muito concentradas na Cabanagem e os trabalhos mais representativos sobre a independência no extremo norte apontavam para o conceito de "adesão" que sugeria uma espécie de acordo ou pacto abstrato e relativamente pacífico que os historiadores clássicos enfatizavam. “É, no mínimo, simplista e ingênuo considerar o processo pacífico, vindo de fora e fruto de um tácito acordo entre as elites, como formulado no conceito de ‘adesão’, que é a expressão oficial relacionada à independência”, afirma Adilson.
A pesquisa realizada pelo historiador mostra, ainda, que a população se opunha contra as decisões do Estado e lutavam para garantir suas concepções de liberdade e cidadania. O estudo também constata que índios, mestiços e negros tinham conhecimento sobre os debates travados pelas autoridades e participaram ativamente de tal processo político. Essa participação efetiva de populares da época provocou um aumento expressivo, por parte do Estado, da violência sobre as camadas pobres, tendo maior controle sobre os escravos, realizando mais recrutamentos violentos e reforçando a vigilância das ruas, becos e portos da cidade, entre outras medidas amplamente impopulares.
Segundo o autor da pesquisa, as lutas emancipacionistas no Pará foram tão ou até mais violentas do que em outras partes, como na Bahia e em Pernambuco, onde as camadas de cor também se manifestaram de forma violenta pela mudança das relações sociais, quando o rompimento com Lisboa se tornara certo. “A independência não resolveu as questões internas de desigualdade social e racial, persistindo, assim, como um tipo de poder centralizado e elitista, herdado do antigo regime colonial”, conclui Adilson.
Dica pra conversão
Vá até este site e experimente.
Sem fazer, acerta
Provavelmente o aspecto mais importante do papel do governo nesta crise não é o que fez, mas o que não fez. À diferença do setor privado, o governo federal não recortou o gasto quando caíam suas receitas. Ao contrário, impôs ajuda governamental na hora de resgatar o setor financeiro e o plano de estímulo de presidente Barack Obama. O governo dos EUA salvou o país de uma "repetição completa" da Grande Depressão.
Para quem não sabe, Paul Krugman já ganhou um Nobel.
Krugman escreve às segundas uma coluna no New York Times.
sexta-feira, agosto 14, 2009
Águas de ribeirão
No encalço da pedofilia
Há vários anos o rapaz vinha sendo investigado de acusação de pedofilia junto aos garotos inscritos na escolinha de futebol “ Camisa 10” , da qual ele é proprietário.
Bira Ramos foi encaminhado à Penitenciária Mariano Antunes.
TJE fora do ar
São 18 horas, sexta-feira, 14 de agosto.
Quem localizá-lo, favor informar ao blogueiro, com urgência.
Taís, bem brasileira
Taís conhece bem o Araguaia. Ama Marabá. Tem saudades de nossa gente, residindo em Brasília.
Neste final de semana, o poster sugere aos seus leitores (do blog e do Diário do Pará) um pouco da poesia de Taís e a compra de seu livro, que o poster já leu duas vezes, para não perder a oportunidade de indignar-se, mais ainda, diante do terror vivido por um grupo de jovens brasileiros idealistas -, e os familiares de agricultores sitiados no meio da mata pelas forças do Exército.
