sábado, setembro 12, 2009
Mais um na blogosfera
quarta-feira, setembro 09, 2009
Falando grosso
Traduzindo, isso quer dizer mudança nos critérios de avaliação dos valores dos imóveis.
Inicialmente, para efeito de desapropriação, destinou-se o cálculo por metro quadrado para definir o valor de cada propriedade, baseado na nova configuração de ocupação dada ao município de Marabá, com a aprovação do seu Plano Diretor, que ampliou a área urbana num raio que chega a ultrapassar os limites do futuro Distrito Industrial III extamemte onde ficará a ALPA - Aços Laminados do Pará
Descobriu-se, no entanto, que a aprovação do Plano Diretor ocorreu após o ato de desapropriação da área, publicado ano passado; e como entre os donos de imóveis a serem indenizados há pequena área de Projeto de Assentamento, à margem da rodovia Transamazônica – portanto, zona rural -, não haveria nenhuma dificuldade jurídica do cálculo ser projetado por alqueire.
Tomando-se por base um lote com cinco alqueires, ao preço de mercado médio pago na mesma área a R$ 30 mil/alqueire, a desapropriação desse imóvel não passa de R$ 350 mil, mais o valor das benfeitorias.
Sob a manta do cálculo urbano, o metro quadrado nas imediações é de R$ 40 mil, valor pago recentemente ao fazendeiro Sílvio Castanheira, que vendeu parte de sua propriedade à Imobiliário Chão & Teto, de Belém, que já chegou no pedaço para investir no segmento.
Ou seja, caso realmente se confirme o que esta nota antecipa, os donos das áreas desapropriadas receberão apenas uns trocadin.
E quem não gostar, que entre com recurso junto ao Vaticano, sentando-se depois numa cadeira de amplo espectro de longevidade na esperança de ver a questao transitada e julgada nos tribunais divinos.
Como todo processo de desapropriação é sempre autoritário, esse mesmo é que não poderia deixar de sê-lo.
Canais abertos
Depois de assinar um blog e aderir com atuação ao twitter, o prefeito de Parauapebas lançou um programa radiofônico, onde fala de sua administração e bate-papo com a comunidade.
“Café com o Prefeito”, às segundas-feiras, na Arara Azul, a partir das 7 horas.
Veto nórdico
Nas edições de ontem dos jornais Correio do Tocantins e Opinião, não saiu uma linha sequer a respeito da “recomendação” do Ministério Público aos veículos de comunicação de Marabá para que não publiquem notícias da prefeitura contendo citações religiosas.
Conforme denuncia a ASCOM, em nota enviada ao blog, está bem clara a censura do MP imposta às redações.
Vamos repisar trecho da notificaçào, inserida na Nota de Esclarecimento:
Estranho, muito estranho, esse silencio obsequioso da imprensa marabaenses.
Bom se fosse verdade
Mas se Paulo Rocha, olhando a questão pelo lado racional e distante do estágio puramente eleitoreiro, movesse seu prestígio em Brasília para desarticular a grande bomba que se arma no garimpo, ao interesse pessoal de lideranças perigosas, não faria nenhum mal ao Estado do Pará.
Contrariamente, o Pará ganharia muito.
Quem conhece essa corja que usa os sexagenários de Serra Pelada buscando exclusivamente ganhar dinheiro de forma desonesta, sabe que a reativação do garimpo reativará, também, os núcleos de tensão que ali sempre existiram.
Agora, com bem maior intensidade, já que ali ninguém lidera ninguém.
Usando casaco
Só 15 dias, mas entrou.
Por isso, o FaloPorqueTenhoBoca está lá, quietinho, esperando a lindinha Waleiska retornar de Sampa.
Ela, e a hiperativíssima Dalila.
Para onde tiver sol...
terça-feira, setembro 08, 2009
Mancuricando eles
Atentos, blogueiros paraenses, aos passos dos senadores José Nery (Psol), Flexa Ribeiro e Mário Couto (PSDB). Saber se eles votarão favoráveis à mordaça na Internet.
E largar a pua, se assim procederem.
Quase apagando
O apaga-acende não é privilégio dos citadinos da capital. No interior, a empresa não apenas anda deixando a população às escuras como, quase sempre, demora a restabelecer os serviços e a recuperar as panes estabelecidas em transformadores velhos e sobrecarregados.
No frigir do picadinho, a verdade é que a Celpa está sem dinheiro. Tenta, há meses, fechar negociações de capitalização com a Eletrobrás, mas esbarra na divisão societária na qual ela quer ter 51%. A reestatização da empresa esteve por um fio.
Ultimamente, através de negociações comandadas pelo próprio governo federal, tenta-se uma engenharia de venda de cotas da Celpa para um outro grupo privado concorrente.
A condição, digamos assim, prefalimentar da companhia de energia, é apontada como a principal responsável pelo não cumprimento dos prazos estabelecidos pelo governo Lula para a implantação, em todo o Pará, do programa Energia Para Todos. Em Brasília, há setores indignados com o atraso do programa que é uma das meninas dos olhos do presidente da República.
Coluna Diário do Pará
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Íngua modorrenta
Irresponsabilidade. É esse o adjetivo para designar a atitude do prefeito de Paragominas, Adnan Demachki, de envolver a Sinobrás em denúncia, por ele formalizada, ao Ministério Público de suposta compradora de carvão vegetal produzido ilegalmente naquele município. Primeiro, porque a siderúrgica marabaense é conhecida, e respeitada, em toda a região, por não aceitar, sob nenhuma condição, matéria-prima originária de madeira nativa. Sob a direção da Aço Cearense, não existe registro na Sinobrás de multa ou apreensão de carvão sem comprovação de origem.
Motosserras do Nordeste
Outro aspecto: há tempos, Adnan Demachki, a serviço dos interesses políticos do ex-prefeito Sidney Rosas (PSDB), cuida do trabalho sujo de fazer ataques ao Distrito Industrial de Marabá, certamente para desviar a atenção de seu município, historicamente responsável por estimular o desmatamento da região Nordeste do Estado. Agora, outra suspeita passa a recair sobre ele: a de se integrar às campanhas discretamente tocadas pelas grandes siderúrgicas do aço brasileiro contra a Sinobrás. A Associaçao Comercial e Industrial de Marabá e o prefeito Maurino Magalhães tem a obrigação de vir à público denunciar esse jogo mal-intencionado do vespeiro montado em Paragominas.
“Dona Solange”, de novo!
"Que os meios de comunicação em geral (imprensa escrita, televisiva e rádio fonográfica) se abstenham de publicar qualquer matéria que contenha a imagem ou palavras do prefeito municipal, símbolos e slogans da administração pública atual, sem submeter à autorização prévia do Ministério Público, que fiscalizará se possui conteúdo exclusivamente institucional". O texto, entre aspas, é parte de um das notificações feitas pelo Ministério Público à Prefeitura de Marabá recomendando que todo o material divulgado pelos meios de comunicação local, e que tenham a participação do gestor, passem antes por aprovação dos promotores. Estava na cara que as censuras impostas judicialmente ao Diário do Pará e ao Estado de São Paulo seriam perigosos precedentes.
Não! Não! Não!
Notificação do Ministério Pública é originária de uma ação contra placas de propaganda do governo municipal contendo citações bíblicas, que se proliferam na cidade delimitando o que é laico e o que não é. Independente dessa discussão, a partir do momento em que os promotores esticam seus tentáculos até as redações dos meios de comunicação, o caldo engrossa. Caracteriza-se, sem subterfúgios, esforço do MP e Judiciário para restringir a liberdade de imprensa. E contra a determinação dos promotores de Marabá, o colunista se rebelará, conforme conta, detalhadamente, em seu blog. Nem que seja processado, se rebelará.
Não! Não! Não! (2)
Uma prisão no 50º Batalhão de Infantaria de Selva, na cidade de Imperatriz; nome completo incluso na lista suja do SNI, “por incitar à desobediência civil” -, e “participar de movimentos suspeitos à paz e a ordem pública”. Essa a biografia ‘desenhada’ na vida do colunista pelas forças de opressão, durante o regime militar, e que até bem pouco tempo fazia parte dos arquivos negros da repressão, finalmente abertos à sociedade. Não aceitaremos, passivamente, a possibilidade mínima de açoitadas autoridades, que talvez nem tenham vivido os pesadelos civis dos anos 70, ensaiarem qualquer tipo de retrocesso às liberdades. Está na hora de todo mundo de mobilizar contra isso.
Futuro incerto
Dificilmente será votado o projeto do deputado Domingos Juvenil (PMDB) instituindo os limites originais dos territórios de Ourilândia do Norte e Água Azul, no Sul do Pará. Pelo menos é o que dizem oito deputados estaduais ouvidos pela coluna, ao explicarem que o explosivo tema, corajosamente encarado pelo presidente da AL com objetivo de acabar com o conflito entre os dois municípios, não está em primeiro plano da maioria dos colegas. Na verdade, a maioria teme perder votos, posicionando-se. O assunto já foi alvo de inconstitucionalidade no STF, retornando o caso à Assembléia Legislativa, mas ainda indefinido. As jazidas de níquel da Vale estão encrostadas nas fronteiras dos dois municípios.
UMAS & OUTRAS
Para a conclusão de obras estratégicas no Pará, cairia como uma luva a propalada escolha de Alexandre Padilha, atual Subchefe de Assuntos Federativos e Planejamento Estratégico da Presidência da República, para ocupar o Ministério de Relações Institucionais, no lugar de José Múcio. Padilha conhece todas as obras e as acompanha pessoalmente de perto.
O edifício de nove pisos, o Amazon Center, inaugurado em Marabá, dentro de pouco tempo se transformará num dos centros comerciais mais influentes da cidade. Restam poucas salas à venda.
Grupo Zucatelli inaugura mais duas concessionárias da SsangYong , agora em São Luis e Imperatriz, depois de colocar os carros sul-coreanos em Marabá e Belém, na av. Mário Covas.
“Dona Solange”, citada no título de nota cima, mais precisamente Solange Teixeira Hernandes, foi famosa censora dos tempos da ditadura militar, diretora do Departamento de Censura Federal, que vivia nas redações cortando matérias consideradas “ofensivas” aos militares.
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Contra a censura refinada
Isso, na sua expressão cristalina, em países onde a democracia existe por causa do respeito à liberdade de imprensa.
A partir do momento em que alguns membros do MP e Judiciário decidem provar que tem poder suficiente para pressionar os profissionais de comunicação a seguirem cartilhas cunhadas prazerosamente sob autoritarismos pessoais, às favas as “recomendações” dos doutos promotores e juízes.
A recente decisão de alguns integrantes do MP proibir a imprensa de Marabá publicar matérias originárias da prefeitura municipal contendo citações religiosas, é uma barbaridade.
Os ventos sadios das democracias impõem, naturalmente, a todo veículo, a missão de publicar o que é de interesse público. O jornalista, bem intencionado, claro, não pode, jamais, sonegar informações aos seus leitores. Por isso mesmo, diante da inacreditável decisão dos apressados senhores membros do MP marabaense, o blog vem de público oficializar sua decisão de desobedecer qualquer recomendação no sentido de cessar a circulação livre da notícia.
Não importa se o prefeito Maurino Magalhães está ou não usando, em placas de propaganda oficial, imagens, símbolos ou frases religiosas, numa perfeita e condenável afronta ao nosso Estado laico. Isso aí é outro lance a ser discutido.
Não cabe a qualquer promotor a atribuição de se considerar censor da vez.
Isso é vergonhoso, depõe contra tudo o que a classe aprendeu no curso de Direito, guardião das liberdades do mundo civilizado.
O poster não apenas desobedecerá, como encapará campanha nacional contra essa indecência, já transformada em moda em outras comarcas dos dois segmentos da Justiça brasileira.
Basta relembrar a censura imposta aos jornais Diário do Pará e O Liberal, em Belém; proibição do Judiciário paulista ao jornal O Estado de São Paulo publicar qualquer matéria ofensiva ao presidente do Senado, José Sarney. Sem falar, no maior dos absurdos, a decisão do juiz Raimundo das Chagas Filho de determinar o impedimento do jornalista Lúcio Flávio Pinto citar nas folhas do Jornal Pessoal nomes de membros da família Maiorana.
Quase ao mesmo tempo, antes de sua morte, Juvêncio de Arruda também foi proibido pelo judiciário de Belém de continuar denunciando, no Quinta Emenda, os atos criminosos do ex-deputado estadual Luiz Afonso Sefer, acusado de pedofilia ao estuprar uma garota de nove anos de idade, e viver com ela bom tempo sob o mesmo teto.
Há, por esse Brasil afora, outros casos, seguindo o mesmo objetivo de censura e proibição aos meios de comunicação. E para que essa censura refinada não prospere, multiplicando-se em todo o país, dizer não a ela é preciso. Urgentemente.
Nossa rebeldia à “recomendação” do MP pode resultar num processo, não temos nenhuma dúvida. Mas saberemos nos defender até ultima instância, mobilizando, ao mesmo tempo, colegas e a blogosfera, numa Via Crucis de defesa das liberdades, tão heroicamente conquistada após longos 20 anos de ditadura militar.
Trem das onze
E vamos abrir a sequencia de notícias do dia mostrando nossa posição - logicamente, contrária -, à proibição imposta pelo Ministério Público às redações dos meios de comunicação de Marabá, conforme chamada na coluna publicada hoje no Diário do Pará.
domingo, setembro 06, 2009
A poesia matuta de Jessier Quirino
Quem me falou primeiro de Jessier, há uns dois anos, foi o músico sanfoneiro Aristides Maranhão, durante animada tarde de domingo na casa de um amigo, em Marabá. Não apenas citou o poeta de Campina Grande, como declamou alguns poemas memoráveis, que hoje estão, grande parte deles, no CD presenteado por Newton.
Jessier é um talento sem tamanho. Pode estar nivelado aos grandes da poesia matuta.
Arquiteto, ele já lançou vários livros, com músicas também gravadas por Xangai.
Quero dividir com vocês esse achado extraordinário de nossa literatura.
Selecionei o poema “Vou-me Embora pro Passado” no qual Jessier Quirino propõe o passado como uma espécie de paraíso, longe da violência atual e povoado por Buck Jones, Doris Day, o herói do sertão Jerônimo (antigo seriado de TV) e outros ícones (ó palavra que dói aos ouvidos!) dos anos 1950-60.
O próprio poeta declama sua obra, cujos versos faço questão de postar a fim de que vocês tenham uma leitura maior das imagens criadas pelo autor.
Jessier Quirino
"No rastro da Bandeira de Manuel"
Lá sou amigo do rei
Lá tem coisas "daqui, ó!"
Roy Rogers, Buc Jones
Rock Lane, Dóris Day
Vou-me embora pro passado.
Vou-me embora pro passado
Porque lá, é outro astral
Lá tem carros Vemaguet
Jeep Willes, Maverick
Tem Gordine, tem Buick
Tem Candango e tem Rural.
Lá dançarei Twist
Hully-Gully, Iê-iê-iê
Lá é uma brasa mora!
Só você vendo pra crê
Assistirei Rim Tim Tim
Ou mesmo Jinne é um Gênio
Vestirei calças de Nycron
Faroeste ou Durabem
Tecidos sanforizados
Tergal, Percal e Banlon
Verei lances de anágua
Combinação, califon
Escutarei Al Di Lá
Dominiqui Niqui Niqui
Me fartarei de Grapette
Na farra dos piqueniques
Vou-me embora pro passado.
No passado tem Jerônimo
Aquele Herói do Sertão
Tem Coronel Ludugero
Com Otrope em discussão
Tem passeios de Lambreta
De Vespa, de Berlineta
Marinete e Lotação.
Quando toca Pata Pata
Cantam a versão musical
"Tá Com a Pulga na Cueca"
E dançam a música sapeca
Ô Papa Hum Mau Mau
Tem a turma prafrentex
Cantando Banho de Lua
Tem bundeira e piniqueira
Dando sopa pela rua
Vou-me embora pro passado.
Vou-me embora pro passado
Que o passado é bom demais!
Lá tem meninas "quebrando"
Ao cruzar com um rapaz
Elas cheiram a Pó de Arroz
Da Cachemere Bouquet
Coty ou Royal Briar
Colocam Rouge e Laquê
English Lavanda Atkinsons
Ou Helena Rubinstein
Saem de saia plissada
Ou de vestido Tubinho
Com jeitinho encabulado
Flertando bem de fininho.
E lá no cinema Rex
Se vê broto a namorar
De mão dada com o guri
Com vestido de organdi
Com golas de tafetá.
Os homens lá do passado
Só andam tudo tinindo
De linho Diagonal
Camisas Lunfor, a tal
Sapato Clark de cromo
Ou Passo-Doble esportivo
Ou Fox do bico fino
De camisas Volta ao Mundo
Caneta Shafers no bolso
Ou Parker 51
Só cheirando a Áqua Velva
A sabonete Gessy
Ou Lifeboy, Eucalol
E junto com o espelhinho
Pente Pantera ou Flamengo
E uma trunfinha no quengo
Cintilante como o sol.
Vou-me embora pro passado
Lá tem tudo que há de bom!
Os mais velhos inda usam
Sapatos branco e marrom
E chapéu de aba larga
Ramenzone ou Cury Luxo
Ouvindo Besame Mucho
Solfejando a meio tom.
No passado é outra história!
Outra civilização...
Tem Alvarenga e Ranchinho
Tem Jararaca e Ratinho
Aprontando a gozação
Tem assustado à Vermuth
Ao som de Valdir Calmon
Tem Long-Play da Mocambo
Mas Rosenblit é o bom
Tem Albertinho Limonta
Tem também Mamãe Dolores
Marcelino Pão e Vinho
Tem Bat Masterson, tem Lesse
Túnel do Tempo, tem Zorro
Não se vê tantos horrores.
Lá no passado tem corso
Lança perfume Rodouro
Geladeira Kelvinator
Tem rádio com olho mágico
ABC, a voz de ouro
Se ouve Carlos Galhardo
Em Audições Musicais
Piano ao cair da tarde
Cancioneiro de Sucesso
Tem também Repórter Esso
Com notícias atuais.
Tem petisqueiro e bufê
Junto à mesa de jantar
Tem bisqüit e bibelô
Tem louça de toda cor
Bule de ágata, alguidar
Se brinca de cabra cega
De drama, de garrafão
Camoniboi, balinheira
De rolimã na ladeira
De rasteira e de pinhão.
Lá, também tem radiola
De madeira e baquelita
Lá se faz caligrafia
Pra modelar a escrita
Se estuda a tabuada
De Teobaldo Miranda
Ou na Cartilha do Povo
Lendo Vovô Viu o Ovo
E a palmatória é quem manda.
Tem na revista O Cruzeiro
A beleza feminina
Tem misses botando banca
Com seu maiô de elanca
O famoso Catalina
Tem cigarros Yolanda
Continental e Astória
Tem o Conga Sete Vidas
Tem brilhantina Glostora
Escovas Tek, Frisante
Relógio Eterna Matic
Com 24 rubis
Pontual a toda hora.
Se ouve página sonora
Na voz de Ângela Maria
"— Será que sou feia?
— Não é não senhor!
— Então eu sou linda?
— Você é um amor!..."
Quando não querem a paquera
Mulheres falam: "Passando,
Que é pra não enganchar!"
"Achou ruim dê um jeitim!"
"Pise na flor e amasse!"
E AI e POFE! e quizila
Mas o homem não cochila
Passa o pano com o olhar
Se ela toma Postafen
Que é pra bunda aumentar
Ele empina o polegar
Faz sinal de "tudo X"
E sai dizendo "Ô Maré!
Todo boy, mancando o pé
Insistindo em conquistar.
No passado tem remédio
Pra quando se precisar
Lá tem Doutor de família
Que tem prazer de curar
Lá tem Água Rubinat
Mel Poejo e Asmapan
Bromil e Capivarol
Arnica, Phimatosan
Regulador Xavier
Tem Saúde da Mulher
Tem Aguardente Alemã
Tem também Capiloton
Pentid e Terebentina
Xarope de Limão Brabo
Pílulas de Vida do Dr. Ross
Tem também aqui pra nós
Uma tal Robusterina
A saúde feminina.
Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluído
Pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência
Nem droga nem tanto mau
Não se vê tanto barulho
Nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral
Se eu tiver qualquer saudade
Escreverei pro presente
E quando eu estiver cansado
Da jornada, do batente
Terei uma cama Patente
Daquelas do selo azul
Num quarto calmo e seguro
Onde ali descansarei
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro
Vou-me embora pro passado
Enquanto as águas não vem...

Com as águas de março levando grande parte de sua estrutura, as obras de urbanização e habitação do bairro Francisco Coelho, mais conhecido como “Cabelo Seco”, estava assim: sem nenhum avanço.
Seis meses depois, rio Itacaiúnas lá embaixo, o conjunto habitacional integrante do projeto ganhou maior ritmo e pode ser perfeitamente concluído ainda este ano, antes da subida das águas previstas para janeiro.
O muro de arrimo que compõe a orla de Marabá, paralelo ao rio Tocantins, numa extensão de 1,5 km de avenida....
.... Até este ponto em que foi construído pelo governo federal e prefeitura, seguirá sua trajetória, contornando o rio Itacaiúnas aí nesse ponto de encontro com o Tocantins, dando prosseguimento a grande avenida.
A foto acima dá uma dimensão melhor do projeto da avenida, exatamente onde os dois rios de encontram. À esquerda, o Tocantins e o ponto até onde o muro de arrimo da orla chegou. À direta, o Itacaiunas, para onde seguirá a avenida por mais 200 metros.
Observem os casebres do bairro Cabelo Seco.
Cerca de quatro mil pessoas residem em becos e vielas recheadas de casebres centenários.
O projeto do governo do Estado prevê beneficiar esse pessoal com esgoto sanitário, drenagem pluvial, novas habitações e melhorias habitacionais, pavimentação de vias, iluminação pública, abastecimento de água, equipamentos de lazer e cultura, espaços de convivência, etc.
A Sedurb está com as obras atrasadas. Nunca conseguiu dar um start consistente às construções. Na foto, de outro plano, o Itacaiúnas desaguando no Tocantins. É exatamente nesse trecho aí com cerca de 200 metros, rio abaixo, que haverá um muro de arrimo e o prosseguimento da avenida beira-rio. As obras do muro de proteção estão indo em ritmo lento demais, com apenas cerca de oito operários trabalhando...
... No levantamento da parede de pedras e concreto.
Como as águas de cheias começam a subir em janeiro, a Sedurb precisa apressar o passo.