sábado, setembro 25, 2010

Nas mãos do Kamel

Kamel, o futuro do Brasil  está em suas mãos

Aparentemente, esgotou-se o acervo de detritos de maré baixa da Veja.

A capa dessa semana é uma defesa do Golpe do PiG (*).

Este ordinário blogueiro não ousou abrir a capa de plástico.

E explicou aos frequentadores da banca que fica em frente à padaria Aracaju, em Higienópolis, São Paulo, que ao manusear as páginas da Veja é possível contrair doenças terminais de pele.

O notável desta edição – uma das últimas deste periódico – é que ele não tem mais a propriedade de dar o Golpe antes da eleição.

(Perguntava o Brizola, o avô: quantos passaportes tem o sr. Civita ?)

Resta ao Golpe do PiG (*) o jornal nacional da véspera da eleição.

O jornal nacional da véspera da eleição já produziu uma memorável edição do debate entre Collor e Lula, acompanhada de um editorial inesquecível de Alexandre Maluf Garcia.

Na véspera de outra eleição, Ali Kamel (diretor da CGJ, Central Globo de Jornalismoignorou a tragédia da Gol para não desarmar a paginação do jornal nacional que levou para o segundo turno a eleição entre Alckmin e Lula.

Clique aqui para ler “O primeiro Golpe já houve, falta o segundo”.

No dia 1º de outubro, Ali Kamel terá um encontro com a História.

Detonar a bala de prata e, de um só Golpe, atravessar o coração de Lula e da Dilma.

O Alexandre, o casal 45, o ( William) Waack, a Mônica (Waldvogel), a urubóloga (Mirian Leitão), o (Arnaldo) Jabor, e agora a nova estrela do firmamento Golpista, o Merval (Pereira), eles não conseguiram o que só o Ali Kamel pode conseguir.

Como se diz no mictório da padaria: Ali Kamel, o futuro do Brasil está em suas mãos.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Grande mídia: perdendo força

O "Setembro Negro" promovido pela grande imprensa voltou a impactar os segundos e terceiros escalões, provocando o desgaste de Lula a ponto de as eleições serem levadas ao segundo turno (observando que, no entanto, o contexto político, como a aprovação do governo, e o econômico, com crescimento mediano, eram muito diverso).

De 2006 para cá, parece que muita coisa mudou. O grau de reverberação da grande mídia, se não fosse o Jornal Nacional, está definitivamente comprometido. Não se sabe ainda se pelo contexto socioeconômico, ou por mudanças na relação de forças entre os meios. Mas há indícios fortes de que se trata de uma conjugação das duas hipóteses.


Texto completo dessa análise  está aqui.

A guerra contra Lula

A MIDIA COMERCIAL EM GUERRA CONTRA LULA E DILMA



Leonardo Boff*

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avaliza fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa.

Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública.

São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, em que se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do país, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula.

Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo.

Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceitual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros.

De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa se fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, a melhorar de vida, enfim.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão social e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome.

Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil.

Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela Veja faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais, não somente com referência à terra, mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista? Ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

*Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

Segundo turno

Tudo que indica que haverá mesmo segundo turno.... em São paulo.

É o que aponta pesquisa do Vox Populi.

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Atualização às 15:54

Em apenas um mês, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, cresceu dez pontos e ultrapassou o adversário José Serra (PSDB) em São Paulo, Estado administrado pelo tucano até o início de abril. De acordo com a mais recente pesquisa Vox Populi/Band/iG, publicada nesta sexta-feira, ex-ministra da Casa Civil, que em agosto tinha 33% das preferências dos eleitores paulistas, soma agora 43% no principal reduto tucano do País.


No período, Serra teve queda de 11 pontos na região; hoje é o candidato favorito de 29% dos entrevistados. O tucano também perdeu a dianteira que era apontada em agosto entre os eleitores do Rio Grande do Sul. Ele tinha 39% das intenções de voto dos gaúchos em agosto e agora tem 31%. No período, Dilma saltou nove pontos e hoje soma 46% na região.

A candidata petista está à frente dos adversários nos seis Estados pesquisados pelo instituto (SP, RJ, DF, RS, PE e BA), enquanto Serra perdeu pontos em todas as regiões.

Já Marina Silva (PV) apresentou crescimento nos seis Estados. Destaque para o Rio de Janeiro, onde a candidata verde cresceu seis pontos e chegou a 17% das preferências – mesma pontuação obtida por Serra entre o eleitor fluminense. No Distrito Federal, ela passou de 14% para 18% e empata tecnicamente com o tucano (que tem 20%).

Marina também avançou em São Paulo (9% para 12%), Bahia (5% para 9%), Pernambuco (de 6% para 8%) e Rio Grande do Sul (6% para 7%).

A "malandragem" de Roriz

Ainda de acordo com Fleischer, Roriz desistiu da candidatura porque acredita que no dia 4 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai indicar um ministro de "inclinação petista" para o STF, que provavelmente votaria a favor da aplicação do projeto Ficha Limpa. Com a extinção do recurso de Roriz, a sessão de Supremo deve ser anulada.


Texto completo.

Na defesa, Serra isenta Dilma

São Paulo - A coligação de oposição "Brasil Pode Mais" isenta a candidata Dilma Rousseff (PT) de envolvimento nos casos de lobby e tráfico de influência na Casa Civil, que levaram à demissão da ex-ministra Erenice Guerra. A posição está expressa na defesa apresentada pela chapa encabeçada por José Serra (PSDB) ao pedido de direito de resposta demandado pelos governistas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou a demanda do PT.

O processo originou-se no pedido da coligação "Para o Brasil Seguir Mudando" pelo uso, no programa eleitoral no dia 18 de imagens da revista Veja com menções a denúncias sem comprovação e ainda em fase de investigação. A análise dos partidários de Dilma é que se tratava de "propaganda eminentemente difamatória e negativa", voltada a "degradar a honra e a imagem da candidata".

Na defesa de Serra, a alegação foi de que se tratou apenas de "exercício do direito de crítica". "Não há, nem na revista, nem na propaganda a mais remota sugestão de que Dilma estivesse envolvida nos supostos ilícitos descritos".

Por isso, o ministro Henrique Neves, que julgou o pedido, descartou o direito de resposta. "As alegações e afirmações (...) não apontam fato determinado em relação à candidata Dilma Rousseff", concluiu. A deliberação foi tomada pelo relator e não pelo pleno do TSE, por causa do julgamento do da aplicabilidade da Lei da Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: Brasil Atual

sexta-feira, setembro 24, 2010

Ana no Sul

Ana Julia reservou o sábado, 25,  para percorrer o Sul e Sudeste do Pará.

9h – Comício relâmpago em Curionópolis.

11h – Comício relâmpago em Eldorado dos Carajás.

16h – Carreata e ato em Marabá. Concentração na Praça da Liberdade, Bairro Liberdade.

18h – Carreata e comício em Redenção.

A bela que cai

Sara desliza y enseña las bragas.

Traduzindo: Sara escorreu num evento e acabou mostrando um pouco de sua calcinha branca.


NB: Ela é a bela namorada do goleiro  Casillas, do Real Madrid.

Prioridades invertidas

Dos oito jornais mais lidos do país, apenas o Correio Brasiliense deu destaque, hoje,  ao assunto mais importante da quinta-feira: a votação da Ficha Limpa:

- Estadão: Megacapitalização pode por R$ 50 bi no caixa da Petrobras


- Folha: Petrobras conclui maior venda de ações da história


- Globo: Eleições 2010: Lula diz que pode ter sido enganado no caso Erenice

- Correio: Ficha limpa causa impasse no STF

- Zero Hora: Multas por falta de uso do cinto dobram


- Valor: Disparam os preços da energia

- Estado de Minas: A vitória dos botecos

- Jornal do Commercio: Tempo quente na TV

Desfragmentando a censora

Cureau, a censora


Permito-me sugerir à doutora Sandra Cureau, vice-procuradora-geral da Justiça Eleitoral, que volte a se debruçar sobre os alfarrábios do seu tempo de faculdade, livros e apostilas, sem esquecer de manter à mão os códigos, obras de juristas consagrados e, sobretudo, a Constituição da República. O erro que cometeu ao exigir de CartaCapital, no prazo de cinco dias, a entrega da documentação completa do nosso relacionamento publicitário com o governo federal nos leva a duvidar do acerto de quem a escolheu para cargo tão importante.

Refiro-me, em primeiro lugar, ao erro, digamos assim, técnico. Aceitou uma denúncia anônima para proceder contra a revista e sua editora. Diz ela conhecer a identidade do denunciante, acoberta-o, porém, sob o manto do sigilo condenado pelo texto constitucional e por decisões do Supremo Tribunal Federal. Protege quem, pessoa física ou jurídica, condiciona a denúncia ao silêncio sobre seu nome. Ou seja, a vice-procuradora comete uma clamorosa ilegalidade.

Há outro erro, ideológico. Quem deveria zelar pela lisura do embate eleitoral endossa a caluniosa afronta que há tempo é cometida até por colegas jornalistas ardorosamente empenhados na campanha do candidato tucano à Presidência. A ilação desfraldada a partir do apoio declarado, e fartamente explicado por CartaCapital, à candidatura- de Dilma Rousseff revela a consistência moral e ética, democrática e republicana dos acusadores, ou por outra, a total inconsistência. A tigrada não concebe adesão a uma candidatura sem a contrapartida em florins, libras, dracmas. Reais justificados por abundante publicidade governista.

Sabemos ser inútil repetir que a publicidade governista premia mais fartamente outras publicações. Sabemos que José Serra, ainda governador, mas de mira posta na Presidência, assinou belos contratos de compra de assinaturas com todas as maiores empresas jornalísticas do País, com exceção, obviamente, da editora de CartaCapital. Sabemos que não é o caso de esperar pela solidariedade- dos patrões da mídia e dos seus empregados, bem como das chamadas entidades de classe, sem falar da patética Sociedade Interamericana de Imprensa. Estas, aliás, se apressam a apoiar a campanha midiática que aponta em Lula o perigo público número 1 para a democracia e a liberdade de imprensa.

Nem todos os casos denunciados pela mídia nativa merecem as manchetes de primeira página, um e outro nem mesmo um pálido registro. É inegável, contudo, que dentro do PT há uma lamentável margem de manobra para aloprados de extrações diversas. CartaCapital tem dado o devido destaque a crimes como a quebra de sigilo fiscal e a deploráveis fenômenos de nepotismo e clientelismo, embora não deixe de apontar a ausência das provas sofregamente buscadas pelos perdigueiros da informação, em vão até o momento, de ligações com a campanha de Dilma Rousseff.

Vale, porém, discutir as implicações da liberdade de imprensa, e de expressão em geral. É do conhecimento até do mundo mineral que a liberdade de informar encontra seus limites no Código Penal. Se o jornalista acusa, tem de provar a acusação. E informar significa relatar fatos. Corretamente. Quanto à opinião, cada um tem direito à sua.

Muito me agrada que o Estadão e o Globo em editoriais e, se não me engano,- um colunista tenham aproveitado a sugestão feita por mim na semana passada. Por que não comparar Lula a Luís XIV, além de Mussolini e Hitler? Compararam, para ampliar o espectro da evocação. De ditadores de extrema-direita a um monarca por direito divino, aprazível passeio pela história.

Volto à carga: sinto a falta de Stalin, talvez fosse personagem mais afinada com a personalidade de Lula, aquele que ia transformar o Brasil em república socialista. Quem sabe, a tarefa fique para a guerrilheira terrorista, assassina de criancinhas.

Espero ter sido útil, com uma contribuição aos delírios de quem percebe o poder a lhe escorrer entre os dedos. A campanha midiática a favor do candidato tucano não é digna do país que o Brasil merece ser, e sim adequada ao manicômio. Aumenta o clamor de grupelhos de inconformados de uma velha-guarda que não dispensa militares de pijama, todos protagonistas de um espetáculo que fica entre a ópera-bufa e o antigo Pinel. Que tem a ver com liberdade de imprensa acusar Lula e Dilma de pretenderem “mexicanizar”, ou “venezuelizar” o Brasil? Ou enterrar a democracia?

Mesmo que o presidente não pronuncie sempre palavras irretocáveis, onde estão as provas desse terrificante projeto? Temos, isto sim, as provas em sentido contrário: os golpistas arvoram-se a paladinos de uma legalidade que eles somente ameaçam. A união da mídia já produziu alguns entre os piores momentos da história brasileira. A morte de Getúlio Vargas, presidente eleito, a resistência a Juscelino, o golpe de 1964 e suas consequências 21 anos a fio, sem contar com a oposição à campanha das Diretas Já. Ou com o apoio maciço à candidatura de Fernando Collor, à reeleição de Fernando Henrique, às privatizações vergonhosamente manipuladas.

É possível perceber agora que este congraçamento nunca foi tão compacto. Surpreende-me, por exemplo, o aproveitamento que o Estadão faz das reportagens de Veja, citada com todas as letras. Em outros tempos não seria assim, a família Mesquita tachava os Civita de “argentários” em editoriais da terceira página. As relações entre os mesmos Mesquita, os Frias e os Marinho não eram também das melhores. Hoje não, hoje estão mais unidos do que nunca. Pelo desespero, creio eu.

A união, apesar das divergências, sempre os trouxe à mesma frente quando o risco foi comum. Ameaça ardilosamente elevada à enésima potência para justificar o revide pronto e imediato. E exorbitante. A aliança destes dias tem uma peculiaridade porque o risco temido por eles é real, a figurar uma situação muito pior do que aquela imaginada até o começo de 2010. Desespero rima com conselheiro, mas como tal é péssimo. De sorte que estão a se mover para mais uma Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade. A derradeira, esperamos. Não nos iludamos, no entanto. São capazes de coisas piores.

Otimista em relação ao futuro, na minha visão vivemos os estertores de um sistema, mudança essencial ao sabor de um confronto social em andamento, sem violência, sem sangue. Diria natural, gerado pelo desenvolvimento, pelo crescimento. Donde, por mais sombrios que sejam os propósitos dos verdadeiros inimigos da democracia, eles, desta vez, no pasaran. Eles próprios se expõem a risco até ontem inimaginável. Se houver chance para uma tentativa golpista, desta vez haverá reação popular, com consequências imprevisíveis.

Episódio representativo da situação, conquanto não o mais assombroso, longe disso, é a demanda da vice-procuradora da Justiça Eleitoral para averiguar se vendemos, ou não, a nossa alma. Falo em nome de uma pequena redação que não desiste há 16 anos na prática do jornalismo honesto, pasma por estar sob suspeita ao apoiar às claras a candidatura Dilma.

Sugiro à doutora Sandra que, de mão na massa, verifique também se a revista IstoÉ recebeu lauta compensação do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema quando o acima assinado em companhia do repórter Bernardo Lerer, escreveu uma reveladora, ouso dizer, reportagem sobre Luiz Inácio da Silva, melhor conhecido como Lula, publicada em fevereiro de 1978. Ou se acomodou-se em uma espécie de mensalão ao publicar oito capas a respeito da ação de Lula à frente de uma sequência de greves entre 1978 e 1980. Ou se me locupletei pessoalmente por ter estado ao lado dele na noite de sua prisão, e da sua saída da cadeia, quando enquadrado pela ditadura na Lei de Segurança Nacional, bem como nas suas campanhas como candidato à Presidência da República. Desde o dia em que conheci o atual presidente da República, pensei: este é o cara.


24 de setembro de 2010 às 10:00h

Mino Carta

quinta-feira, setembro 23, 2010

Dilma, firme como nunca

O Datafoia deve ter encontrado os mesmos números do Vox Populi, mas preferiu "trabalhar" na margem de erro, reduzindo em dois pontos a vantagem de Dilma.

Saiu agora há pouco pesquisa Vox Populi/ Band.

A vantagem da candidata Dilma Rousseff (PT) sobre o seu adversário José Serra (PSDB) na disputa presidencial segue em 27 pontos porcentuais.

Pesquisa Vox Populi de intenções de voto, encomendada pela TV Bandeirantes e pelo portal iG, mostra a petista com 51%, enquanto o tucano tem 24%. Na mostra anterior, de 17 de setembro, os porcentuais dos dois candidatos eram os mesmos. Se as eleições fossem hoje, Dilma venceria a disputa no primeiro turno, levando em conta os votos válidos.


A candidata do PV, Marina Silva, subiu de 8% para 10%, em relação ao levantamento anterior. Os demais candidatos não chegaram a 1% das intenções de voto. O total de votos brancos e nulos é de 5% e 9% não sabem ou não responderam em quem vão votar. A TV Bandeirantes não divulgou o cenário da pesquisa em um eventual segundo turno.

A pesquisa foi realizada com 3.000 eleitores entre os dias 18 e 21 de setembro. A margem de erro é de 1,8 ponto porcentual para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo número 31.705/2010.

Campanha criminosa

O direito à "informação" que a Folha ensina ao país.

Luiz Nassif levantou as manchetes dos últimos 23 dias do jornal: verdadeira campanha contra a candidatura de Dilma.

Tem razão, Lula, ao admitir que "o Brasil, independentemente de quem esteja na Presidência da República, vai ter que estabelecer o novo marco regulatório de telecomunicações desse País. Redefinir o papel da telecomunicação. E as pessoas, ao invés de ficarem contra, deveriam participar, ajudar a construir, porque será inexorável".

Alô, seu Doutor!

Quando a Justiça Eleitoral de Marabá seguirá exemplo das medidas tomadas pela Comissão de Propaganda do TRE, determinando a retirada das vias públicas de cavaletes com imagens de candidatos?

Abertas inscrições para Congresso de Mineração

Já estão abertas as inscrições para o 2º Congresso de Mineração da Amazônia. O encontro faz parte da programação da Exposibram Amazônia, que acontecerá em novembro, no Hangar Centro de Convenções, na cidade de Belém (PA). Com o tema “A Natureza Sustentável da Indústria Mineral”, os dois eventos pretendem chamar a atenção para a sustentabilidade dos projetos de mineração empresarial, sobretudo na Amazônia, focando as discussões sobre desenvolvimento aliado à responsabilidade socioambiental.

Promovida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), A Exposibram Amazônia é considerada uma das mais importantes do setor e, este ano, pretende reunir grandes nomes nacionais e internacionais, além de pesquisadores, estudantes e empresários da mineração. Mais informações e inscrições, disponíveis no site www.exposibram.org.br.

Fonte: Nihara Pereira

Antes do enterro, a safadeza psicológica

Lenonel Brizola Neto repercute os efeitos do terrorismo eleitoral desencadeado na Internet pela campanha de  José Serra:


O PT fez bem e ingressou no Ministério Público com pedido de inquérito policial para apurar a prática de crime eleitoral e identificar os autores dos vídeos sórdidos e rasteiros que atacam Dilma e o partido na internet.

José Eduardo Cardozo, coordenador jurídico da campanha de Dilma, não quis dar nome aos responsáveis, mas todo mundo sabe que a autoria é dos tucanos. Está nos jornais, que identificam até o nome do marqueteiro contratado para fazer o serviço sujo.

Assim como também está na mídia os setores do PSDB, inclusive o seu presidente nacional, Sérgio Guerra, que defendem que os vídeos sejam exibidos no programa eleitoral de Serra pela televisão

Como mostramos aqui, os vídeos ferem o artigo 51, Inciso IV da lei 9.504, que regula a propaganda eleitoral, por recorrer a trucagens e degradar e ridicularizar candidato e partido.

A procuradora-eleitoral Sandra Cureau pode tomar uma medida desde já, apurar este crime evidente e punir seus responsáveis em nome do respeito à lei que é obrigada a defender.

A coligação que apóia Dilma entrou no TSE com ação pedindo a retirada imediata dos vídeos no YouTube e também enviou ofício ao Google, administrador do YouTube, para fazer o mesmo.

Dilma defendeu a medida e voltou a afirmar que não baixará o nível de sua campanha. “Vamos manter o alto nível. Entrar com medida judicial não significa baixar o nível. É se defender. Falo isso com a convicção de que quem utiliza desses expedientes [de baixar o nível do debate] nem o Brasil e nem a história perdoa.”

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O triste fim de Serra na política nacional ganha corpo  no bojo de outra campanha mais nojenta: o uso da religião para assustar o eleitor.

Lula, leve e solto,

Bob Fernandes, Antonio Prada e Gilberto Nascimento entrevistaram Lula.

A entrevista é uma das melhores concedidas pelo presidente à imprensa brasileira.

AQUI.

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Neste link, Lula fala sobre Erenice Guerra.

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Neste outro,  o presidente  recorda das dificuldades que seu governo enfrentou em 2005:  - "Foi um momento em que os setores conservadores deste País tentaram repetir Getúlio Vargas, tentaram repetir João Goulart, tentaram repetir Juscelino (Kubitschek). Porque mostra-se a parte boa de Juscelino, mas não mostra que diziam: "Juscelino não pode ser presidente", "se for, não pode ganhar, não pode tomar posse" e "se tomar posse, a gente derruba". Era assim que eles falavam! "

Km 7: Juiza anula registro de imóvel

Há quase 30 anos, o casal Valmyr Matos Pereira e Maria Tereza Mutran Pereira, ingressou com Ação Reivindicatória contra os irmãos José e Francisco Miranda Cruz. O feito se deu em face de em 1º de janeiro de 1979, a Prefeitura de Marabá ter concedido aos últimos um título de aforamento sobre parte de sua propriedade, a antiga fazenda “Sítio Novo”, situada no atual km 7, área de expansão da Nova Marabá, e um dos maiores bairros da cidade.


Trata-se do imóvel urbano situado entre a concessionária Fênix Veículos (Ford) e o bairro km 7.

O município assim o fez alegando que a referida área fazia parte do domínio público, o que logo caiu por terra por força de decisão em Mandato de Segurança, que reconheceu a propriedade do casal sobre a gleba.

Após delongada batalha judicial, em sentença prolatada ontem, 22 de setembro, a titular da 3ª Vara da Comarca, Maria Aldecy de Souza Pissolati, julgou procedente o pedido formulado pelos proprietários, declarando nulo o registro do imóvel,  assim como o cancelamento da transmissão da área.

A magistrada condenou, ainda, os Miranda e a prefeitura a restituir ao casal, vultosa quantia, paga aos Miranda, pela mineradora Vale como indenização pela passagem da ferrovia Carajás sobre a propriedade.

Bacanices

O que leva o Bacana a  surfar no vácuo da desinformação?

Notas gratuitas para fazer mimos pessoais?

O comício do PMDB, semana passada, foi um tremendo fracasso.

A informação do post foi checada entre peemedebistas organizadores do evento.

Depois que lemos a nota desse moçoilo, o poster conversou com o Asdrubal Bentes, homem sério e que será campeão de voto em Marabá.

Ele  disse que a realização de comícios não vale mais a pena, e que o público do evento, final da semana passada, foi um fracasso.

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Atualização às 14:18


Na avaliação de Asdrubal Bentes, comício, hoje, depois das restrições a shows  antes das falações, só atrai pessoas mobilizando lideranças de bairros e de cidades próximas ao local do evento.

No caso de Marabá, o comício do PMDB ocorreu no vácuo da grande carreata realizada no mesmo dia e dos deslocamentos da comitiva de Jader Barbalho pelos municípios próximos a Marabá. Avalia Asdrubal, se a carreata tivesse ocorrido no final da tarde, com encerramento no pé do palanque, com início imediato do respectivo comício, o púbico teria sido satisfatório.

Mas ocorreu o contrário: carreata pela parte matinal, depois viagem de Jader e Juvenil para cidades próximas e, somente as 20 horas, todos de volta a cidade, o comício de Marabá, sem que houvesse mobilização das comunidades.

Em todo caso, Asdrubal disse que Jader e o candidato ao governo do PMDB, ficaram satisfeitos com a programação, mesmo diante do reduzido número de pessoas no comício.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Petrobrás em Marabá

Diretores da Petrobrás andaram fazendo tour na cidade.

Visitaram a base de distribuição de combustível da empresa e percorreram as obras da Alpa e locais onde serão construídos os portos da Vale  e do Governo do Estado,  às margens do Tocantins.

Em pauta, estudos para ampliação da capacidade de armazenagem do terminal de distribuição de derivados, atualmente projetada para 25 milhões de litros, mas trabalhando no limite de 22  milhões.

Executivos da Petrobrás consideram promissora a utilização da futura hidrovia do Tocantins, para o transporte de derivados do porto de Barcarena até Marabá - descartando a Ferrovia Carajás, cujo frete é bem mais caro.

Mercado efervescente

Mais um mês de vendas de carro bombadas em Marabá.

As concessionárias não páram de receber veículos das fábricas e os comerciais em TV, Rádio e Jornais, ocupando espaços generosos.

O grande problema desse boom é a estrutura urbana de Marabá, ocupada mensalmente por mais de 600 novos carros, sem contar aqueles comprados e emplacados em outras cidades.

Marabá talvez seja a cidade que ostenta em suas ruas o maior número de carros novos do Estado, implicando sérios problemas ao trânsito da cidade.

Altamente profissionais (de tão qualificadas, já passam a dominar até o mercado da capital), as concessionárias marabaenses estão formando mão-de-obra somente vista nas grandes cidades brasileiras.

Entupir as ruas de carros novos, é tarefa fácil para os empresários do setor, facilitada pelo crescimento qualificado do poder aquisitivo da população.

Irresponsavelmente Serra

É simples, muito simples, a  conta dos técnicos do Ministério do Planejamento e de economistas sintonizados com o Orçamento do país.

Se cada real adicionado ao salário mínimo implica impacto nas contas públicas de R$ 286,4 milhões, a promessa do José Serra de conceder R$ 600, 00, custará aos cofres federais R$ 17,1 bilhões por ano.

Promessa populista que visa, tão-somente, causar efeito eleitoral.

Serra quer chegar à presidência a qualquer custo.

Mesmo quebrando de vez a Previdência e inviabilizando as contas das prefeituras municipais e dos governos estaduais.

Pra Serra, chegar à presidência, vale tudo, ele que "passou a vida toda se preparando" pra isso.

Chuvas ainda longe

A Rede Estadual de Previsão Climática e Hidrometeorológica do Pará (RPCH) prevê para a segunda quinzena de outubro a chegada das chuvas, no Sul e Sudeste do Pará.

Ficha Limpa passa?

Trabalhando agora, na produtora, o poster está ligado na TV Justiça.

O STF julga, neste momento, recurso de Joaquim Roriz, enquadrado no Ficha Limpa.

Sinceramente?

O poster não acredita que o Supremo Tribunal Federal reconhecerá a constitucionalidade da lei.

Aguardemos.

terça-feira, setembro 21, 2010

Tempo de saudade

Clic registra o que restou do Pirucaba (*), "depois que retiraram  as pedras do "serrotão" (**) para fazer lastro para a ponte sobre o Itacaiunas, lá pelos idos anos 70" - recorda bem Plínio.


Registro feito às 6:30 da manhã.

NB: A contribuição é do colaborador vip do blog, advogado Plínio Pinheiro Neto.

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(*) - Pirucaba : corredeira, entre pedrais, situada a poucos metros da ponte sobre o rio.

(**)- Serrotão: o canal propriamente dito da corredeira, por onde barcos e banhistas aventuravam enfrentar a força das águas.

Jatene e Gabriel também na mira

Informação está no site do Cláudio Humberto:


Cassado recentemente pelo Tribunal Superior Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa, o candidato ao Senado pelo Pará Jáder Barbalho (PMDB) não deve ficar por muito tempo solitário em seu Estado como portador do estigma de Ficha Suja. Jáder poderá ganhar em breve a companhia dos ex-governadores Almir Gabriel (sem partido) e Simão Jatene (PSDB). Os dois paraenses, aliados no passado e hoje adversários, respondem a processo antigo no mesmo TSE e, se depender da vontade do procurador-geral Eleitoral, Roberto Gurgel, terão o mesmo destino de Jader, ou seja, passarão à condição de inelegíveis pelos próximos oito anos.

Mas a sorte de ambos depende do voto da ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, relatora (a sexta) do caso que está sob sua apreciação. Almir Gabriel e Simão Jatene são acusados de grave violação à Lei Eleitoral (9.504/97): transferência de cerca de R$ 60 milhões, por meio de uma chuva de convênios (mais de 500) a municípios paraenses, em 2002, dois meses antes das eleições para governador. Gabriel era governador e principal cabo eleitoral de Jatene, então um apagado seu secretário – mas que foi eleito, na avaliação da coligação "Frente Trabalhista", que representou contra os dois, justamente por conta do abuso de poder econômico. No caso, a transferência dos recursos do Estado a dezenas de municípios paraenses, dois meses antes da eleição, foi operada com claro intuito eleitoreiro, é expressamente proibida pelo artigo 73 da Lei Eleitoral.

Adiado Recurso de Ferreirinha

A demorada sessão do TSE realizada na noite desta terça-feira (21), que julgou improcedente o recurso que pedia a cassação do mandato do governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), emperrou a pauta do dia na qual constava o julgamento do Recurso  Especial Eleitoral Nº 125718, de impugnação ao registro da candidatura a deputado estadual de Sebastião Ferreira (PT).

Até agora não foi anunciada nova data para julgamento.

A comandante da Nação Rubro Negra

O Flamengo nunca teve na presidência alguem com a transparência e sensibilidade da Patrícia.

Essas mulheres merecem mesmo ficar à frente das grandes causas.

Leiam aqui a sequência da entrevista,  linkada ontem, no blog.

Perto dos moradores

Pode onde a polícia anda, a bandidagem não se expõe.

Nas Folhas (bairros) mais perigosas da Nova Marabá, a presença de viaturas da PM instalou traanquilidade à população.

A Polícia está nas ruas, literalmente.

De trem, até Belém

Hoje pela manhã, na divisa de Goiás e Tocantins, o presidente Lula anunciou que a ferrovia Norte-Sul chegará até Belém e que na próxima semana serão lançadas as obras da ferrovia Oeste-Leste, em um projeto que visa interligar todo o país por meio do sistema ferroviário.

Gente distante

Como o poster não se encontrava final de semana na cidade, a divulgação do fato só pode ser possível depois de ouvidas fontes confiáveis presentes ao comício de Jader Barbalho (PMDB em Marabá.

Quem confirma é um peemedebista dos quatro costados, testemunha do evento: não deve ter passado de cem pessoas o público presente ao ato.

Brasileiros reagem

 85% dos brasileiros são a favor da Lei da Ficha limpa.

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Atualizãção às 16:27

Em vários julgamentos a lei foi considerada constitucional. Não temos outra expectativa a não ser que o Supremo decida no mesmo sentido. Agora, não podemos desconhecer

Já pensaram na frustração nacional  se o STJ desconhecer a constitucionalidade dessa norma jurídica?

Nesta quarta-feira, saberemos.

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Atualização às  19:44

Comentarista anônimo dá seu pitaco sobre o tema:

Não esqueça que o instituto é o Ibope. Eu não fui consultado, mas sou a favor. Mas sou contra qualquer lei que não respeita o princípio constitucional da anualidade, ou seja, nenhuma lei pode ser feita para vigorar no mesmo ano. E nem para punir retroativamente. Daqui pra frente é a regra do jogo. Veja que os que defendem a lei da ficha limpa em 2010 fogem como o diabo da cruz quando alguém levanta a discussão sobre rever a lei da anistia. O PIG nem sequer pauta esse tema. Punir torturador? Nem falar. Nem pensar. Nem agir. Melhor ficar como está. Se é para remover coisas do passado, que a lei do ficha limpa alcance os escândalos da era Figueiredo, Sarney, Collor, Itamar, FHC. Pode ser?

Cordel nele

Correndo a Internet, cordel escrito pelo baiano Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-Ba, tascando a boçalidade e preconceito de Caetano Veloso





Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso



Eu já estava estressado
Temendo até por vingança.
Meus alunos na escola
Leitores da ‘cordelança’
E a galera em geral
Sempre a me fazer cobrança.



Todo mundo me acusando
De cordelista medroso
Omisso, conservador
Educador preguiçoso
Por não me pronunciar
Sobre Caetano Veloso.



Logo eu, trabalhador,
Um pouco alfabetizado
Baiano de Santa Bárbara
Sertanejo antenado
Acima de tudo um forte...
E por que ficar calado?



Resolvi tomar coragem
E entrei logo em ação.
Fui dialogar com o povo
E colher a opinião
Se Caetano está correto
Ou merece punição.



Lápis e papel na mão
Comecei a anotar
Tudo em versos de cordel

Da cultura popular
A respeito de Caetano
Conforme vou relatar.



— Artista santo-amarense
Amante da burguesia
Esse baiano arrogante
Cheio de filobostia
Discrimina o presidente
Esbanjando ironia.



— Caro artista prepotente
Tenha mais discernimento.
Seja um Chico Buarque

Seja Milton Nascimento
Seja a luz do Raul Seixas
Deixe de ser rabugento.




— O Caetano deveria
Ser modesto e mais gentil
Porém o seu narcisismo
Que não é nada sutil
Faz dele um homem frustrado
Por ser bem menor que Gil.




— Seu comportamento vil
É algo de outra vida
Ele insiste em muitos erros
Não cura sua ferida
Por isso sua falação
É de alma involuída.




— Caetano é um arrogante
Partidário da exclusão
O que ele fez com Lula
Faz com qualquer cidadão
Sobretudo gente humilde
Que não tem diplomação.




— Por que este cidadão
( o Caetano escleroso )
Não criticou Figueiredo
Presidente desastroso ?
Além de aproveitador
O Caetano é medroso.




— Esse Cae que ora vejo
Não representa a Bahia.
Ser o chefe da Nação
Esse invejoso queria
Mas a sua paranóia
Pouco a pouco lhe atrofia.




— Já pensou se o Caetano
Fosse então educador ?!
“Mataria” os seus alunos
Pela falta de pudor
Pela discriminação
Pelo brio de ditador.




— Ele não leu Marcos Bagno
Pois é leitor displicente.
Seu preconceito lingüístico
Contra o nosso presidente
Discrimina Santo Amaro
Terra de Assis Valente.




— Ele ofende até os mortos:
Paulo Freire, Gonzagão
Patativa do Assaré
O Catulo da Paixão
Ivone Lara, Cartola
Pixinguinha, Jamelão...




— Caetano é um imbecil
Da ditadura um amante.
Um artista egocêntrico
Decadente ambulante
Se julga intelectual
Mas é mesmo arrogante.




— A Bahia está de luto
Diante da piração
Desse artista rabugento
Que adora a exclusão,

Vaca profana, ególatra
Que quer chamar a atenção.




— Vai de reto, Caetanaz
Pega o Menino do Rio
Garoto alfabetizado
Que te provoca arrepio.
Esse sim, não é grosseiro
Nem cafona pro teu cio.




— Um burguês reacionário
Que odeia a pobreza.
Ele não gosta de negro
E só vive na moleza.
Sempre foi um lambe-botas
Do Toninho Malvadeza.




— Vou atender meu cachorro
Pois é algo salutar
Muito mais que prazeroso
Que parar pra escutar
O Caetano elitista
Que começa a definhar.




— Certamente o Caetano
Esqueceu do Gardenal.
Bem na hora da entrevista
Lá se foi o bom astral
Desandou no Estadão
Dando um show de besteiral !




— Caetano ‘Cardoso’ segue
Sempre a favor do “vento”
Por entre fotos e nomes
Sem lenço nem argumento
Vivendo só do passado,
Cada vez mais ciumento.




— Eu respeito a sua arte
Mas preciso declarar
Que quando não tá na mídia
Cae começa a atacar
Sobre tudo as pessoas
De origem popular.




— O Caetano gosta mesmo
É de gente diplomada:
Serra, Aécio, Jereissati,
Toda tribo elitizada...
Bajulou FHC
Que fez muita trapalhada.




— O Caetano discrimina
Pois está enciumado.
Na verdade, o nosso Lula
É um homem educado.
Um nordestino sensível
Muito mais que antenado.




— Dona Canô, com 100 anos
Não perdeu a lucidez.
Mas seu filho Caetano
Ficou pirado de vez
Transformando-se num “cara”
De profunda insensatez.




— Ofendeu Marina Silva
— Através do Silogismo
Mistura de Lula e Obama
Logo quer dizer racismo:
Mulher cafona, grosseira
Analfabeta – que abismo!




Adoro Mabel Veloso,
Betânia, dona Canô....
Para toda essa família
Meu carinho, meu alô.
Mas o mestre Caetanaz
Já está borocoxô!




É proibido proibir
O cordelista versar
Pois conforme disse Cae
“Gente é para brilhar”.
Então permita ao poeta
Liberdade de pensar.




Brasileiros, brasileiras
A Bahia está de luto.
Racistas em nossa terra
Radicalmente eu refuto.
Estamos envergonhados,
Todos fomos humilhados


Oh Caetano ‘involuto’.

(Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-Ba)

O texto do dia

Dilma rompeu o limite da complacência.
PiG e elite não têm volta: é o confronto

Amigo navegante telefona preocupado: o PiG (Partido da Imprensa Golpista) vai ao Tribunal Superior Eleitoral e impedir a vitória da Dilma no tapetão.

Há certo perigo aí.

A Procurador Eleitoral é a Dra. Cureau, sempre imparcial, que quer calar o Mino Carta.

Marco Aurélio de Mello, que, em 2006, como presidente do TSE, ameaçou não dar posse ao Lula, é titular do TSE.

Gilmar Dantas (**) é suplente no TSE, ele que tentou, com as tropas do Estadão, dar o Golpe de Estado da Direita.

O jenio tem mais chance no TSE do que no voto.

E a UDN só ganha eleição no tapetão – no Golpe.

Acontece que a Dilma perdeu a paciência.

Dilma não é Lula.

Na resposta à Folha – clique aqui para ver esse vídeo histórico – ela se pôs ao lado de Leonel Brizola, autor de outro vídeo histórico – clique aqui para ver o editorial que Brizola obrigou o Roberto Marinho a ler.

Os filhos do Roberto Marinho sabem disso – o temperamento da Dilma está mais para Brizola do que para Lula.

A Dilma não vai esperar o Golpe sentada em cima das mãos.

Dilma tem um aliado importante.

Já imaginou o Lula na rua, a pregar uma greve geral para garantir a posse da Dilma ?

Lula não é Jango.

Isso parece uma insensatez ?

Insensatez é o que o PiG  faz hoje no Brasil.

A eleição não é mais entre a Dilma e o Serra, que foi atropelado pela própria insignificância.

A eleição é entre a Dilma e o PiG.

A Judith Brito disse que a Associação Nacional dos Jornais, que preside em nome do Otavinho, é a oposição.

Ela provavelmente não sabia que tinha entrado para a História do Golpe, que tinha escrito uma página do Livro de Ouro da extrema direita brasileira.

O PiG  não tem mais volta.

Ele destruiu todas as pontes que o ligavam à Democracia e ao Estado de Direito.

O PiG  é o PiG da Argentina e da Venezuela.

Vai fazer o que ?

Demitir a Eliane Catanhêde para se aproximar da Dilma ?

A urubóloga, o Merval, o Waack, o Ali Kamel, o do Golpe de 2006 ?

Não tem como.

O ultimo recurso será entrar com um pedido de anulação da eleição no TSE, redigido por um jurista de prateleira, como, por exemplo, Yves Gandra Martins.

O que o PiG quer ?

Uma Guerra da Secessão ?

Uma “Revolução” de 32, para se separar de Vargas ?

O PiG está miseravelmente isolado.

Deve representar uns 5% da população brasileira – seus leitores.

Na tem uma passeata do Cansei na rua.

Não tem uma Marcha com Deus pela Família e a Propriedade.

Não tem um Carlos Lacerda.

A FIESP não está no Golpe.

A FEBRABAN não está no Golpe.

A Associação Comercial … associação comercial, qual ?

Acabou a União Soviética e não assusta mais as mal-amadas.

A Igreja Católica afundou-se com seus próprios pedófilos e não tem autoridade moral para derrubar nem prefeito.

Os americanos estão atolados no Afeganistão e nas dividas.

Não vão mandar a Frota que derrubou o Jango.

E o Obama acha o Lula “o cara”.

Não tem Manifesto dos Coronéis.

Não tem mais seu redator, o grande democrata Golbery e seu fantoche, o George Washington do Elio Gaspari, o general Geisel.

Não tem o IPÊS (o Millenium do Jabor, convenhamos…)

Tem alguém na tribuna da Câmara a pedir o Golpe, como o Padre Godinho, da UDN de São Paulo ?

Cadê o jovem deputado da UDN da Bahia, Antonio Carlos Magalhães, a dizer que o Lula é ladrão ?

Eles morrem de medo do Lula

Quem o PiG  representa ?

Quer dar o Golpe em nome de que ?

Em defesa de quem ?

De seus próprios interesses ?

A quem interessa defender o interesse do Otavinho, a não ser o próprio Otavinho ?

Quantas lágrimas serão derramadas no dia em que a Folha fechar ?

Provavelmente só as do Clóvis Rossi.

O PiG não tem mais como conversar com a presidenta Dilma, depois desse desabafo, hoje, no Rio.

Não adiante produzir manchete na Folha para o jenio e o Gonzalez reproduzirem no programa eleitoral.

Não dá em nada.

A pesquisa tracking da Vox Populi desmoralizou o Datafalha e o Globope.

A Sensus idem.

Os institutos mineiros acabaram com o blefe, a chantagem.

O Tribunal Superior Eleitoral vai dar o Golpe em nome de que ?

Da quebra dos 30 milhões de sigilos da filha do Serra ?

Do filho da Erenice ?

Do tucano que sumiu com a Caixa (2?) do Serra ? – Clique aqui para ver no Blog Amigos do Presidente Lula.

Como diz o Vasco: acharam um monte de Vavás e o Daniel Dantas está solto.

Esse é o problema grave: o PiG perdeu a importância.

Ele só serve para dar Golpe.

Para desestabilizar o país.

Com o Lula, o PiG podia achar que levava o Brasil à beira do precipício e, na hora “h”, o Lula conciliava.

A bonomia do Lula não deixava o caldo virar.

A Dilma não é o Lula.

O Otavinho que se cuide.

Os filhos do Roberto Marinho que se cuidem.

Eles vão fechar o negócio do pai.

Paulo Henrique Amorim - Conversa Afiada

segunda-feira, setembro 20, 2010

Gente do bem

                   - Banco o Zico. Tenho confiança, é um cara do bem. Se ele escuta o filho, a mulher ou quem quer que seja, tem todo o direito. É comovente ver a dedicação dele. Às vezes fico emocionada. Perdem tempo com essa pressão.

Parte do que disse Patrícia Amorim, nossa meiga presidenta da Nação Rubro-Negra, em entrevista  com dois blocos de publicação, no Globo.com.


Atualização ás 21:04

Vale a pena ser presidente do Flamengo?


           - Vale muito a pena. Pelo Flamengo tudo vale, todo o esforço e sacrifício. Estou sempre rindo, minha melhor arma é o sorriso. Tenho muita coragem, acho que isso é a maior virtude. Tenho prazer de estar aqui. Quando estou de baixo astral ando pelo clube, converso com as pessoas e proponho sempre uma gestão compartilhada. Assim o equilíbrio é maior e a chance de erro cada vez menor. Acho que ser Flamengo é isso. Você nunca me vai ver falando mal de um ex-presidente, adversário político, Acho que todos têm a sua contribuição. Sentar nessa cadeira é difícil para caramba e respeito quem já sentou aqui. É normal passar por isso e situações complicadas. Não levo isso para casa. Infelizmente, aqui no Flamengo as pessoas querem destruir a pessoa física, sua família. Sou blindada quanto a isso e não vou deixar mesmo aconteça. Não adianta inventar coisa, pois não vai aparecer. Só se plantarem. E nem assim vai. O dirigente ajuda se não atrapalhar, só tem de aparecer quando solicitado.

Mais entrevista de Patrícia.

Pelas beiradas da Lapa

           - "Olha o Zé aí, ô mané"

Está é imperdível .

Pra morrer de rir.

Mulher coragem

Dilma  não teme a campanha avacalhada que a Folha dirige contra ela.

Hoje pela manhã, a candidata de Lula sentou o pau  nas empresas dos Frias.

Governo popular

Ao entregar neste sábado (18/9) casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida  no residencial Casas do Parque, em Campinas (SP), o presidente Lula afirmou que está ficando cada vez mais fácil construir casas no Brasil, porque o governo e os empresários aprenderam o caminho das pedras, e também porque as condições de financiamento do pagamento dessas casas está se adaptando à realidade das pessoas de baixa renda. Lembrou ainda que a cidade paulista já tem 12 mil casas com financiamento aprovado na Caixa Econômica Federal,  das quais 6 mil para pessoas que ganham até três salários mínimos. As casas entregues hoje em Campinas têm, em média, 60 metros quadrados, e os novos moradores pagarão em média R$ 300 por mês de prestação
 Lula, cercado de alunos do Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Juiz de Fora: amado por 80% dos brasileiros.

Sobre pesquisas

Paulo Braga, candidato ao Senado pelo PSTU, é o grande fenômeno de popularidade da avacalhada pesquisa montenegrina publicada anteontem/ontem pelo Lib. Com registro de candidatura deferido há três semanas, já desponta com 7% das intenções de votos do eleitorado paraense projetando, pelo andar da lorota, uma votação em torno de 21% dos votos.

É por isso que as tais pesquisas são mais curtidas como elemento de dramaturgia das eleições, do que um indicador científico a revelar tendências da preferência do eleitorado. Como ocorre com toda boa telenovela, sua trama melosa está sempre pedindo a participação de novos personagens. Que acabam desaparecendo de acordo com as expectativas de seus autores. Pena que seus resumos sejam impublicáveis.
 
 
Post publicado Na Ilharga.

Sujeira sem limites

Observem como o José Serra e a revista Veja não são, verdadeiramente, coisas boas para este país!

Desinformando o país

Como disse Lula, a imprensa brasileira dá vergonha. Num país que vive um momento de euforia, com o crescimento do PIB se anunciando magnífico, com as políticas de distribuição de renda trazendo resultados, e com a possibilidade de nos tornarmos econômica e socialmente desenvolvidos, o jornalismo praticado é ultrapassado, retrógrado e ofensivo à inteligência.

Brizola Neto, repercutindo nota oficial da Associação Nacional dos Jornais sobre "o papel da imprensa".

PIB fecha com Salame

Grande parte dos empresários de Marabá fechou com a candidatura a deputado estadual de João Salame (PPS).

Recurso em plenário

Incluído na pauta do TSE para esta terça-feira, 21, julgamento do recurso do candidato a deputado estadual Sebastião Ferreira (PT), presidente do Águia de Marabá, que teve registro de candidatura negado pelo TRE por dupla filiação partidária.

Fortaleza popular

A campanha de José Serra perdeu o prumo definitivo de como fazer até o dia 3 de outubro.

Com o apoio da grande mídia, o candidato tucano tenta de todas as formas desestabilizar Dilma, mas o que recebe de volta do eleitordo é isso aí mostrado ao lado direito: a subida da petista  no tracking Vox Populi/Band/IG.

De sábado para domingo, Dilma subiu dois pontos.

Sob forte campanha de denuncismo, a candidata de Lula recebe sinal de que o eleitorado está repudiando a onda acusatória da grande imprensa, apontando vitória tranquila dela no primeiro turno.

Haja sufoco!

O Águia, jogando sem cinco titulares e ainda perdendo dois excelentes reservas contudidos durante a partida, quase fez o coração do poster parar, lá no Zinho Oliveira.

Nunca sofremos tanto, nem quando torcemos apaixonadamente pelo Mengão, como no jogo deste domingo.

O empate foi de bom tamanho, apesar do Águia ter perdido pelo menos dois gols "feitos".

Se passou pelo Fortaleza, o time marabaense não deve encarar como bicho-papão a disputa pela vaga à fase semi final da Série C, fazendo o segundo jogo contra o ABC, lá em Natal.

Parsifal: condenação na blogosfera

A Justiça Eleitoral obrigou, nesta sexta-feira, o blog do candidato a deputado estadual pelo PMDB, Parsifal Pontes, a publicar direito de resposta à nota “CRIME ELEITORAL”. No seu blog, Parsifal Pontes acusou a candidata Ana Júlia de usar um ônibus escolar, em Barcarena/PA, para transportar “platéia”. Intimado, Parsifal não contestou a representação e foi condenado à revelia. O direito de resposta, segundo a decisão judicial, deverá ser cumprido em 48 (quarenta e oito) horas e deverá ficar disponível no blog por 6 (seis) dias.
O Procurador Eleitoral garantiu o direito de resposta no blog de Parsifal Pontes por divulgar “informação caluniosa”.


Na sentença, a Juíza EZILDA MUTRAN, constata:

“(...) verifico que o representado efetivamente veiculou, em seu blog pessoal, informação imputando à candidata representada a prática de crime, sem ao menos certificar-se acerca de sua veracidade.

(...)

Assim, penso que, ao mesmo tempo em que acusa a representante de ter cometido crime eleitoral, o qual, afirma, estaria devidamente comprovado, o representado admite que o Ministério Público sequer instaurou o devido procedimento. Tudo isso somado ao fato de que estamos em pleno período de campanha eleitoral e que o representado é candidato, ou seja, aliado a determinado grupo político, diverso do das representantes.

Ou seja, o objetivo da veiculação não foi informar, mas sim realizar propaganda política negativa, a qual mostrou-se caluniosa, por imputar à representada a prática de crime  eleitoral, sem sequer perquirir-se acerca da veracidade do fato ou da existência de procedimento instaurado para apuração do mesmo.”

domingo, setembro 19, 2010

Exorcizando o Mal

Não, José Serra, você não vai transformar o Senado da República na República do Galeão. Não vai fazer ali o linchamento moral que os jornais, revistas e tevês que são, hoje, seus únicos apoios, os eleitores de um candidato que percorre ruas vazias, visita favelas cenográficas e cumprimenta populares a pedido dos cinegrafistas da Globo, fazem por você.

Somos, senhor José Serra, homens e mulheres civilizados. Queremos enfrentá-lo nas urnas. Nem mesmo queremos destruí-lo, apenas desejamos que se reduza à sua verdadeira estatura, a de um anão moral e político, de um homem a quem a sede de poder e mando encolheu, minguou, deformou até transforma-lo numa mórbida caricatura de seu passado.

O senhor, José Serra, é um cadáver insepulto, que exala os miasmas do golpismo.

As urnas o exorcizarão. O povo brasileiro poderá viver a luz do progresso. E o senhor, finalmente, descansará em paz , retornado ao pó em que sua ambição moeu um ser humano.

 
A indignação acima é de Brizola Neto, repudiando, à altura, as intenções do PDSB  de deflagrar, via Senado,  um golpe político-eleitoral, faltando 13 dias para as eleições.
 
É bom  acessar à leitura completa do texto.

Informar, acima de tudo

A distância de Fortaleza para Marabá é de 2.225 Km.

Numa viagem de ida e volta, 4.500 Km.

Mas não há distância quando o veículo de comunicação têm compromissos com a informação.

Agora pela manhã, duas unidades móveis de emissoras de televisão de Fortaleza estavam sendo estacionadas na porta do estádio Zinho Oliveira, para a instalação de links destinados a transmissão do Jogo Águia X Fortaleza.

Uma delas, do Sistema Verdes Mares.

A esculhambação dos números

Do jeito que essas pesquisas estão avacalhadas, com nomes de não candidatos constando na relação dos que estão no páreo, corre o risco de na próxima termos o Cheira Éter com 5% das intenções de votos; o Espanhol empatado tecnicamente com aquele, com 3%, dentro da margem de acerto, ops, de erro; a profa. Graziela, popularmente conhecida como Arara, com 2%; Engole Cobra(epa!), mesmo aguardando o recurso ora tramitando no TSE, com 2%. E assim por diante.


 
Post é do Jorge Amorim.
 
E o restante do texto está aqui.