Durante solenidade de inauguração da Escola de Agronomia da Amazônia, em Belém, no ano de 1957, o presidente Juscelino Kubitschek (esquerda para a direita), engenheiro Bernardo Sayão, comerciante marabaense Plínio Pinheiro, pessoa não identificada, e o garoto Plínio Pinheiro Neto, então com 11 anos de idade.sexta-feira, outubro 24, 2008
Clic histórico
Durante solenidade de inauguração da Escola de Agronomia da Amazônia, em Belém, no ano de 1957, o presidente Juscelino Kubitschek (esquerda para a direita), engenheiro Bernardo Sayão, comerciante marabaense Plínio Pinheiro, pessoa não identificada, e o garoto Plínio Pinheiro Neto, então com 11 anos de idade.Juquira eleitoral
Como nesses encontros raramente deixamos de dar nossos “palpites”, o blogger considerou ser muito arriscado, para Priante, bater , com a tonalidade que vinha fazendo, as obras de asfaltamento da cidade. Glauco também concordou, torcendo, logicamente, pela intensificação da estratégia do candidato peemedebista.
Mais do que qualquer outra coisa, povo odeia poeira e lama.
Já reproduzida pelo jornalista Paulo Bemerguy, a análise do cientista político Edir Veiga chega na dosagem certa para justificar as desconfianças deste poster.
Enquanto é tempo
Se essa área não for desocupada, nenhum empresário terá estímulo para investir em reflorestamento na região. Mais do que entregar a área aos seus proprietários, sua desocupação poderá irradiar o princípio do Direito, tão em desuso por estas bandas.
A Pioneira é da siderúrgica Cosipar.
Organizaçào criminosa
Os três indivíduos foram localizados na camionete preta, em Piçarra, mas conseguiram atravessar a fronteira com o Tocantins, trocando tiros com os policiais.
Planejavam executar roubo de carga.
O blogger agradece ao colaborador de São Geraldo do Araguaia. A cidadania se exerce, também, dessa maneira.
Água de qualidade
Marcio Spindola, diretor de Mercado da Cosanpa, garante a conclusão, até o final deste ano, das obras de ampliação e reforma da Estação de Tratamento D'água, da Nova Marabá.
Depois de 18 anos, a estação voltou a receber investimentos, agora da ordem de R$ 2 milhões.
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atualização às 18:37 (27/10)
O valor correto dos serviços de expansão e reforma da Estação de Tratamento da Cosanpa, em Marabá, é de R$ 12 milhões, ao contrário do exposto acima.
Coração valente
A animosidade da torcida é boa numa disputa direta, mas encarando situação em que o Águia é o único representante do Pará na competição, hostilizá-lo como vem sendo feito com freqüência, não ajuda a construir uma nova história do futebol paraense, com seus três tradicionais clubes (Remo, Paissandu e Tuna) cada vez chegando à camada pré-sal.
Ao contrário, todos perdem -, principalmente o clube de Marabá, que nem atingiu ainda 15 anos de idade e disputa um certame de tal envergadura. Sem fazer feio, sem fazer feio.
Interiorano do Baixo Tocantins, onde tem um pedaço de seu coração na linda cidade de Baião, Gerson Nogueira é o guerreiro do Águia no seio da imprensa de Belém.
Os marabaenses já o reconhecem dessa forma.
Impunidade fertilizada
Campo verdadeiramente fértil para quadrilhas de paletó flanarem, serelepes e fagueiras, por aí.
Por debaixo do pano
- Não se espante se o PT tiver outra candidata ao governo, em 2010?
De cara, a citação, pelo interlocutor, da expressão “outra candidata” aguçou curiosidades, inda mais porque a revelação incluiu a segunda palavra no feminino: candidata.
- Por que? A Ana Julia se afastará do processo para coordenar a campanha presidencial de Dilma Roussef, no Norte?, foi a reação natural do blogger.
- Não, não... Só posso dizer isso. Não se espante. Não se espante.
quinta-feira, outubro 23, 2008
Questão pessoal
Diz o juiz César Lins, devolvendo a bola.
- “Mais uma vez estamos sendo usurpados das nossas prerrogativas e garantias funcionais”.
Responde a promotora Daniela Moura.
A razão, a população de Marabá não sabe com quem está. A realidade, no entanto, é vista por todos com ar de preocupação, descrença nas instituições e a resignada revolta de uma sociedade que assiste a mais uma anulação de outro júri e a liberação do segundo réu, em menos de 15 dias, sem julgamento.
O júri que seria realizado ontem, para julgar Ivo Costa por ter matado a facadas um rapaz na região das Olarias da cidade, foi suspenso quando todos os personagens (juiz, promotores, corpo de jurados, acusado, e o distinto público) já se encontravam nas dependências do auditório da secretaria de Saúde.
Abre parênteses
Os júris de Marabá deixaram de ser realizados no auditório do Fórum em conseqüência do prédio da Justiça encontrar-se fisicamente condenado por má gestao durante construção da obra.
Fecha parênteses
Frigindo os ovos: designada para atuar na condenação de Ivo Costa, a promotora Alexssandra Muniz (3ª Promotora de Justiça), alegando problemas de saúde, pediu para ficar fora, indicando, todavia, a colega Fábia Lima. Como não havia autorização por escrito da Procuradoria Geral de Justiça designando a promotora substituta, o quiprocó foi formado, sob alegação do juiz de que se fazia necessário a portaria da PGJ juntada aos autos.
Durante alguns minutos, formou-se bate-boca entre promotores (além de Fábia , uma colega a acompanhava, a promotora Francisca Suênia.) e o juiz, com este alegando que o erro começava com a representante natural do MP (Alexssandra Muniz) não se fazer presente no local para justificar sua ausência.
Foi ai que apareceu um novo personagem, em pleno auditório, ao sentir que o júri não se realizaria.
Fábio Alves de Sousa, irmão da vítima, aos gritos, passou a pedir pela realização do júri. “Vocês precisam resolver suas desavenças em local fechado, e não aqui à frente de todos nós”, bateu forte o rapaz. Sem sucesso.
Antes de apagar as luzes do palco, o juiz César Lins dirigiu-se ao auditório:
- "O Ministério Público é o responsável pela não realização deste júri".
Sem palmas, mas profundamente indignados, populares deixaram o ambiente.
quarta-feira, outubro 22, 2008
Águas agonizantes
O Igarapé Porteira, a 10 km de Redenção, atacado por predadores em toda a sua extensão, a cada ano perde volume de água. Na imagem registrada pelo advogado Plínio Pinheiro, é latente o processo de assoreamento de suas margens, fustigadas pelo desmatamento e queimadas anuais.
Porteira é mais um igarapé que agoniza no Sul do Pará.
Paradeira rural
Pelos recentes critérios para criação de novos municípios aprovados no Senado, exigindo no mínimo 5 mil habitantes, a localidade não passaria no crivo.
Sapucaia possui apenas 3.800 habitantes.
Apressa o passo
As obras de pavimentação da PA-150, entre Gogó da Onça e Xinguara, precisam ser concluídas, urgentemente! Se demorar mais do que já demora, de novo as chuvas param tudo e lá se vão dois anos de luta para acabar com a buraqueira do trecho, sem conclusão.
Basta arrumar aqueles 70 km, para a rodovia, de Moju a Redenção , ficar em condições de boa trafegabilidade, enquanto se consegue financiamento do BNDES para a repavimentação da estrada.
Que não está fácil agora, com o desaparecimento do dinheiro das instituições financeiras - a maioria quebrando no mundo inteiro.
Esperança no ar
Se não repetir os “feitos” dos ex-prefeitos locais – pencas de ladrões até hoje dependurados em tribunais -, o rapaz tem tudo para consolidar uma liderança política local.
O município de Eldorado do Carajás possui 32 mil habitantes, com universo eleitoral de 15 mil pessoas. Seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,66
Rouco de ouvir
Hoje, pela manhã, fonte credenciada garantiu ao poster que o presidente da Vale apenas ouviu, sem emitir qualquer opinião, o prefeito reeleito indagar sobre a possibilidade de se abrir negociações em torno da suposta dívida de diferença de royalties não pagos ao município pela mineradora, calculada próximo a R$ 600 milhões. Darci quer receber parte da bolada, enquanto a companhia não reconhece a pendência. Apesar dos pesares, a conversa dos dois foi amistosa.
Como fumaça
terça-feira, outubro 21, 2008
Detran rejeita denúncias
Esclareço, apesar da decisão se mostrar clara, que o juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, José Torquato de Araújo, tão somente determinou a REPUBLICAÇÃO do edital e não a anulação do referido processo.
Considerando que o edital teve o interesse de oito empresas, locais e nacionais, entre as quais a TSJ Telemarketing, que tem como um dos diretores o seu filho, Thiago Bógea, é sabido que qualquer uma das partes interessadas no processo pode promover questionamentos em JUÍZO, inclusive as que acreditarem que o processo possui "bandalheiras" e "pegadinhas" – termo usado maldosamente pelo colunista. O procedimento de recursos e liminar para fins de administração pública é quase rotina, portanto não entendo as colocações maldosas, sugerindo irregularidades, em relação aos trâmites adotados pela administração do DETRAN, que estão sendo feitos de forma legal e cumprindo todas as exigências para tal procedimento.
O juiz, por sua vez, pode conceder de imediato uma liminar, até que as informações lhe sejam prestadas num prazo de 10 dias ou não concedê-la, solicitando tão somente informações para depois se manifestar. Tais procedimentos ficam à critério da autoridade julgadora.
Por tudo explanado, causa-me espécime as acusações do colunista, no que tange à contratação do serviço de Call Center para atender o Detran, de forma eficiente e eficaz, o que deve sempre nortear a administração pública.
Informo ainda que o processo já havia sido adiado, por decisão da comissão de licitação, tendo em vista a greve dos servidores do DETRAN e de bancários. Neste período também serão atendidas todas as solicitações do juiz. O processo continua válido, sendo o próximo passo a abertura da concorrência.
Informo ainda que o DETRAN convocará, como de costume, o comparecimento da Auditoria Geral do Estado (AGE) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para participação no processo.
Lívio Rodrigues de Assis
Diretor-geral do Detran Pará
1- Às considerações de que, para a direção do Detran , causa-lhe “espécime as acusações do colunista, no que tange à contratação do serviço de Call Center para atender o Detran, de forma eficiente e eficaz”, desde logo registre-se que as suspeitas de marmelada no Edital travado pela Justiça, são liberadas, diariamente, de dentro do próprio Detran, através de servidores que vem acompanhando o processo licitatório;
2- As “pegadinhas” existem, sim. Tanto que o próprio juiz José Torquato de Araújo, autoridade da mais alta confiabilidade e extirpe moral, determinou mudanças nas condições do certame. Se a Justiça não entendesse também dessa forma, pela republicação do mesmo, logicamente desde que formulada as alterações exigidas, poder-se-ia afirmar ter sido levianas as suspeitas levantadas. São tão procedentes que o Detran, queira ou não, terá que refazer o Edital.
3- Quanto a citação de que uma das empresas interessadas no processo, a TSJ Telemarketing, tem o filho do poster como um dos diretores, esclareçamos de vez que o conceito de probidade administrativa, ética, senso de retidão e o respeito com o dinheiro público são valores inerentes a toda pessoa que se entrega à luta pela melhoria das relações da sociedade. Este blog, desde o inicio, tem pautado posições em defesa da qualidade do comportamento humana -, muitas vezes até se expondo.
4- Quando denunciamos aqui, no inicio do ano, cartas marcadas e “pegadinhas” em Edital da Setran – comprovadas depois com a vitória de uma construtora previamente citada pelo blog -, na diretoria da empresa vencedora não havia nenhum parente do poster. A questão, colocada sob esse aspecto, tem a decisiva intenção de tornar “indolor” a denúncia, já que ela se transforma igualmente nula por ter, supostamente, interesses outros em jogo. E aqui não cabe isto. Não cabe mesmo, nem se Deus fosse um preposto divino do dono do blog.
5- Ademais, o filho do blogger possui uma empresa de telemarketing que é hoje referencia na Região Norte, acionada constantemente por marcas nacionais em busca de espertize e tecnologia para atender seus planos de expansão. Somente em Belém, ela atende cinco grandes empresas, empregando quase uma centena de pessoas, com treinamento, cursos diversos e em constante processo de modernização. E já se vão cinco anos de sua existência
6- A questão não é essa, mas o princípio constitucional que deve nortear todo processo licitatório, preservando isonomia e impessoalidade. Isto, no presente Edital do Detran, não existe.
7- Pelas denúncias pipocadas de dentro do órgão de trânsito do Estado, a licitação teria sido montada para beneficiar uma empresa criada em agosto de 2007 (portanto, poucos meses depois da posse do novo governo), e que, até agora, não possui um contrato sequer de serviços prestados em Belém, nem em qualquer outra localidade; alheia à necessidade de estrutura tecnológica, e, pior, sem qualquer espertize.
8- Salutar, pelo menos, saber que a direção do Detran pedirá o comparecimento da Auditoria Geral do Estado (AGE) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para acompanharem o processo.
Faz bem, muito bem.
Já está na hora de alguns auxiliares do Governo Ana Julia deixar de lançar bolas, constantemente, às costas da governadora.
segunda-feira, outubro 20, 2008
Sinal fechado
Torquato Araújo concluiu pela republicação de novo edital – desde que as “pegadinhas” sejam extirpadas.
Como o blog está de olho nesse barato medonho do Detran - e assim ficará até sua definição -, nas próximas horas haverá um post mostrando as bandalheiras do edital.
Quer ver resumo do despacho publicado no Diário Oficial?
Neste endereço:
http://www.tj.pa.gov.br/consultasProcessuais/1grau/gerarRelatorio.do?cdcomarca=1&cdprocesso=200811004809
Sobre todas as coisas
As grandes torcidas começaram a ser formadas no rastro de grandes campanhas ao longo dos anos. O Santos, a partir da Era Pelé, é o maior exemplo.
Historicamente, é o clube que mais arregimentou torcedores no menor espaço de tempo contado, multiplicando-se até os dias de hoje como algum agente patogênico contagiando cada vez mais corações.
Aqui, perto de nós, Remo e Paissandu, em mais de um século de futebol, também construíram suas nações de apaixonados para as quais não há isenção em nada que se faça defendendo suas cores.
Entre emoção e razão, o desequilíbrio é totalmente favorável ao primeiro.
A paixão por Remo e Paissandu, sobretudo, realça sentimento de exaltação à brasilidade, por serem times de massa, aqueles que expressam alma brasileira.
O futebol, sem pátria e nem divisão de classe, ao longo dos tempos, destruiu preconceitos, unindo a plebe ignara e o aristocrático.
Para ilustração, tomemos dois exemplos.
No Rio, a massa torcedora atual do Fluminense formou-se em torno do luxo e da arrecadação de seus fidalgos pioneiros no bairro chique das Laranjeiras.
No Pará, poderíamos citar a Tuna, de origem portuguesa, engrandecida em torno de sua majestosa estrutura social que permitia acesso apenas a associados endinheirados responsáveis, muitos anos, pela manutenção segura do time.Verdade que a torcida cruzmaltina não é tão pequena a ponto de caber numa Kombi, como gosta de brincar o cronista tunante, gente fina, Elias Pinto, mas também não procriou a nível de formar uma grande massa.
Paralelamente aos originários da elite, surgiram os clubes da plebe rude, do torcedor desmedido, quase louco, entre eles, o Flamengo -, maior de sempre.
A paixão pelo futebol envolve todos, inclusive, e, principalmente, “homens cultos”. Centenas deles se jogaram de corpo e alma ao trabalho de compor hinos e cânticos gerais, além de crônicas e poesias: Lamartine Babo, Marcos Valle, Wilson Batista, José Lins do Rego, João Saldanha, Ari Barroso, Henfil, Chico Buarque e Nelson Rodrigues -, entre muitos. E isso num tempo em que o futebol era visto com profundo preconceito pela maioria dos intelectuais do país.
Quem preferiu valorizar o futebol, sem subestimá-lo, entre os “cultos”, entendia não ser possível fazer pouco da felicidade do povo. Aqueles que davam de ombro para o esporte, imaginavam essa mesma felicidade inibindo o povo de se educar e de estar de olhos abertos à sua realidade.
Todas essas considerações vêm a propósito do sentimento de querença emoldurando o Águia, em Marabá e parte do Sul do Estado. A cada vitória na Série C do Campeonato Brasileiro, as pessoas das cidades acordam mais alegres, formam grupos de conversa para comentar a última vitória.
De repente, quem sabe, caso o time termine com boa avaliação ou, no melhor dos cenários, classificado para a Série B, esse grupo de jogadores, sob o comando de João Galvão, começa a construir a história de um novo clube de massa, surgindo no longínquo Norte do país.
Do jeito que está indo, é possível, sim.
Como fantasia, esse futebol do Águia misturou-se com a realidade.
E a realidade precisa de fantasia.