sábado, maio 17, 2008

Até domingo

Viajando nas últims horas a trabalho por algumas comunidades rurais, o poster ficou impossibilitado de atualizar o blog, moderar e responder alguns comentários. Um breve descanso, e a partir deste domingo, normalizamos tudo.
Desculpem.

quinta-feira, maio 15, 2008

Repetindo a dose

Osvaldo Assunção ( PMDB) perdeu a eleição para Davi Passos (PT), em 2004, por apenas 28 votos. Garante que partirá para o embate, outra vez, encarando o favoritismo do atual prefeito de Xinguara.

Ceticismo

Até os mais ferrenhos seguidores de João Paulo, conhecido como JPC, não colocam tanta confiança na reeleição do prefeito de Redenção. Na cidade, o nome de Wagner Fontes (PTB) - município sem sorte, este -, está sendo mais palatável no seio da comunidade.

Isto não quer dizer que ele seja favorito. O blog não teve acesso a nenhuma pesquisa recente com indicadores do cenário eleitoral do município.

Missão impossível?

Mais ao Sul, a situação do atual prefeito de Conceição do Araguaia, Álvaro Brito (PT), é muito preocupante. Fontes palacianas não escondem isso. Hoje, ele levaria uma surra histórica do tucano Alberto Branco. Só uma operação abafa, com muitas obras (e o tempo conspira contra isso), poderia viabilizar novamente o nome do rapaz.

Destroços na ferrovia

O poster esteve vendo com seus próprios olhos a terra arrasada deixada pelos garimpeiros depois de ocupação da Estrada de Ferro Carajás, perto da sede de Parauapebas. O crime praticado deixou prejuízos incalculáveis.

A turba arrancou mais de mil grampos que sustentavam os dormentes em suas bases de ferro, levaram quantidade ainda não calculada de cabos de fibra ótica utilizados na comunicação das locomotivas com os centros de controle ao longo da ferrovia, deixando focos de pneus queimados em vários pontos da estrada. O mais surpreendente é a prova de que os invasores da ferrovia planejaram minuciosamente a operação criminosa, chegando a suspender os trilhos usando macaco hidráulico, além da destruição de centenas de dormentes.

Um dos empregados da mineradora feito refém disse que nunca tinha visto “tanta gente raivosa e disposta a matar qualquer funcionário que estivesse usando a farda da Vale”. Com medo, o rapaz agora está pensando em sair da empresa ou conseguir transferência para trabalhar em outro Estado.

Lembram quando o poster previu a seqüência de arruaças, logo depois de “acordos operacionais” firmados entre a direção do MST e a diretoria do MTM (Movimento dos Trabalhadores em Mineração)?

Pois é...ainda nem se viu lacotia assobiar de dia!

Esses tais dirigentes da classe garimpeira nunca se contentam, querem sempre mais, a boca é grande, imensa. Negociam, negociam, mas há sempre algo de menos nas transações com os governos.

Cabalando nos bairros

Lendo nos jornais de Belém ameaças de alguns lideres comunitários de que irão parar a cidade, semana que chega, contra a construção do Binário - projeto de transporte público para amenizar o sofrimento de motoristas no trânsito da cidade -, é impossível deixar de emitir opinião.

No meio desse pessoal, exatamente às vésperas de eleição, há muita gente pretendendo disputar uma vaga à Câmara Municipal, ou querendo “mostrar serviço” para outros pré-candidatos a proporcionais de olho no dinheiro que podem ganhar prometendo votos. Com habilidade, encontram logo demandas e começam a incentivar a população a agir passionamente.

O projeto Binário é uma necessidade. O transito de Belém está insuportável, não cabe mais delongas de botequins. A questão das distancias para cadeirantes que a mudança de tráfego acarretará pode ser resolvida com a simples inclusão de novos itinerários. Isto é básico!

A prefeitura não pode recuar. O binário é uma necessidade técnica.

quarta-feira, maio 14, 2008

Insatisfação na estrada

Uma pedra no caminho do governo no Sul do Estado: a situação calamitosa da Pa-150, entre Vila Rio Vermelho e Redenção. Se não recuperar totalmente o asfalto do trecho antes das eleições, muitas candidaturas de aliados sofrerão forte rejeição.

O poster sentiu isso percorrendo a estrada.

A grita não dá margens para esclarecimentos outros que não seja a viabilidade definitiva da estrada.

Circunspecção

Essencialmente técnica, a secretária estadual de Saúde, Laura Rosseti, é de uma discrição acachapante. Tão discreta que passa desapercebida.

Em Xinguara, por duas vezes, Ana Júlia fez questão de chamá-la para ficar ao seu lado, demonstrando carinho pela chefa da Sespa.

Subliminar

No final de seu discurso, em Xinguara, depois de anunciar diante de grande público, pacote de obras para o município, Ana Julia pediu, sem pedir, a reeleição de Davi Passos:

- O governo federal tem liberado recursos para a minha gestão não por que eu seja amiga do presidente Lula. As razões disso são de ordem programática. Os programas e benefícios do governo estadual são os mesmos programas do governo federal. É por isso ser importante continuarmos com essa parceria: presidente Lula, Ana Júlia e o Davi.

O mote deve ser esse por onde a governadora passar de agora em diante, nos municípios administrados por aliados.

Fechando o cerco

Assinado pelo Juvencio de Arruda, no Quinta Emenda

Santino na Mira do Conselho do MPE
Com todo o merecimento, o ex secretário tucano de Defesa Social e procurador do MPE Manoel Santino é destaque hoje na coluna Repórter Diário, da folha indisponibilizada.Aproxima-se do nacional uma onda de grandes proporções.
Verdadeiramente, agora o ex-secretário de Defesa Social vive seu momento de "sensação de insegurança".

Depressa, rapidinho!

Cenário: gabinete da Câmara Municipal de Marabá.

Horário: 15 horas de terça-feira, 13.

Ambiente: Na ante-sala da presidência, além de funcionários, oito pessoas aguardavam o momento de serem atendidas pelo vereador Miguelito Gomes (PP).

Em determinado momento, adentra à sala um rapaz perguntando “por uma moça de vestido azul”. Uma funcionária responde tratar-se de Helena que acabara de entrar no gabinete da presidência.

De repente, o marmanjo saca de um tresoitão e invade a sala de Miguelito a tempo ainda de ver Helena entregando ao presidente do Legislativo R$ 7 mil reais em moeda que a mesma sacara do banco minutos antes.

À vista de todos, sem denunciar nervosismo, o ladrão sai calmamente levando a grana, deixando para trás dezenas de pessoas incrédulas, inclusive vereadores -, agora habilitados a contar para filhos, pais e vovós como é a sensação de ser protagonista de uma “saidinha”.

terça-feira, maio 13, 2008

"Boca de Tucunaré"

Pelo celular, fonte honesta alcança o poster em Xinguara para alardear a existência de engrenagem safada na Sema. O lance envolveria técnicos de campo da secretaria cobrando até R$ 140 mil de madeireiros da região Nordeste do Estado, "para facilitar a liberação de documentos florestais".

Uma suposta vítima da boca grande, amiga do colaborador do blog, se diz bastante abatida e surpresa com os valores cobrados.

No tempo do governo tucano, garantiu, o jabaculê era bem menor.

Missão quase impossível para Valmir Ortega apurar. Pegar o rastro dessa turma não é fácil: o corrompido não fala oficialmente, muito menos o corruptor!

Feriado municipal

Dentro de alguns minutos, a aeronave que transporta a governadora do Estado aterrisa na pista da Fazenda Santa Rosa, a 10 km de Xinguara, onde centenas de pessoas a aguardam.

Na cidade, Ana Júlia inaugura o Hospital Municipal, uma praça e o prédio repaginado da prefeitura municipal.

Hoje, Xinguara completa 26 anos.

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atualização às 14h49

Novidade no desembarque de Ana Júlia na pista de pouso da fazenda Santa Rosa, em Xinguara: desceram com ela, risonhos e felizes, os deputados estaduais Luiz Cunha (PDT) e Cássio Andrade (PSB). Há quem veja nessa inserção de parlamentares na comitiva palaciana digitais de Cláudio Puty.

Papo ameno

Deputado João Salame, líder do G-10 (grupo de dez deputados que se dizem independentes), saiu satisfeitíssimo do encontro que teve com o Chefe da Casa Civil, Cláudio Puty.

Igual vento geral, giraram 380 graus em torno de temas variados: relembraram os áureos tempos do Partido Comunista do Brasil, analisaram o quadro político estadual e a recente refrega de educadores com forças policiais durante manifestação de grevistas.

Tá a casa quieta, com o povo dentro - como dizem os antigos.

São e salvos! Ufa!

O poster saiu em carro próprio de Marabá às 05h30 desta terça-feira, com destino a Xinguara, acompanhado de cinegrafistas e uma repórter. De Marabá a Eldorado, percurso de 100 km, o trecho foi feito em uma hora.

De Eldorado a Xinguara, trecho de 130 km, o tempo gasto foi de 2 horas e 35 minutos. A Pa-150, nessa faixa da estrada, está assim, assim de crateras.

O governo do Estado vai precisar de muita grana para recuperar a rodovia.

Uso e abuso
O grande responsável pela destruição de parte da Pa-150 que estava recuperada, é a Sidepar (Siderúrgica do Pará S.A), empresa de ferro gusa com sede em Belo Horizonte. Diariamente, pesados caminhões originários de Floresta do Araguaia transportam minério de ferro de uma jazida da empresa adquirida há quatro anos.

Os controladores da Sidepar são Via Dragados, Edifica Empreendimentos, Vagon Engenharia e Construtora Valadares Gontijo. O empreendimento, que contou com incentivos do governo estadual, inicialmente se propôs a gerar 500 empregos diretos no Pará, segundo informações do diretor geral do grupo Via Dragados José Celso Valadares Gontijo.

Pesquisa feita pelo Observatório Social em fevereiro de 2006 verificou que a Sidepar empregava na época 340 funcionários diretos, e que sua produção média anual de ferro-gusa era de 288.000 toneladas. Também constatou que a siderúrgica adotava mecanismos de controle sobre seus fornecedores, monitorando a adequação das condições de trabalho nas carvoarias e o pagamento das obrigações trabalhistas; quando foi feita a pesquisa a empresa possuía um número médio de 20 fornecedores de carvão e contava com uma equipe de três pessoas para a fiscalização nas carvoarias. De acordo com a Repórter Brasil, a empresa se comprometeu a colocar em seus contratos de fornecimento cláusulas a respeito do trabalho escravo.

A Sidepar conta com dois altos-fornos e, segundo o empresário Celso Gontijo, a intenção é expandir o negócio para mais sete fornos, inclusive com a implantação de uma unidade no município de Rio Maria. A estimativa do grupo empresarial é que o negócio apresente um faturamento em torno de US$ 30 milhões ao ano.

Como se observa com os dados fornecidos, o grupo da família Gontijo tem estrutura suficiente para atuar ambientalmente na legalidade, controlando o peso dos caminhões que transportam minérios e evitando, com isso, que as rodovias paraenses entrem em colapso

Está na hora dos órgãos do Estado entrarem em cena.

Cidade do futuro

Excluindo-se Marabá, de todas as cidades do Sul/Sudeste do Estado, não há dúvida de que Xinguara é a mais bem administrada. Não é por menos que seu prefeito, Davi Passos (PT), está bem avaliado pela comunidade.

E antes de algum engraçadinho entrar na caixinha de comentários insinuando que o blogueiro diz isso por manter algum vínculo comercial com a prefeitura local, nem mesmo o prefeito o pôster conhece de bater papo. Nunca conversamos. Mas o rapaz merece este elogio. Tem dado demonstração de ter critérios para gerir os recursos públicos, sem envolver-se com safadezas peculiares da maioria dos alcaides regionais.

Xinguara respira organização, ruas limpas e o comércio em franco crescimento, comparando-o aos anos anteriores.

O astral aqui é gostoso. De verdade.

Valha-nos, Santa Bárbara!

O blog conferiu cerca de cinco grandes fazendas ao longo da Pa-150 ostentando placas “Fazenda Santa Bárbara”, do Grupo Oportunity. De repente, essa extensa área de terra na mão de apenas um grupo econômico passou a causar preocupações.

Efeitos danosos à economia do Sul do Estado já são registrados.

Em post a ser publicado ainda esta semana, mais detalhes sobre os riscos desse monopólio.

segunda-feira, maio 12, 2008

Mais uma dele

Deu na coluna Repórter 70, de O Liberal, edição de domingo:

Deputados
Não satisfeito em mandar reformar praticamente todo o prédio da Assembléia Legislativa, durante o recesso parlamentar, o presidente da casa, Domingos Juvenil, causa espanto até entre os aliados com a sua nova empreitada: colocar granito - isso mesmo! - no piso da garagem do prédio. Ou é muito luxo ou o dinheiro, meu, seu, nosso, está sobrando na casa. A AL vai se instalar em novo prédio dentro de dois anos.

Essa é a raça que atua na política paraoara. E a maior autoridade do legislativo do Estado, mais uma vez, enveredando pelos caminhos do obscurantismo ético.

Jurássicos em festa

Deu no Tutti Qui, de O Liberal:

A diretoria da Associação Comercial do Pará pretende levantar toda a documentação sobre sua criação, que data de 1819, sendo a segunda entidade mais antiga do país, superada apenas pela da Bahia. São, portanto, 189 anos de vida. Trata-se de uma das mais importantes documentações existentes no Estado e, através dela, pode-se acompanhar a história do Pará. A ACP teve uma importante iniciativa na área do ensino: foi a primeira escola do Pará que formou guarda-livros, os antecessores dos atuais contabilistas.

Quase bicentenária, portanto.
E seus atuais dirigentes, os fatos comprovam, parecem vivendo ainda no século XIX.

"W o r k a h o l i c"

“Chupado” integralmente do Josias de Souza, o texto a seguir é para que seja lido por aqueles que não tem tempo para acessar vários sites.
O dossiê mostra o perfil de uma competente executiva que está se credenciando a lutar pela sucessão de Lula:


Governo dos EUA encomendou 'dossiê' sobre Dilma
O documento tem quatro folhas. Traz o carimbo de “sensível”. Tem cara de dossiê. Um dossiê sobre Dilma Rousseff.

Produzido pelo Consulado dos EUA em São Paulo, foi ao banco de dados do Departamento de Estado norte-americano, em Washington. A migração ocorreu em 21 de junho de 2005.

Na véspera, Dilma assumira a chefia da Casa Civil de Lula. “Ela ocupou o lugar de José Dirceu, que caiu fora, semana passada, por causa de um escândalo de corrupção”, anota o texto remetido a Washington.

O documento foi obtido pelo diário gaúcho “Zero Hora”, que o
publicou em sua edição deste domingo. Coisa fina. Contém oito tópicos. Lendo-os, descobre-se que Dilma foi virada do avesso pela equipe de informação do consulado paulistano dos EUA.

Varreram a biografia de Dilma do nascimento, em 14 de dezembro de 1947, no Estado de Minas Gerais, à chegada ao Planalto. No geral, é apresentada como um cacto. Abundam no texto os adjetivos híspidos: “durona”, “exigente”, “workaholic”.

Não escaparam, porém, os detalhes mais lúdicos e prosaicos: “Ela gosta de cinema e música clássica. Recentemente, ela perdeu peso, depois de [...] adotar a dieta do presidente [Lula]”.

Nos trechos dedicados à mocidade da ministra, o documento esboça o retrato de uma mocinha dona de agressivas certezas dogmáticas. Foi ao cárcere da ditadura precedida de inquietante legenda.

Diz o documento, a certa altura: “Ela foi capturada pelo Regime e aprisionada por três anos (o oficial se referiu a ela como Joana D'arc dos subversivos)”. Padeceu “22 dias de brutal tortura de eletrochoque”.

Vão abaixo algumas das informações guardadas nos arquivos de Washington:

Joana d'Arc dos subversivos torna-se chefe da Casa Civil: É esse o subtítulo do item dois do “dossiê Dilma”. Anota: “No dia 21 de Julho [de 2005], o presidente Lula nomeou Dilma Rousseff, 57, como sua nova ministra-chefe da Casa Civil. Ela ocupou o lugar de José Dirceu, que caiu fora, semana passada, por causa de um escândalo de corrupção. Dirceu estava envolvido profundamente nas estratégias políticas da administração, mas Rousseff anunciou na sua cerimônia de posse que tem a intenção de se focar mais em colocar em andamento a agenda política administrativa [...]”;

Gestora durona: “Rousseff entrou para o PT em 2001 e trabalhou no processo de transição de governo em 2002. Ela é uma gestora durona e exigente, que vai perseguir a qualificação da implementação de políticas administrativas. Ela está menos para o político de holofote, como [José] Dirceu, de ringue político, por ser mais focada em atacar a "burocracia".

Assaltos a banco e guerrilha:
“Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, o Estado de Minas Gerais. Seu pai era um promotor búlgaro, que se naturalizou e tinha cidadania brasileira. Ela se tornou ativamente envolvida com a oposição ao regime da dtadura mlitar em 1967, aos 19 anos, enquanto cursava Economia em Minas Gerais. Entrou para vários grupos clandestinos, organizou três assaltos a banco e então foi co-fundadora do grupo de guerrilha chamado Vanguarda Revolucionária Armada de Palmares”;

"Theft of Adhemar’s Safe": "Em 1969, ela planejou um assalto lendário conhecido como ‘o roubo do cofre de Adhemar’. A operação arrombou o apartamento carioca da amante do então governador de São Paulo, Adhemar de Barros, recolhendo US$ 2,5 milhões que Ademar guardava no local";

Marido seqüestrador e eletrocoques: “Rousseff se separou do primeiro marido, Cláudio Linhares, que, em janeiro de 1970, seqüestrou um avião para Cuba e permaneceu lá. Naquele mesmo mês, ela foi capturada pelo Regime e aprisionada por três anos (o oficial se referiu a ela como Joana D'arc dos subversivos), incluindo 22 dias de brutal tortura de eletrochoque”;

Formação acadêmica e gostos pessoais: “Rousseff tem grau de mestre em Teoria Econômica pela Universidade de Campinas e um doutorado não concluído em Economia. Em 1992, ela participou como visitante de um programa internacional nos EUA. Ela está atualmente separada do seu segundo marido (que também era um militante da oposição). Ela tem uma filha, Paula, em Porto Alegre, onde ela passa os finais de semana. Ela gosta de cinema e música clássica. Recentemente ela perdeu peso, depois de, alega-se, adotar a dieta do presidente”;

Da desconfiança aos elogios: “Com seu background técnico e um estilo no-nonsense, Rousseff recebeu respeito relutante do setor da Energia. Enquanto as Cias. norte-americanas estavam inicialmente desconfiadas quando ela foi designada para o cargo de [ministra das Minas e] Energia, agora admitem que ela fez um trabalho competente. Em particular eles a saúdam por sua disposição em ouvir e responder posições e idéias, mesmo quando está inclinada a uma conclusão diferente. Ela tem a uma reputação de negociadora dura, ser persistente e de prestar muita atenção aos detalhes. Adjetivos usados aqui por aqueles que trabalham com ela incluem exigente e workaholic”;

Inapetência política:
“Diferentemente de José Dirceu, Rousseff nunca foi eleita para cargo público e seus contatos com o Congresso são limitados, o que sugere que a coordenação política da administração será tarefa de outros. A imprensa diz que Lula espera que ela produza um "choque de gestão" na administração, a qual, por causa da ineficiência administrativa, entraves burocráticos e, mais recentemente, pelos muitos escândalos de corrupção, encontra-se estagnada.

Queixas de aliados: “Alguns no Congresso reclamam que Rousseff não entende de política partidária. Em abril [de 2005], o Senado rejeitou [uma] nomeação para a Agência Nacional de Combustíveis em retaliação pela oposição dela à nomeação de um aliado do partido PMDB para uma subsidiária da Eletrobrás, Companhia Estatal de Eletricidade (Rousseff optou por dar a posição para Adhemar Palocci, irmão do [então] ministro Antônio Palocci)”.

Hipocrisia

"A política moderna ouve a sociedade e os partidos precisam ouvir a militância. Acordo de cúpula é coisa atrasada, superada. No caso de São Paulo, a cidade não pode ser objeto de troca política". (Geraldo Alckmin)

Ora, ora, o PSDB já tomou alguma vez decisão saindo de suas bases, doutor Geraldo?!

As "lontras" do futebol

Da lavra de Augusto Barata, a propósito dos descaminhos do ftebol paraoara:


Soa estarrecedor, até porque anacrônico, constatar que sobrevivem o mandonismo da cartolagem paraense e seu proverbial descaso para com a segurança do público, a pretexto da necessidade de fazer caixa. O que certamente explica o porquê de Clube do Remo e Paysandu seguirem ladeira abaixo, no rastro do rebaixamento de ambos para a terceira divisão do campeonato brasileiro de futebol.A declaração de Sérgio Dias, publicada por O Liberal, criticando a Polícia Militar por não permitir – por razões de segurança - a venda de ingressos no volume compatível com a capacidade máxima do Mangueirão, que é de 45 mil pessoas, ilustra o criminoso descaso dos cartolas para com a segurança do torcedor. Justamente o torcedor, que vem a ser aquele que é a razão de ser do futebol, sobretudo o futebol profissional!

Segundo relata O Liberal, reproduzindo as declarações de Sérgio Dias, nos clássicos entre Clube do Remo e Paysandu no Mangueirão, o volume de ingressos postos à venda costuma ficar cinco mil abaixo da capacidade máxima do estádio. A razão disso seria a necessidade de uma área de segurança separando as duas torcidas, protagonistas de uma paixão que alimenta a rivalidade histórica entre os dois clubes de maior torcida do Pará.Com o simplismo que lhe é próprio, Sérgio Dias, que é conselheiro do Clube do Remo, incorreu em uma sandice monumental. “Esse pessoal, a PM e o Ministério Público, é que atrapalham o futebol”, vociferou o cartola, de notória estultícia e célebre pela leviandade de suas declarações, sempre que é parte de algum contraditório.

É indispensável observar, a priori, que foi por pura e simples incompetência e inocultável irresponsabilidade das respectivas cartolagens que Clube do Remo e Paysandu submergiram na crise sob a qual se encontram. Ambos, Clube do Remo e Paysandu, são vítimas de cartolas que em verdade não servem aos clubes, mas deles se servem, seja por vaidade pessoal, seja com propósitos escusos.Para melhor dimensionar a desídia dos cartolas de ambos os clubes é ilustrativo um episódio protagonizado pelo próprio Sérgio Dias. Houve um campeonato brasileiro, por exemplo, que o Clube do Remo disputou sem dispor sequer de um preparador físico, embora tivesse um gerente de futebol devidamente contratado, ganhando mensalmente R$ 2 mil. O gerente era justamente Sérgio Dias, na época desempregado e a quem os cartolas remistas de então decidiram ajudar sem meter a mão no próprio bolso, transferindo comodamente para o clube o ônus pela benevolência.

Incontinências verbais, diga-se, são constantes em se tratando de Sérgio Dias. Nada mais previsível. Afinal, a mediocridade não enxerga nada além de si mesma.Em 1996, por exemplo, durante um seminário sobre o futebol paraense, realizado na Assembléia Legislativa do Pará, Sérgio Dias criticou a imprensa esportiva paraense, a quem responsabilizou pelo noticiário supostamente depreciativo aos clubes. O presidente do Vitória, da Bahia, um dos palestrantes na ocasião, ao comentar as declarações de Sérgio Dias, passou um pito público no cartola remista, observando que não cabia à imprensa esportiva escamotear as eventuais mazelas dos clubes. O que cabia, acrescentou o dirigente baiano, era exigir um mínimo de competência e profissionalismo por parte da cartolagem, para superar distorções históricas, hoje inaceitáveis, porque conspiram contra os próprios clubes.

domingo, maio 11, 2008

Cidade das águas

Não tenho culpa se você não mora em Marabá.
Aqui tem disso: peixe subindo o rio em cardumes. A foto mostra dezenas de pacu-caranha nas mãos do pescador Manuel, no bairro Santa Rosa, à beira do Tocantins.

O bom disso aí foi sua conseqüência: dez peixes médios assados na casca de banana.

No Dia das Mães, de frente pro rio.

Não tenho culpa se você não mora em Marabá.

Da raiz pro coração

Os melhores sambas de raiz foram escritos por compositores de origem humilde, e semi-analfabetos. São marceneiros, pintores de parede, , serralheiros, fundidores, pedreiros, mecânicos, guardadores de carros, contínuos de repartições públicas ou de bancos, biscateiros, enfim, membros do vasto conjunto de empregados ou subempregados que compõem as camadas de baixa renda da população brasileira. É sempre possível que um deles ascenda ao mundo do disco e dos shows, conseguindo driblar a vida de trabalho pesado e mal remunerado.

Candeia, por exemplo, parceiro de longas datas de Paulinho da Viola, semi-analfabeto, deixou uma obra e uma história de vida que só enchem de orgulho seus seguidores sambistas. Mito da resistência cultural brasileira – a criação da escola de samba Quilombo, em meados da década de 70, é o exemplo maior de sua identificação e militância nessa área –, o compositor é até hoje um dos grandes nomes no panteão da Portela.

Cartola, analfabeto, construiu belas páginas de nossa música e ainda nos contempla com a chamada “Coletânia” (assim mesmo a grafia), onde ele reúne o título de seus maiores sucessos num hino ao amor.


Só um Peito Vazio descobre que O Mundo é Um Moinho
E quando isto Acontece, Alegria vai embora
E as Cordas de Aço de um violão solam baixinho
Uma canção que se chama, Disfarça E Chora
Eu confesso que te vicio um Amor Proibido
Vai Amigo, e diga o quanto eu tenho sofrido
Mas tudo se ajustará numa grande Alvorada
O Sol Nascerá
Pouco importa, depois,
se estaremos juntos Nós Dois
O nosso amor brilhará numa noite tao linda
As Rosas Não Falam, mas podem enfeitar
A grande Festa da Vinda


Nota do blog: grifos são títulos de músicas de Cartola.

Marabá, terra do aço

Exatamente às 20 horas de sábado, 10, a Sinobrás colheu a primeira produção de aço de seu parque industrial em fase de construção. Quarenta toneladas de aço em forma de tarugo foram expelidos de seu alto forno.

A aciaria ativada processa o refino, através do uso de ferro gusa e sucata carregados em forno elétrico para a obtenção do aço líquido. Na fase final deste processo, no lingotamento contínuo, o aço líquido é solidificado na forma de tarugos de aço, que é mais um produto semi-acabado.

Até dezembro, a indústria deverá inaugurar as duas outras fases: laminação e trefilaria. Na laminação, o tarugo de aço será transformado em produtos siderúrgicos prontos para utilização, com produção de barras de aço, vergalhões para construção civil, e fio máquina.

Na trefilaria, haverá produção de arames industriais, arames para construção civil e arames recozido, treliças e telas eletro soldadas também destinadas à construção civil.

Respeite os Oito Baixos

Amanheci ouvindo Luiz Gonzaga, lua, molhando os pés no riacho , que água fresca, nosso Senhor!

Uma casa com varanda dando para o norte, centro, sul inteiro, onde reinou o baião, triangulo das secas.

Não é absolutamente verdade que Luiz Gonzaga tenha abastardado a música nordestina numa redução comercial -, como teimam em defender uns “críticos” sulistas. Ele criou formas novas adequadas a um público que comprava discos.

Luiz Gonzaga foi o cara que, no seu tempo, mais e melhor explorou a riqueza possível dos novos meios técnicos. Ele inventou uma forma de conjunto, um tipo de arranjo, um uso do microfone. Luiz sugeriu uma engenharia de som.

Se você é surdo, azar o seu. Luiz Gonzaga mereceu uma coroa de rei. E a honrou.

Mãe, um pouco de Deus

Sonia -, mãe de Thiago, Sílvia e Juliana -, ao lado de Lourdes, mãe de Hiroshi, Terezinha, Temístocles, Socorro, João Filho, Gilson e Paulo André.

As duas simbolizam todas as demais mães brasileiras, motivo desta homenagem.

Agora, sem palavras. Amor de mãe não pode ser traduzido em textos.

Beijo, mamães do mundo!