sábado, fevereiro 10, 2007

Ciretran

Deve estar saindo no Diário Oficial de segunda-feira a portaria de nomeação do ex-prefeito de Itupiranga, José Milesi (PMDB), para a direção da Ciretran do Sudeste, com sede em Marabá.

Tesouro ameaça punir Estado do Pará

Durante palestra realizada em Marabá neste final de semana para prefeitos da Associação dos Municípios do Araguaia Tocantins, Carlos Guedes soltou outra bomba de efeito retardado, armada durante a gestão tucana. Em resposta à consulta formulada pela SEPOF sobre possíveis repercussões de procedimento adotado pela administração Simão Jatene de antecipar a receita do Fundo de Participação do Estado e do IPI para o fechamento de suas contas de 2006, o Tesouro Nacional foi claro: o Estado do Pará poderá ser punido com o pagamento adicional dos encargos da dívida, porque aquele procedimento de antecipação não estava previsto no programa de ajuste fiscal negociado pelo governo anterior.
Entre uma das conseqüências, o governo Ana Julia pode ser prejudicado na captação de novos recursos de operações de créditos.

Mais R$ 8 milhões de encargos

Só para medir o tamanho do rombo nas contas públicas do Estado, caso essa punição seja confirmada pelo Tesouro Nacional, o secretário da Sepof explicou aos prefeitos que “nós pagamos anualmente encargos da dívida do Estado do Pará em torno de R$ 130 milhões; teremos que pagar mais R$ 8 milhões no período de um semestre, comprovada que a situação do Estado é de equilíbrio, senão continuaremos pagando essa dívida. E na atual situação, ninguém pode negar que R$ 8 milhões faz muita falta”, lamentou o secretário.

Avais suspensos

Outra punição, a partir dessa situação: o Tesouro Nacional pode decidir a não conceder mais aval ao Pará para operações de crédito e isso, de cara, leva à reboque toda articulação feita recentemente no Ministério das Cidades pela secretaria Suely Oliveira, da Sedurb, para liberação de linha de crédito para dar início ao programa “Água Para Todos”. Essa operação está ameaçada e, também, a possibilidade das comunidades ganharem saneamento e distribuição de água potável de qualidade.
Dia 27 de fevereiro, Carlos Guedes segue para Brasília com objetivo de minimizar o impacto dessa situação.

Desfocado

Debutando na região, quem destoou do script foi o senador José Nery (Psol) que não deve ter sido informado pela assessoria de que o público que lotou o auditório do Hotel Del Príncipe era composto exclusivamente de prefeitos, deputados, vereadores e alguns empresários. De alto coturno, por sinal.
O discurso dele não comunicou, baseado na linha dos “companheiros sofridos da zona rural”. E ficou só por aí mesmo. Não! Ao final ele disse que colocava seu mandato à disposição de todos. Depois todos se entreolharam e nada disseram, com cara de quem não entenderam nada.

Saia Justa

Falando para uma platéia de políticos presentes à assembléia geral que elegeu, por aclamação, Darci Lermen presidente da Amat, Asdrúbal Bentes se virou para o governador em exercício, Odair Correa (PSB), sentado à mesa de trabalhos, e sapecou:

- Entendo a sua posição política na atual conjuntura ocupando o cargo de vice-governador, mas há momentos em que não podemos tergiversar e este é um deles, A continuidade de sua luta em favor da divisão territorial é uma necessidade premente.


Do jeito que estava Odair ficou. Olhando de soslaio para Asdrúbal ao seu lado esquerdo, soltou apenas um sorriso medroso com lábios apertados.

Antes de assumir a candidatura de vice- governador na chapa de Ana Júlia, Odair Corrêa presidia a Frente Popular pelo Estado de Tapajós.

Alguém viu o Juvêncio por aí?

Gente, igual ao poster, todo mundo está vendo que o Juvêncio sumiu. Não atualiza o Quinta desde o dia 6. Seqüestro? Seguiu viagem com o chefe da missão do BID e nem teve tempo de avisar a blogosfera? Ele nunca fez isso! Mas sumiu.
Stephen may be felling all alone
Stephen never do this again
Come back home

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Cobra como lembrança

Garoto de 8 anos, passando férias na zona rural de Cosmorama, interior de São Paulo , foi atacado por uma sucuri de 5,10 metros -, quando brincava num riacho do sítio da família, mas salvo pela coragem do avô.
Toda vez que deparo com notícias de cobra sucuri, entro no túnel do tempo e relembro com excesso de risos fato acontecido comigo quando começava minha vida profissional assumindo responsabilidades maiores como Chefe de Redação do jornal O Progresso, em Imperatriz, isso pelos idos de 1976.
Fazia pouco tempo deixara A Província do Pará, onde trabalhei sob a orientação de Rubens Silva. No Maranhão, nosso Editor era Jurivê Macedo, que escrevia também uma coluna (Comentando os Fatos), até hoje uma das mais lidas – agora em O Estado do Maranhão. Minha missão era produzir notícias para um jornal de doze páginas que acabara de sair de sua circulação semanal para estar diariamente, a partir das cinco horas da madrugada, nas mãos dos leitores.

Coisas da Redação

Numa tarde modorrenta de sábado, notícias escassas, inda mais no interior do Maranhão cujos fatos teimavam em não se projetar, deixando-nos em diversas ocasiões no desespero de se perguntar “o que vou usar como manchete, meus Deus?!” -, perto das 17 horas, nada mesmo no front. A madrugada de sexta-feira havia sido um desastre pois ocorrera sem registro de nenhum crime, nem mesmo uma “peixeirada”. Tava brabo!

De repente, o grito na calçada do jornal: - Mataram uma cobra de seis metros lá no Bacuri!

Jurivê (também chamado de Juredo) e eu conversando na Redação, cuja janela dava pra porta da rua, nos olhamos cúmplices, felizes da boa nova, e saímos correndo pra saber detalhes. Um rapaz de dentro de um carro contou que a cobra estava estendida às margens do igarapé. Fui correndo em um velho Fusca levando comigo o fotógrafo Joãozinho, recomendando-o, durante o trajeto, que procurasse bater bons ângulos e voltar correndo para preparar o ritual de revelação do material. Quem trabalhou com parque gráfico de linotipos sabe a trabalheira que dava preparar o clichê das páginas: revelação de fotos, serragem do zinco onde é gravado as imagens e sua posterior fixação em um pedaço de madeira. Morro de rir lembrando disso comparando hoje com o simples clique de um mouse sobre a foto escolhida...

Enfim, a cobra

Era verdade. Uma sucuri morta no bacuri, só que de tamanho pequeno, medindo menos de dois metros. Não tinha suporte para engolir nem pacu-manteiga quanto mais impressionar leitores.
Fazer o que? Não tem tu, vai tu mesmo.
As orientações passadas a Joãozinho depois da decepção com o tamanho do réptil era para que ele encontrasse ângulos que transmitisse ilusão de ótica dimensionando a sucuri.
O garoto era craque naquilo e fez melhor do que pedimos. Dava para dizer que a cobra tinha pelo menos seus cinco metros. Não deu outra:

- Sucuri de 5 metros assusta no Bacuri.

A edição de O Progresso de domingo esgotou antes das dez horas.
Parênteses: naquela época, conseguíamos vender em torno de setecentos exemplares diariamente, de terça a sábado (segunda-feira o jornal não circulava). Aos domingos, rodávamos mil jornais. Registro isso para lembrar que jornais de Marabá, hoje, não vendem números superiores a isso, por edição. Se passar, é pouca coisa. E isso ocorreu em 1976, numa demonstração do gosto que o maranhense tem pela leitura de jornais. Fecha.
Missão cumprida, jornal consumido integralmente e o tamanho da sucuri passou a ser o tema dominante em toda a semana. Só que a história estava apenas começando.

A Sucuri na capital

Três dias depois, numa quarta-feira, o gerente da Varig local, Licínio Cortez, figura muito querida e respeitada na cidade, apareceu, como sempre fazia depois dos horários de vôos da companhia levando pra gente as edições de jornais do Brasil que apanhava no setor de leitura de bordo (jornais de fora não eram vendidos ainda naquela época em Imperatriz) e nos dava a pedido como cortesia para nossa atualização dos fatos nacionais. Ao entrar na redação com exemplar de O Imparcial (dos Diários Associados), jornal mais lido do Maranhão àquela época, já foi dizendo: -“A cobra de vocês esticou!”

Ao abrir a capa, tava em manchete: - Sucuri de sete metros morta em Imperatriz.

Ou seja, os coleguinhas de redação da capital copidescaram nossa matéria e, só pra não ficar igual texto e tamanho – afinal, cinco metros podia ser pequeno demais para o gosto dos leitores de São Luis -, deram mais uma arrepiada de dois metros.
Eu e Jurivê caímos em gargalhadas, de muitas outras que haveriam de explodir ainda por causa desse fato.

Nossa cobra no Rio

Naquele mesmo final de semana seguinte, provavelmente no sábado, Jurivê Macedo teve que ir a São Luís. Na segunda, dez dias depois de nossa manchete, por volta de dez da manhã recebo telefonema do nosso editor.

- Estás sentado?, perguntou a mim. Escuta, então: - “Cobra de aproximadamente nove metros foi morta em um igarapé próximo a cidade de Imperatriz, no Maranhão....”

Lido o texto, Jurivê informava que aquilo estava em pagina interna do Jornal do Brasil (numa escala de dez leitores, jornal preferido de oito brasileiros nos tempos de chumbo da ditadura) que ele acabara de abrir no hotel onde se encontrava hospedado. O jornal circulara no domingo, dando mais uma espichada na bichona do Bacuri.
Muitas gozações curtidas depois do que acabamos de ler, o meu querido e mestre Jurivê – um dos jornalistas de mais fina ironia e humor que conheço -, me prepararia bote auspicioso, ao escrever em sua coluna do dia seguinte mais ou menos isso:

- A cobra de cinco metros encontrada no igarapé Bacuri, mesmo depois de morta, só faz crescer. Foi noticiada no jornal O Imparcial com dois metros a mais de seu tamanho normal (esse normal aí foi por conta do Juredo, viu? ) e o Jornal do Brasil estampa para os leitores do país que a sucuri tem, em verdade, nove metros de cumprimento. Minha expectativa agora fica por conta do tamanho da cobra a ser dado pelo New York Times.

Catequese

No embalo da extensa programação elaborada para marcar, no próximo dia 12, os dois anos do assassinato de irmã Dorothy Stang, não se deve esquecer que antes dela se fixar no município de Anapu, onde foi assassinada com nove tiros, a religiosa começou a sua rica história de evangelização e luta pelos direitos humanos na localidade de Abel Figueiredo, a partir da metade dos anos 70. Depois delimitou território em Murumuru, município de Marabá.

Beta Moreira, recentemente falecida e esposa do diretor de Política Institucional, da secretaria de Integração Regional, Ademir Martins, intensificou sua militância nas CEB (Comunidade Eclesiais de Base) pelas mãos de Doroty, em Abel.

Ex-prefeito de Marabá, o atual vereador Maurino Magalhães também teve seu batismo de fogo nos movimentos sociais influenciado pela irmã norte-americana, ao ser eleito o primeiro presidente de uma associação da zona rural numa articulação conduzida por ela, em Murumuru.
Maurino tinha 18 anos de idade.

Presença duvidosa

Pessoas ligadas ao governo do PT continuam afirmando que Ana Julia marcará presença na Assembléia Geral que escolherá o novo presidente da Associação dos Municípios do Araguaia Tocantins,certamente o prefeito de Parauapebas, Darci Lermen (PT) -, dia 9, sexta, em Marabá. Pessoalmente, o pôster considera arriscado, do ponto de vista político, essa suposta participação da governadora no processo de escolha da diretoria da Amat.
Mas como em seu entorno tem gente com juízo e sensível a questões extemporâneas, certamente tudo não passa de boato.

Sob suspeita

Giovanni Queiroz se elegeu deputado federal com 52.860 votos. Destes, 2.660 foram abocanhados em Marabá. O que tem a ver isso com o sexo dos anjos? São votos que o eleitorado do município lhe destinou confiando nas boas intenções do parlamentar que sempre demonstrou competência e disposição de brigar pelas causas mais nobres do Sul do Estado.
Esta semana Giovanni aparece numa foto, publicada no Correio do Tocantins, em audiência com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, ao lado do sorridente morador do distrito de Brejo do Meio, distante 20 km de Marabá, ex-vereador João Cardoso – defensor intransigente da divisão territorial do município de Marabá e presidente de uma batizada Comissão de Emancipação de Municípios do Sul e Sudeste.
Nessa faixa territorial, esse rapaz, provavelmente “tonificado” pelo prestígio do deputado Giovanni, propõe a criação de nada menos três novos municípios, excluindo vasta faixa de terra de Marabá e Itupiranga – e levando provavelmente nesse bojo as minas de manganês de Buritirama e o cobre do Salobo.

Cadê o deputado!

Empresários, líderes comunitários e políticos de Marabá estão de olho nos movimentos de Giovanni Queiroz, que durante a sua campanha para a Câmara nunca manifestou publicamente, em Marabá, se eleito defenderia a criação dos três municípios, cujas propostas se transformaram -, já tem bom tempo -, em bandeira politiqueira de João Cardoso, ex-vereador que nunca mais conseguiu se reeleger, apesar de várias tentativas, e de outras duas ditas lideranças rurais, Mariozan Rodrigues Quintão – também repetidas vezes candidato a vereador do município sem conseguir jamais se eleger -, e Osvaldo Pereira da Silva, os dois últimos diretores sociais da comissão de emancipação.
Giovanni Queiroz precisa ser bem claro nessas ligações perigosas, até porque João Cardoso e Mariozon são seus eternos cabos-eleitorais na zona rural de Marabá, pelo PDT.
Preto no branco, deputado. Venha pro limpo se explicar melhor.Os 2.660 eleitores seus querem saber diritinho dessa conversa esquisita.

Em tempo

Sabem o que Giovanni Queiroz, João Cardoso, Mariozan Rodrigues Quintão e Osvaldo Pereira da Silva faziam no gabinete do ministro dos Transportes? Reivindicando a pavimentação da Estrada do Rio Preto, com pedido antecipado de federalizar a rodovia como extensão da BR-222, ligando Marabá a São Félix do Xingu. Reivindicação justa a necessária, só que inviável na atual conjuntura.
A experiência da classe política, em tempos de PAC, sabe perfeitamente que o governo federal não tem margem de manobra para se comprometer em investimento de tamanha envergadura. Ou seja: conversa pra boi dormir e enganar o eleitorado da zona rural, como vem fazendo nos últimos tempos aqueles bacuraus ruins de voto. Tão ruins que nunca conseguem chegar à câmara municipal.

Fábrica de enganação

A criação de novos municípios não pode ser excluída do debate político. Só que há situações em que a movimentação em torno desse assunto visa exclusivamente beneficiar alguns espertos sujeitos que nada fazem na vida, a não ser sonhar em ter um cargo público e virar “otoridade” em seu habitat.
O ex-deputado Nicias Ribeiro foi um expert nesse tema, propôs a criação de dezenas de municípios que hoje nada mais são, alguns, miseráveis localidades sem perspectivas. No Sul do Pará temos exemplos de comunidades emancipadas que dão pena. Sapucaia e Banach são exemplos disso.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Só podia ser o Juvêncio

Já andei registrando por aqui minha admiração ao Quinta Emenda, blog do Juvêncio Arruda, gracioso arrebanhador de internautas ávidos em profusão das informações dali toureadas. Um espaço, digamos assim, das consciências paraoras.
Não sei se realça - quanto mais purpurina, melhor! -, mas sinto-me verdadeiro macaco de auditório ao lê-lo. Gosto de quem conhece verdadeiramente o Pará. E o Juvêncio conhece, sabe das coisas boas e ruins a nos empanzinar , acostumado a pegar jacumã por esses rios marajoaras.
Agora mesmo terminei de ler resposta do Arruda a comentário do Cris Moreno sobre a relação dos blogs na vida das pessoas. Leiam no post seguinte o que diz Juvêncio.

Pra início de conversa

É verdade Cris.
Os blogs avançam, e o nosso Quinta é só um exemplo entre os muitos blogs excelentes que temos por aqui e pelo interior do estado.
Acho que a opinião do Afonso e a sua poderiam convergir para uma "terceira via" também no formato.
Como?
Bem, imagino um jornal EXCLUSIVAMENTE virtual,com uma boa redação e um moderno cyberparque tecnológico em lugar das maravilhosas Rolands da vida.
Umjornal virtual que baixasse imagens e vídeos com rapidez.
Já pensou? Um jornalismo de tv na internet? Uma tv nanet? Sem concessão sem nada?
Este ano, aqui no Brasil, computadores venderão mais que televisores, e Bill Gates afirmou, semana passada,que a tv entrará de vez no computador.
Quem acessa a net tem renda média muito acima dos que não acessam.
O e.comerce bate recordes, em todo o mundo.Aqui no brasil tb.
Um jornal virtual "cola" o estado inteiro "real time".Interessa? eheh...
A possibilidade de um jornal virtual capturar leitores com menos de 30,os confiáveis segundo a Gal, é muito maior.
Em dez anos, a base de leitores dos jornais será amplamente composta dessa faixa etárea,ou de quem nessa fase formou suas preferencias.
Por último, destaco a interatividade - o grande diferencial - que permite as alterações, da notícia e do processo de formação da opinião.
É a "reflexividade" do Giddens.(converse sobre isso com o nosso querido Fábio Horácio)
Tá bom ou quer mais?...rs
Olha Cris,quem dera que alguém se dispusesse a entrar num projeto desses.
Na pior das hipóteses eu hospedaria o Quinta no Portal de Blogs,com certeza um ícone a fazer parte do menu do jornal virtual.
Viagem minha?
Então podem baixar o sarrafo...rs

Quanto aos Anonimos: acho que o limite de suas participações é o conteúdo do comentário.Mas gosto deles.

E muito obrigado pelos elogios ao Quinta.
Bjs prá voce tb.



Juvêncio, me escala aí nesse time. Que tal reunir toda essa turma da blogosfera paraoara e avançar mais, seguir seguindo a idéia? Pelo menos barulho haveria de início. E para todo começo, nada melhor do que isso.

Olha o Tocantins ai, gente!

- Quando ele tufa, ele tufa!

Assim costuma se reportar o grande João Bogéa quando fala todo gabola da impetuosidade do rio Tocantins. Pois é verdade. Em cinco dias, o bicho subiu 1m e 17cm, chegando ao final desta tarde a 6,72cm. Para ser considerado nível de alerta basta ele tufar mais 3m e 28 cm.

- Quando ele tufa, ele tufa!

Bom de grana

Assessoria de comunicação da prefeitura de Marabá, divulgando o ISS eletrônico em fase de implantação, diz que o sistema “vai permitir ao contador/contribuinte transmitir dados, via internet, não necessitando ir mensalmente ao Centro de Arrecadação da Prefeitura prestar contas de blocos de notas fiscais de suas representadas”.
E arremata: “Trata-se de serviço pioneiro no interior do Pará, implantado com sucesso em cidades como Uberlândia e Uberaba, em Minas Gerais”.

Nesse aspecto, o prefeito Sebastião Miranda (PTB) modernizou a administração pública investindo na implantação de ferramentas eficientes para gerar arrecadação própria, distanciando-o da dependência tísica dos repasses constitucionais.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Sonhar não faz mal

Pago pra ver aprovada na Câmara de Belém ementa que veda contratação de parentes para cargos de confiança. O combate ao nepotismo, se esse procedimento prosperasse com vigor no legislativo da capital, poderia ganhar outros campos, estimulando, quem sabe, ações idênticas no interior do Estado.
Mas isso é pura ficção ou manobra isolada de algum vereador bem intencionado. Portanto...

Por que os jovens morrem?!!

Aquele bimotor que caiu essa semana numa avenida de Imperatriz, no Maranhão, era pilotado por Leonardo Dourado, 29 anos. Jovem profissional responsável que apenas tentava colocar o avião no chão num reflexo comum a todo piloto em situação de risco. O motor parou na decolagem e o rumo mais próximo era a Av. Ceará, uma das mais longas da cidade. Depois da aeronave cruzar parte da rede de alta tensão, um fio de baixa atravessado no meio da rota pôs tudo a perder.
Eu conheci Leonardo ainda menino, filho de amigos comuns residentes ao lado de minha casa, quando moramos ali. Fazia companhia ao meu filho da mesma idade dele. Queremos dividir com a família de Léo essa dor imensurável. A Regina, sua mãe, nossa força espiritual.
Morre jovem o que os Deuses amam, é um preceito de sabedoria antiga. E por certo a imaginação, que figura novos mundos, e a arte, que em obras os finge, são os sinais notáveis desse amor divino. Não concedem os Deuses esses dons para que sejamos felizes, senão para que sejamos seus pares. Quem ama, ama só a igual, porque o faz igual com amá-lo. Como, porém, o homem não pode ser igual dos Deuses, pois o Destino os separou, não corre homem, nem se alteia deus pelo amor divino: estagna só deus fingido, doente da sua ficção. Não morrem jovens todos a quem os Deuses amam, senão entendendo-se por morte o acabamento do que constitui a vida. E como à vida, além da mesma vida, a constitui o instinto natural com que se a vive, os Deuses, aos que amam, matam jovens ou na vida, ou no instinto natural com que vivê-la. Uns morrem; aos outros, tirado o instinto com que vivam, pesa a vida como morte, vivem morte, morrem a vida em ela mesma. E é na juventude, quando neles desabrocha a flor fatal e única, que começam a sua morte vivida. (Fernando Pessoa)

Ensinamento tucano

O jornal Liberal deste domingo divulga aquilo que já sabíamos: os desatinos da Educação paraense durante o governo tucano. Extensa matéria mostra que o dinheiro público jogado fora acumula algo em torno de quase R$ 436 milhões, com repetência e evasão escolar no centro de tudo.
O Pará Isso que ficou.

Dêem descarga!

Os jornais dizem que no plenário, foi tudo muito rápido. Enquanto lideres liberavam suas bancadas para votar em qualquer um dos dois candidatos (Arlindo ou Aldo), “em uma operação que durou cerca de 15 minutos”, paralelamente o tucano Jutahy Júnior (PSDB-BA) procurava os colegas alinhados aos governadores Serra e Aécio, ordenando-lhes despejar votos em Chinaglia utilizando a mensagem 'A águia pousou'.
Coisa de gente que faz tudo às escondidas, gestos codificados, expressões decodificadas para conservar na escuridão o caminho próximo a seguir.
Tomando conhecimento do que esses caras fizeram na Câmara Federal no momento de definição dos votos no segundo turno da eleição de seu presidente, dá para medir a extensão de promiscuidade, bandalheiras e todo tipo de tranqueira armada com objetivo único de manter o status quo de seus esquemas dourados.
Não se assiste a uma negociação limpa, partido com partido, definições de pauta legislativa. Não, o que se constata é a ação deliberada dos caciques manobrando ao seu bel prazer.
O uso da expressão “A águia pousou” é um dos atos podres praticados dentro da sentina em que se transformou o Congresso Nacional.
Nem creolina com soda cáustica dissipa o mau-cheiro.