sábado, abril 25, 2009
Diante do delegado
Cerco a Roquevan
O delegado de polícia Fábio Veloso pedirá ainda hoje a prisão preventiva do sindicalista
Roquevan Alves da Silva, líder do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), apontado como o coordenador da invasão ao canteiro das eclusas de Tucuruí. A área está sob controle absoluto dos liderados de Roquevan, inclusive apreensão de equipamentos utilizados pelas empreiteiras na construção da obra de engenharia hidráulica que permitirá a subida e descida de barcos pelo Tocantins, superando os desníveis formado pela barragem.
Há cerca de 30 minutos o MAB permitiu a liberação de apenas dois veículos, negando, no entanto, peremptoriamente, a cessão dos demais maquinários. A obra está cercada por invasores em seus pontos de acesso, e plenamente ocupada em seu interior pelos manifestantes que exigem o cumprimento de extensa pauta de reivindicações – inclusive afastamento do juiz de Direito do município, Cláudio Hernandes Silva Lima, titular da 3ª Vara Penal da Comarca, autor da decretação da prisão preventiva de Roqueven, em 2008, acusado à época dos crimes de extorsão, formação de quadrilha e dano qualificado.
Só para lembrar: os crimes apontados no pedido de prisão preventiva do líder sindical teriam sido praticados por ele por ocasião da tomada das dependências da hidrelétrica de Tucuruí.
A prisão de Roqueven só não ocorreu em face da concessão de liminar em habeaus corpus do desembargador Milton Nobre, determinando a expedição de salvo conduto para garantia da liberdade de Alves da Silva.
Em Tucuruí, a própria polícia não trabalha com a hipótese dos manifestantes deixarem o canteiro das eclusas antes de terça-feira, data em que haverá reunião, em Belém, entre entidades sociais e representes do governo do Estado e da Eletronorte. Como a estatal exige sentar-se à mesa apenas com as lideranças do Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB) e da Associação dos Expropriados pela Barragem, formou-se o forobodó: o MAB exige a negociação com oito entidades.
Representantes do governo do Estado estão em campo tentando sensibilizar a Eletronorte a manter o encontro com todos os setores envolvidos.
Comunicando certo
- Não vou promover massacres como o de Eldorado dos Carajás. O que alguns estão querendo é outro massacre para dizer que nós também promovemos massacre. É essa vontade que alguns setores têm. Tentam artificializar uma situação que não existe. Temos um Estado com cerca de 900 assentamentos e que até 2006 era campeão de mortes no campo. Hoje é campeão de diminuição de mortes no campo.
Trecho da segura entrevista concedida por Ana Júlia ao repórter Caio Junqueira, do Valor Econômico. Ela bate duro em seus opositores, dando nomes aos bois.
Beijando Dilma
Meninas enferrujadas, não!
Coisas de chifrudo
Senadora lobista
O poster, há cerca de 30 dias, vem denunciando a farsa que representa a senadora Kátia Abreu (DEM-TO). Além de farsante, ela integra um restrito grupo de parlamentares mal intencionados, financiados pelo agronegócio para defender seus interesses nem sempre republicanos e voltados, em sua maioria, a criar situações de legalidade no esboço jurídico do país com vistas a assaltar o erário.
Vitor Haor esclarece
Vitor Haor, repórter da TV Liberal, ligou agora cedinho para o poster pedindo esclarecer pontos de seu depoimento à polícia a fatos envolvendo a pessoa dele, exclusivamente, não se reportando, nesse caso, aos fatos ocorridos com os demais colegas de imprensa presentes à fazenda Espírito Santo.
sexta-feira, abril 24, 2009
Mentira tem perna curta
Outra versão desmantelada pelo repórter, a de que a mesma equipe tenha ficado em cárcere privado.
Victor Haor disse que só entrou na aeronave depois de ter sido autorizado a cumpria a "pauta" pela Chefe de Reportagem da TV Liberal, Lene Andrade.
Nas asas do Águia
Plano de vôo suspenso
A outra versão
Num giro de 180º feito pela câmera, saindo do amontoado de sem-terras até o local onde se concentram os defensores da propriedade, atrás de veículos e de árvores, depara-se com o cinegrafista da TV Liberal, Felipe Almeida, e outros repórteres, esforçando-se a ficar fora da trajetória do tiroteio.
Se essas imagens forem usadas pelas autoridades, pode cair por terra a versão de que os rapazes da imprensa tenham sido usados pelo MST como escudos humanos.
Sinal verde
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atualização às 10:09
Oficialização, registre-se, sem a vistoria documentada. Como a Agropecuária Santa Bárbara prefiriu questionar na Justiça sua desapropriação, ao INCRA não foi permitida a auditoria da área. Mas o órgão federal se manifestou publicamente quanto ao caráter improdutivo da fazenda.
Compreenda bem
Yes, nós temos maconha!
Áreas agrícolas antes destinadas ao plantio de arroz, milho e feijão, passaram a ser ocupadas por uma nova cultura, mais rentável e menos trabalhosa.
O plantio de maconha está virando febre no Sul do Pará.
É assim a nova configuração rural descoberta em alguns municípios paraenses, conforme conta a excelente reportagem assinada por Bia Cardoso, no jornal Opinião. Corajosa, a repórter denuncia, inclusive, quem está por trás do plantio criminoso, citando Novo Repartimento e Conceição do Araguaia news produtores da marijuana.
“Os registros apontam para um novo cenário da Regiao Norte do País, onde até bem pouco tempo o consumo de drogas era considerado baixo em relação a outras regiões. Mas, apesar disso, a região ainda não teria produção suficiente para o consumo interno da droga, que continua vindo de outros países para a Amazônia”, conta Cardoso.
Pegadas ocultas
Receituário é do publicitário Glauco Lima, depois do jogo Fluminenense X Águia, postado no blog do Gerson Nogueira, especializado não apenas em esporte. Mas num pouco de tudo.
Patrimônio
quarta-feira, abril 22, 2009
Copa-14
Sacada de marketing na tela da Globo.
Reserva tucana
Sidney Rosa, vice-presidente da Fiepa, é o Plano B de Simão Jatene caso este não aceite concorrer ao Governo do Estado.
Nessa linha, semana passada, acompanhado de José Conrado, o ex-prefeito de Paragominas iniciou sua trajetória pelo Sudeste do Pará, visitando empresáios mais importantes de Marabá e Parauapebas.
Saindo do forno
É o primeiro do Pará especializado em esporte. Feito por quem entende do traçado.
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Correção:
Ao contrário do dito acima, o primeiro blog paraense especializado em esporte é o Travinha, do Leonardo Aquino.
Aposta certa
Como não há nenhuma concorrência vencida nos últimos tempos para asfaltamento de rodovias no entorno do município, tudo indica ser estrutura de empreiteira voltada para cuidar das futuras obras de pavimentação de ruas de Marabá.
Para não perder tempo, veio antes de sair os editais.
Pode até ser, esclareça-se o interesse da empresa apenas em asfaltar as ruas do Loteamento Novo Progresso, localizado em frente e que tem sua matriz em Palmas. Mas daí acreditar em contos de trancoso, há distancia oceânica.
Hora do berrante
Kátia Abreu é uma das vozes, ao lado de outros dois senadores do Tocantins – Leomar Quintanilha (PMDB) e João Ribeiro (PR) – a defender, no Congresso Nacional, a criação do Estado de Carajás.
Omar Antonio Hennemann , breve ex-secretário de Gestão Tributária e Captação de Recursos, de Maurino Magalhães, nem bem esquentou cadeira foi escalado para assumir a Secretaria Executiva do SENAR, Serviço de Aprendizagem Rural, do qual a senadora do DEM é presidente do Conselho Deliberativo.
Foi embora, é verdade, mas com um interessante banco de dados sobre a região para mapeamento da senadora e de seus escudeiros.
segunda-feira, abril 20, 2009
Águia tira sono de Parreira
Time escalado
O Fluminense está praticamente definido para a partida de quarta-feira, contra o Águia Marabá-PA, às 21h50m, no Maracanã, pela segunda fase da Copa do Brasil. O técnico Carlos Alberto Parreira escalou o time no treino desta segunda-feira, nas Laranjeiras, com apenas uma mudança com relação ao que trabalhou no domingo.
O volante Wellington Monteiro ganhou a vaga de Fabinho no meio-de-campo e jogará ao lado de Maurício fazendo o trabalho de proteção à defesa. Sem poder contar com os apoiadores Conca, lesionado, e Thiago Neves, suspenso, Parreira escalou Marquinho e Tartá.
"Sou mais você"
- Torço por você, Fernando Henrique. Você sabe que sou mais você.
Ouvida pelo colunista esportivo Bira Ramos, do jornal Opinião, a frase retrata a preocupação dessa cambada da FPF com o futebol do interior, cujos dirigentes são usados – e sabem disso, que são usados. E não reagem! -, apenas para a sustentação do projeto de perpetuação de cada grupo no poder.
E por falar nisso, aonde guardaram os resultados do tal trabalho de uma comissão de deputados estaduais supostamente criada para apurar as falcatruas dessa gente da FPF?
Tudo faz crer ter sido apenas arrufos de arrancada em época pré-eleitoral. Faz um bem danado à exposição de imagem, deputado assanhar comissões do naipe...
Esperto como é, coronel Antonio Carlos deve ter distribuído tapinhas às costas tipo confete em época de carnaval.
Raça igual a essa...
Peguei um trem de Teresina ...
Extraído do Azougue, blog do jornalista Edson Coelho de Oliveira.
É um novo sítio para quem gosta de causos contados por quem foi criador interior desse Brasil de meu Deus.
Eu tenho a força!!!!
Quando um juiz (a) ou promotor (a) alardeia para sai o direito de proibir, previamente, publicação de matéria jornalística -, ele deve ter a mesma convicção que aterrorizante déspota defendia, com a força das armas e do terror:
- "É especialmente necessário ter-se a imprensa debaixo da mira, porque a sua influência sobre os homens é especialmente forte e penetrante... O Estado não deve perturbar-se pelo brilho da chamada liberdade de imprensa e deixar-se conduzir à falta do seu dever, ficando a nação com os prejuízos. Ele deve, com decisão implacável, assegurar-se desse meio de esclarecimento e colocá-lo a seu serviço e no da Nação”. (Adolf Hitler)
Nota: os grifos são do poster.
Ante Póstuma
- Cala a boca, deixa eu falar e desliga essa droga! (General Newton Cruz, aos berros, empurrando o repórter Honório Dantas, durante entrevista em Brasília, em 17 de dezembro de 1983)
- Não faz pergunta senão leva coice. (General João Figueiredo, ao dar um chega-pra-lá num repórter que tentava entrevistá-lo).
Tempo de libertinagem
Seduzam as criancinhas nos quartos escuros de suas casas, distribuam presentes e todo tipo de gesto cativante.
A indústria de liminares está aí mesmo para protegê-los da execração pública!
domingo, abril 19, 2009
Te cuida, São Raimundo!
Até antes do jogo que terminou em 1 X 1, a diretoria do Remo acreditava numa vitória com boa diferença de gols. Mesmo assim, atuava em diversas frentes para forçar a FPF a mudar a programação da outra partida para a capital.
Agorinha, amigo com forte trânsito entre diretores remistas relatou a dimensão do desespero espraiado entre os principais mandatários do clube tão logo terminou a partida no Mangueirão. Confirmou também o disparo de diversos telefonemas, do presidente da agremiação, a gente com poder de barganha , e de pressão, sobre quem pode decidir a questão.
Se o São Raimundo vencer o returno - esse o dilema maior -, o departamento de futebol do Remo ficará desativado por nove meses.
Jornalismo sem ética
Um nervoso repórter, acompanhado de cinegrafista, forçava a barra para registrar imagens de um menor que se encontrava na casa dos pais, num bairro pobre da idade, acusado de assaltar estudantes à porta de colégios. A equipe de TV tentou enquadrar o rosto do rapaz de vários pontos: do muro de uma casa vizinha, do interior do carro da empresa e até à porta da residência do suspeito. A mãe do menino também se posicionava, como escudeira, colocando as mãos à frente da câmera, pedindo em voz alta que não filmassem o filho.
Sempre atribuindo “o direito de informar” e dando garantias de que haveria o uso de tarja para não identificar o delinqüente, o repórter armou barraco praieiro, revelando o quanto é desinformado quanto aos limites de sua atuação profissional e a ausência de oferta de capacitação por parte das empresas de comunicação locais.
A prática da invasão de privacidade por jornalistas é um mal em ritmo de expansão. A postura do “sou repórter e posso tudo”, grifada com sabedoria pela Waleika, parece transformar-se em regra.
Até hoje, os chamados paparazzi, sob a concepção da opinião pública italiana, foram os responsáveis diretos pela morte da Princesa Diana, ao forçá-la fugir desesperadamente num carro para não ser fotografada ao lado do namorado, causando a tragédia no interior de um túnel.
Apesar da confusa relação de Diana com a fama e a mídia, apesar da complexa cadeia de culpa específica pelo desastre em alta velocidade, a reação instantânea mundial contra os paparazzi indica que as pessoas pensam que nós, jornalistas, somos insensíveis e desdenhamos o mal que podemos causar. Há até quem diz sermos mais interessados nas fraquezas humanas do que em qualquer outra coisa, que invadimos a privacidade das pessoas para obter uma notícia que sirva de entretenimento fútil.
O desastre de Diana foi uma ilustração, literalmente cheia de dor, do dano que as pessoas acreditam que a imprensa pode causar.
Há necessidade, sim, urgente, de nós jornalistas questionar a forma correta de conduzir nossas duras obrigações profissionais sem esquecer aspectos morais e éticos da questão.
Assim como os médicos, os soldados e os policiais, os jornalistas, trabalhando distanciados da ética, estão entre os seletos grupos autorizados a causar danos.
Flashbach
Bem cedo, sou acordado pela presença do jornalista e poeta Frederico Morbarch chamando-me para acompanhá-lo na entrevista marcada com o então todo-poderoso coordenador do garimpo de Serra Pelada, Sebastião Curió, que se encontrava na prefeitura, aguardando-o.
No caminho de casa até o Paço Municipal, Fred e eu combinamos como cercar o ex-agente do SNI. Cada um faria perguntas alternadas abordando temas também totalmente diferenciados um do outro. Amavelmente recebidos por Curió, sentamos todos em torno de uma imensa mesa de reunião, Curió à cabeceira.
Incorrigível indisciplinado, e irrequieto, de cara, Fred fez tudo ao contrário. Disparou cinco perguntas seguidas, abordando questões de Serra Pelada, sempre chamando o entrevistado de “Major”, fato irritante para Curió, eleito um ano antes deputado federal.
Ao fazer a sexta pergunta (eu ali, transformado em mero observador, sem direito a perguntar mais nada), pauleira pura:
- Major, o senhor consegue dormir tranquilamente o sono dos que não nada devem à Justiça?
- Como assim, “nada deve a Justiça”? Eu não devo nada à Justiça! Sou um deputado federal eleito pelo voto direto...
- Mas o senhor promoveu a maior carnificina que se tem conhecimento nas matas do Araguaia ajudando a matar jovens brasileiros...
- Nós estávamos numa guerra contra subversivos que queriam transformar o Brasil numa União Sovitética....
- O que se tem conhecimento é que o Exército matou covardemente e o senhor seria também torturador, não apenas matador.
- O senhor não tem o direito de fazer esse tipo de pergunta a mim.
- E o senhor não tem o direito de vir dizer como eu devo fazer minhas entrevistas.
- Pois a entrevista acabou!
E acabou ali mesmo.
Saindo da prefeitura, Eu e Fred fomos nos deliciar com o fato no primeiro barzinho aberto encontrado, às 10 horas manhã.
Tenho saudades de Frederico Morbarch. O jeito de ser do Fred: sincero, imprevisível, valente e ingênuo ao mesmo tempo, contagiante sonhador.
Fred era a expressão mais verdadeira da metamorfose ambulante cantada por Raul Seixas.
Registrada antes do arranca-rabo, na foto: Sebastião Curió, o poster, uma terceira pessoa que atuava como assessor do ex-major do Exército do SNI e, ele, Frederico Morbarch.
Ingerência do Judiciário
A frase é de Tasso Genro, ministro da Justiça, repercutindo a visão absolutista do poder Judiciário brasileiro, cada dia mais invadindo atribuições que não lhe são suas.