sábado, abril 25, 2009

Diante do delegado

Supostamente acusado de ter incitado a invasão geral de propriedades no Sul do Pará, utilizando em discurso a frase "Não pode ficar nenhum latifúndio para fazer remédio" -, Charles Trocate, um dos coordenadores nacional do MST, logo mais adentra a DECA de Marabá (17 horas) para ser ouvido pelo delegado  Alberone Lobato, no inquérito policial aberto para apurar o suposto crime praticado pelo sindicalista.

Cerco a Roquevan

O delegado de polícia  Fábio Veloso pedirá ainda hoje a prisão preventiva do sindicalista

Roquevan Alves da Silva, líder do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), apontado como  o coordenador da invasão ao canteiro das eclusas de Tucuruí. A área está sob controle absoluto dos liderados de Roquevan, inclusive  apreensão de equipamentos utilizados pelas empreiteiras  na construção da obra de engenharia hidráulica que permitirá a subida e descida de barcos pelo Tocantins, superando os desníveis formado pela barragem.

Há cerca de 30 minutos o MAB permitiu a liberação de apenas dois veículos, negando, no entanto, peremptoriamente,  a cessão dos demais maquinários. A obra está cercada por invasores em seus pontos de acesso, e plenamente ocupada em seu interior pelos manifestantes que exigem o cumprimento de extensa pauta de reivindicações – inclusive afastamento do juiz de Direito do município, Cláudio Hernandes Silva Lima, titular da 3ª Vara Penal da Comarca, autor da decretação da prisão preventiva de Roqueven, em 2008, acusado à época dos crimes de extorsão, formação de quadrilha e dano qualificado.  

Só para lembrar: os crimes apontados no pedido de prisão preventiva do líder sindical teriam sido praticados por ele por ocasião da tomada das dependências da hidrelétrica de Tucuruí. 

A prisão de Roqueven só não ocorreu em face da concessão de liminar em habeaus corpus do desembargador Milton Nobre, determinando a expedição de salvo conduto para garantia da liberdade de Alves da Silva.

Em Tucuruí, a própria polícia não trabalha com a hipótese dos manifestantes deixarem o canteiro das eclusas antes de terça-feira, data em que haverá reunião, em Belém, entre entidades sociais e representes do governo do Estado e da Eletronorte. Como a estatal exige sentar-se à mesa apenas com as lideranças do Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB) e da Associação dos Expropriados  pela Barragem, formou-se o forobodó: o MAB exige a negociação com oito entidades.

Representantes do governo do Estado estão em campo tentando sensibilizar a Eletronorte a manter o encontro com todos os setores envolvidos.

O blog acaba de apurar que o novo pedido de prisão preventiva de Roquevan Alves da Silva, a ser encaminhado à Justiça pelo delegado Fábio Veloso, sustenta-se na acusação de  formação de banco,  danos ao patrimônio, invasão de propriedade e furto de objetos. A Eletronorte já registrou contra os invasores das obras das eclusas dezenas de BOs apontando o roubo  de equipamentos, cabos e uma série de outros itens. 

Comunicando certo

          - Não vou promover massacres como o de Eldorado dos Carajás. O que alguns estão querendo é outro massacre para dizer que nós também promovemos massacre. É essa vontade que alguns setores têm. Tentam artificializar uma situação que não existe. Temos um Estado com cerca de 900 assentamentos e que até 2006 era campeão de mortes no campo. Hoje é campeão de diminuição de mortes no campo.


Trecho da segura entrevista  concedida por Ana Júlia ao  repórter Caio Junqueira, do Valor Econômico. Ela bate duro em seus opositores, dando nomes aos bois.

De prima

Beijando Dilma

Ela sempre enfrentou sanguinários monstros. O pior deles, a ditadura. 

Torturada seguidas vezes, jamais deletou colegas; nem abandonou a luta pelas suas convicções democráticas.

Uma a uma, todas as adversidades foram vencidas.

Hoje, no auge de sua carreira, ajuda o país a corrigir rumos, comandando projetos de desenvolvimento de um governo que já tirou milhares de brasileiros do esgoto da miséria.

Quando menos se espera, mais uma vez, um monstro sanguinário tenta estancar sua caminhada voluntariosa. 

Mas ela, com transparência e segurança, comunica ao país ter ainda forças para ir à luta encarar outra parada.

De frente, sem a covardia daqueles que a torturam barbaramente nos porões do DOI-CODI.

Assim é Dilma.

Assim ela se mostrou, olho no olho, dizendo ter iniciado a aplicação de quimioterapia para tratamento do linfoma - tumor cancerígeno localizado no sistema linfático.

Mais um monstro sanguinário a ser derrotado por essa corajosa mulher brasileira que tanto enche de esperanças o coração do poster, declaradamente seu fã de primeira hora.

Vai nessa Dilma, o Brasil te espera.

Meninas enferrujadas, não!

Agradável post no blog da lindinha Waleiska tem o tempo ideal para se medir a sabujice estomacal das macacas de auditório do FHC, frequentadoras, às quartas-feiras, do programa do Jô:

"As Meninas do Jô" voltaram a vomitar conceitos e análises conservadoras e direitosas na TV.

Tsc, tsc, tsc.  

Ainda bem que a Bolinha Branca é tão desagradável e arrogante, que leu pra elas antes do debate um e-mail encaminhado por um telespectador dizendo "Você que me matar de taquicardia? Colocar  quatro mulheres para falar de política 1h da matina... Porque elas não falam de sexo e tiram a roupa?"     

Ficaram as quatro com cara de Amélia!   

E, embora a cena fosse dantesca, eu confesso que preferirira  ver a Lúcia Hipólito pelada na TV do que ouvir tanto  conservadorismo...


Sabe, Waleiska, mais divertido ainda, incluir aí o próprio Jô, ao lado da Lúcia, ambos nus, numa Quarta Quente.

Coisas de chifrudo

Anunciada 48 horas antes de sua realização, a Operação Desarmanento processada em quatro áreas de assentamento do Sul do Pará ofereceu à polícia saldo de apenas uma arma de fogo, de fabricação caseira

Muita arma, considerando o alvoroço antecipado dos quatro  mandados de busca e apreensão.

Igualzinho ao marido consciente da traição da mulher à qual é submetido que manda sempre avisá-la com antecedência de 24 horas estar retornando de viagem.

Senadora lobista

O poster, há cerca de 30 dias, vem denunciando a farsa  que representa a senadora Kátia Abreu (DEM-TO). Além de farsante, ela integra um restrito grupo de parlamentares mal intencionados, financiados pelo agronegócio para defender seus interesses nem sempre republicanos e voltados, em sua maioria, a criar situações de legalidade no esboço jurídico do país com vistas a assaltar o erário.

Um aperitivo do modus operandi da senadora foi publicado hoje na caixa de comentários do Quinta Emenda, a seguir reproduzido:

 

Os empresários Eike Batista e Daniel Dantas travaram uma "disputa de lobbies" no Senado, há cerca de dois meses, em torno da atuação do setor empresarial nos portos do país. Segundo relatórios da Polícia Federal relativos à Operação Satiagraha, o embate pode ter envolvido pagamento de propina e tráfico de influência. O motivo foi a votação de uma emenda a medida provisória que tratava dos portos.


Em escuta telefônica que consta do relatório da PF, Arthur Joaquim Carvalho, cunhado e homem de confiança de Dantas, afirma ter ouvido que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), relatora da MP, recebeu R$ 2 milhões da empresa OAS para propor uma emenda à medida provisória. Essa emenda era contra os interesses de Dantas. Kátia Abreu nega ter recebido propina.

A conversa gravada pela PF em 27 de maio é de Carvalho com o publicitário Guilherme Sodré, o Guiga, amigo do governador Jaques Wagner (PT-BA). Segundo a PF, Guiga também atuaria para Dantas. Ontem, o Painel revelou que o Opportunity tinha forte interesse na MP.

A senadora desistiu da emenda à MP no dia seguinte porque, segundo ela, houve acordo com o governo, que teria prometido publicar um decreto com o teor da emenda.

Kátia Abreu pretendia permitir que controladores de portos privados pudessem movimentar cargas de outras empresas, sem limites de quantidade. Uma resolução da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) limita essa movimentação. A emenda beneficiaria Eike Batista, que tem o projeto de investir R$ 6 bilhões em um porto em Peruíbe (SP).

A senadora afirma que se encontrou de forma "transparente" com Eike e com representantes de outras 11 empresas, incluindo a OAS, para tratar de sua emenda. Vários congressistas ouvidos pela Folha disseram que Eike fez lobby a favor da proposta. Se passasse, a emenda de Kátia Abreu prejudicaria Dantas, cujo grupo possui a Santos Brasil, empresa que opera terminal portuário. Entre outras coisas, abriria espaço para a entrada de uma forte concorrência.

Vitor Haor esclarece

Vitor Haor, repórter da TV Liberal, ligou agora cedinho para o poster pedindo esclarecer pontos de seu depoimento à polícia a fatos envolvendo a pessoa dele, exclusivamente, não se reportando, nesse caso, aos fatos ocorridos com os demais colegas de imprensa presentes à fazenda Espírito Santo.

Sobre cárcere privado: confirma ter dito na oitiva não ter se sentido como refém dos sem-terra;

Sobre acusação do propalado escudo humano: “pessoalmente, como fiquei  atrás de outro grupo de repórteres que seguiu à frente, entre eles  o Felipe Almeida e o Edinaldo Souza”, Vitor esclarece não ter sido colocado na linha de tiro entre os invasores e a segurança privada.

Pediu também a retificação da versão de que o avião usado para transporte da equipe de reportagem tenha sido contratado por Daniel Dantas. “Quem alugou a aeronave foi a Agropecuária Santa Bárbara”, diz, esquecendo-se de que, num caso ou outro, dá na mesma.

Confirmou ter pedido autorização para cumprimento da pauta do assunto à Chefe de Reportagem da TV Liberal, equivocadamente citada no depoimento como Leni Andrade. O nome da profissional para  quem Vitor Haor responde, na estrutura da televisão, é Leni Sampaio.

Preocupado com a repercussão do post junto aos colegas de profissão, o jovem repórter demonstra receio de ser exposto “como mentiroso da história”.

O blog esclarece também que os pontos mais importantes do depoimento de Vitor Haor foram repassados ao poster  pelo Diretor de Polícia de Interior, Miguel Cunha, contatado ao celular, por volta das 17 horas, de ontem. 

sexta-feira, abril 24, 2009

Mentira tem perna curta

Miguel Cunha, Delegado de Polícia de Interior, acaba de ouvir o depoimento do repórter Victor Haor, da TV Liberal. Em essencia, o rapaz desmente a versão de que os repórteres levados em uma aeronave do banqueiro Daniel Dantas para a fazenda Espírito Santo tenham sido usados como escudos pelos sem-terras, durante confronto a tiros com seguranças do Grupo Santa Bárbara.

Outra versão desmantelada pelo repórter, a de que a mesma equipe tenha ficado em cárcere privado.

Victor Haor disse que só entrou na aeronave depois de ter sido autorizado a cumpria a "pauta" pela Chefe de Reportagem da TV Liberal, Lene Andrade.

Nas asas do Águia

Gerson Nogueira repercute, no seu blog e na coluna do Diário do Pará, a reação do torcedor a atuação do trio de arbitragem que brecou o ímpeto do Águia no jogo contra o Fluminense.


Sou engenheiro mecânico da Coca Cola aqui de Macapá. Resido há 6 anos nesta maravilhosa cidade, porém sou paraense, natural de Belém e torcedor apaixonado do Clube de Periçá, Filho da Glória e do Triunfo - Clube do Remo.
Em junho de 2008, tive o prazer de junto com meu pai, que veio de Belém, receber a delegação do Clube do Remo em jogo realizado pela Série C frente ao Cristal-AP. Tivemos também o prazer de levar do aeroporto ao hotel e almoçar no dia do jogo com os srs. Rui Guimarães e Paulo Caxiado, da Rádio Clube.
Fora o amor a este único clube, pois após anos de injustiças frente ao futebol das outras regiões deste país, resolvi nunca torcer pelos chamados clubes de massa do eixo Sul/ Sudeste. Sou paraense acima de tudo. Como faço pós-graduação uma semana por mês em Belém e neste período torci bastante pelo Águia de Marabá frente ao Fluminense… E após o jogo lamentei o fato de o mesmo não ter ampliado o placar, pois temia artimanhas como vistas no Maracanã.
Li sua belíssima, acertada e justíssima análise da coluna de sexta-feira (UM TRAMBIQUE FUTEBOLÍSTICO). Vi o jogo, me revoltei com cada impedimento marcado erroneamente pelos falsos e decadentes profissionais da arbitragem que se dizem imparciais e justos… Pessoas denominadas de JUÍZES…
Porém, vemos nos dias de hoje, bate-boca entre ministros do Superior Tribunal deste país e sujeiras que não param de emergir. Imaginem só estes meliantes dentro das quatro linhas de nosso amado, porém sofrido, esporte bretão…
Será que meus filhos e descendentes que continuaram na Região Norte estarão destinados, assim como meu pai (59 anos) e eu (32 anos), a sempre ver nossos times serem roubados descaradamente em jogos de âmbito nacional?
Carlos Magno Bogoevich Morais

Plano de vôo suspenso

Duas aeronaves contratadas, em Redenção e Marabá, cancelaram seus planos de vôo com destino a Brasília e retorno. Iam transportar senadores e deputados federais integrantes de uma comissão destinada a acompanhar o desembarque, em Xinguara, de trinta homens da Força Nacional de Segurança. Como a missão foi abortada pela governadora Ana Júlia, que prefere colocar na área militares da PM preparados para lidar com conflitos agrários, os parlamentares também desistiram de colocar os pés no front.

A outra versão

O poster assistiu, ontem à noite, imagens do conflito na fazenda Espírito Santo, registradas por um rapaz treinado pelo MST para documentar suas ações no campo. Lá está bem nítido, o trajeto feito pelos invasores num piquete da propriedade sem que haja, interpostos no espaço que separa sem-terras e o grupo de segurança da Agropecuária Sanra Bárbara, as figuras dos repórteres. Quem conhece a área de vídeo, de cara compreende serem originais as imagens de qualidade amadora, sem qualquer indício de edição.

Num giro de 180º feito pela câmera, saindo do amontoado de sem-terras até o local onde se concentram os defensores da propriedade, atrás de veículos e de árvores, depara-se com o cinegrafista da TV Liberal, Felipe Almeida, e outros repórteres, esforçando-se a ficar fora da trajetória do tiroteio.

Se essas imagens forem usadas pelas autoridades, pode cair por terra a versão de que os rapazes da imprensa tenham sido usados pelo MST como escudos humanos.

Sinal verde

Era o que faltava para as principais lideranças do MST criar convicção definitiva de que nenhum invasor é para sair das imediações da fazenda Espírito Santo: a oficialização, pelo INCRA, de improdutividade do imóvel, fartamente comemorada pelo MST e Fetraf, tão logo a Superintendência de Marabá do Instituto de Colonização e Reforma Agrária bateu o martelo.

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atualização às 10:09

Oficialização, registre-se, sem a vistoria documentada. Como a Agropecuária Santa Bárbara prefiriu questionar na Justiça sua desapropriação, ao INCRA não foi permitida a auditoria da área. Mas o órgão federal se manifestou publicamente quanto ao caráter improdutivo da fazenda.

Compreenda bem

Rejeitando qualquer tipo de leitura que consigne o ato como reajuste salarial, o Tribunal de Justiça do Estado baixou resolução "adequando” em 3,3% a remuneração dos servidores ativos, inativos e pensionistas daquele poder. Em outras palavras, concedeu a si mesmo aumento no contracheque mensal.
Mas a resolução tenta usar a dialética espécie de exercício localizado, para justificar a medida, adiantando que “atualização monetária não pode ser confundido, nem com reajuste, aumento ou revisão salarial”.
Ah, bom!

Yes, nós temos maconha!

Áreas agrícolas antes destinadas ao plantio de arroz, milho e feijão, passaram a ser ocupadas por uma nova cultura, mais rentável e menos trabalhosa.

O plantio de maconha está virando febre no Sul do Pará.

É assim a nova configuração rural descoberta em alguns municípios paraenses, conforme conta a excelente reportagem assinada por Bia Cardoso, no jornal Opinião. Corajosa, a repórter denuncia, inclusive, quem está por trás do plantio criminoso, citando Novo Repartimento e Conceição do Araguaia news produtores da marijuana.

Os registros apontam para um novo cenário da Regiao Norte do País, onde até bem pouco tempo o consumo de drogas era considerado baixo em relação a outras regiões. Mas, apesar disso, a região ainda não teria produção suficiente para o consumo interno da droga, que continua vindo de outros países para a Amazônia”, conta Cardoso.

Pegadas ocultas

“Não precisa marcar pênalti nem expulsar jogador. Uma arbitragem bem comprada marca alguns impedimentos que evitam gols praticamente certos, desmonta o time adversário no seu melhor momento no jogo, rouba uma vitória que poderia ser certa e quase ninguém percebe o assalto. Glauco Lima”.

Receituário é do publicitário Glauco Lima, depois do jogo Fluminenense X Águia, postado no blog do Gerson Nogueira, especializado não apenas em esporte. Mas num pouco de tudo.

Patrimônio

As cidades de Parauapebas, Canaã e outras das vizinhanças já veem no Águia uma expressão de sua auto-estima e isso contribui para diminuir, sem que se esqueça, o sofrimento do povo em busca de dias melhores. Atrasamos o horário de fechamento desta edição para dizer à posteridade: que o vôo do Águia foi brilhante e que muitas outras decolagens virão. O sinal dessa possibilidade aqui na capital, em Belém, foram os bares e restaurantes, e milhares de lares de belenenses, onde torcedores do Papão e do Leão, grudados na televisão, se uniram, torcendo pelo Águia de Marabá.
Trecho do Editorial do jornal Público, ediçao de ontem, 23.

quarta-feira, abril 22, 2009

Copa-14

Ao adentrar o gramado do Maracanã, logo mais à noite, os jogadores do Águia saudarão a torcida paraense com bela surpresa. De certo, causando repercussão em todo o Brasil.

Sacada de marketing na tela da Globo.

Reserva tucana

Sidney Rosa, vice-presidente da Fiepa, é o Plano B de Simão Jatene caso este não aceite concorrer ao Governo do Estado.

Nessa linha, semana passada, acompanhado de José Conrado, o ex-prefeito de Paragominas iniciou sua trajetória pelo Sudeste do Pará, visitando empresáios mais importantes de Marabá e Parauapebas.

Saindo do forno

Gerson Nogueira faz últimos ajustes em seu blog . Aliás, já está com template do Blogspot publicado.

É o primeiro do Pará especializado em esporte. Feito por quem entende do traçado.

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Correção:

Ao contrário do dito acima, o primeiro blog paraense especializado em esporte é o Travinha, do Leonardo Aquino.

Aposta certa

Numa imensa área próxima a sede da concorrente Construfox, construtora especializada em pavimentação instala seus equipamentos, no bairro do São Félix III.

Como não há nenhuma concorrência vencida nos últimos tempos para asfaltamento de rodovias no entorno do município, tudo indica ser estrutura de empreiteira voltada para cuidar das futuras obras de pavimentação de ruas de Marabá.

Para não perder tempo, veio antes de sair os editais.

Pode até ser, esclareça-se o interesse da empresa apenas em asfaltar as ruas do Loteamento Novo Progresso, localizado em frente e que tem sua matriz em Palmas. Mas daí acreditar em contos de trancoso, há distancia oceânica.

Hora do berrante

Começa a ser desvendado o insistente interesse da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional de Agricultura, em soltar o grito a favor dos pecuaristas do Sul do Pará. Como uma arrivista, aquele que adora comer o resto das festas, ela estaria, na verdade, preparando terreno para trazer seu esquema político-empresarial para sentar pé em Marabá e região, de olho na compra de fazendas e em diversificar negócios mos municípios pólos.

Kátia Abreu é uma das vozes, ao lado de outros dois senadores do Tocantins – Leomar Quintanilha (PMDB) e João Ribeiro (PR) – a defender, no Congresso Nacional, a criação do Estado de Carajás.

Omar Antonio Hennemann , breve ex-secretário de Gestão Tributária e Captação de Recursos, de Maurino Magalhães, nem bem esquentou cadeira foi escalado para assumir a Secretaria Executiva do SENAR, Serviço de Aprendizagem Rural, do qual a senadora do DEM é presidente do Conselho Deliberativo.

Foi embora, é verdade, mas com um interessante banco de dados sobre a região para mapeamento da senadora e de seus escudeiros.

segunda-feira, abril 20, 2009

Águia tira sono de Parreira

Depois de ser derrotado pelo Águia Marabá-PA, por 2 a 1, na partida de ida da segunda fase da Copa do Brasil, quinta-feira passada, em Belém, o Fluminense entrará em campo nesta quarta-feira, às 21h50m, no Maracanã, para disputar uma final de Copa do Mundo contra o mesmo adversário.
É desta forma que os jogadores estão encarando a partida. Uma eliminação precoce na competição desencadearia uma crise nas Laranjeiras. Sabendo disso, o técnico Carlos Alberto Parreira convocou os torcedores para apoiarem o time. Mesmo depois do protesto feito no treino de domingo. Também fez outro pedido especial:
- O torcedor precisa de paciência. O Fluminense necessita de todos os tricolores do nosso lado para conseguir a vaga. Estamos atravessando uma fase de transição. Somos um time grande e sempre teremos a pressão de ganhar. Temos que dançar conforme a música. Basta ganharmos por 1 a 0 por causa do gol que fizemos no final da partida em Belém.
O atacante Everton Santos concordou com as palavras do comandante e pediu a presença dos torcedores no Maracanã.
- Todos nós contamos com o apoio da torcida. Perdemos o jogo em Belém, mas o time já mostrou que tem qualidade. Esta foi só a primeira parte do confronto. Precisamos de atenção desde o primeiro minuto. O Águia quer aparecer para o cenário nacional e vai dar a vida nesse jogo, não podemos perder o foco.

Time escalado
O Fluminense está praticamente definido para a partida de quarta-feira, contra o Águia Marabá-PA, às 21h50m, no Maracanã, pela segunda fase da Copa do Brasil. O técnico Carlos Alberto Parreira escalou o time no treino desta segunda-feira, nas Laranjeiras, com apenas uma mudança com relação ao que trabalhou no domingo.

O volante Wellington Monteiro ganhou a vaga de Fabinho no meio-de-campo e jogará ao lado de Maurício fazendo o trabalho de proteção à defesa. Sem poder contar com os apoiadores Conca, lesionado, e Thiago Neves, suspenso, Parreira escalou Marquinho e Tartá.
Para se classificar às oitavas-de-final da competição, basta ao Fluminense vencer o Águia pelo placar mínimo. Ganhando por 2 a 1, a decisão vai para os pênaltis. E se vencer por um gol de diferença sofrendo dois, a vaga fica com os paraenses, que também jogam pelo empate.
O Fluminense treinou com a seguinte formação: Fernando Henrique; Eduardo Ratinho, Luiz Alberto, Edcarlos e João Paulo; Wellington Monteiro, Maurício, Marquinho e Tartá; Everton Santos e Fred.

Fonte: UOL

"Sou mais você"

Estímulo do presidente da Federação Paraense de Futebol, Antonio Carlos Nunes, ao goleiro do Fluminense, à beira do gramado do Mangueirão, quando este retornava para o segundo tempo do jogo contra o Águia:

- Torço por você, Fernando Henrique. Você sabe que sou mais você.

Ouvida pelo colunista esportivo Bira Ramos, do jornal Opinião, a frase retrata a preocupação dessa cambada da FPF com o futebol do interior, cujos dirigentes são usados – e sabem disso, que são usados. E não reagem! -, apenas para a sustentação do projeto de perpetuação de cada grupo no poder.

E por falar nisso, aonde guardaram os resultados do tal trabalho de uma comissão de deputados estaduais supostamente criada para apurar as falcatruas dessa gente da FPF?

Tudo faz crer ter sido apenas arrufos de arrancada em época pré-eleitoral. Faz um bem danado à exposição de imagem, deputado assanhar comissões do naipe...

Esperto como é, coronel Antonio Carlos deve ter distribuído tapinhas às costas tipo confete em época de carnaval.

Raça igual a essa...

Peguei um trem de Teresina ...

No sábado passado, para provocar a memória dos irmãos, levei o “som” pra varanda e botei a última paixão de meu pai, o CD “Tião Carvalho interpreta João do Vale”, com músicas-retratos-histórias-paisagens do Maranhão de cinqüenta anos atrás. (O Maranhão que meu pai vivera de forma tão abrupta, jovem sobre os lombos dos cavalos que comerciava, indiferente a qualquer refrão e qualquer cantor.) Os personagens das canções de João eram antigos conhecidos que voltavam à memória de seu Antônio e seu irmão; e as músicas, sim, eram também as mesmas daqueles tempos, seu Antônio ouvira-as pelas ruas, mas sem ouvir, não lembrava de um só verso (minha mãe lembrava de todos, e foi a primeira a se encantar quando presenteei o CD). Meu pai, que, por desconhecimento, atacara a arte em nossa infância, tinha, por arte das mesmas canções que combatera, o passado de volta e a graça da vívida nostalgia.

Extraído do Azougue, blog do jornalista Edson Coelho de Oliveira.

É um novo sítio para quem gosta de causos contados por quem foi criador interior desse Brasil de meu Deus.

Eu tenho a força!!!!

Quando um juiz (a) ou promotor (a) alardeia para sai o direito de proibir, previamente, publicação de matéria jornalística -, ele deve ter a mesma convicção que aterrorizante déspota defendia, com a força das armas e do terror:

- "É especialmente necessário ter-se a imprensa debaixo da mira, porque a sua influência sobre os homens é especialmente forte e penetrante... O Estado não deve perturbar-se pelo brilho da chamada liberdade de imprensa e deixar-se conduzir à falta do seu dever, ficando a nação com os prejuízos. Ele deve, com decisão implacável, assegurar-se desse meio de esclarecimento e colocá-lo a seu serviço e no da Nação”. (Adolf Hitler)

Nota: os grifos são do poster.

Ante Póstuma

Em homenagem àqueles que estão adorando o retorno da censura prévia, duas frases célebres de figuraças avessas à liberdade de imprensa:

- Cala a boca, deixa eu falar e desliga essa droga! (General Newton Cruz, aos berros, empurrando o repórter Honório Dantas, durante entrevista em Brasília, em 17 de dezembro de 1983)


- Não faz pergunta senão leva coice. (General João Figueiredo, ao dar um chega-pra-lá num repórter que tentava entrevistá-lo).

Tempo de libertinagem

Tranqüilizem-se, pedófilos paraenses!

Seduzam as criancinhas nos quartos escuros de suas casas, distribuam presentes e todo tipo de gesto cativante.

A indústria de liminares está aí mesmo para protegê-los da execração pública!

domingo, abril 19, 2009

Te cuida, São Raimundo!

Se a classe política, imprensa, formadores em geral de opinião e a diretoria do São Raimundo não se mobilizarem, já a partir desta noite, o segundo jogo contra o Remo será, de novo, em Belém.

Até antes do jogo que terminou em 1 X 1, a diretoria do Remo acreditava numa vitória com boa diferença de gols. Mesmo assim, atuava em diversas frentes para forçar a FPF a mudar a programação da outra partida para a capital.

Agorinha, amigo com forte trânsito entre diretores remistas relatou a dimensão do desespero espraiado entre os principais mandatários do clube tão logo terminou a partida no Mangueirão. Confirmou também o disparo de diversos telefonemas, do presidente da agremiação, a gente com poder de barganha , e de pressão, sobre quem pode decidir a questão.

Se o São Raimundo vencer o returno - esse o dilema maior -, o departamento de futebol do Remo ficará desativado por nove meses.

Jornalismo sem ética

A lindinha Waleiska mexeu num tema sempre desconsiderado pelos jornalistas: a invasão de privacidade. O caso contado por ela no post linkado faz lembrar fato parecido, ocorrido ano passado, em Marabá.

Um nervoso repórter, acompanhado de cinegrafista, forçava a barra para registrar imagens de um menor que se encontrava na casa dos pais, num bairro pobre da idade, acusado de assaltar estudantes à porta de colégios. A equipe de TV tentou enquadrar o rosto do rapaz de vários pontos: do muro de uma casa vizinha, do interior do carro da empresa e até à porta da residência do suspeito. A mãe do menino também se posicionava, como escudeira, colocando as mãos à frente da câmera, pedindo em voz alta que não filmassem o filho.

Sempre atribuindo “o direito de informar” e dando garantias de que haveria o uso de tarja para não identificar o delinqüente, o repórter armou barraco praieiro, revelando o quanto é desinformado quanto aos limites de sua atuação profissional e a ausência de oferta de capacitação por parte das empresas de comunicação locais.

A prática da invasão de privacidade por jornalistas é um mal em ritmo de expansão. A postura do “sou repórter e posso tudo”, grifada com sabedoria pela Waleika, parece transformar-se em regra.

Até hoje, os chamados paparazzi, sob a concepção da opinião pública italiana, foram os responsáveis diretos pela morte da Princesa Diana, ao forçá-la fugir desesperadamente num carro para não ser fotografada ao lado do namorado, causando a tragédia no interior de um túnel.

Apesar da confusa relação de Diana com a fama e a mídia, apesar da complexa cadeia de culpa específica pelo desastre em alta velocidade, a reação instantânea mundial contra os paparazzi indica que as pessoas pensam que nós, jornalistas, somos insensíveis e desdenhamos o mal que podemos causar. Há até quem diz sermos mais interessados nas fraquezas humanas do que em qualquer outra coisa, que invadimos a privacidade das pessoas para obter uma notícia que sirva de entretenimento fútil.

O desastre de Diana foi uma ilustração, literalmente cheia de dor, do dano que as pessoas acreditam que a imprensa pode causar.

Há necessidade, sim, urgente, de nós jornalistas questionar a forma correta de conduzir nossas duras obrigações profissionais sem esquecer aspectos morais e éticos da questão.

Assim como os médicos, os soldados e os policiais, os jornalistas, trabalhando distanciados da ética, estão entre os seletos grupos autorizados a causar danos.

Flashbach

Corria o ano de 1983.

Bem cedo, sou acordado pela presença do jornalista e poeta Frederico Morbarch chamando-me para acompanhá-lo na entrevista marcada com o então todo-poderoso coordenador do garimpo de Serra Pelada, Sebastião Curió, que se encontrava na prefeitura, aguardando-o.

No caminho de casa até o Paço Municipal, Fred e eu combinamos como cercar o ex-agente do SNI. Cada um faria perguntas alternadas abordando temas também totalmente diferenciados um do outro. Amavelmente recebidos por Curió, sentamos todos em torno de uma imensa mesa de reunião, Curió à cabeceira.

Incorrigível indisciplinado, e irrequieto, de cara, Fred fez tudo ao contrário. Disparou cinco perguntas seguidas, abordando questões de Serra Pelada, sempre chamando o entrevistado de “Major”, fato irritante para Curió, eleito um ano antes deputado federal.

Ao fazer a sexta pergunta (eu ali, transformado em mero observador, sem direito a perguntar mais nada), pauleira pura:

- Major, o senhor consegue dormir tranquilamente o sono dos que não nada devem à Justiça?

- Como assim, “nada deve a Justiça”? Eu não devo nada à Justiça! Sou um deputado federal eleito pelo voto direto...

- Mas o senhor promoveu a maior carnificina que se tem conhecimento nas matas do Araguaia ajudando a matar jovens brasileiros...

- Nós estávamos numa guerra contra subversivos que queriam transformar o Brasil numa União Sovitética....

- O que se tem conhecimento é que o Exército matou covardemente e o senhor seria também torturador, não apenas matador.

- O senhor não tem o direito de fazer esse tipo de pergunta a mim.

- E o senhor não tem o direito de vir dizer como eu devo fazer minhas entrevistas.

- Pois a entrevista acabou!

E acabou ali mesmo.

Saindo da prefeitura, Eu e Fred fomos nos deliciar com o fato no primeiro barzinho aberto encontrado, às 10 horas manhã.

Tenho saudades de Frederico Morbarch. O jeito de ser do Fred: sincero, imprevisível, valente e ingênuo ao mesmo tempo, contagiante sonhador.

Fred era a expressão mais verdadeira da metamorfose ambulante cantada por Raul Seixas.

Registrada antes do arranca-rabo, na foto: Sebastião Curió, o poster, uma terceira pessoa que atuava como assessor do ex-major do Exército do SNI e, ele, Frederico Morbarch.

Ingerência do Judiciário

- "Há hoje no Brasil uma radicalização da estatização da política em função dos poderes que o Judiciário tem avocado para si. E essa é a mais complexa e difícil quetão de ser resolvida. Por uma questão muito simples: quando o poder Judiciário resolve, não têm instância para recorrer".


A frase é de Tasso Genro, ministro da Justiça, repercutindo a visão absolutista do poder Judiciário brasileiro, cada dia mais invadindo atribuições que não lhe são suas.