sábado, abril 17, 2010

Jatene fala em Parauapebas

Em palestra para empresários do município de Parauapebas, o ex-governador do Pará Simão Jatene disse que, sozinho, nenhum governo tem condições de atender a todas as demandas da sociedade e reforçou a necessidade de construção de um pacto para o desenvolvimento do Estado. “É preciso que os mais diferentes setores da sociedade: trabalhadores, empresários, produtores rurais, organizações não-governamentais, todos enfim, se unam em torno de objetivos comuns”, afirmou, acrescentando: “Mas para que esse pacto dê certo é preciso que ele seja mediado pelo governo e, para isso, a administração pública precisa ter credibilidade”.

O ex-governador foi a Parauapebas para participar do seminário Tendências de Mercado – Desafios e Oportunidades do Pará, promovido, na noite de quinta-feira, pela Gestor Consultoria no auditório da Associação Comercial e Industrial de Parauapebas (Acip).

Paragominas é, na opinião do ex-governador, um bom exemplo de pacto bem sucedido. A união entre o poder público e a sociedade resultou em um novo modelo de desenvolvimento local. O município, que até a alguns anos tinha a triste fama de ser um dos mais degradados do Estado, como resultado da exploração predatória dos recursos madeireiros da Amazônia é hoje modelo de desenvolvimento sustentável com uma economia baseada no setor agro florestal.

O presidente da Acip, José Rinaldo Carvalho, entregou ao ex-governador um documento apresentando os principais problemas de infra-estrutura enfrentados pelo município. O empresário destacou que Parauapebas vem apresentando taxas de crescimento populacional de aproximadamente 20% ao ano e que o Estado não vem conseguindo implantar medidas efetivas para reduzir o impacto social deste fluxo migratório.

“Não temos mais vagas para as crianças estudarem. Nenhum investimento foi feito em educação. Nos últimos anos nenhuma nova sala de aula foi construída. Também temos sérios problemas na área de segurança. Para ter uma idéia a cadeia pública daqui está superlotada e não oferecia mais condições de segurança. Quem reformou o prédio foram os próprios empresários locais”, contou.
 
Fonte: Simone Romero

Batalha pela Alpa - Parte 4

Procedimentos irresponsáveis da maioria dos donos de usinas de ferro-gusa instalados no Distrito Industrial de Marabá, quase põe por água abaixo todo um esforço que o governo do Estado desenvolvia para sensibilizar o governo federal, e a Vale,  a investirem na implantação de uma siderúrgica no Estado.

Por todo o ano de 2008, alguns guseiros decidiram peitar as autoridades ambientais negando-se adquirir matéria-prima florestal de origem legal, estimulando em escala nunca visto a comercialização de carvão vegetal originária de matas nativas.

Quando foi divulgada, pelo terceiro mês consecutivo, a inclusão do Pará no topo da lista dos estados desmatadores, Ana Júlia reagiu, declarando que não admitiria maus empresários usarem as riquezas naturais do Estado de forma predatória.

Foi quando registrou a famosa frase:

                     - Só ficará no Estado aquele empresário que quiser trabalhar dentro da legalidade.

De repente, o sinal vermelho acendia.

As avançadas articulações de bastidores no sentido de viabilizar a implantação da siderúrgica no Estado, ocorridas nos últimos meses em Brasília, Belém e Rio de Janeiro, ficavam sobrestadas.

Telefonemas eram disparados em todos os sentidos.

Foi nesse período que a diretoria do Sindiferpa (Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Pará) recebeu pressões fortíssimas da Associação Comercial e Industrial de Marabá para que colocasse um freio de arrumação em seus associados predadores.

Como entre associados do Sindiferpa há sócios também da ACIM – proprietários da Daterra (Grupo Revemar) e Maragusa (Grupo Leolar) – estes acenaram com a possibilidade de se desligar do sindicato dos guseiros caso continuassem a conviver com colegas descomprometidos de ações de responsabilidade ambiental.

Na visão da Associação Comercial e Industrial de Marabá, o que importava era a conquista da siderúrgica para transformar o DI em produtor de aço.

De certa forma, por alguns dias, as relações do Sindiferpa e da ACIM estavam estremecidas.

Abre parênteses.

Lembrando a quem não sabe, o Sindicato da Indústria de Ferro Gusa do Pará foi criado graças aos esforços de diretores da ACIM, para isolar a influência da Asica (Associação das Siderúrgicas de Carajás ) e de seu então presidente Luiz Carlos Monteiro, dono da Cosipar, que conseguiu a unanimidade de ter os guseiros do Estado contra ele.

Com sua criação, o Sindiferpa também visava isolar a influência dos guseiros maranhenses em quase todas as decisões da Asica.

Fecha parênteses.

Como resultado da pressão dos governos federal e estadual, Ibama e Sema passaram a autuar as usinas que não comprovavam reservas qualificadas de carvão vegetal. Mais da metade chegou a receber multas da ordem de R$ 500 milhões.

Bom relembrar a ação nefasta de alguns políticos da região, tentando remar contra o vento.

Enquanto se buscava eliminar do Distrito Industrial de Marabá os usineiros mal-intencionados, alguns ditos representantes da região faziam pressão nos gabinetes de Belém e Brasília na tentativa de liberar multas e tornar sem efeito medidas de ajuste de conduta.

O que importava para aquela cambada era garantir a simpatia dos donos de usinas para a recompensa futura de financiamento de campanhas eleitorais.

Para eles, siderurgia e verticalização, às favas

(Brevemente, o  poster contará como agiam aqueles malandros-de-mandatos nos gabinetes palacianos, citando, inclusive, nomes).

Naquele mesmo espaço de tempo, além da ação criminosa de alguns guseiros atrapalhando as articulações do governo em favor da verticalização do aço em Marabá, surgiu a Vale radicalizando relações.

Numa decisão inédita, anunciou a suspensão do fornecimento de minério de ferro às usinas predadoras, inviabilizando suas atividades.

O clima de insustentabilidade moral anunciava o Pará despreparado para acomodar em seu território uma siderúrgica do porte da que se pretendia, considerando o baixo nível profissional de alguns produtores de gusa teimando em estimular a montagem de carvoarias operando com mais fornos do que o previsto em suas licenças ambientais, e transportando, posteriormente, mais carvão do que o declarado nas guias florestais.

A prensa dada pelos governos no interior das usinas irregulares, em poucos meses, colocava em ordem a funcionalidade do Distrito Industrial, operando ali com apenas 60% de seus altos fornos. O restante, desativado pelos crimes cometidos.

Uma foto de Lula recebendo em audiência, no Palácio do Planalto, Roger Agnelli e Ana Júlia, realimentava o sonho da verticalização.

Mas isso é história pro artigo de amanhã.

sexta-feira, abril 16, 2010

"Vendendo" positivamente o Pará

A anualmente concorrida reunião entre o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), marcada para o próximo dia 22,  em São Paulo, tem entre seus palestrantes  o secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), Maurílio Monteirop .

Na programação, Maurílio abordará os projetos de Fomento à Mineração, Metalurgia e Siderurgia no Desenvolvimento do Estado do Pará,  e os possíveis investimentos no Estado.

Mário Couto, vergonha paraense

Rarefeito de seguidas ausências da cidade, somente agora o poster assenta-se para assimilar os últimos acontecimentos na área política do Estado, medindo as consequências do sempre previsível reaparecimento acabraiado do senador Mário Couto (PSDB), no plenário do Senado.


Toda vez, repetindo gestos teatrais, o verdugo vomita ódio, preconceito, desrespeito, baixarias e o seu desprezível estilo de atacar a governadora Ana Júlia como se estivesse no centro de uma sala debatendo malfeitos com os bicheiros mais perigosos desse país.

O que disse Mário Couto de Ana, atenta contra qualquer princípio de civilidade.

O Congresso Nacional (basta constatar na TV Senado) tem parido o que há de mais sujo e demente como representação popular – salvas as sempre sadias exceções.

A grande maioria ali dentro são predadores com traços de psicopatia que utiliza suas atividades profissionais para conquistar não apenas poder imensurável, como para auxiliá-los na camuflagem social daqueles que não levam uma vida francamente marginal – mas que são, em ultima instância, delinquentes mais perigosos.

O bom do ato avacalhado do pós-graduado em contravenção Mário Couto é a conscientização de que há, definitivamente, longo desafio imposto a este Estado para superar suas mazelas históricas, a começar pelo fato de termos no cenário político o que há de mais raso e doentio a representá-lo nas hostes de um Senado da República.

De nada adianta o Estado começar a conviver com o esboço de um novo modelo de desenvolvimento, priorizando inclusão digital, verticalização do aço, extensão de cursos universitários com a criação de Universidades Federais em suas regiões Sul e Oeste, alargamento de centros de ciência e tecnologia, se no rastro de todas essas ações não ocorrer a dedetização de setores da política estadual.

A presença de Mário Couto no Congresso Nacional, só isto, é o suficiente para enfraquecer vergonhosamente o moral de nosso Estado e a boa vontade de quem ainda se esforça para encontrar algo de valor em alguém que ocupa a tribuna para arrotar mau-hálito, podridão e expressões dignas dos grandes chefes das organizações criminosas.

Vergonhoso, sob todos os aspectos, sermos obrigados a conviver ainda com gente da extirpe do político tucano, cujo passado recente de dono de bancas de jogos de azar espelha saborréia crônica, expõe nossos jovens a exemplos condenáveis e desestrutura qualquer sentimento de convivência sadia num estado democrático como o nosso.

Paralelamente aos esforços descomunais de mudança do modelo de desenvolvimento, precisamos, todos, arregaçar as mangas para extinguir do cenário político figuras abjectas como Mário Couto e similares.

Do alto de seus hábitos de estrebaria, esse vergonhoso senador paraense é um mau exemplo para nossos jovens que sonham um dia seguir a carreira política.

A forma como ele usa a tribuna do Senado, aproveitando seu foro privilegiado, desacredita a instituição.

O futuro que imaginamos para o Estado do Pará ( e eu sou paraense, nascido em Marabá, com muito orgulho e paixão) – pensamos seja o sonho de todos – passa bem longe do que assistimos na TV Senado.

Queremos uma pátria limpa, comandada por políticos limpos, envolvidos até o talo com a ética e os bons modos.

Mário Couto não trafega por aí.

Ele representa o Mau.

E o Mal.

quinta-feira, abril 15, 2010

Oportunidades de Negócios no Pará

Às 09:15, no auditório da Federação da Indústria do Estado de São Paulo, o Seminário "Oportunidade de Negócios", promovido pelo jornal Valor Econômico, foi aberto pelo vice-presidente da Fiesp, João Ometto, saudando a governadora Ana Júlia.

Em seguida, a própria governadora fez sua palestra destacando os investimentos públicos e privados, até 2014, no Pará, da ordem de  R$ 100 bilhões.

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Atualização às 10:15

Quem fala agora é Fernando  Augusto Quintella, da Vale.

Destaca os projetos Salobo (cobre)  e Onça-Puma,  de níquel.

Fernando disse que o Pará, hoje, está para Brasil como o Paraná  nos anos 60.

Comparou Marabá com Araçatuba (SP), há 25 anos atrás.

Quintella destaca ainda o Vale Florestar, com 300 mil hectares de plantio envolvendo dendê.

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Atualização às 11:20

A palestra, neste momento, é proferida por Altino Ventura, da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético, do Ministério de Minas e Energia.

Ele enfatiza  que o Pará é a fronteira de energia do Brasil para os próximos 15 anos.

quarta-feira, abril 14, 2010

Aprovada Urgência Plebiscito novos Estados

A Câmara Federal acaba de aprovar requerimento da Urgência para o Projeto de Decreto Legislativo que convoca os habitantes do Pará para plebiscito sobre a criação do Estado de  Tapajós.

Resultado foi o seguinte:

Sim -            265
Não -             51
Abstenção -   13

Total -         329 votos

Deputados debatem agora o requerimento da Urgência para o Estado de Carajás.

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Atualização às 21:47

Aprovado, também, o requerimento da Urgência para a votação do plebiscito sobre o Estado de Carajás.

Resultado:

Sim -          261

Não -           53
Abstenção - 14
Total -        328 votos

Nota Blog: para a votação do Projeto de Decreto Legislativo instituindo o plebiscito, ainda haverá obstáculo dos mais desafiadores: a votação do mérito da matéria.

Portanto, uma longa estrada a percorrer, ainda, até a aprovação do plesbiscito.

Atualização brecada

Ainda não sobrou tempo para o blogger redigir as partes restante da série "Batalha pela Alpa".

Ausente de Marabá, somente amanhã, 15, estaremos restabelecendo a atualização do blog, com notícias da região, algumas inéditas.

Contamos com a compreensão de vocês.

Vale avança na área do aço

O texto abaixo é assinado pelo jornalista Diogo de Hollanda, do Valor Econômico:


Com a perspectiva de contribuir para um aumento relevante na capacidade nacional de produção de aço, os projetos siderúrgicos da Vale começam a sair do papel. É o caso da usina ThyssenKrupp CSA, no Rio de Janeiro, com participação de 26,87% da mineradora, que deverá começar a operar em junho. Além dele, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), no Ceará, parceria com a coreana Dongkuk, começou os trabalhos de terraplenagem em dezembro e a Aços Laminados do Pará (Alpa), desenvolvida individualmente pela Vale no município paraense de Marabá, já obteve licença prévia e espera dar início às obras também em junho. As inaugurações estão previstas para 2013 (Alpa) e 2014 (CSP).

Em fase mais preliminar está a Companhia Siderúrgica Ubu (CSU), no Espírito Santo, que ainda não concluiu a compra de terrenos e pode ter de postergar o início das operações para depois de 2014. De acordo com a Vale, os quatro projetos poderão aumentar em 50% a capacidade de produção de aço do país. O investimento total previsto para os empreendimentos - incluindo o montante a ser aportado pelos sócios - é de aproximadamente R$ 33 bilhões.

Segundo o diretor de siderurgia da empresa, Aristides Corbellini, os investimentos em aço da Vale estão inseridos em uma estratégia de longo prazo. "O objetivo é desenvolver o setor no Brasil e, dessa forma, agregar valor ao minério e gerar riqueza e desenvolvimento em vários Estados", define. De acordo com o executivo, o posicionamento anterior da companhia, de ter participações minoritárias e temporárias, foi revisto em 2008 devido a uma mudança na percepção do negócio. "A siderurgia é uma opção interessante como investimento e - principalmente no Brasil - um excelente negócio", afirma, destacando, por exemplo, a boa média de retorno aos acionistas proporcionado pelos projetos siderúrgicos brasileiros nos últimos dez anos.

Diferentemente dos outros três empreendimentos, em que atua ou pretende atuar com participações minoritárias, a Vale resolveu tocar sozinha a construção da Alpa. A decisão se deu pelo fato de a companhia considerar o projeto estratégico - porque promoverá a integração com a California Steel, da qual detém 50% - e por avaliar que, na etapa de desenvolvimento, a localização da usina poderia inibir empresas sem experiência na região Norte. Segundo Corbellini, a Vale só começará a pensar em sócios quando a planta estiver em operação.

Já na CSU, embora por enquanto esteja sozinha, a empresa pretende buscar um sócio majoritário logo após adquirir o licenciamento ambiental, o que espera ocorrer ainda este ano. "Já está de bom tamanho", justifica Corbellini, referindo-se ao esforço que será feito pela companhia no conjunto de projetos. Segundo ele, três empresas manifestaram interesse em associar-se à Vale na usina de Ubu, que vai produzir 5 milhões de toneladas por ano e demandará um investimento de aproximadamente R$ 8 bilhões.

Na CSP, no Ceará - que produzirá 3 milhões de toneladas por ano e tem investimentos previstos de R$ 7,6 bilhões -, a empresa participa com 49%, frente aos 51% da Dongkuk. Mas "essas participações podem variar", observa Corbellini, lembrando que "às vezes surgem necessidades de mudanças no desenvolvimento do projeto". Foi o que ocorreu no ano passado, quando a Vale aumentou de 10% para 26,87% sua fatia na ThyssenKrupp CSA devido às dificuldades que a crise econômica impôs aos negócios da empresa alemã na Europa.

Com exceção da Alpa, que destinará cerca de 30% da produção à laminação e posterior venda no mercado doméstico - em parceria com a Aço Cearense -, todos os projetos serão inteiramente voltados para a exportação. Os quatro empreendimentos seguem a mesma lógica: com a remessa de placas, as usinas brasileiras promoverão a integração vertical com outras plantas do mundo.

No caso da ThyssenKrupp CSA, que produzirá 5 milhões de toneladas por ano, a integração se dará com uma unidade que a empresa alemã está erguendo no Estado do Alabama (EUA). Na CSP, com as instalações da Dongkuk na Coreia, é a maior compradora de placas do mundo. E, na Alpa, o percentual da produção exportada (cerca de 70% das 2,5 milhões de toneladas anuais) irá principalmente para a California Steel, usina instalada na cidade de Fontana (EUA) na qual a Vale detém, desde 1984, participação de 50%, e foi seu primeiro investimento no setor siderúrgico (a outra sócia é a japonesa JFE). A perspectiva é de que a CSU siga a mesma lógica e tenha como sócio uma siderúrgica não-integrada - ou seja, que não compre minério de ferro e sim as placas de aço.

Todos os projetos incluem contratos de longo prazo de compra de minério da Vale, que geralmente vão de 12 a 15 anos. Corbellini observa que este item é vantajoso não apenas para a mineradora, mas também para os sócios. "Hoje em dia, o minério está se tornando escasso, principalmente na qualidade dos minérios da Vale", diz.

O diretor da Vale nega que o cronograma de investimentos da empresa em siderurgia tenha sofrido atrasos. Ele cita o exemplo da ThyssenKrupp CSA, da qual foi presidente, para frisar que - não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro -, os projetos siderúrgicos têm longa maturação. "A CSA, que vai iniciar a operação em junho, começou a ser discutida seis anos atrás, em 2004, e a pedra fundamental foi lançada em setembro de 2006, quando já tinham se passado quase 30 meses desde o começo das conversas", lembra. "O cronograma rígido é quando está na implantação. Na concepção, não", acrescenta.


Fonte: Valor Econômico.

terça-feira, abril 13, 2010

NOTA À IMPRENSA

O Partido dos Trabalhadores vem a público repudiar as recentes declarações do senador Mário Couto, que tentam denegrir a imagem da governadora do Estado do Pará, Ana Júlia Carepa.

Mário Couto é um representante do Estado do Pará, mas não se preocupa em defendê-lo. Sua atuação no senado teima em denegrir a imagem do estado, com um discurso truculento e preconceituoso com relação à condição de mulher e de governadora de Ana Júlia Carepa.

A atitude insana do senador esconde a incapacidade do seu partido, hoje sem lideranças e força políticas no Pará.

Ana Júlia Carepa, que o senador, em discurso, diz “gostar de uisque”, tem um passado irrepreensível e admirado pelo povo do Pará.

Foi lider estudantil, bancária, dirigente sindical, vereadora, deputada federal, vice-prefeita de Belém, senadora e é governadora do Pará.

Mário Couto, como é público e notório, não gosta que lembrem do seu passado.

A política no Pará avançou com Ana Júlia Carepa, que é querida e respeitada pelo povo e pelos prefeitos do Pará, inclusive àqueles do partido do senador, que reconhecem na governadora uma mulher que respeita as relações políticas.

Ana Júlia Carepa se relaciona de forma republicana com as demais autoridades constituídas do Pará, sem a prática da cooptação de prefeitos, tão comum à época do governo do partido do senador.

Por fim, o Partido dos Trabalhadores é verdadeiramente solidário com a batalha travada por um familiar do senador que luta, heroicamente, para se livrar da dependência do alcoolismo.

João Batista
Presidente do PT

Nesta quarta

A parte 4 da série Batalha pela Alpa será publicada somente nesta quarta-feira, 14.

Excesso de compromissos indisponibilizam tempo para poster redigir o texto.

Desculpas.

Estado de Carajás: temperatura alta

Pressão total nos corredores da Câmara Federal para que seja incluida na pauta de hoje o projeto de autorização para realização de plebiscito do Estado de Carajás.

A seguir, trechos de discurso do deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), em comunicado de liderança, defendendo argumentos para criação deuma nova unidade federativa.

“É com prazer que, mais uma vez, retorno a esta tribuna para fazer um relato sobre questões que dizem respeito à Amazônia, particularmente à revisão geopolítica que estamos a propor a quase 20 anos nesta Casa e que agora se aproxima de um final feliz”.

"Em primeiro lugar, é a própria Constituição que diz que se deve consultar a população diretamente interessada sobre o fracionamento ou não, sobre a divisão ou não, sobre a criação ou não de um novo Estado. (...) "Há necessidade de se emanciparem os estados de Carajás e Tapajós, pois não há bom governante, com as melhores intenções que possa ter, que dê conta de administrar um Estado com a dimensão do Pará”.

Ao ilustrar a ingovernabilidade do estado paraense, Giovanni Queiroz frisou a seguinte informação: “o [atual] Pará é 60 vezes maior do que Sergipe e 42 vezes maior do que Alagoas”. Segundo ele, “como se governa uma extensão territorial desta monta”, perguntou.

Para mostrar que a divisão do Pará não irá enfraquecer a região, o parlamentar pedetista comparou o futuro tamanho do estado do Pará ao tamanho do estado de São Paulo. Pois, segundo ele, o Pará pós divisão será do tamanho de São Paulo e o tamanho territorial impede que São Paulo se desenvolva e seja a locomotiva do País, questionou Giovanni.

Outro ponto defendido pelo parlamentar favorável a divisão do Pará, é com relação ao forte desenvolvimento de algumas cidades na área do futuro Carajás. Segundo ele, há municípios que crescem a 14% ao ano. “Crescem mais que a China”, vislumbra. Para ele, esse crescimento só será ordenado com a presença de um Estado forte e próximo da população.

 Fonte: Val-André, direto de Brasília.

Belém deve ficar atenta

A notícia de maior repercussão do dia é a possível exclusão do estádio Morumbi dos planos da Fifa para sediar jogos da Copa do Mundo. Pelo menos é isso que deve ser anunciado, oficialmente, nas próximas horas


Ganha importância pelo fato da população de São Paulo, sexta maior cidade do planeta, estar ameaçada de não assistir em seu próprio Estado aos jogos do Mundial.

No embalo desse pererê, ratificado por um alto dirigente da Fifa, a firme decisão da entidade que controla o futebol anunciar que excluirá também da programação da Copa do Mundo de 2014 as praças que não cumprirem os novos prazos para inicio das obras de estádios de futebol.

Aqui de nosso cantinho, leve bruma chega anunciando a leve desconfiança de que Belém pode ser incorporada aos planos da Fifa, pelo fato de já ter um estádio pronto a não exigir tanto tempo em obras de adequação.

Pelo menos uns três Estados, da lista selecionada, correm o risco não cumprir o rígido organograma da
Fédération Internationale de Football Association.

De leve, há pressentimentos de que podemos entrar no jogo.

É pr´esse lance que as autoridades devem estar antenadas.

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atualização às 13:30

Fifa manda setor de comunicação desmentir  jornal O Estado de São Paulo. Por enquanto, o Morumbi continua nos planos da entidade.

Ao pé do ouvido

Nos bastidores, prefeito de Parauapebas Darci Lermen (PT) tem sido um dos mais dedicados negociadores com o PMDB para que este partido ratifique a aliança de 2006 com o PT, pela reeleição de Ana Júlia. Uma das últimas conversas de Darci foi com o prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho.

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster na edição desta terça-feira, 13, do Diário do Pará:

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Água para todos
Nas últimas 48 horas tem sido frenética a movimentação de engenheiros, técnicos e demais servidores da Cosanpa, em Marabá, acelerando a conclusão de interligação do novo sistema de distribuição de água à moderna unidade de tratamento construída à beira do rio Tocantins. Por conta das manobras operacionais, muitos residências de bairros da cidade ficaram sem receber o produto por longo período. As obras serão entregues até final de junho, com recursos da ordem de R$ 160 milhões, juntando grana do PAC e do governo estadual, constituindo o maior investimento do setor feito em Marabá em toda a história.

Novas tecnologias
Maquinistas de trens da Vale estão sendo comunicados que serão submetidos a treinamento em cabines especiais que a mineradora instala em seus centros de excelência em logísticas. e ao longo da Estrada de Ferro Carajás, em cumprimento ao programa de modernização e eficiência que consumirá investimentos da ordem de R$ 60 milhoes, ao longo de 2010.

Canto indígena
Projeto da professora Lilian Barros, doutora em Etnomusicologia, tratando da música dos índios do Alto Rio Negro, que o Instituto de Artes do Pará apresenta nesta terça-feira, em palestra da autora, tem estudo similar em Marabá, mais precisamente no interior da Fundação Casa da Cultura, realizado pela musicista Mirtes Emília, durante muito tempo diretora da Escola de Música da entidade. A jovem marabaense passou três anos embrenhada na aldeia Sororó , pesquisando origem e desenvolvimento da música dos índios Suruí. Trabalho maravilhoso que já integra o acervo cultural da FCCM.

Na ponta do alicate
Maurino Magalhães (PR), durante evento oficial em Marabá, semana passada, foi interpelado asperamente pela promotora de Justiça Daniela Mourão, chamando-o de “mentiroso”, pelo fato do prefeito cobrar do MP e da Justiça bom senso em suas decisões, e jogar a responsabilidade àquelas autoridades pela suspensão da coleta de lixo nas vias públicas. O prefeito de Marabá reafirmou tudo o que dissera à imprensa, devolvendo, no mesmo tom, a falta de educação da promotora, que tem revelado mau humor e indisposição ao diálogo quando trata de assuntos do município. A população já percebeu isso e não está poupando críticas a alguns promotores.

Shopping Leolar
Andrey Rocha, presidente do Grupo Leolar, confirmou para 2012 a inauguração do Shopping Leolar-Pátio Marabá, durante solenidade de assinatura de contrato entre a AD Shopping e o próprio grupo marabaense. Empreendimento projeta sete lojas âncoras, cinco salas de cinema, 164 lojas satélites, seis mega, 17 fast food, 1.167 vagas de garagem, dez escadas rolantes, pito elevadores, dois restaurantes e um parque de diversão. Investimento de R$ 150 milhoes.

Voz pacificadora
Lideranças empresariais e políticas do Sul do Pará presentes à festa de aniversário do deputado federal Paulo Rocha (PT), sábado, em Belém, contam que o evento foi uma demonstração da importância do parlamentar petista como um das principais vozes do PT, atualmente, autorizada, e ouvida, para ajudar a reatar as relações do PMDB com o PT. Constataram o discurso de Rocha, com quem conversava, sempre favorável ao reencaminhamento da aliança.

Congresso de transportes
Tema a ser tratado como principal pauta do V Congresso Internacional de Transportes da região, será as implicações econômicas e ambientais da logística na Amazônia, que paralelamente terá uma Feira de Transportes da Amazônia, numa promoção do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial e Lacustre e das Agências de Navegação no Estado do Pará (Sindarpa). Lançamento oficial dos dois eventos acontece na próxima sexta-feira (16). A Hidrovia do Tocantins será a atração do congresso.


Umas & Outras

O lançamento da Trans 2010 e o V Congresso Internacional de Transportes da Amazônia acontecerá na sexta-feira (16), às 20h, no 9° andar da sede da FIEPA (Av. Quintino Bocaiúva, 1588).

Torcida de Marabá não fala em outra coisa: assistir a uma retumbante do Águia, contra o Remo, no Zinho Oliveira, para a arrancada final em busca do título estadual.

A partir desta quinta-feira, 15, o blogueiro e magistrado do trabalho José Alencar estará fazendo a rota aragonesa do Caminho de Santiago. Trilha será relatada, on line, no blog do competente autoridade. Coluna deseja Alencar feliz caminhada.
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segunda-feira, abril 12, 2010

Batalha pela Alpa – Parte 3

No primeiro encontro formal das lideranças empresariais de Marabá com Maurílio Monteiro, secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, alguns dias após Ana Júlia realizar em Marabá a audiência do Planejamento Territorial Participativo, setor produtivo da região retornou de Belém com ânimos estimulados, depois de conhecer uma pré-agenda do governo do Estado voltada para a Região Sul - grande parte em consonância com as reivindicações apresentadas por Gilberto Leite durante discurso no encontro do PTP, representando demandas antigas da sociedade regional.

Maurílio impressionou diretores e associados da ACIM ao falar em desenvolvimento integrado, defendendo ganhos em tecnologia, ciência e preservação de meio ambiente.

Para surpresa de todos, Monteiro antecipou notícia que rondava os meios produtivos do Pará, àquela época, sem confirmação oficial: a desistência formal do grupo chinês Baosteel Shanghai Group Corporation de participar da construção de uma siderúrgica de aço em São Luís, em parceria com a Vale, reforçando o que dissera Gilberto, em discurso, de “ser perfeitamente possível o Estado do Pará, voltar à disputar a implantação de empreendimento idêntico, em Marabá”.

Maurílio não apenas confirmou o fato, como assegurou aos presentes já estar direcionando ações, por determinação da governadora do Estado, para o Estado voltar a entrar na disputa pela conquista do empreendimento que o governo do Maranhão tanto lutava para nos subtrair.

Ninguém, jamais, aceitaria, outra vez, o Maranhão levar o bônus da extração mineral paraense.

Como as ações representavam movimentos políticos de bastidores, a diretoria da ACIM soube apenas, na mesma audiência no gabinete de Maurílio, de encontro agendado em Brasília para Ana Júlia ser recebida pela então ministra da Casa Civil, Dilma Roussef.

Dez dias depois, a governadora e Maurílio se encontraram verdadeiramente com Dilma, oportunidade em que foi relatada a necessidade do Pará receber da Vale atenção diferenciada, objetivando tornar menos injusta distribuição de riquezas, sempre cambando favoravelmente para o lado da mineradora na exploração do minério extraído do solo paraense.

Dilma concordou com todos os pontos dissecados por Ana, prometendo intervir junto ao presidente Lula.

Na mesma reunião com a classe empresarial marabaense, ainda em 2007, o chefe da Sedect fez espécie de avant-première do programa NavegaPará e da proposta, em fase de elaboração, de instalação do Fórum Paraense de Competitividade, destinado a reunir as principais lideranças de produção econômica para a discussão de propostas de desenvolvimento do Estado.

A exposição pedagógica de Maurílio Monteiro demonstrava aos diretores e associados da ACIM a formatação de um novo modelo de desenvolvimento para o Estado, priorizando o conhecimento e a verticalização.

O desastre que representava para a implantação da política de industrialização do Estado, a extinção da Companhia de Distritos Industriais do Pará seria contornada. O chefe da Sedetc garantia já haver decisão de Ana Júlia revogar ato de Simão Jatene ressuscitando o órgão.

Mais: o governo estava decidido a investir pesado na recuperação dos distritos de Marabá, Barcarena e Icoaraci.

Para que todas as ações em direção a verticalização ganhassem “liga”, importante seria estar atento para que o governo federal levasse em frente decisão de concluir as obras das eclusas de Tucuruí, tirar do papel a hidrovia Araguaia-Tocantins e trabalhar em direção a formação de mão-de-obra qualificada, com investimentos em ciência e tecnologia.

Esse discurso foi amplamente defendido por Maurílio, na reunião, culminando com a notícia de que sua secretaria estava trabalhando na conclusão do projeto de implantação de três Centros de Tecnologia, em Belém, Santarém e Marabá.

Único assunto da pauta tratada junto ao titular da Sedect que não mereceu indicativo de que sensibilizaria o governo, naquele instante, foi quando se tratou da questão da Reserva Legal. Maurílio, inicialmente, demonstrou preocupação em ampliar de 30 para 50% o aproveitamento de áreas plantadas, de acordo com a vontade de empresários do setor florestal.

Estrategicamente, o tema foi deixado de lado.

O mais importante, para a diretoria da ACIM, era de que o novo governo do Estado tinha um plano de ação, recebia a sociedade para dialogar e prometia defender, a todo custo, a luta pela verticalização do aço produzido no Pará.

No quarto artigo desta série sobre a Alpa, o blog contará, amanhã, detalhes do primeiro obstáculo, no Governo Ana Julia, para a implantação da siderúrgica em Marabá: a disseminação de atitudes fora da legalidade de grande parte dos guseiros do Distrito Industrial de Marabá, que empurrou Ana Júlia a apoiar publicamente ações repressivas dos órgãos fiscalizadores a por um freio na bagunça.
- Só ficará no Estado aquele empresário que quiser trabalhar dentro da legalidade, disse Ana.
Mas isso é história pro artigo de amanhã.

Alpa em seriado

Pela parte da tarde, o blog publica a Parte 3 da série "Batalha pela Alpa".

Centro de Perícias

Aprovado no último concurso do Centro de Pericias Científicas Renato Chaves, para o cargo de Perito Criminal, Leandro Lopes Benfica manda emeio fazendo algumas considerações.


Esclarece que o concurso teve o edital de abertura lançado em maio de 2007 e o andamento do certame veio se arrastando durante dois anos e três meses. “Durante este tempo, passamos por um curso de formação que durou cinco meses sem nenhuma remuneração no qual vários candidatos de outros Estados tiveram que largar familia, emprego e custear toda despesa de alimentação e moradia na cidade”.

Mais:

“Apesar de todas as dificuldades e obstáculos do certame, tinhamos a expectativa e a palavra do Diretor Geral de sermos empossados logo após 30 dias do termino do curso de formação. Mas para a surpresa geral dos candidatos, depois da homologação do concurso o Estado inviabilizou nossa posse dizendo que a crise mundial afetou drasticamente a economia”.

Leandro conta que, em Marabá, deveriam ser empossados treze peritos criminais, seis médicos legistas e sete auxiliares de perícia, saindo, no início deste ano, no entanto, “ a nomeação somente dos candidatos sub-judice, ato na qual nem a SEAD soube nos explicar”.

Leitor pede ao blog que busque explicações das autoridades para a demora na definição do quadro de concursados, “levando em conta a situação dificil pela qual passa o centro científico, em Marabá”.

O blogger prometer averiguar.

Zero à esquerda e à direita

Dois péssimos administradores passaram pelo governo Ana Júlia dando provas reais de incompetência e mínima responsabilidade no trato com a causa pública: Suely Oliveira e Valdir Ganzer.

Na Sedurb, Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Suely não disse para o que foi nomeada. Passou deixando rastro de ranço, mau-humor e nenhuma realização de realce.

A obra de urbanização do bairro Cabelo Seco, em Marabá, sob batuta dela, começou a andar agora, mesmo na chuva, após desincompatibilização da senhora pretendente a uma vaga na Assembléia Legislativa.

Valdir Ganzer, dirigindo a Setran (Secretaria Estadual de Transportes) dispensa comentários.

Dois pesos-pesadíssimos caregados por Ana Júlia num infortunado tempo de esperas e aborrecimentos.

Vou-te!

Baixaria em corredor

A promotora de Justiça Daniela Moura chamou de "mentiroso" o prefeito de Marabá, Maurino Magalhães (PR).

Fato ocorreu em evento oficial no qual Daniele dirigiu-se a Maurino para interpelá-lo sobre declarações do prefeito, à imprensa, explicando à população razões que levaram a prefeitura suspender a coleta de lixo da cidade.

Quem assistiu ao entrevero, em corredor público, ouviu  o chefe do executivo refirmar à promotora tudo o que dissera aos jornais, encarando-a com o mesmo tom de voz.

Tiro de baladeira

Acabou-se a lua-de-mel do prefeito de Curionópolis com a Vale S.A.

A mineradora criou expectativas de liberação de recursos e o prefeito andou investindo "por conta".

Passou da conta.

Wanderson Chamon (PMDB) está furiosa, prometendo ir à forra.

Como?!

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster publicada na edição de sábado do Diário do Pará:

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Panela de pressão
Desde os primeiros meses do mandato de Maurino Magalhães alguns membros do Ministério Público Federal, Estadual e Justiça Federal vem colocando o prefeito na parede, literalmente, exigindo do alcaide infalível zelo pelo cumprimento de atitudes até então afastado de preocupações urgentes daquelas autoridades. Somente para citar duas pendências, as questões do aterro sanitário e demissão dos temporários, que chegam a mais de dois mil servidores, estão transformando a cidade num pandemônio.

Lixo na cabeça
Num prazo de um ano, a prefeitura apresentou à Justiça Federal quatorze áreas como sugestão para transformá-la em aterro sanitário, sem que nenhum dos pontos fosse aprovado. Proibida de vez, agora, pela JF, de usar o atual lixão, o poder público não teve outra saída senão suspender a coleta de lixo, deixando monturos de sujeira por diversos bairros. A última área apresentada semana passada, a 17 km da cidade, também foi desconsiderada pelo juiz federal por se encontrar num assentamento rural. Já há gente em Marabá sugerindo ao prefeito recolher o lixo e depositá-lo em frente aos prédios da Justiça Federal e Ministérios Públicos.

Dois pesos, uma medida
Em verdade, o problema da destinação do lixo recolhido no setor urbano de Marabá é bem mais grave do que pensam promotores e juízes, e não pode ser resolvido de uma canetada apenas. Por toda a gestão de Sebastião Miranda o mesmo lixão hoje utilizado pela administração, apontado como ameaça aos aviões que usam o aeroporto local, foi tratado com certa benevolência, sem que juiz ou promotor colocasse a faca no pescoço do então prefeito.

Bom senso
A prefeitura encontra dificuldades, agora, não apenas para encontrar um local aceito pelas autoridades, mas há resistências também dos órgãos ambientais, que cravam restrições não menos radicais. Do jeito que a questão está sendo tratada, imperando o autoritarismo de juízes e promotores, quem será atingida ao meio é a saúde pública. Só há uma saída menos traumática: todos se juntarem para ajudar a prefeitura a resolver o impasse, ou ninguém chegará a lugar nenhum.

Raia-Miúda
Gerência de Marabá do CredPará liberou números do movimento de 2009 do programa de governo. No município, mais de R$ 2 milhões de reais foram liberados até dezembro passado, beneficiando 1.290 famílias. Este ano, a primeira remessa de liberação do CredPará deverá atender cerca de 160 pessoas com volume de investimento em torno de R$ 320 mil reais, com juros variando entre 0,5% e 1% . Programa se destina a gerar emprego e renda entre os pequenos empreendedores do Estado.

Sai pra lá
Darci Lermen não cede às pressões do PT para fazer alterações na secretaria de Obras, onde colocou um representante do PMDB, João Fontana, para espraiar sua estrutura de apoio político em Parauapebas. Totalmente alheio às pancadas que recebe de todos os lados, o prefeito disse à coluna que governa para todo o município, “e não para um grupo de militantes”.

Cabeça fria
Mais: Darci Lermen ampliará, além das expectativas criadas, mudanças em seu governo. No frigir dos ovos, restarão uns poucos secretários atuais, na reforma desenhada para governar até o final da atual gestão. Otimista, o prefeito aguarda o final do período chuvoso para espalhar obras pelo município, associando gestão pública e movimentos políticos de olho na eleição para deputado estadual de Milton Zimmer (PT)


Umas & Outras
Darci Lermen garante que fecha os dois anos e meio que faltam para concluir o segundo mandato, entregando à população sistema de água funcionando, o moderno hosptal municipal, Internet banda larga em toda a cidade e pelo menos parte da orla concluída.

Nos próximos dias, prefeitos dos municípios mineradores do Pará terão importante reunião na sede da AMAT para discutir uma série de ações a serem desenvolvidas no Estado.

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