sexta-feira, julho 20, 2007
Nada a declarar
A frase resume declaraçao, agora à tarde, do deputado federal Jader Barbalho (PMDB) sobre a morte de ACM.
Nas ondas do rádio
Rádio só presta ouvir do jeito que voltei a ouvir: chiadeiras, de repente o som vai fugindo, fugindo, parece não voltar, mas aos poucos vem, e com seu retorno passando a sensação de bem estar na alma.
Foi tão gostoso que preferi brigar com o sono quando ele ensaiou dominar os sentidos. Tava bom demais ouvir Gonzaga, Quinteto Violado, Jackson do Pandeiro xaxando "Sebastiana" (quem gosta vai ficar com inveja); e não sei quem entrou (voz de mulher, parecia Marinêz - os mais novos nem sabem por onde começar!) cantando "Menino de Braçanã", da dupla Arnaldo Passos/Luiz Vieira.
"É tarde, eu já vou indo / preciso ir embora / até amanhã / mamãe quando eu saí disse: filho,não demore em Braçanã.."
Já era tarde. Ou cedo? E eu pensava estar no meio da mata às margens do rio Vermelho, debaixo de um barraco ouvindo o barulho de chuva caindo sobre a palha, enquanto da cozinha, iluminada por lamparina, vinha o cheiro inesquecível do café feito pelo pai João Bogéa.
O sono chegou e não ouvi o final de uma toada em ritmo de maracatu cantada também não sei por quem.
"Vai boiadeiro que a noite já vem / Guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem..."
Boa impressão
Talento desejado
Padrinhos abatidos
Brejo e Paratins
Morada Nova surgiria com o nome de Paratins do outro lado do rio Tocantins, cuja criação não deverá render lances traumáticos.
Brejo do Meio, sim. Este novo município abocanharia os Projetos Salobo e Buritirama, além do ultimo espaço de área rural rica em terras agricultáveis. Essa proposta vai ser enterrada pela forca do poder econômico e pressão da mídia.
Revigorando a legenda
A direção estadual da legenda decidiu que lançará candidatos a prefeito em municípios estratégicos, sem fechar portas a negociações. Em Marabá, o nome do vice-prefeito Ítalo Ipojucan é dado como certo na disputa pela sucessão de Sebastião Miranda.
O Airbus-A320 podia voar?
Mas pode ser por aí, considerando: 1) dois minutos antes do 3050 tentar fazer seu pouso, outra aeronave da mesma envergadura aterrissou normalmente sem acusar deficiências da pista; 2) comparando a velocidades dos dois aviões, é clara a situação de altíssima velocidade do Airbus-A320 na hora em que tocou no chão, mais parecida com procedimento de decolagem.
O que maltrata nessa história é a posição da direção da TAM admitir, em nota enviada à imprensa, que o equipamento voava já a alguns dias com o reversor direito desligado, sem que esse procedimento configurasse “qualquer obstáculo ao pouso da aeronave".
Momento de indagar aos executivos da empresa se eles viajariam em avião (ou permitiriam que suas mães também o fizessem) com defeito em um dos instrumentos da aeronave mais exigidos na hora de controlar seu pouso.
Detalhe: a competente reportagem do "Jornal Nacional" mostrou que o mesmo Airbus-A320 teve problemas para pousar, na segunda-feira (16), também em Congonhas, procedente de Minas Gerais. A parada se deu no limite da pista.
quinta-feira, julho 19, 2007
Pouso ou decolagem?
Esse avião da TAM do vôo 3054 estava pousando ou decolando no aeroporto de Congonhas? Muito esquisito isso, não acham?
Voz do povo
“O Pará não tem força política. As rodovias no Estado não funcionam; a Belém-Brasília, principal artéria da Amazônia, inexiste com tanto buraco, a Transamazônica é uma calamidade e a BR-163, que deveria escoar grãos também do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, nunca saiu do papel. A hidrelétrica de Belo Monte, com a briga do governo federal, estadual, Ibama e movimento ecológico não sai. Se o Brasil crescer 3% não terá energia. Todos os projetos de manejo florestal no Pará estão paralisados, 60% das empresas, e quem exporta madeira trabalha com estoque de 2006. A Secretaria de Meio Ambiente aprovou 28 projetos, mas não liberou nenhum. Já fecharam 60% das empresas e não demora mais 30% vão embora. Há em Belém obras inacabadas, hospitais prontos que nunca funcionaram, colégios que foram feitos e não têm nenhum aluno estudando e inclusive Universidades que nunca saíram do papel, as de Santarém e Marabá. A segurança pública em Belém é brincadeira, uma das cidades mais violentas, com grande degradação da infância e juventude."
Decidido! Marcos Marcelino candidato a governador do Carajás ou Tapajós!
Hospedagem econômica
Tribuna universal
Parabéns, Gerson!
Bom dia, deputada!
Etanol: Jader cobra exclusão da Amazônia
Sai agora?
Faltando um pedaço
Mel na chupeta
quarta-feira, julho 18, 2007
Candidato de idéias
Ítalo é pré-candidatíssimo a prefeito. Se chegar em junho com pelo menos 10 pontos nas pesquisas, ambala e pode surpreender.
Das muitas idéias expostas num rápido bate-papo (todas anotadas e a serem publicadas paulatinamente), Ítalo não enxerga Marabá do futuro sem uma Ouvidoria. "Ouvidoria para atuar mesmo e cobrar do prefeito, sem meio-termos", diz.
Quem integraria essa Ouvidoria? Anotem:
Representantes do Ministério Público, Judiciário, classe trabalhadora urbana, classe trabalhadora rural, classe patronal, classe estudantil, e assim por diante. Ninguém da prefeitura. Ninguém da Câmara. Nenhum político.
"Quem quer trabalhar com honestidade não tem medo da transparência", ensina.
O silêncio de Bernadete
Já se passaram 24 horas e a deputada ainda em obsequioso silêncio.
Nelore & Açucar
Carvão limpo
Conforme antecipado pela minha coluna do Diário do Pará, o manejo da Cikel Florestal tem o aval da Sectam e foi visto de perto por um representante do Greenpeace e pela jornalista Mirian Leitão, que nos ultimos meses tem dedicado atenção ao passivo ambiental provocado pela guseiras paraenses.
terça-feira, julho 17, 2007
Posição de Parsifal é inegociável
Respodendo a sua provocação sobre se a minha posição a respeito da divisão persiste, depois de o Governo do Pará ter firmado posição contra a divisão, afirmo-lhe que continuo com a mesma opinião e disposição. É oportuno, também, deixar claro, que não houve um enquadramento por parte do governo: este apenas disse a sua atitude, que não é necessáriamente a daqueles que lhe emprestam sustentação política. A minha posição a respeito da divisão do Pará é conceitual, conjuntural, estrutural e inegociável politicamente, por uma simples razão: eu acredito nisto como via de desenvolvimento. Defendo a divisão pelo que acredito, como já dito acima, e pelo que não acredito: o sofisma geo-político de que o Pará, do tamanho que é, e pela parca capacidade de investimento que sempre terá, pode dar as respostas devidas em áreas localizadas fora da influência metropolitana.
Os criativos rebeldes apenados
Mestre Lauande ensina mais. Muito mais. Basta visitá-lo Aqui.
Deputado aponta caminho da luta
"Pra usar um ditado popular: não abro da questão de Carajás nem pro tem da Vale carregado de minério de ferro. Ontem, por exemplo, estive num protesto na Vila União (Marabá) de moradores que querem a pavimentação da Estrada do Rio Preto. Uma obra orçada em 90 milhões. Advinha o que eu disse para centenas de pessoas, com lideranças do PT presentes...Que enquanto não tivermos o nosso Estado a turma de Belém não põe um dinheiro desses na nossa região, mesmo que seja numa estrada estratégica. Mas colocam num Hangar - Centro de Convenções, Estação das Docas, Boteco das 11, Mangal das Garças, etc. Só estão asfaltando a PA 279 porque é de interesse da Vale. Se não fosse o projeto Onça Puma não tinha pavimentação. Mas todas as estradas na região metropolitana de Belém, acessando municípios que merecem, mas não têm importância econômica, estão asfaltadas. No anúncio da governadora Ana Júlia do seu plano de investimentos para este ano, de aproximadamente 700 milhões, fui o único a protestar, ainda que educamente, que é o meu estilo, porque ela anunciou a construção este ano da Escola de Produção de Barcarena (na região metropolitana) e não a de Marabá, que vai sediar o projeto Salobo em breve.Disse aos próceres do governo, depois de ter dito em público no Simpósio pela criação dos novos estados, que enquanto a PA 150, a principal rodovia do estado, não viu durante os cinco primeiros meses do ano uma operação tapa-buraco sequer, o Hangar, duramente criticado pelos líderes petistas durante a campanha, recebeu nos três primeiros meses do ano 17 milhões.
Da tribuna da Assembléia tenho batido nisso constantemente. Não é culpa da atual governadora. É um modelo, que vem do Aloísio Chaves, Fernando Guilhon, Hélio
Gueiros, Jader Barbalho, Almir Gabriel, Jatene e que não vai mudar no atual governo, por mais boa vontade tenha a governadora e meu caro secretário André Farias. Juro que não aceito a provocação. Mas já estava preparando um texto pro blog do Juvêncio, um anti-emancipacionista empedernido, mas pelo menos um democrata, que topa o debate e o plebiscito, ainda que na maioria das vezes, quando trata desse tema, perca seu brilho intelectual resvalando para afirmações que beiram o baixo nível devido a posições preconceituosas. Digo mais: o posicionamento do Governo do Estado, agora oficialmente contra, o que eu já sabia, não altera o rumo da nossa luta. Para arrefecer os ânimos separatistas (eu prefiro usar o termo multiplicacionistas) só com muito investimento. O Estado não tem essa capacidade de investimento. É um tigre de papel. Só pra pegar o caso de Marabá, seria necessário que o Estado fizesse investimento direto, em saneamento e pavimentação, por exemplo, de pelo menos uns 10 milhões por ano. Não existe disposição para alocar um volume de recursos desses pra Marabá ou qualquer município da região.O nó não está em Belém. Está nas bancadas do sul e sudeste do País, que não querem a criação de novos Estados no Norte, pois isso significa mais senadores e mais deputados federais nortistas, o que desequilibraria a correlação de forças no Congresso Nacional. Por isso a mobilização deve ser intensificada junto aos formadores de opinião no Congresso. Junto com a mobilização popular por aqui. Sem agredir a turma da capital, porque isso é estupidez. O povo não gosta de radicalismos. E pode anotar: se o plebiscito for aprovado só vai votar quem é da região, pois a Constituição é clara a respeito disso. A Justiça vai garantir isso. Acho que a governadora e a turma de Belém abriram o olho e descobriram isso. Daí terem se posicionado agora contra a mobilização. Se tiver plesbiscito sai o Estado. Devido a uma elite predadora, a uma máquina ineficiente, a uma estrutura montada pra dar a fatia principal do bolo para a região metropolitana e as migalhas para o restante do estado, mas, principalmente, pelo fato de um Estado desse tamanho ser inadministrável, a criação do Estado de Carajás se tornará cada vez mais uma necessidade imperiosa. Apesar dos posicionamentos contrários da classe política da capital, dos anônimos que escrevem besteira para revelar sentimentos de inveja inocultáveis ( e que vão continuar ouvindo meus discursos contundentes a favor da criação do estado de Carajás, para sua tristeza) ou das saudáveis provocações de um dos melhores blogueiros do Pará".
As ZPEs estão chegando...
E aeê?!
A caixa de comentários aguarda-os.
E agora, Odair?
Humilhação maior que essa, quem já viu?
Súplica Paraense
Olha que gracinha de frase do anuncio: “Vamos juntar forças, unir corações e mentes na grande campanha de nossa vida, em defesa do Pará”.
Sugere-se também apegar-se a Nossa Senhora de Nazaré que a tudo escuta e vê.
O anúncio transmite clima de desespero e medo. Pavor até. Fica a nítida impressão de que os barões da capital estão temerosos em perder a mamata das riquezas produzidas pelos povos sofridos e humilhados do Sul e Oeste do Estado.
Ó, Deus!
Comparando é que se entende
Por que se tornou inadiável a criação dos Estados de Carajás e Tapajós?
1 - Olhem para o mapa do Brasil com bastante atenção.
2 – Vejam a área dos Estados do Amazonas, Pará e Mato Grosso com 3.721.790 Km2 -, ou 43,7% do território nacional.
3 – Agora, olhem para uma das regiões mais pobres e mais secas do Brasil, o nordeste oriental (RN-PB-PE-AL-SE) com apenas 257.227 km2 ou 3,02% do país.
4 – Esses cinco Estados do nordeste, têm, juntos, 750 municípios contra 344 da primeira região, portanto, são muito mais organizados.
5- Em termos de qualidade de vida e riqueza têm: PIB/Anual muito superior (R$ 78,04 bilhões); população maior (19.769.874 habitantes); mais veículos (2.058.060); mais telefones fixos e celulares (2.661.800 e 4.265.201 respectivamente); o triplo de Universidades Federais (9), 3,7 vezes mais alunos universitários (631.035 alunos no curso superior); uma representação política no Congresso Nacional muito superior a nossa (15 senadores e 62 deputados federais) além de cinco governadores. Com apenas 3,02% do Brasil, eles nos superam em tudo, até em estradas pavimentadas -, o que é um verdadeiro descalabro, mesmo sendo paupérrimos em relação ao sul e sudeste. Dados do censo de 2000 do IBGE.
6- Isso significa que os nordestinos são mais ricos porque possuem mais veículos e produzem um PIB que é quase o dobro do nosso, se comunicam melhor, conseguem mais recursos no Congresso, se educam melhor por terem o triplo das nossas universidades federais gratuitas, além de um futuro muito melhor porque têm quase quatro vezes mais alunos no curso superior. Dados completos abaixo, para uma reflexão mais profunda dos nossos governantes e políticos.
Não quis fazer uma comparação com os Estados do sul e sudeste, porquanto, cairia em depressão profunda e falta de esperança com relação ao nosso futuro. Apenas para se ter uma idéia, o pequenino Estado do Rio de Janeiro com 43.696 Km2 (1,16% do nosso território) nos supera em todos os indicadores com vantagens assustadoras, à exceção do número de senadores que é igual para cada Estado, e aqui somos 3 Estados, além do número de municípios devido à exigüidade territorial.
Evocando o princípio democrático, de que, todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido, lembramos que uma significativa parte das populações desses três Estados gigantes está pedindo aos três governadores (Blairo Maggi, Ana Júlia Carepa e Eduardo Braga) que apóiem e recomendem a criação dos novos Estados de Araguaia, Tapajós, Carajás, Solimões e Juruá, além dos territórios federais de Marajó e Rio Negro. Assim, considerando que toda a população das unidades federativas originais, sem exceção, encontra-se com o seu futuro irremediavelmente prejudicado, conforme explicitamos nos dados inequívocos acima, se faz que os referidos próceres tenham cinco minutinhos de prosa e tomem a feliz iniciativa de recomendar e trabalhar ativamente, para a criação desses novos Estado, em caráter especial urgente, em virtude da verdade e do bem estar dos seus governados. Ao contrário, estariam, sem se dar conta, contribuindo para a felicidade e o desenvolvimento de outras regiões e de outros brasileiros, em detrimento de sua gente, em visível contra-senso às suas missões primordiais.
segunda-feira, julho 16, 2007
Tapajós reage
"A Aces também discorda da afirmação de que a divisão do Pará vai causar prejuízos ao Estado que remanescer. Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do governo federal, com a divisão, mostra que o Pará manteria a maior população e os melhores índices econômicos e sociais, como renda per capita, menor desigualdade, maior percentual de domicílios com acesso a água e energia e menor taxa de mortalidade infantil".
Solidariedade
Flexa Ribeiro ganhou o respeito de importantes nomes da política e do PIB do Sul do Pará.
Devolvendo o que não é seu
Detalhe: até agora nenhuma conta da prefeitura em foco foi julgada . O prefeito está em seu segundo mandato.
Petrolina é aqui
Mercado externo
Com o gradativo incremento na demanda por sustentabilidade da agricultura, fomentado pelos movimentos ambientalistas pela preservação dos recursos naturais, pela demanda de produção de produtos saudáveis e “ambientalmente corretos”, esclarece Gilberto que o mercado internacional da indústria de sucos está cada vez mais ávido por consumir frutas de boa qualidade. Na visão dele, a zona a ser estudada para o projeto de produção integrada de manga poderia ocupar uma área ao redor de 3 mil hectares ( o Vale do São Francisco engloba apenas 1,5 mil ) com pequenos e médios produtores treinados para exportar manga ‘in natura’. “A região como um todo, tem tudo para ter um acelerado crescimento de produção agroindustrial irrigada”, sustenta.
A logística de apoio à exportação, como ocorre em Petrolina, no estado de Pernambuco, seria o aeroporto de Marabá, com investimentos em sua ampliação.
De olho nesse nicho, Gilberto Leite pretende trocar figurinhas com técnicos do governo Ana Julia.
Novos caminhos
Até agora foram investidos nas obras da eclusa de Lajeado R$ 65 milhões e até a conclusão, em 2010, serão aplicados mais R$ 587 milhões divididos em R$ 91 milhões para 2007, R$ 186 milhões para 2008, R$ 180 milhões para 2009 e R$ 130 milhões em 2010.
A hidrelétrica de Estreito depende do bom humor do Ministério Público Federal. O projeto, até o presente momento, não contempla a construçao paralela da eclusa.
Agilidade
Após sua conclusão, a eclusa de Lajeado permiirá a navegabilidade do rio no trecho que inicia na cidade goiana de Aruanã e vai até a cidade tocantinense de Xambioá, numa extensão de 1230 km. O governo do Tocantins trabalha para efetivar o trecho de 420 km, entre Miracema a Aguiarnópolis/TO, onde fará o modal com a Ferrovia Norte-Sul completando, assim, a maior logística de transportes da região Norte do país, interligando-se ao Porto de Itaqui (MA) e aos portos do Estado do Pará, que poderão ser alcançados tanto pela Ferrovia Norte-Sul, de Açailândia a Belém, como pela Hidrovia Araguaia-Tocantins, caso sejam construídas as eclusas de Estreito e Tucuruí.
Custo Brasil
Dados da iniciativa privada indicam que os custos de uma eclusa representam 5% do valor total das obras de construção da hidrelétrica, se for erguida concomitantemente com a usina. Assim, como a previsão de custos da Hidrelétrica de Estreito situa na faixa de R$ 1,8 bilhões, a eclusa construída simultaneamente ficaria por volta de R$ 94,5 milhões. Se for construída depois, de acordo com análise da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a eclusa custará quatro vezes mais, ou seja, R$ 378 milhões, causando a diferença um prejuízo de R$ 283,5 milhões aos cofres públicos, o suficiente para se construir 56 mil casas populares no valor de R$ 5 mil cada.
Torrando dinheiro
O presidente da Federação da Agricultura garante, “sem medo de errar”, que o prejuízo com a não construção de eclusa de Estreito ao mesmo tempo em que se edificará a hidrelétrica daria para edificar milhares de habitações. “É que com a diferença de valores entre a obra da eclusa atualmente e após a construção da Hidrelétrica, o Governo Federal poderia construir 56 mil casas populares de baixa renda beneficiando 56 mil famílias, o que equivale a uma população de 224 mil pessoas, praticamente o número de habitantes de Palmas”, caclula.
Iniciativa popular
Ao contrário dos dirigentes paraenses que estão há mais de duas décadas assistindo a novela das eclusas de Tucuruí, sem tomar nenhuma iniciativa prática, Junior Marzola disse que a sua entidade vai lutar para sensibilizar as populações sobre o tema eclusa do Estreito. Além disso, Ação Civil Pública, com pedido liminar, foi protocolada no último dia 13 de Junho pela FAET, distribuída à 1ª Vara da Justiça Federal em Palmas, sob a responsabilidade do juiz federal Adelmar Aires Pimenta da Silva.
Objetivo da Ação
A ação destina-se a suspender as obras da Hidrelétrica de Estreito até que seja definida a construção da eclusa, “resguardando os direitos difusos e os direitos coletivos da sociedade brasileira, especialmente dos moradores dos Estados do Tocantins, Maranhão e Pará, cujas economias estão seriamente ameaçadas diante da não inclusão obrigatória, quando da construção da Hidrelétrica de Estreito, de dispositivo que determine, concomitantemente, a construção de uma eclusa no barramento da hidrelétrica, durante o próprio empreendimento hidrelétrico, deixando à luz de outras análises o assunto, que termina colocando a responsabilidade da obra aos auspícios do Governo Federal em tempo não determinado e dispêndios mais onerosos”.
A ação é contra a União, Ibama, Agência Nacional de Energia Elétrica, Agência Nacional de Transporte Aquaviário, Agência Nacional de Águas, Consórcio Estreito de Energia (Ceste) constituído pelas empresas Companhia Vale do Rio Doce, Alcoa Alumínio S/A, BHP – Billinton Metais S.A, Camargo Correia Energia S.A, e Tractebel Egi South América Ltda.
Show de bola da Federação!
domingo, julho 15, 2007
Tristeza sin fin
DECEPCION. Messi no lo puede creer. Brasil dejó a Argentina sin Copa. (AP) 